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Os mais bem vestidos de 2008

Ter, 02/12/08
por Alexandre Cossenza |

blog_meninas-vodca.jpgContinuando a minha “missão da semana” e atendendo aos pedidos femininos, quem são os tenistas mais bem vestidos do ano? Passada a sensação de um “match-point” para escrever no Saque, confesso que falar de moda masculina é um pouco mais difícil, já que os modelos são sempre os mesmos, com pequenas mudanças.

E pelo que vão ver abaixo, cada jogador citado possui estilos bem distintos e os detalhes, ah, eles fazem toda a diferença! Bom, chega de blá, blá blá e vamos aos indicados (para fotos dos modelos citados, basta clicar aqui, na SUPERGALERIA):

blogblog_federer_wimbledon2.jpgRoger Federer

Rei nas quadras, rei na elegância. Como falar de alguém que caiu nas graças de Anne Wintour (editora da mais famosa revista de moda do mundo), sua fã declarada? O rapaz é… tudo!

Desde os tempos de menino rebelde com cabelos compridos até os dias de hoje, Nike e Federer sempre mandaram muito bem, e esse ano não foi diferente. Melhores momentos?

1. A pólo azul em Roland Garros não levantou o troféu, mas deu um show de estilo. O detalhe da gola branca fez toda a diferença.
2. Wimbledon já é elegante por natureza. Com Federer então, é como apuração de escola de samba, nota 10!!!
3. A listra vertical cyan fez a diferença na pólo azul-marinho dando um charme a mais ao tenista na Masters Cup.

blogblog_djokovic_xangai2.jpg“Nole” Djokovic

O irreverente sérvio de cabelos espetados a lá Sonic, pode não ser lá o mais bem comportado do circuito, mas quando o assunto é moda, ele é o eleito para representar o segmento fashion da marca alemã. Destaques?

1. A ousada combinação entre o laranja e o cyan é uma das melhores da temporada. Colorida e alegre no ponto certo, foi show em Cincinnati.
2. De preto que seria básico mas com o “up” dos detalhes em dourado, vimos o rapaz levantar a taça cheio de estilo na Masters Cup.

Andy Roddick

O grande sacador americano, assim como Fabrice Santoro é um dos poucos do circuito a usar a tradicional marca fundada pelo ex-jogador René Lacoste. Com o jacaré no peito, Roddick desfila elegância. Meus preferidos? Dois clássicos renovados:

blogblog_andyroddick_usopen.jpg1. Em Miami (e a vitória sobre RF), a pólo branca ganha ares fashion com os recortes em cinza e detalhes laranja.
2. No US Open, a camisa listrada com duas versões (preto com listras brancas ou branca com listras pretas), é simples, chique e uma das mais belas do ano.

Assim como fiz com as meninas, não posso deixar de fazer uma menção honrosa. E ela vai para, tchãn tchãn tchãn, tchãn… o atual número 1 do mundo, Rafael Nadal. O espanhol pode não ser o mais elegante, mas não há como negar que estilo ele tem de sobra, porque encarar o modelão “calça capri e regata machão” com louvor não é pra qualquer um.

No segundo semestre, que contou com Olimpíadas e US Open, a da camisa menor com leve grafismo deu aquele charminho que faltava ao moço. E só para despertar a curiosidade, o tempo de “Nadal sem mangas” está acabando. 2009 vem aí, e promete um espanhol muito mais charmoso para disputar o nosso próximo top 3!

Aberta a temporada de comentários na caixinha!

Isabela Perim, mais conhecida por aqui como Bê, é autora do blog Meninas Vodca, que analisa a moda no tênis. Publicitária em horário comercial e tenista nas horas vagas, ela é a responsável pelos posts que analisarão os tenistas mais bem (ou mal) vestidos em 2008.

