Formulário de Busca

O que está em jogo

dom, 07/06/09
por Rafael Lopes |

Bastidores de Istanbul Park

Reunião da Fota com os pilotos

Antes do GP da Turquia, a Fota e os pilotos de oito das dez equipes deram uma clara demonstração da insatisfação com os rumos que a FIA tem determinado para a Fórmula 1. Teto orçamentário, novas vagas, Kers, difusores, título pelo número de vitórias, fim de reabastecimento, blá-blá-blá. Tudo isso tem um peso pequeno. A grande questão é, para variar, o dinheiro.

As equipes se deram conta de que são mais fortes unidas. Não importa qual o piloto vai ganhar o campeonato. O que importa é que o público compra um boné do Hamilton, camiseta do Raikkonen, quer autógrafos do Alonso, uma bandeira da Ferrari, tirar uma foto da McLaren, ver o Massa, acha até uma Force India linda. Ninguém paga um tostão para levar para casa um cachecol onde se lê “Força Bernie”. Ou uma caneca com as iniciais de Max Mosley.

Ou seja, a parte que cabe a quem faz o espetáculo não está agradando. Eles acham pouco. E acham que os atuais comandantes da categoria estão enriquecendo às custas da paixão do público e, por conseguinte, às custas das equipes.

Já vimos casos como o da Indy-IRL-Fórmula Mundial-Cart-não-sei-mais-o-quê. Não é impossível que a F-1 se desmembre. Embora ninguém veja esse racha como melhor opção, ele não pode ser descartado. No momento…

Se a conversa evoluir para questões financeiras, todos passam a falar a mesma língua.

Ainda dá?

Era a pergunta geral no paddock ao final do GP da Turquia. É claro que, matematicamente, o campeonato não está decidido. Mas será possível que Button perca esse título? Imaginem a seguinte situação hipotética: Ferrari sobrando na turma. Massa vence seis em sete. Raikkonen está 26 pontos atrás. O que a imprensa brasileira estaria cobrando da escuderia do cavalinho? “Já está na hora de a Ferrari priorizar o campeonato do Massa!”. É ou não é? Podemos criticar a Brawn se, a partir de agora, o melhor pedaço do bolo ficar para o Jenson?

Quem aparece como segunda força? A RBR? Mas Vettel e Webber estão tirando pontos um do outro. Há um grande equilíbrio entre eles. Parecido com o que custou à McLaren o caneco de 2007. Hamilton e Alonso eram fortes, disputaram prova a prova até o fim. E não levaram.

Não defendo que a RBR dê a Vettel ou Webber a prioridade, que arme resultados. Só vejo que, do jeito que está, não há um candidato capaz de tirar a diferença que Button construiu ao longo das sete primeiras provas.

Em se tratando de um esporte, sempre pode haver uma virada. Resultados assim acontecem para queimar a língua dos apressados. Mas será que é perigoso demais afirmar que o próximo campeão do mundo já saiu? O que vocês acham? Existe chance de Jenson Button perder o título de 2009?

O pulo do gato

sex, 05/06/09
por Rafael Lopes |

Bastidores de Istanbul Park

Heikki Kovalainen sai da pista nesta sexta-feira

- O treino de sexta-feira não foi muito elucidativo. Kovalainen o mais rápido? Não dá para acreditar que o finlandês vá incomodar. Alonso? Kubica? Quem não aparece muito na corrida, precisa fazer uma espuma no treino para agradar os patrocinadores. É o caso da Williams também. Muitos desses carros andaram com pouco combustível.

Vettel teve bom desempenho, não fosse a falha mecânica que arruinou a segunda parte do treino dele. A RBR pode ser uma desafiante à altura para a Brawn por aqui. A Ferrari? Talvez. Mas Felipe Massa pareceu excessivamente cauteloso ao comentar a escolha certa dos pneus. Nem ele nem (quase) ninguém sabe o que é melhor no Istanbul Park: compostos macios ou duros.

