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Os dez mais do internauta 2009

sex, 13/11/09
por Rafael Lopes |

Jenson Button, o campeão de 2009

Depois do post da quinta-feira, quando elegi os dez melhores pilotos da temporada 2009 da Fórmula 1, os leitores do Voando Baixo deixaram vários comentários, alguns até fazendo suas próprias listas. Por isso, resolvi abrir os comentários deste post para vocês colocarem suas listas. Na próxima sexta-feira colocarei aqui no blog a apuração de todas as listas dos internautas e publicarei um top 10 colaborativo, dos internautas que participaram da brincadeira. Não precisa nem de justificativa!

As listas só serão aceitas nos comentários deste post. Não mandem por e-mail, para facilitar o meu somatório. Outra coisa: para chegar à lista final dos dez mais dos internautas, vou atribuir pontos aos oito primeiros de cada lista, de acordo com o sistema de pontuação de uma corrida da Fórmula 1. O maior pontuador será o melhor no top 10 de vocês. Confira abaixo a pontuação:

1º – 10 pontos
2º – 8
3º – 6
4º – 5
5º – 4
6º – 3
7º – 2
8º – 1

Agora é só mandar as suas listas. O prazo se encerra na próxima quinta-feira, à meia-noite. Participem!

Os dez melhores pilotos de 2009

qui, 12/11/09
por Rafael Lopes |

Pelo terceiro ano, o Voando Baixo publica a lista dos dez melhores pilotos da temporada da Fórmula 1, na minha opinião. Na próxima quinta-feira, apontarei as cinco melhores equipes de 2009 aqui no blog. Sei que ela vai causar algumas polêmicas, mas a caixinha de comentários está aqui para isso. Peço apenas que os internautas mantenham o nível. Críticas serão aceitas, desde que construtivas e educadas.

Estes são os dez melhores pilotos da temporada 2009:

1

Jenson Button

Jenson Button (Brawn GP)
Venceu seis das sete primeiras corridas do ano com um desempenho avassalador. Abriu uma vantagem confortável e depois só administrou. Foi bem-sucedido, já que ela ficou sempre acima dos dez pontos em relação aos rivais. Temporada muito inteligente.

2

Rubens Barrichello

Rubens Barrichello (Brawn GP)
Depois de ser considerado carta fora do baralho no fim de 2008, o brasileiro deu a volta por cima neste ano. Sofreu com problemas de freios na primeira metade do ano, mas ganhou duas corridas quando a Brawn GP já não era o melhor carro do grid.

3

Sebastian Vettel

Sebastian Vettel (RBR)
O alemão venceu quatro corridas nesta temporada, mas poderia ter ameaçado o título de Button, não fossem os erros da primeira metade do ano. É o piloto com maior potencial no grid e certamente será campeão no futuro, mas precisa amadurecer.

4

Mark Webber

Mark Webber (RBR)
Outro que fez uma temporada de reação. O australiano quebrou a perna no fim de 2008, mas se recuperou e andou muito bem, mesmo fora dos primeiros testes. Venceu as duas primeiras provas da carreira e foi um dos pilotos mais regulares de 2009.

5

Lewis Hamilton

Lewis Hamilton (McLaren)
Após o título de 2008, teve de lidar com um carro muito ruim no início do ano. E os maus resultados parecem ajudaram no amadurecimento do inglês. Ele e a McLaren evoluíram juntos e se tornaram um dos conjuntos mais fortes da segunda metade de 2009.

6

Kimi Raikkonen

Kimi Raikkonen (Ferrari)
Após uma temporada não tão boa, o finlandês parece ter se motivado, principalmente depois da confirmação de sua saída da equipe italiana. Kimi cresceu muito e parecia querer mostrar para todos que ainda tem condições de ser campeão.

7

Felipe Massa

Felipe Massa (Ferrari)
Mesmo com o carro ruim do início do ano, o brasileiro conseguiu levar a Ferrari nas costas e trabalhar para melhorar o F60. Aproveitava o melhor momento do modelo, quando sofreu o acidente na Hungria. Deve voltar ainda mais forte em 2010.

8

Fernando Alonso

Fernando Alonso (Renault)
Em uma temporada muito ruim da Renault, o espanhol não se desmotivou e trabalhou para evoluir o R29. Os resultados não foram os esperados, mas ainda subiu ao pódio em Cingapura e superou seus dois companheiros, Nelsinho e Grosjean, com folga.

