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Ficou a inveja…

Ter, 25/11/08
por Alexandre Cossenza |

blog_mardelplata1.jpgNada como um bom bife de chorizo (mais um, no meu caso) e uma taça de vinho em Puerto Madero para estimular este último texto sobre a Davis (alguns leitores podem questionar a relação entre a carne argentina e minha produção intelectual, mas só vão entender, de fato, quando me convidarem para um churrasco).

Na última noite em Buenos Aires, fiquei pensando no privilégio que foi fazer a cobertura do duelo entre Argentina e Espanha, um confronto que significou muito para muitos fãs, mudou a carreira de alguns tenistas e fechou com chave de ouro a temporada do tênis masculino.

Passei a maior parte do tempo pensando em um sentimento freqüentemente mal compreendido: a inveja. Afinal de contas, tenho inveja do tênis espanhol, assim como do argentino, há algum tempo, e presenciar um evento deste tipo só veio a aflorá-la.

Quando será que o tênis brasileiro viverá algo parecido? Ou melhor, será que um dia viveremos algo parecido?

blog_mardelplata2.jpgNão me levem a mal. Falo da inveja no bom sentido. Aquela que nos dá vontade de ter o que os outros têm. Sem torcer pelo insucesso destes. É o sentimento de admiração não só por um trabalho feito com competência, mas, principalmente, pelos resultados obtidos. Falo, obviamente, tanto da Espanha quanto da Argentina.

Ver um tênis brasileiro forte, versátil, de volta ao Grupo Mundial, deve ser sonho de todos por aqui. Temo, porém, que nosso país não tenha tenistas para brigar por um título da Davis pelos próximos 20 anos, não tenha um capitão como Emilio Sánchez Vicario, nem tenha estrutura para organizar um evento deste porte com a competência que os argentinos tiveram.

Houve falhas em Mar del Plata? Sim. Poucos ingressos foram colocados à venda, havia cambistas, a torcida se exaltou. Em uma final de Davis, é até compreensível. Nossas Davis recentes (confrontos bem menos relevantes) tiveram problemas muito mais graves, como uma quadra sem lona em Belo Horizonte e ingressos caríssimos em Sorocaba. Nosso único ATP também entra na conta, já que foi palco de uma vergonhosa demonstração de fanatismo do público em 2004 (último ano que Guga teve chances reais no torneio). O que aconteceu ali foi muito pior que as ofensas argentinas em Mar del Plata.

Também fiquei com um pingo de inveja dos meus colegas do “Olé”. Lá na Argentina, tênis figura na capa do principal diário esportivo. Por aqui, acho que só o tricampeonato de Guga em Roland Garros teve essa honra. Este ano, a despedida do catarinense, no mesmo Grand Slam francês, foi destaque até na frança, mas a edição carioca do “Lance!”, por exemplo, tinha uma foto enorme de Thiago Neves na capa. Guga foi só uma chamadinha.

E sabem o que mais admirei? Um fato que passou batido por muita gente. Os principais tenistas espanhóis andam brigados com o presidente de sua federação, e nem por isso deixaram de defender as cores do país. E ninguém viu o cartola espanhol querendo aparecer no meio da comemoração de seus atletas.

Por essas e outras, sigo aqui no Rio, cheio de inveja…

blog_mardelplata3.jpgMudando de assunto

Como é o último post sobre a Davis, cabe aqui um agradecimento a todos que elogiaram a cobertura. A idéia, de fato, era mostrar o que não se vê pela TV. Considerando que cheguei a Mardel na noite de quinta, acho que correu tudo direito.

Obrigado aos que visitaram o blog, participaram do palpitão e deixaram seus comentários. Deixo um agradecimento especial ao Horace, primeiro a escrever após a vitória de Nalbandian. Só posso imaginar o tamanho de sua frustração. Sinto por você. De verdade.

Os próximos posts trarão retrospectivas sobre o melhor (e pior!) da temporada 2008. Quem se destacou mais, quem decepcionou, os jogos mais interessantes, etc. Também haverá muitas fotos (como a prometida imagem de Dementieva) e, como não poderia faltar, uma análise de quem se vestiu bem e mal (esse post trará uma novidade bem bacana, mas ainda é surpresa!).

Como vocês podem imaginar, não tive tempo de olhar os palpitões da Davis, mas me parece que o título é do Daszma. Ele entrará no Hall da Fama, um dos posts de retrospectiva, em que serão citados todos os campeões de 2008. O texto terá um link permanente no menu da direita.

Vamos às notas

Ter, 25/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel3.jpgAcabada a Davis, que tal avaliarmos mais objetivamente Espanha e Argentina? Trocando em miúdos, sugiro que demos notas para as atuações dos jogadores e dos capitães durante este fim de semana em Mar del Plata. É bem simples. Basta citar o nome de cada um, dizer quanto este mereceu e explicar os motivos. Eu vou primeiro, o que já facilita a vida de vocês.

blog_feli_champanhe_reu.jpgJuan Martín Del Potro
Chegou a Mar del Plata mal fisicamente. Cansado pelo exigente circuito mundial e pela viagem a Xangai, apareceu para a Davis com um problema na unha do pé e acabou sofrendo uma lesão no primeiro jogo. É bom dizer que Delpo estava perdendo uma partida na qual havia entrado como favorito. Há quem argumente que ele não teve culpa, já que foi exigido demais fisicamante. É verdade, mas também pode se dizer que o argentino, sabendo que disputaria a Davis, poderia ter se poupado e não ido a China. Não estou julgando sua decisão, mas ela teve, sim, peso no resultado final da Davis. Nota 5.

David Nalbandian
Reclamou muito da escolha de Mar del Plata para sede do duelo, mas apareceu para jogar no primeiro dia. Deu um banho em Ferrer. Esteve bem no sábado, mas cometeu uma dupla falta que iniciou a reação espanhola no tie-break do terceiro set. Deixou o Polideportivo sem dar entrevistas, o que gerou rumores de brigas internas na equipe.
No domingo, ficou ao lado o tempo todo, apoiando Acasuso. Era Nalbandian, por exemplo, quem sinalizava a hora de pedir o replay. Mas aí o estrago já estava feito. Mereceria 9 pelo que fez em quadra, mas 5 por sua atuação fora dela. Nota 7.

Jose Acasuso
Mais uma vez, mostrou que não tem condições de vencer jogos decisivos em Copas Davis. Exibiu um backhand frágil e um preparo físico deficiente. Lutou muito, mas não resistiu. Acasuso, aliás, nem teve a confiança do capitão, já que foi dispensado do jogo de duplas assim que Nalbandian se mostrou disposto a atuar também no sábado. Provavelmente só foi escalado para as simples porque o Gordo (Calleri), digamos, estava meio fora de forma para jogar cinco sets. Nota 2.

blog_nalba_calleri_reu.jpgAgustín Calleri
Sacou bem nas duplas, mas cometeu erros imperdoáveis em momentos decisivos. Quando o tie-break do terceiro set ficou empatado em 5/5, mandou um smash na rede e, em seguida, errou um voleio fácil. Foi perdendo a confiança à medida em que o jogo se alongou. Também estava mais gordo do que de costume. Virou piada no jornal “Olé”. O diário disse, com razão, que o short de Calleri estava apertadíssimo, e parecia perto de arrebentar. Nota 3.

Alberto Mancini
A convocação de Acasuso provou-se um equívoco. O tenista não apenas era incapaz de jogar uma partida de cinco sets (e só complicou o jogo contra Verdasco porque o espanhol errava muito) como estava tecnicamente mal. Mancini também administrou mal os egos e foi incapaz de evitar os boatos de crise interna.
Enquanto se comentava que ele será o próximo treinador de Nalbandian, escalou o tenista quando este disse que queria jogar duplas. Não adiantou. Na coletiva, após o título espanhol, ainda tentou culpar a imprensa. Sua saída talvez faça muito bem à Argentina. Nota 1.

David Ferrer
Chegou em Mar del Plata em fase ruim, física e tecnicamente. Não deu trabalho a Nalbandian e saiu cabisbaixo de quadra. Ganhou pontos, porém, quando foi substituído no domingo e apoiou Verdasco o tempo todo. Pela postura fora de quadra, mereceu elogios do capitão Emilio Sánchez Vicario na coletiva. Nota 4.

Feliciano López
Ganhou o posto de segundo simplista por mérito nos treinos e comprovou a boa forma na sexta-feira, quando fez um dos melhores jogos de sua vida. Incomodou Del Potro com seu slice, foi à rede nas horas certas, voleou bem e foi corajoso no serviço, conseguindo até aces de segundo saque. No sábado, voltou a sacar com maestria e carregou Verdasco quando este esteve mal. Nota 9.

blog_festa_espanha_efe.jpgFernando Verdasco
Escolhido para alvo dos ataques da torcida argentina, sentiu a pressão no primeiro set das duplas, mas encontrou uma maneira de bloquear os insultos e provocações e conseguiu o valioso pontos das duplas. Motivado, voltou no lugar de Ferrer e venceu um jogo nervoso, dando o ponto decisivo à Espanha. Grande participação. Nota 8,5

Marcel Granollers
Grande motivador da equipe. Gritou, pulou e incentivou. Era um dos mais alegres na comemoração. Parecia uma criança. Como não jogou, fica sem nota.

Emilio Sánchez Vicario
Para mim, o capitão fez toda a diferença. Fez o melhor com o que tinha na mão. Soube motivar seus atletas, fez com que eles esquecessem os fatores extraquadra e o favoritismo argentino. Ganhou mais respeito nas coletivas, onde repetidamente minimizou seus méritos e exaltou os atletas. Convocou bem, escalou melhor ainda. Poderia ficar elogiando Emilio por mais umas 30 linhas, mas já fiz isso num post anterior. Pelo conjunto da obra (desde a saída de Nadal até a recusa em falar do número 1 na coletiva após o título), nota 10.

E as notas de vocês? Deixem na caixinha!

P.S.:Meu vôo de Buenos Aires para o Rio foi cancelado e fico uma noite a mais na Argentina. A demora no aeroporto causou a demora até este post. Ainda tenho um último teto sobre a Davis, que deve ir ao ar nesta terça, mas prometo aos que não viram o duelo ou estão cheios de ler sobre o assunto que será o último sobre o assunto.

Emilio e seus superpoderes

Dom, 23/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel3.jpgPor mais que López e Verdasco tenham sido as estrelas dentro de quadra, muito do mérito pelo título deste domingo é de Emilio Sánchez Vicario, o capitão espanhol. Não necessariamente por suas convocações ou escalações, embora ele tenha sido extremamente eficaz nesses quesitos.