Na escolha certa da estratégia de pneus pode estar o pulo do gato de quem vai fazer a pole e, principalmente, vencer a corrida. Se bem que aqui isso é sinônimo até hoje:

2005 – Kimi Raikkonen (McLaren) – pole e vitória
2006/07/08 – Felipe Massa (Ferrari) – pole e vitória

- Uma pena o jornalzinho “Red Bulletin”, informativo da equipe RBR, ter parado de circular corrida a corrida. As edições eram divertidas e traziam boas informações e, esporadicamente, boas pautas. A crise transformou o jornalzinho em revista mensal. A capa desse mês nada tem a ver com a Fórmula 1, mas com o Brasil. É Maya Gabeira, a surfista de ondas gigantes. Com direito a belas fotografias na praia de Ipanema.

- O “Energy Station”, mega-construção da equipe que fica no paddock durante as corridas europeias, não veio à Turquia. Foi para as 24 Horas de Le Mans. Será que os times já estão se acostumando a trocar a Fórmula 1 por outras categorias? (isso é para ser levado MEIO a sério, brincadeiras à parte).

- Button de novo? Pelo bem do campeonato, torço para que outro ganhe.

- Quem acredita que a (encantada) centésima vitória de um piloto brasileiro sai na Turquia?

Rápidas Turcas

qui, 04/06/09
por Rafael Lopes |

Bastidores de Istanbul Park

Quinta-feira no paddock do GP da Turquia

- Engraçada a reviravolta nos bastidores da Fórmula 1. Em outros anos, quando a metade da temporada ia chegando, a especulação do troca-troca de pilotos esquentava. Agora, fala-se muito mais em novas equipes do que propriamente em quem vai guiar estes carros. Há o grupo das que tentam romper a última barreira e conseguir entrar para o clubinho exclusivo. Campos Meta, Litespeed, Epsilon Euskadi. E também os projetos “revolucionários”, como a US. Aquela que vem sendo prometida há pelo menos dois anos, a Prodrive. E as equipes ressuscitadas: Lola, March, até em Brabham Grand Prix já se falou. Hoje, o L’Équipe, da França, comentava o interesse da Oreca, time com histórico em participações de categorias de monoposto, turismo e off-road. Entraria em 2011. E estaria interessada em contar com Bruno Senna. Para saber quais conseguirão as teóricas três vagas no grid basta responder a uma simples questão: quem dá mais?
 
- Não são apenas as equipes que se movimentam nos bastidores. As cidades-sede de GPs também. Istambul teme perder a corrida em breve. Precisa melhorar as condições de trânsito, que são péssimas. O autódromo é ótimo. E ainda dá sorte aos brasileiros. Seria uma pena a F-1 deixar a Turquia, um dos maiores atrativos do calendário. País fascinante.
 
- A maioria das fornecedoras de combustível das equipes tem estudos avançados sobre o novo regulamento que proibirá, mais uma vez, o reabastecimento durante as corridas a partir do ano que vem. Muda muita coisa. A estratégia, obviamente. E, quimicamente, os engenheiros fazem uma série de análises de rendimento, combustão, desempenho. Para quem curte estes aspectos mais técnicos dá para achar alguma coisa sobre as pesquisas nos sites destas empresas. Pouco. A surpresa é fundamental.
 
- Rubens Barrichello deixou-se inspirar pela superstição e pelo esoterismo dos turcos. Está usando duas pulseiras “energéticas”. São de um novo patrocinador. Mas o piloto garante que trarão energias positivas. Para Rubinho já passou da hora da virada.
 
- Meu voo chegou tarde à Istambul e não tive a chance de falar com Felipe Massa. Na sexta passo detalhes do papo.
 
- Acabo de voltar do jantar. Jenson Button estava na mesa ao lado. Nem sabia que ele estava hospedado no meu hotel (que, diga-se de passagem, é um bom hotel, mas nada perto do glamour a que os pilotos estão acostumados). Andei sondando algumas pessoas sobre uma possível mudança de personalidade do até aqui favorito ao título. Todos acham que Button continua o mesmo cara, atencioso e profissional. As cinco vitórias em seis provas não viraram marra. Será que ele muda ao longo da temporada? Tomara que não. Não é preciso ser arrogante para ser um campeão da F-1.



Formulário de Busca


2000-2009 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade