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Novo McLaren de rua

qui, 18/03/10
por Rafael Lopes |

A McLaren lançou o MP4-12C, seu novo esportivo de rua, nesta quinta-feira, em sua sede na cidade inglesa de Woking. Jenson Button e Lewis Hamilton, pilotos da equipe em 2010, foram os responsáveis por mostrar o modelo aos convidados e à imprensa. Antes disso, porém, os dois participaram dos testes de desenvolvimento do carro no circuito inglês de Goodwood. Assistam!

No capacete de Massa

ter, 09/03/10
por Rafael Lopes |

Esse vídeo é da Ferrari, durante um dia de testes coletivos da Fórmula 1. Debaixo d’água, por causa da chuva que caía naquele dia, o brasileiro deu uma volta na pista com uma câmera em seu capacete. Confiram!

Quatro por quatro

seg, 01/03/10
por Rafael Lopes |

RBR e Ferrari

Depois das férias, é hora de voltar ao blog. Neste último fim de semana, a Fórmula 1 realizou em Barcelona a última sessão de testes coletivos para a temporada 2010, ainda de acordo com o esdrúxulo regulamento que proíbe atividades de pista entre as corridas. É claro que não podemos dizer com certeza que os resultados serão os mesmos dos GPs deste ano, mas já dá para ter uma ideia. E parece que poderemos ver um retorno à competitividade das décadas de 1980 e 1990, com quatro forças bem definidas na frente.

Ferrari, McLaren, RBR e Mercedes despontam como as quatro principais equipes desta temporada. Destas quatro, o time italiano parece estar mais à frente, seguida pelos austríacos com mais um belo projeto de Adrian Newey. A McLaren de Jenson Button e Lewis Hamilton cresceu nas últimas duas atividades, com ótimos resultados em pista. Já a Mercedes de Rosberg e Schumacher é a que ficou mais atrás nos testes, mas não dá para descartar o trabalho de Ross Brawn. A equipe estreará seu difusor apenas no Bahrein.

Mercedes e McLaren

Das equipes do pelotão intermediário, a Williams é a que parece ter mais potencial. O motor Cosworth, que retorna à Fórmula 1 neste ano, parece ter evoluído muito desde os primeiros testes desta temporada, no início de fevereiro. A equipe de Barrichello e Hulkenberg melhorou a confiabilidade do carro e poderá ser responsável por algumas surpresas neste ano. Além do time inglês, Force India, Sauber e STR deverão brigar pelas posições intermediárias em 2010. A decepção desta pré-temporada é a Renault de Robert Kubica, que sempre esteve longe das primeiras posições em todos os testes da Fórmula 1.

Quanto às equipes novas, nenhuma surpresa. Confesso que, até pelo noviciado, já esperava um desempenho abaixo da média para elas. Os dois times ficaram, em média, cinco segundos atrás dos primeiros colocados, algo natural para estreantes, mas com muitos problemas mecânicos em seus carros. A situação tende a melhorar ao longo da temporada, apesar de seus orçamentos não serem tão grandes quanto os das principais equipes. Ainda temos duas interrogações no grid: Campos (ou Meta?) e USF1 ou Stefan GP.

Ainda vou escrever, nesta semana, sobre os problemas das novas equipes nesta temporada 2010. Mas apesar disso, há muito tempo uma temporada da Fórmula 1 não era esperada com tanta ansiedade. Este ano promete!

Segredo com data de validade

sex, 05/02/10
por Rafael Lopes |

Difusor da Ferrari F10

Grandes personagens da temporada 2009, os difusores duplos viverão em 2010 seu último ano na Fórmula 1. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e as equipes concordaram com o banimento deste tipo de peça a partir de 2011 e implantaram uma série de restrições para o componente. Entretanto, ele continuará sendo essencial neste ano, já que todos os carros foram projetados tendo em vista o uso do conceito. Nos testes em Valência, na Espanha, já deu para notar a tendência que os times adotarão neste campeonato.

Difusores de McLaren e Mercedes

O uso de um difusor duplo tem a intenção de canalizar o fluxo de ar vindo por baixo do carro, aumentando a aderência aerodinâmica do bólido. A Brawn GP, a Williams e a Toyota acharam a brecha no ano passado, enquanto a maioria de suas rivais apostou no elemento mais simples. Em 2010 ninguém marcou bobeira e todos desenvolveram seus monopostos com este conceito. A Ferrari optou por um modelo com duas espécies de caixas, enquanto a McLaren foi mais radical e integrou o difusor a todo o conjunto da asa traseira. A Mercedes, sucessora natural da Brawn, manteve a linha de evolução da equipe na temporada 2009.

Difusores de Williams e Renault

A Renault, precisando se recuperar de algumas temporadas ruins, apostou em um conceito muito parecido com o da Brawn GP em 2009. Todo o carro da equipe francesa parece bem diferente do modelo do ano passado, mas ela apostou uma solução pare encampar o uso da nova peça na parte traseira. Já a Williams apostou em um grande orifício para seu difusor duplo, logo abaixo da asa traseira. O bico do FW32, aliás, é alto e mais largo para ajudar a direcionar o fluxo de ar diretamente para a peça na parte traseira do monoposto.

Difusores de Sauber e STR

Já a Sauber apostou em uma solução curiosa: seu difusor funciona como dois duplos. A solução da equipe tem duas estruturas primárias, colocadas mais ao centro da traseira, bastante conservadoras. Já as secundárias ocupam toda a altura e a largura permitidas pelo regulamento. A intenção é aproveitar todo o fluxo de ar direcionado pelas laterais e pelo assoalho do modelo. A STR, no entanto, apareceu com um difusor muito parecido com o que o time utilizou em 2009. A grande chave do desenvolvimento aerodinâmico em 2010 continuará a ser o difusor duplo. A equipe que trabalhar melhor nesta área conseguirá sucesso neste ano.

P.S.: Por causa das minhas férias, o ritmo de postagens aqui no Voando Baixo deverá diminuir muito nas próximas duas semanas. Mas fiquem tranquilos, pois não abandonarei o blog. Obrigado pela atenção e continuem a ler o Voando Baixo!

Devagar com o andor

qui, 04/02/10
por Rafael Lopes |

Alonso testa o F10 em Valência

Como já disse no post sobre Felipe Massa e os primeiros testes em Valência (leia aqui), todo cuidado é pouco para analisar os resultados da pré-temporada. Quando falei que os resultados dos dois dias eram ótimos para ele, era apenas no aspecto psicológico, já que ele está voltando de um acidente gravíssimo no ano passado. Agora posso dizer o mesmo de Fernando Alonso, que começa muito bem seu relacionamento com os torcedores italianos e espanhois dentro da Ferrari. Comparar tempos neste momento é besteira.

Vamos aos fatos: já acostumado com os carros da equipe italiana, Massa foi o responsável por achar o acerto básico do F10, por isso andou nos dois primeiros dias. Ele também pegou a pista mais suja, natural em um começo de atividades após o circuito Ricardo Tormo ter ficado, pelo menos, dois meses fechado. Alonso, por sua vez, pegou o modelo já com uma referência de desempenho e pode se dedicar aos ajustes finos na parte mecânica e aerodinâmica. Isso sem contar que o asfalto já estava muito mais emborrachado e rápido.

Massa testa o F10 em Valência

Não quero, com isso, desmerecer o desempenho de Alonso ou Massa. Apenas não dá para traçar uma comparação com o desempenho de ambos. As condições de carro e de pista eram completamente diferentes. O trabalho de ambos foi bom, tanto que eles lideraram a tábua de tempos. Mas ainda é cedo para dizer onde a Ferrari estará no campeonato deste ano. O brasileiro disse que o F10 é muito melhor que o modelo do ano passado, o que já é um alento para os tifosi. Mas só saberemos mesmo como as equipes estarão em termos de resultados no primeiro treino livre para o GP do Bahrein, no dia 12 de março, no circuito de Sakhir.

Sobre Barrichello, acho que também é muito cedo para estabelecer onde a Williams estará. Vale lembrar que, ao contrário das rivais, a Cosworth ainda pode evoluir seu motor, já que seu desenvolvimento só será congelado no Bahrein. Foi apenas a primeira atividade de pista do propulsor e o brasileiro disse ter andado sempre com mais da metade do tanque cheio. O FW32 parece ter uma boa aerodinâmica e o trabalho nesta pré-temporada será intenso. Mas volto a dizer: ainda é cedo para apontar os sucessos e os fracassos de 2010.