9

Kamui Kobayashi

Kamui Kobayashi (Toyota)
Só disputou dois GPs, mas mereceu muito entrar nesta lista. O japonês surpreendeu o mundo da F-1 com desempenhos brilhantes e agressivos em Interlagos e Abu Dhabi. Jenson Button que o diga… Merece uma vaga de titular na temporada 2010.

10

Giancarlo Fisichella

Giancarlo Fisichella (Force India/Ferrari)
Apareceria em uma posição melhor nesta lista, não fosse a equivocada mudança para a Ferrari. Mas o desempenho na Force India e o segundo lugar brilhante no GP da Bélgica tornaram o italiano merecedor de uma vaga nos dez mais da temporada 2009.

Que GP é esse? – 109ª edição

qua, 11/11/09
por Rafael Lopes |
categoria Que GP é esse?

Que GP é esse 109

O Voando Baixo traz o 109º desafio do “Que GP é esse?”. Qual o local, ano, o carro e o piloto que estão nesta foto? Resultado na segunda-feira! Divirtam-se!

Os comentários só serão liberados após a divulgação do resultado, para não facilitar a tarefa.

E atenção: só valerá a PRIMEIRA RESPOSTA de cada internauta! Além disso, o nome oficial do GP (em português) não pode ser esquecido!

E aí? Que GP é esse? Opine!

F-1 e futebol juntos?

seg, 09/11/09
por Rafael Lopes |

Vou publicar um vídeo nesta segunda-feira para descontrair após essa pesada temporada da Fórmula 1. Fazendo minhas pesquisas no Youtube, achei este vídeo: uma pelada entre a imprensa internacional e os pilotos da F-1 às vesperas do GP do Canadá de 1984. Até Reginaldo Leme, comentarista da Rede Globo, se arrisca e bate uma bolinha. Mas não foi só isso: ele até dá uma de massagista. No fim, Ayrton Senna até se machuca em um lance da pelada. O fato é que ninguém mostrou um graaaaande futebol. Assistam!

Resultado do 108º Que GP é esse?

seg, 09/11/09
por Rafael Lopes |
categoria Que GP é esse?

Que GP é esse 108

O 108º “Que GP é esse?” foi difícil. Mais de 100 internautas arriscaram responder ao desafio e 58 acertaram na íntegra. Vamos ao gabarito: Andrea de Adamich, Surtees-Ford TS9B, no GP da Espanha de 1972, em Jarama. O italiano chegou em quarto na única vez em que marcou pontos na Fórmula 1. Emerson Fittipaldi, da Lotus, venceu a prova, seguido por Jacky Ickx, da Ferrari, e Clay Regazzoni, também da equipe vermelha.

Eis os acertadores:

1 – Adriano Santi – http://antiuser.org
2 – Fred Sabino – http://blog.lancenet.com.br/fred
3 – Vinícius Perazzini
4 – Antonio Luiz Siqueira
5 – Kazuo Tobara – http://www.rkprotecoes.com.br
6 – Marcos Siqueira
7 – Donato Maia Jr.
8 – Sandro Alves
9 – Clébio Júnior – http://lencoencarnado.blogspot.com
10 – Ricardo Schmitz
11 – Cezar Fittipaldi – http://www.cezarfittipaldi.blogspot.com
12 – Rômulo Rodríguez
13 – Pedro Nandi – http://twitter.com/PedroNandi
14 – Raphael Rastrini
15 – Darlington
16 – Ziggy-JP – http://www.twitter.com/ziggyjpn
17 – Francisco Amaral – http://www.cbav.com.br/forum
18 – Manoel Barros
19 – Ricardo Kazuo
20 – Paulinho Buffara Farah
21 – Gessoni
22 – Arthur Henrique Lobato Melo (Tuique)
23 – Gustavo Cianfarani
24 – Luiz Fernando V. Novaes
25 – Neanderthal
26 – Ronaldo Ferreira
27 – Alvaro Ferreira
28 – Guilherme Dourado
29 – Nilton Gavião Menezes
30 – Edivaldo
31 – Hugo Cortes
32 – Dejair Espíndola Júnior
33 – Juarez Chaves Motta – http://gpscomunicacao.com.br
34 – Ricardo Enrique Gobo
35 – Rogerio Goncalves
36 – Luiz Fernando Napolitano – http://www.twitter.com/lfnapolitano
37 – Rico Novaes
38 – Felipão – http://blogsportbrasil.blogspot.com/
39 – Nelson Volponi Filho
40 – Leandro Castro Ribeiro – http://formulatotal.wordpress.com
41 – Eduardo Hirochi Taguchi
42 – Claudio Rovani
43 – Frederico Cavalcante – http://www.spottermanaus.com.br
44 – Andre Ribeiro
45 – Aderson Pereira
46 – Oswaldo Brandão Neto
47 – Luiz Antonio Avena
48 – Rodrigo Menin
49 – Carlos Henrique Mercio
50 – Felipe Antunis
51 – Walter
52 – Pedro Costa – http://maniadcarrinhos.blogspot.com/
53 – Marcos Tanaka
54 – Daniel Herz
55 – Paulo Abreu – http://voltarpida.blogspot.com/
56 – Neriosvaldo Alves de Oliveira – http://velocidadeemocao.blogspot.com
57 – Cesar Samsoniuk
58 – José Carlos dos Santos

E aí? Gostaram do desafio? Opine!

Devagar com o andor

dom, 08/11/09
por Rafael Lopes |

Bruno Senna na GP2

Após o anúncio de Bruno Senna como piloto da nova equipe Campos na temporada 2010 da Fórmula 1, muita gente me perguntou sobre o que eu achava desta notícia. Já tinha uma opinião formada sobre o assunto, mas optei por ler algumas opiniões antes. A pressão sobre ele será enorme, principalmente por causa do peso do sobrenome e ainda mais por causa do escândalo envolvendo Nelsinho Piquet em Cingapura-2008. Minha recomendação a todos é apenas uma: calma. Deem tempo para o piloto mostrar seu valor. Cobrar resultados dele agora é insanidade, já que tanto Bruno Senna quanto a Campos são estreantes.

Acompanho a carreira de Bruno desde o início, ainda na Fórmula BMW Inglesa. Ele só deu um início real em sua carreira após completar 18 anos. Em 1994, quando tinha apenas dez anos e começava a se aventurar no kart, principalmente na pista da fazenda da família, em Tatuí (SP), houve o acidente com seu tio no GP de San Marino. A morte de Ayrton Senna acabou, involuntariamente, colocando a carreira de Bruno na “geladeira”. Em uma conversa com Viviane, sua mãe e presidente do Instituto Ayrton Senna, ele manifestou o desejo de voltar às pistas. Tudo isso acabou por abortar sua passagem pelos karts.

Aconselhado por Gerhard Berger, grande amigo de seu tio e da família, Bruno Senna desistiu após algumas fraturas nas costelas. Como era magro e alto, as pancadas dos karts causavam problemas. Por causa disso, o austríaco aconselhou o pulo para os monopostos. A F-BMW foi apenas o início, em 2004, e, na temporada seguinte, ele estreou na F-3 Inglesa, onde ficou dois anos. Mesmo disputando corridas contra adversários dez anos mais experientes, ele se destacou e começou a chamar a atenção de equipes em categorias superiores.

Bruno estreou na GP2 em 2007, pela Arden, e venceu uma corrida. No ano seguinte, foi vice-campeão pela iSport após triunfos sensacionais em Mônaco e Silverstone (debaixo d’água). Neste ano, ele correu algumas provas da Le Mans Series e as 24 Horas de Le Mans pela Oreca, até ser contratado pela Campos após vários meses de negociações. O brasileiro terá a tarefa de continuar esta evolução ao volante de um carro de uma equipe estreante na Fórmula 1. Se fizer uma boa temporada, tem tudo para conseguir algo melhor em 2011.

Em todas as minhas conversas com ele (desde a primeira, ainda em 2005), pude sentir que Bruno era uma pessoa muito bem-preparada. Articulado e com um bom vocabulário, sempre me rendeu boas entrevistas. Mas a nuance de sua personalidade mais interessante é a tranquilidade. Ele parece estar ciente do desafio que terá e, principalmente, da pressão que seu sobrenome trará. O curto tempo de carreira pode prejudicar sim, mas também pode ajudar, já que obrigará a ele ter mais dedicação ainda ao carro e à melhoria de sua pilotagem. Com um pouco de paciência (de todos), Bruno tem tudo para dar certo na Fórmula 1.