Rafa Nadal, o melhor de 2008

Sex, 28/11/08
por Alexandre Cossenza |

blog_nadal_wimbledon.jpgDe todas as listas que pensei para retrospectiva deste ano, esta é a segunda mais fácil (a final de Wimbledon, melhor jogo, foi indiscutível). Rafael Nadal foi, disparado, o melhor tenista de 2008.

É difícil argumentar contra. Vencer Roland Garros e Wimbledon no mesmo ano é um feito para poucos. A medalha de ouro olímpica também. Somemos a isso um punhado de outros títulos, semifinais na Austrália e nos Estados Unidos e o título da Davis (Nadal liderou o time nas semifinais), e temos um currículo imbatível na temporada.

Para lembrar o ano, fica aqui uma galeria de belas fotos de Rafael Nadal, lembrando vários momentos de 2008. Assim como no caso de Dementieva, recomendo que cliquem no botão “abrir supergaleria”, localizado acima e à direita das fotos em tamanho normal.

Outros tenistas que figuram no meu top-5 de 2008, embora eu não ache qualquer classificação muito justa, são:

2. Venus Williams
A americana apareceu para jogar quando quis. Venceu Wimbledon e o WTA Championship, e só não levou o US Open porque esbarrou na irmã, mais inspirada naquelas duas semanas (ou talvez, naquela noite específica).

3. Jelena Jankovic
Não levou nenhum Grand Slam, mas merece lugar nesta lista pela sua regularidade. Raramente foi surpreendida em rodadas iniciais, o que mostra sua concentração diante de rivais mais fracas. Poucas conseguem isso.

4. Andy Murray
Finalmente deu o salto de qualidade que muitos acreditavam que ele daria. Foi à final do US Open, venceu dois Masters Series e conseguiu importantes vitórias sobre Nadal, Federer e Djokovic.

5. Elena Dementieva
Aos 27 anos, a russa voltou a brigar por títulos e promete entrar na luta pela posição-que-não-deve-ser-pronunicada (PQNDSP). A medalha de ouro olímpica foi seu grande feito em 2008.

E a sua lista, leitor, como seria? Deixe na caixinha!

O jogo do ano

Qui, 27/11/08
por Alexandre Cossenza |

Na época, me referi a este jogo como um dos melhores da história. No post de 11 de julho, analisei as minúcias que fizeram mais este duelo entre Nadal e Federer tão importante.

Hoje, quatro meses depois, é possível confirmar com certeza que a final de Wimbledon foi a melhor partida de 2008. Da mesma maneira, vê-se que aquela partida, que durou 4h48min e acabou depois das 21h em Londres, foi fundamental na seqüência de eventos que levaram Rafael Nadal à liderança do ranking mundial.

blog_final_de_wimbledon.jpgNão tenho pretensão de repetir o que escrevi na época (até por isso coloquei o link acima), então apenas listo algumas das partidas que também estão entre as melhores do ano. Todas, porém, ficam quilômetros atrás da decisão disputada em SW19.

A caixinha fica para que vocês listem seu top-5. O meu, que provavelmente foi injusto com alguma partida, se completa com a lista abaixo.

2. Murray x Federer, Round Robin, Masters Cup
Pensei bem antes de colocar este jogo aqui. É bem recente, e a mente humana tem o hábito de enfatizar o que está mais fresco. Mas pensemos aqui: Murray jogou tudo que podia para eliminar Federer, e o suíço lutou contra dores e salvou vários match points na tentativa de se manter vivo no torneio. Teve jogadas maravilhosas e drama de sobra.

3. Serena x Venus, Quartas, US Open
As duas tenistas mais talentosas do circuito feminino duelaram no Grand Slam de seu país. Ambas abusaram de pancadas do fundo de quadra e fizeram várias trocas de bola daquelas de prender a respiração. Terminou com vitória de Serena, mais estável nos tie-breaks. A americana se tornaria número 1 do mundo ao bater Jankovic na decisão do evento.

blog_jankovic_ivanovic.jpg4. Tsonga x Nadal, Semifinal, Australian Open
Nadal não jogou mal. Fez uma bela partida e lutou até o fim do terceiro set para tentar a virada. Tsonga, por sua vez, brilhou. Fez um monte de winners do fundo de quadra e executou voleios dificílimos como se estivesse brincando em um aquecimento. O francês mostrou, ali, que poderia brigar com os melhores do mundo.

5. Ivanovic x Jankovic, Semifinal, Roland Garros
Duelo que valeu o número 1 do mundo (até então, chamado assim aqui no blog). A partida teve seus altos e baixos, principalmente com Ivanovic, que acabou saindo vitoriosa. Após estar uma quebra atrás no terceiro set, ela se recompôs, parou de errar e virou o jogo em cima da compatriota. Jankovic, por sua vez, fez aquele joguinho de não errar do começo ao fim. Mais uma vez, não foi o bastante para ganhar um Grand Slam.

Outros jogos que eu considerei colocar na lista, mas deixei fora:
- Murray x Gasquet, Oitavas, Wimbledon
- Nadal x Djokovic, Semifinais, Olimpíadas de Pequim
- Federer x Tipsarevic, Terceira rodada, Australian Open
- Roddick x Kohlschreiber, Terceira rodada, Australian Open
- Safina x Sharapova, Oitavas, Roland Garros
- Ivanovix x Dechy, Segunda rodada, Wimbledon
- Jankovic x Paszek, Primeira rodada, Australian Open

Cuecas em Mar del Plata

Seg, 17/11/08
por Alexandre Cossenza |

sitecuecanadal_710.jpgPara alguns, pouco importa se Rafael Nadal estará em Mar del Plata. Se você duvida, leitor, sugiro que faça uma visita ao site Los Calzones de Nadal.

A página sugere uma bem humorada maneira de substituir o número 1 do mundo. Já que ele não estará em Mar del Plata, que suas cuecas se façam presentes.

Quem for a Mar del Plata deve ir preparado e levar uma cueca da cor de seu país preferido. Na torcida espanhola, peças vermelhas. Junto aos hinchas argentinos, cuecas azuis. E muita diversão.

Deixo abaixo os vídeos do site citado. Primeiro, a versão para espanhóis.

Aqui, a versão para argentinos:

Nadal fora da Sul-Americana

Seg, 03/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Federer, Nadal

blognadalparis.jpgNadal, o Rafael, não joga bem futebol, a não ser no Winning Eleven. Seus colegas top 10 não acompanham o Brasileirão e, provavelmente, nem sabem que existem uma tal de Libertadores e uma tal de Sul-Americana (del Potro é a exceção).

No entanto, a Masters Cup vem sendo tratada de forma muito parecida com a que lidamos com a Sul-Americana, a do futebol, por aqui. É fim de temporada, ninguém tem mais chance de chegar a número 1, então qual a graça do último torneio? Lutar pela vaga na Masters Cup! Ficar entre os oito.

Para começar, quem sonha desde pequeno ficar entre os “oito”? Objetivos que ouvimos sempre são top 10, top 5, número 1 do mundo. Ninguém quer ser número 8 do mundo. Então, quando alguém diz que briga por uma vaga na Masters Cup, apenas arruma uma maneira de se motivar para aquele último torneio.

A imprensa adora (sim, eu me incluo). Afinal, que graça teriam as últimas rodadas de um torneio do qual Nadal e Federer, coincidentemente (?!) desistiram no mesmo dia? A briga, que até foi interessante este ano, alongou-se até a final. Tsonga venceu, fez a festa dos franceses e ficou com a tal vaga.

Pergunto eu: “E daí?”.

A real importância da Masters Cup é mostrada nesta segunda-feira, dia em que o número 1 do mundo anuncia sua desistência, visando a se recuperar para a final da Davis. Não se espante, leitor, se Federer ou algum outro desistir. Nalbandian, dizem por aí, também desistiria de Xangai. E del Potro, vai encarar?

