Alguém tem que ceder


Nas últimas semanas, grande parte do noticiário relacionado à Fórmula 1 foi tomado pela novela do teto orçamentário. A pinimba teve início quando a Federação Internacional de Automobilismo, na voz de seu presidente Max Mosley, sugeriu que as equipes deveriam trabalhar num patamar financeiro obrigatoriamente mais baixo para 2010. Caso contrário, a categoria poderia ter dois regulamentos distintos, dando mais liberdade àqueles que se dispusessem a disputar uma temporada gastando menos dinheiro. Não demorou muito e a chiadeira começou.
Para algumas equipes acostumadas a gastar os tubos para andar na frente, uma mudança desta natureza significaria menos mordomias e mais trabalho. E não é só isso: na opinião de alguns dirigentes, tal medida descaracteriza a Fórmula 1, considerada desde sempre a elite do automobilismo – o que não deixa de ser verdade. No entanto, o que eles não consideram (ou não admitem), é que foi justamente essa gastança desenfreada que colocou a Fórmula 1 na sinuca de bico que se encontra hoje.
O principal contestador destas limitações, por parte das equipes, é o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo. Que, não por acaso, acumula a função de presidente da FOTA, a associação dos times. Um palanque que o italiano tem usado sem pudor na tentativa de derrubar as propostas de Mosley, mas que parece não ser alto o suficiente para sensibilizar o dirigente, que faz pé firme na sua ideia de criar uma Fórmula 1 mais acessível.
Mesmo com o apoio de grandes construtores, como Toyota, BMW, Renault e RBR, Montezemolo precisou apelar. Disse que não inscreverá a Ferrari no próximo Mundial caso não se chegue a um acordo. Mosley contra-atacou, afirmando que a Fórmula 1 é auto-suficiente, e sobreviverá mesmo sem sua equipe mais tradicional. Para completar, ainda tirou onda, divulgando uma lista de interessados em ingressar na categoria. Uma guerra de egos, sim, mas que se originou por um motivo apenas: dinheiro.
Não há, inclusive, nenhuma novidade nisso. Entra ano, sai ano, é sempre a mesma ladainha. E cada um dos envolvidos, sem exceção, sabe muito bem que a melhor saída para todos é que se chegue logo a um acordo. Uma solução que evite prejuízos financeiros e danos à imagem desta máquina de fazer dinheiro chamada Fórmula 1. Os exemplos da guerra Fisa x Foca, há quase trinta anos, e da cisão Indy x Cart, em 1996, estão bem vivos na memória dessa turma. Que pode ser barulhenta, inflexível e egocêntrica, mas com certeza não é louca a ponto de rasgar dinheiro.
O jornalista Alexander Grünwald é produtor do programa Grid Motor, do SPORTV, e dono do Grün Blog. Ele escreve neste espaço todas as sextas-feiras.
Crédito da foto: Divulgação
rss do blog





23 maio, 2009 as 2:32
Apesar de ser o discurso politicamente-correto, acredito que seja o que cabe. No início, o teto ficaria na casa de 30 e poucos milhões de libras. Após algumas negociações, passou para 40 e se diz por aí que está em 44 milhões de libras. Nota-se que a coisa é passível de negociação. Ao invés da Ferrari ficar surtando, deveria negociar com a FIA.
Forte Abraço.
23 maio, 2009 as 7:47
Axo que poderiam entrar num melhor acordo, talves aumenando em mais 50% do atual teto!!!!
no mais ta mt legal a F1, bem competitiva!
23 maio, 2009 as 8:21
Dinheiro neste mundo esta diretamente relacionado com desenvolvimeno tecnologico.
orreto o Sr Ernesto, é o dicursso politicamente certo. Mas não cabe na F1. Acho absurdo limitar o desenvolvimento.
23 maio, 2009 as 10:18
A cada nova corrida fica visível, que os novos padrões da f 1 deste ano de 2009, servem para que pilotos como Barrichello e Button da brawn mostrem a sua igualdade ou melhor dizendo, superioridade quanto aos pilotos de Ferrari e Mc Laren…
Acreditamos em vc Rubinho!!!
23 maio, 2009 as 12:10
Sempre imaginei a formula 1 como um laboratório do automobilismo mundial! Durante muitos anos as conquistas tecnologicas serviram não só para as equipes mas também para os compradores de carros comuns, pois essas se estendiam e estendem na industria automobilistica até hoje beneficiando a todos.
