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O mundo esperava demais de Sharapova

seg, 18/01/10
por Alexandre Cossenza |

Sharapova_AO_blog

E não é que o Australian Open já começou pegando fogo? Logo no primeiro jogo da Rod Laver, a zebra pintou. Maria Kirilenko, talvez a mais bonita tenista do circuito, derrotou Maria Sharapova.

Sim, a mesma Sharapova que muitos davam como candidata seríssima ao título. Mas será que essa previsão era baseada na tenista de hoje ou na de dois anos atrás, pré-lesão no ombro, com o tênis afiado?

Sugiro que lembremos o que Sharapova fez no último mês e meio. Depois disso, analisemos que motivos havia para colocá-la entre as mais cotadas em Melbourne…

No começo de dezembro, Maria jogou uma exibição no Chile e outra em São Paulo, ambas contra Gisela Dulko. Ah, sim, ela também deu uma clínica de tênis, bateu bola com Maria Esther Bueno na Oscar Freire. Logo depois, lançou nova linha de raquete e raqueteira da Prince.

Kirilenko_AO_blogEm seguida, Sharapova foi a Hua Hin, na Tailândia, onde jogou outro amistoso, este com Venus Williams. Lá, ela ainda tirou fotos com monges.

A terceira perna da Sharapova Tour foi em Hong Kong, dessa vez para um torneio de exibição. Primeiro, ela derrotou Jie Zheng nas simples e, nas duplas mistas, fez parceria com Yevgeny Kafelnikov (aquele mesmo!) para superar Ayumi Morita e Paradorn Srichapan, também conhecido como aquele-tailandês-que-casou-com-a-miss-universo-e-desapareceu-do-circuito.

Por fim, outro jogo amistoso, este contra Wozniacki. E sem esquecer de fazer jabás para os brincos de Paloma Picasso e uma linha de relógios.

Não precisa ser bom em matemática para fazer uma ideia do tempo que a russa perdeu em viagens, compromissos publicitários, amistosos, etc. Tampouco é preciso ser vidente para saber que a um mês de um Grand Slam as adversárias estão (ou deveriam estar) treinando com seriedade.

De onde, então, presumiu-se que Sharapova chegaria a Melbourne em excelente forma, capaz de derrotar as Williams ou as belgas? Será que a expectativa foi baseada nos 100% de aproveitamento nos amistosos? Será que derrotar Srichapan ou Jie Zheng valem tanto assim?

Alguns fãs lembram que Sharapova nunca disputou torneio de aquecimento para o Australian Open. Isso, de fato, jamais atrapalhou seu rendimento em Melbourne. O raciocínio faria total sentido, não fosse por um detalhe: a versão 2009/10 da russa é inferior ao modelo 2008.

Hoje, a russa não pode mais se dar ao luxo de chegar a um Slam sem alguns torneios nas costas. Até porque seu fim de temporada em 2009 não foi nada espetacular. Se ela viesse jogando um tênis preciso até dezembro, a história seria outra. Infelizmente, não é o caso.

Outro detalhe que os fãs de Sharapova podem ter deixado passar: alguém lembra de uma agenda tão cheia de Sharapova em dezembro e janeiro em alguma outra temporada? Eu, honestamente, não.

Posto tudo isso, sigo dizendo que o resultado desta segunda foi surpreendente. Mas também acredito que o tamanho da zebra é proporcional ao que se esperava de Sharapova. E o mundo esperava demais.

Maria, como Guga

sáb, 05/12/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Agassi, Guga, Sharapova

