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Os mais bem vestidos de 2008

Ter, 02/12/08
por Alexandre Cossenza |

blog_meninas-vodca.jpgContinuando a minha “missão da semana” e atendendo aos pedidos femininos, quem são os tenistas mais bem vestidos do ano? Passada a sensação de um “match-point” para escrever no Saque, confesso que falar de moda masculina é um pouco mais difícil, já que os modelos são sempre os mesmos, com pequenas mudanças.

E pelo que vão ver abaixo, cada jogador citado possui estilos bem distintos e os detalhes, ah, eles fazem toda a diferença! Bom, chega de blá, blá blá e vamos aos indicados (para fotos dos modelos citados, basta clicar aqui, na SUPERGALERIA):

blogblog_federer_wimbledon2.jpgRoger Federer

Rei nas quadras, rei na elegância. Como falar de alguém que caiu nas graças de Anne Wintour (editora da mais famosa revista de moda do mundo), sua fã declarada? O rapaz é… tudo!

Desde os tempos de menino rebelde com cabelos compridos até os dias de hoje, Nike e Federer sempre mandaram muito bem, e esse ano não foi diferente. Melhores momentos?

1. A pólo azul em Roland Garros não levantou o troféu, mas deu um show de estilo. O detalhe da gola branca fez toda a diferença.
2. Wimbledon já é elegante por natureza. Com Federer então, é como apuração de escola de samba, nota 10!!!
3. A listra vertical cyan fez a diferença na pólo azul-marinho dando um charme a mais ao tenista na Masters Cup.

blogblog_djokovic_xangai2.jpg“Nole” Djokovic

O irreverente sérvio de cabelos espetados a lá Sonic, pode não ser lá o mais bem comportado do circuito, mas quando o assunto é moda, ele é o eleito para representar o segmento fashion da marca alemã. Destaques?

1. A ousada combinação entre o laranja e o cyan é uma das melhores da temporada. Colorida e alegre no ponto certo, foi show em Cincinnati.
2. De preto que seria básico mas com o “up” dos detalhes em dourado, vimos o rapaz levantar a taça cheio de estilo na Masters Cup.

Andy Roddick

O grande sacador americano, assim como Fabrice Santoro é um dos poucos do circuito a usar a tradicional marca fundada pelo ex-jogador René Lacoste. Com o jacaré no peito, Roddick desfila elegância. Meus preferidos? Dois clássicos renovados:

blogblog_andyroddick_usopen.jpg1. Em Miami (e a vitória sobre RF), a pólo branca ganha ares fashion com os recortes em cinza e detalhes laranja.
2. No US Open, a camisa listrada com duas versões (preto com listras brancas ou branca com listras pretas), é simples, chique e uma das mais belas do ano.

Assim como fiz com as meninas, não posso deixar de fazer uma menção honrosa. E ela vai para, tchãn tchãn tchãn, tchãn… o atual número 1 do mundo, Rafael Nadal. O espanhol pode não ser o mais elegante, mas não há como negar que estilo ele tem de sobra, porque encarar o modelão “calça capri e regata machão” com louvor não é pra qualquer um.

No segundo semestre, que contou com Olimpíadas e US Open, a da camisa menor com leve grafismo deu aquele charminho que faltava ao moço. E só para despertar a curiosidade, o tempo de “Nadal sem mangas” está acabando. 2009 vem aí, e promete um espanhol muito mais charmoso para disputar o nosso próximo top 3!

Aberta a temporada de comentários na caixinha!

Isabela Perim, mais conhecida por aqui como Bê, é autora do blog Meninas Vodca, que analisa a moda no tênis. Publicitária em horário comercial e tenista nas horas vagas, ela é a responsável pelos posts que analisarão os tenistas mais bem (ou mal) vestidos em 2008.

O jogo do ano

Qui, 27/11/08
por Alexandre Cossenza |

Na época, me referi a este jogo como um dos melhores da história. No post de 11 de julho, analisei as minúcias que fizeram mais este duelo entre Nadal e Federer tão importante.

Hoje, quatro meses depois, é possível confirmar com certeza que a final de Wimbledon foi a melhor partida de 2008. Da mesma maneira, vê-se que aquela partida, que durou 4h48min e acabou depois das 21h em Londres, foi fundamental na seqüência de eventos que levaram Rafael Nadal à liderança do ranking mundial.

blog_final_de_wimbledon.jpgNão tenho pretensão de repetir o que escrevi na época (até por isso coloquei o link acima), então apenas listo algumas das partidas que também estão entre as melhores do ano. Todas, porém, ficam quilômetros atrás da decisão disputada em SW19.

A caixinha fica para que vocês listem seu top-5. O meu, que provavelmente foi injusto com alguma partida, se completa com a lista abaixo.

2. Murray x Federer, Round Robin, Masters Cup
Pensei bem antes de colocar este jogo aqui. É bem recente, e a mente humana tem o hábito de enfatizar o que está mais fresco. Mas pensemos aqui: Murray jogou tudo que podia para eliminar Federer, e o suíço lutou contra dores e salvou vários match points na tentativa de se manter vivo no torneio. Teve jogadas maravilhosas e drama de sobra.

3. Serena x Venus, Quartas, US Open
As duas tenistas mais talentosas do circuito feminino duelaram no Grand Slam de seu país. Ambas abusaram de pancadas do fundo de quadra e fizeram várias trocas de bola daquelas de prender a respiração. Terminou com vitória de Serena, mais estável nos tie-breaks. A americana se tornaria número 1 do mundo ao bater Jankovic na decisão do evento.

blog_jankovic_ivanovic.jpg4. Tsonga x Nadal, Semifinal, Australian Open
Nadal não jogou mal. Fez uma bela partida e lutou até o fim do terceiro set para tentar a virada. Tsonga, por sua vez, brilhou. Fez um monte de winners do fundo de quadra e executou voleios dificílimos como se estivesse brincando em um aquecimento. O francês mostrou, ali, que poderia brigar com os melhores do mundo.

5. Ivanovic x Jankovic, Semifinal, Roland Garros
Duelo que valeu o número 1 do mundo (até então, chamado assim aqui no blog). A partida teve seus altos e baixos, principalmente com Ivanovic, que acabou saindo vitoriosa. Após estar uma quebra atrás no terceiro set, ela se recompôs, parou de errar e virou o jogo em cima da compatriota. Jankovic, por sua vez, fez aquele joguinho de não errar do começo ao fim. Mais uma vez, não foi o bastante para ganhar um Grand Slam.

Outros jogos que eu considerei colocar na lista, mas deixei fora:
- Murray x Gasquet, Oitavas, Wimbledon
- Nadal x Djokovic, Semifinais, Olimpíadas de Pequim
- Federer x Tipsarevic, Terceira rodada, Australian Open
- Roddick x Kohlschreiber, Terceira rodada, Australian Open
- Safina x Sharapova, Oitavas, Roland Garros
- Ivanovix x Dechy, Segunda rodada, Wimbledon
- Jankovic x Paszek, Primeira rodada, Australian Open

Wimbledon x 10

Ter, 18/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Federer

blog_federer_borg.jpgSem tempo para um texto mais trabalhado nesta terça, deixo aqui uma imagem marcante. Roger Federer e Bjorn Borg, donos de dez títulos em Wimbledon, juntos, em quadra. Pouco importa se foi uma exibição. Pouco importa o resultado. Valeu pelas imagens, pelas jogadas e pelos sorrisos de admiração.

A constante inconsistência

Sex, 14/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Federer

blog_federerxangai.jpgDifícil pôr em palavras a atuação de Roger Federer nesta sexta-feira, mas pode-se dizer, sem nenhum exagero, que é uma amostra perfeita do que foi o ano do suíço. Um microcosmo, se é que tal expressão pode ser usada neste caso. Teve um quê de genial, como muitos de seus jogos, mas também contou com um problema físico e sofreu da irregularidade que incomodou o ex-número 1 do mundo durante 2008.

Federer executou golpes fantásticos contra Murray, mas também cometeu erros bobos, foi displicente vez ou outra e acabou superado por um adversário mais consistente e em grande forma. Não tenho os números, mas, na base do chutômetro, arrisco a dizer que o suíço fez mais bolas bonitas que o escocês. Não foi o bastante. Como não foi contra Simon (duas vezes) ou Nadal (outras quatro). Ou até contra Karlovic, em Cincinnati.

A atuação vaga-lume desta sexta ainda teve como agravante o problema nas costas, provavelmente o mesmo que o tirou do Masters de Paris, há duas semanas. Federer lutou o quanto pôde, saiu de um buraco no terceiro set (0/3) para vencer quatro games seguidos, tomar a frente e, pouco depois, se ver diante de uma infinidade de match points. Foram sete deles até que uma direita para fora, outro erro não-forçado, deu a vitória a Murray.

