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O maior da história?

Sex, 11/07/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

Eu bem que tentei não escrever este post, mas não consegui me conter. John McEnroe foi o primeiro a dizer que a final de Wimbledon deste ano foi o maior jogo da história do tênis. Vindo de quem veio, a afirmação tem muito peso. Não só porque Johhny Mac foi um dos maiores tenistas de sua geração, mas porque ele foi um dos protagonistas da final de Wimbledon de 1980, considerada por muitos especialistas como “a” partida.

450siblog.jpgInterpretar McEnroe nem sempre é fácil. De cara, você pode imaginar uma de duas coisas: ou o americano teve uma dose cavalar de humildade para afirmar que Nadal x Federer foi “mais jogo” do que Borg x McEnroe ou ele simplesmente quis se esquivar do título de perdedor da maior partida da história do esporte. Se querem saber, pouco importa os motivos por trás da declaração de Big Mac. Relevante mesmo foi ele ter dito o que disse.

O que me fez colocar este post, no entanto, não foi McEnroe. Foi, sim, a capa da próxima “Sports Illustrated”, tradicional revista americana. Após um longo inverno sem tênis em sua primeira página, a SI destaca Nadal x Federer, a maior partida de todos os tempos (a capa é a imagem reproduzida neste post). O autor da reportagem, Jon Wertheim, cobre tênis há muito tempo, conhece todos no meio e já cobriu vários Grand Slams in loco.

Fiz, então, uma visita ao “Tennis Mailbag” , página que Wertheim mantém no site da CNNSI. Ele tem bons argumentos para sua afirmação. Não vou repeti-los aqui, mas recomendo a leitura da página (é só clicar no link acima) e alimento a discussão aquino Saque e Voleio.

Seria muito presunçoso da minha parte afirmar que Nadal x Federer foi o maior jogo de todos os tempos. Tenho apenas 31 anos de idade - muito pouco para tal julgamento - e vi poucas partidas anteriores à década de 80. Quase não vi Laver jogar, por exemplo. Borg x McEnroe, a final de 1980, por sorte consegui ver em uma gravação ótima de um amigo. De fato, é um jogaço. Melhor do que Nadal x Federer? Acho que não.

Lanço, então duas perguntas aos leitores:

1) Qual a maior partida que você já viu?
2) Você acredita que é a maior partida da história?

710nadalwimbledonfinal.jpgAntes de escrever este post, parei durante uns 15 minutos para lembrar de outras partidas espetaculares que vi. Tentei também estabelecer uma série de critérios para poder comparar esses jogos, algo complicadíssimo de fazer. Cheguei a uma listinha de quatro jogos. Nenhum deles supera, em minha opinião, Nadal x Federer. Veja abaixo meus jogos e opiniões e, é claro, sinta-se à vontade para fazer o mesmo na caixinha de comentários. Aposto que muita gente vai lembrar de jogos excelentes.

Sampras x Agassi, quartas-de-final do US Open/2001: 6/7(7), 7/6(2), 7/6(2) e 7/6(5)
Sem dúvida, um jogaço. Altíssimo nível dos dois jogadores, do começo ao fim. Nenhuma quebra de saque. vantagem de Sampras, que tem melhor serviço e, por isso, venceu três tie-breaks.
Porque não supera Nadal x Federer:
1) Importância: os americanos tiveram uma rivalidade sensacional, mas esta partida em questão era apenas pelas quartas-de-final do US Open
2) Emoção: embora com jogadas de altíssimo nível e nove break points salvos, o jogo durou menos, teve quatro sets e não houve match points salvos
3) Imprevisíveis: Sampras x Agassi não teve intervenção divina (leia-se “interrupção por causa da chuva) ou quase escuridão como em Wimbledon/2008
4) Relevância no ranking: Agassi era o número 2 do mundo na época, mas Sampras era apenas o décimo do mundo e já não lutava seriamente pela ponta do ranking. Em Wimbledon/2008, Nadal e Federer lutaram por pontos valiosos na briga pelo número 1

Borg x McEnroe, final de Wimbledon/1980: 1/6, 7/5, 6/3, 6/7 e 8/6
Outro jogo fantástico, embora aqui a comparação se faça mais difícil. Falamos de estilos de jogos separados por 28 anos. A grama era mais rápida, mas o jogo era mais lento. A torcida também era mais contida e Borg, discretíssimo nas comemorações (e depois ainda dizem que Federer é sem graça).
Porque não supera Nadal x Federer:
1) Importância: Borg jogava pelo quinto título seguido em Wimbledon. Federer jogava para quebrar a marca de Borg
2) Emoção em quadra: aqui há equilíbrio. O tie-break do quarto set de Borg x McEnroe durou 22 minutos e terminou com vitória do americano, que salvou sete match points na parcial (cinco no tie-break). O quinto set de 1980 também foi longo e terminou com triunfo de Borg por 8/6
3) Imprevisíveis: mais uma vez, Nadal x Federer leva vantagem por causa do vento, da escuridão e das interrupções por causa da chuva
4) Relevância no ranking: páreo duro. Borg e McEnroe também eram os cabeças-de-chave 1 e 2 do torneio

Safin x Federer, semi do Australian Open/2005: 5/7, 6/4, 5/7, 7/6(6) e 9/7
Foram 4h28min de um dos jogos mais intensos da história. Federer e Safin trocaram pancadas do início ao fim do jogo. A partida teve inúmeras variações táticas, match points salvos e um quinto set longo. Vitória do russo, que chegou ao título do Grand Slam.
Porque não supera Nadal x Federer:
1) Importância: o simples fato de ser uma decisão dá vantagem a Nadal x Federer
2) Emoção em quadra: equilíbrio. As oito quebras de saque (quatro para cada tenista) dão uma noção do equilíbrio e das mudanças de momento do jogo. Safin também salvou match point no quarto set
3) Imprevisíveis: o calor australiano não é páreo para as variações de Wimbledon/2008
4) Relevância no ranking: Federer era o número 1 do mundo, mas Safin atravessava momento instável. O título do Australian Open daquele ano foi sua última grande campanha no circuito mundial

710federerwimbledonfinal.jpgAgassi x Blake, quartas-de-final do US Open/2005: 3/6, 3/6, 6/3, 6/3 e 7/6(6)
Fã de Agassi como sou, não poderia deixar esse fora da lista. Ele e Blake trocaram pancadas do fundo de quadra de forma extremamente agressiva durante os cinco sets. Ninguém aliviou. É verdade que Blake deu uma leve amarelada quando sacou para fechar o jogo no quinto set, mas Agassi tem lá seus méritos.
Porque não supera Nadal x Federer:
1) Importância: o jogo era muito mais relevante para Agassi, que lutava contra dores no nervo ciático e fazia uma grande campanha. Ele acabou vencendo Blake a batendo Ginepri na semi, mas caiu diante de Federer na decisão. Não se compara, porém, à uma final de Grand Slam
2) Emoção em quadra: como o jogo era nos EUA e dois americanos batalhavam, não faltou apoio da torcida aos tenistas. A partida acabou de madrugada, e ambos foram aplaudidos de pé após o jogo. Não houve match point salvo por Agassi, mas Blake sacou para fechar o jogo e não aproveitou. Critério equilibrado
3) Imprevisíveis: Agassi x Blake entrou pela madrugada, mas não parou por causa de chuva. Também não houve paralisações por causa da chuva ou vento forte atrapalhando
4) Relevância no ranking: Agassi já não lutava pela ponta do ranking. Blake jamais havia passado das quartas em um Grand Slam. Não dá para comparar

Considerações finais

Não consigo dizer que Nadal x Federer foi o maior jogo da história, mas foi o maior que eu vi. Pelos critérios que estabeleci, só houve equilíbrio na emoção dentro de quadra. É importante ressaltar, porém, que momentos como match points salvos, quintos sets longos, tie-breaks consecutivos são ainda mais raros em finais de Grand Slams. Desnecessário dizer o quão mais complicado é jogar seu melhor tênis nessas circunstâncias. Nadal e Federer deram um show. Nunca vi igual.

Mais do que merecido

Seg, 07/07/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

710nadalcampeaoblog.jpgJá disse algumas vezes, aqui mesmo neste espaço, que o grande tenista é aquele que tenta melhorar, quebrar barreiras, se superar. Sempre me incomodou ver campeões de Roland Garros menosprezarem Wimbledon, o torneio dos torneios. Por vezes, a “culpa” foi da grama. Por outras, do calendário apertado. O clima também já serviu muito como desculpa para ausências ou desempenhos pífios no All England Lawn Tennis and Croquet Club (nome grandinho, né?).

Rafael Nadal é um grande tenista porque nunca se acomodou. Desde o primeiro título em Paris, disse que queria vencer em Wimbledon. Na época, tinha um jogo predominantemente defensivo, e por isso trabalhou em vários aspectos de seu tênis. Hoje, é mais agressivo, saca melhor, sabe a hora de subir à rede, joga taticamente de forma inteligentíssima.

A final deste domingo foi uma daquelas para ficar na história. O tipo de jogo que parece que precisa acontecer em Wimbledon, o maior dos templos do tênis. Cinco sets, dois tie-breaks, muitos break points perdidos, match points salvos, atraso e interrupções por causa da chuva, etc. Todos os aspectos físicos, mentais, táticos e técnicos estiveram presentes.

E com tudo isso, o tetracampeão de Roland Garros sagrou-se campeão em Wimbledon. Derrubou Roger Federer, o tenista mais versátil da história, pentacampeão em Londres e invicto na grama há aparentemente uns 30 anos. E que ninguém diga que foi o suíço quem perdeu. O número 1 do mundo sacou bem, tentou de tudo. Até salvou um match point no tie-break do quarto set com uma passada incrível.

Nadal não se abalou com o vacilo do set anterior (sacou em 5/2 no tie-break e cometeu uma dupla falta). Mostrou força mental e manteve o alto nível de tênis em uma situação em que muitos desabariam. Freou a reação de Federer e ficou com um título mais do que merecido. Parabéns, Rafa Nadal!

Algo a comentar sobre a final? É só deixar na caixinha!

P.S.: Peço desculpas por não ter escrito logo após o jogo. Meu vôo estava marcado para às 22h30min (de Londres, 18h30 de Brasília), e tive de deixar Wimbledon antes do término do jogo. Felizmente, houve outra paradinha por causa da chuva e pude ver (no hotel e no aeroporto) os lances decisivos.

Nadal tem mais chance este ano. Ou não?

Sáb, 05/07/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

710rafaelnadalwimbledon.jpgNa sala de imprensa e ao redor da quadra central do All England Club, é fácil ouvir alguém comentando que Rafael Nadal nunca esteve tão perto de se tornar campeão em Wimbledon. É uma afirmação um tanto fácil de fazer e há vários argumentos para defendê-la. Mas será que a tese é tão verdadeira assim? Analisemos…

1) Nadal está embaladíssimo e não perde desde Roma. Ganhou Hamburgo, Roland Garros e Queen’s no último mês e meio.
2) O título em Queen’s, com vitórias impressionantes sobre Roddick e Djokovic, mostrou que o espanhol não precisaria pegar uma chave fraca em Wimbledon para avançar à final.
3) A campanha quase perfeita em Wimbledon foi a melhor da carreira do espanhol na grama do All England Club e comprova que o número 2 do mundo nunca jogou tão bem nesse tipo de piso.
4) Ano passado, Nadal forçou Federer a jogar cinco sets. Se o espanhol está melhor na grama, então tem tudo para ser campeão.
5) A vitória fácil sobre Federer na final de Roland Garros deste ano dá vantagem psicológica a Rafa Nadal.

Os quatro argumentos acima pesam a favor do espanhol, mas também é possível analisar a questão por um ângulo totalmente diferente. Vejam só…

1) A final de Wimbledon é uma partida única e não é justo fazer uma análise baseada em títulos anteriores ou seqüências de vitórias. Aliás, se levássemos em conta séries de vitória deveríamos contar a incrível marca de Federer na grama ou o fato de que ele é o atual pentacampeão de Wimbledon.
2) O ATP de Queen’s não serve de base para análise. O mesmo vale para as vitórias sobre Roddick e Djokovic. Afinal, é possível argumentar que o americano e o sérvio não estavam tão bem preparados assim para o Grand Slam da grama. Seus desempenhos em Wimbledon foram decepcionantes.
3) Dizer que Nadal melhorou na grama não significa, necessariamente, afirmar que ele chegou a um nível para bater Roger Federer. Basta ver a folga com que o número 1 do mundo alcançou mais uma final no All England Club.
4) Cada jogo tem uma história. Ano passado, Federer bateu Nadal no saibro de Hamburgo e todos diziam que o suíço estava muito perto do título de Roland Garros. Em Paris, Nadal mostrou que ainda era muito melhor no saibro.
5) Os dois tenistas afirmam que o resultado em Roland Garros não pesará neste domingo. Era outro piso, outra cidade, outro clima. Nos dois últimos anos, Nadal venceu em Roland Garros e Federer deu o troco em Wimbledon. O mesmo pode acontecer este ano.

Esse tipo de discussão costuma ser bem divertido (desde que não seja levado para o lado pessoal e as pessoas comecem a se ofender) e pode durar um dia inteiro - até a hora da decisão, como descobriremos, enfim, quem será o campeão. Até lá, a caixinha é de vocês. Fiquem à vontade para dar seus pitacos!

Final manipulada?

Sex, 04/07/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

710venuseserenablog.jpgQue tal um pouco de polêmica para apimentar as discussões sobre a final feminina? Cortesia de Elena Dementieva que, após perder sua semifinal para Venus Williams, chegou à coletiva e sugeriu que a decisão entre as irmãs Williams (que também estão na final de duplas) será manipulada:

“Com certeza será uma decisão familiar. Provavelmente vamos ver um tie-break no terceiro set ou um placar bem apertado, então talvez não haja muita luta. Veríamos um jogo melhor se uma das irmãs Williams tivesse que enfrentar outra tenista”.

Esse tipo de comentário foi bastante comum lá por 2002 e 2003, quando as duas fizeram várias finais. Vejam os resultados das finais de Grand Slam entre as Williams e analisem. Depois, usem a caxinha e digam se esperam uma final manipulada.

2002 - Roland Garros - Serena venceu por 7/5 e 6/3
2002 - Wimbledon - Serena venceu por 7/6 e 6/3
2002 - US Open - Serena venceu por 6/4 e 6/3
2003 - Australian Open - Serena venceu por 7/6, 3/6 e 6/4
2003 - Wimbledon - Serena venceu por 4/6, 6/4 e 6/2

De qualquer maneira, Venus não deixou barato e respondeu na coletiva desta quinta:

“Acho que chamar de decisão familiar é bastante ofensivo. Sou extremamente profissional em tudo, dentro e fora da quadra. Dou meu melhor para o esporte e tenho muito respeito pela minha família. Qualquer menção desse tipo é extremamente desrespeitosa a quem eu sou, ao que represento e à minha família”.

Intimidantes
Após a semifinal de duplas, as irmãs Williams entraram de cara tão fechada na coletiva desta sexta que ninguém teve coragem de voltar a falar sobre o assunto.

Número 1
Federer, por sua vez, foi tão simpático quanto confiante após bater Safin. Questionado se não era tão favorito este ano, rebateu: “Estou em uma seqüência incrível na grama, então primeiro é preciso que alguém quebre essa marca para que comecemos a falar sobre isso”. Quando foi solicitado a falar sobra a final de Roland Garros, brincou: “Foi tão rápida que lembro de poucos momentos daquele jogo”.