Com a Sul-Americana acontece o mesmo. Todo ano é assim. Aqueles times em 10º, 11º ou 12º chegam ao fim do Brasileirão falando em Sul-Americana. Aí ganham a vaga e jogam com o time reserva na temporada seguinte. Ou seja, comemoraram a vaga para jogá-la pelo ralo.

bloffedererparis.jpgVoltemos a falar de tênis. Não sei quantos de vocês têm a mesma opinião, mas não consigo me empolgar com a Masters Cup na Ásia. O público parece de videogame (embora os mais viciados vão concordar se eu disser que as torcidas no XBOX e no PS3 são mais animadas). Bate palma nas horas certas, faz silêncio, mas vibra muito pouco para um evento deste porte. Lembro que em Houston os ânimos eram outros (até demais em alguns momentos).

Colocar tenistas deste nível para jogar tão longe (usemos a Europa como base, já que é o centro do tênis atual) e diante de um público que, historicamente, não conhece tênis, não ajuda nada a empolgar os atletas.

Sugiro uma experiência aos leitores. Revejam (se tiverem em casa) um dos amistosos entre Sampras e Federer e depois assistam à semifinal da Masters Cup do ano passado (Federer x Nadal). Aplausos soam exatamente iguais, embora o segundo jogo em questão tenha mostrado um Federer brilhante e, lembremos, a partida valia pontos importantes no ranking.

Torço, honestamente, para que a edição deste ano seja diferente. No fundo, porém, não estou nem um pouco otimista…

Somos todos privilegiados

Sáb, 25/10/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Nadal

400nadalbetancourt.jpgVocê, leitor, assim como eu, provavelmente já viu uma partida de Rafael Nadal. Se não o fez pessoalmente, é grande a chance de que o tenha feito sentado na comodidade de seu lar, vendo o espanhol na telinha (ou telona!) da TV.

Você, leitor, assim como eu, provavelmente não tem a idéia de quanto é privilegiado. Um trecho do discurso de Ingrid Betancourt, durante a cermônia de entra gos prêmios Príncipe das Astúrias, nos dá uma nova perspectiva.

“Acompanhei Rafael Nadal, por exemplo, durante seis anos nas quadras de Roland Garros. Segui seu crescimento por transmissões ao vivo da Radio France International e, ao mesmo tempo em que compartilhei a alegria de seu crescente sucesso, experimentei a frustração de não poder ver suas vitórias. Estar aqui hoje e vê-lo pessoalmente é o fechamento de um ciclo, uma maneira maravilhosa de cumprir um compromisso com a vida”.

É possível que um ou outro leitor não saiba quem é Ingrid Betancourt, e por isso peço licença aos mais antenados para lembrar que esta franco-colombiana de 46 anos, nascida em Bogotá e educada em Paris, passou seis anos e três meses (de fevereiro de 2002 a julho de 2008) vivendo como refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Então, leitor, se você não conseguir comprar ingressos para a final da Davis, não tiver uma folga no trabalho para viajar até Mar del Plata ou não possuir meios financeiros para bancar o passeio, fique em casa, vendo os jogos pela TV. E sinta-se um privilegiado.

Quer deixar um recado? A caixinha é sua!

Para saber um pouco mais sobre Ingrid Betancourt, clique AQUI

P.S.: Não achei que fosse necessário escrever com todas as palavras, mas por via das dúvidas, é bom deixar em claro (já que alguns leitores não entenderam): isto NÃO é um post sobre tênis.

Fazendo escola

Qua, 15/10/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Nadal, Promoção

blog_toni-e-rafa.jpgHabitué de clubes de tênis há algum tempo, nunca imaginei que os golpes e o estilo de jogo de Rafael Nadal serviriam de exemplo para jovens tenistas. São golpes incrivelmente eficientes, é verdade, mas passam longe do famoso livrinho, aquele com os golpes esteticamente perfeitos de Roger Federer (rsrs).

De qualquer maneira, Rafa e Toni Nadal são as estrelas dos DVDs lançados pelos jornais “Marca” e “El Mundo”. Se eu morasse na Espanha, compraria. Primeiro, por curiosidade. Segundo, porque qualquer ajuda é bem-vinda aos meus golpes amadores.

Você, leitor, compraria? Por quê?

Aos interessados, o link da promoção, que foi enviado ao blog pelo leitor Horace, é este AQUI.

A fascinante elite

Dom, 21/09/08
por Alexandre Cossenza |

blogdavisespanha2.jpgDá sempre gosto acompanhar o Grupo Mundial da Copa Davis. Não só porque a primeira divisão reúne grandes talentos, mas porque há variantes que não costumamos ver durante o circuito mundial. Quadras lotadas e barulhentas, torcendo pelo tenista da casa, atletas jogando com o peso de representar o país, capitães mudando escalações na última hora.

A Espanha jogando em Las Ventas rendeu títulos pitorescos para o diário “Marca”. “Nadal corta a primeira orelha”, por exemplo, era a manchete após a vitória sobre Querrey. Contra Roddick, deu a “estocada definitiva”. Mais de 21 mil pessoas gritando pelo time da casa. No país e no piso preferido o número 1, não podia dar outra. Vitória espanhola, com direito a pneu sobre Roddick no quarto jogo.

Argentina x Rússia foi mais emocionante. Não só pelo barulho da torcida que lotou o fantástico Parque Roca, mas pela trapalhada do capitão Alberto Mancini. Ansioso, talvez, para fechar o confronto em 3 a 0, escalou Nalbandian para as duplas. A mudança quase pôs tudo a perder. A Argentina não só perdeu o terceiro jogo, como também deixou Nalbandian cansado para o domingo.

blogdavisnalbandian.jpgDavydenko se aproveitou, forçou o quinto jogo, e a Rússia só não conseguiu a virada porque foi de encontro a Juan Martín del Potro. O adolescente de 19 anos não tremeu diante de Andreev e garantiu seu país na final. Decisão, aliás, que tem tudo para ser espetacular. Nadal voltará à América do Sul e terá de ralar para bater os argentinos no Parque Roca.

Desde sexta (quando a Argentina abriu 2 a 0), a escolha da quadra para final já virou assunto sério. O time da casa deve jogar no saibro, piso preferido da maioria de seus jogadores, ou montar uma quadra dura e rápida na tentativa de arrancar uma vitória sobre Rafael Nadal? Taí a pergunta que os argentinos vão se fazer até lá.

Você, leitor, faria o quê?

Coisas que eu acho que acho:

* Quem quer que tenha levado adiante a idéia de colocar a Espanha para jogar em Las Ventas, na arena de touradas, merece um aumento (rsrs). É bastante óbvia a associação entre o local e o número 1 do mundo, o Touro Miúra, e, até onde foi possível ver pelas fotos, o lugar parece ter sido bem adaptado para o evento.

* Como eu já falei no começo do texto, o Parque Roca é outro show de arena. Mostra o quanto a Argentina se importa com o tênis e a Copa Davis. Ressalta, também, o quanto o Brasil está atrasado em relação à maioria dos países do Grupo Mundial. Quem esteve nos últimos confrontos aqui no país pôde comprovar.

* Sérvia e Suíça estarão no Grupo Mundial no ano que vem. Federer já adiantou que vai disputar a competição desde a primeira fase. Se Djokovic e Nadal também participarem, a Davis 2009 tem tudo para ser uma das melhores da história.

O mico da calça

Qui, 11/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Brincadeiras, Nadal

nadalcalca.jpgDepois de duas semanas de posts sérios sobre o US Open, é hora de dar uma descontraída. Este primeiro, sobre o furo na calça de Rafael Nadal, serve tanto para quem já leu a notícia quanto para quem não sabe do ocorrido.