Federer proporcionou toques fantásticos e curtinhas com direito a toque na fita, mas também errou bolas por muito e até executou um smash bisonho, e a bola só foi quicar perto das placas publicitárias.

blog_bjorkman_xangai2.jpgCoisas que eu acho que acho:

- Não custa lembrar. “Inconsistência” tem um significado completamente diferente quando se fala de atletas espetaculares como Roger Federer ou Rafael Nadal.

- Não esqueçamos de registrar a aposentadoria de Jonas Bjorkman. O tênis vai sentir falta de sua simpatia e personalidade.

- Esta eu não acho. Tenho certeza. Os jogos das Masters Cup estão muito mais empolgantes do que eu imaginava. Como já escrevi numa caixinha abaixo, até a torcida anda animadíssima. Ace de Xangai.

- Tsonga decepcionou muitos fãs. Será que o francês será uma nova versão de Baghdatis, um tenista que faz jogadas lindas, diverte a si e ao público, sofre com muitas lesões, chega ao top 10 e depois desaparece? Espero que não.

- A surpresa agradável foi Davydenko. O russo chegou a Xangai em grande forma, fez jogo duro com Djokovic e despachou tanto Del Potro quanto Tsonga.

Federer contra o retrospecto

Qua, 05/11/08
por Alexandre Cossenza |

baselfedererblog.jpgNos quase cinco anos em que cubro profissionalmente sobre tênis, já digitei o nome de Roger Federer umas quatro mil vezes, mas jamais escrevi que ele chegava a um torneio diante de retrospecto negativo contra todos seus adversários. Ainda hoje, antes de redigir uma frase (que vai aparecer logo abaixo), penso em refazer as contas e ver onde errei.

Não é preciso. A matemática está certa. No Grupo Vermelho da Masters Cup, o suíço precisará enfrentar Andy Murray, Gilles Simon e Andy Roddick, tenistas que levam vantagem sobre ele em 2008. Pronto, escrevi. É a primeira vez.

Contra Murray, foram três jogos, e o escocês venceu em Dubai e Madri. Gilles Simon foi o algoz do suíço no Masters de Toronto, ainda antes do US Open. Até Roddick, um dos maiores fregueses de Federer, levou a melhor este ano, na única vez em que se encontraram: 2 sets a 1 nas quartas do Masters de Miami.

O sorteio foi, de fato, ruim para o número 2 do mundo. Ele poderia, por outro lado, ter caído na mesma chave de Tsonga e Davydenko - ambos foram facilmente superados pelo suíço este ano. Mas a Masters Cup reservou este último obstáculo para Roger Federer.

Impossível de superar? Claro que não. Afinal, o mundo do tênis se acostumou a ver Federer jogando o seu melhor nas horas mais complicadas. E é bom lembrar. O suíço perdeu dois jogos para Murray este ano, mas ganhou (e com folga!) o mais importante: a final do US Open. É esperar para ver.

A caixinha fica desde já aberta para quem quiser dar seu pitaco sobre o sorteio ou prever os resultados do torneio. Os palpitões também vão rolar por aqui (seguindo o mesmo esquema do WTA Championship, explicado abaixo). É só entrar e palpitar.

tsongablogparis.jpgCoisas que eu acho que acho:

- O maior vencedor desta quarta-feira foi Tsonga. O francês não só escapou de encarar o sempre perigoso Federer e o “quente” Andy Murray, mas caiu no grupo de um Djokovic que não vem repetindo as boas atuações do começo do ano e de um Davydenko que anda pouco inspirado.

- Espero que o público em Xangai seja melhor que o de Doha. Os espectadores no Qatar andam abaixo das minhas baixas expectativas.

- Em breve, volto a falar sobre a Davis. Só aviso uma coisa: não adianta a tal agência turística fazer propaganda de graça aqui no blog porque não vai rolar. Coisa mais feia, principalmente vindo de ex-tenista… Se quiserem, podem entar em contato com o setor comercial e negociar um anúncio no site.

miniheaderpalpitoes_azul.jpg

Nadal fora da Sul-Americana

Seg, 03/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Federer, Nadal

blognadalparis.jpgNadal, o Rafael, não joga bem futebol, a não ser no Winning Eleven. Seus colegas top 10 não acompanham o Brasileirão e, provavelmente, nem sabem que existem uma tal de Libertadores e uma tal de Sul-Americana (del Potro é a exceção).

No entanto, a Masters Cup vem sendo tratada de forma muito parecida com a que lidamos com a Sul-Americana, a do futebol, por aqui. É fim de temporada, ninguém tem mais chance de chegar a número 1, então qual a graça do último torneio? Lutar pela vaga na Masters Cup! Ficar entre os oito.

