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5/1 e saque

Sáb, 22/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Sem Categoria

header_mardel1.jpgSituação 1: você, leitor, lidera o set por 5 games a 1 e vai sacar para fechar a parcial.
Situação 2: você, leitor, lidera um tie-break por 5 pontos a 1 e vai sacar para fechar o set.

Pense bem. Em qual dos cenários acima você gostaria de estar?

blog_espanha_reu.jpgPois Argentina e Espanha viveram os dois panoramas no mesmo set, em posições opostas. Com duelo empatado em 1 a 1 e o jogo de duplas mostrando o mesmo placar em sets, A Espanha teve 5/1 e saque na terceira parcial.

Os donos da casa conseguiram uma reação incrível, conseguiram duas quebras consecutivas e levaram a parcial para o tie-break. No game de desempate, foram os donos da casa que abriram 5/1. Nalbandian sacaria para colocar a Argentina á frente por 2 sets a 1.

blog_argentina_reu.jpgE não é que a Espanha virou e fechou o terceiro set? A parcial acabou se mostrando desiciva, já que a Espanha aproveitou a vantagem moral e abriu folgados 5/2 no quarto set.

Desta vez, Nalbandian e Calleri não conseguiram outra virada milagrosa. López e Verdasco levaram e melhor por 6/3 e deixaram a Espanha a um ponto do título da Davis.

Ânimos invertidos. Nadal ao telefone

Sex, 21/11/08
por Alexandre Cossenza |
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header_mardel.jpgAs coletivas após a vitória de Feliciano López tiveram discursos parecidos, mas tons diferentes. Ambos capitães afirmam que 1 x 1 é um bom resultado.

Entretanto, enquanto Feliciano López comemorou a partida mais feliz de sua vida (palavras dele), Del Potro chegou à entrevista andando devagar, falando baixo e desanimado, se dizendo surpreso pelo nível de jogo  mostrado por Feli.

Ah, López e Sánchez Vicario revelaram que Rafael Nadal ficou telefonando para a equipe espanhola durante a partida. No hotel em que o número 1 do mundo está descansando, a transmissão da final da Davis foi interrompida.

O capitão espanhol brincou, dizendo que por sorte não tinha um celular com ele na quadra, senão Rafa, elétrico como é, iria ligar e dar sugestões sobre o que fazer na partida.

blog_luli_delpo_reu.jpgFrases:

“Ninguém morreu. É só uma partida de tênis. Talvez mais importante que as outras.”
Juan Martín del Potro
O que acho? Veja o vídeo abaixo e diga se concorda com a sinceridade com que o argentino a pronunciou.

“Em qualquer final, 1 x 1 é um bom resultado.”
Luli Mancini
O que acho? Quando seu tenista número 1 sai derrotado e lesionado, não é bem assim.

Enfim, certezas. Ou não.

- Nalbandian jogará a partida de duplas ao lado de Agustín Calleri. Anunciado por Luli Mancini na coletiva. Será blefe?

- Del Potro se diz sem condições de saber a seriedade de sua lesão na coxa direita. Ele afirmou que só amanhã terá uma posição mais precisa do médico da equipe argentina. Em Copas Davis, nunca acreditemos totalmente nas coletivas. Todo mundo esconde o jogo um pouco.

Alta-costura em quadra

Ter, 21/10/08
por Alexandre Cossenza |
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moda_serena_e_venus.jpgPost para as pessoas que estão sempre de olho nas tendências da moda e pintam por aqui para comentar o que as tenistas estão vestindo em quadra.

As irmãs Williams, tão polêmicas pelo que vestem em suas aparições do mundo, posaram, durante o US Open, para a Harper’s Bazaar.

O ensaio levou para o Estádio Arthur Ashe vestidos de grifes famosas e caríssimas. Nesta primeira foto, por exemplo, erena adota um vestido Donna Karan New York que, se comprado nos Estados Unidos, sai pela bagatela de US$ 4.800. Os brincos, da Bulgari, nem têm o valor divulgado. O bracelete, Yves Saint Laurent, valem US$ 1.995.

Venus, por sua vez, veste um Oscar de la Renta, de US$ 15.490. O bracelete, Tom Binns, custa US$ 950. Ela também está com um anel de US$ 15 mil, cortesia da De Beers, mas não dá para ver nitidamente na imagem.

moda_serena_e_venus3.jpgNa segunda foto, Venus simula um forehand com vestido Ralph Lauren de US$ 1.498, brincos Prada, que valem US$ 390, e um bracelete Yves Saint Laurent (US$ 1.995). Os sapatos, Jimmy Choo, custam US$ 695.

Serena, na terceira imagem do post, bate o backhand com um vestido Hervé Léger by Max Azria (US$ 1.560) e sapatos Miu Miu (US$ 690), mas o destaque fica por conta dos incrivelmente caros brincos, cortesia da De Beers. O valor? US$ 355 mil!

E agora? Quem vai falar mal das roupas das irmãs Williams?

moda_serena_e_venus4.jpg

WTA de Zurique

Ter, 14/10/08
por Alexandre Cossenza |
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zurich_wta_08.jpgPost, enfim, aberto para discussões do mais importante torneio feminino da semana. O Tier II suíço tem como cabeça-de-chave número 1 Jelena Jankovic (de novo?) e, na outra ponta da chave, a também sérvia Ana Ivanovic, que tenta tirar seu jogo do buraco.

Venus e Zvonareva correm por fora, mas a chave parece bem interessante para a americana. É esperar para ver. A caixinha, como sempre, fica aberta às opiniões de vocês.

O Masters de Madri

Sáb, 11/10/08
por Alexandre Cossenza |
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A próxima etapa do Circuito dos Palpitões começa já neste domingo, com três grandes assuntos:

1) David Nalbandian. O argentino chega à fase que mais gosta na temporada, e já está na final de Estocolmo. Em Madri, também sempre consegue bons resultados: vice em 2004, semi em 2005 e 2006, campeão em 2007. O desempenho do ano passado, em paticular, foi impressionante, e incluiu vitórias sobre Nadal, Djokovic e Federer, em seqüência. Beirou o espetacular.

