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Na frente da fila

Dom, 14/09/08
por Rafael Lopes |
categoria GP2

Bruno Senna e Lucas di Grassi, vice e terceiro da GP2, respectivamente

A GP2 teve seu fim de temporada neste domingo, com a segunda corrida da rodada dupla de Monza. E mesmo sem pontuar, Bruno Senna e Lucas di Grassi asseguraram o vice e a terceira posição, respectivamente. O campeão foi Giorgio Pantano, da Racing Engineering, que confirmou o feito após a corrida de sábado na Itália. No entanto, o italiano não termina o ano com uma imagem boa, principalmente após as punições na Bélgica (quando acertou Di Grassi na La Source) e neste sábado, ao receber um drive through por cruzar a linha branca na saída dos boxes.

Os dois brasileiros, ao contrário, tem boas chances de ingressar na Fórmula 1 em 2009. Mesmo com pouco tempo de carreira no automobilismo, principalmente se comparado aos rivais, Bruno Senna fez corridas excelentes neste ano, como as vitórias em Mônaco e na molhada corrida de Silverstone. Ele sequer deu chances aos rivais em ambas as corridas. Já Lucas di Grassi chega bem credenciado, já que teve o melhor aproveitamento de pontos do ano na GP2. Ele não correu os três primeiros finais de semana da categoria e ainda conseguiu o terceiro lugar na categoria. Ele é piloto de testes da Renault e seu futuro será conhecido após a decisão de Fernando Alonso.

Bruno Senna e Lucas di Grassi, agora, têm de pensar no próximo passo: a Fórmula 1. Algo me diz que teremos boas chances de ver os dois na principal categoria do automobilismo em 2009. Por seu conhecimento da Renault, Lucas já foi sondado por várias equipes da F-1. Bruno, por sua vez, teve seu nome em várias especulações neste temporada, como a STR, a Williams e, por último, uma vaga de piloto de testes na McLaren. Ambos deixaram boas impressões após o ano de 2008 na GP2. Agora é torcer para que os dois consigam boas chances na categoria.

Ficou complicado

Dom, 07/09/08
por Rafael Lopes |
categoria GP2

Pastor Maldonado venceu em Spa-Francorchamps

A situação no campeonato da GP2 ficou muito complicada para Bruno Senna e Lucas di Grassi após as duas etapas da categoria em Spa-Francorchamps. Mesmo com a exclusão de Giorgio Pantano, líder da temporada, os brasileiros ainda estão muito longe no campeonato. O piloto da iSport, vice-líder, abandonou a corrida deste domingo e continua 11 pontos atrás. Já Di Grassi conseguiu um excelente resultado ao chegar em quinto após largar nas últimas posições. Contudo, a rodada dupla de Monza, casa de Pantano, será muito complicada. Para reverter o jogo ambos terão de torcer por muitos problemas do italiano.

A vitória ficou com o venezuelano Pastor Maldonado (ou, como dizem as más línguas, Maldanado…), da Piquet Sports. Mas, justiça seja feita, ele fez um corridaço. A disputa pela liderança, a uma volta do fim, nas Les Combes, foi sensacional. Ele ultrapassou o belga Jerôme D’Ambrosio por fora. Ele, sem dúvidas, é um piloto muito rápido, mas excessivamente afoito na maioria das vezes. Nesta corrida em especial, ele foi muito bem.

Justiça, ainda que tardia

Sáb, 06/09/08
por Rafael Lopes |
categoria GP2

Giorgio Pantano é excluído do fim de semana de Spa-Francorchamps da GP2

Eis que então, às 21h (horário da Bélgica), 17h de Brasília, chega a notícia mais esperada por Lucas di Grassi e Bruno Senna. Giorgio Pantano, líder do campeonato, e que tirou o brasileiro da Campos da corrida de sábado, foi excluído do evento de Spa-Francorchamps por “conduta antidesportiva e pilotagem perigosa”. Com isso, o italiano sequer entra na pista na corrida deste domingo e adiciona uma enorme mancha em seu currículo, já que os comissários de prova consideraram que ele tirou Di Grassi da prova de propósito.