Maria, como Guga
Por um par de dias, foi como na época de Guga. Havia, em solo brasileiro, um ícone do tênis em atividade. Não se tratava de Guillermo Vilas ou Bjorn Borg, dois grandes tenistas, mas que já deixaram o circuito há tempos. Nem John McEnroe nem Pete Sampras. São Paulo recebeu Maria Sharapova, número 1 do mundo há pouco mais de um ano, provavelmente a mulher mais badalada do tênis feminino mundial.
Sharapova não veio para um jogo aberto ao público. A russa veio ao Brasil para ajudar a promover a Fazenda Boa Vista, um empreendimento imobiliário – e milionário – em Porto Feliz (SP), a cerca de 80km de São Paulo. Sua exibição com Gisela Dulko teve apenas 800 convidados. Eram, na verdade 400 potenciais compradores (e um acompanhante para cada) de terrenos/casas na área. A quadra ficou lotada, como costumava ser na época de Guga.
A bela – tão bela de perto quanto na TV – russa cumpriu seu papel à perfeição. Vestiu a camisa da seleção brasileira, distribuiu autógrafos, posou para fotos, esbanjou sorrisos na clínica de tênis, jogou Wii com a argentina, se desfez em elogios à estrela local, Maria Esther Bueno, e falou maravilhas do país. Sharapova até disse que sonha vir jogar um WTA por aqui. Embaixadora melhor para o tênis? Impossível.
Não houve quem fizesse uma crítica à tenista. E isso vale para todas as faixas etárias. As crianças saíram da quadra encantadas. Um bom exemplo é o caso do jovem Caio Tibério, de 11 anos. O papo entre ele e mim sobre o bate-bola com Sharapova foi engraçado.
- Dá medo
- Deu medo jogar com ela?
- É, porque ela é muito boa, mas depois passou o medo.
- Ela foi simpática com você?
- Muito simpática, muito simpática.
Maria Esther Bueno, na transmissão do SporTV, fez a avaliação mais completa:
- Foi uma grande surpresa. A Sharapova foi extremamente atenciosa com todo mundo, especialmente com as crianças, sorrindo bastante. Isso surpreende, porque essa vida é muito difícil. Você vai a um país novo e tem muita gente à sua volta, e é muito difícil dar atenção a todo mundo, mas ela foi muito agradável com todos.
Obviamente, qualquer comparação com Guga, quando feita no Brasil, é injusta. Não dá para dizer que o público se comportou como no tempo em que o catarinense estava na ativa. Guga é da casa, o ídolo nacional, a torcida era dele. Sempre. Hoje, o público foi neutro. A curiosidade e o interesse, no entanto, estavam lá. Como na época de Guga.

Sharapova_MariaEsther_blog2Por um par de dias, foi como na época de Guga. Havia, em solo brasileiro, um ícone do tênis em atividade. Não se tratava de Guillermo Vilas ou Bjorn Borg, dois grandes tenistas, mas que já deixaram o circuito há tempos. Nem John McEnroe nem Pete Sampras. São Paulo recebeu Maria Sharapova, número 1 do mundo há pouco mais de um ano, provavelmente a mulher mais badalada do tênis feminino mundial.

Sharapova não veio para um jogo aberto ao público. A russa veio ao Brasil contratada para promover a Fazenda Boa Vista, um empreendimento imobiliário – e milionário – em Porto Feliz (SP), a cerca de 80km de São Paulo. Sua exibição com Gisela Dulko teve apenas 800 convidados. Eram, na verdade 400 potenciais compradores (e um acompanhante para cada) de terrenos/casas na área. A quadra ficou lotada, como costumava ser na época de Guga.

A bela – tão bela de perto quanto na TV – russa cumpriu seu papel à perfeição. Vestiu a camisa da seleção brasileira, distribuiu autógrafos, posou para fotos, esbanjou sorrisos na clínica de tênis, jogou Wii com a argentina, se desfez em elogios à estrela local, Maria Esther Bueno, e falou maravilhas do país. Sharapova até disse que sonha vir jogar um WTA por aqui. Embaixadora melhor para o tênis? Impossível.

Não houve quem fizesse uma crítica à tenista. E isso vale para todas as faixas etárias. As crianças saíram da quadra encantadas. Um bom exemplo é o caso do jovem Caio Tibério, de 11 anos. O papo entre ele e mim sobre o bate-bola com Sharapova foi engraçado.

- Dá medo

- Deu medo jogar com ela?

- É, porque ela é muito boa, mas depois passou o medo.

- Ela foi simpática com você?

- Muito simpática, muito simpática. Leia mais »

Um recomeço tardio, uma parada antecipada

dom, 04/10/09
por Alexandre Cossenza |

Janeiro de 2008, Melbourne. Em grande fase, Maria Sharapova e Ana Ivanovic fazem a final do Australian Open. Não foi o primeiro duelo entre elas. A russa venceu o primeiro jogo (Tóquio/2006), e a sérvia conseguiu uma vitória impressionante nas semifinais de Roland Garros/2007 (6/2 e 6/1). Entre estes dois confrontos, uma vitória de Ivanovic por abandono de Sharapova (Tóquio/2007).

Foi na decisão do Grand Slam australiano, porém, que o mundo começou a esperar uma grande rivalidade – talvez, também, a mais bela da história do esporte.  Sharapova ganhou aquele jogo e , em seguida, ainda venceu os WTAs de Doha e Amelia Island. Em maio, a russa se tornou número 1 do mundo graças à aposentadoria de Henin.

Ivanovic também teve um bom primeiro semestre no ano passado, embora não tenha obtido resultados tão consistentes quanto os de Sharapova. A sérvia venceu o WTA de Indian Wells, um dos mais valiosos do calendário feminino, e tomou a liderança do ranking em maio, quando triunfou no saibro parisiense e ultrapassou a rival russa.