Mas o que esperar de Nalbandian este ano? Outro feito impressionante? Ao ir longe em Estocolmo, será que o número 1 argentino não chegará cansado à capital espanhola? É esperar para conferir.

710blognalbandian.jpg2) Rafael Nadal. Ao contrário de Nalbandian, o número 1 do mundo não costuma chegar em seu ápice nesta parte da temporada. O corpo chega cansado, até pela exigência física de seu estilo de jogo, e as quadras, bastante rápidas, não ajudam. Em cinco tentativas, Nadal só passou das quartas uma vez em Madri. Foi em 2005, quando conquistou o título com uma chave que considerei fraca para um Masters (bateu Hanescu, Robredo, Stepanek, Ginepri e Ljubicic).

Nadal jogou muito este ano, é verdade, mas não disputa um jogo há três semanas. Será que ele chegará descansado? Sem ritmo, talvez? Motivação, na capital de seu país, não deve faltar.

3) Roger Federer. Ao desistir de Estocolmo dizendo que precisava descansar para chegar em forma a 2009, o suíço deu a entender que poderia encerrar precocemente a temporada. O atual número 2 só confirmou sua presença em Madri na última hora e, mesmo assim, deu a entender que pode desistir de outros torneios até o fim do ano.

Ainda está em jogo o número 1 do mundo, e o resultado em Madri pode afetar os planos do suíço. Será que Federer ainda pensa em recuperar a posição até o fim do ano?

A caixinha está aberta aos palpitões. O ranking funciona o ano inteiro, então é só palpitar e entrar na disputa. Após alguns torneios, já é possível brigar de igual para igual com os veteranos do Circuito.

É só ler o regulamento e começar. Como todos poderão descartar seus piores resultados, ainda há tempo de sobra para começar a brincar (calendário de torneios e ranking atualizado estão no menu da direita).

miniheaderpalpitoes_azul.jpgImportante: Segundo o site do torneio, os jogos começam já no domingo! Também há uma diferença de 5h entre Brasília e Madri, então 10h de domingo na capital espanhola são 5h da manhã na capital brasileira.

Ganhou quem buscou a vitória

Seg, 08/09/08
por Alexandre Cossenza |
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Winner de Serena, ponto da americana. Erro de Serena, ponto de Jankovic. As duas frases refletem o que aconteceu na maioria dos pontos na final feminina do US Open. Enquanto a americana distribuiu pancadas do fundo de quadra buscando vencer as trocas de bola, a sérvia corria de um lado para o outro, devolvia tudo que conseguia e esperava um erro da adversária. Vitória e tricampeonato merecidíssimos!

serenausopen2710.jpgOs números dizem bastante. Serena teve 44 winners, contra 15 de Jankovic. A sérvia, ex-dona da posição-que-não-deve-ser-pronunciada (PQNDSP), fez mais pontos em falhas da adversária (foram 39 erros não-forçados de Serena) do que em suas bolas vencedoras. Resultado de uma estratégia equivocada de Jankovic, principalmente para uma final de Grand Slam.

O título foi mais do que merecido para Serena. A americana passou pela metade mais difícil da chave sem perder um set. Nas quartas, derrubou sua irmã Venus em um jogão de dois tie-breaks e, nas semifinais, passou como um rolo compressor por Safina. Na final, salvou set point e superou Jankovic.

Dizer que Serena ganhou só porque é mais forte (algo que ouvi muito nos últimos dias) é uma grande injustiça. A americana bate muito mais pesado na bola do que a sérvia, é verdade, mas levou a melhor porque sacou bem, porque soube usar os ângulos com eficiência, porque subiu à rede com inteligência e porque voleou e smashou à perfeição.

serenausopen3300.jpgJankovic é um desafio complicado. A sérvia se mexe com muita rapidez (não importa quantas lesões ela diga que tem) e devolve quase tudo, o que acaba virando uma armadilha para suas rivais. Várias tenistas caem na tentação de bater mais e mais forte na bola até matar o ponto. Foi assim com Dementieva, que errou mais do que costuma e, quando tentou tentou ir à rede, teve de lidar com seu fundamento mais deficiente. Sim, seu voleio é pior do que seu saque. Só não é tão óbvio porque a russa não precisa volear em todos os pontos.

Merece ou não?

Com o título em Flushing Meadows, Serena é a nova dona da PQNDSP. O primeiro posto no ranking da WTA volta, enfim, a ser de uma tenista que já provou ter condições de mantê-lo por algum tempo. Afinal, esta semana é a 58ª de Serena ali no alto da lista.

Um número que mostra bem porque ela merece chegar aonde chegou: nas últimas 52 semanas, Serena disputou 15 torneios, menos do que a maioria das top 10. Jankovic, por exemplo, computa 22 resultados. Dementieva jogou 18, e Safina, 21. Apenas Venus e Sharapova (13) disputaram menos.

A mesma estatística, no entanto, serve para argumentar o contrário: Serena vai ter motivação para jogar com mais freqüência e se esforçar para manter o lugar no alto da lista? Até que a americana responda essa pergunta, vou continuar dizendo apenas que Serena é a atual dona da PQNDSP.

jankvicusopen710.jpgCoisas que eu acho que acho sobre duplas faltas:

1) Dois pontos definem a participação de Jankovic na final do US Open. Primeiro, sacou em 5/4 e teve um set point e fez uma dupla falta (o segundo serviço não caiu sequer perto da área de saque). Depois, sacando em 5/6, para forçar o tie-break, teve um game point e cometeu nova dupla falta.

Primeiro serviço: quando tentou fazer um discurso ao receber a bandeja de vice-campeã (a mestre de cerimônias, Mary Carillo, se recusou a dar o microfone para a sérvia), Jankovic colocou o velho CD pra tocar: “…tive muitas lesões durante o ano…”.

Segundo serviço: Na sala de entrevistas, logo depois, ao responder a primeira pergunta, Jankovic logo encaixou um “… eu tive muitas lesões…”. Dupla falta!

