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Valeu pela vontade

Sex, 19/09/08
por Alexandre Cossenza |

Se alguém tinha alguma dúvida, o jogo entre Ancic e Bellucci esclareceu: o Brasil ainda não tem time para jogar no Grupo Mundial da Copa Davis. É claro que em 2009 podemos ganhar o Zonal das Américas e, com um sorteio absurdamente favorável, voltar à primeira divisão, mas é possível afirmar, com certa margem de segurança, que o Brasil não está entre as 16 maiores potências do tênis mundial.

blog_belluccidavis.jpgO começo do jogo entre Bellucci e Ancic foi assustador. O brasileiro errou demais, demorou a se encontrar e deixou Ancic abrir 4/0. O início do segundo set foi igualmente preocupante, já que o brasileiro jogou um game ruim e cedeu uma quebra de cara. Mas o brasileiro felizmente se recompôs e fez uma apresentação digna.

Quando o placar final mostra 3 sets a 0, não dá para dizer que Bellucci teve chances de vencer o jogo. Não as teve. Também seria injusto dizer que o brasileiro equilibrou a partida. Apesar dos dois tie-breaks, não acho que tenha sido o caso. As poucas quebras vieram mais em lapsos mentais de Ancic do que em grandes pontos do brasileiro.

Bellucci também mostrou incrível dificuldade em devolver os saques de Ancic. Até os segundos serviços o incomodavam demais. Não dá para vencer assim em quadra rápida.

Valeu, no entanto, pela vontade de Bellucci. O número 1 brasileiro não perdeu a cabeça, não desanimou e tentou enquanto pôde. Até no terceiro set, lutando contra match point no oitavo game, manteve-se concentrado, lutando e correndo atrás. O que faltou de tênis sobrou de garra.

Concorda com a avaliação da partida? Deixe seus comentários na caixinha abaixo!

Kirilenko, a mais sexy

Qui, 18/09/08
por Alexandre Cossenza |

blog_kirilenko2.jpgSei que o blog é cheio de fãs de Sharapova e Ivanovic, mas hoje esbarrei na votação do jornal “The Sun”. Segundo os leitores do diário, Maria Kirilenko é a tenista mais sexy do mundo. Sim, à frente da compatriota russa e da jovem sérvia.

Olhando a foto ao lado, assim como a imagem abaixo, é fácil entender o resultado, não? Deixo também a lista completa do “Sun”, na ordem de preferência dos leitores. A caixinha de comentários fica aberta para discussões. Você concorda ou não com Kirilenko no topo da lista?

blog_kirilenko.jpgResultado da votação dos leitores do “Sun”:
1º - Maria Kirilenko
2º - Maria Sharapova
3º - Ana Ivanovic
4º - Caroline Wozniacki
5º - Nicole Vaidisova
6º - Sania Mirza
7º - Ashley Harkleroad
8º - Gisela Dulko
9º - Samantha Stosur

Coisa que eu acho que acho:

- Como o leitor do blog já percebeu que o espaço hoje está puxando para o humor sarcástico, aqui vai outra perguntinha, destinada a quem ainda prefere Sharapova ou, principalmente, de Ivanovic: Maria Kirilenko seria a tenista mais sexy do mundo entre as que estão “em atividade”?

Frases que você não vai ler por aí

Qui, 18/09/08
por Alexandre Cossenza |

Momento politicamente incorreto, aproveitando as fotos que estão pintando por aí sobre a Copa Davis. Confira abaixo supostos diálogos que ninguém vai publicar (até porque nunca foram pronuncados).

Caso tenha frases melhores, deixa na caixinha. Os melhores serão incluídos no post.

blog_fishmikebryan.jpgMike Bryan: “Olha a altura do balão do Nadal”

blog_maradnanalbandian.jpgMaradona: “Liga não, Nalba. Você está em forma. Que nem eu!”

blog_nadalemilio.jpgNadal: “Depois da calça rasgada, o Roddick não pára de olhar pra minha bunda…”

blog_tursnusov_davydenko.jpgTursunov: “Vamos botar uma graninha no Brasil?”

blog_federerwawrinka.jpgWawrinka: “Agora, como número 2, vai sobrar tempo pra casar?”

blog_chicojoao.jpgCosta: “É sério! Marcos Daniel vai chegar ao top 50 na Copa Petrobras!”

Quantos pontos contra a Croácia?

Ter, 16/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Brasucas

thiagoalvesblog400.jpgDizer que o Brasil tem chances reais de bater a Croácia é um pouco de exagero. É verdade que a Copa Davis tem lá sua dose de surpresas, mas a equipe brasileira não me parece capaz de triunfar desta vez.

No papel, o time da casa leva vantagem: Karlovic é o número 14 do mundo, Cilic é o 22, e Ancic é o 31. O Brasil tem Bellucci (78) e Alves (127) nas simples. Na prática, a situação brasileira não é melhor. O duelo é em quadra rápida e coberta, com torcida croata, nas condições que os tenistas deles adoram. Uma zebra será algo fantástico.

É verdade que nossa dupla entra como favorita, mas acreditar que Bellucci e Alves podem anotar outros dois pontos sobre Ancic ou Karlovic seria analisar de maneira extremamente otimista. Primeiro porque Bellucci vem mostrando evolução, mas ainda precisa de consistência em jogos contra rivais deste porte. Depois porque não vejo Alves com golpes para incomodar os croatas. Espero estar errado, e que o Brasil não tenha viajado só para tirar foto.

Alguém aí ousa apostar em vitória brasuca? Manifeste-se na caixinha!

Coisas que eu acho que acho:

* Marcos Daniel é um caso curioso. O gaúcho, que tanto reclamava quando Fernando Meligeni não o colocava em quadra, desta vez negou fogo. Chamado para a reserva, preferiu ficar treinando no saibro para defender os muitos pontos que conquistou ano passado, nos torneios da Copa Petrobras. Certo ou errado?