Duas tenistas talentosas, bonitas e, não esqueçamos, jovens, com potencial para dominar o circuito por alguns anos. Mas não aconteceu nada disso. Leia mais »

Se essa rua fosse minha…

sex, 19/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Sharapova

Editora convidada da “ESPN Magazine”, Maria Sharapova escreveu para a revista americana em uma reportagem chamada “Revenge of the Jocks”, algo que pode ser traduzido como “Vingança dos Atletas”. No texto, reproduzido nesta quinta-feira no site da ESPN, a ex-número 1 do mundo diz que mudanças promoveria se ela ditasse as regras no tênis.

Algumas das sugestões são bem interessantes. Gosto quando ela sugere limites a atendimentos médicos e o fim da entrada dos técnicos em quadra. Só acho que ela “esqueceu” de mencionar algo sobre os gemidos de certas tenistas durante as partidas (rs). Reproduzo abaixo trechos do texto de Sharapova. Leiam e comentem na caixinha.

Palhaços em quadra
Quando vou a eventos esportivos, gosto do entretenimento que envolve o jogo. Os fãs de tênis nunca experimentam isso. Os organizadores precisam de música ou dançarinas e palhaços dentro de quadra durante os intervalos. Fica muito silencioso durante as viradas de lado.

Cães do lado de fora
Todo mundo sabe que eu gosto de cachorros, mas a sala dos jogadores não é clínica veterinária. Tenistas levam seus cães em bolsas e deixam eles correrem por todo lado. Colocam potes com água no chão, e tudo é derramado. É um torneio – deixe o bicho em casa.

Chega de intrusos
A sala dos jogadores também não é boate. É difícil se preparar para um jogo com uma loira de salto alto e minissaia jeans por perto. Quem é essa pessoa, e o quê ela faz aqui?

Na era móvel
Eu usaria a internet, o Facebook e o Twitter com mais eficiência para promover o esporte, e eu faria todos os atletas participarem. Aumentar a popularidade de todos jogadores aumenta a popularidade do tênis.

Adeus aos técnicos
Eu proibiria todo contato com técnicos entre os sets. Tenho certeza que os tenistas homens riem quando veem os técnicos entrando em quadra durante nossas partidas.

Mais um desafio
Um jogador tem direito a três desafios errados por set. Obviamente, um atleta não deve poder desafiar todas as chamadas, mas se uma tenista está sem desafios e o árbitro parece inseguro, por que não permitir que ela solicite um replay?

Sem maquiagem
Quando eu estava sem jogar por causa da lesão no ombro, vi muito tênis na TV. Às vezes, eu pensava “por quê essas meninas usam tanta maquiagem?”. Não consigo entender como elas conseguem evitar que o delineador escorra. Atletas deveriam jogar au naturel.

Sem dor
Limitar os tempos médicos a dois por temporada. Pedi fisioterapeutas duas vezes em minha carreira, mas joguei contra meninas que pedem atendimento médico em todos os jogos. Elas estão apenas ganhando tempo. É risível.

Colorir Wimbledon
Uma vez a cada dois ou três anos, Wimbledon deveria nos deixar vestir algo além de branco. Daria um tom mais alegre a um lugar tradicional. É claro que estilo tem seus limites, então eu também…

…Chamaria a polícia da moda
No meu tênis, uma comissão aprovaria todos os vestidos antes que as jogadoras pudessem vesti-los em quadra. Tem coisa de muito mau gosto por aí.

Festa surpresa
Criaria um torneio em que você não saberia contra quem ia jogar ou em que piso até o começo de cada rodada. Você poderia fazer a primeira rodada na grama, a segunda no saibro, e a terceira na quadra dura. É irreal, mas seria interessante.

E você, leitor? Concorda com Sharapova? Use a caixinha e deixe sua opinião!

Um desafio para Sharapova

sex, 29/05/09
por Alexandre Cossenza |

Muitos de vocês devem ter acompanhado a polêmica envolvendo os gritos agudos e extremente longos de Michelle Larcher de Brito, de apenas 16 anos, em Roland Garros, nesta sexta-feira (este texto dá uma resumida no que aconteceu).

A adversária, Aravane Rezai, francesa que jogou com a torcida e reclamou dos gritos para o árbitro de cadeira e o supervisor do torneio, ressaltou na coletiva:

“Ela grita realmente alto. Talvez seja a maneira dela tentar impressionar a adversária, mas realmente me incomodou porque era desagradável. Tentei falar com o árbitro sobre isso. Ela continuou gritando. Acho que o árbitro não fez seu trabalho, entao falei para o supervisor. É uma pena, porque ela joga muito bem, é talentosa. Ela luta, mas ainda tem muito a aprender. Ela é muito jovem, e acho que está passando por uma fase difícil. Ela tem apenas 16, tem muito tempo para aprender”.

Para que vocês tenham uma ideia do volume dos gemidos da adolescente portuguesa, deixo abaixo um vídeo que encontrei no YouTube. É uma comparação entre Larcher de Brito e uma certa russa famosa por gritar bem alto durante os pontos. Em tempo: as duas foram formadas tenisticamente na mesma academia da Flórida, nos EUA.

Quem me conhece ou leu o Twitter do Saque e Voleio nesta sexta, já sabe que acho esses gritos desnecessários e desagradáveis, mas a caixinha fica aberta para quem quiser discordar.

De onde vem o perigo?

qua, 27/05/09
por Alexandre Cossenza |

No dia do sorteio, era quase unânime a afirmção todos diziam que a chave de baixo de Roland Garros era mais fraca. A sempre perigosa Jankovic, uma Wozniacki em grande fase, Dementieva, Kuznetsova, e até a imprevisível Serena saibrista pareciam amaeças mais reais para Dinara Safina, a grande favorita.

Hoje, ainda na segunda rodada, já é possível ver um certo equilíbrio, graças a boas atuações de quem está na chave de cima. Ivanovic, quejogou puco no saibro e fez uma estreia ruim, deu um show nesta quarta. Fez a festa com seu forehand e até sacou melhor do que vinha fazendo. Vale a pena prestar atenção na sérvia, atual campeã, na próxima fase. Outra que se destacou foi a portuguesinha (diminutivo só na idade) Michelle Larcher de Brito apareceu para jogar e derrubou Zheng. Potencial não falta ali.

A grande atuação do dia, no entanto, veio com Sharapova. A russa não foi tecnicamente brilhante e não ofereceu resistência quando Petrova jogou solta, no segundo set. Na hora de fechar, porém, pesou a atitude vencedora. Enquanto Petrova pouco tentou agredir, Sharapova tomou a iniciativa da maioria dos pontos. Errou bastante, é verdade, mas a tática fez efeito quando foi necessário.

Era justamente a este tipo de comportamento que eu me referi alguns posts atrás, dizendo que são poucas as tenistas realmente vencedoras atualmente. É inegável que Petrova tem jogo para derrotar Sharapova (principalmente enquanto a ex-número 1 não está 100% recuperada), mas é preciso fazer a dura constatação que Petrova não tem vitórias realmente relevantes no currículo.

Ainda é cedo para prever até onde Sharapova pode chegar, mas depois de hoje, tudo é possível. Seu próximo jogo é contra Shvedova e, se vencer, a russa encara Li ou Govortsova. Alguém duvida que ela vença pelo menos mais dois jogos?

Deixe sua opinião na caixinha!

P.S.: não esqueci de Venus Williams, que também está na chave de cima, mas a americana ainda precisa virar o jogo contra Safarova (a partida foi adiada por falta de luz natural nesta quarta).

P.S.2: a foto de hoje é dedicada ao público masculino, que deve ter ficado com inveja após o post com o vídeo Nadal x Jackman.

Ela voltou

seg, 18/05/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Sharapova

Ainda é cedo, eu sei, mas é bom comemorar a volta de uma vencedora às quadras. Principalmente em um circuito com pouquíssimas vencedoras de verdade (aquelas que não amarelam em finais).

Sharapova voltou às quadras nesta segunda, em Varsóvia, e não deu lá muita chance para a italiana Tathiana Garbin (68 do mundo) respirar. Abriu 6/1 e 4/0 e podia ter aplicado um pneu, mas se complicou e perdeu três match points no nono game, mais dois no tie-break, e precisou do terceiro set. O vacilo é até compreensível – imagine a ansiedade para fechar a primeira vitória em nove meses.

Garbin tentou de tudo, mas a verdade é que sua bola não tem peso ou profundidade para incomodar Sharapova no fundo de quadra. E como sabemos que variedade de golpes não é o forte do tênis feminino, o jogo dependeu muito mais da russa. Quando ela acertava, ponto dela. Fora isso, ponto de Garbin.

Uma coisa só me preocupou. Tive a impressão que o saque da russa caiu de rendimento – em potência e precisão – a partir da segunda metade do segundo set (foram nove duplas faltas, apenas duas na primera parcial). Pode ter sido por cansaço, já que ela não saca tanto há algum tempo, ou por dores (esperemos que não) no local. Escrevo antes da coletiva, então não tenho como saber.

Como eu prometi (sei que estou atrasado), deixo aqui a caixinha para comentários sobre a russa nesta semana.

Pergunta aos fãs de Sharapova

Não costumo reparar muito nesses detalhes, então deixo a questão para o senhor George Galli e os fãs que conhecem a russa muito mais do que eu. Ela já usava aquele anel na mão direita?

