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Um desagravo à família Fittipaldi

qua, 24/06/09
por Rafael Lopes |

Coluna Artista na Pista

Dois anos após o bicampeonato de Emerson Fittipaldi, sou surpreendido com o seu “rebaixamento” à Copersucar. Vamos entender que eu tinha nove anos e que não entendia o porquê de Emerson pilotar um carro tão lento. Não era capaz de entender sua nobre luta em transformar um monoposto brasileiro numa equipe capaz eternizar o nome Fittipaldi na categoria mais importante do automobilismo. Muitos pilotos haviam conseguido este feito, como os Brabham, de Jack, e os McLaren, de Bruce. Outros grandes nomes, porém, não perduraram como equipe. Surtees e Hill, ambas fundadas por campeões da década de 60, foram exemplos.

Emerson em anúncio de autorama, nos anos 1970O que escrevo hoje é um desagravo a esta família que fincou uma bandeira quadriculada no terreno da Fórmula 1, serviu de inspiração para muitos pilotos brasileiros que tentaram seu caminho por lá, inclusive abrindo portas a eles na própria equipe. Chico Serra e Ingo Hoffman que o digam. “Fitibalde”, como eu erroneamente os chamava, me fez amar autoramas – brinquedos caros que meus pais não tinham como me dar. Além disso, diziam: “Qual a graça de ver este carrinho dando voltas no mesmo lugar? Você vai se enjoar disso logo!”. Estavam tão redondamente enganados quanto o circuito de Indianápolis. Sempre que transmitiam as corridas, lá estava eu de olho na televisão. Aliás, se não fosse por Fittipaldi, não teríamos uma cobertura televisiva na década de 70!

Emerson, um dos melhores pilotos do mundo, poderia ter facilmente chegado a um tri, tetracampeonato. Largou tudo isso para desenvolver o Copersucar – curiosamente chamávamos a equipe pelo nome do patrocinador. Para que esta equipe pudesse ser vencedora, investiram em tecnologia, apostaram alto. Mas os resultados não viriam tão facilmente. Tudo era novidade e um excelente piloto era fundamental, mas não o suficiente. Era preciso ter paciência.

No entanto, para mim, tudo aquilo foi um balde d’água fria. Como qualquer criança, queria ver títulos, não torcer por sextos lugares e comemorar um ponto como se fosse uma vitória. Afoito, fiz coro com todo mundo. Ri de piadinhas de todo tipo. Emerson, antes um nome associado às vitórias, agora era um sinônimo de lentidão. Qualquer carro lento, velho, se arrastando pela estrada, ganhava o apelido de Copersucar. Foram dois anos assistindo corridas de olho nos últimos lugares. Só via o carrinho prateado quando os líderes o alcançavam para ultrapassá-lo.

E eis que veio aquele grande prêmio Brasil de 1978, o primeiro no Rio.

Fui convidado por um amigo para acompanhar a prova das arquibancadas, e o carro de Emerson, o agora amarelinho F5A, deu um show. Tinha onze anos e me contagiei pelo ruído ensurdecedor dos carros no final do retão. Não era capaz de entender direito o que estava acontecendo, pois estava acostumado a ver pela TV. Um moço, de ouvido no radinho, tentava ouvir a corrida em meio ao barulho e ia nos contando. Emerson em quarto! Terceiro! Caramba, um pódio! Emerson em segundo!!! Minha torcida passou toda para uma quebra de Carlos Reutemann, que liderava, mas isto não aconteceu. Ainda assim, nem em sonhos imaginei um dia como aquele. Bem na minha frente, Emerson cruzava em segundo lugar, prometendo um campeonato maravilhoso.

Ainda não sabíamos que a Lotus com o seu carro-asa e efeito solo monopolizaria aquele ano. Emerson pontuou mais algumas vezes, terminando o campeonato na melhor colocação do carro brasileiro. Que, depois disso, teve anos bons e ruins. Os irmãos amargaram em 1979 com o F6. Compraram a Wolf Racing, com todo o pacote técnico, e o F7 os levou ao pódio junto com Piquet em 1980. Até que, em 1982, o sonho de uma equipe brasileira na Fórmula 1 acabou. Mas não acabaram os sonhos de Emmo. Foi para a Indy, ganhou corridas, um campeonato e, por duas vezes, as 500 Milhas de Indianápolis. Ele sempre foi rápido. Entrou pro raríssimo hall de pilotos completos. Não foi por menos que gelei ao encontrá-lo em uma festa da MTV. Só consegui apertar sua mão e dizer: “sou seu fã”.

Emerson Fittipaldi com o prêmio das 500 Milhas de Indianápolis de 1989

Neste ano de 2009, completamos trinta e cinco anos do bicampeonato, além de vinte do título na Indy e da primeira vitória nas 500 milhas de Indianápolis. Somente o tempo pode nos fazer perceber os sonhos desta família. Hoje, sinto orgulho quando vejo fotos dos carrinhos prateados ou amarelos desta equipe.

Aliás, diga-se de passagem, foi uma foto do Wilsinho, aqui mesmo no blog, que me fez escrever tudo isso. A fórmula 1 é a categoria máxima do automobilismo. Às vezes nos esquecemos disso, de que quem está naquele grid, mesmo quando larga na última fila, faz parte de um seleto grupo de vencedores, se não de corridas e campeonatos, por que não dizer, da vida! Pensemos sempre nisso.

Obrigado, Fittipaldis!

23 Comentários para “Um desagravo à família Fittipaldi”

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  1. 4
    Wilton Pontes:

    Parabéns Tijucano! Belo Texto!
    Obs:Tijucano e quem nasce em Ituiutaba-MG, como Eu. Valeu Conterrâneo!

  2. 5
    Sérgio Dellova:

    Vento Ventania!!!!
    Começou como um vento, soprando leve, um teste aqui, uma corrida alí, um acidente trágico com o companheiro de equipe em 1970 e a primeira vitória no gp dos EUA (Watkins Glen), vitória essa que impediu o belga Jack Ickx (Ferrari) alcançar Rindt que foi declarado campeão postumo daquele ano!
    Um campeonato modesto em 1971 sem vitórias mas com 3 podiums, seria a preparação para a consagração do ano seguinte!!
    Os ventos sopraram mais forte a aí veio o ano de 1972, com 5 vitórias (Espanha/ Belgica/ Inglaterra/ Austria e Italia) campeão do mundo com 61 pontos 16 a mais que o arqui-rival Jackie Stewart.
    Um inicio de campeonato esmagador em 1973 com 3 vitórias nas quatro primeiras corridas além do 3° lugar na 3°corrida GP Africa do Sul, Emerson não pontuou em apenas 4 Gps daquele ano, mas foi superado pelo constante Jackie Stewart que sagrou-se campeão com 71 pontos (5 vitórias) devolvendo a diferença de 16 pontos do ano anterior.
    1974 o ano da regularidade sagrou Emerson como Bi-campeão com 3 vitórias (Brasil/ Belgica/ Canadá) 55 pontos uma diferença de 3 pontos para o vice Clay Regazzoni que venceu apenas 1 corrida o GP da Alemanha.
    1975 com ventos mais moderados porém não menos emocionantes, Emerson vence o GP da Argentina e faz a dobradinha histórica no GP do Brasil com Pace em 1° acaba vice campeão daquele ano com 45 pontos/ 2 vitórias (Argentina/ Inglaterra).
    Começa a ventania!!!!
    Emerson cria em 1975 a copersucar! Nas oito temporadas que disputou, a Fittipaldi acumulou 44 pontos em 104 GPs. Foram três pódios, o mais comemorado deles em 1978, um segundo lugar de Emerson no Rio. Nenhuma vitória, mas dezenove presenças nos pontos, numa época em que apenas os seis primeiros marcavam.
    Com o fim do sonho da 1° equipe brasileira de formula 1 Emerson migrou para a Formula indy em 1984 conquistou 22 vitórias sendo 2 nas 500milhas de indianápolis, colocando a escultura de seu rosto no troféu BORG-WARNER nos anos de 1989 e 1993, além do campeonato de 1989 com toda a autoridade dos grandes campeões.
    Emerson foi muitas vezes criticado por sair de grandes equipes para correr com a sua própria! Se tivesse permanecido na Maclaren poderia ter conquistado 4 5 ou até 6 campeonatos, mas será que isso o tornaria a lenda que é?
    Emerson é campeão por natureza, lutou pelo seu sonho mesmo quando foi abandonado por patrocinadores e ridicularizado por pessoas que achavam que equipe brasileira de formula 1 era um sonho impossível!
    Hoje a coisa mais comum é ver fotos dos carros da copersucar e imaginarmos como seria se aquele 2° lugar no GP do Brasil de 1978 tivesse sido 1°?
    Como diz a música do Bíquini Cavadão: TUDO QUE MORRE FICA VIVO NA LEMBRANÇA!
    Emerson, Copersucar, : É IMPOSSÍVEL É IMPOSSÍVEL ESQUECER VOCÊS, É IMPOSSÌVEL ESQUECER O QUE VIVI, É IMPOSSÌVEL ESQUECER O QUE SENTI!!!!!!!
    Você é o maior orgulho do esporte a motor desse país e eu me orgulho muito de ter um campeão em todos os sentidos como vc!!!
    Valeu Bruno Gouveia, suas músicas vieram bem a calhar com as lembranças!!
    Um grande abraço a todos que escrevem nesse maravilhoso blog.

  3. 6
    leandro gustavo MOSKINHA:

    A primeira vitória do Rato em Indianápolis não sai da minha cabeça… inesquecível…. Na voz de Luciano do Valle: bateu All Anser!!!! bateu All Anser!!! Era o inicio de uma nova era do Brasil no automobilismo, pq não uma nova era para o automobilísmo mundial!!!

  4. 7
    Marcelo Rezende:

    Muito legal o texto, sem dúvida Emerson é o pai do automoblismo vencedor no Brasil, ele representou a evolução do Brasil de um país onde alguns pilotos se aventuravam lá fora para um celeiro de campeões em quase todas as categorias importantes do automobilismo, seu talento e seu sucesso inspirou outros grandes nomes do automobilismo e seu pioneirismo nos levou à Fórmula 1 e ao automobilismo norte americano. Depois de Senna, Emerson foi um pouco esquecido como ídolo das pistas, mas no coração dos fãs das corridas sempre haverá um lugar de honra suprema para esse monstro sagrado.

    Que o nome Fittipaldi do velho Barão, Emerson, Wilsinho, Christian e em breve de novas feras do volante seja sempre reverenciado por nós pobres mortais!

    Grande abraço!

  5. 8
    Renato de Mello Machado:

    é isso mesmo, os mais novos, só acham que o Brasil só teve um piloto de F1,mas na verdade tivemos mais dois,que muito bem representaram o Brasil,são eles o Emerson,eo Nelson Piquet,é por esta ordem que são os melhores,duvido,que alguém faça pelo automobilismo brasileiro o que Emersom fez,ele e seu irmão wilson,era o que todos nós fãns da F1 na época queriamos ser arrojados,determinados,idealistas,e sobre tudo ousados,timha piloto, que só queria pilotar a williams,carro de outro planeta,duvido queesse tipo de piloto largasse tudo, para pilotar um carro como fez nosso Emersom,é por isto que o Emersom é Emersom,isso é que faz a diferença,e ainda abriu as portas dos EUA,para os pilotos brasileiros,talvez na época ele não dava conta do seu ato,e é por isto que qualquer lista de melhor piloto brasileiro de qualquer categoria tem que ter Emersom Fittipaldi no topo,ele é que é o chefe,muito obrigado,mesmo,o autorama,é omaior barato,e na época tinha outro brinquedo que se chamava fittishow,que era tudo de bom,a lotus negra de Emersom que você pisava,tipo uma sanfona que agente colocava na traseira,e ela saia correndo,fora a réplica do capacete de Emerson que eu tinha,é como eu falo,sou do tempo em que michael jackson,era negro carro de homen era dodge,maverick,opala,seis canecos e ninguém pilotava moto de capacete rosa.

  6. 9
    Luciano José Piedade da Silva:

    Excelente texto, grande lembrança e uma homenagem mais que justa a um dos grandes automobilistas que o mundo conheceu. Emerson, além disso, foi um grande esportista e bom caráter. Poderia com certeza ter obtido mais títulos. A injustiça feita por brasilieiros com a copersucar, inclusive por parte da imprensa, é fruto de um povo sem memória e que não se importa com seus ídolos quando não estão no ápice. Vale lembrar do Stirling Moss, inglês que foi por 4 vezes consecutivas vice-campeão mundial de F1. Na inglaterra ele é venerado. Se fosse brasileiro com certeza seria ridicularizado por nunca ter ganho um campeonato. Uma equipe não nasce de um dia para o outro e a Copersucar foi uma equipe que conseguiu bons resultados durante o tempo em que correu. Poderia ter progredido mais ainda, mas financeiramente(muito por patrocínios) não conseguiu. Mas assim mesmo chegou a estar na frente de equipes consideradas da época. Eu pessoalmente admiro muito Emerson, um campeão que sempre, no que pode, tentou auxiliar outros brasileiros que entraram na F1, como é o caso do Ingo, Alex Dias Ribeiro, e tantos outros. Parabéns, a matéria está excelente.

  7. 10
    Leonardo Bertella:

    Genial o Post.
    Coincidentemente , acabei de comprar um livro do companheiro jornalista Lemyr Martins chamado a Saga dos Fittipaldi.
    Recomendo fortemente a todos os amigos do blog…pq quando agente conhece mais profundamente a história desta familia inteira, vc fica espantado… Desde o Wilsão (que chegou a ser amigo do Enzo Ferrari!), do Wilsinho, do proprio Emerson… Fantastico…
    Se não fosse por eles, muito provavelmente a formula 1 seria um bem menos famoso… imagino que seria um WTCC ou um Campeonato de Rali, onde agente mal recebe informações e so acompanha quem é absolutamente fanatico.

    A familia Fittipaldi ergueu o automobilismo no Brasil, e talves seja por causa deles que que hoje agente tenha esse espaço para discutir F1…
    Realmente eles merecem nosso MUITO Obrigado

  8. 11
    valter:

    Emerson Fittipaldi, verdadeiro campeão dentro e fora das pistas.

  9. 12
    Mario Luiz Matias de Oliveira:

    A Família Fittipaldi é um nome de respeito e honra para o automobilismo nacional. Seus integrantes são pessoas dignas que lutaram com força e coragem para o desenvolvimento do esporte a motor no Brasil. A narração do Barão quando seu filho ganhou o Campeonato de F1 até hoje está na mente de muitos apaixonados por veículos como eu. A lembrança de Emerson e de sua vida resgata o orgulho de ser brasileiro!…

  10. 13
    Adyr Mario Quaglio:

    Bruno, meus parabéns, lendo seu texto não foi possível escapar de algumas lembranças como do teste feito por Emerson em Interlagos com a Mclaren, neste dia eu e meu primo conseguimos entrar em Interlagos munidos de uma pequena maquina fotográfica na tentativa de tirar uma foto do Emerson, ou então as minhas tentativas de acompanhar os testes o FD01, foram horas esperando sentado na arquibancada só para ver o Wilson dar uma única volta, acho que naquele dia gastei toda a minha saliva tentando convencer o segurança do autódromo a me deixar passar para conseguir um autografo do Wilson, que sempre foi o meu ídolo, sem sucesso. Mas como dizem que não devemos abandonar nossos sonhos, este ano (35anos depois) eu consegui realiza-lo, mandei fazer um banner com a foto do FD01, com mais ou menos 2m² e o mais importante, ele foi autografo pelo Wilson, graças ao meu bom amigo Bruno da AtrmixStudios.

  11. 14
    Pedro:

    Tive o prazer de conhecer o simpático Emerson numa palestra na Petrobras. Eu estava na primeira cadeira da segunda fila, quando ele passou, cumprimentou a tdos e sentou-se bem na minha frente. Caraca!

    Passei a palestra inteira sem piscar os olhos. A cada história que ele contava eu ficava cada vez mais fascinado. Ou como diz uma música do Biquini… boquiaberto.

  12. 15
    EMERSON EDUARDO RODRIGUES:

    O que Emerson Fittipaldi fez pelo Brasil é de uma valia tao grande, que acredito que complementa tudo o que o SENNA fez.
    Emerson Fittipaldi começou e SENNA terminou. Ambos teriam prosseguido se nao fosse o maldito destino que os interrompeu.
    Os dois deixaram legados importantissimos na F1. Emmo poderia ter sido campeao em 1976 1978 e 1979.
    Talvez ainda pegasse mais uns 3 titulos nesta toada roubando do Lauda. Lauda nao teria sido tudo isto se Emmo nao tivesse abandonado a Mc Laren ou a Lotus..na verdade ele deveria ter corrido de Lotus a vida toda..Nem sequer Ronnie Peterson teria morrido..
    Mas a vida é assim. O legado que EMERSON FITIPALDI deixou nao foi somente para o esporte, e sim para o Brasil, por isso ele é o Rei da F1 no Brasil…até aqui na España do também bi campeone Alonso me recordam por causa do FITIPALDI..os mais velhos é claro, mas eles bromeiam mesmo, sempre no bom sentido e sendo muito respeitosos, porque ao contrario do RUBENS BARRICHELLO, EMERSON FITTIPALDI é SINONIMO DE MUITA, MAS MUITA VELOCIDADE MESMO!

  13. 16
    adriano(eu mesmo):

    O nosso bicampeão de F1, aquele que abriu as portas para os demais e o seu grande sonho…A primeira grande vítima dos Aloprados.

  14. 17
    Luciano José Piedade da Silva:

    Para aqueles que gostam de ver seus pilotos em ação recomendo um vídeo do Emerson com um Maverick em Interlagos. Se não me engano é um modelo importado, em 1972. Esse vídeo está disponível no Youtube. Vale a pena conferir o grande mestre.

    abraço

    Luciano

  15. 18
    helder do amaral oliveira:

    Conheci a Fórmula 1 em 1972, assumo sou da chamada “geração Speed Racer” e tive em miniaturas de brinquedo a Lotus Ford 72D e o Mc Laren M23 que Emerson Fittipaldi correra e tinha sido campeão em 1972 e em 1974. Anos mais tarde em 1985 ao ir a uma exposição de carros de corrida em São Conrado, vejo frente a frente aqueles carros que eu via em ação na Tv e eu tinha suas miniaturas: A Lotus negra e dourada John Player Special nº 1 e a alvirubra Mc Laren M23 número 1. A emoção em tocar nos pneus destes carros e não acreditar que eu os via quando criança e tendo estes mesmos carros de brinquedo e estar tão perto daquelas supermáquinas é como um sonho, e deu quase vontade de sentar no cockpit daquele carro só em sentir como seria acelerar e andar em pistas como Monaco, Spa, Monza, Silverstone, Zeltweg,Hockenhim (traçado antigo), Paul Ricard, Interlagos, Jacarepaguá com estas máquinas lendárias! Além de Emerson Fittipaldi que nos fez ter as manhãs de domingo embalado ao som dos potentes motores da Fórmula 1 devemos homenagia aínda uma outra lenda do automobilismo: CHICO LANDI. Foi graças a CHICO LANDI que abriu as portas para Emerson Fittipaldi, Wilsinho Fittipaldi, José Carlos Pace, Nelson Piquet, Ayton Senna, Cristhian Fittipaldi, Rubens Barrichello e tantos outros brasilkeiros que brilham nas pistas. Se Cristhian Fittipaldi não pode honrar a linhagem do nome Fittipaldi na F-1 como piloto se deu ao time que ele corria a Arrows ser um time fraco. Criticam hoje Rubens Barrichello, principalmente a torcida brasileira, motivada até pelas piadas de mau gosto do Casseta e Planeta, mas Rubens Barrichello entrou na Fórmula 1 em 1993 quando a categoria tinham estrelas de primeirissima grandeza chamadas Alian Prost e Ayrton Senna e via nascer outra estrela, a maior de todas: Michael Schumacher. A morte de Senna em 1994 fez Barrichello carregar para si a responsabilidade de suceder Senna, e a pressão sobre ele aumentou quando correu pela Ferrari, não só pelo fato da equipe ter Schumacher como prima donna da companhia mas pela tradição que a rubra escuderia italiana tem e a obrigação de vencer cada corrida. Correr pela Ferrari, sou torcedor do time italiano desde 1975, tem para um piloto a mesma coisa que para um jogador de futebol, é jogar num time como Vasco, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Santos, Gremio Internacional, Selecção Brasileira, Seleção Argentina etc. Imagine a pressão que deve ser a do jogador Lionel Messe ou Carlos Teves numa seleção argentina cuja a grande estrela foi Maradona ou um jogador do Santos que vista a camisa 10 ter a responsabilidade de jogar no time do Rei Pelé com o Rei o vendo usar a sua lendáia camisa assim como no Vasco o camisa 10 do time cruz maltino que foi de Roberto Dinamite e a camisa 11 eternizada por Romário. è essa a mesma pressão que passou por Rubens Barrichello correr na Ferrari e passa com Felipe Massa e qualquer piloto que corra na Casa de Maranello assim como quem corria na Lotus no tempo da Lotus JPS a mística desta equipe que teve Jochen Rindt, Emerson Fittipaldi, Mario Andretti, Ronnie Peterson, Ayrton Senna que infelizmente levou o time a deixar o circo da F1, e com o lendário Colin Chapman como a Mc Laren Marlboro vermelha e branca do tempo de Emerson Fittipaldi, James Hunt, Ayrton Senna, Alian Prost, Niki Lauda e depois as Mc Laren Silverarrwos (Flecha de Prata) de Mikka Hakkinen, Kimi Haikkonen e Lewis Hamilton e veja a pressão que Hamilton sofre por correr num Mc Laren inferior. Rubens Barrichello este ano é vice lider do mundial com a Brawn GP atras de JENSON BUTTON DA BRAWN GP. Em que pese a patriotada inglesa do time vale dizer que a Brawn era a ex-Honda motivo de piada no circo. Rubens aínda pode dar a 100ª vitória brasileira na F1 e quem sabe ser o campeão? Como diria outra lenda da F-1 Juan Manuel Fangio, “Corridas são corridas e tudo se termina na bandeirada”, quem sabe Rubens Barrichello possa ser este campeão e no ano de sua redenção com a Brawn GP?

  16. 19
    helder do amaral oliveira:

    Emerson Fittipaldi, o piloto que fez o Brasil conhecer o mundo da Fórmula 1, contemporâneo de outra lenda como Jackie Stewart a ponto de dizer: que estes brasileiros tem que bebem na água que são tão grandes corredores. A sua grandeza de sair em 1975 da poderosa Mc Laren para correr na modesta Fittipaldi foi motivo de crítica, porém Emerson fez o inverso de Pelé lenda do futebol no Brasil para jogar no Cosmos de Nova York e mesmo assim as duas maiores lendas do esporte brasileiro: Emerson Fittipaldi no automobilismo e Pelé no futebol mostraram que o brasileiro no esporte é uma força a ser temida e ser visto com respeito. Para mim que conheço Fórmula 1 desde 1972 e ví Emerson ser bi campeão do mundo pela Televisão tive as miniaturas dos dois carros que ele foi campeão e vi os carros dele de perto numa exposição em 1985 foi uma emoção fora do comum. Quanto comparar Emerson a Ayrton Senna posso dizer: Senna só foi o grande Senna que se tornou lenda por só correr em carros tidos “vitoriosos” (Lotus Renault, e Mc Laren Honda). A decisão de correr em 1994 na Williams de outro planeta lhe custou a vida. Senna não quis correr pela Ferrari por ela não ser um carro competitivo, certamente pensando erradamente da experiencia que Emerson fez ao trocar a Mc Laren pela Copersucar. Se Aryton em vez de correr na Williams corresse na desacreditada Ferrari será que Senna estaria vivo? Talvez, poderia hoje ter mais títulos que Michael Schumacher e mesmo que corresse num time pequeno certamente estaria vivo. Não podemos esquecer que o legado de Emerson no Automobilismo, foi graças a ele que temos hoje Ayrton Senna, Nelson Piquet e tantos outros. Quanto a Copersucar Fittipaldi, depois o Fittpaldi Skol a primeira experiencia brasileira na F-1 como equipe, pagou pelo pioneirismo,assim como Emerson, mas a Copersucar Fittipaldi está presente em seus herdeiros: A Piquet Sports de Nelson Piquet da GP2 time que Nelson Piquet fez para que seu filho Nelsinho chegasse a F-1, o Corinthians e o Flamengo maiores times de Futebol no Brasil correm na A1 Racing e a Fittipaldi chegou a ressurgir na FCart como Fittipaldi Digman. Pena que hoje a Fórmula 1 só possa ter 26 carros no grid e as estreiantes de 2010 são o time de Adrian Campos, a USF1 e um time que eu não sei o nome mas era do mesmo dono da Symteck que morreu Roland Ratzemberg no fatídico dia 30/4/1994 em Imola. Quem sabe se a Piquet Sports pudesse entrar na F-1, e assim como Nelson Piquet como piloto foi o sucessor de Emersosn e tantas vitórias e títulos deu ao pais a equipe fundada pelo tricampeão não tivesse uma vitória na F-1 e seria o sonho que a Copersucar infelizmente quis o destino que não tivesse ido em frente. Se a Copersucar tivesse um pouco de sorte quem sabe se ela hoje não seria como a Red Bull. Lembre-se que a Red Bull fora a antiga Jaguar que sucedeu a Stewart GP de Jackie Stewart.

  17. 20
    Douglas Vieira:

    Eu li todo o texto, inclusive os comentários postados pelos amigos, porém, me limito a dizer, Sem Emerson Fittipaldi, não haveria Formula 1 Brasileira.

    Sou e serei sempre grato ao gênio que ele foi e é.

  18. 21
    Leonardo Soares:

    Importante lembrar nessa história maravilhosa também o Ingo Hoffmann, que sacrificou as possibilidades de uma carreira vencedora na F1 ao correr na Copersucar. Não voltou a ter uma chance.

  19. 22
    Max Ferreira Machado:

    Sou técnico em máquinas e viciado em automóveis. Acompanho a Formula 1 há mais de 41 anos. Gosto tanto desse universo e de automóveis, que me formei em Jornalismo depois dos 50. Emerson Fittipaldi, o nosso Guru, inspirador de gerações que vieram para levar o nome do Brasil, também foi motivo de chacota e de piada quando criou a Copersucar. Brasileiro, infelizmente não receonhece os seus ídolos e fala do que não sabe. Quando Emerso chegou no “Velho Mundo”, mostrou aos gringos, que o talento brasileiro não era só futebol.
    Hoje presenciamos a mesma falta de respeito com Barrichelo, um brasileiro que é mais respeitado fora do Brasil, assim como Emerson.
    Essa cultuação ao Senna – que me perdoem seus fãs – chega a ser chata. Não sou insano em dizer que não era bom. Senna era fora de série, mas, quiz o destino levá-lo antes de conseguir mais títulos. O problema é que o brasileiro adora criar mitos e isso é algo que não é legal.
    Voltando aos Fittipaldis ( é isso mesmo, aos irmãos Fittipladi), devemos lembrar e agradecer ao esportista Emerson, homem e figura emblemática, cuja maior virtude é a persistencia e a humildade e Wilson Fittipaldi, conhecedor de automóveis, cujo talento pode ser testemunhado na construção dos Formula “Vês”, Fittiporsche, …….Formula 1. Como disse Nelson Piquet: “Emerson foi o primeiro a abrir as portas para nós brasileiros, e o primeiro é como Colombo.”

    Se aquele Copersucar não fosse tão sabotado ( pesquisem), teríamos um carro vencedor, pois, projetista como Ricardo Divila e um corpo técnico de primeira linha capitaneados por pilotos com muita quilometragem invejavam muita equipe à época. Utopia? Não, não creio.
    Obrigado Fittipaldis, Chico Landi, Christian Heinz,Luiz Pereira Bueno, José Carlos Pace, Marivaldo Fernandes, Bird Clemente, Piquet, Chico Serra, Alex Dias Ribeiro, Maurizio Sandro Sala, Raul Boesel, Roberto Pupo Moreno, Cristiano Da Matta,Senna, Barrichelo, Massa, De Grassi, Pizonia……………………
    É o mínimo que podemos dizer.

  20. 23
    José Benedito Vizioli Libório:

    A primeira corrida de F1 que eu assisti foi aquela vitória fantástica do Rato na Inglaterra em 1975. Só quem se lembra do que foi aquela corrida pode avaliar a magnitude daquela vitória de um ser huano fantástico, uma família que contava inclusive com a mãe-piloto, vejam só.
    Emerson, Wilson, Wilsão, Christian, enfim, toda a família Fittipaldi deve ser reverenciada como pessoas que têm , como se diz, gasolina no sangue. Empreeendedores que lançaram uma semente definitiva na história do automobilismo brasileiro. Reconhecimento e respeito, sempre!

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