Não é tarefa minha julgar. Assim como Roger Federer (ô comparação!), o gaúcho tem lá suas prioridades. Se não defender os pontos, despencará no ranking e deixará novamente os ATPs, tendo que voltar aos Challengers, o que significa menos dinheiro. Cada um sabe do seu problema.

* E o Troféu Brasil de Tênis, em Minas, que serviu de preparação para a Davis? Admito que não estive lá nem vi os jogos, mas estranhei algumas declarações dos tenistas brasileiros. Bellucci disse, após superar Rodrigo Guidolim, que havia sido um bom treino para a Davis. André Sá afirmou foi “a melhor preparação que poderíamos ter”. Logo ele, que suou para derrotar o aposentado (há muito tempo) Nelson Aerts.

brasil-na-davis400.jpgÉ verdade que era um evento indoor, com uma quadra supostamente rápida (há infinitas variações para quadras duras e rápidas), mas não dá para comparar Guidolim, Feijão e outros adversários que pintaram por lá a Ancic, Karlovic e Cilic. Menos, né, pessoal? Bem menos….

Nos e-mails que troquei com Chico Costa, ele argumenta o seguinte: “na semana anterior a seu primeiro título em Roland Garros, Guga jogou um Challenger em Curitiba, e passou um sufoco danado pra ganhar do Roberto Jábali na semi e de um desconhecido romeno chamado Sabau na final. É claro que não se pode comparar, que cada caso é um caso, mas todos sabemos que o tênis não é uma ciência exata. Ritmo de jogo, e principalmente, ritmo de vitórias, contam muito.”

É, obviamente, um argumento interessante. De qualquer maneira, acho um exagero dizer que treinar para a Davis em uma competição com tenistas que nem estão entre os 200 do mundo é a melhor preparação possível.

Coisa que eu acho que é impossível explicar:

* Preços da Davis.  Por que, aqui no Brasil, num duelo contra a Colômbia, em Sorocaba, válido pelo Zonal, os ingressos custavam R$ 200 para os três dia? Na Croácia, o pacote para ver os playoffs do Grupo Mundial custam €15. Alguém consegue explicar?

Quem quiser acompanhar mais sobre a Davis, pode ler uma entrevista com Thiago Alves, e outra com Chico Costa, que também fala da situação de Marcos Daniel.

A caixa fica aberta para comentários sobre o Brasil na Copa Davis (o Grupo Mundial terá post próprio, em breve).

Quem precisa de Sharapova?

Dom, 14/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise

russiafed710.jpgDê uma rápida olhada no ranking mundial em busca de tenistas russas. A primeira página, que contém as 100 melhores do mundo, mostra assustadores 15 (quinze!) nomes. Desde Dementieva, número 1 do país e 4 do mundo, até Alla Kudryavtseva, a 81ª do ranking.

A segunda página tem mais 12 nomes. Começa com Evgeniya Rodina (101ª) e termina com Nina Bratchikova (194ª), de quem a página da WTA só revela a idade: 23 anos. Local de nascimento, altura e peso são um mistério. Foto, então, nem pensar.

A Fed Cup é a maior prova de que a Rússia é a maior potência do tênis feminino. A última derrota do país veio em 2006, nas mãos das belgas Justine Henin e Kim Clijsters. Fora, isso, as comandadas de Shamil Tarpischev venceram em 2004, 2005, 2007 e 2008. Nem sempre com força máxima.

A própria Sharapova, ex-número 1 do mundo e russa mais vencedora da geração atual, saiu nas fotos da comemoração de 2007, mas só tem dois jogos de Fed Cup no currículo. Este ano, contra Israel. Prova de que a força da Rússia está na quantidade de opções. Tarpischev poderia montar uns três times diferentes, e todos brigaram pelo título.

Deixo uma perguntinha só para criar discussão: Quem é a mais russa entre as russas do top 10?

Fico entre Dementieva e Zvonareva. Sharapova é quase americana, enquanto Safina e Kuznetsova são quase espanholas. O post fica aberto para discussões sobre Fed Cup e tenistas russas. Comentários sobre o circuito feminino em geral devem entrar no post sobre o WTA de Tóquio.

Novidades

Os mais assíduos já devem ter reparado. A página inicial do blog agora tem 20 posts, o dobro do número anterior. Isso vai evitar que algumas caixinhas de comentários agitadas caiam para a segunda página.

O menu da direita ganhou um link permanente para o meu e-mail. Quem quiser escrever diretamente para mim, pode usá-lo.

Um ano, e o óbvio

Sex, 12/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise

nicolaydavydenko_afp400.jpgUm ano depois do famigerado jogo entre Davydenko e Vassallo Arguello em Sopot, a ATP anuncia: nada foi provado. Nenhuma prova de manipulação de resultados, nenhuma ligação telefônica comprometendo os envolvidos. Zero. Zip.

Eu escrevi algo parecido em outubro do ano passado, mas não custa repetir. Só quem está dentro da quadra, machucado, tem exata noção do que pode ou não pode fazer para tentar ganhar um jogo. Algo que pode parecer desleixo visto de fora da quadra é, para quem está jogando, a frustração de quem sabe que pode fazer mais, mas não consegue por causa das dores.

O caso de Davydenko certamente foi estranho. Ele era favorito, houve um valor absurdo de apostas a favor do argentino, e o russo acabou abandonando a partida. Mas algo sempre me incomodou nesta teoria contra o russo. Afinal, se o resultado seria manipulado, não levantaria menos suspeita se Davydenko tivesse ficado em quadra até o final?

O russo, porém, abandonou o jogo. E ninguém encontrou prova nenhuma contra ele. Após um ano, Davydenko vai, enfim, voltar a jogar em paz.

