País do sol poente

Confesso que o anúncio da saída da Toyota da Fórmula 1, na quarta-feira, não me surpreendeu. Afinal, após todos os anos de gastança e de poucos resultados, era natural que os dirigentes japoneses se inquietassem. Outro fator foi a desistência da Honda, no fim de 2008. Afinal, todos sabem que as duas montadoras são grandes rivais e sempre marcam os passos uma da outra. Diria que a notícia veio um ano atrasada.
No entanto, considero que as duas montadoras tiveram um grave problema de falta de timing. Afinal, se a Honda tivesse ficado na Fórmula 1, teria contado com o carro vencedor da Brawn GP nesta temporada. Imagino a reação do executivo responsável pela saída da fábrica quando a equipe de Ross Brawn venceu a primeira prova do ano, na Austrália. Queria se matar, provavelmente, ou, como se diz no Japão, fazer um harakiri.
A Toyota, por sua vez, sai da Fórmula 1 quando finalmente consegue formar um piloto japonês com potencial. Kamui Kobayashi assombrou a categoria com brilhantes corridas em Interlagos e Abu Dhabi, arrancando elogios até de rivais. Ele ainda “carimbou a faixa” de Jenson Button, ultrapassando o inglês, campeão mundial da temporada 2009, nas duas corridas. Para 2010, as perspectivas para ele eram ainda melhores.
No entanto, as montadoras japonesas parecem muito vulneráveis a crises. Além da desistência da Toyota e da Honda na F-1; a Mitsubishi, a Suzuki e a Subaru largaram os ralis; e a Kawasaki saiu da MotoGP. Nesta semana, a Bridgestone anunciou sua saída da Fórmula 1 em 2011, de quem era fornecedora única de pneus. Por algum motivo, as empresas nipônicas foram atingidas de jeito pelo pessimismo do mercado. A julgar pelas decisões de seus executivos, o Japão deixou de ser o país do sol nascente e virou o país do sol poente.

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6 novembro, 2009 as 18:08
Em um post falando sobre o teto orçamentário foi debatido sobre equipes e montadoras.
Sempre fui a favor das equipes e contra as montadoras, pois enquanto existi-las na formula 1 essa mesma formula 1 estará vulnerável a continuidade ou não delas na categora.
As montadoras estão preocupadas com o lucro enquanto as equipes fazem o espetáculo, montadoras servem pra deixar a categoria chata, pois tem interesses exclusivos e concorrentes diretos equanto as equipes dão show tem também os concorrentes mas seguem o regulamento dentro das condições de competitividade e interesses mútuo.
Quando o Max Mosley falou sobre teto orçamentário, foi duramente criticado por todas as montadoras que acharam um absurdo, enquanto se via uma enxurrada de equipes querendo entrar na categoria!
Esperem até o fim do ano e veremos a Renault jogar a toalha tbm! alguem tem alguma dúvida disso? então me respondão porque a Williams preferiu os motores Cosworth e não os Renaults? Bobinho o Frank Williams não?
Só me resta uma pergunta!! Pra onde vai o grande piloto Kubica?
Estão brincando com a cara dos amantes desse esporte e as montadoras deitam e rola estragando tudo e destruindo carreiras que poderiam ser vitoriosas que o diga o talentosissimo Kamui Kobayashi que depois de assombrar o mundo com suas duas perforances corre o risco de ficar de fora por vontade da Toyota, infelizmente é uma pena, pra mim, pra voce, pra todos que gostam da formula 1 e principalmente pra formula 1
6 novembro, 2009 as 18:14
Xô, montadoras da F1!!!
6 novembro, 2009 as 19:26
Pra mim a Toyota,foi fraca,isso sim.Pra mim eles poderiam ter esperado até o próximo ano,eles tinham o Kamui Kobayashi que se mostrou um ótimo piloto,e o carro da Toyota tinha um ótimo potencial,era só eles tentar encontrar a “formula” ideal,pra conseguir vencer.Pra mim tanto ela como a Honda tiveram medo de se arriscar.A Honda tinha um ótimo carro nas “mãos” e acabou se retirando da F1,e olha o desempenho da Brawn GP,e eles ainda tinham um dos melhores motores da F1,que era só eles terem ajustado alguns detalhes do projeto.As marca Nipônicas tem que ter menos medo!!!!!!