Coisa que eu acho que acho

Se vc é fã de tênis feminino e não gostou do que eu escrevi na terceira linha do post (”pouquíssimas vencedoras”), pode reclamar na caixinha. Se quiser, faço um texto só sobre isso amanhã.

Miami Freak Party

sex, 27/03/09
por Alexandre Cossenza |

Isabela Perim, mais conhecida por aqui como Bê, é autora do blog Meninas Vodca, que analisa a moda no tênis. Publicitária em horário comercial e tenista nas horas vagas, ela já virou responsável permanente pelos textos de moda aqui no Saque e Voleio. Neste post, ela analisa as escolhas de certos atletas na festa dos jogadores em Miami. Confira abaixo!

Ontem foi dia de festa no torneio de Miami. Enquanto uns já suaram as regatas e camisetas na quadra em busca de uma vitória, outros ainda se dão ao luxo da curtidinha básica na famosa “players’ party”, porque afinal de contas, quem é que não gosta de uma festinha?

De Leopardo a Cowboy, passando por peru de Ação de Graças a loira do tchan, quase toda a constelação do tênis esteve presente, mas isso não significa que eles tenham brilhado pelo menos não no quesito fashion style.

Começando pela fera da noite, Miss Serena Williams chegou abalando as estruturas num vestido de leopardo, quase como uma segunda pele, de comprimento até os joelhos. Junto a um belo make e um igualmente belo (e básico) scarpin, arrasou. Levando em consideração toda a exuberância e personalidade da americana, SW estava linda e brilhou para muitos e muitos flashes.

Maria Sharapova, sempre elegante dentro das quadras, deu uma bela escorregada. Sabe quando alguém quer ser fashion demais e era a mão? Então…

A calça que ela usa na festa é chamada de Carrot Pants. Essa é uma das mais fortes tendências da temporada (pra ficar mais fácil e didático, é como se fosse aquela calça baggy MEDONHA dos anos 80). Porém, mesmo sendo tendência, é como disse uma grande consultora de moda: ”Esse modelo é o mais democrático do planeta: não veste bem em ninguém.” Simples assim.

Porém, a carteira e a sandália arrasaram, evitando um look “peguei no guarda roupa da secretária da minha tia” e, consequentemente, o desastre total.

Falando em desastre total, Dominika Cibulkova fez juz ao melhor estilo “É o Tchan no Hawai”. Com as pernocas de fora, deve ter levado os rapazes à loucura, embora a elegância tenha passado muito longe.

Carol Wozniacki, meu pai do céu… JESUSMARIAEJOSÉ, ela foi fantasiada de peru à festa!!! Abafa o caso e viva o dia de Ação de Graças!

Pra completar o trio mal vestidas, a russa Anastasia Pavlyuchenkova, com uma legging justa, mas muito justa, com estampa de cobra brilhante. Se eu cruzasse com ela, chamaria o Ibama na hora, juro!

O momento milagre da noite se deu por duas constantes presenças na lista do mau gosto: Beth Mattek, agora Sands, que apesar da tocha acessa em sua cabeça estava discreta para seus padrões com uma calça branca justa e uma regata de zebra. Sem graça, mas também sem exageros.

E Jelena Jankovic escolheu o bom pretinho básico para a noite, arrematado a um belo make. Resultado: elegante e discreta, (nunca pensei que fosse dizer isso, mas…) palmas para você JJ.

Já a ala masculina, senhor, perdoa!

Fernando Verdasco, no melhor estilo sertanejo, estava de dar medo. Até o cinto fivelão pra fritar ovo apareceu. Só faltaram as botas, mas cá entre nós, quem precisa de botas se tem um tênis prateado (sim, eu disse prateado) pra compor o look? Glorinha Calil, chicoteia!

Já Rafa Nadal fez o estilo “esqueci que tinha festa”. Pegou a primeira camisa que tinha na mala, colocou um jeans e partiu para o abraço.

Resumindo: festa estranha, com gente esquisita…

Segundo o dicionário Houaiss, gosto é “a capacidade de apreciação estética calcada em padrões e critérios intersubjetivos, e manifestada em juízos que atribuem beleza, harmonia, sublimidade etc. a formas, sons e objetos, ger. Artísticos”. Ou seja, gostar ou não de uma roupa é totalmente subjetivo, sem contar as influências culturais de cada região.

Quando ela volta?

qui, 19/03/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Sharapova

Maria Sharapova não vai a Miami. Ou melhor, vai. Mas não joga. A ex-número 1 do mundo vai aparecer para fãs e patrocinadores na Flórida. Jogar que é bom, nada.

O assunto é bem batido aqui no blog (clique AQUI para ler posts sobre Sharapova) e chegou a um ponto onde só podemos, leitores e eu, fazer duas coisas: especular ou adivinhar.