E você, leitor, o que acha? Deixe seu recado na caixinha de comentários!

Palpitões no Japão

Sex, 12/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Palpitões

palpitoestokyo_wta_08.jpgAinda estamos na sexta-feira, mas não é cedo demais para lembrar que o Circuito dos Palpitões continua no WTA de Tóquio, que começa na segunda-feira.

Como segunda-feira lá ainda é domingo aqui, fica já o aviso para que os palpiteiros não esqueçam de fazer suas apostas (em sentido figurado, é claro).

miniheaderpalpitoes_azul.jpgLinks para o site do torneio e para a chave já estão no menu da direita. No domingo, colocarei um texto sobre o torneio. A caixinha, no entanto, já está aberta aos palpites. Boa sorte a todos.

O mico da calça

Qui, 11/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Brincadeiras, Nadal

nadalcalca.jpgDepois de duas semanas de posts sérios sobre o US Open, é hora de dar uma descontraída. Este primeiro, sobre o furo na calça de Rafael Nadal, serve tanto para quem já leu a notícia quanto para quem não sabe do ocorrido.

Basta clicar aqui e assistir ao vídeo. Quem quiser também pode usar a caixinha e comentar o incidente.

Número 1 até o fim do ano

Qua, 10/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Federer, Nadal

ten_rafaelnadal_afp.jpgAs chances de Roger Federer recuperar a liderança do ranking mundial este ano são mínimas. Não só porque Rafael Nadal está mais de mil pontos à sua frente, mas porque o suíço tem mais pontos a defender do que o espanhol. Vejamos a matemática da coisa.

Ano passado, Federer foi vice no Masters de Madri (350 pontos), chegou às oitavas no Masters de Paris (75) e foi campeão no ATP da Basiléia (250) e na Masters Cup (650). Ao todo, são 1.325 pontos para defender em 2008.

Nadal, por sua vez, foi vice em Paris (350), caiu nas quartas em Madri (125) e alcançou a semifinal na Masters Cup (200), o que totaliza 675 pontos. Ou seja, o espanhol precisa defender 650 pontos a menos que o rival.

Imaginemos, então, o cenário mais otimista possível para Federer. Suponhamos que ele ganhe todos os torneios que disputará até o fim do ano: os ATPs de Estocolmo (225) e Basiléia (250), os Masters de Madri e Paris (500 cada) e a Masters Cup (750). Assim, se vencer mais 25 jogos seguidos, somará 900 pontos e chegará a 6.830.

Ainda que Federer consiga tudo isso, bastaria ao espanhol chegar às semifinais em Paris e Madri (225 pontos em cada) e vencer dois jogos na Masters Cup (200), mesmo que não chegue à semi do evento de fim de ano. Com esses três resultados, nada complicado para o tênis que Nadal vem demonstrando, ele terminaria a temporada com 6.975 pontos. À frente de do suíço.

Importante

Os cálculos de Federer foram feitos com base no calendário que o suíço disponibiliza em seu site. Não duvido que ele desista de um ou outro torneio até o fim do ano se começar a ganhar.

Coisa que eu acho que acho

É injusto dizer que Federer tem mais chances de ultrapassar Nadal porque o espanhol terá muitos pontos a defender em 2009. Do mesmo jeito que o suíço defendeu sua liderança com brilho durante quatro anos, é possível que Nadal repita seus resultados e se mantenha na liderança do ranking em 2009.

É bom lembrar também que, embora não tenha vencido um Masters sequer em 2008, Federer tem um título, dois vices e uma semifinal de Grand Slam. Resultados tão difíceis de defender quanto os do espanhol nos quatro torneios mais importantes do circuito mundial.

O melhor veio no fim

Seg, 08/09/08
por Alexandre Cossenza |

Tentemos esquecer, por um momento, que Roger Federer foi número 1 do mundo por mais de quatro anos. Apaguemos momentaneamente de nossas memórias que o suíço tinha, no currículo, 12 títulos de Grand Slam. Deixemos em segundo plano o fato de que Federer é um dos maiores tenistas da história.

federerfestablog.jpgPensemos apenas na temporada 2008/09. Federer passou por uma mononucleose no começo do ano. Sofreu com as críticas já em Miami e Indian Wells. Perdeu quatro jogos seguidos para Rafael Nadal. Foi derrotado na final de Wimbledon.

Ouviu e leu que estava decadente (e outros adjetivos muito menos educados). Acusou o baque no Masters de Toronto. Perdeu a liderança do ranking e, ainda por cima, foi superado pelo freguês Blake em Pequim.

Foi um ano cheio de obstáculos para Roger Federer, mas os revezes e as barreiras fizeram muito bem ao suíço. Desde as Olimpíadas, Federer parece ter reencontrado a vibração que o levou ao topo do ranking. O gosto amargo das seguidas derrotas em decisões fez com que ele se lembrasse de o quão doces são as vitórias. O US Open foi assim. Federer foi mais feliz em quadra. Vibrou mais, comemorou mais, jogou mais.

federertrofeublog.jpgAgora dono de 13 títulos de Grand Slam, o suíço guardou para a final do torneio americano o que tinha de melhor. Sacou bem, dominou a maioria das trocas de bola, subiu à rede quando teve chance e soube a hora certa de colocar pressão sobre o saque de Murray. A inexperiência do britânico pesou, mas o tênis superior de Federer foi muito mais decisivo.

Como eu escrevi no post anterior, parecia que os deuses do tênis não queriam outra temporada sem um título do suíço em um Grand Slam. Com ou sem ajuda deles, o triunfo de Federer no US Open foi justíssimo.

Estraga-prazeres

Após uma atuação brilhante contra Nadal, Murray não foi sombra disso na decisão. Entrou em quadra errando muito, atacou pouco, não sacou nem se defendeu tão bem quanto fez nas semifinais. O escocês acabou estragando uma final que tinha tudo para ser memorável.

