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‘Infernadal’, ‘Federer forever?’

Ter, 17/06/08
por Alexandre Cossenza |

nadalqueens300.jpgNão consegui me conter e resolvi deixar aqui esse post, mais a título de curiosidade do que qualquer outra coisa. “Infernadal” é o título da reportagem da revista francesa “Tennis Magazine”, que comprei nesta terça-feira. O texto, obviamente, fala sobre a campanha espetacular do espanhol em Roland Garros. São mais de 40 páginas de cobertura do torneio. Tem matéria sobre o quali, sobre os franceses, sobre os altos e baixos, tudinho. A melhor cobertura que vi sobre o torneio parisiense.

Duas páginas são dedicadas a Gustavo Kuerten e sua despedida. Outras duas são de fotos curiosas, todas com balõezinhos com textos engraçados, simulando diálogos que poderiam ter acontecido. Coloco mais abaixo os resultados da enquete da “Tennis”, feita em Roland Garros e publicada na edição de julho. Os números afundam de vez minha tese de que os franceses adoram demais eles mesmos…

Antes da lista, porém, jogo duas perguntas no ar: “Qual seria o título da reportagem se a edição fosse publicada após o ATP de Queen’s?”. Alguém esperava que Nadal fosse bater Roddick e Djokovic sem perder sets?.

Ainda na capa da francesa “Tennis”, está a chamada para uma prévia do Grand Slam britânico: “Wimbledon - Federer en question”. Preciso traduzir? Dentro, a reportagem pergunta, com o título em inglês: “Federer forever?”. O que vocês acham? Fiquem à vontade na caixinha!

Tenista mais agradável (homem)
Baghdatis: 25%
Monfils: 13%
Nadal: 11%
Chardy: 7%
Federer, Djokovic e Wawrinka: 6%

Tenista mais desagradável (homem)
Clément: 25%
Lisnard e Llodra: 18%
Almagro: 13%
Benneteau e Vicente: 6%
Spadea: 3%

Tenista mais intimidante (homem)
Federer: 29%
Nadal: 22%
Isner e Karlovic: 9%

Tenista mais curioso:
Nadal: 29%
Almagro: 7%
Djokovic, Monfils e irmãos Bryan: 3%

Tenista mais agradável (mulher)
Ivanovic: 43%
Cornet: 8%
Dechy e Kirilenko: 7%
Mauresmo e Sfar: 5%
Loit: 4%
Sharapova: 3%

Tenista mais desagradável (mulher)
Cornet, jankovic e Poutchek: 8%
Petrova: 7%
Dechy, Rodionova e Serena: 4%
Bartoli e Suárez Navarro: 3%

Tenista mais intimidante (mulher)
Sharapova: 24%
Serena: 19%
Ivanovic: 11%
Kuznetsova: 6%
Amanmuradova: 4%
Kirilenko: 3%

Tenista mais curiosa
Sharapova: 15%
Mauresmo: 7%
Jankovic: 6%
Serena: 5%
Bartoli e Kuznetsova: 3%

Lo siento por Roger

Dom, 08/06/08
por Alexandre Cossenza |

nadalfedererfinal710.jpgAinda sentado no banquinho, antes de receber o troféu, Rafael Nadal foi abordado por um entrevistador. Sua primeiras palavras foram “Lo siento por Roger”. Alguns elogios ao caráter do suíço vieram logo depois e Nadal continuou a falar sobre mais esta conquista em Roland Garros.

É normal (quase procedimento padrão) que um tenista, ao vencer uma final, diga que lamenta pela derrota do outro. Muitas vezes, o discurso é sincero, afinal é preciso estar em uma grande semana para alcançar uma final, principalmente em um Grand Slam. O caso de Nadal, neste domingo, foi um pouco diferente.

O espanhol foi honesto, falou a verdade, mas sua expressão corporal revelava que o “lo siento” era mais abrangente do que de costume. O número 2 praticamente pedia desculpas pelo placar largo, pelo ‘pneu’ no terceiro set, pelas vaias (embora poucas) que Roger Federer recebeu do público francês.

De fato, a final masculina deixou a desejar. Embora os resultados anteriores não indicassem, todos torciam por uma partida mais equilibrada. Federer poderia ter errado menos, sacado melhor, corrido mais, etc. Não foi isso que aconteceu. Sou contra expressões desse tipo, mas a verdade é que a final de Roland Garros foi um massacre.

Nadal fez tudo que se esperava dele. A tática foi praticamente a mesma de sempre. Começava o ponto com uma bola alta no backhand do suíço e, quando este fugia para usar o forehand, Nadal o colocava para correr com um backhand angulado. Todos sabem que Federer não é tão eficiente quando executa o forehand na corrida. Daí, os erros em excesso.

Aliás, “excesso de erros” é pouco para avaliar a atuação de Federer hoje. Faltou precisão, mas a postura de campeão também deve ter ficado no vestiário. O suíço não foi sombra do tenista que vibrou loucamente quando superou Gael Monfils na semifinal.

federerfinal3710.jpgWimbledon vem aí, e a expectativa sobre a mini-temporada de grama levanta mais perguntas. Mesmo em um ano de baixa, Federer dominará em Londres? Será este ano a grande chance para Nadal triunfar no All England Club? E Djokovic, finalmente ultrapassará o espanhol e tomará a vice-liderança do ranking?

Deixe suas opiniões na caixinha!

Federer x Nadal: 3º set

Dom, 08/06/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Roland Garros

rologo.jpg

  GAME 1º SET 2º SET 3º SET 4º SET 5º SET
ROGER FEDERER [1] 00 1 3 0    
RAFAEL NADAL [2] * 00 6 6 0    

6º Game
nadalfinal4300.jpg30/0 - Nadal ataca com o forehand na paralela e força erro de Federer
30/15 - Nadal tenta uma paralela de forehand, mas a bola sai ao lado
30/30 - Federer consegue uma pancada na paralela de forehand, e Nadal erra
40/30 - Com um winner de forehand, Nadal chega ao match point
Game, set, match RAFAEL NADAL - Espanhol fecha com um um winner de backhand! 6/1, 6/3 e 6/0!