Emilio sabe e diz publicamente para quem quiser ouvir que os jogadores são os principais responsáveis por um resultado na Davis. Jamais atrai para a si mais atenção do que o necessário, seja da imprensa ou do público. Elogia e critica, qualquer que seja o tema, com a postura de um gentleman.

blog_emilio_reu.jpgDurante todo o fim de semana, o capitão espanhol administrou com perfeição as diversas situações em que se encontrou. Para começar, não superestimou a vantagem da quadra, feita para beneficiar os tenistas da casa, ou do público argentino. Ao fazer isso, evitou que seus tenistas entrassem no duelo preocupados com algo além do jogo.

Emilio também soube encarar a derrota de Ferrer e conseguiu motivar López de modo que este fizesse um jogo espetacular contra Del Potro. No dia seguinte, após a vitória nas duplas, diante de Verdasco e López, admitiu o favoritismo, mas disse que isso não lhe servia. “De que adianta ser favorito se não mostrarmos isso na quadra?”.

Com a mesma fala educada, criticou a torcida argentina. Disse que se sentiu desiludido com o público e que, no dia anterior, os torcedores haviam se comportado “como senhores”. A repercussão lhe foi positiva. Neste domingo, não houve mais ofensas exageradas.

Na coletiva após o título, em sua despedida como capitão espanhol, Emilio foi novamente um diplomata. Quando questionado sobre a ausência de Nadal, rebateu, sem alterar o tom de voz. A resposta, reproduzida abaixo, lhe rendeu aplausos da imprensa.

“Rafa Nadal deu muitas possibilidades e triunfos para a equipe. Ele esteve contra Alemanha e contra os Estados Unidos. Mas também creio que ele não pôde estar aqui por seus problemas físicos. Os jogadores que estão aqui merecem toda a repercussão. Merecem todos os elogios.”

blog_o_capitao_get.jpgNão foi só isso. Emilio foi muito criticado na Espanha por sua convocação. Diziam que ele não tinha um plano B, para o caso de uma eventual ausência de Nadal. O capitão poderia ter descontado a mágoa após o título, mas preferiu a via diplomática. Como sempre. E ganhou mais palmas.

“Esta etapa fecha um ciclo com um prêmio a todos estes jogadores. Espero que o capitão que venha possa ter tanta sorte e viver tantos momentos mágicos como eu. Grande parte da imprensa criticou, mas estes jogadores estavam aí, dedicados. O plano B funcionou”.

Tão importante quanto o comportamento fora de quadra é a postura de Emilio dentro dela. A imagem de um capitão ajoelhado (não agachado ou sentado no banco) para conversar com o atleta é metaforicamente forte e, no caso do espanhol, é um retrato fiel da posição que toma diante em relação aos jogadores.

Em todas as coletivas, os atletas espanhóis confirmaram que Emilio sabe o que dizer para tirar o melhor de seus comandados. Os resultados mostraram isso. Fernando Verdasco resumiu.

“Quando Emilio está do nosso lado, é como se jogássemos em dois contra um. Ele tem superpoderes”.

Os heróis improváveis

Dom, 23/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel3.jpgFeliciano López tem um ótimo saque, um grande forehand (canhoto), um belo slice e voleia muito melhor que a média dos simplistas atuais.  No entanto, é tão instável quanto talentoso, e nunca passou do 20º posto no ranking mundial. Com 27 anos e atualmente em 31º no ranking da ATP, Feli era visto como, no máximo, uma bela opção para as duplas na final da Davis.

blog_herois_improvaveis_get.jpgA história de Verdasco não é lá tão diferente, já que ele também vinha sendo convocado para as duplas. Com Nadal e Ferrer assegurados nas simples, o número 16 do mundo teria a função de apenas lutar pelo ponto das duplas. Entre os 40 do mundo desde 2004, só em 2008, aos 25 anos, chegou ao top-20 (foi o 11º do ranking).

Até sexta-feira, alguém apostaria que os dois seriam responsáveis pelos três pontos que deram o título da Copa Davis à Espanha? Pois foi exatamente isto que aconteceu.

López fez o que ele mesmo classificou como a melhor partida de sua vida. Sacou muito e surpreendeu Del Potro. A vitória manteve a Espanha animada, já que a derrota de Ferrer por 3 a 0 diante de Nalbandian havia deixado o time cabisbaixo. Um feito e tanto para quem, até quinta-feira, nem sabia se disputaria as simples.

No sábado, Feli contou com a ajuda de Verdasco, escolhido como alvo das ofensas do público argentino. Juntos, viraram um tie-break praticamente perdido e bateram Nalbandian e Calleri por 3 a 1. Fernando foi quem saiu mais animado, o que lhe rendeu uma vaga nas simples deste domingo.

“Espero que estes jogos me façam acreditar mais em mim e que eu tenha mais confiança para o futuro. Isso vai me ajudar. Aqui, joguei o meu melhor. Não só para meus companheiros, mas para meu país”, apontou López.

blog_verdasco_quefase_reu.jpgNo quarto jogo, Verdasco deu mais uma demonstração de que vive um momento especial (pessoal e profissionalmente). O espanhol, que começa a ganhar manchetes (fora do noticiário tenístico) como namorado da linda Ana Ivanovic, se mostrou física, técnica e mentalmente melhor que Acasuso. Virou um jogo que perdia por 2 sets a 1 e deu o título à Espanha.

“É a partida, a vitória mais importante da minha vida. Sempre lembrarei deste jogo, do último forehand, do último ponto”.

Todos vão lembrar, Fernando.

De arrepiar

Dom, 23/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel3.jpg“O público de Mar del Plata se comportou dentro do que cabia pela tensão da partida”. A análise do capitão Emilio Sánchez Vicario fala sobre este domingo, quando a Espanha fechou o duelo em 3 a 1.

De fato, a torcida cantou e empurrou Acasuso até onde este podia chegar. Alguns gritos atrapalharam os saque de Verdasco, é verdade, mas é bom dizer que outros sons fora de hora (também vindos de fãs locais) afetaram Acasuso. Em um balanço geral, tudo correu bem.

Destaco dois momentos. Logo no match point, quando Verdasco fechou o jogo, não se ouviu uma vaia. Só aplausos. O público argentino foi, aos poucos, se levantando e batendo palmas para o triunfo dos gallegos. O vídeo está abaixo.

Alguns minutos depois, quando o time espanhol deu a volta olímpica no Polideportivo Islas Malvinas, a torcida voltou aplaudir de pé. Os fãs espanhóis reconheceram e, então, entoaram gritos de “Argentina, Argentina”. O resto do ginásio engrossou o coro. Deixo o vídeo aqui, mas já adianto que a cena foi daquelas que classificamos com aquele famoso “era preciso estar lá”. Foi de arrepiar…

De quem é a culpa?

Dom, 23/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel2.jpgA coletiva da Argentina, que contou com Chucho Acasuso e Luli Mancini, foi um tanto agitada. Diante de uns 200 jornalistas (sem exagero), o capitão argentino disse que a imprensa era parcialmente responsável pelo favoritismo exagerado do time local.

Mancini afirmou também, para comoção da platéia, que muitas informações equivocadas foram divulgada pela imprensa argentina nos últimos dias. A declaração deu início a um acalorado bate-boca entre o capitão e um jornalista da Fox Sports.

O repórter pediu os nomes das pessoas e dos veículos que teriam feito esse suposto mau jornalismo. Luli disse que não iria dar nomes, o que só piorou a situação.

blog_mancini_david_reu.jpgO periodista disse que se sentia ofendido pela declaração e, ao mesmo tempo em que Mancini e Acasuso falavam nos microfones da mesa de entrevista, seguiu atacando o time argentino.

Disse que a culpa pelas informações supostamente equivocadas era do time argentino, que não atendia a imprensa e não recebia os repórteres no hotel. “Se vocês e Nalbandian não atendem a imprensa, se Nalbandian não vem à coletiva, não aceita a imprensa no hotel, a culpa é de vocês. Se não temos informação, temos que averiguar”, disse.

Mancini, que normalmente já tem a cara fechada, a cerrou ainda mais e pediu o fim da coletiva.

Coisa que eu acho que acho:

-  É injusto opinar sobre a situação, já que nunca cobri a equipe argentina na Davis. O que posso afirmar é que a imprensa argentina, em sua grande maioria, não tem acesso a Nalbandian. Como disse alguém no jantar de ontem (ótima parrillada, por sinal!), “David es una estrella”. Colocando no contexto, o colega jornalista quis dizer que Nalbandian se acha demais…

Ganhou o melhor time

Dom, 23/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel2.jpgNão é preciso muito esforço para lembrar os prognósticos até quinta-feira. A Espanha chegava a Mar del Plata sem seu número 1 e com David Ferrer em má fase. O inexperiente Fernando Verdasco e o imprevisível Feliciano López brigavam pelo posto de segundo tenista. O querto era Marcel Granollers, convocado porque vários espanhóis já estavam de férias (Robredo, Moyá, Ferrero) e outros fase ruim (Almagro).

blog_festa_espanha_reu.jpgA argentina tinha Del Potro, top-10, na melhor fase de sua vida, e o perigosíssimo David Nalbandian, em uma montada ao gosto do time da casa, e o apoio de uma torcida barulhenta, ainda mais em quadra coberta. E então começou o confronto e tudo mudou, resultando no “Mardelplatazo”, termo de muito mau gosto (para nós, brasileiros) usado por um jornalista na coletiva espanhola.

O primeiro dia foi decisivo. Escrevo isso consciente de que todo jogo é potencialmente decisivo em uma série melhor de cinco, mas o grande desempenho de Feli López e a lesão de Delpo mexeram na balança. A partir de sexta, os dois países estavam sem seus tenistas mais bem ranqueados (Nadal e Del Potro). Pesaram, então, a versatilidade da equipe espanhola e a competência do capitão Emilio Sánchez Vicario.

Preocupado, Luli Mancini escalou Nalbandian para as duplas, como fez contra a Rússia. Novamente, a medida não deu certo, e a Espanha abriu 2 a 1. Emilio, por sua vez, prevendo a escalação de Acasuso (já que Calleri não tem condições de jogar eventuais cinco sets), trocou o cabisbaixo Ferrer pelo motivado Verdasco.

blog_espanholas.jpgO jogo foi tecnicamente ruim, o que era até esperado diante da relevância do jogo. Acasuso entrou em quadra com a pressão de substituir o número 1 do país e a lembrança de ter perdido o ponto decisivo na final da Davis em 2006. Verdasco, por sua vez, não tinha uma vitória relevante em seu currículo na Copa Davis.

A escalação de um canhoto para enfrentar Chucho, que tem, talvez, o pior backhand do top-50, fez a diferença. O argentino correu o jogo inteiro para fugir de seu revés e se desgastou muito mais. O espanhol, que comandou a maioria dos pontos, chegou mais inteiro aos momentos decisivos e selou o confronto com um winner de esquerda, explorando a direita escancarada do rival. Vitória do melhor time, que aproveitou todos seus recursos.

Coisas que eu acho que gostei em Mar del Plata

- Bonita a torcida espanhola, não? Até minha mãe ligou do Brasil para comentar isso comigo. Que a nora dela não saiba. Rsrs

P.S: peço desculpas para demorar em postar após a decisão. As coletivas levaram mais tempo do que o esperado. Por enquanto, deixo essa análise para os comentários de vocês, mas voltarei a escrever e fazer um grande balanço da final aqui em Mar del Plata.

Começo nervoso

Dom, 23/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel2.jpgcalzones.jpgPostzinho rápido durante o terceiro set. Jogo nervoso e errático entre Acasuso e Verdasco. Enquanto o argentino tenta de todas as maneiras fugir de seu backhand, o espanhol se vê às voltas com várias duplas faltas e exagera na dose ao cometer erros não forçados quando busca o revés do adversário.

A primeira foto, aqui do lado, mostra as famosas cuecas de Nadal na torcida espanhola. Enfim, achei um brasileiro torcendo pela Argentina. É o senhor com uma bandeira do Brasil na segunda foto. Metade dela leva as cores da Argentina, mas como ele colocou publicidade na bandeira, fica aqui só parte da bandeira.

brasuca_argentino.jpgAbaixo, vídeos da entrada dos jogadores neste domingo (o primeiro) e da torcida argentina apoiando Chucho Acasuso (o segundo). Por enquanto, com a partida em 1 set a 1, não houve excessos do público. Só dois gritinhos de “Ivanovic!” durante o segundo game de saque de Verdasco. Se ficar nisso, ótimo!

Quem quiser, pode comentar os jogos deste domingo por este post.

Mais brasileiros

Dom, 23/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel2.jpgPouco depois da vitória espanhola nas duplas, me infiltrei no meio da torcida européia para fazer uns pequenos vídeos (como o acima) e acabei encontrando um grupo grande de brasileiros.

brasucas.jpgTodo esse pessoal da foto comprou ingressos de uma agência de turismo em São Paulo e ficou sentado junto aos espanhóis. Um dos brasileiros me disse não se tratar de coincidência. Afirmou que pediu para ficar daquele lado.

Coincidência ou não, a foto está aqui para todo mundo ver. A bandeira diz tudo. Ah, ainda estou procurando brasileiros torcendo pelos donos da casa, mas está difícil encontrá-los.

Coisas que eu acho que não gostei na Copa Davis:

- Os preços da comida no Polideportivo. Um sanduíche de fraldinha, por exemplo, custa por 20 pesos (mais ou menos R$ 14,50), um pouco salgado para os padrões argentinos (para o nosso também, não?).

Mais coisas que eu acho que gosto na Argentina:

restaurante.jpg- O preço da comida nos restaurantes em Mar del Plata. Um bifão de chorizo no restaurante típico indicado pelo colega Fabrizio Gallas custou 24 pesos (menos de R$ 17,50). Não é por acaso que não há Outback ou similares por aqui. Que bom!

- A qualidade do restaurante é indiscutível, desde a comida até a decoração. Basta ver a camisa pendurada no teto do salão (canto superior direito da foto). Rsrs.

O público ajudou ou atrapalhou?

Sáb, 22/11/08
por Alexandre Cossenza |

header_mardel2.jpgLogo após o jogo de Nalbandian, postei um vídeo da bela torcida argentina, que gritava e empurrava o cordobês. Este deu um show em quadra e despachou Ferrer rapidamente.

Muito fácil ser educado quando se está ganhando, não? Na derrota de Del Potro diante de López, a torcida já não foi das mais polidas, embora não tenha apelado para ofensas e ameaças.

blog_nalbandian_get.jpgHoje, no jogo de duplas, foi muito pior. As coisas começaram até bem, com os cantos de “Verdasco tiene miedo” (veja vídeo abaixo) e a vitória Argentina no primeiro set. Mas foi só a Espanha vencer a segunda parcial para que o clima mudasse.

Ameaças e palavrões foram pouco. Até o árbitro de cadeira, o francês Pascal Maria, foi insultado. os espanhóis eram molestados em quase todos os saques, e o árbitro-geral do confronto ameaçou tirar pontos do time da casa.

Os argentinos ainda saíram do ginásio reclamando de uma torcedora espanhola, que griou antes de um saque de Nalbandian. O argentino acabou cometendo uma dupla falta quando sacava em 5/1 no tie-break da segunda parcial. Difícil imaginar que os donos das casa tenham perdido por isso.

Com o resultado, os espanhóis festejaram. Após o término do jogo, ficaram na quadra, gritando e cantando para seus jogadores. Pelo menos aí, a festa foi bonita.