Primeiro porque Federer teria a chance de, em outro Grand Slam, vingar as derrotas sofridas em Wimbledon e Roland Garros. Segundo porque Rafael Nadal jamais teria sido derrotado da maneira que Murray caiu em Flushing Meadows.

murraylamentablog.jpgSobre o ranking

Para quem não acompanha tênis diariamente, fica aqui a explicação. Mesmo com o título do US Open, Federer não voltará a ser o número 1 do mundo. O suíço, que levantou o troféu também no ano passado, apenas manteve seus pontos.

Rafael Nadal é quem sairá no lucro. Em 2007, o espanhol foi eliminado nas oitavas. Como este ano o atual número 1 do mundo alcançou as semifinais, sai de Nova York 300 com 300 pontos a mais. Ou seja, Federer está ainda mais distante.

Ganhou quem buscou a vitória

Seg, 08/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Sem Categoria

Winner de Serena, ponto da americana. Erro de Serena, ponto de Jankovic. As duas frases refletem o que aconteceu na maioria dos pontos na final feminina do US Open. Enquanto a americana distribuiu pancadas do fundo de quadra buscando vencer as trocas de bola, a sérvia corria de um lado para o outro, devolvia tudo que conseguia e esperava um erro da adversária. Vitória e tricampeonato merecidíssimos!

serenausopen2710.jpgOs números dizem bastante. Serena teve 44 winners, contra 15 de Jankovic. A sérvia, ex-dona da posição-que-não-deve-ser-pronunciada (PQNDSP), fez mais pontos em falhas da adversária (foram 39 erros não-forçados de Serena) do que em suas bolas vencedoras. Resultado de uma estratégia equivocada de Jankovic, principalmente para uma final de Grand Slam.

O título foi mais do que merecido para Serena. A americana passou pela metade mais difícil da chave sem perder um set. Nas quartas, derrubou sua irmã Venus em um jogão de dois tie-breaks e, nas semifinais, passou como um rolo compressor por Safina. Na final, salvou set point e superou Jankovic.

Dizer que Serena ganhou só porque é mais forte (algo que ouvi muito nos últimos dias) é uma grande injustiça. A americana bate muito mais pesado na bola do que a sérvia, é verdade, mas levou a melhor porque sacou bem, porque soube usar os ângulos com eficiência, porque subiu à rede com inteligência e porque voleou e smashou à perfeição.

serenausopen3300.jpgJankovic é um desafio complicado. A sérvia se mexe com muita rapidez (não importa quantas lesões ela diga que tem) e devolve quase tudo, o que acaba virando uma armadilha para suas rivais. Várias tenistas caem na tentação de bater mais e mais forte na bola até matar o ponto. Foi assim com Dementieva, que errou mais do que costuma e, quando tentou tentou ir à rede, teve de lidar com seu fundamento mais deficiente. Sim, seu voleio é pior do que seu saque. Só não é tão óbvio porque a russa não precisa volear em todos os pontos.

Merece ou não?

Com o título em Flushing Meadows, Serena é a nova dona da PQNDSP. O primeiro posto no ranking da WTA volta, enfim, a ser de uma tenista que já provou ter condições de mantê-lo por algum tempo. Afinal, esta semana é a 58ª de Serena ali no alto da lista.

Um número que mostra bem porque ela merece chegar aonde chegou: nas últimas 52 semanas, Serena disputou 15 torneios, menos do que a maioria das top 10. Jankovic, por exemplo, computa 22 resultados. Dementieva jogou 18, e Safina, 21. Apenas Venus e Sharapova (13) disputaram menos.

A mesma estatística, no entanto, serve para argumentar o contrário: Serena vai ter motivação para jogar com mais freqüência e se esforçar para manter o lugar no alto da lista? Até que a americana responda essa pergunta, vou continuar dizendo apenas que Serena é a atual dona da PQNDSP.

jankvicusopen710.jpgCoisas que eu acho que acho sobre duplas faltas:

1) Dois pontos definem a participação de Jankovic na final do US Open. Primeiro, sacou em 5/4 e teve um set point e fez uma dupla falta (o segundo serviço não caiu sequer perto da área de saque). Depois, sacando em 5/6, para forçar o tie-break, teve um game point e cometeu nova dupla falta.

Primeiro serviço: quando tentou fazer um discurso ao receber a bandeja de vice-campeã (a mestre de cerimônias, Mary Carillo, se recusou a dar o microfone para a sérvia), Jankovic colocou o velho CD pra tocar: “…tive muitas lesões durante o ano…”.

Segundo serviço: Na sala de entrevistas, logo depois, ao responder a primeira pergunta, Jankovic logo encaixou um “… eu tive muitas lesões…”. Dupla falta!

Tudo conspira a favor…

Dom, 07/09/08
por Alexandre Cossenza |

federerusopen300.jpgSobrou raça, mas faltou jogo a Rafael Nadal. Eu já escrevi algo parecido, embora em circunstâncias completamente diferentes, sobre o número 1 do mundo. O espanhol tentou tudo, mas não estava em um bom dia (não fez um grande torneio, para dizer a verdade), cometeu um balde de erros não-forçados que não costuma cometer e sucumbiu ao escocês Andy Murray nas semifinais do US Open.

O desempenho de Nadal, muito abaixo da média, e a apresentação de Murray, que converteu apenas três dos 822 (!) break points que teve no jogo, são, a meu ver, a prova definitiva de que os deuses do tênis não querem ficar uma temporada inteira sem ver Roger Federer conquistar um Grand Slam. Seria contra o bom senso fazer o suíço passar por uma seca de títulos tão grande (para ele!), diriam os puristas fãs do suíço.

