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Um bom começo

Qua, 03/09/08
por Rafael Lopes |

Flying Lap

Largada da primeira corrida da Fórmula Superliga

Admito que eu era uma das pessoas a ter um pouco de cautela em relação à Fórmula Superliga. Apesar de achar uma idéia sensacional juntar o automobilismo com o futebol, eu queria esperar até ter certeza do sucesso da empreitada. Sempre vinha à memória, é claro, o fracasso da Premier 1 GP. Mas este fim de semana em Donington Park serviu para tirar todas as dúvidas de minha cabeça. A categoria é séria e tem tudo para se tornar um sucesso em breve.

À medida em que os carros eram mostrados e os testes eram realizados, minhas certezas aumentavam. Juntar o automobilismo com o futebol é bom, porque você traz mais público interessado no esporte a motor. E ainda se pode formar um consumidor do esporte, o que nunca é demais, principalmente no Brasil. As duas primeiras corridas em Donington Park serviram para mostrar isso. Os torcedores europeus compraram a idéia: o que mais vi foi gente com a camisa do Liverpool, do Tottenham Hotspur, do Milan e do Rangers. Os brasileiros também marcaram presença: torcidas de Flamengo e Corinthians ocupavam as arquibancadas, com bandeiras e cantando músicas dos estádios de futebol.

E os organizadores da categoria mostraram ser sérios: organização exemplar, várias atividades extra-pista para os torcedores aproveitarem, ótima infraestrutura (banheiros, lanchonetes e lojinhas espalhadas por todo o circuito) e um excelente tratamento à imprensa presente. A gestão da Fórmula Superliga é feita por Alex Andreu e Robin Webb, dois especialistas em marketing esportivo. A Élan - que fabrica os chassis Panoz - e a Menard - que faz os motores V12 - receberão parte dos lucros da categoria, para compensar o investimento inicial. As equipes que gerem os carros dos clubes terão direito a uma parte e os times, que cederam suas marcas, também ganharão por isso.

A F-Superliga tem um plano bastante razoável. O plano dos organizadores prevê prejuízos nos dois primeiros anos, mas pelo menos igualar as despesas com os resultados já no terceiro. O grid teria no máximo 20 carros, mas o interesse dos clubes europeus pode aumentar este limite. E o calendário, que no primeiro ano tem apenas seis provas, aumentaria gradativamente, inclusive com provas fora da Europa.

Neste primeiro fim de semana, se algo deu errado, foi a confiabilidade dos carros. Acho isso natural, já que é um projeto totalmente novo. E alguns problemas conseguiram ser resolvidos antes da largada da segunda corrida. Com esta questão resolvida, a categoria tem tudo para crescer ainda neste ano. E os fãs de automobilismo (e futebol, é claro) terão mais uma opção para assistir corridas. O pontapé inicial já foi dado. Veremos como o time vai jogar no primeiro ano.

Valeu a pena…

Qua, 03/09/08
por Rafael Lopes |

Flying Lap

Jordan de Schumacher no Museu de Donington Park

Falta de tempo é um problema sério. Devido às várias matérias que publiquei no GLOBOESPORTE.COM, acabei deixando o Voando Baixo um pouco de lado… Mas já estou compensando a falha. Essa foto é da Jordan de Michael Schumacher, carro que está na entrada da “Donington Grand Prix Exhibition”, o Museu do circuito de Donington Park. Vocês podem conferir uma matéria superespecial na exposição à partir das 7h desta quarta no site. Fiz muitas fotos de um momento emocionante para qualquer fã de automobilismo.

Ah! E confira nos posts anteriores mais bastidores de Donington Park!

Chuva na Inglaterra

Seg, 01/09/08
por Rafael Lopes |

Flying Lap

Chuva na segunda corrida em Donington Park

Após dois dias de tempo seco, choveu na segunda corrida em Donington Park. Os pilotos, inclusive, brincavam com a ameaça, que não tinha se concretizado no sábado e na primeira corrida da Fórmula Superliga. Por isso, tivemos um festival de rodadas e de escapadas.

Gatas de Donington Park

Seg, 01/09/08
por Rafael Lopes |

Flying Lap

Gatas em Donington Park

Gatas em Donington Park

É claro que, em um evento do porte da Fórmula Superliga, não poderiam faltar as gatas. E elas estavam em abundância em Donington Park. A organização deu show ao escolher as garotas para promover o evento.

O tradicional fog inglês

Dom, 31/08/08
por Rafael Lopes |

Flying Lap

Fog na vista do quarto do hotel

Uma das coisas que mais estranhei por aqui foi o fog. Nos dois dias em que acordei em Castle Donington, a vista da janela do meu quarto era esta: quase nada a ver. Uma ou duas horas mais tarde, tudo melhorava. Mas que era uma aflição estar de carona em um tempo desses, ah, isso era.

Seguir a placa ou não seguir…

Dom, 31/08/08
por Rafael Lopes |

Flying Lap

Placa?

Após nos arriscarmos em Nottingham no primeiro dia, seguimos algumas dicas da recepção do nosso hotel e, após o jantar da Fórmula Superliga, fomos até Laughborough, próximo a Castle Donington. Chegando lá, demos de cara com esta placa. Em um bom inglês macarrônico, alguém poderia achar que indicava diversão, mas na realidade era apenas um desvio por causa de obras na rua. Aliás, buraco é algo que não se vê por aqui…

Carros antigos em Donington

Sáb, 30/08/08
por Rafael Lopes |

Flying Lap

Coloni de Roberto Pupo Moreno

RAM em Donington Park

Footwork em Donington

Arrows em Donington

Em uma de minhas várias andanças pelo paddock de Donington Park, achei estes carros antigos, que já correram na Fórmula 1. O que mais me chamou a atenção foi a Coloni de Roberto Pupo Moreno em 1989. Além dele, achei uma RAM, uma Footwork e uma Arrows. O mais interessante: todas andaram na pista, em uma das preliminares da Fórmula Superliga no circuito!

Os ônibus e a Inglaterra

Sáb, 30/08/08
por Rafael Lopes |
categoria Flying Lap

Flying Lap

Eu no ônibus

Estou na Inglaterra para cobrir a primeira etapa da Fórmula Superliga. Cheguei na sexta-feira à noite aqui e já pude notar algumas coisas inusitadas. O avião vindo de Paris pousou no aeroporto East Midlands, em Castle Donington. Um ônibus da organização esperava os jornalistas. Só que um problema com a bagagem de um passageiro fez com que a estada dentro do veículo fosse maior. E o trajeto, muito pelo contrário, era curtíssimo: o hotel ficava ao lado do local. Demos a volta no aeroporto e entramos no hotel.

Mas o mais legal foi mais tarde. Eu e os jornalistas brasileiros que estão aqui saímos para jantar em Nottingham, que fica a 10 milhas de onde estamos, às 23h daqui (19h do Brasil). Tentamos pegar um táxi, mas todos estavam lotados. A recepcionista do hotel sugeriu que pegássemos um ônibus. Brasileiros como somos, logo ficamos apreensivos… No entanto, descobrimos que esse tipo de transporte na Inglaterra é muito seguro: fomos e voltamos com a maior tranqüilidade, assim como vários.


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