Superliga lança game oficial

sáb, 07/11/09
por Rafael Lopes |

A Fórmula Superliga lançou seu game oficial na semana passada. Baseado no sistema do rFactor, o melhor simulador de automobilismo para computadores, usado inclusive nos treinos dos pilotos, o jogo está disponível para download no site oficial da categoria, neste link. Você pode baixar um demo jogável por 60 minutos e depois comprar uma licença para ter o jogo completo. Eu fiz o download e o game é bem legal. Vale a pena!

Screenshot do game da Fórmula Superliga

Aventuras em quatro rodas

sex, 06/11/09
por Rafael Lopes |

Capacetes da equipe de jornalistas nas 500 Milhas de kart amador

Crédito das fotos: Bruno Terena e Rafael Gagliano

Dizem que todo jornalista de automobilismo é uma espécie de piloto frustrado. Esta afirmação está certa apenas em parte. Afinal, alguns deles (como eu) gostam de bater sua “peladinha” no fim de semana. Só que, em vez de pegar uma bola e entrar no campo de futebol society, nos aventuramos nas pistas de kart indoor do Rio, de São Paulo, de todo o Brasil. A brincadeira se tornou tão séria que já existe a FIAk em São Paulo. FIAk? É, Federação Internacional dos Andadores de kart, presidida pelo meu amigo Rodrigo França.

No domingo passado, o Kartódromo Granja Viana, administrado por Felipe Giaffone, abriu uma oportunidade para os “aventureiros”. Organizou as 500 Milhas de kart amador, evento que dava vaga para uma das equipes na famosa e já tradicional 500 Milhas da Granja Viana, que será realizada no primeiro fim de semana de dezembro. E o meu amigo Alexander Grünwald, que trabalha no canal SporTV e dono da coluna Sexta Marcha aqui no Voando Baixo (que volta na semana que vem – promessa dele!), participou da brincadeira, junto com um time de jornalistas. Confira abaixo o relato dele:

Largada das 500 Milhas de kart amador na Granja Viana

Escrevo exausto. Exausto, não. Acabado, quebrado, com dores por todas as partes do corpo. No entanto, muito feliz pelo que vivi e realizei no último domingo. Uma experiência que não vou esquecer tão cedo, por diversos motivos, e que certamente valeu para outras que ainda virão.

Eu ia dizer que competir na primeira edição das 500 Milhas de Kart Amador da Granja Viana foi muito legal. Mas ‘competir’ não é o verbo mais adequado. O evento reuniu tantos profissionais e semi-profissionais do esporte que, de certa forma, esta situação nos fez encarar a prova, antes mesmo da largada, como um dia de diversão e aprendizado. Minha equipe era formada por profissionais de imprensa que cobrem automobilismo. Todos, sem exceção, pilotos amadores. Gente que baseia sua experiência em teco-tecos de indoor uma vez por mês, e não em karts de competição com chassis e motores preparados que disputam campeonatos regionais ou nacionais a cada fim de semana.

Como não havia chance alguma de vencermos os times que contavam com pilotos experientes, corremos sem grandes pretensões em termos de resultado. Ao longo das 12h de prova, a ideia era respeitar o limite de cada um de nós, dividindo os turnos com certo critério para que chegássemos inteiros (ou quase) à bandeirada. Uma opção saudável para um domingo de sol e céu azul, que mais tarde se converteu numa bela noite de lua cheia.

Alexander Grünwald nas 500 Milhas de kart amadorNum grid de 43 karts – exatamente aqueles que você pode alugar para se divertir com os amigos a qualquer hora – largamos no 36º lugar. Um verdadeiro milagre alcançado pelo fotógrafo Bruno Terena durante a volta de classificação, diante do equipamento ruim que ele tinha em mãos. Depois de largar e fazer o primeiro turno, Terena passou o bastão para o jornalista Rodrigo França, na nossa primeira troca de kart/piloto do dia. Uma operação simples, mas que, diante da pressão, precisava ser feita com atenção.

A coisa funcionava assim: quem chegava ao box parava o kart numa área determinada pela direção de prova. Imediatamente a equipe arrancava a placa de identificação e a tornozeleira que prendia o sensor à perna do piloto, para apresentar aos comissários, posicionados alguns metros adiante. Só então era sorteado um número de um a dez, correspondente à vaga onde estava estacionado o kart que o próximo piloto deveria guiar. Aí era colocar a placa neste kart e prender a tornozeleira, enquanto o piloto se encaixava no banco. Dali em diante, fé em Deus e pé na tábua.

Fui o terceiro a ir para a pista, às duas e quinze da tarde do horário de verão. Nem preciso dizer o quanto estava calor, mas isso acabou se transformando num detalhe assim que deixei a área de box. De cara, percebi que quando você é jogado aos leões com outros 42 caras adrenados e guiando feito selvagens, é preciso encontrar bem depressa aquele meio termo para andar: nem tão devagar a ponto de ser atropelado pelos demais, e nem tão rápido a ponto de pagar o alto preço dos pneus frios. Eles realmente não perdoam abusos de quem quer frear tarde ou contornar uma curva de pé embaixo. Por outro lado, são previsíveis: quando esquentam, te dão liberdade para avançar gradualmente. Simples assim.

Só que, sem ritmo de corrida, eu demorei a entender esta equação. Para completar, descobri que o kart não tinha freios logo na primeira vez que precisei deles. Dei uma estampada nos pneus e, a partir daí, guiei fazendo forçosas adaptações na pilotagem, volta após volta. O que, admito, me tirou muito do prazer de pilotar. E que não impediu que eu errasse em trechos bobos do traçado, devido ao problema mecânico. Aquelas 40 voltas foram muito, mas muito cansativas. Depois de quase 45 minutos na pista, saí do kart esgotado. Eu estava programado para fazer logo o turno seguinte ao do piloto que me substituíra, pois precisava ir embora mais cedo. Porém, avisei à equipe que não havia condição alguma de manter o combinado. Assim que foi preparado outro piloto para a próxima troca, simplesmente sentei no chão do nosso box, ainda zonzo, esperando passar aquele misto de cansaço e frustração.

Adiar o segundo turno me fez perder uma carona e, com ela, a garantia de que conseguiria ir embora a tempo de cumprir meu plantão na TV. Mas esta foi, sem dúvida, a decisão mais acertada do dia. Quatro trocas depois, mais ou menos refeito fisicamente, lá estava eu de volta à pista no fim da tarde. Teoricamente para defender nossa equipe. Na prática, para mais 40 voltas de aprendizado e autoconhecimento. E não foi brincadeira o quanto eu aprendi nesta segunda janela. Pude sentir, enfim, que cada um tem seu jeito, sua zona de conforto. Conselhos ajudam, dicas de traçado idem, mas o que vale mesmo é o teu limite, a tua tocada, o jeito que te cai melhor para contornar uma curva, para encontrar o tempo e o local de uma frenagem. Se conhecer é fundamental para entender o equipamento que você tem em mãos e fazer o melhor uso possível dele.

No entanto, antes de alcançar este grau de autoconhecimento, recebi um totó, saí da pista e bati forte numa barreira de pneus, ainda na segunda volta. Felizmente, nada grave. Logo na sequência, voltei a acelerar para conseguir, pouco a pouco, superar meus medos, minhas dificuldades, meu nervosismo e até minhas dores; para ganhar um pouco mais de confiança e me entender de vez com o kart que tentava domar.

Rodrigo França nas 500 Milhas de kart amadorÉ evidente que terminei este segundo turno cansado, também. Ainda mais porque o joelho da perna que acelera foi afetado diretamente na batida. Acreditem: estava mais desconfortável guiar em linha reta, por causa do movimento de aceleração, do que em curvas fechadas. Porém, quando recebi a sinalização de que faltavam cinco voltas para eu entrar no box, sorri. Naquela altura, eu mal havia notado o tempo passar. Já tinha encontrado um bom ritmo, estava andando forte e errando menos, embora aquela maldita curva da batida ainda fosse um caso mal resolvido a cada nova volta. Apesar dos pesares, curti o momento e percebi claramente o quanto estava guiando feliz.