Dá suporte à minha teoria o que aconteceu com Novak Djokovic antes de enfrentar Federer. Passou por apertados cinco sets contra Robredo, teve a torcida contra no jogo contra Roddick e chegou visivelmente desestabilizado e cansado às semifinais. O sérvio esteve longe do seu melhor no duelo com Federer. Mérito para o suíço, que cresceu no torneio na hora da decisão.

Não há muito que dizer sobre Nadal, que finalmente pagou o preço de ter vencido tantos jogos em um intervalo de tempo tão curto. A vontade esteve em Nova York, mas o corpo não chegou nas melhores condições. Quando pegou um adversário duro e quase tão rápido em quadra quanto ele, provou de seu próprio veneno e não resistiu. O calendário foi cruel, mas aposto que o espanhol não trocaria o ouro olímpico por um título do US Open.

murrayusopen710.jpgO que esperar da final

Ano passado, também no US Open, o mundo viu Novak Djokovic sentir a pressão de sua primeira final de Grand Slam e perder sete set points. Acabou sendo batido por 3 sets a 0 em uma partida na qual teve boas chances de surpreender Federer.

Murray, que já sentiu a pressão nas semifinais, deve passar pelo mesmo na decisão desta segunda-feira. Diante do todo-poderoso Roger Federer, precisará fazer muito mais do que fez na vitória sobre Nadal.

Polêmica também não deve faltar. Primeiro porque todos devem lembrar Federer disse, após sua derrota diante de Murray em Dubai, no começo deste ano, que o britânico se contentava em devolver bolas, esperando por erros do então número 1. A frase gerou um bafafá enorme. Será que Murray vai apostar na mesma estratégia? Como o suíço vai reagir?

O retrospecto de confrontos diretos, que registra 2 a 1 para o escocês, é, talvez, a pior indicação para a partida. Por três motivos: primeiro porque a vitória de Federer veio em 2005, há longínquos três anos; depois porque o segundo confronto, com vitória de Murray (Cincinnati 2006), tinha um Federer esgotado, mais ou menos como Nadal neste domingo; e terceiro porque o duelo de Dubai foi o primeiro jogo pós-mononucleose de Roger Federer. Nada serve de referência.

nadalusopen710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) Não fiz as contas, mas acho que Andy Murray é o tenista com mais vitórias recentes sobre números 1 do ranking. Foram duas contra Federer e, agora, uma sobre Nadal. De cabeça, lembro que Nalbandian e Cañas têm duas cada. Nadal, é claro, não conta… rsrs!

2) Sempre acreditei que Nadal teve mais dificuldade contra tenistas que batem o backhand com as duas mãos. A explicação, em tese, é fácil. Quem usa as duas mãos é menos incomodado pela bola cheia de spin do espanhol. O backhand assim é o melhor para bater as bolas na altura do ombro.

3) As estatísticas aparentemente indicam que minha teoria está certa. Este ano, Nadal só perdeu para adversários que executam o backhand com duas mãos. Contra a minha tese, porém, pesa o fato de que os tenistas que executam o backhand com apenas uma das mãos são minoria no circuito.

Até aqui, deu a lógica. E agora?

Sex, 05/09/08
por Alexandre Cossenza |

Pela primeira vez no Circuito dos Palpitões, 30 (trinta!) participantes acertaram os quatro semifinalistas de um torneio. O número é impressionante, principalmente quando comparado aos eventos anteriores, e reflete o favoritismo de Nadal, Federer, Djokovic e Murray.

montagemtenis.jpgEspanhol, suíço e sérvio são os cabeças 1, 2 e 3, enquanto o escocês, intruso, é o sexto pré-classificado. O rótulo, porém, não reflete a fase de Murray, que vem jogando tênis em nível para chegar aonde chegou.

Sua chave também não era das mais complicadas. David Ferrer, principal cabeça em seu caminho, não atravessa bom momento. Del Potro chegou esgotado às quartas e, como não aproveitou as chances nos primeiros sets (mérito também para Murray), não resistiu.

Até aí tudo bem. Mas e agora? Quem leva o título?

Nadal é franco favorito contra Murray, não só pelo tênis impressionante que vem jogando, mas pelo retrospecto recente contra o britânico. O espanhol venceu por 3 a 0 em Wimbledon e, depois, venceu novamente em sets diretos no Masters de Toronto - embora o jogo tenha sido duro: 7/6 e 6/3.

Entre Djokovic e Federer, a parada é dura. O sérvio vem de um caminho mais duro: bateu Cilic em quatro, Robredo em cinco, e Roddick em quatro sets. Mostrou bom preparo físico e capacidade de jogar bem em pontos decisivos. O suíço anda inconstante. Jogou muito bem contra Stepanek, precisou de cinco sets para bater Andreev, e foi burocrático na vitória sobre Muller. Mesmo assim, Federer é Federer.

As casas de apostas indicam Nadal e Federer como favoritos, mas não mudo o que apostei nos palpitões: vou com Nadal e Djokovic, acreditando na regularidade do sérvio. Mas admito: torço para uma final Nadal x Federer.

E você, leitor, o que acha? Quem vai levar o US Open? Você apostou em alguém no palpitão e mudou de opinião depois do início do torneio? Escreva na caixinha! A partir de agora, as discussões sobre a chave masculina rolam por aqui!

federerblog710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) Roddick disse, na coletiva, que estava brincando sobre as lesões de Djokovic. Estranho. Vi o vídeo e não tive essa impressão. Mais estranho ainda é que vários jornalistas que assistem a inúmeras coletivas do americano não tenham percebido se tratar de uma brincadeira…

2) Que Federer vai aparecer para enfrentar Djokovic? Não faço idéia, mas a torcida vai lotar o Estádio Arthur Ashe para torcer pelo suíço. Com certeza.