Frases das coletivas:

“Estou um pouco desiludido. É um evento esportivo e é na quadra que se mostram as coisas. Acredito que o público, quando se expressa de uma maneira que falta com o respeito, perde a credibilidade. Viemos para jogar tênis, estamos fazendo o melhor possível, mas quando vemos gente usando palavras que não vou repetir, me dá pena, porque não esperava isso do público argentino. Saímos triunfantes e amanhã estaremos preparados para o que não estivemos preparados hoje, porque ontem se comportaram como senhores”.
Emilio Sánchez Vicario, um gentleman

“A equipe está abalada. Depois de perder dois pontos, não há alegria. Mas é um momento que precisa ser superado para que joguemos os pontos de domingo a full”.
Alberto Mancini, cabisbaixo

“O público se colocou contra mim, mas não fiz nada contra eles. Simplesmente, isso me deu mais vontade de vencer e tirar o melhor de mim. Nao tenho nada contra, mas se eles se põem contra mim, isso pode sair contra ou a favor. Hoje foi contra, porque joguei melhor depois das ofensas”.
Fernando Verdasco, o nome do dia

Coisas que eu acho que acho:

- Assista ao vídeo de Verdasco (acima) e diga se os argentinos não atrapalharam os serviços espanhóis. Este é só um exemplo.

- “Gostos de primeiro mundo, insultos de subdesenvolvimento”, é o título deste texto do site argentino Infobae. Vale a pena conferir também os comentários.

- Verdasco diz que os gritos contra ele serviram de motivação. Não é tão raro ver isso acontecer. Quando a torcida é muito forte contra, uns atletas desabam. Outros, crescem. Mérito para o espanhol.

- Confira o vídeo dos espanhóis (abaixo) e diga se não é mais interessante torcer assim. É até mais divertido.

- Nalbandian não compareceu à coletiva, e surgiram boatos de um quebra-pau entre ele e Calleri no vestiário. Na entrevista, Luli Mancini não falou em briga (vide frase acima), mas não negou.

Nem todos aprovam

Sáb, 22/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel.jpg

nao_a_davis.jpgReceber a Davis faz bem para qualquer região? Não sou de debater questões políticas e sociais, mas a resposta, aparentemente, é não. Como fã de tênis, dói ter de admitir isso, mas leiam o cartaz que coloco aqui neste post. Vários dele estão colados em postes e muros de Mar del Plata.

O grupo “Jóvenes al Frente”, daqui de Mar del Plata, questiona os 35 milhões de pesos gastos para atrair a final da Davis para cá (leia-se “tirá-la de Córdoba”).

Como argumentos, afirmam que 60% dos jovens da cidade não conseguem emprego, não há lugares para a prática esportiva, faltam medicamentos e as salas de aula estão caindo as pedaços.

Estou em Mardel há pouco mais de um dia, e não tenho condição de afirmar se as alegações do grupo são verdadeiras, mas se for o caso, é realmente difícil argumentar a favor da Davis.

Esperança, mas nem tanto

Sáb, 22/11/08
por Alexandre Cossenza |

header_mardel.jpgO “Olé” deste sábado é um bom indicativo do clima da torcida aqui em Mar del Plata. A capa tem a mensagem “David vale doble”, já que Nalbandian está escalado para as duplas.

ole_delpo.jpgE o atual número 2 argentino ainda tem a pressão extra de ocupar a função de principal integrante da equipe, já que tudo indica que Del Potro não vai mais jogar por causa da distensão sofrida no adutor direito.

Embora a capa passe uma mensagem de esperança, aa primeira página da cobertura sobre a Copa Davis ilustra os ânimos da torcida local após a derrota de Del Potro. Todos caíram do cavalo.

Coisas que eu acho que gosto na Argentina:

- Voltando à parte gastronômica da minha viagem, fiz um estoque de biscoitos (bolachas, para os paulistas) Oreo para levar ao Rio. Há alguns anos, não sei por que motivo, o Oreo desapareceu das prateleiras no Brasil.

Delpo não volta

Sáb, 22/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel.jpgJuan Martín del Potro está fora da final da Davis. Não é, ainda, a versão oficial da equipe argentina, mas foi o assunto do jantar da imprensa nesta sexta-feira (escrevo às 2h de sábado, já no hotel).

Jorge Viale, do “Olé” e do blog Fue Buena foi quem levou a notícia de que o número 1 argentino sofreu uma distensão no adutor direito. Assim, fica a expectativa da presença de Acasuso, ou Chucho, como é chamado por aqui, na quarta partida da série.

blog_delpo_reu.jpgA notícia, se confirmada, deve trazer mais apreensão à torcida argentina. Principalmente se a dupla da Espanha confirmar seu favoritismo e superar Nalbandian e Calleri, parceria argentina que entrará em quadra neste sábado (segundo o capitão Luli Mancini).

asado.jpgE já que citei o assunto, é bom dizer que a imprensa tem tratamento impecável aqui em Mardel. Conduções de ida e volta para o estádio, festinha na quinta-feira e jantar sexta.

O evento desta noite foi um típico asado, feito em uma estancia, a uns 30 quilômetros da cidade. De entrada, empanadas. Depois, costela de boi, leitão, lingüiça e morcilla (uma espécia de lingüiça feita de sangue), com vinho tinto para acompanhar. A sobremesa foi um belo brownie com sorvete de creme.

prensa.jpgO jantar, assim, descrito, pode não parecer nada de especial, mas duas coisas precisam ser ressaltadas. Primeiro: a costela estava espetacular. Quem não me conhece pode considerar um exagero, mas os mais chegados sabem o quanto eu aprecio uma boa costela.