Para começar, quem sonha desde pequeno ficar entre os “oito”? Objetivos que ouvimos sempre são top 10, top 5, número 1 do mundo. Ninguém quer ser número 8 do mundo. Então, quando alguém diz que briga por uma vaga na Masters Cup, apenas arruma uma maneira de se motivar para aquele último torneio.

A imprensa adora (sim, eu me incluo). Afinal, que graça teriam as últimas rodadas de um torneio do qual Nadal e Federer, coincidentemente (?!) desistiram no mesmo dia? A briga, que até foi interessante este ano, alongou-se até a final. Tsonga venceu, fez a festa dos franceses e ficou com a tal vaga.

Pergunto eu: “E daí?”.

A real importância da Masters Cup é mostrada nesta segunda-feira, dia em que o número 1 do mundo anuncia sua desistência, visando a se recuperar para a final da Davis. Não se espante, leitor, se Federer ou algum outro desistir. Nalbandian, dizem por aí, também desistiria de Xangai. E del Potro, vai encarar?

Com a Sul-Americana acontece o mesmo. Todo ano é assim. Aqueles times em 10º, 11º ou 12º chegam ao fim do Brasileirão falando em Sul-Americana. Aí ganham a vaga e jogam com o time reserva na temporada seguinte. Ou seja, comemoraram a vaga para jogá-la pelo ralo.

bloffedererparis.jpgVoltemos a falar de tênis. Não sei quantos de vocês têm a mesma opinião, mas não consigo me empolgar com a Masters Cup na Ásia. O público parece de videogame (embora os mais viciados vão concordar se eu disser que as torcidas no XBOX e no PS3 são mais animadas). Bate palma nas horas certas, faz silêncio, mas vibra muito pouco para um evento deste porte. Lembro que em Houston os ânimos eram outros (até demais em alguns momentos).

Colocar tenistas deste nível para jogar tão longe (usemos a Europa como base, já que é o centro do tênis atual) e diante de um público que, historicamente, não conhece tênis, não ajuda nada a empolgar os atletas.

Sugiro uma experiência aos leitores. Revejam (se tiverem em casa) um dos amistosos entre Sampras e Federer e depois assistam à semifinal da Masters Cup do ano passado (Federer x Nadal). Aplausos soam exatamente iguais, embora o segundo jogo em questão tenha mostrado um Federer brilhante e, lembremos, a partida valia pontos importantes no ranking.

Torço, honestamente, para que a edição deste ano seja diferente. No fundo, porém, não estou nem um pouco otimista…

Game, set, marriage

Qui, 16/10/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Federer, Fofoca

blog_federermirka.jpgÉ com o título acima que o Gulf News, jornal dos Emirados Árabes, vem esquentando a central de fofocas do tênis. O site do diário sugere que Roger Federer pode estar prestes a, finalmente, se casar com a namorada, Miroslava Vavrinec, com quem se relaciona há oito anos.

Segundo a reportagem, os suíços observaram carinhosamente modelos de anéis com diamantes durante uma visita feita na semana passada à badalada joalheria Levant. Um dos anéis teria uma pedra de 60 quilates, a maior à venda na loja.

Federer e Mirka se conheceram nas Olimpíadas de Sydney, em 2000, quando ela ainda estava na ativa e defendia a Suíça. Uma série de lesões abreviou a carreira de Vavrinec, e ela passou a administrar a carreira do namorado. Os dois evitam ao máximo falar em casamento.

Chegou a hora de Federer, enfim, entrar para o time dos casados? Deixe seu recado na caixinha!

Lição de autoconfiança para Ivanovic

Qua, 08/10/08
por Alexandre Cossenza |

blog_ten_ivanovic_moscou.jpgNúmero 1 do mundo, Ivanovic sofreu uma lesão no polegar da mão direita que a atrapalhou no WTA de Montreal e a excluiu das Olimpíadas de Pequim. Pressão extra para a sérvia, que já havia exagerado na comemoração do título em Roland Garros e sido eliminada na terceira rodada de Wimbledon.

Ivanovic não pôde se prepara como queria, e caiu na segunda rodada do US Open, diante da qualifier Julie Coin. Motivo o suficiente para abalar a confiança da jovem de 20 anos? Qualquer que seja a resposta, Ivanovic sentiu.

Nos torneios seguintes, não mostrou o ritmo de antes. Mostrando um tênis excessivamente instável (até para os padrões atuais da WTA), caiu na estréia em Tóquio (Petrova) e nas quartas em Pequim (Zheng), e resolveu se inscrever nas duplas em Moscou - onde, aliás, também perdeu na estréia nas simples.