3) Joanna ‘Safina’ de Assis, do SporTV, relata que a organização do US Open já se programa para realizar a final masculina na segunda-feira. A previsão é de chuva para todo sábado, e as semifinais ficarão para domingo.

O show americano

Qui, 04/09/08
por Alexandre Cossenza |

williams710.jpgVenus e Serena Williams fizeram o melhor jogo da chave feminina do US Open até agora. Pouco importa quem ganhou. A partida teve um pouco de tudo e foi jogada no nível mais alto que eu vi no tênis feminino desde Henin x Sharapova no WTA Championship do ano passado (pronto, aqui o debate já vai começar a pegar fogo!).

Os duelos entre as irmãs significa um show de pancadas do fundo da quadra e, como acontece em 90% dos casos em que tenistas com esse estilo se encontram, as partidas costumam ficar cheias de erros e acabam desestimulantes para quem está vendo. Pois nas quartas-de-final do US Open aconteceu o contrário.

As duas emplacaram longas trocas de bola, correndo de um lado para o outro da quadra, subiram à rede, executaram passadas espetaculares, enfim, o jogo teve de tudo. Isso, é claro, sem falar no elemento emocional. Dois tie-breaks com dez set points desperdiçados por Venus e Serena gritando de raiva/alegria a cada erro/acerto seu.

Curiosamente, esse partidaço acontece em uma época em que a WTA anda à procura de uma tenista que mereça a posição-que-não-deve-ser-pronunciada (PQNDSP). Não há nada de acaso ou coincidência, no entanto, que as protagonistas tenham sido Venus e Serena, duas tenistas que já estiveram no topo. Se elas pelo menos mostrassem motivação assim durante, no mínimo, seis meses…

Coisas que eu acho que acho

1) Venus tem o saque mais forte do circuito, mas Serena insistiu em devolver de dentro da quadra. Haja coragem, reflexo e talento.

2) Venus também não recuou nos saques da irmã, apenas um pouco menos fortes que os seus. Igualmente incrível.

3) Dizer que o resultado jogo foi armado porque Venus perdeu chances nos tie-breaks é dizer que Del Potro (que sacou para fechar os dois primeiros sets) perdeu de propósito para Murray. Inadmissível.

Palco armado

Qua, 03/09/08
por Alexandre Cossenza |

roddickusopen710.jpgAndy Roddick prepara o terreno. Ao ser questionado sobre as lesões de Djokovic durante sua última entrevista coletiva, o americano foi irônico e criou mais clima para ter toda a torcida a seu lado nas quartas-de-final.

O jornalista falava sobre os tornozelos do sérvio e Roddick interrompeu:

- Não são os dois (machucados)? E as costas e o quadril?

O americano seguiu interrompendo o repórter, emendando uma série de problemas físicos: cãibra, gripe aviária, antraz, sars, tosse e resfriado. Obviamente, o jornalista sentiu a ironia de Roddick e perguntou se ele achava que Djokovic estava blefando.

- Não. Se existem, existem. Só que são muitas. Ou ele chama o fisioterapeuta rápido demais ou é o cara mais corajoso de todos os tempos.  Fica a cargo de vocês julgar.

djokovicusopen300.jpgRoddick passou a bola para os jornalistas, e eu passo para vocês. Djokovic, de fato, exagera em seus problemas físicos? Ou foi uma estratégia de Roddick para jogar a torcida contra o adversário?

É claro que, à exceção da própria pessoa, ninguém pode, com certeza, julgar se uma lesão existe ou não. Entretanto, Djokovic tem um histórico de abandonos em jogos duros que incomoda muitos adversários no circuito.

Não sei quantos de vocês vão lembrar disso agora, mas Roger Federer falou muito mal de Djokovic durante o duelo entre Sérvia e Suíça na Copa Davis (por causa das supostas lesões alegadas pelo adversário). Hoje em dia, o suíço garante que isso é passado, mas não me lembro de ter visto Federer com um rosto muito simpático ao lado de Djokovic desde então.

Outra saída de quadra polêmica foi em Roland Garros/2006. Djokovic perdia por 6/4 e 6/4 para Rafael Nadal em Roland Garros quando abandonou alegando lesão e disse, na coletiva, que estava controlando o jogo.

O sérvio ainda abandonou a semifinal de Wimbledon, no ano passado, quando perdia para Nadal, e a semifinal do Masters de Monte Carlo deste ano, quando era superado por Roger Federer.

O que vocês acham? Roddick está certo ou não? Deixem seus comentários na caixinha!

Djokovic tem graça?

Seg, 01/09/08
por Alexandre Cossenza |

Todo mundo lembra que Novak Djokovic ficou famoso também por ser um bom comediante. Faz piadinhas e imita os adversários como poucos no circuito mundial. Ontem, porém, vendo seu jogo contra o croata Marin Cilic, ouvi um comentarista (não lembro quem) dizer que não era raro Djokovic jogar com torcida contra.

djokovicusopen1710.jpgNa hora, lembrei do discurso de campeão que Djokovic deu ao levantar o troféu do Australian Open, em que lamentou não ter tido o apoio do público (que gritava mais por Tsonga). A mesma frase foi usada no Masters de Indian Wells, onde o sérvio bateu o local Mardy Fish na decisão.

Ontem, era Cilic o favorito da platéia. Pergunto a vocês o motivo. Falta carisma ao sérvio? Ou seu talento não é o bastante?

Enquanto imaginava como escrever este post, percebi que eu mesmo assisto a poucos jogos de Djokovic. Isto, é claro, em comparação com a quantidade de partidas envolvendo Rafael Nadal ou Roger Federer. Pensei também nas listas de dez tenistas preferidos que rolaram numa caixinha de comentários num post anterior.

djokovicusopen2300.jpgMinha opinião serve para iniciar o debate, então aí vai: falta tempero ao jogo do sérvio.

Como assim, “tempero”? Djokovic é quase tão rápido quanto Nadal e quase tão regular quanto Federer (hoje em dia até bate o suíço no quesito). Seu saque ganha mais pontos de graça do que o do espanhol, e suas curtinhas são muito melhores do que as de Federer.

Entretanto, as partidas do sérvio perdem em “jogadas mágicas”. Sabem aquelas recuperações incríveis de Rafael Nadal que acabam com lindas passadas? Ou aquelas bolas rentes à rede que Federer executa com a munheca no backhand? Djokovic não tem tanta mágica.

Longe de ser uma crítica ao sérvio. Afinal, se ele consegue vencer tanto sem precisar dessa “mágica”, mais mérito para ele. Djokovic tem potência e profundidade de sobra. Junte isso a uma regularidade assombrosa e você tem uma combinação praticamente imbatível. Mas falta o tempero que conquista a galera…

Agora é a vez de vocês. Gostam das partidas de Djokovic? Por quê? Deixem seu comentário na caixinha.

Se quiserem, fiquem à vontade para escrever os cinco tenistas que vocês gostam mais dever em quadra. Não é para avaliar apenas talento ou quem é o atleta mais completo, ok? É preciso levar em conta fatores emocionais, como diversão, chance de ver uma partida emocionante, etc.

Para iniciar os debates, minha lista (incluindo apenas tenistas em atividade) tem David Nalbandian, Fernando González, Marat Safin, Fabrice Santoro e Roger Federer, não necessariamente nesta ordem.

djokovicusopen3710.jpgCoisa que eu acho que acho:

Devido à paixão dos leitores por listas (as dez mais bonitas, as dez mais bem vestidas, os dez mais gordos, etc.), vou tentar postar, pelo menos quinzenalmente, um tópico sobre um top 5 qualquer. Que tal? Sugestões de temas também podem entrar na caixinha!

À vencedora, a batata (quente)

Sáb, 30/08/08
por Alexandre Cossenza |

ivanoovicus710.jpgEmbora eu acompanhe tênis há algum tempo, não me lembro de um torneio em que SEIS tenistas entraram com chance de alcançar a liderança do ranking mundial (se alguém lembrar, deixe na caixinha). Ao começo deste US Open, a posição-que-não-deve-ser-pronunciada (PQNDSP), atualmente ocupada por Ana Ivanovic, poderia terminar nas mãos de Jelena Jankovic, Serena Williams, Svetlana Kuznetsova, Dinara Safina e Elena Dementieva. Não esqueçamos que o número subiria para sete não fosse pela lesão de Maria Sharapova.

Kuznetsova, que defendia 700 pontos de seu vice-campeonato no ano passado, saiu da briga após sua derrota para Srebotnik. Vejamos, então, as chances das outras cinco tenistas:

Ana Ivanovic, apesar de eliminada na segunda rodada, ainda pode manter o posto. Para que isso aconteça, é necessária uma combinação improvável de resultados: Jankovic e Serena devem perder antes das semifinais, enquanto Safina e Dementieva não podem chegar à decisão.

Jelena Jankovic sairá de Flushing Meadows com a PQNDSP se for campeã, mas não precisa do título para isso. Baste que ela alcance a final e Serena não passe da semi.

Serena Williams precisa do título para chegar lá. Se, por acaso, ela e Jankovic fizerem a final, o duelo decidirá a nova dona da PQNDSP.

Elena Dementieva também precisa do título para chegar ao topo. Como ela e Serena estão em metades diferentes da chave, uma eventual final entre as duas também valerá a PQNDSP. O caso de Dementieva é interessante, já que ela pode se tornar a terceira tenista da história a conquistar o ouro olímpico e o US Open desde que o tênis voltou a dar medalhas, o que aconteceu em 1988 (Steffi Graf, em 88, e Venus, em 2000, foram as outras duas).

Dinara Safina também precisa levantar o troféu, mas não depende só de si mesma. Ela só será a nova dona da PQNDSP se, além de ser campeã do US Open, Jankovic não passar das semifinais.

Como a outra caixinha já está lá embaixo, peço que os leitores debatam o a chave feminina do US Open por aqui a partir de agora. Valendo?

Bravo, Thiago

Sex, 29/08/08
por Alexandre Cossenza |

thiago2300.jpgFoi legal, para começar, ver um brasileiro no Estádio Arthur Ashe, maior palco do US Open. Melhor ainda foi ver um Thiago Alves jogando solto, partindo para o ataque e dando trabalho a Roger Federer.

Para fazer uma breve análise, Thiago Alves, que já foi número 95 do mundo, mostrou que tem jogo para, pelo menos, estar entre os 100 melhores do ranking. Sua atuação contra o todo-poderoso Federer foi digna de aplausos. Executou várias jogadas dificílimas, movimentou-se bem em quadra, atacou sempre que pôde e mostrou seu potencial diante de um estádio cheio de gente.

Melhor ainda é poder comemorar a volta por cima na carreira de Thiago. Nem todo mundo lembra, mas após entrar no top 100, em meados de 2006, o paulista teve um 2007 para esquecer. Acumulou uma série de maus resultados, teve problemas pessoais e fez uma mudança para Florianópolis que não deu certo. Como o tênis é implacável, despencou para o 383º do ranking. O fundo do poço foram duas eliminações precoces em Futures.

Hoje, de volta a São Paulo, tem nova estrutura de treino, volta a focar no tênis e, aos poucos, se recupera. Que continue assim. Boa sorte, Thiago!

thiagofederer710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) É sempre bom elogiar um brasileiro, mas nada de exageros. Em momento algum, a vitória de Federer esteve ameaçada. O suíço ameaçou com freqüência o saque do brasileiro. Thiago conseguiu uma quebra em três oportunidades, enquanto o adversário teve 15 break points.