Basta clicar aqui e assistir ao vídeo. Quem quiser também pode usar a caixinha e comentar o incidente.

Número 1 até o fim do ano

Qua, 10/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Federer, Nadal

ten_rafaelnadal_afp.jpgAs chances de Roger Federer recuperar a liderança do ranking mundial este ano são mínimas. Não só porque Rafael Nadal está mais de mil pontos à sua frente, mas porque o suíço tem mais pontos a defender do que o espanhol. Vejamos a matemática da coisa.

Ano passado, Federer foi vice no Masters de Madri (350 pontos), chegou às oitavas no Masters de Paris (75) e foi campeão no ATP da Basiléia (250) e na Masters Cup (650). Ao todo, são 1.325 pontos para defender em 2008.

Nadal, por sua vez, foi vice em Paris (350), caiu nas quartas em Madri (125) e alcançou a semifinal na Masters Cup (200), o que totaliza 675 pontos. Ou seja, o espanhol precisa defender 650 pontos a menos que o rival.

Imaginemos, então, o cenário mais otimista possível para Federer. Suponhamos que ele ganhe todos os torneios que disputará até o fim do ano: os ATPs de Estocolmo (225) e Basiléia (250), os Masters de Madri e Paris (500 cada) e a Masters Cup (750). Assim, se vencer mais 25 jogos seguidos, somará 900 pontos e chegará a 6.830.

Ainda que Federer consiga tudo isso, bastaria ao espanhol chegar às semifinais em Paris e Madri (225 pontos em cada) e vencer dois jogos na Masters Cup (200), mesmo que não chegue à semi do evento de fim de ano. Com esses três resultados, nada complicado para o tênis que Nadal vem demonstrando, ele terminaria a temporada com 6.975 pontos. À frente de do suíço.

Importante

Os cálculos de Federer foram feitos com base no calendário que o suíço disponibiliza em seu site. Não duvido que ele desista de um ou outro torneio até o fim do ano se começar a ganhar.

Coisa que eu acho que acho

É injusto dizer que Federer tem mais chances de ultrapassar Nadal porque o espanhol terá muitos pontos a defender em 2009. Do mesmo jeito que o suíço defendeu sua liderança com brilho durante quatro anos, é possível que Nadal repita seus resultados e se mantenha na liderança do ranking em 2009.

É bom lembrar também que, embora não tenha vencido um Masters sequer em 2008, Federer tem um título, dois vices e uma semifinal de Grand Slam. Resultados tão difíceis de defender quanto os do espanhol nos quatro torneios mais importantes do circuito mundial.

Tudo conspira a favor…

Dom, 07/09/08
por Alexandre Cossenza |

federerusopen300.jpgSobrou raça, mas faltou jogo a Rafael Nadal. Eu já escrevi algo parecido, embora em circunstâncias completamente diferentes, sobre o número 1 do mundo. O espanhol tentou tudo, mas não estava em um bom dia (não fez um grande torneio, para dizer a verdade), cometeu um balde de erros não-forçados que não costuma cometer e sucumbiu ao escocês Andy Murray nas semifinais do US Open.

O desempenho de Nadal, muito abaixo da média, e a apresentação de Murray, que converteu apenas três dos 822 (!) break points que teve no jogo, são, a meu ver, a prova definitiva de que os deuses do tênis não querem ficar uma temporada inteira sem ver Roger Federer conquistar um Grand Slam. Seria contra o bom senso fazer o suíço passar por uma seca de títulos tão grande (para ele!), diriam os puristas fãs do suíço.

Dá suporte à minha teoria o que aconteceu com Novak Djokovic antes de enfrentar Federer. Passou por apertados cinco sets contra Robredo, teve a torcida contra no jogo contra Roddick e chegou visivelmente desestabilizado e cansado às semifinais. O sérvio esteve longe do seu melhor no duelo com Federer. Mérito para o suíço, que cresceu no torneio na hora da decisão.

Não há muito que dizer sobre Nadal, que finalmente pagou o preço de ter vencido tantos jogos em um intervalo de tempo tão curto. A vontade esteve em Nova York, mas o corpo não chegou nas melhores condições. Quando pegou um adversário duro e quase tão rápido em quadra quanto ele, provou de seu próprio veneno e não resistiu. O calendário foi cruel, mas aposto que o espanhol não trocaria o ouro olímpico por um título do US Open.

murrayusopen710.jpgO que esperar da final

Ano passado, também no US Open, o mundo viu Novak Djokovic sentir a pressão de sua primeira final de Grand Slam e perder sete set points. Acabou sendo batido por 3 sets a 0 em uma partida na qual teve boas chances de surpreender Federer.

Murray, que já sentiu a pressão nas semifinais, deve passar pelo mesmo na decisão desta segunda-feira. Diante do todo-poderoso Roger Federer, precisará fazer muito mais do que fez na vitória sobre Nadal.

Polêmica também não deve faltar. Primeiro porque todos devem lembrar Federer disse, após sua derrota diante de Murray em Dubai, no começo deste ano, que o britânico se contentava em devolver bolas, esperando por erros do então número 1. A frase gerou um bafafá enorme. Será que Murray vai apostar na mesma estratégia? Como o suíço vai reagir?

O retrospecto de confrontos diretos, que registra 2 a 1 para o escocês, é, talvez, a pior indicação para a partida. Por três motivos: primeiro porque a vitória de Federer veio em 2005, há longínquos três anos; depois porque o segundo confronto, com vitória de Murray (Cincinnati 2006), tinha um Federer esgotado, mais ou menos como Nadal neste domingo; e terceiro porque o duelo de Dubai foi o primeiro jogo pós-mononucleose de Roger Federer. Nada serve de referência.

nadalusopen710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) Não fiz as contas, mas acho que Andy Murray é o tenista com mais vitórias recentes sobre números 1 do ranking. Foram duas contra Federer e, agora, uma sobre Nadal. De cabeça, lembro que Nalbandian e Cañas têm duas cada. Nadal, é claro, não conta… rsrs!

2) Sempre acreditei que Nadal teve mais dificuldade contra tenistas que batem o backhand com as duas mãos. A explicação, em tese, é fácil. Quem usa as duas mãos é menos incomodado pela bola cheia de spin do espanhol. O backhand assim é o melhor para bater as bolas na altura do ombro.

3) As estatísticas aparentemente indicam que minha teoria está certa. Este ano, Nadal só perdeu para adversários que executam o backhand com duas mãos. Contra a minha tese, porém, pesa o fato de que os tenistas que executam o backhand com apenas uma das mãos são minoria no circuito.

Até aqui, deu a lógica. E agora?

Sex, 05/09/08
por Alexandre Cossenza |

Pela primeira vez no Circuito dos Palpitões, 30 (trinta!) participantes acertaram os quatro semifinalistas de um torneio. O número é impressionante, principalmente quando comparado aos eventos anteriores, e reflete o favoritismo de Nadal, Federer, Djokovic e Murray.

montagemtenis.jpgEspanhol, suíço e sérvio são os cabeças 1, 2 e 3, enquanto o escocês, intruso, é o sexto pré-classificado. O rótulo, porém, não reflete a fase de Murray, que vem jogando tênis em nível para chegar aonde chegou.

Sua chave também não era das mais complicadas. David Ferrer, principal cabeça em seu caminho, não atravessa bom momento. Del Potro chegou esgotado às quartas e, como não aproveitou as chances nos primeiros sets (mérito também para Murray), não resistiu.

Até aí tudo bem. Mas e agora? Quem leva o título?