Tênis olímpico, 100 anos atrás

Dom, 10/08/08
por Alexandre Cossenza |
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lambert-chambers.jpgO panorama começou apenas razoavelmente estranho quando foi decidido que haveria dois torneios de tênis nas Olimpíadas de 1908. Um em uma quadra coberta, no Queen’s Club, no mês de maio, e outro em Wimbledon, em julho.

Gladys Eastlake Smith ficou com o ouro indoor e, dois meses depois, começou o torneio olímpico em Wimbledon, no terreno de Worple Road.

Treze moças se inscreveram na chave de simples. Entre elas, seis estrangeiras tentando a sorte contra sete britânicas. Mas as coisas começaram a ficar mais estranhas bem cedo.

Os organizadores da chave logo se assustaram quando nenhuma das estrangeiras apareceu. Eles se consolaram com o fato de que ainda poderia ser um torneio interessante, mesmo que as medalhas estivessem garantidas para a Grã-Bretanha. Era, afinal, uma chave forte.

Estavam lá Charlotte Sterry, que havia acabado de conquistar seu quinto título de Wimbledon, e a hexacampeã Blanche Hillyard. Que batalha poderia ser. “Poderia” se tornou a expressão correta, já que ambas abandonaram.

“Nil desperandum!”, diziam os organizadores. Havia ainda cinco atletas buscando as três sonhadas medalhas. Falava-se em disputa, mas nada além disso, já que ouro, prata e bronze foram decididas em quatro partidas disputadas em quatro fases.

Em uma chave ridícula, que incluía oito fantasmas, W.O.s foram o mais comum. Madame Fenwick, a esperança francesa, estava ausente, mas ainda progrediu à semifinal após derrotar a igualmente invisível austríaca Miss Matouch, e deu seqüência a este W.O. com outra vitória semelhante sobre Charlotte Sterry.

Enquanto Madame Fenwick pode ter lido sobre seu progresso extracorpóreo de um terraço ensolarado em algum lugar na Riviera francesa, Dorothea Katharine Lambert-Chambers (foto), “Dolly” para os íntimos, nascida em Ealing e mais do que britânica, faturou o ouro ao vencer três partidas confortavelmente.

Sua adversária na final foi Dora Boothby, que quase deixou o jogo disputado ao perder por 6/1 e 7/5 após chegar tão longe sem rebater uma bola - cortesia de dois W.O.s. Assim, ela foi honrada com uma medalha olímpica de prata sem vencer uma partida e conquistando apenas seis games.

Até esta performance parece heróica se comparada com a que levou o bronze. A cobiçada medalha foi para Ruth Winch, cuja única partida foi a derrota na semifinal contra Lambert-Chambers, na qual venceu apenas dois games.

Pode ter sido a vitória mais vazia da história do tênis, mas quem se importa? Bem jogado, moças!

O texto acima foi retirado (e traduzido livremente por mim) do livro Tennis’s Strangest Matches, de Peter Seddon. As desistências em Pequim me lembraram dessa história. O livro tem vários contos curiosíssimos. Posso reproduzir alguns de vez em quando, caso vocês se interessem. Basta pedir aqui na caixinha de comentários.

Quem perde sou eu

Qua, 14/05/08
por Alexandre Cossenza |
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blogheninaposenta300.jpgO título do post está em primeira pessoa apenas para chamar a atenção (puro apelo, admito), e a verdade é que todos nós perdemos com a aposentadoria de Justine Henin, a melhor, mais versátil tenista do mundo.

Suas justificativas para colocar um fim precoce (aos 25 anos!) à carreira são perfeitamente compreensíveis: “Baseei minha carreira na emoção, mas não sinto mais aquela emoção desde Madri”, diz em uma referência ao WTA Championship, no ano passado.

“Estou saindo como número 1 e isto é importante, já que é sempre melhor parar no auge. Paro sem arrependimentos e sei que é a decisão certa”, completa.

Costuma-se dizer que, para um atleta, mais difícil do que competir é saber a hora de deixar o esporte. Por isso, sempre há alguém dizendo que tal atleta “deveria ter parado há muito tempo” ou “foi aposentado e não sabe”. O comentarista Paulo Cesar Vasconcellos, blogueiro aqui do Globoesporte.com, gosta da expressão “ex-atleta em atividade” - e a aplica muito bem, por sinal.

Não costumo opinar sobre aposentadorias, e não vou aqui julgar Henin. O pequeno post é só para lamentar a lacuna que fica no tênis feminino. Com o circuito cada vez mais cheio de jovens e belas tenistas que baseiam seu jogo na força, era um refresco ver a linda esquerda executada com uma das mãos, os slices e as curtinhas da belga que, com 1,67m de altura, jogou muito acima de rivais muito mais altas.

Que Sharapova e Ivanovic (entre outras), belas expoentes dessa nova geração, consigam, cedo ou tarde, alcançar essa versatilidade…

Tem algo a dizer sobre Henin e sua aposentadoria? Diga na caixinha!

‘Baby Federer’: a frustração francesa

Qua, 14/05/08
por Alexandre Cossenza |
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bloggasquetdeuce710.jpgO apelido em questão foi citado pela revista “Deuce”, uma das publicações oficiais da ATP, em sua edição de janeiro. A reportagem comemorava a grande fase de Richard Gasquet, que terminava o ano com belos resultados que o levaram ao oitavo posto no ranking mundial.

“Seu jogo é tão tecnicamente completo que ele foi apelidado de Baby Federer”, dizia o texto, com uma pitada de exagero no que diz respeito aos golpes do rapaz. A reportagem dizia ainda que “alguns fãs franceses ainda duvidam de que ele está destinado a grandes feitos”, como se fosse algum pecado tomar uma postura conservadora quanto ao tenista.

Gasquet começou 2008 com uma campanha razoável na Austrália, onde chegou às oitavas. Desde então, ficou muito aquém das expectativas. Nos últimos cinco jogos, ganhou apenas um. As três derrotas mais recentes, que vieram de forma consecutiva, vieram para Kristof Vliegen, Luís Horna e Andreas Seppi.

Em Roma e Hamburgo, a frustração do francês era visível em quadra. É sempre um exercício de adivinhação imaginar o que passa pela cabeça de um tenista, então seria irresponsável dizer (como muita gente andou fazendo) que Gasquet anda cansado, sem vontade ou até indolente. Só o próprio tenista sabe seus problemas, e é uma pena que ele não esteja conseguindo superá-los, quaisquer que sejam.

Na entrevista para a “Deuce”, o pai culpava o perfeccionismo do filho pela demora a alcançar às expectativas. É bem verdade que Gasquet sempre foi pressionado pela imprensa a vencer grandes torneios. Desde que venceu Wimbledon como juvenil aos 16 anos, se espera muito dele. A vitória sobre Federer (em Monte Carlo, onde salvou match point) em 2005, aos 18 anos, só aumentou a pressão.

O técnico Eric Deblicker culpava a imprensa, dizendo que as críticas abalavam Gasquet emocionalmente. Imagino que ele tenha lá sua parcela de razão. Aos 19, 20 anos deve ser bem complicado se tornar a grande esperança de um país em sua modalidade (cuidado com o Bellucci, pessoal). Mas é também verdade que Gasquet jamais teve preparo físico para vencer torneios em que precisa disputar partidas longas.

Quanto a seu jogo, é realmente tecnicamente bonito de ver (”perfeito” não, ATP!), mas todos sabemos que títulos no tênis têm tanto a ver com a técnica quanto com físico e tática. Nestes dois quesitos, Gasquet ainda está abaixo de muitos top 100.

O leitor tem alguma explicação para o que vem acontecendo com Gasquet? Deixe na caixinha…

Menos roupa, mais atenção

Ter, 13/05/08
por Alexandre Cossenza |
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blognuria.jpgA revista espanhola “Interviú” publica uma interessante entrevista com Nuria Llagostera Vives. A tenista, que completa 28 anos nesta sexta-feira e ocupa atualmente o 84º lugar no ranking mundial, posou nua para a publicação.

Nuria, que tem apenas uma foto divulgada no site da “Interviú” (esta que está reproduzida aqui no blog), explica que não é fácil ganhar a vida jogando tênis fora do top 10. Fala da dureza que é dividir técnico com outras oito jogadoras, de como tem que passar aperto quando se machuca, e dos altos valores que paga de imposto de renda em seu país.

Ela diz que as fotos são “para venderme un poco y para ver si alguna empresa se fija en mí y me sale algún contrato” e admite que não é alta (tem 1,57m) ou bela como as russas, mas ressalta que tem suas “cosas bonitas”. Pela fotinho, já dá pra perceber, Nuria.

Gracinhas à parte, iniciativas como essa da espanhola requerem uma certa dose de coragem. Ao posar nua, Nuria se expõe às críticas. Há sempre quem considere um certo exagero esse tipo de sessão de fotos. E você, leitor, o que acha? Nuria merece elogios ou críticas? Deixe na caixinha…

A entrevista completa está AQUI.

Que torneio é esse?

Qui, 08/05/08
por Alexandre Cossenza |
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Rafael Nadal foi eliminado na estréia. A foto mostra um americano que acaba de vencer um jogo dando autógrafos. Um fã veste a bandeira da Austrália nas costas. É mais um torneio em quadra dura? Não, é o esquisito Masters de Roma, no saibro, que tem dois americanos nas quartas-de-final. Onde o mundo vai parar?

blogblakeroma450.jpgObviamente, o primeiro parágrafo foi uma brincadeira com o competente James Blake, mas é realmente estranho um torneio no saibro sem Nadal e com Blake e Roddick lutando por vagas nas semifinais. Algum leitor se arrisca a explicar o fenômeno? A caixinha está aberta a suas teorias.

Eu tenho a minha. No caso de Rafael Nadal, o cansaço pesou. Não tanto por ele ter vindo de dois torneios, mas por ele ter vencido ambos (o Masters de Monte Carlo e o ATP de Barcelona). As horrorosas bolhas no pé, exibidas por longos segundos durante a tansmissão do jogo, são prova disso.

Andy “invicto-no-saibro-em-2008″ Roddick caiu em chave fraca. Pegou o compatriota Mardy Fish na estréia e, nas oitavas, enfrentou o local Simone Bolelli. As duas vitórias não podem ser consideradas surpresas. Contra Robredo, tem boas chances de aprontar. O espanhol vem de uma partida longa contra Davydenko e pode sentir contra o americano.

James Blake é o caso mais surpreendente. Ganhou do italiano Andreas Seppi na estréia e depois surpreendeu Fernando Verdasco. A bela vitória sobre o espanhol lhe coloca nem boa posição. Como Nadal e Ferrero ficaram pelo caminho, o americano agora vai lutar por um lugar na semi contra Stanislas Wawrinka, o “suíço que perde” (ô, apelido injusto!).

A verdade é que todos devem ter suas teorias para o que vem acontecendo. Eu gosto de pensar que o saibro romano também favorece os americanos. Hoje, vendo Federer x Karlovic pela TV, achei a quadra muito rápida. Falei com meu amigo Leonardo Stavale, que está em Roma esta semana, e ele me confirmou. O piso lá é mais duro. Parece ter uma camada menor de pó do que Monte Carlo e Barcelona, por exemplo. Isso deixa o jogo mais rápido, e ajuda os tenistas que sofrem com a superfície lenta.

Historicamente, Roma é boa para os americanos. Nos últimos 25 anos, são cinco títulos. Jimmy Arias ganhou em 1983, Jim Courier em 1992 e 1993, e Agassi em 2002. “Até” Sampras (rsrs) venceu lá, em 1994. Para efeito de comparação, em Monte Carlo o último título do país foi em 1981, com Jimmy Connors. A final contra Guillermo Vilas não acabou por causa da chuva, e os dois foram declarados campeões. Em Hamburgo, a última conquista americana foi em 1980, com Harold Solomon.