Embora pareça simples à primeira vista, a parceria com Schiavone ilustra o quase desespero de Ivanovic. Não é publicidade, e sim uma tentativa de fazer as pazes com seu tênis e, conseqüentemente, com as vitórias. Mostra que a sérvia se perdeu. Não sabe onde foi parar seu jogo, não sabe o que fazer para reencontrá-lo.

blog_ten_federer_usopen.jpgNúmero 1 do mundo, Federer sofreu um baque em Wimbledon. Perdeu para seu maior rival em seu torneio preferido, onde levantou o troféu cinco vezes seguidas. Uma derrota assim, em cinco sets, decidida na noite londrina, em detalhes, dói. E toma proporções maiores em um ano com resultados abaixo da média - para Federer.

Em seguida, vieram derrotas para Gilles Simon (na estréia em Toronto), Ivo Karlovic (segunda rodada em Cincinnati) e até para o freguês James Blake (quartas-de-final das Olimpíadas). As insistentes perguntas da imprensa sobre a suposta má fase incomodaram, e os resultados eram o suficiente para abalar de vez a confiança de qualquer tenista.

À exceção de Roger Federer. É verdade que o suíço admitiu, uma única vez, que teria de repensar seu jogo, mas não foi isso que aconteceu. Sempre acreditando em seu tênis, vibrando mais em quadra e jogando (quase) tão bem como em seus melhores dias, o suíço, já como número 2 do mundo, conquistou o título do US Open. Pela quinta vez.

Alguém aí ousa apontar um caminho para a sérvia? Deixe na caixinha!

Número 1 até o fim do ano

Qua, 10/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Federer, Nadal

ten_rafaelnadal_afp.jpgAs chances de Roger Federer recuperar a liderança do ranking mundial este ano são mínimas. Não só porque Rafael Nadal está mais de mil pontos à sua frente, mas porque o suíço tem mais pontos a defender do que o espanhol. Vejamos a matemática da coisa.

Ano passado, Federer foi vice no Masters de Madri (350 pontos), chegou às oitavas no Masters de Paris (75) e foi campeão no ATP da Basiléia (250) e na Masters Cup (650). Ao todo, são 1.325 pontos para defender em 2008.

Nadal, por sua vez, foi vice em Paris (350), caiu nas quartas em Madri (125) e alcançou a semifinal na Masters Cup (200), o que totaliza 675 pontos. Ou seja, o espanhol precisa defender 650 pontos a menos que o rival.

Imaginemos, então, o cenário mais otimista possível para Federer. Suponhamos que ele ganhe todos os torneios que disputará até o fim do ano: os ATPs de Estocolmo (225) e Basiléia (250), os Masters de Madri e Paris (500 cada) e a Masters Cup (750). Assim, se vencer mais 25 jogos seguidos, somará 900 pontos e chegará a 6.830.

Ainda que Federer consiga tudo isso, bastaria ao espanhol chegar às semifinais em Paris e Madri (225 pontos em cada) e vencer dois jogos na Masters Cup (200), mesmo que não chegue à semi do evento de fim de ano. Com esses três resultados, nada complicado para o tênis que Nadal vem demonstrando, ele terminaria a temporada com 6.975 pontos. À frente de do suíço.

Importante

Os cálculos de Federer foram feitos com base no calendário que o suíço disponibiliza em seu site. Não duvido que ele desista de um ou outro torneio até o fim do ano se começar a ganhar.

Coisa que eu acho que acho

É injusto dizer que Federer tem mais chances de ultrapassar Nadal porque o espanhol terá muitos pontos a defender em 2009. Do mesmo jeito que o suíço defendeu sua liderança com brilho durante quatro anos, é possível que Nadal repita seus resultados e se mantenha na liderança do ranking em 2009.

É bom lembrar também que, embora não tenha vencido um Masters sequer em 2008, Federer tem um título, dois vices e uma semifinal de Grand Slam. Resultados tão difíceis de defender quanto os do espanhol nos quatro torneios mais importantes do circuito mundial.

O melhor veio no fim

Seg, 08/09/08
por Alexandre Cossenza |

Tentemos esquecer, por um momento, que Roger Federer foi número 1 do mundo por mais de quatro anos. Apaguemos momentaneamente de nossas memórias que o suíço tinha, no currículo, 12 títulos de Grand Slam. Deixemos em segundo plano o fato de que Federer é um dos maiores tenistas da história.

federerfestablog.jpgPensemos apenas na temporada 2008/09. Federer passou por uma mononucleose no começo do ano. Sofreu com as críticas já em Miami e Indian Wells. Perdeu quatro jogos seguidos para Rafael Nadal. Foi derrotado na final de Wimbledon.

