Formulário de Busca

Leitura recomendada

Seg, 06/10/08
por Alexandre Cossenza |

blog_ten_gugalisboa_afp.jpgAlguns de vocês já colocaram o link em uma caixinha anterior, mas o texto merece destaque maior. Em um post que lembra a briga pelo número 1 do mundo no fim de 2000, o americano Peter Bodo lembra o feito de Gustavo Kuerten, que bateu Sampras e Agassi em dias seguidos para terminar a temporada na liderança do ranking.

O próprio Sampras analisa o jogo e o jeito tranquilão de Guga fora das quadras. Vale a pena ler. É só clicar AQUI.

Há dois anos, um futuro Guga

Dom, 20/07/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Guga

Há mais ou menos dois anos e meio, bati um papo interessante com um jornalista que havia acompanhado de perto a Copa Petrobras no fim de 2005 (só digo o nome se ele aparecer por aqui e autorizar, mas já adianto que é uma das opiniões tenísticas que mais respeito).

Ele me falava de um argentino, então com 17 anos, que lhe lembrava Gustavo Kuerten. Altão, bem magro, meio desengonçado e com um saque muito bom. O cabelo, grande e despenteado, também não ficava muito longe do visual do catarinense. “Guardadas as devidas proporções, mas é um cara para prestar atenção”, esse jornalista dizia.

400gugadelpotro1.jpgEntão número 198 do mundo, Juan Martín Del Potro conquistou o Challenger de Montevidéu, no Uruguai, em outubro de 2005. Na estréia, derrubou logo Flávio Saretta, ex-top 50. Levou um pneu no primeiro set, mas venceu os sets seguintes por 7/5 e 6/4. No caminho, ainda bateu Fabio Fognini, Santiago Ventura, Máximo González e o chato Boris Pashanski. Chave fraca? Nem tanto para um torneio Challenger. E lembremos que estamos falando de um garoto de 17 anos que enfrentou o experiente Saretta e o catimbeiro Pashanski.

A ascensão de Del Potro não foi tão rápida quando o jornalista (e eu) acreditava (ávamos), mas aos poucos os pontinhos vão se ligando e o argentino vai se transformando em uma ameaça real aos líderes do ranking. Semana passada, ele conquistou o ATP de Stuttgart. Não vale comparar a chave com a de Montevidéu, mas vejamos quem ele derrotou no torneio alemão: Evgeny Korolev (84º do mundo na semana passada), Simone Bolelli (47), Philipp Kohlschreiber (35), Eduardo Schwank (62) e Richard Gasquet (15). Rivais de respeito.

Esta semana veio a dobradinha, no ATP de Kitzbuhel. Josselin Ouanna, Sergio Roitman, Nicolas Devilder, Victor Hanescu e Jurgen Melzer foram as vítimas do torneio. Não estava tão forte quanto Stuttgart, mas Del Potro teve de lidar com o cansaço e a adaptação das quadras. Méritos para o argentino, que deve entrar para o top 30.

Voltando à comparação com Guga, vale uma explicação. Sempre que vemos um tenista jovem pela primeira vez, é comum analisá-lo baseado em certos parâmetros. “O movimento do saque parece o de João”, “a direita é chapada como a do Zé”, etc. Portanto, comparar com Gustavo Kuerten (ou quem quer que seja) é apenas uma maneira de descrever um tenista para uma pessoa que nunca o viu. Afinal, Guga é referência.

Hoje, com alguns jogos dele na TV, é possível ver certas semelhanças com o estilo de jogo de Guga. Ao mesmo tempo, são óbvias as diferenças. A esquerda de Guga andava muito mais. O forehand de Del Potro, por sua vez, é um canhão. Eu poderia citar várias. Por enquanto, dou os parabéns ao tal jornalista, que “descobriu” o argentino antes de todo mundo. E fiquemos todos de olho em Del Potro.

Coisas que eu acho que acho

Para mim, a melhor fonte de informação sobre o tênis argentino é o blog Fue Buena. Além de Del Potro, o autor, Jorge Viale, ainda analisa Coria e Gaudio. Tudo na página principal do blog.

Também é interessante a cobertura do argentino “Olé” sobre a vitória de Del Potro. Só faço ressalvas ao trocadilho do título, que o jornal insiste em repetir: “Un pura sangre.

Acabou?

Dom, 25/05/08
por Alexandre Cossenza |

blogdespedidaguga11.jpgEste domingo marcou o fim de uma fase brilhante no tênis brasileiro. Durante os últimos dez anos, comemoramos nossos maiores feitos na modalidade. Uso a terceira pessoa do plural porque Gustavo Kuerten sempre foi o Guga, e Fernando Meligeni, o Fino. Pessoas que conversam com os fãs como amigos, colegas, companheiros. Pessoas que fizeram o tênis um pouco mais divulgado e, portanto, conhecido no Brasil.