A nova Billie Jean

Sáb, 03/05/08
por Alexandre Cossenza |
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blogsharapovaseria192.jpgÉ senso comum que falta voz ativa no circuito feminino. Davenport está preocupada com sua gravidez, Henin com sua família, as irmãs Williams com seus desfiles e vidas fora das quadras, e as outras tenistas top são ou jovens ou ingênuas demais para reclamar de algo.

Sharapova, como em quase tudo, é exceção. Muito madura para seus 21 anos, já tem dinheiro de sobra e ainda tem como prioridade sua carreira nas quadras. Por isso, saiu dela o primeiro tiro no que pode se tornar uma grande e longa guerra das tenistas contra a WTA.

Usando seu site como veículo, a russa atacou a entidade dois dias seguidos. Na quinta-feira, disse que estava sendo forçada pela WTA a alegar uma lesão para desistir do WTA de Berlim, um Tier I. Caso contrário, será multada em mais U$ 10 mil. Vale lembrar que por não jogar na Alemanha, ela deixará de receber US$ 125 mil, bônus que a WTA dá às suas atletas de elite, ou “Golden Exempt player”, como consta no livro de regras da entidade.

Um dia depois, Sharapova denunciou que está sendo obrigada a participar de uma sessão de fotos em Roma, nos primeiros dias do WTA local, outro Tier I. Caso não participe, terá de pagar US$ 400 mil, dinheiro que não sairia de bônus nenhum, mas descontado de seus prêmios em dinheiro no circuito. A ex-número 1 acha o cúmulo se submeter a algo cansativo pouco antes de sua estréia em um torneio importante e por isso colocou uma enquete em seu site, perguntando aos fãs qual deve ser sua atitude.

“A WTA não está pensando nas jogadoras”, conclui Sharapova, em texto no seu site.

Antes de julgarmos Sharapova ou a WTA, analisemos o seguinte:

1) Por curiosidade, fui olhar o gigante livro de regras da WTA e vi que este mais parece aqueles contratos que assinamos com operadoras de celular e TV a cabo. Muitas obrigações (dos jogadores, claro) e poucos direitos.

2) Cada atleta Golden Exempt tem um monte de compromissos. Segundo o site de Sharapova, a russa teria de se comprometer a disputar quatro torneios Tier I, além de Miami. Por cada aparição, receberia US$ 125 mil (do bônus anual).

3) A sessão de fotos em Roma, outra obrigação das tenistas top, faz parte de uma campanha global de marketing da WTA. A entidade busca divulgar o esporte no rentável mercado asiático e, principalmente, explicar que o WTA Championship será disputado em Doha (longe do público que entende e acompanha tênis no dia-a-dia).

4) Andrew Walker, assessor da WTA, alega que as atletas sabiam da sessão de fotos com bastante antecedência. “Está nas regras”, completa. Walker ainda afirma que a entidade será flexível, mas não abrirá exceções (o que levanta mais perguntas do que responde).

blogsharapovafoto710.jpgÉ possível alegar que se está tudo nas regras e, principalmente, no compromisso firmado com a WTA, Sharapova não tem o direito de reclamar. Afinal, se está no contrato, por que não discutiu as cláusulas antes de assiná-lo?

Ao mesmo tempo, o que Sharapova poderia ter feito? Não assinar e deixar de jogar profissionalmente? Todos sabemos que ela gosta é de entrar em quadra e competir, lutar, ganhar. Não se conformaria em atuar como modelo ou participar de exibições, como faz (e é muito feliz assim) Anna Kournikova. Voltando ao exemplo do celular e da TV a cabo, alguém aí deixa de ter tal serviço por causa daqueles contratos leoninos?

Estando Sharapova certa ou errada, é fato que o tênis feminino precisa de mais atletas com coragem para reclamar e denunciar o que consideram injusto. Uma das opções da enquete sugere um boicote à sessão de fotos. Atitude digna de Billie Jean King, uma das principais responsáveis pela profissionalização do tênis feminino e primeira presidente da WTA – no tempo em que o objetivo principal desta era defender os interesses das tenistas.

É de conhecimento geral que o tênis jamais sofreu uma grande mudança baseada em pedidos educados de tenistas. Todas as medidas drásticas tomadas a favor dos atletas vieram após ameaças, boicotes, ou reclamações públicas. Agora, resta saber como reagirão as outras tenistas da elite. Quem fará coro ao lado de Sharapova?

A caixinha está aberta a seus comentários. Sharapova está certa? O que ela deve fazer quanto à sessão de fotos? Alguma jogadora terá coragem de se juntar à russa nas reclamações?

Gracias, ATP

Qui, 01/05/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Sem Categoria

blognadalbarcelona192.jpgA frase acima não é de Rafael Nadal, embora o espanhol provavelmente já tenha sentido vontade de pronunciá-la abertamente. De forma irônica, é claro. Não é de hoje que o calendário do tênis mundial é apertado, e todos os principais tenistas reclamam do excesso de torneios. A proximidade entre os três Masters do saibro (Monte Carlo, Roma e Hamburgo) é o principal alvo das críticas.

A ATP bem que tentou minimizar o problema. Diminuiu as chaves (cabeças-de-chave jogam uma partida a menos) e mudou as finais para melhor de três sets (antes, eram melhor de cinco). No ano passado, deu certo em parte. Federer e Nadal jogaram os três torneios – o espanhol, que foi à final em todos, chegou exausto à decisão em Hamburgo e acabou derrotado.

Neste ano, porém, a inserção das Olimpíadas bagunçou tudo. Torneios em datas diferentes, calendário de pontos desregulado, e nada de tempo para descansar. Nadal, por exemplo, jogará quatro semanas seguidas só para defender seus pontos em Monte Carlo, Barcelona, Roma e Hamburgo. O atual número 2 do mundo, com certeza, é o mais prejudicado na história. Por isso, já disparou contra a entidade que regula o tênis mundial. Se você está por fora, leia aqui.