Ouviu e leu que estava decadente (e outros adjetivos muito menos educados). Acusou o baque no Masters de Toronto. Perdeu a liderança do ranking e, ainda por cima, foi superado pelo freguês Blake em Pequim.

Foi um ano cheio de obstáculos para Roger Federer, mas os revezes e as barreiras fizeram muito bem ao suíço. Desde as Olimpíadas, Federer parece ter reencontrado a vibração que o levou ao topo do ranking. O gosto amargo das seguidas derrotas em decisões fez com que ele se lembrasse de o quão doces são as vitórias. O US Open foi assim. Federer foi mais feliz em quadra. Vibrou mais, comemorou mais, jogou mais.

federertrofeublog.jpgAgora dono de 13 títulos de Grand Slam, o suíço guardou para a final do torneio americano o que tinha de melhor. Sacou bem, dominou a maioria das trocas de bola, subiu à rede quando teve chance e soube a hora certa de colocar pressão sobre o saque de Murray. A inexperiência do britânico pesou, mas o tênis superior de Federer foi muito mais decisivo.

Como eu escrevi no post anterior, parecia que os deuses do tênis não queriam outra temporada sem um título do suíço em um Grand Slam. Com ou sem ajuda deles, o triunfo de Federer no US Open foi justíssimo.

Estraga-prazeres

Após uma atuação brilhante contra Nadal, Murray não foi sombra disso na decisão. Entrou em quadra errando muito, atacou pouco, não sacou nem se defendeu tão bem quanto fez nas semifinais. O escocês acabou estragando uma final que tinha tudo para ser memorável.

Primeiro porque Federer teria a chance de, em outro Grand Slam, vingar as derrotas sofridas em Wimbledon e Roland Garros. Segundo porque Rafael Nadal jamais teria sido derrotado da maneira que Murray caiu em Flushing Meadows.

murraylamentablog.jpgSobre o ranking

Para quem não acompanha tênis diariamente, fica aqui a explicação. Mesmo com o título do US Open, Federer não voltará a ser o número 1 do mundo. O suíço, que levantou o troféu também no ano passado, apenas manteve seus pontos.

Rafael Nadal é quem sairá no lucro. Em 2007, o espanhol foi eliminado nas oitavas. Como este ano o atual número 1 do mundo alcançou as semifinais, sai de Nova York 300 com 300 pontos a mais. Ou seja, Federer está ainda mais distante.

Tudo conspira a favor…

Dom, 07/09/08
por Alexandre Cossenza |

federerusopen300.jpgSobrou raça, mas faltou jogo a Rafael Nadal. Eu já escrevi algo parecido, embora em circunstâncias completamente diferentes, sobre o número 1 do mundo. O espanhol tentou tudo, mas não estava em um bom dia (não fez um grande torneio, para dizer a verdade), cometeu um balde de erros não-forçados que não costuma cometer e sucumbiu ao escocês Andy Murray nas semifinais do US Open.

O desempenho de Nadal, muito abaixo da média, e a apresentação de Murray, que converteu apenas três dos 822 (!) break points que teve no jogo, são, a meu ver, a prova definitiva de que os deuses do tênis não querem ficar uma temporada inteira sem ver Roger Federer conquistar um Grand Slam. Seria contra o bom senso fazer o suíço passar por uma seca de títulos tão grande (para ele!), diriam os puristas fãs do suíço.

Dá suporte à minha teoria o que aconteceu com Novak Djokovic antes de enfrentar Federer. Passou por apertados cinco sets contra Robredo, teve a torcida contra no jogo contra Roddick e chegou visivelmente desestabilizado e cansado às semifinais. O sérvio esteve longe do seu melhor no duelo com Federer. Mérito para o suíço, que cresceu no torneio na hora da decisão.

Não há muito que dizer sobre Nadal, que finalmente pagou o preço de ter vencido tantos jogos em um intervalo de tempo tão curto. A vontade esteve em Nova York, mas o corpo não chegou nas melhores condições. Quando pegou um adversário duro e quase tão rápido em quadra quanto ele, provou de seu próprio veneno e não resistiu. O calendário foi cruel, mas aposto que o espanhol não trocaria o ouro olímpico por um título do US Open.

murrayusopen710.jpgO que esperar da final

Ano passado, também no US Open, o mundo viu Novak Djokovic sentir a pressão de sua primeira final de Grand Slam e perder sete set points. Acabou sendo batido por 3 sets a 0 em uma partida na qual teve boas chances de surpreender Federer.