Além disso, foi descoberta uma ultrapassagem de Pantano com o safety car ainda na pista. Ou seja, lambança completa do italiano. Além dele, Andreas Zuber, da Piquet Sports, foi desclassificado da corrida de sábado após a equipe fazer reparos não-autorizados em seu carro. O austríaco que corre pelos Emirados Árabes larga em último na corrida deste domingo em Spa. Jérôme d’Ambrosio sai na pole e Bruno Senna em 11º.

Clique aqui e leia o comunicado oficial da GP2

Dois pesos e duas medidas

Sáb, 06/09/08
por Rafael Lopes |
categoria GP2

Bruno Senna irritado após punição na primeira corrida da GP2 em Spa-Francorchamps

Lamentável o ocorrido na etapa deste sábado da GP2 em Spa-Francorchamps. Após um início de corrida molhado e o acidente do italiano Davide Valsecchi, a entrada do safety car causou uma das situações mais controversas desta temporada. Ao ser liberado pela equipe após o pit stop obrigatório, Bruno Senna dividiu a saída do pit lane com o compatriota Alberto Valério, em uma situação parecida com a de Felipe Massa e Adrian Sutil na última prova da Fórmula 1, em Valência, e do próprio brasileiro da iSport com Lucas di Grassi na primeira etapa de Silverstone da categoria.

Em ambas as situações, os pilotos escaparam ilesos. Apenas Massa foi multado após o incidente em Valência. No entanto, em Spa, os comissários (que são os mesmos da Fórmula 1) decidiram aplicar um drive through (passagem pelos boxes) em Bruno Senna, arruinando sua corrida. É o típico caso de dois pesos e duas medidas. Infelizmente, isso ainda acontece muito nas categorias menores do automobilismo. No caso, o italiano Giorgio Pantano, europeu e líder do campeonato, foi muito auxiliado pela decisão da direção de prova.

O prejuízo de Bruno seria ainda maior não fosse a rídicula tentativa de ultrapassagem de Pantano sobre o espanhol Roldán Rodriguez. O italiano freou na hora errada e atingiu a traseira do carro do brasileiro Lucas di Grassi, terceiro colocado no campeonato, tirando-o da prova. Neste caso, no entanto, os comissários consideraram o incidente normal e não puniram o líder do campeonato. Sem dúvidas, ele merecia a perda de dez posições no grid da primeira etapa de Monza, última rodada dupla da GP2 em 2008.

Sem dúvida, lamentável…

Início da arrancada

Sex, 05/09/08
por Rafael Lopes |
categoria GP2

Bruno Senna na Eau Rouge debaixo de chuva

Com mais um desempenho excelente debaixo d’água, Bruno Senna vai largar na pole position da primeira corrida da etapa de Spa-Francorchamps da GP2. Na realidade, o brasileiro foi beneficiado pela punição recebida por Karun Chandhok, seu companheiro na equipe iSport, em Valência, quando o indiano perdeu dez posições no grid de largada na Bélgica. De quebra, Giorgio Pantano, seu principal rival e que tem 11 pontos de vantagem (71 a 60), sai na quarta posição.

O treino foi disputado sob muita chuva e Bruno, mais uma vez, deu show nestas condições. O brasileiro ignorou as bloqueadas do francês Romain Grosjean e do rival Giorgio Pantano em uma de suas voltas rápidas. Com essa coragem e a habilidade de andar na pista molhada, ele não tardou a tomar a ponta do treino. Ele só foi superado por Chandhok na última volta, mas não perdeu a pole position.

Com este resultado e mais chuva na corrida deste sábado, Bruno tem tudo para reduzir a vantagem de Pantano no campeonato. E o italiano não se deu bem na única prova deste ano disputada com pista molhada, a segunda em Silverstone, na Inglaterra. O vencedor desta corrida? Bruno Senna, que teve muita facilidade e chegou a aumentar a vantagem mesmo atrapalhado por retardatários. Esta pole position pode significar o início da arrancada do brasileiro rumo ao título da GP2.

Os vencedores da Hungria

Dom, 03/08/08
por Rafael Lopes |
categoria GP2

Lucas di Grassi e Bruno Senna no pódio na Hungria no sábado

A rodada dupla da Hungria da Fórmula GP2 foi muito boa para os brasileiros Bruno Senna e Lucas di Grassi. Com a vitória na etapa de sábado, a mais longa e que tem uma troca de pneus obrigatória, o atual piloto de testes da Renault e que está na equipe Campos assumiu a terceira posição no campeonato, mesmo com seis etapas a menos que todos os concorrentes. Nem seu erro na corrida de domingo, quando exagerou ao tentar ultrapassar o inglês Mike Conway manchará o brilhante desempenho de Lucas em quase todo o fim de semana.

Já Bruno Senna, com dois terceiros lugares e conseqüentes duas subidas ao pódio, cortou a vantagem do italiano Giorgio Pantano para apenas sete pontos. Vale lembrar que o brasileiro chegou em Hungaroring com 15 de prejuízo. No entanto, mais do que o efeito no campeonato, foi importante que ele tenha conseguido fazer as duas corridas sem errar, sempre pensando no título. Depois de alguns lapsos na primeira corrida em Silverstone e nas provas em Hockenheim, Bruno parece ter reencontrado seu caminho. E, com isso, volta a ser um dos favoritos no mercado de pilotos da Fórmula 1 para a próxima temporada. O triunfo, que estava difícil, está ao seu alcance novamente.

Contudo, para mim, as grandes decepções desta etapa da Hungria da GP2 foram os desempenhos de Giorgio Pantano e, principalmente, de Romain Grosjean. O francês, apontado como grande revelação e com um lobby invejável da imprensa européia, cometeu uma série de erros que, no sábado, vitimou o líder do campeonato. Resultados lamentáveis nas duas corridas. E Pantano, apesar do quinto lugar no domingo, foi precipitado no incidente com o francês. Experiente, o italiano deveria ter sido mais cauteloso na disputa com o francês. Para quem já esteve na Fórmula 1, seu início na corrida de sábado foi digno de um principiante no automobilismo. Assista ao vídeo do acidente dos dois pilotos abaixo:

Um brinde à nova geração

Sex, 18/07/08
por Rafael Lopes |

Lucas di Grassi e Bruno Senna no pódio de Silverstone, pela GP2

Quando Emerson Fittipaldi e José Carlos Pace assombravam os europeus com grandes performances no início dos anos setenta, ninguém conseguia achar explicação para o sucesso daqueles jovens brasileiros. Jackie Stewart, que disputava título na Fórmula 1 competindo contra Fittipaldi, não foi nada convincente com uma lendária frase de efeito: “Só pode ser a água que eles bebem”, disse o escocês.

Mesmo vindo de um país com pouquíssima tradição automobilística, eles obtiveram sucesso e abriram as portas para outras gerações que fizeram bonito pelo mundo afora. Daí em diante, foram oito títulos na F-1, cinco vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis, cinco títulos nos maiores campeonatos de monopostos dos Estados Unidos, além de inúmeras vitórias e canecos conquistados em categorias de base internacionais.

Mas a fonte, que nunca foi lá muito forte, está secando cada vez mais. Pouco tempo atrás, com a extinção da Fórmula Renault Brasil e o progressivo abandono da Fórmula 3 Sul-Americana, a luz de atenção se acendeu. Naquela época, já não havia mais a Fórmula Ford, o kart continuava encarecendo, e houve quem duvidasse do surgimento de novos talentos para substituir Rubens Barrichello, Felipe Massa, Tony Kanaan, Hélio Castroneves, só para citar alguns que ainda estão em atividade nas categorias top.

Mesmo assim, contrariando o momento nada favorável para a formação de pilotos de fórmula no Brasil, quatro nomes estão se destacando nos vestibulares da F-1 e da F-Indy. Na Indy Lights, Raphael Matos e Bia Figueiredo são presenças regulares no pódio e estão na briga pelos títulos que disputam. Na GP2, papéis parecidos são desempenhados por Bruno Senna e Lucas di Grassi, que já são elogiados por chefes da F-1.

Estes quatro podem ser os últimos expoentes desta geração que hoje dá meia-volta na carreira em busca de um lugar na Stock Car. Mas ver a ótima Bia vencendo corrida e pedindo para ser comparada ao campeão Kanaan (e não à queridinha Danica Patrick, só porque é mulher) é um sintoma claro de onde ela quer chegar. Já Raphael é respeitado na América do Norte desde o título da Indy Pro Series, conquistado em 2007.

E este caminho de sucesso também deve bater às portas de Bruno e Lucas, que estão mais próximos da Fórmula 1 do que muita gente imagina. Que eles repitam, lá na frente, a dobradinha espetacular que protagonizaram recentemente na Inglaterra. E que me desculpe Sir Stewart, mas o segredo dos brasileiros deve ser, mesmo, o champanhe que eles bebem.

O jornalista Alexander Grünwald é produtor do programa Grid Motor, do SPORTV, e dono do Grün Blog. Ele escreve neste espaço todas as sextas-feiras.

Crédito das fotos: Divulgação GP2

Boletim do tempo - Silverstone (2)

Dom, 06/07/08
por Rafael Lopes |
categoria Fórmula 1, GP2

Largada da GP2 com chuva em Silverstone

Última atualização: 6h30m (de Brasília)

Chove em Silverstone! Acordei mais cedo para ver a corrida da Fórmula GP2 e vi que a previsão do tempo se confirmou. Pista molhada por causa da fraca mas intermitente chuva. E, para o Brasil, alegria geral! Dobradinha na categoria de base, com Bruno Senna, em um desempenho sensacional na água, em primeiro e Lucas di Grassi em segundo. Daqui a pouco, volto para comentar a corrida da GP2.

A fórmula do sucesso

Sex, 04/07/08
por Rafael Lopes |

Largada etapa do Bahrein

Após a Segunda Guerra Mundial, quando decidiram transformar os isolados Grand Prix em um campeonato unificado, os dirigentes da FIA criaram a categoria máxima do automobilismo mundial. Que, pouca gente sabe, quase foi chamada de Fórmula A. Mas, por maioria, ficou decidido que o nome seria o que conhecemos hoje em dia: Fórmula 1. Nome, por sinal, que já era conhecido pelos nossos pais e, no caso de alguns, dos próprios avós. Mas será que este é o nome que encantará as novas gerações de amantes da velocidade daqui a dez, vinte ou trinta anos?

A dúvida paira, mais uma vez, por causa da briga que agita o mundo do esporte a motor neste momento. Depois do motim ensaiado pelas montadoras no início dos anos 2000, o duelo agora é entre Max Mosley, presidente da FIA, e Bernie Ecclestone, manda-chuva da FOM, que cuida dos interesses comerciais e promocionais da Fórmula 1. Tudo, é claro, se resume a dinheiro e poder. Mas seria o caso dos fãs começarem a se preocupar com o futuro daquele espetáculo que roda o mundo fazendo barulho oito meses por ano?

Difícil dizer. O fato é que, nos últimos dias, Mosley anunciou o ressurgimento da Fórmula 2, que até 1984 servia como categoria de acesso à F-1. Atualmente, o último degrau antes do topo é ocupado pela GP2, que existe desde 2005, tendo substituído a mal sucedida Fórmula 3000. Mas não se fala em extinção da GP2, uma categoria que é fruto, digamos, da “iniciativa privada”. Ela está nas mãos de duas figuras bem conhecidas do ‘circo’: Bernie Ecclestone e Flavio Briatore, este último o diretor esportivo da equipe Renault, homem de grande influência mercadológica no mundo motorizado.

O ataque de Mosley, que quer tirar parte do poder de Ecclestone na F-1, vem bem municiado. O dirigente assegura que o custo por temporada não passará de 200 mil euros por piloto, contra um valor quase oito vezes mais alto praticado na GP2. Por outro lado, há quem garanta que está nos planos de Bernie, há muito tempo, criar a GP1, que rivalizaria com a F-1. Uma forma de garantir seu pé-de-meia no caso remoto de sair pela porta dos fundos do império que ajudou a erguer ao lado da FIA.

A queda de braço ainda promete novos capítulos. Fazer da possível GP1 uma categoria com forte apelo popular seria uma tarefa difícil, mas não impossível. Briatore poderia convencer seu amigo Fernando Alonso a ser o rei por aquelas bandas, no entanto é quase inimaginável ver a Ferrari, por exemplo, se aventurar em outra freguesia. Mas que ninguém duvide da capacidade do velho Bernie para minar a força de um rival. Que o digam a CART e o Mundial de Protótipos.

O jornalista Alexander Grünwald é produtor do programa Grid Motor, do SPORTV, e dono do Grün Blog. Ele escreve neste espaço todas as sextas-feiras.