Será que a ATP tem tanta culpa assim? É uma pena (para Nadal) que as Olimpíadas sejam disputadas sempre em um período que afeta a temporada de saibro. Logo, se os jogadores querem brigar pelo ouro, devem fazer esse sacrifício. O “engarrafamento de torneios” atrapalha todos os jogadores, mas Nadal é quem mais depende dos pontos do saibro para se manter na briga pela liderança do ranking. Federer e Djokovic defendem menos pontos na terra batida.

É fácil culpar a entidade e não apontar soluções. E qual seria a saída? Dar um passo atrás e fazer com que o tênis olímpico não conte pontos? Ou retirar do calendário um dos torneios de saibro? Já pensou o que aconteceria se um evento tradicional como Barcelona fosse excluído? Aposto que o próprio Nadal sairia em defesa do torneio, como já fez com Monte Carlo.

O problema é cansaço? É só deixar de jogar um torneio. Federer foi inteligente. Jogou em Estoril e Monte Carlo, está descansando esta semana, e depois irá a Roma e Hamburgo. Nadal optou por Barcelona, e não terá pausa. A não ser que desista de Hamburgo. Nesse caso, pode ver Federer abrir ainda mais na liderança…

O leitor tem solução para o dilema? Deixe na caixinha de comentários!

Coisas que eu acho que acho:

1) O Saque e Voleio estréia, neste post, seu novo visual. Os textos antigos já estão à disposição neste formato, mas alguns comentários ainda não apareceram por aqui. Esperamos todos uma solução.

2) A partir da próxima semana, voltarão os post sobre torneios, com palpitões e comentários sobre os jogos. Por causa da mudança e da questão dos comentários, optei por não confundir ainda mais as pessoas.

3) Todas sugestões sobre o novo formato (WordPress) serão bem-vindas

Típico…

Dom, 27/04/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Sem Categoria

Fãs de Roger Federer podem achar o título do post um pouco maldoso com o suíço. Não é o caso. A vitória de Rafael Nadal (e não a derrota do suíço!) foi uma típica demonstração do que é o tênis do espanhol. Com todos seus defeitos e virtudes. Analisemos alguns detalhes interessantes da partida.

Comecemos pelo aproveitamento de primeiro saque, que foi de 81%. É o que sempre esperamos de Nadal em torneios no saibro. Um serviço mais colocado do que potente. É o primeiro golpe que o coloca em vantagem nos pontos, em vez de tentar decidir com aces. Contra Federer, isso costuma significar que o suíço já começa os pontos usando seu backhand, fundamento com o qual não ataca com tanta eficiência.

Não foi só saque a procurar o backhand do número. Como de costume, o jogo ficou naqule “xadrez”: Nadal busca o backhand do suíço; Federer ataca o backhand do espanhol; Federer sobe à rede sempre que pode; Nadal alonga os pontos ao máximo; Federer consegue belos voleios; Nadal faz passadas incríveis (que tal aquele slice cruzado que fechou o primeiro set?). Como quase sempre, Nadal levou a melhor.

Talvez o único elemento atípico do jogo tenha sido a bobeada de Roger Federer no segundo set, que vencia por 4/0 antes de ceder a virada. Mas o suposto vacilo do suíço tem muito a ver com o nível de jogo apresentado por Rafael Nadal a partir do quinto game. E nada mais típico do espanhol do que uma bela virada para fechar um jogo. Foi assim em várias apresentações do tenista em sua carreira.

Quer mais tipicidade (ô, palavrão jurídico - rsrs)? Que tal o nível de tênis apresentado por Roger Federer nas últimas três partidas do Masters de Monte Carlo? Acredito que agora se encerrem as discussões sobre “fim do domínio”, “péssima fase” e “decadência” do número 1 do mundo. Perder para Nadal não é nada para se envergonhar. Aliás, Federer já perdeu as finais do torneio em 2006 e 2007. Para o mesmo Nadal.

P.S.: Como eu disse anteriormente, o blog anda meio instável por causa da mudança, que acabou adiada para segunda-feira. Peço desculpas por qualquer problema que venha a acontecer.

Deu zebra?

Sex, 25/04/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Sem Categoria

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Por uma pequena margem, as bolsas de apostas davam David Nalbandian como favorito. Justificável, não? Roger Federer vinha de uma incrível-virada-com-atuação-pra-lá-de-esquisita sobre Ramírez Hidalgo, enquanto o argentino havia feito, na véspera, uma das melhores partidas de sua vida no saibro (6/1 e 6/0 sobre Robredo).

O jogo de hoje, que começou meio sem graça (serviços confirmados em games rápidos na primeira metade do set inicial), foi uma das melhores partidas do ano. No saibro, insuperável até agora. Jogadas de alto nível, longas trocas de pancadas do fundo de quadra, golpes angulados, subidas à rede, deixadinhas, de tudo um pouco.

Nalbandian conseguiu o primeiro golpe, uma quebra de saque no 11º game do set inicial. Em seguida, confirmou o saque e fechou a parcial. O argentino levava vantagem na maioria das trocas longas. Explorava bem a esquerda do suíço e atacava sua direita quando tinha a chance. Federer não conseguia atacar com tanta eficiência.

Bastou um momento de desconcentração de Nalba para a maré mudar. Ele fez duas duplas faltas no segundo game do segundo set e Federer “entrou” no jogo. O argentino até devolveu a quebra em seguida, mas voltou a perder seu saque no sexto game. À essa altura, o número 1 do mundo já jogava mais solto, batia mais forte e variava o jogo com belas curtinhas.

Ao fim da segunda parcial, Nalbandian já não se deslocava tão bem em quadra, e Federer vencia a maioria das trocas longas. Foi questão de tempo para que ele quebrasse o saque de Nalbandian no terceiro set e acabasse de vez com o ânimo do argentino. No oitavo game, o número 7 do mundo já estava derrotado.

Voltando ao título do post, foi zebra? Eu não diria isso. Não consigo classificar uma vitória de Federer como zebra. A não ser que ele supere Nadal na final de Roland Garros. Mas até lá teremos muito assunto e vários outros jogos excelentes. Concorda? Não? Deixe seu comentário na caixinha!

