A Mercedes nunca escondeu que um dos desejos de contar com Michael Schumacher na equipe seria aproveitar a imagem do heptacampeão para vender seus carros de rua. E a tradicional marca alemã foi rápida: já colocou o piloto no anúncio de seu mais novo carro esportivo, o SLS AMG, sucessor do modelo 300SL, conhecido como “asa de gaivota”, fabricado na década de 1950.
No entanto, o fator mais inusitado neste comercial é a cor do carro usado por Schumacher. O heptacampeão usa um SLS vermelho, tinta sempre associada à Ferrari, onde o piloto passou seu período mais vitorioso na Fórmula 1. A montadora abandonou seu tradicional prateado neste anúncio. Assistam!
Nesta terça-feira, Michael Schumacher voltou às pistas pela primeira vez desde que foi confirmado pela Mercedes como titular para a temporada 2010. O alemão, que não pilotava um monoposto desde um teste com a Ferrari F2007 após o acidente de Felipe Massa no treino classificatório para o GP da Hungria do ano passado, fez o primeiro dos três dias de testes com um modelo de desenvolvimento da Fórmula GP2 para o próximo ano. Mas o heptacampeão só pôde sentar no carro por causa de uma liberação especial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). E isso poderá ser um precedente perigosíssimo.
Jean Todt, ex-chefe de Schumacher na Ferrari, é o atual presidente da FIA. Desde as primeiras especulações sobre o retorno do heptacampeão à categoria, o dirigente precisa afastar os boatos de um possível favorecimento a seu amigo. Dar a ele a possibilidade de testar em um carro da GP2 quando as atividades de pista da Fórmula 1 só serão liberadas no dia 1º de fevereiro não é a melhor maneira de provar isso. Se Schumi teve esse privilégio, por causa dos três anos parado, os estreantes da temporada 2010 mereciam, pelo menos, igual concessão. O alemão conhece a categoria, apesar das mudanças nos carros. Os novatos terão de aprender em apenas 15 dias de testes (se suas equipes andarem em todos).
Após três anos muito tumultuados por escândalos extrapista, a Fórmula 1 poderá voltar a uma fase muito perigosa, quando a Ferrari e Schumacher eram favorecidos em quase todas as decisões da FIA – não à toa a entidade ganhou o apelido de “Ferrari International Assistance” na época. É indiscutível que seu retorno trará mais atenção da mídia e do público, mas ele não pode ser privilegiado. Já bastam as polêmicas dos últimos anos. A F-1 não precisa de controvérsias. Elas podem agravar a crise de credibilidade que vive a categoria.
Sou contra a limitação dos testes imposta pela FIA nas bases atuais. Acho que as equipes andam muito pouco antes da temporada. Outro absurdo é não deixar que elas façam atividades durante o ano, o que dificulta muito a vida de quem precisa evoluir um carro ruim. Além disso, esta proibição é péssima também para a exposição da categoria na mídia e para o público. No entanto, se a regra precisa ser mudada, que seja mudada para todos. Nenhum piloto pode ser beneficiado em detrimento de outro. Por isso considero essa liberação para Schumacher testar um carro da GP2 um precedente perigoso. Como punir uma equipe que possa vir a realizar algum teste durante o ano, se a atividade do alemão foi liberada? Quero ver o que a FIA irá fazer.
E não é que Michael Schumacher desistiu de seu retorno à Fórmula 1 no GP da Europa, em Valência? O heptacampeão ainda sente os efeitos da violenta queda no circuito de Cartagena, na Espanha, quando testava um modelo de moto do campeonato de Superbikes. Após o teste com o F2007 em Mugello, há duas sextas-feiras, o alemão ficou com muitas dores no pescoço, parte mais atingida no acidente.
Por precaução, Schumi resolveu ficar fora do GP da Europa, mas ainda existe a chance de ele correr em outras provas deste ano, antes do retorno de Felipe Massa. O substituto do brasileiro em Valência será o italiano Luca Badoer, que nunca marcou um ponto na Fórmula 1 e é piloto de testes da Ferrari há muito tempo. Ele venceu a disputa interna com o espanhol Marc Gené, outro reserva do time italiano.
A desistência de Schumacher acaba por desanimar de vez a corrida em Valência para o público espanhol. Fernando Alonso, ídolo do país, não deve correr por causa da suspensão à Renault após a roda solta no GP da Hungria – se bem que acho que a FIA vai transformar esta punição em uma multa pecuniária, em dinheiro. Os torcedores, que compraram caros ingressos, irão reclamar, com certeza. Vamos aguardar as reações das arquibancadas, que não deverão ser positivas desde a sexta-feira.
O fato é que a Ferrari realmente valoriza o trabalho de Felipe Massa. Ambos os escolhidos – Schumi e Badoer – não têm mais grandes aspirações na Fórmula 1. Com isso, o brasileiro terá toda a tranquilidade para se recuperar do grave acidente no treino classificatório para o GP da Hungria. A vaga do piloto está garantida na equipe italiana neste ano e no ano que vem – palavra de Luca di Montezemolo. Então, Felipe, mantenha sua concentração no trabalho de recuperação e não tenha pressa para retornar. O importante é ficar 100%.
O Voando Baixo publica a charge feita pelo artista Bruno Mantovani, do blog http://mantovani.zip.net/. Fique então com a visão bem-humorada do Bruno sobre o retorno de Michael Schumacher ao cockpit da Ferrari na Fórmula 1. O que acharam? Comentem!
Na Copa das Nações do Race of Champions (ROC), não tem para ninguém. Pelo segundo ano seguido, Michael Schumacher e Sebastian Vettel (apelidado por alguns de “Baby Schumi”) dominaram a disputa por equipes e levaram o bicampeonato. Na final, os dois venceram Mattias Ekstrom (SUE) e Tom Kristensen (DIN), que correram pela Escandinávia. O heptacampeão da Fórmula 1 venceu as duas da melhor de três, enquanto a revelação perdeu para Ekstrom.
Mas o interessante desta dupla alemã é o encontro de gerações. Michael Schumacher dominou a Fórmula 1 por várias temporadas e detém a maioria dos recordes da categoria. Heptacampeão, ele se aposentou no fim de 2006, após ser vice-campeão em sua última temporada, ao perder o título para o espanhol Fernando Alonso. Já Sebastian Vettel assombra a todos desde sua estréia, em 2007. Neste ano, como titular da STR, o alemão ganhou sua primeira corrida e se tornou o mais jovem vencedor da F-1 no GP da Itália, em Monza.
O fato é que esta dupla simboliza uma espécie de passagem de bastão, de alemão para alemão. Schumi, que dominou a F-1 durante anos, dá sua chancela para Vettel. O jovem tem potencial para se tornar o melhor da categoria com facilidade. Atualmente, ele é superado apenas por Fernando Alonso, Felipe Massa, Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton. Algo excepcional para apenas sua segunda temporada. Podemos estar testemunhando o nascimento de um novo dominador da F-1. Esperemos as cenas dos próximos capítulos.
Assim como Mika Hakkinen, embaixador do “Piloto da Vez”, Michael Schumacher, heptacampeão da Fórmula 1, também está engajado em uma campanha contra a combinação álcool-direção. O alemão vai levar 28 fãs de carona, em uma promoção realizada por um de seus patrocinadores, em um circuito no sul da Espanha em maio de 2009. A ”Champions Drink Responsibly” (Campeões bebem responsavelmente) escolheu o piloto como seu embaixador. Um ótimo exemplo, não concordam?