É o fim da brilhante carreira de Guga (na verdade, ainda falta o jogo de duplas), o tricampeão de Roland Garros, o homem que levou o Brasil à semifinal da Copa Davis, que bateu Sampras e Agassi em dias seguidos, o cara que venceu Federer por 3 sets a 0 enquanto lutava contra um quadril dolorido. Um herói capaz de trabalhos hercúleos e tarefas dantescas. Desnecessário repetir aqui todos os feitos do catarinense.

blogdespedidaguga3.jpgRoland Garros prestou uma bela homenagem ao brasileiro, e Paul-Henri Mathieu foi um belo coadjuvante (embora vencedor). Há quem diga que o francês não jogou tudo que podia, mas quem se importa? Guga teve uma despedida digna, cheia de paralelas de backhand, aces e belas curtinhas. O troféu recebido ainda em quadra mostra que a Federação Francesa tem a noção exata de quem é seu tricampeão.

“Acabou o tênis brasileiro?”, perguntam meus amigos não tão fãs de tênis. Ironicamente, Guga deixa a cena um dia antes de Thomaz Bellucci, de 20 anos e número 1 do Brasil, enfrentar Rafael Nadal, na mesma quadra. O paulista, dono de um tênis sólido e eficiente, é um dos herdeiros dos fãs de tênis, e lidera uma geração de tenistas que começaram a jogar vendo Guga na TV. Ele, Feijão e outros vêm por aí. Então, a resposta é “não, não acabou”.

Estrear num Grand Slam em uma quadra central e logo contra um gigante como Nadal não é tarefa fácil, e é preciso paciência com Bellucci. Portanto, não o julguemos pelo resultado desta segunda-feira. A não ser que ele ganhe (rsrs)…

A caixinha fica aberta para suas impressões sobre a despedida de Guga e o duelo entre Nadal e Bellucci. Antes de encerrar o post, deixo outras duas questões, que me incomodaram neste domingo (também abertas às suas colocações, claro):

* O jornal francês “L’Équipe” criticou a organização de Roland Garros por ter dado um convite a Guga, afirmando que seria um wild card desperdiçado. Se eu fosse francês, talvez concordasse e optasse por achar mais interessante dar o convite a outro francês. Mas vejamos os tenistas locais convidados: Adrian Mannarino (19 anos, 186 do mundo), Eric Prodon (26, 117), Olivier Patience (28 anos, 128), Jeremy Chardy (21, 145) e Jonatan Eysseric (17, 390). Será que Guga deveria ser, de fato, a principal preocupação do “L’Équipe” ?

* Por que Guga é mais homenageado fora do país? Será que ele fez mais por Roland Garros do que pelo tênis brasileiro?

O wallpaper da semana não poderia ser de outra pessoa…

wallpaper_guga1024x768.JPG wallpaper_guga_800.jpg
1024×768 800×600

Nunca é tarde…

Sáb, 24/05/08
por Alexandre Cossenza |

gugabola.JPG…para lembrar de Gustavo Kuerten. A britânica BBC coloca em seu site uma série de fotos de belos momentos da carreira do tricampeão de Roland Garros. Para ver, basta clicar AQUI.

A página ainda tem links para algumas notícias que marcaram a história do brasileiro no circuito. Em 22 de fevereiro de 2002, por exemplo, o site noticia a possibilidade de uma primeira operação no quadril de Guga. O catarinense afirmava, na época: “Meu retorno vai depender de como vou me recuperar dessa pequena cirurgia”. Infelizmemnte, todos já sabemos que a intervenção não foi tão simples como todos pensavam.

A BBC ainda lembra da vitória por 3 sets a 0 sobe Roger Federer, em Roland Garros/2004, mesmo com muita dor no quadril. “Ele sacou bem e foi melhor. É tudo”, disse Federer após a derrota. O suíço só voltou a ser superado por 3 a 0 mais de três anos depois daquele jogo.

Quem quiser, ainda pode ler no site da BBC a notícia sobre a segunda cirurga do brasileiro. Em setembro de 2004, logo após as Olimpíadas de Atenas, Guga ainda tinha esperança de jogar sem sentir dor. Detalhe: ele era o 27º no ranking mundial, e muita gente por aqui achava ruim…

Chave masculina e palpitões

Sex, 23/05/08
por Alexandre Cossenza |

nadaltreinorg381.jpgA chave masculina de Roland Garros acaba de ser divulgada, e chegou a hora dos palpitões. O espanhol Rafael Nadal foi quem levou a pior entre os três primeiros do ranking. O número 2 do mundo pode encarar, em seqüência, Feliciano López (terceira rodada), Mikhail Youzhny (oitavas), David Nalbandian (quartas) e Novak Djokovic (semi) antes de chegar à decisão.