Como este blog não é chegado a uma especulação (há quem diga o contrário), sugiro um exercício de futurologia aos fãs de Maria:

Onde ela estará em 25 de maio, primeiro dia de jogos em Roland Garros?

Por favor, deixemos o fanatismo de lado por alguns instantes. Só vale comentar baseado no que vimos e lemos de Sharapova até agora. A caixinha é de vocês!

Sharapova na Suíça

seg, 09/02/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Sharapova

Quem olha a foto acima começa a imaginar o que Maria Sharapova está fazendo em roupas de frio. Antes que alguém aponte um eventual passeio pelos Alpes como responsável pela demora da russa em voltar às quadras, eu explico.

A moça da foto é a suíça Lara Gut, estrela do downhill, modalidade de esqui na neve. Quem me chamou a atenção para a menina foi minha chefe Gabriele Lomba, que cuida principalmente de esportes radicais no Globoesporte.com. É dela este texto.

Não preciso dizer que Lara, de 17 aninhos, vira e mexe é comparada a Sharapova. Para quem não acha que a foto é suficiente para render um clique e ler mais sobre Lara Gut, já adianto que a menina tem o curioso hábito de ver TV de cabeça para baixo. E agora, interessou? Clique e leia!

E o mistério continua

qua, 04/02/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Sharapova

Eu praticamente esgotei o assunto em um post escrito em janeiro, mas eis que o tema volta à tona, então deixo este post para quem quiser comentar a última desistência de Sharapova.

Só uma coisa me chamou a atenção em especial nesta ocasião. Nos últimos abandonos, a russa divulgou as notícias em primeira mão por meio de seu site. Desta vez, os boatos surgiram dois dias antes, e a confirmação veio por organizadores de torneios.

O que será que houve desta vez? A caixinha fica aberta aos comentários de vocês. Quem quiser opinar sobre Fed Cup, pode usar este espaço também.

Importante:

- Ando com trabalho acumulado, por isso peço, desde já, desculpas por demorar a atualizar os ranking dos palpitões. Se tudo der certo, estará tudo ok até sexta-feira.

- No mesmo dia, colocarei abrirei as caixinhas para os palpitões do WTA de Paris e do Brasil Open.

Pergunta da semana

qua, 14/01/09
por Alexandre Cossenza |

blog_chicocosta_auckland.jpgComo o dia anda meio fraco de polêmicas, lanço aqui este desafio, que requer certo conhecimento de tênis. O post também serve para George Galli e companhia matarem a saudade de Maria Sharapova. Basta ler a pergunta abaixo e responder, por e-mail, para mim.

A tenista russa Maria Sharapova e o capitão brasileiro na Copa Davis, Francisco Costa, tiveram um “adversário” em comum na Austrália, não exatamente na mesma temporada. Quem foi essa pessoa?

blog_sharapova_melbourne_2002.jpgEu já escrevi, mas não custa repetir. Para não estragar a brincadeira, as respostas não devem ser colocadas na caixinha. Quem souber, manda um e-mail para mim, em alexandre_c@globo.com.

Os acertadores terão seus nomes publicados aqui no post na próxima quarta-feira. A caixinha fica aberta, mas só para comentários. Quem responder ali terá o texto excluído.

Atualizado em 21/01
O único acertador foi Leonardo Stavale. Jornalista da revista Tennis View e, pior ainda, meu amigo, ele cravou que o adversário em comum foi o americano Michael Joyce, atual técnico de Sharapova.

Além de bater bola com a russa nas quadras do Australian Open, o tenista eliminou Chico Costa na primeira rodada do qualifying em 2001.

Coisas que eu acho que acho:

- Depois de provocar a leitora Joana Alencastro (primeiro, com uma foto de Djokovic vestido de pai de santo e, depois, com um comentário inocente sobre os talentos de Jankovic), este post dá uma leve alfinetada no Sr. George Galli, fã número 1 de Sharapova, pelo menos no Brasil. A foto ao lado é de uma derrota da russa. É da final juvenil do Australian Open, em 2002. Com apenas 14 anos, a russa foi superada pela tcheca Barbora Strycova.

- A foto acima, de Chico Costa, também é do fundo do baú. É do ATP de Auckland, em 2000, do jogo entre o brasileiro e o sueco Magnus Norman.

Mistério pra quê?

dom, 11/01/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Guga, Sharapova

blog_sharapova_wimbledon.jpgAté os espectadores menos íntimos do tênis já haviam percebido a lesão. Após o diagnóstico, várias sessões de fisioterapia tentaram tratar o local dolorido. Nada adiantou, embora grande parte dos fãs não tivesse uma palavra oficial sobre a real gravidade do problema. Após um intervalo fora das quadras, o retorno mostrou que as dores eram insuportáveis.