Nadal é franco favorito contra Murray, não só pelo tênis impressionante que vem jogando, mas pelo retrospecto recente contra o britânico. O espanhol venceu por 3 a 0 em Wimbledon e, depois, venceu novamente em sets diretos no Masters de Toronto - embora o jogo tenha sido duro: 7/6 e 6/3.

Entre Djokovic e Federer, a parada é dura. O sérvio vem de um caminho mais duro: bateu Cilic em quatro, Robredo em cinco, e Roddick em quatro sets. Mostrou bom preparo físico e capacidade de jogar bem em pontos decisivos. O suíço anda inconstante. Jogou muito bem contra Stepanek, precisou de cinco sets para bater Andreev, e foi burocrático na vitória sobre Muller. Mesmo assim, Federer é Federer.

As casas de apostas indicam Nadal e Federer como favoritos, mas não mudo o que apostei nos palpitões: vou com Nadal e Djokovic, acreditando na regularidade do sérvio. Mas admito: torço para uma final Nadal x Federer.

E você, leitor, o que acha? Quem vai levar o US Open? Você apostou em alguém no palpitão e mudou de opinião depois do início do torneio? Escreva na caixinha! A partir de agora, as discussões sobre a chave masculina rolam por aqui!

federerblog710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) Roddick disse, na coletiva, que estava brincando sobre as lesões de Djokovic. Estranho. Vi o vídeo e não tive essa impressão. Mais estranho ainda é que vários jornalistas que assistem a inúmeras coletivas do americano não tenham percebido se tratar de uma brincadeira…

2) Que Federer vai aparecer para enfrentar Djokovic? Não faço idéia, mas a torcida vai lotar o Estádio Arthur Ashe para torcer pelo suíço. Com certeza.

3) Joanna ‘Safina’ de Assis, do SporTV, relata que a organização do US Open já se programa para realizar a final masculina na segunda-feira. A previsão é de chuva para todo sábado, e as semifinais ficarão para domingo.

O que esperar do US Open

Sex, 22/08/08
por Alexandre Cossenza |

usopenlogo.jpgComo todo torneio importante, cheio de expectativa, há mais perguntas do que respostas cercando este US Open. Alguns exemplos:

* Roddick acertou ao não viajar até Pequim? Os resultados não vieram nos torneios de preparação, mas duas longas viagens a menos podem pesar a favor do americano em Flushing Meadows? Ou ele chega sob pressão extra para atuar bem diante dos fãs locais?

* Rafael Nadal vai, enfim, passar das quartas em Nova York? Tudo indica que ele já tem consistência para isso em quadras duras, mas até quando seu físico vai agüentar o calendário puxado e vitorioso?

* De que é capaz Juan Martín del Potro, que chega ao US Open após quatro conquistas consecutivas? Bellucci seria capaz de incomodá-lo em uma eventual segunda rodada?

* Falando em Brasil x Argentina, o que dizer das chances de Marcos Daniel contra David Nalbandian na primeira rodada? Há esperança? Ou, como disse o leitor (argentino!) Horace, só vai faltar o Dunga ao lado da quadra?

miniheaderpalpitoes_azul1.jpgSe você tem as respostas, pode deixar na caixinha de comentários. E aproveite para participar do Circuito dos Palpitões. Se você ainda não conhece ou não brincou, basta dar uma olhada no regulamento e entrar na disputa. Como é o segundo Grand Slam do Circuito, muitos pontos ainda estão em jogo e há tempo para brigar de igual para igual com quem já está no ranking.

É sempre bom lembrar. Palpites aqui são a partir das oitavas, e as inscrições ficam abertas até o início do primeiro jogo do US Open. A programação oficial ainda não saiu, mas o torneio começa na segunda-feira, e a diferença de fuso horário é de uma hora. Ou seja, 12h em Nova York são 13h em Brasília.

Por enquanto, fica a caixinha para os palpitões da chave masculina. O post para os palpitões femininos pinta ainda nesta sexta.


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