2) Também não pode passar em branco. O Federer que cedeu 12 games ao brasileiro cometeu 46 erros não-forçados. Ou seja, também não podemos dizer, infelizmente, que Federer teve de jogar bem para ganhar de Thiago.

Quais as chances de Thiago?

Qui, 28/08/08
por Alexandre Cossenza |

alvesblog400.jpgHoje mesmo me perguntaram se haveria uma tática que poderia levar Thiago Alves à vitória durante essa má fase de Federer. Honestamente, não consegui pensar em uma estratégia mirabolante para o brasileiro.

Jogar todas as bolas na esquerda de Federer? E se o suíço devolver todas na esquerda de Thiago? Quem tem o melhor backhand?

Que tal adotar uma postura agressiva, forçando Federer a jogar na defesa? Poucos conseguiram fazer isso. Todos que eu me lembro tinham bolas mais pesadas que as de Thiago.

Subir à rede pode ser uma boa? Até pode, se Thiago volear como nunca fez na carreira.

Enfim, só uma tarde terrível do suíço deixaria o jogo equilibrado. Mas é bom lembrar: Federer não costuma fazer jogos muito ruins contra adversários do nível do brasileiro.

De qualquer maneira, não custa torcer…

Deixo abaixo um vídeo da breve análise prévia que fiz do jogo. A partida será por volta das 13h30min de Brasília, no Estádio Arthur Ashe.

Se alguém tiver outra opinião ou quiser simplesmente falar sobre o jogão, basta clicar na caixinha e deixar seu comentário.

P.S.: Alguém viu o jogo de Ivanovic, a tenista cuja posição não pode ser pronunciada? Ninguém pode mais dizer que é implicância minha…

Papo com Vanessa Menga

Qua, 27/08/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Brasucas

Ainda no embalo da brasilidade, uma breve pausa no US Open para falar de uma brasileira que poderia estar jogando até hoje: Vanessa Menga. Meu papo com ela, no entanto, teve muito pouco a ver com tênis.

Eu explico. Na onda da tal proposta para Maurren Maggi posar nua, os editores pediram que buscássemos opiniões de atletas e ex-atletas que passaram pela experiência. Por lidar com tênis, ficou a meu cargo conversar com a Vanessa.

vanessamenga.jpgSó acompanhei a carreira dela com espectador. Quando me deparei cobrindo tênis, ela já estava aposentada. Culpa de um grave acidente de moto na Itália, sobre o qual pouca gente sabe. Fiquei surpreso com a simpatia com que ela me atendeu.

Imagino que não seja lá muito fácil conversar sobre isso com quem você nunca viu. Como muito do que conversamos não pôde entrar na reportagem pedida pelos editores (por questões de espaço - ninguém lê matéria gigante!), deixo a íntegra aqui. Confira:

Parando para pensar agora, sete anos depois, você ficou satisfeita com tudo que envolveu a sessão de fotos?
Fiquei muito satisfeita, até porque todas as fotos foram escolhidas por mim, e meu pai ajudou. Não só por isso. Tudo fui eu que escolhi. Antes, eu fui conhecer o J.R. Duran e me entendi muito bem com ele, até porque ele é espanhol e eu tinha morado na Espanha. Ele é um excelente profissional, e tudo foi escolhido com muita calma, então foi super legal.

Conta um pouco sobre o momento daquele ensaio. Saiu em 2000, não?
Em 2001. Foi no momento certo. Eu fui capa da “Trip” em 99, quando ganhei o ouro no Pan de Winnipeg e fiz um ensaio lá. Na capa, eu estava de costas, só com a parte de baixo do biquíni e a medalha nas costas. Era uma foto bem sensual. Como joguei as Olimpíadas de Sydney, fiz as fotos em 2000 e a revista saiu em 2001. Era o momento. Não voltei a jogar Olimpíadas. O dinheiro foi muito bom e eu aproveitei.

vanessamenga2.jpgE hoje, você faria?
Hoje, não porque estou em um outro momento. Não jogo profissionalmente. Só se a oferta fosse muito boa mesmo, irrecusável.

Você acha que afetou sua carreira?
Não fez diferença nenhuma. Quem me admirava pelo que eu fazia na quadra continuou me admirando. Eu sempre segui meu trabalho dentro e fora de quadra. Quando estou bem, fazendo o que gosto, é válido.

Você recomendaria para a Maurren?
É uma decisão muito pessoal. Eu ainda não casei, não tenho filho. Ela (Maurren) já é mãe. Cada um tem o seu momento. Não vou opinar porque é decisão dela com a família dela. O mais importante, no meu caso, foi o apoio da minha família. Todo mundo achou bacana. Então acho que é muito pessoal.

E nada te incomodou depois? Eu, por exemplo, acabei de jogar seu nome no Google, procurando seu site, e apareceu…
Um monte de besteira, né? Isso chateia. Mas quem me conhece sabe que isso não é real. Eu acho isso um absurdo, mas não dá para controlar. A internet não tem controle. E ainda tem as fotos em que você clica e não é você. Estraga o trabalho de profissionais que querem fazer um negócio sério.

Agora, me conta sobre a sua saída do tênis. Não foi muito cedo (aos 27 anos)?
Eu parei de jogar em 2004. Hoje a gente vê que não tem brasileiro jogando dupla. Eu continuo batendo bola e é uma delícia. Eu tive esse acidente na Itália e poderia até voltar a jogar, mas como fiquei oito meses imobilizada, sem atividade física, perdi o ranking. E para retomar tudo, teria que ter o pique de uma menina de 17 anos. Então me envolvi em projetos sociais, ligados ao tênis.

As fotos são recentes, feitas para um ensaio da revista do São Paulo F.C.

P.S.: Discussões sobre o US Open estão bem animadas nos posts abaixo. Fique à vontade para dar uma bisbilhotada nas outras caixinhas de comentários.


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