Pé-frio
Nesta quinta, cheguei à Quadra 18 para ver o brasileiro Henrique Cunha nas quartas-de-final na chave juvenil. O segundo set estava empatado em 3/3, e entrei na virada de lado.  Cunha foi quebrado no oitavo game. Em seguida, o australiano Bernard Tomic fechou o set e o jogo. Culpa minha?

Pé-frio (parte II)
Um pouco mais tarde, fui à Quadra 1 ver o fim do jogo entre Clément e Schuettler. Ainda do lado de fora, esperando para entrar, vi o francês conseguir um match point. Schuettler se salvou e confirmou o saque. Uma longa interrupção (por chuva) depois, o alemão venceu a segunda partida mais longa da história do torneio.

Desespero?
A primeira esperança britânica em Wimbledon era Andy Murray. Depois que Nadal acabou com a festa do público local, os jornais passaram a destacar o irmão Jamie Murray, atual campeão de duplas mistas e que ainda segue no torneio. Hoje, a festa é para a juvenil Laura Robson, de 14 anos, que chegou à final de Wimbledon em sua modalidade. Até levaram a menina para a sala de coletivas. Um dos jornalistas locais perguntou como ela se sentia sendo “o futuro do tênis britânico”. Detalhe: Laura nasceu na Austrália, e veio para Londres aos 6 anos de idade.

Um Reino Unido para Andy Murray

Qua, 02/07/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

andymurrayblog710.jpgAndy Murray sempre teve sobre si um olhar de desconfiança dos ingleses. Uns não o viam com o carisma de Tim Henman, outros simplesmente se recusavam a torcer por um escocês. A situação do jovem de 21 anos não melhorou nada quando, em 2006, fez uma piadinha durante uma coletiva e disse que torceria contra a Inglaterra na Copa do Mundo, já que a Escócia não havia se classificado.

A Lawn Tennis Association (federação que rege o tênis na Grã-Bretanha), vendo nele a única esperança de manter um tenista na elite , fez um investimento grande e pagou um salário astronômico para Brad Gilbert, o nome mais famoso entre os técnicos da atualidade. O tiro saiu pela culatra. Murray, ainda imaturo e de personalidade forte, não se entendeu por muito tempo com Gilbert, outro que tem gênio temperamental. Os resultados não apareceram com a velocidade desejada, e a desconfiança só aumentou.

Posso dizer, já estando em Londres, que vi a maré mudar a favor de Murray. A vitória de virada sobre Gasquet conquistou definitivamente os ingleses. Todos os jornais locais o colocaram na capa (no Brasil, nem os jornais só de esporte davam tanto destaque a Guga), sempre com mensagens positivas. Hoje, o Reino Unido é todo do escocês, e alguns analistas até acreditam que o “britânico” pode chegar ao título. A expressão “britânico”, por si só, já diz muito. Afinal, Murray ainda é “escocês” nas derrotas.

Admito que também nunca fui um grande fã dele. Sempre o considerei talentoso, mas um tanto superestimado, o que acaba sendo efeito de uma superexposição/supercobrança da imprensa inglesa. Talvez essa exigência exagerada tenha atrapalhado. Djokovic, que era visto como um tenista do mesmo nível do escocês, não teve a mesma pressão e desabrochou mais cedo (eu sigo acreditando que o sérvio é mais tenista, mas isso é papo para outro post).

O jogo mais esperado do torneio, pelo menos para a torcida local, vai agitar o All England Club nesta quarta - se não chover (o tempo anda bom demais, né? - rsrs). Murray encara Nadal por uma vaga nas semifinais e diz que tem jogo e físico para superar o espanhol. Nadal, por sua vez, vem fazendo um torneio impecável e entra como favorito. Você, leitor, apostaria em quem? Use a caixinha e deixe seus comentários.