Murray, que já sentiu a pressão nas semifinais, deve passar pelo mesmo na decisão desta segunda-feira. Diante do todo-poderoso Roger Federer, precisará fazer muito mais do que fez na vitória sobre Nadal.

Polêmica também não deve faltar. Primeiro porque todos devem lembrar Federer disse, após sua derrota diante de Murray em Dubai, no começo deste ano, que o britânico se contentava em devolver bolas, esperando por erros do então número 1. A frase gerou um bafafá enorme. Será que Murray vai apostar na mesma estratégia? Como o suíço vai reagir?

O retrospecto de confrontos diretos, que registra 2 a 1 para o escocês, é, talvez, a pior indicação para a partida. Por três motivos: primeiro porque a vitória de Federer veio em 2005, há longínquos três anos; depois porque o segundo confronto, com vitória de Murray (Cincinnati 2006), tinha um Federer esgotado, mais ou menos como Nadal neste domingo; e terceiro porque o duelo de Dubai foi o primeiro jogo pós-mononucleose de Roger Federer. Nada serve de referência.

nadalusopen710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) Não fiz as contas, mas acho que Andy Murray é o tenista com mais vitórias recentes sobre números 1 do ranking. Foram duas contra Federer e, agora, uma sobre Nadal. De cabeça, lembro que Nalbandian e Cañas têm duas cada. Nadal, é claro, não conta… rsrs!

2) Sempre acreditei que Nadal teve mais dificuldade contra tenistas que batem o backhand com as duas mãos. A explicação, em tese, é fácil. Quem usa as duas mãos é menos incomodado pela bola cheia de spin do espanhol. O backhand assim é o melhor para bater as bolas na altura do ombro.

3) As estatísticas aparentemente indicam que minha teoria está certa. Este ano, Nadal só perdeu para adversários que executam o backhand com duas mãos. Contra a minha tese, porém, pesa o fato de que os tenistas que executam o backhand com apenas uma das mãos são minoria no circuito.

Até aqui, deu a lógica. E agora?

Sex, 05/09/08
por Alexandre Cossenza |

Pela primeira vez no Circuito dos Palpitões, 30 (trinta!) participantes acertaram os quatro semifinalistas de um torneio. O número é impressionante, principalmente quando comparado aos eventos anteriores, e reflete o favoritismo de Nadal, Federer, Djokovic e Murray.

montagemtenis.jpgEspanhol, suíço e sérvio são os cabeças 1, 2 e 3, enquanto o escocês, intruso, é o sexto pré-classificado. O rótulo, porém, não reflete a fase de Murray, que vem jogando tênis em nível para chegar aonde chegou.

Sua chave também não era das mais complicadas. David Ferrer, principal cabeça em seu caminho, não atravessa bom momento. Del Potro chegou esgotado às quartas e, como não aproveitou as chances nos primeiros sets (mérito também para Murray), não resistiu.

Até aí tudo bem. Mas e agora? Quem leva o título?

Nadal é franco favorito contra Murray, não só pelo tênis impressionante que vem jogando, mas pelo retrospecto recente contra o britânico. O espanhol venceu por 3 a 0 em Wimbledon e, depois, venceu novamente em sets diretos no Masters de Toronto - embora o jogo tenha sido duro: 7/6 e 6/3.

Entre Djokovic e Federer, a parada é dura. O sérvio vem de um caminho mais duro: bateu Cilic em quatro, Robredo em cinco, e Roddick em quatro sets. Mostrou bom preparo físico e capacidade de jogar bem em pontos decisivos. O suíço anda inconstante. Jogou muito bem contra Stepanek, precisou de cinco sets para bater Andreev, e foi burocrático na vitória sobre Muller. Mesmo assim, Federer é Federer.

As casas de apostas indicam Nadal e Federer como favoritos, mas não mudo o que apostei nos palpitões: vou com Nadal e Djokovic, acreditando na regularidade do sérvio. Mas admito: torço para uma final Nadal x Federer.