6 novembro, 2009 as 20:48
R$ 11.500.000.000,00 dá pra fazer 460.000 casas populares. Pega ai 4 países dos mais pobres, faz 115.000 casas com o logotipo da Toyota no telhado, acho que o retorno é maior!
7 novembro, 2009 as 8:49
A F1 esta com custos exorbitantes, estratosfericos, mesmo para montadoras ! Ela fugiu da sua essencia : os garagistas ! Ken Tyrrel, Minardi, Eddie Jordan, etc. Esses caras viviam do que faziam, era a essencia de suas vidas ! Uma montadora tem compromisso com os acionistas, nao com o esporte ! Ou a F1 retoma o seu caminho historico ou ela vai desaparecer nas maos do Bernie Eclestone (inimigo numero um da verdadeira F1) !
7 novembro, 2009 as 9:17
Só um detalhe: o que empurrou o carro da Brawn GP foi o motor Mercedes. Cansei de ver o Rubinho falando que o carro da Honda era bom (aerodinamicamente), só que não andava em reta. O BGP001 teria o mesmo sucesso sem o motor que levou a McLaren a pódios na segunda metade da temporada, e deu à Force Índia os primeiros pontos, pole e pódio?
7 novembro, 2009 as 13:17
A saída da Toyota mostra a volta dos “garagistas” – ou independentes – na F1. Não acho que a saída da montadora japonesa faça tanto estrondo quanto uma Ferrari, Williams e McLaren faria. Diria até que, se a Renault realmente sair, não fará tanta falta. Com a chegada de novas equipes, bons e variados pilotos disponíveis, uma consciência de contenção e maior equilíbrio na competição, a categoria tem se beneficiado bastante.
Muito melhor que a Era Schumacher, por exemplo, que ficava até chata de ver. Toda crise trás reflexões e com a F1 não foi diferente. Os conceitos de gasto mudaram, as formas de se dar espetáculo também. As temporadas de 2007, 2008 e 2009 são bons exemplos. Disputas aguerridas até a última corrida – ou última curva, como em 2008.
A saída da Toyota provou que caminhões de dinheiro não servem de nada se não tem compromisso com o esporte, know how para se fazer carros de corrida e comando. Sem essas atribuições, qualquer piloto fica desguarnecido, não mostra serviço. A Toyota nunca ofereceu perigo e, na única vez em que foi protagonista de algo, foi quando Glock virou personagem do título conquistado em 2008 por Hamilton.
Acho que a F1 está dando meia volta e criando alternativas que deram certo no passado. Isso é bom para as equipes e bons pra nós, torcedores.
7 novembro, 2009 as 13:47
caro rafael ve se concorda comigo a toyota saiu da formula 1 por que foi um fracasso , nao ganharam nada! essa estoria de poucos resultados e conversa fiada !.e mais um exemplo que os japoneses geram o lucro , como nao ganharam nada sairam, duvido que se ela tivesse criado uma eqipe vencedora ela abandonaria o barco!
7 novembro, 2009 as 16:02
no passado daniel ? viver no passado eh errado , pense no futuro , o caso eh que , muitas equipes tem a experiencia outras nao , muitas trabalham em um sistema chamado Budget que deveria trazer um retorno nao da F1 mas na producao , pensa somente , tu injeta dinheiro sem retorno , nao fara o mesmo na proxima temporada , retorno tem que ter , senao melhor sair do circo , creio que o problema nao eh nem esse , eh um problema de capital , investimos nisso sem um retorno ou investimos a quantia numa melhor producao de automoveis ?
11 novembro, 2009 as 11:39
R$ 11.500.000.000,00 dá pra fazer 460.000 casas populares. Pega ai 4 países dos mais pobres, faz 115.000 casas com o logotipo da Toyota no telhado, acho que o retorno é maior! [2]
12 novembro, 2009 as 19:02
O Lucas Mascarenhas postou o que eu ia dizer.
Tem que ver isso, motor Honda nao prestava.
14 novembro, 2009 as 9:14
Eu não acho que a HONDA tenha ficado louca com a vitória da Brawn GP, eles devem se colocar em seus lugares, o motor MERCEDES, nos ultimos anos sempre esteve lutando por vitórias.