Se eu tivesse que apostar, colocaria minhas fichas em Nadal. Acho, porém, que Murray tem uma arma essencial para derrotar o espanhol: a capacidade de executar drop shots com regularidade. O escocês pode chamar Nadal para a rede e tirá-lo do fundo, sua zona de conforto. Com seu bom toque, Murray pode, sim surpreender.

À frente de Henman

A casa de apostas William Hill espera um movimento de £ 10 milhões só na partida entre Murray e Rafael Nadal. Nenhum jogo de Tim Henman alcançou sequer os £ 5 milhões em apostas.

Azarão contra Nadal

Na tarde desta terça, uma vitória de Nadal estava cotada em 1:4 (uma libra para cada quatro apostadas). Murray é azarão, e um triunfo seu paga 3:1.

Sobre Ana, Maria e Jelena

Sex, 27/06/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

ivanovic400.jpgEmbora sem tempo para escrever (e com pouquíssimo para ver Wimbledon), sempre encontro uma brechinha para ler os sempre interessantes comentários de vocês. Quando Ivanovic precisou salvar dois match points para se manter no Grand Slam britânico, praticamente me cobraram outro post ao estilo “essa é a número 1?”, que escrevi sobre Sharapova em Roland Garros.

Após Maria ser eliminada em Wimbledon, outro leitor escreveu que, por enquanto, o tal post “essa é a número 1…” continuava sendo propriedade de Maria Sharapova. Nesta sexta, eis que Ivanovic, enfim, dá adeus. Honestamente, não lembro os autores dos comentários, mas já adianto que este post não tem nada pessoal contra eles (a falta de tempo me impede de pesquisar, e por isso peço desculpas).

Antes de mais nada, preciso lembrar aos leitores que, embora o “famoso” post tenha sido escrito em um dia ruim de Sharapova, quem leu com atenção percebeu que minhas críticas ao tênis da russa também valiam para o jogo de Ivanovic. Acho que a sérvia até varia um pouco mais seu jogo, mas ainda está longe de ser uma tenista versátil (latu sensu).

Não vi nem a quase-derrota de Ivanovic nem sua eliminação (ou a de Sharapova), mas ficou claro que as duas estiveram longe de seus melhores desempenhos nas partidas em questão. Ora, todos estão sujeitos dias ruins. O que eu critico (quando critico, e nem é o caso hoje) é a falta de recurso nessas situações. Sharapova não muda seu jogo, Ivanovic tem altos e baixos e lapsos mentais, e ainda não mostrou atitude de campeã.

Falando na “outra sérvia”, Jelena pode ser a próxima número 1 do mundo. O que vocês acham? O que significa Jelena Jankovic chegar ao topo do ranking? Gostaria de ler as opiniões de vocês. Será bom ou ruim para a WTA? Ou não faz diferença? Usem a caixinha e deixem seus comentários. O espaço fica valendo também para comentários sobre a chave feminina.

Da terra do uísque

1) Na Escócia (onde estive até esta sexta), a cobertura é completamente voltada para Andy Murray, e os especialistas temem uma derrota diante de Tommy Haas. Não duvido completamente, mas aposto no tenista da casa. Elena Baltacha, Anne Koethavong e Chris Eaton também tiveram cobertura destacada.

2) Nas capas dos jornais, apenas Sharapova tirou um pouco do destaque dado a Murray. Um dos jornais cravava na capa, ao lado de uma foto da russa e seu vestido polêmico: “In fashion, but out of Wimbledon”. Não preciso dizer que o modelito foi dissecado pela imprensa local, e as avaliações variaram entre “de vanguarda” e “decepcionante”.

3) Nos sensacionalistas (que, por coincidência, são tablóides), uma russa chegou às capas. Uma foto gigante de Maria Kirilenko estava estampada nos jornais de quinta. Detalhe: ela estava de costas para a câmera, naquela tradicional pose de quem vai receber o saque. Quem reparou o shortinha dela, já sabe o motivo de tanto destaque.