Coisas que eu acho que acho:

1) Federer vive um momento intrigante. Não venceu um torneio grande este ano, tem seu domínio ameaçado e vive ouvindo/lendo que já não está mais no auge. É a hora de provar que todos estão errados. O grito de comemoração ao fim do jogo mostrou que motivação não é o problema.

2) Nalbandian fez uma grande partida, mas não teve físico para manter o ritmo durante todo o jogo. Uma pena.

Pergunta do dia (nova seção): Até esta sexta, que tenista venceu mais jogos na temporada 2008? Pessoal, é para responder sem pesquisar na internet, por favor. Caso contrário, a brincadeira não tem graça. A resposta vem no próximo post.

IMPORTANTE: o blog passará por mudanças (para melhor!) neste fim de semana e, por isso, alguns comentários podem desaparecer. Peço a ajuda e compreensão de vocês.

A Fed mais fácil da história

Qua, 23/04/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Sem Categoria

 

Quem olha a tabela do Grupo Mundial de Fed Cup e vê Rússia x Estados Unidos, imagina uma final antecipada, recheada de estrelas. Uma análise dos times escalados, porém, mostra que estamos longe disso. Será o título mais fácil da história do tênis russo.

As irmãs Williams e Lindsay Davenport, principais nomes do tênis americano, estão fora. Em seus lugares, Vania King, Ahsha Rolle, Madison Brengle e Liezel Huber. Mesmo sem Sharapova, é difícil imaginar uma derrota do time formado por Svetlana Kuznetsova, Anna Chakvetadze, Dinara Safina e Elena Vesnina.

Na outra semi, nada que ameace seriamente a Rússia. Em casa, a China de Shuai Peng, Jie Zheng, Zi Yan e Tian-Tian Sun encara a Espanha de Nuria Llagostera-Vives, Carla Suarez-Navarro, Maria Jose Martinez-Sánchez e Arantxa Parra-Santoja (todas usando seus três nomes).

Não que vá fazer muita diferença na decisão, mas eu aposto em uma vitória apertada da China sobre a Espanha. A Rússia vence fácil tanto a semi quanto a final.

Para não deixar passar: um dos poucos times com capacidade de fazer frente às russas ainda tenta vaga no Grupo Mundial II, a segunda divisão da Fed. A Sérvia, de Ana Ivanovic e Jelena Jankovic, disputa o playoff contra a Croácia, de Nika Ozegovic e Jelena Kostanic Tosic.

Links para chaves e resultados estão abaixo. E se você quiser deixar palpitões na caixinha, fique à vontade.

GRUPO MUNDIAL
Rússia x Estados Unidos / Saibro indoor, em Moscou
China x Espanha / Quadra dura indoor, em Pequim

PLAYOFFS DO GRUPO MUNDIAL
PLAYOFFS DO GRUPO MUNDIAL II

Hora de saber quem é o melhor da terra

Dom, 20/04/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Sem Categoria

 

Algumas respostas para as perguntas mais importantes no tênis masculino atual começam a surgir agora, no Masters Series de Monte Carlo, onde começa pra valer a temporada de saibro. Djokovic conseguirá, no pó de tijolo, resultados que ameacem Federer e Nadal? E o suíço, chegará em forma após o título em Portugal? Nadal continuará como o melhor da terra batida?

Nem preciso dizer que a briga pelo número 1 do mundo continua acirrada. Djokovic é quem mais tem a ganhar, já que defende muito menos pontos do que Nadal e Federer. O espanhol, se quiser chegar ao topo, praticamente terá de repetir os resultados do ano passado: títulos em Monte Carlo, Roma e Roland Garros, e vice em Hamburgo. O suíço tem menos a perder do que o espanhol, mas não por muito: foi vice em Mônaco e na França, e campeão na Alemanha.

Em Monte Carlo, a chave de Federer é dura. O número 1 pode encarar Nalbandian nas quartas e Djokovic na semi. Nadal escapou do sérvio antes da decisão, mas pode pegar Ferrero nas oitavas e Ferrer ou Safin nas quartas. Se tivesse que apostar, colocaria minhas fichas em Nadal.

E você? Deixe suas apostas (em sentido figurado, como sempre) na caixinha!

Guga fará sua última apresentação no torneio monegasco. Ele estréia contra Ivan Ljubicic, freguês nos bons tempos do catarinense. Foram cinco vitórias do brasileiro em seis jogos. Alguém aí arrisca apostar em uma vitória do tricampeão de Roland Garros?

MASTERS SERIES DE MONTE CARLO
Site oficial / Chave de simples / Chave de duplas / Programação
Cabeças-de-chave: Federer, Nadal, Djokovic e Davydenko
Premiação: Campeão: € 360 mil e 500 pontos / Vice: € 180 mil e 350 pontos

Idolatrado, de igual para igual

Sáb, 19/04/08
por Alexandre Cossenza |
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Em Floripa, Guga circula como apenas mais um

Guga saiu do torneio, e estou voltando para a redação antes das finais. Deixo, porém, este último post sobre a despedida do manezinho da ilha, que deu uma lição de humildade. Ao ser homenageado, recebeu o microfone e disse, em seu tom costumeiramente calmo, que é preciso apreciar as coisas simples da vida. Acordar com saúde, jogar um futebolzinho, “trocar uma idéia com a galera”. Coisas tão básicas e, ao mesmo tempo, tão subestimadas - principalmente por quem vive em cidades grandes. Como o próprio Guga disse, Floripa faz muito bem a ele nesse sentido.

Em Floripa, Guga consegue ser apenas mais um. É preciso estar lá (escrevo de Curitiba) na ilha para perceber que ele consegue ser idolatrado de igual para igual, não importa o quão paradoxal isso possa parecer. Todos sabem a dimensão de suas conquistas (até os que não entendem o tênis), mas ninguém tem receio de puxá-lo para trocar uma idéia, qualquer que seja o assunto.