Nadal vai sacar para fechar a final de Roland Garros com um pneu sobre o número 1 do mundo!

5º Game
30/40 - Outro erro de Federer com o backhand e Nadal tem mais um break point
Game Nadal - Federer sobe à rede e, DE NOVO, leva uma passada de backhand na paralela!

Parte da torcida (minoria) VAIA Roger Federer!

4º Game
15/00 - Federer sobe à rede, mas Nadal consegue um sensacional lod top spin com seu backhand!
Game Nadal - Federer comete mais três erros e vê a chance de fechar o career slam indo embora mais uma vez.

A torcida já se mostra desanimada. O jogo é, de fato, decepcionante. Todos esperavam uma decisão mais equilibrada. Uma virada de Federer, à essa altura, parece impossível

nadalfinal3300.jpg 3º Game
15/40 - Federer comete mais dois erros não-forçados e cede dois breaks ao adversário
Game Nadal - Federer sobe à rede, mas Nadal devolve um forehand no pé do suíço, que não consegue fazer o voleio.

2º Game
Game Nadal - Federer faz um backhand vencedor para deixar o game em 30/30, mas Nadal consegue uma passada de backhand na paralela e fecha o game com um forehand na linha

1º Game
15/40 - Federer comete outro erro não-forçado e cede dois break points
30/40 - Nadal vacila e comete erro bobo
40/40 - Federer se salva. Com bom forehand, desocou Nadal e forçou oerro do rival
40/40 - Nova igualdade. Nadal erra devolução na rede, mas Federer devolve a gentileza com backhand longo
40/AD - Nadal faz bola angulada e força erro de Federer
Game Nadal - Outro erro do suíço e Nadal começa o terceiro set com uma quebra!

Naadal continua dominando o jogo. Errando menos e conseguindo deslocar o adversário, o espanhol consegue forçar mais erros de Federer. O suíço continua tentando atacar mais e variar o jogo com subidas à rede e curtas, mas não tem sido eficiente o bastante. O número 1 conseguirá reagir no terceiro set?

Federer x Nadal: 2º set

Dom, 08/06/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Roland Garros

rologo.jpg

  GAME 1º SET 2º SET 3º SET 4º SET 5º SET
ROGER FEDERER [1] 00 1 3      
RAFAEL NADAL [2] * 00 6 6      

9º Game
ndalfinal2300.jpg30/00 - Nadal desloca Federer até conseguir um forehand vencedor na cruzada
40/15 - Federer consegue forçar um erro de Nadal, mas erra uma curtinha de forehand e dá dois sets point ao rival
Game, set Nadat - Federer erra devoução de backhand e Nadal fecha o set

8º Game
30/40 - Federer saca e voleia, mas a bola fica curta e Nadal consegue a passada de forehand. Break point
40/40 - Federer desloca Nadal, sobe à rede e força o erro do espanhol
40/AD - Nadal faz um belo slice, e Federer manda um forehand na rede. Novo break point
40/40 - Federer se salva com outro erro do espanhol. Boa subida à rede do suíço
40/AD - Outra chance de quebra, graças a um forehand na rede de Federer
40/AD - Federer, desta vez, sobe bem e consegue o voleio na curtinha vencedor
40/AD - Mais um break. Nadal deslocou Federer, que mandou outro forehand na rede
Game Nadal - Federer sobe à rede, mas voleia em cima do espanhol, que conseguiu uma passada de bachand na paralela. O número 2 vai sacar para fechar o set!

7º Game
40/30 - Após longa troca, Federer manda um backhand para fora
40/40 - Erro não-forçado de Nadal (backhand na rede)
40/AD - Outro erro não-forçado do espanhol dá um break point a Federer
40/40 - Nadal põe Federer na corrida e dá uma curtinha. O suíço chega, mas manda o backhand na rede
AD/40 - Federer ameaça subir à rede, mas fica no meio do caminho e manda um forehand na rede
Game Nadal - Espanhol desloca Federer, que manda forehand na rede

federerfinal400.jpg 6º Game
40/15 - Federer consegue dois voleios vencedores e chega ao game point. Pode ser seu primeiro saque confirmado sem ter de enfrentar um game point
40/30 - Approach de Federer toca na fita e fica fácil para Nadal conseguir a passada na cruzada
Game Federer - Suíço sobe à rede e mata o game com uma curtinha de voleio

5º Game
40/30 - Federer consegue dois winners, mas erra um voleio fácil e um forehand na rede. Game point Rafa
Game Nadal - Número 2 consegue um winner de forehand na cruzada e esfria a reação de Federer

4ºGame
30/40 - Federer comete mais três erros e volta ceder break point a Nadal. O espanhol teve chances em todos os games de saque de Roger
40/40 - Nadal sobe à rede com uma cruzada, mas Federer consegue a passada na paralela
AD/40 - Federer consegue boa cruzada de backhand e força erro de Nadal
Game Federer - Suíço sobe à rede com uma curtinha. Nadal chega, mas Federer mata com um voleio fácil. A torcida vibra com a reação do número 1 do mundo!

3º Game
15/40 - Com um winner na paralela e uma cruzada de backhand com ângulo incrível, Federer consegue dois break points
Game Federer - O número 1 devolve a quebra com um forehand na rede de Nadal. O suíço volta ao jogo e a torcida local, que apóia Federer, acorda!

2º Game
15/30 - Outra passada incrível de Nadal. Desta vez, na cruzada, com o backhand
15/40 - Federer manda aproach de backhand na rede. Mais chances de quebra para Rafa
Game Nadal - Federer erra de forehand do fundo da quadra e perde o serviço

1º Game
Game Nadal - Espanhol continua dominando. No 40/0, Federer tentou subri à rede, mas levou uma passada de nackhand na paralela!

Começa o segundo set. Até agora, Nadal dominou completamente o jogo. Federer não consegue equilibrar nas trocas do fundo de quadra nem subir à rede com eficiência. O serviço do suíço também não incomoda o espanhol.