Quando passei o kart para o colega de profissão e companheiro de equipe Luiz Alberto Pandini – que também escreveu um texto sobre a nossa corrida – abri a viseira e respirei fundo. Ali, agradeci a Deus por ter me dado a oportunidade de errar, de acertar e, principalmente, de superar o maior adversário que encontrei naquela pista: eu mesmo. Ainda bem que não fui embora mais cedo, caso contrário não teria feito este segundo turno e sairia de lá carregando a frustração que me acompanhou ao longo daquelas voltas iniciais.

Como se fosse combinado, ainda fui presenteado com outra carona assim que o sol se pôs, chegando pontualmente à emissora para cumprir minha escala de plantão. Enquanto trabalhava, fiquei trocando mensagens de texto e telefonemas com quem estava lá na pista, procurando informações sobre o andamento da corrida e o desempenho da nossa equipe. Até que, pouco depois da uma da manhã, soube que recebemos a bandeirada na 38ª posição. Nada mal para um time com oito pilotos (que gastava mais tempo com trocas, portanto), todos com as limitações técnicas naturais de quem pratica a atividade apenas como hobby.

Assim, aproveito para saudar publicamente os amigos e companheiros de equipe Bruno Terena, Leandro Castaño, Luiz Alberto Pandini, Luiz Vicente Miranda Apa, Rodrigo França, Tiago Mendonça e Wagner França, pelo apoio incondicional em todos os momentos. Com o mesmo entusiasmo que me davam força quando eu errava grotescamente, reconheciam quando eu conseguia andar no ritmo de caras mais fortes. Não tenho do que me queixar, apenas agradecer a oportunidade de estar junto de vocês neste dia. E não posso deixar de mencionar o amigo Cássio Cortes, que teve que viajar na última hora e abriu a vaga que me deu a chance de participar desta prova. Torço para que o destino permita que estejamos juntos novamente em 2010, mantendo o espírito de diversão e amizade que nos acompanhou neste fim de semana. Se possível, com um resultado ainda melhor.

Luiz Alberto Pandini recebe a bandeirada nas 500 Milhas de kart amador

Esporte a motor não é uma paixão para ser curtida nas arquibancadas dos autódromos ou em frente à televisão. Com o crescimento do número das pistas de kart indoor em todo o país, é uma paixão para ser praticada. Reúna seus amigos e também se aventure no kart. É um esporte sensacional e você ficará apaixonado após a primeira volta, garanto. E até as dores nas costelas, no dia seguinte, serão um incentivo para voltar às pistas. Falo isso por experiência própria. Então, às pistas!

País do sol poente

qui, 05/11/09
por Rafael Lopes |

Kamui Kobayashi no GP dos Emirados Árabes, em Abu Dhabi

Confesso que o anúncio da saída da Toyota da Fórmula 1, na quarta-feira, não me surpreendeu. Afinal, após todos os anos de gastança e de poucos resultados, era natural que os dirigentes japoneses se inquietassem. Outro fator foi a desistência da Honda, no fim de 2008. Afinal, todos sabem que as duas montadoras são grandes rivais e sempre marcam os passos uma da outra. Diria que a notícia veio um ano atrasada.

No entanto, considero que as duas montadoras tiveram um grave problema de falta de timing. Afinal, se a Honda tivesse ficado na Fórmula 1, teria contado com o carro vencedor da Brawn GP nesta temporada. Imagino a reação do executivo responsável pela saída da fábrica quando a equipe de Ross Brawn venceu a primeira prova do ano, na Austrália. Queria se matar, provavelmente, ou, como se diz no Japão, fazer um harakiri.

A Toyota, por sua vez, sai da Fórmula 1 quando finalmente consegue formar um piloto japonês com potencial. Kamui Kobayashi assombrou a categoria com brilhantes corridas em Interlagos e Abu Dhabi, arrancando elogios até de rivais. Ele ainda “carimbou a faixa” de Jenson Button, ultrapassando o inglês, campeão mundial da temporada 2009, nas duas corridas. Para 2010, as perspectivas para ele eram ainda melhores.

No entanto, as montadoras japonesas parecem muito vulneráveis a crises. Além da desistência da Toyota e da Honda na F-1; a Mitsubishi, a Suzuki e a Subaru largaram os ralis; e a Kawasaki saiu da MotoGP. Nesta semana, a Bridgestone anunciou sua saída da Fórmula 1 em 2011, de quem era fornecedora única de pneus. Por algum motivo, as empresas nipônicas foram atingidas de jeito pelo pessimismo do mercado. A julgar pelas decisões de seus executivos, o Japão deixou de ser o país do sol nascente e virou o país do sol poente.

Jarno Trulli no treino chuvoso para o GP do Brasil, em Interlagos

Que GP é esse? – 108ª edição

qua, 04/11/09
por Rafael Lopes |
categoria Que GP é esse?

Que GP é esse 108

O Voando Baixo traz o 108º desafio do “Que GP é esse?”. Qual o local, ano, o carro e o piloto que estão nesta foto? Resultado na segunda-feira! Divirtam-se!

Os comentários só serão liberados após a divulgação do resultado, para não facilitar a tarefa.

E atenção: só valerá a PRIMEIRA RESPOSTA de cada internauta! Além disso, o nome oficial do GP (em português) não pode ser esquecido!

E aí? Que GP é esse? Opine!

Avaliações do GP dos Emirados Árabes

qua, 04/11/09
por Rafael Lopes |

Bela imagem da corrida em Abu Dhabi

Vamos começar as avaliações do GP dos Emirados Árabes, 17ª e última etapa da temporada 2009 da Fórmula 1. Primeiro, os vencedores dos Troféus Fangio e Roda Presa de melhor e pior do fim de semana:

Troféu Fangio do GP dos Emirados Árabes de 2009

Melhor: Kamui Kobayashi, que fez sua segunda corrida na Fórmula 1 e conseguiu a façanha de ser elogiado em ambas. Nesta, em especial, a ultrapassagem magistral sobre o atual campeão Jenson Button foi digna de aplausos. Será que estamos diante do primeiro japonês que será bem-sucedido na Fórmula 1?

Troféu Roda Presa do GP dos Emirados Árabes de 2009

Pior: O dono do troféu é Hermann Tilke, que projetou o circuito de Abu Dhabi. O visual é lindo, com a marina e o hotel cinco estrelas. Mas a pista deixa muito a desejar. Parece um kartódromo feito em escala maior. Ninguém aguenta mais os tilkódromos na Fórmula 1.

Avaliação das equipes:
 

RBR

Perfeita durante a corrida, sem nenhum problema de confiabilidade. A equipe austríaca conseguiu mais uma dobradinha no ano e não deu chances para os pilotos da Brawn ameaçarem a vitória de Sebastian Vettel.

 

Brawn GP

A Brawn GP colocou seus dois carros entre os quatro primeiros, mas o desempenho do time era pior que o da RBR e da McLaren. Acabou premiada com o problema de Hamilton e ainda colocou Button no pódio.

 

McLaren

Problemas de freio tiraram a vitória de Lewis Hamilton e da McLaren em Abu Dhabi. Sem a falha, o inglês fatalmente teria vencido a corrida, até com sobras. Mostrou que tem muito potencial para o carro de 2010.

 

A BMW Sauber conseguiu mais um belo resultado com o quinto lugar de Nick Heidfeld e pode dizer que saiu de cabeça erguida da Fórmula 1. Pena que este poder de reação da equipe não tenha aparecido mais cedo.

 

Toyota

A Toyota ganhou destaque na corrida graças ao desempenho assombroso de Kamui Kobayashi. A equipe acabou por colocar seus dois carros na zona de pontuação naquela que seria sua última corrida na Fórmula 1.

 

STR

A STR conseguiu um pontinho com Sebastien Buemi, mas não teve um bom desempenho em Abu Dhabi. Para completar, ainda protagonizou a patetada de Alguersuari, que entrou nos boxes errados para o pit stop.

 

Williams

A Williams teve um desempenho apenas um pouco melhor que o da Ferrari, já que pelo menos Nico Rosberg conseguiu lutar por uma posição na zona de pontuação. Trabalho urgente para melhorar em 2010.

 

Ferrari

A Ferrari parece que entrou nas últimas corridas apenas para cumprir tabela. A equipe italiana não tinha um carro bom e nem a motivação de Kimi Raikkonen para mostrar serviço adiantou. Fora da zona de pontuação.

 

Force India

A Force India não andou tão bem quanto em corridas recentes, já que as características do circuito não favoreciam o carro da equipe. Mesmo assim, Sutil e Liuzzi ficaram mais atrás do que deveriam.

 

Renault

Em Abu Dhabi, a Renault, sem dúvidas, era o pior carro. Seus dois pilotos, incluindo o bicampeão Fernando Alonso, foram eliminados no treino classificatório ainda no Q1. Terá muito trabalho para se acertar em 2010.

Charge do GP dos Emirados Árabes

qua, 04/11/09
por Rafael Lopes |
categoria Fórmula 1, Humor

Charge do Mantovani - GP dos Emirados Árabes

O Voando Baixo publica a charge feita pelo artista Bruno Mantovani, do blog http://mantovani.zip.net/. Fique então com a visão bem-humorada do Bruno da vitória de Sebastian Vettel no GP dos Emirados Árabes, em Abu Dhabi. O que acharam? Comentem!

Acidente impressionante na Nascar

ter, 03/11/09
por Rafael Lopes |

Na corrida em Talladega, neste fim de semana, em um dos circuitos mais tradicionais da Nascar, este acidente com o carro de Ryan Newman impressionou e assustou bastante. O piloto, felizmente, saiu ileso, apenas um pouco tonto. A segurança dos carros da Nascar é realmente enorme.

Wallpaper GP dos Emirados Árabes

ter, 03/11/09
por Rafael Lopes |

Assim como no ano passado, o Voando Baixo vai publicar uma série especial de wallpapers com os vencedores da temporada 2009 da F-1. Idealizados pelo amigo Marcus Assunção, da equipe de Arte do GLOBOESPORTE.COM, todas os GPs terão o seu. A homenagem é para Sebastian Vettel, vencedor do GP dos Emirados Árabes. Confiram!

Para baixar o wallpaper, é só clicar na imagem com o botão direito de seu mouse e escolher a opção “Salvar destino como“.

Sebastian Vettel - GP dos Emirados Árabes Sebastian Vettel - GP dos Emirados Árabes Sebastian Vettel - GP dos Emirados Árabes Sebastian Vettel - GP dos Emirados Árabes
1280×1024 1024×768 800×600 Widescreen

Um novo novo começo

seg, 02/11/09
por Rafael Lopes |

Barrichello comemora a pole no GP do Brasil, em Interlagos

O anúncio oficial da Williams, nesta segunda-feira, marcou o prolongamento da carreira de Rubens Barrichello por pelo menos mais duas temporadas na Fórmula 1. Aos 37 anos, o brasileiro está em uma de suas melhores fases na carreira e a ida para a equipe inglesa marca um novo começo para ele na Fórmula 1. E ele é especialista nisso. Após a temporada 2009, quando disputou o título por uma equipe estreante – a Brawn GP. A terceira colocação no campeonato não era o esperado, mas acabou sendo uma grande vitória para um piloto que já era dado como aposentado no fim de 2008, após um ano ruim na Honda.

A ida para a Williams é, possivelmente, o maior desafio da carreira de Barrichello. Considero maior até do que ele teve no início de 2009 na Brawn GP. A equipe inglesa, uma das mais tradicionais da Fórmula 1, não tem uma boa temporada desde 2005, quando a BMW deixou o time. Com dificuldades financeiras (e pilotos inexperientes), ela apenas bateu ponto na categoria nos últimos anos. Salvo alguns pódios de Nico Rosberg, nenhum resultado significativo foi obtido. Reerguer uma equipe que já foi vencedora é a tarefa do brasileiro.

Nos últimos dois anos, em especial, a equipe inglesa parecia ter potencial para andar bem. Contudo, o motor Toyota não era o ideal e os pilotos não tinham a experiência suficiente para evoluir os carros. Barrichello não terá este problema em 2010, mas terá de lidar com duas grandes interrogações. Como funcionará o motor Cosworth? A Williams terá dinheiro para desempenhar bem ao longo de todo o ano? Vale lembrar que o time perderá, no fim de 2009, o patrocínio do Royal Bank of Scotland (RBS), um de seus principais parceiros.

A chegada de Nico Hulkenberg, empresariado por Willi Weber, o mesmo de Michael Schumacher, deve atrair parceiros alemães. Além disso, a volta por cima de Barrichello neste ano deve chamar a atenção de empresas brasileiras. Vale lembrar a quantidade de patrocinadores na Brawn no GP do Brasil. O piloto já disse que espera lutar pelo título. Para chegar a esta condição, o desafio será árduo. Mas depois deste ano, alguém duvida?



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