E você, leitor, o que acha? Quem vai levar o US Open? Você apostou em alguém no palpitão e mudou de opinião depois do início do torneio? Escreva na caixinha! A partir de agora, as discussões sobre a chave masculina rolam por aqui!

federerblog710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) Roddick disse, na coletiva, que estava brincando sobre as lesões de Djokovic. Estranho. Vi o vídeo e não tive essa impressão. Mais estranho ainda é que vários jornalistas que assistem a inúmeras coletivas do americano não tenham percebido se tratar de uma brincadeira…

2) Que Federer vai aparecer para enfrentar Djokovic? Não faço idéia, mas a torcida vai lotar o Estádio Arthur Ashe para torcer pelo suíço. Com certeza.

3) Joanna ‘Safina’ de Assis, do SporTV, relata que a organização do US Open já se programa para realizar a final masculina na segunda-feira. A previsão é de chuva para todo sábado, e as semifinais ficarão para domingo.

Bravo, Thiago

Sex, 29/08/08
por Alexandre Cossenza |

thiago2300.jpgFoi legal, para começar, ver um brasileiro no Estádio Arthur Ashe, maior palco do US Open. Melhor ainda foi ver um Thiago Alves jogando solto, partindo para o ataque e dando trabalho a Roger Federer.

Para fazer uma breve análise, Thiago Alves, que já foi número 95 do mundo, mostrou que tem jogo para, pelo menos, estar entre os 100 melhores do ranking. Sua atuação contra o todo-poderoso Federer foi digna de aplausos. Executou várias jogadas dificílimas, movimentou-se bem em quadra, atacou sempre que pôde e mostrou seu potencial diante de um estádio cheio de gente.

Melhor ainda é poder comemorar a volta por cima na carreira de Thiago. Nem todo mundo lembra, mas após entrar no top 100, em meados de 2006, o paulista teve um 2007 para esquecer. Acumulou uma série de maus resultados, teve problemas pessoais e fez uma mudança para Florianópolis que não deu certo. Como o tênis é implacável, despencou para o 383º do ranking. O fundo do poço foram duas eliminações precoces em Futures.

Hoje, de volta a São Paulo, tem nova estrutura de treino, volta a focar no tênis e, aos poucos, se recupera. Que continue assim. Boa sorte, Thiago!

thiagofederer710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) É sempre bom elogiar um brasileiro, mas nada de exageros. Em momento algum, a vitória de Federer esteve ameaçada. O suíço ameaçou com freqüência o saque do brasileiro. Thiago conseguiu uma quebra em três oportunidades, enquanto o adversário teve 15 break points.

2) Também não pode passar em branco. O Federer que cedeu 12 games ao brasileiro cometeu 46 erros não-forçados. Ou seja, também não podemos dizer, infelizmente, que Federer teve de jogar bem para ganhar de Thiago.

O que esperar do US Open

Sex, 22/08/08
por Alexandre Cossenza |

usopenlogo.jpgComo todo torneio importante, cheio de expectativa, há mais perguntas do que respostas cercando este US Open. Alguns exemplos:

* Roddick acertou ao não viajar até Pequim? Os resultados não vieram nos torneios de preparação, mas duas longas viagens a menos podem pesar a favor do americano em Flushing Meadows? Ou ele chega sob pressão extra para atuar bem diante dos fãs locais?

* Rafael Nadal vai, enfim, passar das quartas em Nova York? Tudo indica que ele já tem consistência para isso em quadras duras, mas até quando seu físico vai agüentar o calendário puxado e vitorioso?

* De que é capaz Juan Martín del Potro, que chega ao US Open após quatro conquistas consecutivas? Bellucci seria capaz de incomodá-lo em uma eventual segunda rodada?

* Falando em Brasil x Argentina, o que dizer das chances de Marcos Daniel contra David Nalbandian na primeira rodada? Há esperança? Ou, como disse o leitor (argentino!) Horace, só vai faltar o Dunga ao lado da quadra?

miniheaderpalpitoes_azul1.jpgSe você tem as respostas, pode deixar na caixinha de comentários. E aproveite para participar do Circuito dos Palpitões. Se você ainda não conhece ou não brincou, basta dar uma olhada no regulamento e entrar na disputa. Como é o segundo Grand Slam do Circuito, muitos pontos ainda estão em jogo e há tempo para brigar de igual para igual com quem já está no ranking.

É sempre bom lembrar. Palpites aqui são a partir das oitavas, e as inscrições ficam abertas até o início do primeiro jogo do US Open. A programação oficial ainda não saiu, mas o torneio começa na segunda-feira, e a diferença de fuso horário é de uma hora. Ou seja, 12h em Nova York são 13h em Brasília.

Por enquanto, fica a caixinha para os palpitões da chave masculina. O post para os palpitões femininos pinta ainda nesta sexta.


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