Federer x Nadal: ponto a ponto

Dom, 08/06/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Roland Garros

rologo.jpg

  GAME 1º SET 2º SET 3º SET 4º SET 5º SET
ROGER FEDERER [1] 00 1        
RAFAEL NADAL [2] * 00 6        

7º Game
0/15 - Federer sobe à rede, mas leva um lindo lob top spin de backhand de Nadal. Até agora, o espanhol vence a maioria das trocas do fundo de quadra. Nem quando sobe à rede, Federer consegue ser tão eficiente
15/40 - Federer tenta uma curtinha, mas a bola fica na rede
Game e set Nadal - Federer saca aberto e sobe à rede, mas o voleio sai longo

6º Game
40/15 - Nadal consegue bela passada na cruzada em outra subida do suíço. Federer deu azar. O approach bateu na fita e ficou fácil para o espanhol
Game Nadal - Federer tenta um backhand angulado, mas a bola fica na rede

5º Game
0/30 - Após longa troca, Nadal consegue um winner na cruzada com o backhand
0/40 - Federer manda um forehand longo e Nadal tem mais três break points.
Nadal teve breaks em todos os saques de Federer até agora!
Game Nadal - Federer sobe à rede e não mata no primeiro voleio. Nadal aproveita a bola curta e consegue a passada de backhand na cruzada.

4º Game
40/00 - Federer comete três erros seguidos
Game Nadal - Federer manda outro backhand na rede

3º Game
0/30 - Após um erro de forehand do suíço, Nadal consegue uma passada cruzada de forehand
15/30 - Após longa troca, Federer sobe à rede e força erro do espanhol
15/40 - Mais duas chances de quebra para Nadal
30/40 - Ace do suíço!
40/40 - Federer sobe e força outro erro de Nadal
AD/40 - Ace de Federer no meio
Game Federer - Nadal erra devolução de backhand e Roger respira


2º Game
- Nadal saca
30/40 - Nadal dá uma madeirada de backhand e Federer tem um break.
40/40 - Federer domina o ponto, mas erra um slice na subida à rede e despediça a chance
AD/40 - Federer erra outro approach e Nadal tem game point
40/40 - Nadal desloca Federer em quatro bolas seguidas, mas erra um backhand cruzado na rede
40/AD - Nadal manda um backhand longo e cede outro break ao suíço
40/40 - Nadal saca aberto e Federer erra a devolução de backhand
AD/40 - Após longa troca, Federer dá uma madeirada de backhand, Game point Rafa
Game Nadal - Federer erra uma devolução de backhand

1º Game - Federer saca
30/40 - Federer erra um backhand e cede o primeiro break da partida.
40/40 - O suíço ataca e força um erro de backhand de Nadal
40/AD - Nadal consegue um winner de backhand e outro break point
Game Nadal - Federer erra um forehand fácil e Nadal quebra logo no primeiro game!

Bem-vindos à cobertura ponto a ponto da final de Roland Garros entre Roger Federer e Rafael Nadal. É a terceira decisão seguida na Philippe Chatrier entre os números 1 e 2 do mundo. Nadal tenta o tetracampeonato, o que igualará o feito de Bjorn Borg, único tenista da Era Aberta e vencer quatro vezes seguidas em Paris. Federer, por sua vez, já tem 12 títulos de Grand Slam no currículo, e tenta fechar o career slam (vencer os quatro maiores torneios do circuito, mesmo que em temporadas diferentes).

Fique à vontade para deixar seus observações e sua torcida abaixo. Para facilitar, haverá uma caixinha para cada set. Assim, ninguém precisa descer a tela inteira para chegar aos comentários. É a primeira vez no novo formato que o Saque e Voleio fará uma narração em tempo real de uma partida, então alguns imprevistos podem acontecer, e peço desde já a compreensão de vocês. Divirtam-se com o jogo e com o blog!

Barbada na final?

Sex, 06/06/08
por Alexandre Cossenza |

federersemi.jpg“Federer jogou mal.” “Federer está errando demais.” “Federer vai levar uma surra de Nadal.”

O padrão de jogo estabelecido por Roger Federer nos últimos anos nos leva a falar e escrever tamanhos absurdos. Afinal, estamos falando de um tenista que perdeu apenas três sets até alcançar a final em Roland Garros. Ninguém pode chegar tão longe em um Grand Slam jogando tão mal assim.

Há uma segunda maneira de analisar as coisas. “Federer jogou mal para o padrão Federer.” “Federer está errando demais para Federer.” Agora faz mais sentido, certo? Afinal, quando as pessoas em geral criticam as atuações do número 1 do mundo, estão, mesmo que subconscientemente, associando o suíço ao tenista que venceu o Australian Open/2007 sem perder sets ou que supera rivais em Wimbledon como se estivesse treinando.

A questão interessante da expectativa até a final é: “Que Federer vai aparecer para jogar no domingo?”.

Pode parecer irrelevante, já que o Federer dominante de 2006 e 2007 também saiu de quadra derrotado por Rafael Nadal. Discordo. Uma coisa é dominar o circuito e decidir um torneio com a expectativa (leia-se “pressão”) de completar o career slam. Outra, bem diferente, é alcançar a final “jogando mal”, “atuando abaixo do esperado”, etc.

O número chegará praticamente sem pressão para o jogo. Se perder, terá sido derrotado pelo “tetracampeão invicto”, o “fenômeno da terra batida”, ou até o “melhor tenista da história no saibro”, como alguns já classificam Nadal. Uma derrota de Federer não será surpresa. Portanto, não se espante, leitor, se vir, no domingo, um tenista mais solto, sem peso nas costas, jogando seu melhor no saibro.

Só para citar: há também a aparentemente onipresente teoria maquiavélica, segundo a qual Federer estaria escondendo o jogo antes da final. Também discordo, desta vez com uma pergunta: “Qual foi a última vez que Federer vibrou com uma vitória do jeito que o fez nesta sexta, contra Monfils?”. É só olhar a foto ao lado.

nadalsemi.jpg E o que mais pode ser dito de Nadal, a esfinge do saibro? Seu estilo de jogo, a terra batida e Roland Garros são uma combinação tão poderosa que homem nenhum decifrou até agora. O que fazer para derrotá-lo na Philippe Chatrier? Mandar três bolas seguidas na linha (sugestão de Ivanovic em uma entrevista)? Enchê-lo de curtinhas? Subir à rede e forçá-lo a tentar passadas? Quem souber, mande um e-mail a Jose Higueras.

Honestamente, não lembro de ter visto Nadal jogar tão bem quanto nos dois primeiros sets contra Djokovic. Foi mais agressivo, se posicionou mais dentro da quadra, dominou as trocas de bola. Se jogar assim novamente, Federer terá poucas chances…

O leitor arrisca um palpitão? Não vale ficar em cima do muro. Tem que dizer o tenista e cravar as parciais!

Tempo Real

Desde já, aviso que o blog acompanhará a final masculina ponto a ponto. A nova ferramenta (Word Press) ainda não foi testada nesse tipo de situação, mas deve ser uma experiência interessante. Vou atualizar o placar ponto a ponto, com a descrição dos lances.

A atualização não será tão rápida quanto o placar online do site oficial de Roland Garros, mas aqui você saberá o que está acontecendo em quadra e ainda poderá torcer e deixar seus comentários na caixinha! Estão todos convocados!

P.S.: Peço desculpas pela demora em postar hoje. Quando estou na redação, como estive para escrever as crôncias dos jogos e a apresentação da final feminina, fica difícil escrever algo aqui. Amanhã, de casa, será mais fácil.

A nova número 1

Qui, 05/06/08
por Alexandre Cossenza |

ivanovic31.jpgQuando ela chegou à final em Roland Garros no ano passado, parecia questão de tempo até que encostasse perigosamente em Henin e nas demais na briga pela liderança do ranking. Aplicar 6/2 e 6/1 em Sharapova, como fez nas semifinais em Paris no ano passado, é para poucos. Era o cartão de visitas de Ivanovic.

Ninguém poderia prever que Henin teria um resto de temporada impecável (muito menos o massacre na final do mesmo Grand Slam francês em 2007), o que impossibilitou qualquer ameaça ao domínio da belga. Ivanovic, porém, se segurou como número 2 até poucas semanas atrás, quando caiu um posto, vítima do início de ano fulminante de Sharapova.

Um ano depois, novamente nas semifinais, Ivanovic pode comemorar o seu momento. Ela agora está no topo do mundo do tênis. Por uma margem pequena, é claro, e muito por causa da aposentadoria de Henin, mas a sérvia já dá provas de que está ali para brigar por vários anos. Ivanovic e Sharapova devem iniciar uma longa e lindíssima (inevitável usar este adjetivo, apesar de incrivelmente redundante) rivalidade.

O jogo desta quinta, contra Jankovic, mostrou que Ivanovic tem as armas necessárias, mas ainda precisa melhorar muito. A jovem sérvia é instável às vezes, vítima de seu próprio ímpeto. Afinal, com os golpes de fundo que possui, é difícil resistir à tentação de buscar um winner atrás do outro. Principalmente no segundo set, a afobação gerou insegurança, e permitiu que Jankovic voltasse a ameaçar uma vitória que parecia tranqüila.

Se faltou consistência no segundo, sobrou coragem no terceiro set. Enquanto Jankovic se contentou em esperar por erros, Ivanovic fez seu destino. Falhou muito, é verdade - até porque a rival se defende muito bem -, mas acertou quando mais precisou. Mereceu. Bem vindo ao topo, Ivanovic.

ivanovic2-n1.jpgSempre por fora

Mais uma vez, Kuznetsova e Jankovic deixam a desejar. A russa teve uma apresentação pífia diante de Safina, e a sérvia, que esperou insistentemente por erros de Ivanovic, perdeu sua quarta semifinal de Grand Slam.

Vem fácil, vai fácil

Foi assim para Sharapova, que viu o número 1 do mundo cair em seu colo por causa da despedida de Henin, e pode ser assim com Ivanovic. A sérvia foi às semifinais em Wimbledon no ano passado, resultado sempre difícil de repetir. Sharapova, por sua vez, caiu nas oitavas no All England Club, e não deve ter tantos problemas para ir mais longe este ano. Kuznetsova e Jankovic seguem perto, e a briga pela liderança continua interessante.

Blessing in disguise

Quem diria… Eu achando interessante a aposentadoria de Henin? Pois é… O nível técnico do tênis feminino não melhorou com a saída da belga, mas seu afastamento criou a maior atração possível para a WTA: quatro tenistas brigando para se tornar número 1. O mundo vai continuar sentindo falta de seu backhand, suas curtinhas e seus slices, mas Larry Scott e os fãs de Sharapova e Ivanovic agradecem. E muito!

Dá-lhe, Marata!

Quando eu erro no palpitões, a caixinha fica cheia de comentários dos corneteiros de plantão. Hoje, não vi ninguém me chamar de maluco porque banquei a Safina até a final. E Ivanovic que se cuide!

Leitura recomendada

Ter, 03/06/08
por Alexandre Cossenza |

ten_sharapovablog_reu_710.jpgEntre os sites e blog que visito todo dia, está o Tennis World, do grande escritor americano Peter Bodo, autor de “A Champion’s Mind: Lessons from a Life in Tennis”, que escreveu ao lado de Pete Sampras, “Pelé’s New World” e “Soccer: America’s New Sport”, estes últimos sobre a passagem de Pelé no futebol dos EUA no fim da década de 70.

Bodo costuma ser um pouco mais instrospectivo e analítico do que colunistas tradicionais de tênis e freqüentemente recheia seus textos com referências de fora do esporte, o que torna sua leitura atraente para um público mais amplo (leia-se: “não restrita ao fã padrão de tênis”).

Na manhã desta terça, li o interessante texto “Up to Eleven”, que fala sobre Maria Sharapova (basta procurar AQUI). Em outras palavras, Bodo diz que Sharapova tem algo a mais que as outras em seu tênis, e essa característica, às vezes, atrapalha mais do que ajuda. O pano de fundo, obviamente, é o jogo contra Dinara Safina, até por ser o exemplo mais recente da teoria de Bodo.

O texto ainda relata com dealhes momentos decisivos do jogo, em que Sharapova grita coisas como “choker” e “kick her f***ing *ss” (preciso traduzir?). Assim como o autor do texto, deixo aos leitores a tarefa de interpretar os gritos.