Segundo: a quantidade de jornalistas envolvidos na cobertura da final é assustadora. Para ter uma idéia melhor, é só olhar a fotinho da sala de imprensa. Basta saber que todos os lugares ficam ocupados e muita gente ainda fica circulando, sem sentar. Daí, podem imaginar a quantidade de carne necessária para alimentar esse povo todo…

Loucos por tênis, loucos pela Espanha

Sex, 21/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel.jpgFelipe, Guilherme e Fábio pegaram um táxi em Buenos Aires, onde deixaram suas mulheres, rodaram 404 quilômetros até Mar del Plata, compraram ingressos de cambistas (US$ 300, cada) e apareceram com camisas da Espanha para torcer contra a Argentina aqui em Mar del Plata.

A história, até aí, é engraçada. As coisas só não foram lá muito divertidas quando o trio descobriu que seus assentos ficavam no meio da parte mais acalorada da torcida argentina. Ainda assim, nossos amigos brasileiros vibravam com os (poucos) pontos de David Ferrer.

Não demorou para que o locais reclamassem e pedissem, não tão gentilmente, que os três mudassem de lugar. A situação aconteceu umas cinco vezes, até que Felipe, Guilherme e Fábio encontraram lugares na torcida espanhola, que tinha um bom número de representantes.

O mais engraçado? Nenhum dos três parecia incomodado com a vitória de Nalbandian. Não os encontrei depois do jogo entre López e Delpo, mas garante que todos voltaram felizes da vida para Buenos Aires.

torcidaespanha.jpgNão é que um deles era leitor do Saque e Voleio? Felipe me reconheceu, citou vários posts meus e disse que acessa o blog todo dia. Ficou todo feliz em me conhecer pessoalmente. Eu também, embora meio sem graça. Afinal, não vejo graça em me conhecer e não entendi o motivo da alegria dele. Talvez algumas doses de uísque o tenham deixado animado.

Ele só não precisava ter dito que falar comigo era como conhecer a Paris Hilton. Voltei para a sala de imprensa preocupado. Por ele!

Tenemos una Davis

Sex, 21/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel.jpgNão sei se a TV mostrou, mas as agências de notícias não fotografaram. Juan Martín del Potro esteve junto com o time argentino durante o primeiro set do jogo de Nalbandian. A partida estava fácil para o compatriota, mas o jovem de 20 anos passou o tempo todo roendo as unhas, sem demonstrações exageradas de felicidade.

Por mais tênis e confiança que Del Potro tenha obtido ao longo da temporada, imagino que jogar uma final de Copa Davis com estádio lotado, como número 1 do país, diante de uma torcida fanática e louca por um título inédito e ainda contra um adversário teoricamente inferior, tenha lá sua dose de pressão. Pouca coisa, né?

O resultado veio na vitória de Feliciano López, que sacou bem e pressionou o argentino subindo com eficiência à rede. Os muitos slices foram taticamente perfeitos. Numa quadra em que as bolas quicam pouco (leia-se “baixo”), as bolas resantes do espanhol forçaram o grandalhão Del Potro (1,98m) a se abaixar o tempo todo. Podem apostar que isso teve a ver com as dores na coxa que o argentino sentiu no quarto set.

Agora, em vez de uma vitória tranqüila da Argentina, temos uma final de verdade.

blog_feliciano2_reu.jpgCoisas que eu não acho. Apenas imagino:

- Se Nadal estivesse aqui, em quadra, Emilio Sánchez Vicario teria escalado López? Ou Ferrer (em má fase) seria presa fácil para Del Potro enquanto Nalbandian faria um duelo duríssimo com Nadal?

- Feliciano López estará bem fisicamente para as duplas após as 3h19m do jogo contra Del Potro?

- Luli Mancini vai escalar Nalbandian para as duplas e correr o risco de passar o mesmo susto que passou contra a Rússia?

‘Joguei bem e menos do que esperava’

Sex, 21/11/08
por Alexandre Cossenza |

header_mardel.jpgA diferença de postura entre Nalbandian e Ferrer foi o que se esperava. Enquanto o espanhol entrou andando devagar e cabisbaixo, o argentino já chegou na sala de imprensa em passos apressados. Na hora de responder as perguntas, o tom de voz era o oposto do espanhol.

Muito seguro, Nalbandian disse que a vitória de hoje foi dupla. Porque jogou em altíssimo nível e ficou pouco tempo em quadra. Uma surpresa até para o próprio número 2 argentino.

“Foi lindo disfrutar dessa partida com a torcida. Saiu quase tudo à perfeição”

Nalbandian também confirmou o que ficou claro para todos aqui em Mar del Plata. A quadra estava bem a seu gosto e lhe favoreceu. Nada mais justo, já que o piso é escolhido pelo time da casa.

Se não levaram a série para Córdoba, onde o “Rei David” queria jogar, os cartolas argentinos acertaram a mão no piso. Deixo abaixo um vídeo da coletiva, em que Nalbandian responde se jogou no mesmo nível do ano passado, quando bateu Federer e Nadal em quadras duras e cobertas.

‘Eu me senti muito mal’

Sex, 21/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel.jpgA imagem de David Ferrer solitário e abatido na enorme mesa de entrevistas aqui em Mar del Plata diz muito sobre a primeira partida da série, que terminou com vitória de Nalbandian por 3 sets a 0, parciais de 6/3, 6/2 e 6/3.