A grande questão é uma só: Será que a formula 1 sobreviverá com o domínio eterno de 2 equipes?
A resposta mais obvia na minha opinião é não!!
Tivemos que aguentar durante quase 18 anos um domínio de 3 equipes (maclaren/senna prost, Ferrari/Dick…ops digo Schumacher, wiliams/mansell, villeneuve, hill, maclaren/ mika hakkinen. ou seja mudam os pilotos, mas as equipes são as mesmas!!
Sinceramente eu acho que a proposta do teto maximo não é ruim, oque precisa ser discutido é o regulamento que por sua vez tem um monte de “brechas”! Acho que eles deveriam discutir o regulamento de forma que todas as equipes tivessem chances reais de lutar por vitórias, para mostrar o valor de seus pilotos, isso sim seria muito interessante para quem assiste, para quem financia e principalmente para quem pilota!
Em condições de igualdade com certeza teriamos visto como campeões do mundo: Ivan Capelli, Alessandro Naninni, Roberto Pupo Moreno, Elio de Angelis, Robert Kubica e muitos outros só não vou citar o Andrea de Cesaris pois ele era MURO na certa rsrsrsrsrs
Espero que a formula 1 encontre a melhor saida, pois o racha entre federação e equipes já está mais que provado que não dá certo, basta lembrar o racha entre a CART-CHAMP CAR e Tonny Stewart dono do autódromo de Indianápolis, levaram quase 10 anos para começarem a resgatar alguma força, mas ao patamar de atrair quase a mesma audiência da formula 1, vão levar no mínimo mais uns 10 anos!!!
Um grande abraço a todos que escrevem nesse blog.!!!!!!!!!!!!
23 maio, 2009 as 19:11
Pra mim essa declaração que o Mosley deu que a F1 pode viver sem a Ferrari é totalmente errada,imaginem comigo,que se a equipe italiana sai,o tanto de torcedores(principalmente italianos) vão parar de ver a categoria e migrar pra outras categorias que a equipe participar(que ela já disse em competições como a Le Mans Series ou até mesmo as Norte-Americanas),quem eria ter mais audiencia?E tem uma coisa que todo mundo esqueceu,e se acontecer da Mclaren perder os motores da Mercedes(como já foi ameaçado),e ela não conseguir continuar categoria,mesmo com esse orçamento e ela acaba saindo,e dai eria perder mais telespctadores,dai a FOTA vai tá ferrada.
E uma coisa que eu acredito que pode acontecer é a Ferrari,RBR,STR,BMW Sauber,Toyota e Renault deciderem fazer uma categoria,seguindo os modos de contrução dos carros usados na F1 atualmente,mas que regras próprias e com pilotos das próprias equipes.Como o dono da RBR propos a uns tempos atrás.
23 maio, 2009 as 20:45
E esse alguém é a FIA pois não é possivel dois regulamentos , já não basta agente ter de aguentar os pneus raiados, que não é e nuca foi pneu de competição,limites de giros, as asas já podiam ser móveis a muito tempo pois temos técnologia para isto,oaerofolio traseiro tá vergonhoso ,feio, eu não sei mas o único carro que parece um carro de corrida é a maclarem, só que não tem gente para acertar ocarro, a FIA tem de olhar para essas coisas e deixar politica de fora.
24 maio, 2009 as 17:33
Se diz tanto que esse regulamento ia colocar todos em pé de igualdade, porém o que foi visto é a f1, de uma equipe só a Braw gp. E a verdade tem de ser dita se a Ferrari ou a Maclaren estivesse em pé de igualdade com a Braw ela não teria ganhado essa corridas.
26 maio, 2009 as 1:12
É o q comentei em outro blog se eles querem uma formula um em pé de igualdade terião q fazer uma lei q exigise q todos os carros fossem iguais tecnicamente a não cer por acertos de asa, suspenção, e pneus, e pra não ficar chato as equipes q fisesem um carro melhor paa a próxima temporada ganharião 20pts divididos igualmente entre os pilotos, quantos aos carros q as outras equipes fizerão eles serião readquados com as especifições do carro vencedor tornando assim o piloto e os mecanicos na hora dos pits as principais peças perfeita essa regra não se quiserem podem manda lá pra FIA!