O caminho é certamente mais complicado do que o de Roger Federer. Além de ter escapado de um duelo com Djokovic nas semifinais, o suíço tem um caminho relativamente tranqüilo. Se confirmados os respectivos favoritismos, seus oponentes seriam Andreas Seppi na terceira fase e Juan Mónaco nas oitavas. No cruzamento das quartas, o maior cabeça-de-chave no caminho de Federer é justamente o em pior fase: Richard Gasquet. Os instáveis Fernando González e Igor Andreev parecem adversários mais prováveis. Na semi, o duelo pode ser com Nikolay Davydenko ou David Ferrer.

Novak Djokovic também se deu bem (pelo menos, até chegar a Nadal). Estréia contra o o alemão Denis Gremelmayr. Em seguida, encara Frank Dancevic ou um qualifier. A partir daí, a dificuldade aumenta. Guillermo Cañas pode ser o rival da terceira rodada, e Carlos Moyá é um provável adversário nas oitavas. O cruzamento das quartas também é simpático ao sérvio. Os quatro cabeças-de-chave na parada são James Blake, Janko Tipsarevic, Marcos Baghdatis e Tomas Berdych - nenhum deles, especialista no saibro.

federerrggonzo381.jpgBrasileiros

Gustavo Kuerten não deu lá muita sorte e pega o local Paul-Henri Mathieu, número 19 do mundo - não que isso faça diferença hoje em dia. Pelo menos, por ser um adversário francês, é certo que o tricampeão atuará na quadra Philippe Chatrier, a principal do complexo de Roland Garros.

Marcos Daniel também se deu mal, e terá pela frente Juan Carlos Ferrero. Parada duríssima para o gaúcho, que ainda não venceu uma partida sequer no Grand Slam parisiense.

Thomaz Bellucci “ganhou na loteria”. Após passar pelo quali, deu azar no sorteio. O paulista poderia cair contra desconhecidos convidados franceses, como Adrian Mannarino ou Jeremy Chardy, mas terá de fazer sua estréia contra Rafael Nadal. Boa sorte ao brasileiro!

Palpitões

Como é sem graça brincar de apostar no óbvio, arrisco algumas zebras - principalmente em Gasquet, que anda em fase horrorosa. Estou torcendo para que o novo treinador dê novo ânimo ao francês. Também estou confiando nos argentinos. Aposto que Nalbandian, Chela, Mónaco e el Potro chegarão às oitavas. Por pouco, não arrisquei em uma vitória de Cañas sobre Djokovic… Fiquem à vontade para cornetar. Rsrs.

Oitavas:
Federer x Mónaco
González x Gasquet
Davydenko x Ferrero
Stepanek x Ferrer
Tipsarevic x del Potro
Moyá x Djokovic
Nalbandian x Almagro
Chela x Nadal

Quartas
Federer x Gasquet
Davydenko x Ferrer
Tipsarevic x Djokovic
Nalbandian x Nadal

Semifinais
Federer x Ferrer
Djokovic x Nadal

Final
Ferrer x Nadal

Nadal campeão

Importante

Quem acompanhou o sorteio das chaves ao vivo, no site de Roland Garros, se assustou ao ver a chave principal postada no site. A janela de TR dava Guga xBoris Pashanski e Daniel x Guillermo García-López na primeira rodada, entre outros cruzamentos equivocados. O site logo avisou que havia ocorrido um “bug” no tempo real deles. Por curiosidade, deixo abaixo uma reprodução da janela do TR “oficial”.

chave-masculina7101.jpg

Chegando a hora…

Qua, 21/05/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Brasucas, Guga, Vídeo

Já na expectativa para ver os últimos momentos de Gustavo Kuerten em quadra, deixo aqui esse videozinho, uma compilação de belos momentos da carreira do tricampeão de Roland Garros. A edição é meu amigo jornalista Dennis Nery (que cobre futebol, mas é um dos maiores fãs de Guga que eu conheço).

Ainda sobre o ídolo brasileiro, o site oficial de Roland Garros traz a “Saga de Guga”, um resumo sobre a carreira do catarinense. A história, contada pelo jornalista francês Eric Frosio, que mora no Rio de Janeiro, está divida em quatro partes, e pode ser conferida AQUI!

A caixinha fica aberta para comentários sobre a despedida de Guga.


Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade