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GP2 em um dia de protagonista

Sex, 23/05/08
por Rafael Lopes |

Um plebeu no principado

Alberto Valério dorme embaixo do aerofólio traseiro

A corrida da GP2 foi a atração do dia em Mônaco, onde a Fórmula 1 parece viver um dia de feriado. Sim, a sensação é daquela sexta-feira “casual” de um escritório, onde as pessoas não usam o uniforme, vestem-se como bem entendem etc. Uma cara de Quarta-Feira de Cinzas, com todo mundo meio de ressaca das festas. Na quinta, a balada no motorhome flutuante da RBR foi até 4h da manhã. E, na seqüência, todos iam para o mega-iate do magnata dono da Force Índia. Incluindo os pilotos da F-1 - afinal, sexta é dia de folga.

Pois bem, hoje a GP2 e Bruno Senna foram os protagonistas do dia, mas nem sempre é assim com a categoria de acesso da F-1. Os boxes da preliminar ficam a mais de 500 metros do paddock –e os carros ficam em um prédio-garagem, de onde saem desligados até se ligarem ao circuito por uma abertura de portão na La Rascasse.

Mas o grande barato é ver os pilotos da GP2 ocupando o lugar das feras da Fórmula 1 nas atividades de pista. Aqui vão algumas fotos diferentes: o capacete de Diego Nunes em frente ao box da McLaren, o cockpit do carro de Bruno Senna e Alberto Valério tirando uma pequena soneca antes de acelerar! Nesta sexta-feira, vou fazer o passeio tradicional de Mônaco: uma volta a pé no circuito.

Cockpit de Bruno Senna e capacete de Diego Nunes

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2 comentários


  1. Parabéns ao Senna!
    A tristeza veio de depois que ele deixou o carro.
    Um dirigente o cumprimenta: “You are the man. You are the one”.
    E aí vem a irmã dele e grita: “puta que o pariu!”
    O que ela quis dizer? Onde estamos?
    Desabafo? Euforia? Contenha-se.
    E depois o pior.
    Durante o Hino Nacional o piloto brasileiro conversou com os colegas de pódio,
    bateu papo, mandava recadinhos para mecânicos enfim, um desrespeito.
    Nenhuma manifestação é permitida durante o Hino, que exige respeito.
    O tio dele sabia e todos os pilotos sabem. Seja qual for o Hino, de que país for.
    E já era para ele saber, tamanho o peso do nome da família que carrega,
    sem falar na nobreza de sua mãe Viviane, uma mulher que merece todo o
    respeito e homenagens.
    Que venham novas vitórias!


  2. Sempre que assisto as corridas do GP2, lamento um tempo em que a PETROBRAS tinha uma equipe totalmente brasileira(naquela época não era a GP2), promovendo oportunidades a novos talentos que são constantemente perdidos em razão de falta de patrocínio. Quantos Sennas são perdidos pelo caminho por não contarem com patrocínio? Espero que a PETROBRAS, uma das maiores empresas do mundo, reveja sua saída da categoria preparatória para a F1 e possa voltar a dar oportunidades para nossos jovens talentos.


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