Uma cirurgia, então, fez-se necessária. A assessoria de imprensa só divulgou a operação após a conclusão da mesma. Tudo foi feito na surdina, enquanto fãs e imprensa ficavam sem notícia, imaginando o que estava acontecendo. Mesmo assim, o processo de retorno não foi o esperado.

Os dois parágrafos acima são uma referência a Gustavo Kuerten, que sentiu a lesão no quadril se agravar no fim de 2001. O texto, no entanto, podia muito bem estar relatando a lesão no ombro direito de Maria Sharapova. Todos sabem que a russa não joga desde agosto do ano passado, mas ninguém parece saber a real gravidade de seu problema.

Ainda no fim de agosto, Maria divulgou, em seu site, que houve um erro de diagnóstico e, por isso, o local demorava a curar. Em dezembro, a tenista finalmente divulgou que se submeteu a uma cirurgia em outubro, mas que estava treinando há pouco tempo e, por isso, não sabia se estaria em forma para o Australian Open.

Agora, neste domingo, chega a notícia da desistência da ex-número 1 do mundo. Era questão de tempo para que isso acontecesse. Afinal, quem vai a jogo de basquete com o (suposto) namorado, nos Estados Unidos, a pouco mais de uma semana de um Grand Slam no outro lado do Pacífico, não está muito preocupado com o torneio.

Não entendi o motivo da demora para o anúncio oficial. Afinal, o último aviso no site da musa já dava fortes indícios. Mas, pensando bem, também não entendi o porquê de esconder a cirurgia. Como não entendi, na época, porque Guga insistia em dizer que estava melhorando quando todo mundo via que algo continuava errado com ele.

O tricampeão de Roland Garros demorou a admitir publicamente que não tinha mais condições de jogar competitivamente. Torçamos para que o mesmo não aconteça com Sharapova. Que ela não esteja escondendo uma lesão gravíssima. Que ela volte, e volte bem. Não que o tênis feminino vá melhorar tecnicamente, mas vai ganhar beleza e emoção.

A caixinha fica aberta para comentários sobre Sharapova e o tênis feminino durante a semana.

O último top-10 de 2009

qua, 31/12/08
por Alexandre Cossenza |

Pessoal, gostaria muito de dar uma explicação para o que houve aqui no blog, mas não posso. Acordei na terça-feira, dia 30, e vi que mudanças drásticas foram feitas no blog (outros blog da globo.com estão com problema semelhante). Alterações, aliás, que não foram avisadas (não a mim, pelo menos). Enquanto eu não descubro o que aconteceu (quero curtir mnha folga), a vida segue e o blog continua.

Antes que alguém pense (muitos, porém, provavelmente já terão pensado quando chegarem nesta parte do texto), não, eu não errei o título. Já explico.

Meu colega, agora jornalista, João Gabriel Rodrigues, ex-estagiário do Globoesporte.com que sonha acordado com a beleza de Ana Ivanovic, produziu uma matéria interessante: falou com uma taróloga e uma astróloga e procurou saber como será o ano de 2009 para quatro tenistas: Roger Federer, Rafael Nadal, Maria Sharapova e Ana Ivanovic.

Segundo as especialistas, Federer voltará à liderança do ranking mundial, e Ivanovic continuará brilhando mais do que Sharapova. Notem que a expressão usada no caso da sérvia é “continuará” (viu, senhor George Galli?).

Deixo a caixinha aberta para que vocês, leitores, abordem duas questões:

1) Acreditam nas previsões das senhoras entrevistadas?

2) Conseguem fazer melhor e prever como será o último top-10 de 2009?

Bom, como eu sou comentarista de tênis (e não preparador físico) vou deixar meu top-10 apenas para a ATP. Quem quiser colocar seu top-10 da WTA ao fim de 2009 também pode. E divirtam-se!

1 – Andy Murray
2 – Roger Federer
3 – Rafael Nadal
4 – Novak Djokovic
5 – Nikolay Davydenko
6 – Juan Martín del Potro
7 – Andy Roddick
8 – James Blake
9 – Marin Cilic
10 – David Nalbandian

Com este post, o blog oficialmente encerra suas atividades em 2008. Como o cartãozinho antecipou alguns posts atrás, desejo a todos vocês um 2009 cheio de winners. De preferência, bonitos como o forehand de Federer, mas se funcionarem do mesmo jeito, podem ser feios como o de Roddick.

E que, nesta virada de ano, todos aprendamos com nossos erros não-forçados e duplas faltas. Façamos uma pausa, peçamos a ajuda do Hawk-Eye, se necessário, e analisemos onde erramos. E façamos a próxima temporada tão boa quanto o currículo de Nadal em Roland Garros!

A WTA e as decepções do ano

ter, 09/12/08
por Alexandre Cossenza |

Aproveitando a deixa do post abaixo (sobre Sharapova) é hora de analisar os fatos que mais desapontaram os fãs de tênis ao redor do mundo. Aos que acompanham o blog há algum tempo, os três eventos que citarei aqui não serão surpresa alguma.

Creio que já abordei os temas à exaustão, mas o texto se faz necessário, já que não serão apenas leitores assíduos do blog que pintarão por aqui. E antes que reclamem/cornetem/critiquem, os tópicos estão em ordem cronológica.

blog_justine_henin.jpg1. Justine Henin se aposenta

Após uma temporada arrasadora, com dois títulos de Grand Slam (lembremos que ela só disputou três) e a conquista do WTA Championship, Justine Henin começou 2008 sofrendo o desgaste. Uma lesão no joelho a incomodava, mas a belga era, mesmo assim, o grande nome do circuito feminino.

Vieram, então, o Australian Open, e uma doída derrota para Maria Sharapova. Doída pelo placar (6/0 no segundo set) e pelo joelho, que piorava. Os fãs esperavam que Henin desse a volta por cima e, conseqüentemente, o troco em Sharapova, que dominava o circuito no começo do ano. Não foi o que aconteceu.

Desmotivada e desanimada pela lesão, Henin abandonou o tênis. Ao mesmo tempo, deixou o posto de número 1 do mundo para Sharapova, e um vazio enorme em um circuito carente de tenistas versáteis, talentosas e dispostas a dar 100% em todos os torneios. O tênis feminino perdeu absurdos com a retirada da belga. O fato originou outros acontecimentos decepcionantes, mas o post voltará a abordar isso.

2. Maria Sharapova se lesiona

Uma vitória maiúscula sobre Henin, um título em Melbourne, outro em Doha e mais um em Amelia Island. O começo de 2008 foi o melhor da carreira de Sharapova, e a russa parecia pintar como o grande nome do tênis na temporada. Principalmente depois da aposentadoria precoce da rival belga.

Veio, então, a temporada européia de saibro (aquele “de verdade”) e os resultados não apareceram na mesma proporção. Um W.O. em Roma e a derrota de virada para Safina, em Roland Garros (onde teve match point), foram os primeiros indícios. Pouco depois, não se sabe exatamente o porquê (tenho cá minhas suspeitas, mas são puro “achismo”), o ombro da russa pôs sua temporada por água abaixo.

blog_maria_sharapova.jpgTão decepcionante quanto a lesão foi o erro de diagnóstico, que atrasou a recuperação de Sharapova. De qualquer maneira, o tênis feminino sofreu seu segundo grande baque em 2008. Em vez de ver uma briga histórica entre Henin e Sharapova pela liderança do ranking, o fã de tênis teve de se contentar com…

3. Jelena Jankovic no topo do ranking

Não é culpa da sérvia (já analisei isto aqui no blog), mas sua chegada à posição-que-não-deve-ser-pronunciada (PQNDSP) é o resultado máximo de muita coisa que decepcionou os fãs de tênis. Além dos fatos citados acima, há falta de interesse das irmãs Williams, escassez de talento e um ranking que beneficia o preparo físico. Sem falar, é claro, na queda de Ivanovic, outra decepção do ano.

blog_jelena_jankovic.jpgJankovic teve, sim, resultados consistentes. Regulares demais, inclusive, para quem alega jogar todos os torneios sofrendo com lesões (que se manifestam, evidente e freqüentemente, nas derrotas). Méritos para a sérvia? Sim, mas parcialmente. Afinal, é mais fácil ser consistente na medida em que as adversárias não mostram o mesmo interesse pela PQNDSP.

E não esqueçamos de um fato bem batido pela crítica especializada: Jankovic ainda não tem um título de Grand Slam. E se é verdade que ela alcançou as semifinais de três Grand Slams este ano, é preciso ressaltar que sua única rival de respeito nas campanhas em questão (até as semifinais) foi Serena Williams, no Australian Open.

E, mesmo assim, a americana não se mostrava em boa forma na ocasião. Em Miami e no US Open, jogando em casa e cheia de motivação, Serena mostrou que ainda é superior.

Coisas que eu acho que colocaria se a lista fosse um top-10:

- Ana Ivanovic pós-Roland Garros
- A fakta de interesse de Venus e Serena em disputar o circuito inteiro
- A temporada de Roger Federer. Sendo quem é, o suíço ficou, sim, abaixo das expectativas
- Richard Gasquet, sempre alcançando menos do que o esperado
- A equipe argentina na final da Copa Davis
- Os preços para ver o Brasil na Davis em Sorocaba
- O horário em que Guga se despediu do Brasil Open

Sugestões? Deixem na caixinha!



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