Crédito da foto: Divulgação GP2

GP2 em um dia de protagonista

Sex, 23/05/08
por Rafael Lopes |

Um plebeu no principado

Alberto Valério dorme embaixo do aerofólio traseiro

A corrida da GP2 foi a atração do dia em Mônaco, onde a Fórmula 1 parece viver um dia de feriado. Sim, a sensação é daquela sexta-feira “casual” de um escritório, onde as pessoas não usam o uniforme, vestem-se como bem entendem etc. Uma cara de Quarta-Feira de Cinzas, com todo mundo meio de ressaca das festas. Na quinta, a balada no motorhome flutuante da RBR foi até 4h da manhã. E, na seqüência, todos iam para o mega-iate do magnata dono da Force Índia. Incluindo os pilotos da F-1 - afinal, sexta é dia de folga.

Pois bem, hoje a GP2 e Bruno Senna foram os protagonistas do dia, mas nem sempre é assim com a categoria de acesso da F-1. Os boxes da preliminar ficam a mais de 500 metros do paddock –e os carros ficam em um prédio-garagem, de onde saem desligados até se ligarem ao circuito por uma abertura de portão na La Rascasse.

Mas o grande barato é ver os pilotos da GP2 ocupando o lugar das feras da Fórmula 1 nas atividades de pista. Aqui vão algumas fotos diferentes: o capacete de Diego Nunes em frente ao box da McLaren, o cockpit do carro de Bruno Senna e Alberto Valério tirando uma pequena soneca antes de acelerar! Nesta sexta-feira, vou fazer o passeio tradicional de Mônaco: uma volta a pé no circuito.

Cockpit de Bruno Senna e capacete de Diego Nunes

Déjà vu em Mônaco

Sex, 23/05/08
por Rafael Lopes |
categoria GP2

Viviane e Bruno Senna comemoram a vitória em Mônaco na GP2

Fiquei com esta sensação ao ver a primeira etapa de Mônaco da Fórmula GP2, nesta sexta-feira. Afinal, Bruno Senna venceu a corrida, repetindo o que seu tio Ayrton fez seis vezes na Fórmula 1 (1987, 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993). Confesso que esperava o triunfo do brasileiro. Gosto de seu estilo de pilotagem e, sobretudo, de seu esforço, que chega a ser exemplar.

Bruno não teve a formação habitual de um piloto. Normalmente, os jovens passam anos no kart antes de tentar vôos mais altos. Este processo foi abreviado por causa da morte de Ayrton Senna em 1994, quando o automobilismo virou um assunto proibido na família. Ele, que só tinha se arriscado em algumas corridas amadoras, só começou no automobilismo mesmo aos 19 anos, quando tentou a sorte na Inglaterra. Em dois anos na Fórmula 3, conseguiu uma excelente evolução. O pulo para a GP2 foi realizado em 2006. Na segunda temporada, Bruno é um dos principais candidatos ao título.

A vitória de Bruno Senna em Mônaco trouxe boas lembranças não só aos brasileiros. Os amantes do automobilismo estão muito felizes em todo o mundo. Esta vitória pode ser o início de uma trilha de sucesso, que deverá continuar na Fórmula 1 em 2009. É o que todos esperamos!

GP2: Absurdo na Turquia

Dom, 11/05/08
por Rafael Lopes |
categoria Acidentes, GP2, Vídeos

Quando vi esta cena, logo pensei: e se acontecesse no GP do Brasil? Dois cachorros invadiram a pista de Istambul durante a segunda corrida da GP2 neste fim de semana (isso aconteceu já em Interlagos, mas não durante atividades em pista. O circuito foi muito criticado na ocasião). Um deles escapou ileso, mas o outro ficou no caminho de Bruno Senna. O brasileiro da iSport foi pego de surpresa e atingiu o animal.

Em um circuito tão moderno quanto o de Istambul, isso é lamentável. Os donos do circuito e os organizadores do GP deveriam receber algum tipo de punição pelo ocorrido. Isso é muito perigoso e pode até causar danos físicos aos pilotos. Além, é claro, de matar um indefeso animal.

P.S.: Aos comentaristas apressadinhos: é claro que lamento pela morte do animal. Mas o que está em discussão é a segurança do autódromo. Três vidas correram risco com o incidente: a dos dois cachorros e a de Bruno Senna. Duas foram poupadas, por sorte. E a direção de prova colocou o safety car na pista para recolher o outro animal. A falha é dos organizadores da prova, que colocaram os pilotos e os dois animais em risco por causa de um problema na segurança.


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