Como o blog está inundado de fãs da russa, deixo aqui o link (acima) e a caixinha, para seus comentários.

Triunvirato da terra batida

Ter, 03/06/08
por Alexandre Cossenza |

ten_rogerfederer_efe710.jpgRoland Garros viu uma enormidade de zebras na chave masculina, e a primeira semana em Paris foi das mais agitadas, repleta de jogos emocionantes. Ferrer e Hewitt foram a cinco sets, González e Wawrinka também. Nalbandian também caiu em cinco sets, diante do então desconhecido Jeremy Chardy. Quem não lembra de Schwank e Moyá, na primeira rodada, ou Almagro x Murray, na terceira?

As estatísticas confirmam. Desde o início da Era Aberta, nunca houve tão poucos cabeças-de-chave (quatro) nas oitavas-de-final. As zebras, porém, passaram longe do triunvirato formado por Nadal, Federer e Djokovic. O espanhol venceu todos seus jogos por 3 a 0, e perdeu apenas 22 games nas quatro partidas que fez.

Apesar da chave mais fácil, Federer teve um pouco mais de trabalho. Perdeu um set, e cedeu 43 games. Em momento algum, no entanto, esteve sequer perto de ser eliminado. O mesmo vale para Djokovic. O sérvio perdeu um set, ainda na primeira rodada, e cedeu 41 games no total. Também caminha tranqüilo até agora - escrevo antes do jogo contra Gulbis.

Ferrer corre por fora. nas quartas, encara Monfils, um dos queridinhos da casa, e chega após jogar dez sets em três dias. tarefa duríssima para o espanhol.

A caixinha fica aberta para quem quiser comentar sobre a chave masculina a partir da seguna semana. Para quem participou do palpitão, imagino que o grande George vá colocar os resultados aqui, portanto fiquem ligados.

Brasil

Um breve balanço da participação brasileira aponta uma boa aparição de Thomaz Bellucci (foi quem mais tirou games de Nadal), a primeira vitória de Marcos Daniel em Roland Garros e a surpresa de Bruno Soares, que está nas semifinais da chave de duplas. Parece que a pior fase do tênis brasuca já ficou para trás.

Segunda semana de emoção em RG

Seg, 02/06/08
por Alexandre Cossenza |

blogsafina350.jpgCom as quartas-de-final já praticamente definidas, é hora de fazer um balanço da chave feminina até agora. À exceção de Sharapova, as principais cabeças-de-chave continuam vivas. Ivanovic vem jogando bem, mas ainda não enfrentou uma adversária de peso. Jankovic, em meio a seus dramas e lesões intermináveis, também segue tranqüila no torneio, embora já tenha encarado a perigosa Radwanska - que afinou, é bom que se diga.

Kuznetsova também segue viva, mas ainda não está nas quartas. A única queda entre as quatro primeiras foi a de Sharapova, o que não é totalmente surpreendente, levando em conta o piso do torneio e a inconstância da número 1 nas primeiras rodadas. Curiosamente, a eliminação veio em sua melhor partida no torneio. Safina, no entanto, foi a primeira adversária decente que ela enfrentou.

A decepção ficou por conta das derrotas precoces das irmãs Williams. Serena perdeu para Srebotnik, e Venus para Pennetta. Bom para as sérvias, que tiveram seu caminho facilitado até as semifinais.

O grande barato do torneio agora ficou por conta da briga pelo número 1 do mundo. Entre Ivanovic, Jankovic e Kuznetsova, quem for campeã também chegará à liderança do ranking. Emoção não deve faltar nesta segunda semana.

A caixinha fica aberta aos comentários sobre o resto da chave feminina. Como o post com os palpitões deve estar prestes a sair da primeira página do blog, peço que os novos comentários sejam colocados aqui (George, acho mais fácil colocar o placar dos palpitões também aqui, mas fica a seu critério). Novo post para o masculino pintará por aqui esta noite ainda.

Precisa-se de precisão

Estatística 1 (às 15h): Sharapova executou 4 winners no jogo contra Safina
Estatística 2 (às 17h): Sharapova executou 65 winners no jogo contra Safina
Estatística 3: (às 15h): Ivanovic executou 2 (dois!) winners na bicicleta sobre Cetkovska
Estatística 4: (às 17h): Ivanovic executou 27 winners na bicicleta sobre Cetkovska

Os quatro números foram coletados nesta segunda-feira no site oficial de Roland Garros. É impressão minha ou o pessoal da IBM anda precisando de uma forcinha lá em Paris?

Coisas que eu acho que acho:

1) As lesões de Jankovic são caso sem precedente no tênis feminino mundial. Nunca vi alguém pedir tanto atendimento médico e correr tanto, defender tanto, bater tão forte na bola quando lesionada. Parabéns aos fisioterapeutas franceses. Parece que eles vêm fazendo mlagres naqueles minutinhos em que atendem a sérvia.. rsrs

2) Sequei Sharapova. Admito. Estava na redação vendo o jogo ao lado do meu amigo Rafa Lopes (do blog Voando Baixo) e, no tie-break do primeiro set, comentei: “A Sharapova pode ter vários defeitos, mas se tem uma coisa que ela não faz é afinar”. O jogo contra Safina não foi um caso típico de afinada ou amarelada, mas raramente vamos ter a chance de vê-la não fechar um jogo quanto tem um match point em seu saque.

3) Para que não digam que a culpa é minha (só faltava essa - rsrs), aviso aos leitores que Rafa Lopes é o pé-frio oficial da redação. Desde o começo do jogo, torceu pela número 1. Não podia dar outra.

Que cara é essa?

Sáb, 31/05/08
por Alexandre Cossenza |

bloggael450.jpgNova versão do já conhecido “Que foto é essa?”. Para os novos leitores, a brincadeira é simples. Imagine o que o francês Gael Monfils estava pensando ou vendo na hora em que a foto ao lado foi tirada e crie uma legenda bacana para a cena. Nada muito longo. Uma frase curta e legal já basta.

Para ajudar: a foto foi tirada neste sábado, durante o jogo contra o austríaco Jurgen Melzer, em Roland Garros. Monfils acabou levando a melhor.

Deixe sua legenda na caixinha de comentários. Eu e o pessoal da redação analisaremos as respostas. O dono da mais criativa terá seu nome “imortalizado” aqui no Saque e Voleio. Boa sorte!

O vencedor é… Bruno Costa, com a legenda: “Tchaaaan!!! Nojento!!!!!!!!”

Roland Garros e a história

Sex, 30/05/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Roland Garros

lacoste350.jpgPost cortesia do colega jornAlista André Amaral, que foi a Paris de férias e fez a cobertura da despedida de Guga para o GLOBOESPORTE.COM. Nesta sexta, ele encontrou um tempinho para visitar o museu de Roland Garros e me enviou várias fotos legais (outras pintarão aqui nos próximos dias).

Neste primeiro momento, coloco imagens de René Lacoste e suas raquetes, de fabricação própria. Apelidado de “Crocodilo”, Lacoste foi um dos quatro mosqueteiros, principais tenistas franceses das décadas de 20 e 30 - Jean Borotra, Jacques Brugnon e Henri Cochet eram os outros - e responsáveis por seis (SEIS!) títulos consecutivos de Copa Davis para seu país (1927 a 1932).

Lacoste é muito famoso por sua grife, criada em 1933 e cobiçada até hoje, e nem tanta gente sabe que o francês foi um dos primeiros a revolucionalizar o processo de fabricação de raquetes. Em 1963, ele patenteou o primeiro modelo que usava aço tubular em vez de madeira, material-padrão nas raquetes da época.

As cordas ficavam presas no aro por uma série de fios, colocados na cabeça da raquete. Na Europa, as raquetes foram vendidas pela própria Lacoste, mas foi a Wilson quem as lançou nos Estados Unidos. O modelo conhecido como T-2000 fez sucesso nas mãos de Jimmy Connors.

raquetes710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) Roland Garros sem um argentino nas simples já na sexta-feira? Loucura! Só não saiamos por aí dizendo que o tênis argentino anda em crise. É apenas uma triste coincidência que os melhores de lá não tenham jogado bem em Paris. Justamente em um ano em que o título da Davis está mais “vencível” do que nunca.

2) Eu costumo reclamar que a ESPN mostra mais argentinos do que o necessário/desejado (às vezes, em detrimento de jogos de Nadal, Federer, Sharapova, Ivanovic, etc.), mas hoje admito que gostaria de ter visto Schwank x Mathieu. A TV optou por mostrar Murray x Almagro. Não dá para reclamar. O jogo estava bom e “animado”.

3) Para que não digam que é implicância minha com o tênis feminino. Alguns dos poucos pontos que vi do jogo contra Cornet e Radwanska foram sensacionais. Tênis bem jogado pelas duas sob pressão. Bem melhor que Sharapova x Mattek ou Serena x Srebotnik, por exemplo.

O futuro

Qua, 28/05/08
por Alexandre Cossenza |

belluccirg355.jpgÉ obviamente injusto/incerto/precipitado afirmar que Bellucci é “o” futuro do tênis brasileiro, mas é seguro dizer que o jovem paulista tem tênis para chegar e se manter entre os melhores do mundo nos próximos anos. Espero que a bela atuação desta quinta-feira contra Nadal sirva para abrir os olhos dos céticos que duvidam de novos tenistas talentosos saindo do Brasil para jogar grandes torneios.

Ninguém deve comparar Bellucci (ou ninguém!) a Guga, nem esperar que surja em breve outro brasileiro para vencer Grand Slams, afinal já deve estar bem claro, à essa altura, que o catarinense foi uma exceção, um fenômeno. Porém, o paulista mostra que vai disputar torneios grandes e começar a incomodar muita gente pelo circuito.

Bellucci tem saques e golpes de fundo de quadra comparáveis a vários tenistas do top 50, e mostrou contra Nadal que não vive só das pancadas. Usou curtinhas, bolas anguladas, chapadas, com top spin, etc… Subiu à rede, voleou (nem sempre bem), usou slices, enfim: mostrou que tem um jogo versátil. O brasileiro também exibiu boa velocidade de deslocamento, o que é cada vez mais essencial na elite do tênis, e não sentiu o peso de estrear no torneio logo na Philippe Chatrier.

O resultado (3 sets a 0) não foi muito diferente de um jogo típico de Rafael Nadal em Roland Garros - ano passado, ele perdeu apenas um set no torneio - mas mostrou o potencial de Bellucci. Faltam maturidade, experiência e hábito de ganhar jogos neste nível, qualidades que o paulista pode adquirir com o tempo. Espero que a exibição sirva, pelo menos, para animar os fãs de tênis por aqui.

Essa é a número 1?

Qua, 28/05/08
por Alexandre Cossenza |

sharapovarg2300.jpgDepois falam mal de mim quando eu digo que o nível do tênis feminino é muito inferior ao do masculino. O jogo de Maria Sharapova, nesta quarta-feira, foi um exemplo típico. A número 1 do mundo cometeu 17 duplas faltas, inúmeros erros não forçados (os 68 “oficias”, listados pelo site de Roland Garros, não são um número confiável) e só venceu porque sua adversária, Evgeniya Rodina, número 103 do mundo, é muito inferior tecnicamente.

Rodina até teve lá suas chances - em um momento, esteve a dois pontos da vitória, no saque de Sharapova - mas não soube aproveitá-las. Em algumas oportunidades, Maria sacou muito bem. Em outras, Rodina vacilou mesmo. Quando sacou em 6/6, Rodina cometeu falhas infantis. Seu primeiro serviço, normalmente fraco, já não entrava mais. O cansaço aparecia. Sobrou muito pouco para vencer Sharapova, mesmo com esta em dia pavoroso. Afinal, garra e tarimba nunca faltam à número 1.

Há quem vá dizer que o vento atrapalhou Sharapova, mas é justamente este tipo de argumento que favorece minha teoria. Alguém consegue aí imaginar Federer, Nadal ou Djokovic cometendo 17 duplas (em três sets) num dia só por causa do vento? Cito os três primeiros, mas poderia listar qualquer um do top 20 masculino (quem sabe até o top 50?).

Falo de Sharapova só porque é uma partida dela que acabo de ver. Ivanovic é tão inconstante quanto (ou até mais que) a russa, e o mesmo vale para Kuznetsova e Jankovic. Quem se lembra da semifinal do US Open do ano passado? Kuznetsova e Chakvetadze fizeram a pior semi da história do torneio feminino! Parece exagero, mas será mesmo?

sharapovarg710.jpgE o saibro só ajuda a expor essas deficiências do tênis feminino, que hoje se baseia em pancadas do fundo de quadra. Na terra, é preciso variar os golpes, já que nem sempre a primeira paulada vai decidir o ponto. Paciência é outra virtude importante. Também é preciso escolher melhor a hora de subir à rede. Volear, então, é muito mais difícil no pó de tijolo. Todos estes, fundamentos pouco praticados ente as mulheres…

Ah, Henin… que saudade!

A caixinha fica aberta para comentários sobre os jogos de hoje da chave feminina.

Daniel, o demolidor

Qua, 28/05/08
por Alexandre Cossenza |

marcosdanielrg355.jpgNão foi da maneira mais bonita, mas o Brasil volta a ter um tenista na segunda rodada em Roland Garros. Graças ao abandono de Juan Carlos Ferrero, Marcos Daniel venceu sua primeira partida no Grand Slam do saibro. Apesar da forma em que foi obtido o resultado, o brasileiro tem lá seus méritos. Estava jogando bem e podia ter vencido o primeiro set (perdeu por 7/5 no tie-break). O gaúcho liderava a segunda parcial quando o espanhol abandonou.

O título do post é uma brincadeira com a esplêndida forma física de Marcos Daniel. O gaúcho venceu duas maratonas na Copa Davis contra a Colômbia, ambas por abandono de seus rivais, e triunfou da mesma maneira nesta quarta. Ainda não sei (a TV cortou na hora do atendimento médico e ainda não há informação oficial) os motivos da desistência de Ferrero, mas obviamente o ex-número 1 do mundo não sairia de quadra se o jogo estivesse fácil ou se o adversário não mostrasse disposição para uma partida longa.

O post fica aberto para comentários sobre os jogos de hoje da chave masculina.


Pergunta da semana

Ter, 27/05/08
por Alexandre Cossenza |

tenistabrasileiro355.jpgO blog segue no tema Brasil em Roland Garros - afinal, Thomaz Bellucci e Marcos Daniel ainda estão vivos no torneio. Em 2008, tivemos três representantes na chave principal, mas não igualamos o recorde de participação no Grand Slam francês. Então, pergunto:

1) Qual o recorde de tenistas brasileiros na chave principal de Roland Garros? Quando isso aconteceu, quem foram eles e quem foi mais longe no torneio?

Desta vez, deixo uma pequena dica: a foto ao lado.

Resposta da semana anterior:

A última derrota de Fernando Meligeni em Roland Garros foi para o argentino Marcelo Charpentier, na primeira fase do quali de 2003. O próprio Fino conta, em seu blog, em outubro do ano passado, como foram aqueles dias:

“Eu estava em um momento difícil na minha carreira, não sabia o que queria, se parar de jogar ou não, pensava todos os dias quando acordava se eu tinha que continuar me matando, treinando duro ou se queria aproveitar as outras cosias que a vida te dá.

Conversando com o Bebe (meu treinador) , ele me dizia que essa era uma semana chave, não tinha como não estar afim de jogo naquele lugar, se eu não jogasse com alegria íamos ter que bater um papo mais serio no final.

Foi o que aconteceu, joguei a primeira rodada contra um argentino já conhecido meu, Marcelo Charpentier. Tnhamos jogado algumas vezes e seu jogo encaixava perfeito para meu momento, jogava de fundo,corria muito mas não me machucava com seus golpes.

Eu estive irreconhecível e perdi rapidinho por 6/3 6/1. Meu dias nas quadras de tênis estavam contados”.

Foi a última partida de Fernando Meligeni no circuito profissional. Para ler mais, clique AQUI

Tênis fashion (e caro!)

Seg, 26/05/08
por Alexandre Cossenza |

raquetechanel330.jpgAproveitando que as duas semanas de Roland Garros são uma ótima época para discutir moda, posto hoje uma foto de uma raquete de tênis com o design da grife Chanel. É feita à base de grafite, e custa nababescos US$ 595 - uma raquete de Roger Federer custa, em média, US$ 200.

Antes que eu esqueça, a Chanel também vende bolinhas. Afinal, pra quê uma raquete Chanel se você vai jogar com meras Dunlops? O tubo com quatro bolas da famosa grife sai por US$ 350. É isso mesmo. Trezentos e cinqüenta (por extenso, para ninguém achar que eu digitei errado) dólares por dois sets (quatro, no máximo).

A caixinha fica aberta para todos os comentários sobre moda (camisas e vestidos de tenistas, etc.) durante Roland Garros.

P.S.: só para lembrar, discussões sobre Guga e Bellucci estão rolando no post logo abaixo. Também há caixinhas para bate-papo sobre resultados em geral das chaves masculina e feminina em Paris.

Acabou?

Dom, 25/05/08
por Alexandre Cossenza |

blogdespedidaguga11.jpgEste domingo marcou o fim de uma fase brilhante no tênis brasileiro. Durante os últimos dez anos, comemoramos nossos maiores feitos na modalidade. Uso a terceira pessoa do plural porque Gustavo Kuerten sempre foi o Guga, e Fernando Meligeni, o Fino. Pessoas que conversam com os fãs como amigos, colegas, companheiros. Pessoas que fizeram o tênis um pouco mais divulgado e, portanto, conhecido no Brasil.

É o fim da brilhante carreira de Guga (na verdade, ainda falta o jogo de duplas), o tricampeão de Roland Garros, o homem que levou o Brasil à semifinal da Copa Davis, que bateu Sampras e Agassi em dias seguidos, o cara que venceu Federer por 3 sets a 0 enquanto lutava contra um quadril dolorido. Um herói capaz de trabalhos hercúleos e tarefas dantescas. Desnecessário repetir aqui todos os feitos do catarinense.

blogdespedidaguga3.jpgRoland Garros prestou uma bela homenagem ao brasileiro, e Paul-Henri Mathieu foi um belo coadjuvante (embora vencedor). Há quem diga que o francês não jogou tudo que podia, mas quem se importa? Guga teve uma despedida digna, cheia de paralelas de backhand, aces e belas curtinhas. O troféu recebido ainda em quadra mostra que a Federação Francesa tem a noção exata de quem é seu tricampeão.