A simplicidade que Guga ressaltou no discurso é exatamente a característica que o fez tão popular no mundo. Outro dia vi, em um fórum de tênis, um “tópico” com a seguinte pergunta: “Alguém não gosta de Kuerten?”. Fiquei intrigado e fui ver as respostas. Nenhum “sim”. Todos eram fãs, em um nível ou outro, do brasileiro. Atitudes e gestos como o coração desenhado no saibro parisiense eram espontâneos. Guga nunca precisou programar nem agendar eventos para melhorar sua imagem.

Só para comparar: ouso dizer que Guga, quando liderou o ranking, tinha mais torcedores que Roger Federer, o homem dos 12 Grand Slams (por enquanto). Hoje, tanto o suíço quanto Rafael Nadal, número 2 do mundo, já possuem grupos que se reúnem para criticá-los. Concordam?

Explicação: Por causa das ofensas desnecessárias no último post, o blog está moderado. Espero contar com a ajuda de vocês, leitores, para que seja uma medida temporária. Sei que não é o ideal, mas pelo que vi dos últimos comentários, a moderação está se fazendo necessária.

Inesquecível

Sex, 18/04/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Sem Categoria

É difícil dizer que cena representou melhor o último jogo de Gustavo Kuerten em solo brasileiro. O torcedor aplaudindo e gritando de pé em cima da mureta que separa a quadra dos camarotes, o casal de adolescentes se abraçando após um belo ponto de Guga, os fãs que não conseguiram lugar e berravam de fora do estádio, a sala de imprensa vibrando com a reação do tenista da casa…

Quando Guga ficou atrás no segundo set por 3 a 0 (duas quebras de desvantagem), foi como se todos no estádio percebessem, ao mesmo tempo, estarem vivendo um momento histórico. E estavam. E as demontrações de amor que vieram a seguir fizeram da noite uma experiência ainda mais memorável.

Ao fim do terceiro game, todos se levantaram para empurrar o campeão. Guga devolveu uma das quebras, e a torcida começou uma animada ola. O tenista catarinense, que nem sentava mais nos intervalos por causa do quadril, entrou na onda e começou a imitar o público. O ídolo, então, soltou seu arsenal de golpes e, por um momento, parecia “o” Guga, “aquele” Guga. Quadril dolorido e tudo, era um winner atrás do outro.

O adversário jogou melhor no game tie-break e ficou com a vitória. Guga e nós ficamos com as lembranças deste dia histórico. Não foi uma noite de choro, como no Sauípe. Foi uma noite alegre, cheia de sorrisos. Estádio lotado, gente gritando, Guga pulando e comemorando, cercado de amigos.

Foi o próprio Guga, com toda sua simplicidade, a frase que resumiu bem a noite:

“Se tivesse acabado (a carreira) hoje, já estaria satisfeito”

.
Todos nós já estamos satisfeitos, Guga. Todos nós.

Turismo tenístico

Qui, 17/04/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Sem Categoria

Se tem algo que estraga um dia em um torneio de tênis, é chuva. Que o digam aqueles que já compraram ingresso para um dia em Wimbledon e ficaram sem ver jogos. Pois a quarta-feira aqui em Floripa foi molhada. O torneio ficou parado até de noite, quando transferiram o jogo de duplas de Guga para uma quadra coberta.

Foi uma pena não ter o ídolo jogando mais uma vez no estádio lotado. Mas não é culpa de ninguém. A organização teria de colocá-lo para jogar ontem, de qualquer jeito. Narc Rodrigues, no café-da-manhã, explicou que, por regra, um tenista não pode jogar duplas antes de jogar simples (no mesmo dia, claro). Como Guga faria a partida de simples às 19h desta quinta (por causa das TVs), não haveria como marcar seu jogo de duplas para o mesmo dia, logo depois.

O jogo em si foi interessante, muito mais pela expectativa em torno de Tiago Fernandes, o juvenil de 15 anos que treina com Larri desde janeiro. Ele se mostrou firme no fundo, e errou pouco, mas ainda não tem peso de bola para incomodar os profissionais. Não houve como endurecer a partida.

Voltando ao objetivo do título do post, não tive assunto nem quem entrevistar durante boa parte do dia, então parti para a loja do Guga, pertinho de um dos shoppings da cidade. É um dos melhores programas para os fãs de tênis que não têm jogos para ver ou quadras para jogar em Floripa.

A loja é bonita, espaçosa, e quase todas as peças têm a marca da grife de Guga ou a própria assinatura do tricampeão de Roland Garros. E não há apenas artigos para tênis. A loja tem desde cuecas até óculos de sol, passando por meias, calças jeans, carteiras, bolsas, tênis, toalhas, bandanas, munhequeiras e até artigos da grife Ayrton Senna (feitos pela mesma fábrica italiana que produz os artigos de Guga). Os preços não são lá baratinhos como os de uma C&A, mas também não chegam aos de uma Hugo Boss.

Qem não quiser comprar, não é pressionado a fazê-lo. Os vendedores estão acostumados a ver fãs de Guga entrando e saindo, perguntando pelo ídolo, que até passa por lá às vezes. Eu mesmo encontrei o Rafael, irmão de Guga, ontem. Além de ver as roupas e folhear livros e revistas sobre o ex-número 1 do mundo, quem vai lá pode tirar uma foto do troféu de Roland Garros. Aquele pequeno, que fica de vez com o jogador. O que Guga conquistou em 1997 está na vitrine, ao lado da taça pelo vice do Masters de Miami.

O fã de tênis que tiver a curiosidade e o tempo de dar uma passada lá não se arrependerá. A Guga Kuerten fica na Rua Bocaiúva, 2.198, no centro de Floripa. É pertinho do shopping e tem um estacionamento conveniado bem na frente da loja. Bom passeio!

P.S.: Recado importante. Não ganhei brinde nem artigos da loja para este post, ok? Fui lá para fazer duas reportagens para o GLOBOESPORTE.COM e escrevo este post puramente como fã de tênis.


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