Confira os resultados combinados dos três dias de testes em Valência:
1 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m11s470 (127 voltas)
2 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m11s722 (226)
3 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m12s056 (96)
4 – Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari) – 1m12s094 (154)
5 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m12s256 (108)
6 – Robert Kubica (POL/Renault) – 1m12s426 (188)
7 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m12s438 (122)
8 – Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) – 1m12s576 (97)
9 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m12s899 (158)
10 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m12s951 (82)
11 – Vitaly Petrov (RUS/Renault) – 1m13s097 (75)
12 – Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) – 1m13s377 (177)
13 – Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth) – 1m13s669 (126)
14 – Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) – 1m13s823 (125)
15 – Gary Paffett (ING/McLaren-Mercedes) – 1m13s846 (86)

Retorno bem rodado

ter, 02/02/10
por Rafael Lopes |

Massa testa o F10 em Valência

Os testes coletivos da Fórmula 1 nunca servem como um parâmetro real de desempenho dos carros. Como não existe um controle oficial sobre as especificações dos modelos, algumas equipes em busca de patrocinadores costumam andar abaixo do peso mínimo exigido pelo regulamento – neste ano, de 620 kg. Outro ponto é que os times mandam os pilotos à pista com cargas diferentes de combustível, dependendo do tipo de atividade pretendida, o que dificulta muito a avaliação dos tempos marcados.

Mas este tipo de atividade serve para avaliar a confiabilidade dos carros. E nesse quesito, nos primeiros dois dias de testes de 2010, realizados no circuito Ricardo Tormo, em Valência, a Ferrari saiu na frente. Com Felipe Massa ao volante, a equipe italiana foi a que deu mais voltas: 227. O brasileiro rodou, ao final desta terça-feira, um total de 909,135 quilômetros sem ter nenhum problema mecânico em seu F10. Para os torcedores do piloto, mais um ponto positivo: ele não sentiu nenhum problema relacionado ao acidente do ano passado e parece estar ainda mais rápido que antes da batida. Nesta quarta, é a vez de Fernando Alonso entrar no cockpit.

Para ter uma ideia real dessa distância, o segundo que mais andou nestes dois dias foi o polonês Robert Kubica, da Renault, com 156,195 quilômetros a menos que Massa. No entanto, o piloto da equipe francesa enfrentou problemas mecânicos na segunda e na terça, algo que não aconteceu com o brasileiro. Já Rubens Barrichello, da Williams, teve seu primeiro dia abortado por um problema no acelerador, mas compensou o revés e deu 177 voltas (708,885 km) no combinado das atividades em Valência, na Espanha.

Kubica tem problemas com o R30

Na Mercedes, Michael Schumacher teve um desempenho surpreendente no primeiro dia, colocando seis décimos em cima de Nico Rosberg. No segundo dia, o alemão mais jovem se recuperou e superou o tempo marcado pelo heptacampeão na segunda-feira. É sempre bom frisar que os dois podem não ter andado com a mesma carga de combustível, mas o resultado já começa a indicar uma certa preferência – o que é natural, é bom dizer – para o lado de Schumi. Nessas horas, o currículo (e o relacionamento) pesa.

De qualquer forma, como já disse, ainda não dá para fazer um juízo de valor quanto aos tempos marcados. É temerário demais dizer que uma equipe irá bem e outra irá mal baseado somente nos resultados absolutos destes testes. É bom lembrar também que a RBR, vice-campeã de 2009 e que conta com o mago da aerodinâmica Adrian Newey, só lançará seu novo modelo na semana que vem, em Jerez de la Frontera. Apesar do atraso, a equipe austríaca virá forte, com um carro muito bem desenhado.

Confira os resultados combinados dos primeiros dois dias de testes em Valência:
1 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m11s722 (227 voltas)
2 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m12s056 (96)
3 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m12s256 (108)
4 – Robert Kubica (POL/Renault) – 1m12s426 (188)
5 – Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari) – 1m12s784 (74)
6 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m12s899 (158)
7 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m12s947 (39)
8 – Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) – 1m13s377 (177)
9 – Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) – 1m13s823 (126)
10 – Gary Paffett (ING/McLaren-Mercedes) – 1m13s846 (86)

Valentino Rossi na Ferrari

qua, 20/01/10
por Rafael Lopes |

A Ferrari deu mais um teste de presente a Valentino Rossi, que conquistou em 2009 o eneacampeonato na motovelocidade. O italiano andou com um modelo de 2008 da equipe italiana no circuito de Barcelona, na Espanha. Apesar do mau tempo, o “Doutor” conseguiu andar bastante com o carro. Por causa da chuva, ele ainda deu uma rodada… Assistam!