“Acabou o tênis brasileiro?”, perguntam meus amigos não tão fãs de tênis. Ironicamente, Guga deixa a cena um dia antes de Thomaz Bellucci, de 20 anos e número 1 do Brasil, enfrentar Rafael Nadal, na mesma quadra. O paulista, dono de um tênis sólido e eficiente, é um dos herdeiros dos fãs de tênis, e lidera uma geração de tenistas que começaram a jogar vendo Guga na TV. Ele, Feijão e outros vêm por aí. Então, a resposta é “não, não acabou”.

Estrear num Grand Slam em uma quadra central e logo contra um gigante como Nadal não é tarefa fácil, e é preciso paciência com Bellucci. Portanto, não o julguemos pelo resultado desta segunda-feira. A não ser que ele ganhe (rsrs)…

A caixinha fica aberta para suas impressões sobre a despedida de Guga e o duelo entre Nadal e Bellucci. Antes de encerrar o post, deixo outras duas questões, que me incomodaram neste domingo (também abertas às suas colocações, claro):

* O jornal francês “L’Équipe” criticou a organização de Roland Garros por ter dado um convite a Guga, afirmando que seria um wild card desperdiçado. Se eu fosse francês, talvez concordasse e optasse por achar mais interessante dar o convite a outro francês. Mas vejamos os tenistas locais convidados: Adrian Mannarino (19 anos, 186 do mundo), Eric Prodon (26, 117), Olivier Patience (28 anos, 128), Jeremy Chardy (21, 145) e Jonatan Eysseric (17, 390). Será que Guga deveria ser, de fato, a principal preocupação do “L’Équipe” ?

* Por que Guga é mais homenageado fora do país? Será que ele fez mais por Roland Garros do que pelo tênis brasileiro?

O wallpaper da semana não poderia ser de outra pessoa…

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Nunca é tarde…

Sáb, 24/05/08
por Alexandre Cossenza |

gugabola.JPG…para lembrar de Gustavo Kuerten. A britânica BBC coloca em seu site uma série de fotos de belos momentos da carreira do tricampeão de Roland Garros. Para ver, basta clicar AQUI.

A página ainda tem links para algumas notícias que marcaram a história do brasileiro no circuito. Em 22 de fevereiro de 2002, por exemplo, o site noticia a possibilidade de uma primeira operação no quadril de Guga. O catarinense afirmava, na época: “Meu retorno vai depender de como vou me recuperar dessa pequena cirurgia”. Infelizmemnte, todos já sabemos que a intervenção não foi tão simples como todos pensavam.

A BBC ainda lembra da vitória por 3 sets a 0 sobe Roger Federer, em Roland Garros/2004, mesmo com muita dor no quadril. “Ele sacou bem e foi melhor. É tudo”, disse Federer após a derrota. O suíço só voltou a ser superado por 3 a 0 mais de três anos depois daquele jogo.

Quem quiser, ainda pode ler no site da BBC a notícia sobre a segunda cirurga do brasileiro. Em setembro de 2004, logo após as Olimpíadas de Atenas, Guga ainda tinha esperança de jogar sem sentir dor. Detalhe: ele era o 27º no ranking mundial, e muita gente por aqui achava ruim…

Rússia x Sérvia na final feminina

Sex, 23/05/08
por Alexandre Cossenza |

ivanovicrg381.jpgCuriosamente, o sorteio colocou todas as favoritas russas em rota de colisão antes da final feminina. Do outro “lado”, as sérvias Ana Ivanovic e Jelena jankovic são as principais cabeças-de-chave. Obviamente, o título do post é uma brincadeira. É claro que as chances de uma russa alcançar a decisão são muito grandes, mas as sérvias não são uma barbada tão grande assim. Confira as chaves e dê seus palpitões.

Maria Sharapova
, cabeça 1, só deve fazer um duelo pouco equilibrado na terceira rodada, fase a partir da qual o panorama deve estar, literalmente russo. Maria Kirlienko e Dinara Safina são prováveis adversárias nas oitavas e, nas quartas, pode Maria pegar Vera Zvonareva ou Elena Dementieva. Svetlana Kuznetsova, Nadia Petrova e Anna Chakvetadze são as favoritas para encontrar Sharapova nas semifinais.

Jelena Jankovic deve chegar às oitavas também sem problemas, mas aí já pode fazer um duelo interessante com Alizé Cornet ou Agnieszka Radwanska. Nas quartas, Amélie Mauresmo e Venus Williams são as mais prováveis rivais.

Ana Ivanovic deu um pouco mais de sorte do que sua compatriota. A maior cabeça-de-chave no cruzamento das oitavas é Nicole Vaidisova, que vem em péssima fase. A ucraniana Alona Bondarenko parece uma adversária mais provável. E se Jankovic pode encarar Venus nas quartas, Ivanovic deve ter pela frente Serena Williams. A americana não deve ter problemas para chegar a tal fase.

A caixinha está oficialmente aberta aos palpitões. Coloco os meus abaixo, e desta vez arrisco am algumas zebras sérias, como derrotas de Sharapova e Jankovic ainda nas oitavas. Outro palpite arriscado que fiz foi acreditar em uma boa campanha de Ivanovic, já que a sérvia não vem mostrando tênis para ganhar este Grand Slam. Podem cornetar à vontade!

Oitavas:
Sharapova x Safina
Zvonareva x Dementieva
Petrova x Schiavone
Szavay x Chakvetadze
Venus x Mauresmo
A. Radwanska x Jankovic
Serena x Schnyder
A. Bondarenko x Ivanovic

Quartas:
Safina x Dementieva
Schiavone x Szavay
Mauresmo x Radwanska
Serena x Ivanovic

Semifinais:
Safina x Schiavone
Radwanska x Ivanovic

Final:
Safina x Ivanovic

Ivanovic campeã


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