O número 1 espanhol, que sofreu com as precisas e rápidas devoluções de saque do adversário e pouco teve chances de fazer nos três sets, foi duro na auto-avaliação:

“Eu me senti muito mal, muito inferior a ele tecnicamente”.

Resumindo, Nalbandian jogou mais próximo à linha de base, atacou mais, sacou melhor e esteve preciso na rede. Ferrer não conseguiu incomodar, não mostrou a velocidade de sempre (ele mesmo admitiu na coletiva) e deixou a coletiva na torcida para López.

ferrer.jpgComentários sobre o jogo? Deixem na caixinha!

Quantos decibéis?

Sex, 21/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel.jpgO barulho feito pela torcida argentina é algo absurdo em qualquer edição da Davis. Aqui em Mar del Plata, com a quadra coberta, a sensação é impressionante. Imagino que “assustadora” seja uma palavra mais adequada para o time espanhol.

Esse vídeo não é a mesma coisa que estar ao lado dos hinchas argentinos, mas ajuda a dar uma idéia. Foi gravado ao lado do centro da torcida.

Terra de Vilas pronta

Sex, 21/11/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Copa Davis

header_mardel.jpgPara quem tiver a sorte de ler antes do começo da série entre Argentina e Espanha, fica aqui um pequeno relato de como está Mar del Plata a poucos minutos da decisão da Davis.

A cidade respira tênis, o que é perfeitamente natural para um evento deste porte em um país que conhece (de fato) o esporte e tem fãs de tênis espalhados por suas cidades.

vilas2.jpgAs lojas do centro de Mardel, onde estou hospedado, aproveitam a ocasião para faturar. O tênis é tema em várias vitrines, até em lojas que vendem produtos sem relação alguma com a modalidade. Os belos casacos da equipe argentina, feitos pela Fila, são as peças mais vendidas. Custam por volta de 320 pesos, algo por volta de US$ 100.

Até o McDonald’s usa o tênis em sua vitrine (vide foto). De maneira muito inteligente, por sinal. O “M” é desenhado com o quique da bolinha de tênis. As bolinhas, aliás, estão na praia e nos pontos de ônibus. Até a cerveja Quilmes, que tem um letreiro enorme na praia, colocou uma bolinha no lugar do pingo no “i”.

alfajores.jpgO povo em Mar del Plata é simpático, e está empolgado com o evento. A cidade está bem movimentada, mas como aponta o colega Ari Peixoto, correspondente internacional da TV Globo, não se compara aos fins de semana de verão, quando “não se consegue andar nas  ruas”. Muito pior que Búzios (fica a comparação para os cariocas).

Para quem não sabe, Mar del Plata é sede da fábrica dos famosos alfajores Havanna e também terra natal do grande Guillermo Vilas. Se você vier até aqui e fizer um passeio, ainda pode cruzar com Vilas pelas ruas. Como aconteceu comigo e o colega Fabrizio Gallas, do site Tenis News. Aqui, como em todo mundo, Vilas é ídolo.

mcdonalds.jpgCoisas que acho que gosto na Argentina:

- A gasolina é mais barata, e o litro pode ser comprado por 2 pesos (com R$1, se compra 1,5 peso).

- O limite de velocidade na estrada até Mardel é de 130km/h. E todos andam com segurança.

- A via que vem de Buenos Aires até aqui se chama Juan Manuel Fangio. É questão de gosto, eu sei, mas acho bem mais simpático homenagear esportistas que políticos.

P.S.: Peço desculpas pela demora em postar. O dia foi longo ontem, e preferi acordar cedo hoje para conhecer um pouco da cidade e, então, escrever com alguma propriedade.

Palpitões na Davis

Qua, 19/11/08
por Alexandre Cossenza |

blog_quadra_davis.jpgComo boa parte dos leitores já está com saudade do Circuito dos Palpitões, sugiro aqui que estendamos a brincadeira para a final da Copa Davis, duelo que atrai todas as atenções no tênis durante esta semana.

Já que não contaremos pontos para o ranking, sugiro algo bem simples. Depois de decidida a ordem dos jogos (o sorteio será nesta quinta), basta deixar na caixinha os resultados das partidas.

A pontuação será assim:
1 ponto para quem acertar o vencedor de um jogo
0,5 ponto para quem acertar o número de sets de um jogo (desde que acerte o vencedor)
1,5 ponto para quem acertar o país campeão da Copa Davis
2 pontos para quem acertar em que jogo será decidido o confronto.

Deixo aqui um modelo de palpitão. É só copiar, substituir os nomes, colocar os resultados e deixar na caixinha de comentários. O campeão não ganhará pontos no ranking, mas terá seu nome no Hall da Fama do Saque e Voleio (novidades sobre isso em breve!).

Modelo:
Argentina 1 __ x __ Espanha 2
Argentina 2 __ x __ Espanha 1
Argentina __ x __ Espanha
Argentina 2 __ x __ Espanha 2
Argentina 1 __ x __ Espanha 1
Campeão: ________________
Série decidida no ___º jogo

Boa sorte a todos!

P.S.: Estarei em trânsito nesta quinta-feira, então só devo conseguir postar à noite, já de Mar del Plata. Fiquem ligados. O blog estará bem recheado de conteúdo durante o fim de semana.


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