As imagens do teste de Badoer

qui, 20/08/09
por Rafael Lopes |

A Ferrari liberou nesta quinta-feira as imagens do teste promocional de Luca Badoer com a F60 no circuito de Fiorano, realizado na segunda e terça passadas. Segundo a Ferrari, o piloto só andou 100 quilômetros por dia e usou pneus “superduros” da Bridgestone, desenvolvidos para este tipo de atividade.

Primeiras imagens do retorno de Schumi

sex, 31/07/09
por Rafael Lopes |

Michael Schumacher começou a preparação para seu retorno à Fórmula 1 no GP da Europa, no próximo mês. Em Valência, o heptacampeão substituirá Felipe Massa, que se recupera do grave acidente no treino classificatório na Hungria. O alemão viajou para Fiorano na quinta-feira, onde trabalhou em um simulador estático para checar as funcionalidades do volante.

O alemão pegou um F2007 emprestado de um milionário, que tinha comprado o modelo, e começou os testes em Mugello, na Itália, às 11h locais (7h de Brasília) desta sexta-feira. Schumi admitiu que está tentando pegar o máximo de quilometragem antes de voltar à F-1, mesmo que isso signifique dirigir carros mais antigos. Este, em especial, foi pilotado por Felipe Massa na temporada 2007.

O vídeo foi feito de fora do circuito de Mugello. A Ferrari não liberou o acesso ao teste do alemão, até porque não era uma atividade oficial. As imagens mostram o carro de longe, mas dá para notar claramente o capacete vermelho de Schumacher.

Schumi testa a F2007 em Mugello

McLaren: a primeira cópia

sex, 20/03/09
por Rafael Lopes |

McLaren copia o difusor da Brawn GP

Após todo o furor causado pelo difusor da Brawn GP, surgiu a primeira cópia na Fórmula 1. A McLaren, às voltas com problemas aerodinâmicos na traseira de seu carro, usou o design da peça da nova equipe da categoria para tentar resolvê-los. Nas duas fotos acima, você pode conferir as semelhanças: a parte central também é triangular, além de sua colocação e disposição espacial. A equipe inglesa usou o aparato no último dia de testes em Jerez de la Frontera.

Realmente, após a adoção do novo difusor, o MP4/24 deu mostras de uma possível melhora. Com Heikki Kovalainen, o modelo conseguiu tempos mais rápidos do que quando estava equipado com a antiga peça. Ainda não entendo, apenas, porque demorar tanto a testar isso. Este não é o caso de um aparato que é feito do dia para a noite. Os maiores testes para a McLaren serão na sexta-feira de treinos livres na Austrália.

O difusor da McLaren antes e depois

Acima, à esquerda, você confere como era o difusor da McLaren e, à direita, o novo desenho. São bastante diferentes. A equipe inglesa tinha feito uma leitura conservadora do regulamento, o que se revelou um erro após os bons desempenhos de Brawn GP, Williams e Toyota, que inovaram no desenho de seus difusores. A pergunta agora é a seguinte: quanto tempo as outras equipes vão demorar a fazer suas cópias?

Dez anos depois, muitas semelhanças

dom, 15/03/09
por Rafael Lopes |

Brawn GP BGP001 e Stewart SF03

Você vê alguma semelhança nestas duas fotos acima, além da cor branca predominante no carro e do capacete do piloto, o brasileiro Rubens Barrichello? Estas duas equipes, a Brawn GP e a Stewart, têm histórias bastante parecidas na Fórmula 1, separadas por apenas dez temporadas (1999 e 2009).

Após duas temporadas ruins, com apenas um pódio (Barrichello, segundo no GP de Mônaco de 1997), a Stewart entrava o ano de 1999 sem um de seus patrocinadores principais. O governo da Malásia (que estampava a frase “Visit Malaysia” na asa traseira dos carros), cortou a verba da equipe porque a corrida em seu país estreava naquela temporada. A equipe então teve de contar com um orçamento reduzido.

Dez anos depois, a Brawn vive uma realidade parecida. Após dois anos de carros muito ruins, quando ainda se chamava Honda, com apenas um pódio (Barrichello, terceiro no GP da Inglaterra de 2008), Ross Brawn comprou a equipe e entra a temporada sem patrocinadores, mas com a verba para completar o ano garantida.

Outras semelhanças dizem respeito aos carros. Ambas conseguiram projetar carros bem-nascidos para 1999 e 2009. A Stewart esteve perto de algumas vitórias e conseguiu no GP da Europa, em Nürburgring, com Johnny Herbert. A Brawn entra esta temporada já cotada entre as favoritas, por causa dos excelentes resultados nos testes realizados nesta pré-temporada, com Barrichello e Jenson Button.

Além disso, as duas equipes tiveram à frente duas personalidades de renome na Fórmula 1: Jackie Stewart e Ross Brawn. Mais do que o conhecimento da categoria, eles trazem credibilidade à iniciativa, já que achar apoio para uma equipe nova na categoria não é algo fácil. É necessário um trabalho muito sério.

Na entrevista que fiz com Rubens Barrichello (ouça aqui!), perguntei para ele sobre as semelhanças dos projetos da Stewart e da Brawn. Ele concordou, mas apontou que o clima na equipe comandada por Ross Brawn é mais profissional e conta com potencial para crescer ao longo do ano. A verba apertada na Stewart não deixou que o carro fosse evoluído ao longo da temporada, e o time foi superado pelos rivais.

Dez anos depois, Rubens Barrichello está em uma posição semelhante: a de franco-atirador. Com a Brawn, o brasileiro não tem a pressão de ganhar corridas. Em uma equipe nova, a vinda de bons resultados será lucro. Mas o excelente desempenho na pré-temporada deixa a esperança de algo mais. A equipe e os pilotos só precisam manter os pés no chão. Pelo que pude sentir do brasileiro, este é o pensamento de todos na Brawn.

Ouça a entrevista com Barrichello

sex, 13/03/09
por Rafael Lopes |

Barrichello no carro em Barcelona

Nesta sexta-feira, falei com Rubens Barrichello por telefone, em uma entrevista para o GLOBOESPORTE.COM. Bem-humorado, o brasileiro estava em sua casa em Faro, Portugal e falou sobre a expectativa da temporada, além do período de espera antes da confirmação da Brawn GP na temporada 2009. Ouçam no link abaixo.

Clique aqui e ouça a entrevista com Rubens Barrichello

Clique aqui e leia a entrevista no GLOBOESPORTE.COM

P.S.: Tirei o player do post porque ele estava iniciando sozinho. Abraços!

Meu nome é Brawn

sex, 13/03/09
por Rafael Lopes |

Ross Brawn e Rubens Barrichello nos testes em Barcelona

Os mais chegados ao universo da MPB devem conhecer um clássico de Roberto e Erasmo Carlos gravado há exatos 40 anos por Gal Costa, chamado Meu nome é Gal. Uma canção intimista, na qual a cantora se apresenta, anunciando seu perfil e seus desejos, em busca de um grande amor. Esta trilha sonora, por analogia, lembra um pouco a situação de Ross Brawn, dono da mais nova equipe da Fórmula 1. Um time que nasceu a partir dos ideais deste engenheiro com especialização em aerodinâmica, que procurava novos horizontes desde que deixou a Ferrari, ao fim de 2006.

Após um ano afastado da categoria, Ross Brawn não cedeu aos apelos dos antigos patrões para voltar ao comando da equipe e aceitou uma proposta da Honda para ser o diretor do time japonês em 2008. Naquele ponto da carreira, todo o sucesso que conquistara anteriormente - incluindo aí Williams e Benetton, entre outros – já não interessava. Brawn queria novos desafios, como quem sai pelo mundo em busca de um novo amor.

Apesar dos investimentos da montadora, ele encontrou uma casa bagunçada, que precisava de comando e de um bom projeto. A primeira parte não seria tão complicada, dado seu histórico, mas a segunda daria um pouco mais de trabalho. Como não tinha qualquer influência intelectual sobre o tétrico modelo que disputaria aquela temporada, ele pensou longe. Deu o ano como perdido e concentrou suas forças no carro de 2009.

Eis que o destino, então, entrou na jogada. Ao fim do ano, a crise econômica global forçou a saída da Honda, e as negociações com os possíveis compradores, que se arrastaram por três meses, acabaram fracassando. No fim das contas, com a coragem de um apaixonado e uma forcinha das circunstâncias, o inglês pôde realizar um velho sonho: assumiu o time e logo tratou de lhe dar o seu nome, ao melhor estilo de velhos garagistas como Enzo Ferrari e Frank Williams. Enquanto a Fórmula 1 ganhava uma nova equipe, Brawn sabia que, enfim, havia encontrado seu grande amor.

Para completar, a escolha dos pilotos também carregou uma dose de romantismo, mesmo baseada em uma série de razões. Ao optar pela continuidade Jenson Button e Rubens Barrichello, ele certamente confiou na experiência de ambos. Mas, de alguma forma, deu à dupla uma nova chance de mostrar o que sabe, depois de duas temporadas remando contra a maré. No caso do brasileiro, pesaram na decisão os seis anos em que trabalharam juntos na Ferrari. Brawn sabe, como ninguém, que Rubens teve um papel fundamental em todas as conquistas da equipe naquele período.

Acolhendo Barrichello, Brawn automaticamente deu as costas a Bruno Senna, um piloto jovem, inteligente e de sobrenome famoso, verdadeiro “partidão” para sua equipe. Nenhum destes predicados, no entanto, foi suficiente para que o rapaz ficasse com a vaga. Afinal, já diziam os versos finais da tal canção: “meu nome é Gal / e se um dia eu tiver alguém com bastante amor pra me dar / não precisa sobrenome / pois é o amor que faz o homem”.

O jornalista Alexander Grünwald é produtor do programa Grid Motor, do SPORTV, e dono do Grün Blog. Ele escreve neste espaço todas as sextas-feiras.

Crédito da foto: Divulgação Brawn GP

Início muito animador

qui, 12/03/09
por Rafael Lopes |

Barrichello nos testes em Barcelona

Chegamos ao fim dos primeiros testes coletivos da Brawn GP na Fórmula 1. E a impressão não poderia ser melhor: de quatro dias, seus pilotos lideraram dois e sempre estiveram entre os cinco melhores nas tabelas de tempo. Rubens Barrichello e Jenson Button bateram o recorde do circuito de Barcelona em dias consecutivos. Realmente, a equipe comandada por Ross Brawn não é fogo de palha, muito pelo contrário. Ela tem chances de brigar por uma vaga no G-4 do Mundial de Construtores.

O BGP001 não é um carro totalmente novo, como muita gente está dizendo. Seu desenvolvimento começou em maio do ano passado, ainda com o nome de RA109. Ao longo desse tempo, o modelo foi exaustivamente desenvolvido na fábrica do time, em Brackley, no túnel de vento e nos computadores. A adaptação ao motor Mercedes começou em dezembro e fontes da equipe garantem que ela foi menos dolorosa do que tinha potencial. O peso e as dimensões do propulsor alemão eram parecidíssimas com as da Honda, mas ele desenvolvia muito mais potência. Por isso, o projeto do carro precisou de pouquíssimas alterações.

Mais um ponto positivo: apesar do carro não ter apresentado patrocinadores em Barcelona, a equipe já tem verba assegurada para completar a temporada (parte do pagamento de salários da Honda e outra dos direitos da equipe, pagos por Bernie Ecclestone). Não valeria muito fazer um jogo de cena nestes testes, garantir um parceiro para 2009 e andar na rabeira. Seria arriscadíssimo para a sobrevivência da equipe em 2010. Ross Brawn chefiou um projeto excepcional. O BGP001 é o carro mais apurado aerodinamicamente. E isto não é apenas a minha opinião. Fernando Alonso, Sebastian Vettel e Felipe Massa assinam embaixo.

A Brawn GP já nasce com potencial de crescimento. Com dois pilotos experientes, o desenvolvimento do carro deverá ser menos doloroso. Já surgem rumores de pelo menos dois patrocinadores fortes na imprensa européia. Para aumentar ainda mais a confiança, além de ser rápido em uma volta lançada, o carro demonstrou nos testes ter um bom ritmo de corrida, com resultados muito consistentes.

Para encerrar, nenhum modelo que estivesse fazendo jogo de cena faria tempos tão fortes quanto o BGP001. Colocar mais de um segundo na Ferrari naõ é mole. O carro é bem-nascido e confiável, já que não teve problemas de quebras em Barcelona. A equipe deverá lutar, pelo menos, por posições na zona de pontuação. A promessa é de uma temporada animadora para o trio BBB: Ross Brawn, Rubens Barrichello e Jenson Button.

Imagens da Brawn GP em Barcelona

qui, 12/03/09
por Rafael Lopes |

Procurando no Youtube, achei um vídeo com algumas imagens do carro da Brawn GP durante os testes em Barcelona. Vale a pena conferir, já que o desempenho do BGP001 é a surpresa da pré-temporada. Confira!



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