4) BBC dá show. No pouco tempo que estive no quarto durante esta quinta, liguei a TV e vi um joguinho sem graça ao vivo na BBC. Desanimei, até que vi a mensagem no topo da tela “press i for more matches”. Apertei a tecla e vi que podia optar por três jogos, todos ao vivo, em alta definição. Vi o resto do jogo entre Roddick e Tipsarevic. Bem legal.

5) Se algum leitor não leu os posts anteriores, explico que não tenho escrito muito porque ando curtindo minha lua-de-mel, que coincide com as minhas férias. Prometo postar mais durante a segunda semana de Wimbledon.

Palpitões para as damas

Sex, 20/06/08
por Alexandre Cossenza |

miniheaderpalpitoes_verde1.jpgbartoli300.jpgComo já escrevi no post abaixo, começa hoje, oficialmente, o novo Circuito de Palpitões do blog Saque e Voleio. Para quem ainda não participou, as regras são bem simples. A partir de Wimbledon, “oficializaremos” o ranking dos melhores palpiteiros do blog. Regras e calendário estão no menu da direita.

O All England Club divulgou, nesta sexta, as chaves do Grand Slam britânico. Este espaço fica, portanto, destinado aos palpitões para o torneio das “damas”, como o tradicional torneio se refere à chave de simples feminina. Links para o site oficial de Wimbledon também já estão no menu ao lado.

Por puro cansaço (o dia foi agitado por aqui e já está tarde), não farei meu comentário costumeiro sobre a chave. O espaço fica, portanto, completamente livre para as opiniões dos palpiteiros. Também vale analisar a chave, mas não se esqueçam: o novo CIRCUITO DE PALPITÕES, com ranking, começa aqui, NESTA CAIXINHA! Basta clicar abaixo e deixar seus palpitões.

Palpitões para os cavalheiros

Sex, 20/06/08
por Alexandre Cossenza |

miniheaderpalpitoes_verde.jpgfedererhalle400.jpgComeça hoje, oficialmente, o novo Circuito de Palpitões do blog Saque e Voleio. Quem já brincou e freqüenta o blog, sabe mais ou menos como a coisa funciona. Para quem ainda não participou, as regras são bem simples. A partir de Wimbledon, “oficializaremos” o ranking dos melhores palpiteiros do blog. Regulamento e calendário estão no menu da direita.

O All England Club divulgou, nesta sexta, as chaves de Wimbledon. Este espaço, portanto, fica destinado aos palpitões dos “cavalheiros”, como o tradicional torneio se refere à chave de simples masculina. Links para o site oficial de Wimbledon também já estão no menu ao lado.

Um breve comentário sobre as chaves (bem breve, já que a maioria de vocês sabe que estou de férias/lua de mel): Federer pegou um caminho teoricamente mais duro do que Nadal. O suíço estréia contra Hrbaty e depois pode encarar, em seqüência, Soderling, Monfils, Hewitt, Ferrer e Djokovic (ou Nalbandian). Djokovic deu sorte e estréia contra Berrer, mas deve encarar Safin na segunda rodada. Jogão bem cedo no torneio, pra todo mundo ficar ligado!

Nadal está em uma chave teoricamente mais fácil. Digo “teoricamente” porque um jogo de segunda rodada contra Isner ou Gulbis pode ser perigosíssimo. O mesmo vale para o imprevísivel Kiefer, que pode se encontrar com o espanhol na terceira fase. Nas oitavas, Nadal pode encontrar Stepanek ou Youzhny e, nas quartas, Murray é o candidato mais forte. Na semi, Roddick é o oponente com mais chances.

Fiquem à vontade para discordar da minha breve avaliação. E não esqueçam: o novo CIRCUITO DE PALPITÕES, com ranking, começa aqui, NESTA CAIXINHA! Basta clicar abaixo e deixar seus palpitões.


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