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Ficou a inveja…

Ter, 25/11/08
por Alexandre Cossenza |

blog_mardelplata1.jpgNada como um bom bife de chorizo (mais um, no meu caso) e uma taça de vinho em Puerto Madero para estimular este último texto sobre a Davis (alguns leitores podem questionar a relação entre a carne argentina e minha produção intelectual, mas só vão entender, de fato, quando me convidarem para um churrasco).

Na última noite em Buenos Aires, fiquei pensando no privilégio que foi fazer a cobertura do duelo entre Argentina e Espanha, um confronto que significou muito para muitos fãs, mudou a carreira de alguns tenistas e fechou com chave de ouro a temporada do tênis masculino.

Passei a maior parte do tempo pensando em um sentimento freqüentemente mal compreendido: a inveja. Afinal de contas, tenho inveja do tênis espanhol, assim como do argentino, há algum tempo, e presenciar um evento deste tipo só veio a aflorá-la.

Quando será que o tênis brasileiro viverá algo parecido? Ou melhor, será que um dia viveremos algo parecido?

blog_mardelplata2.jpgNão me levem a mal. Falo da inveja no bom sentido. Aquela que nos dá vontade de ter o que os outros têm. Sem torcer pelo insucesso destes. É o sentimento de admiração não só por um trabalho feito com competência, mas, principalmente, pelos resultados obtidos. Falo, obviamente, tanto da Espanha quanto da Argentina.

Ver um tênis brasileiro forte, versátil, de volta ao Grupo Mundial, deve ser sonho de todos por aqui. Temo, porém, que nosso país não tenha tenistas para brigar por um título da Davis pelos próximos 20 anos, não tenha um capitão como Emilio Sánchez Vicario, nem tenha estrutura para organizar um evento deste porte com a competência que os argentinos tiveram.

Houve falhas em Mar del Plata? Sim. Poucos ingressos foram colocados à venda, havia cambistas, a torcida se exaltou. Em uma final de Davis, é até compreensível. Nossas Davis recentes (confrontos bem menos relevantes) tiveram problemas muito mais graves, como uma quadra sem lona em Belo Horizonte e ingressos caríssimos em Sorocaba. Nosso único ATP também entra na conta, já que foi palco de uma vergonhosa demonstração de fanatismo do público em 2004 (último ano que Guga teve chances reais no torneio). O que aconteceu ali foi muito pior que as ofensas argentinas em Mar del Plata.

Também fiquei com um pingo de inveja dos meus colegas do “Olé”. Lá na Argentina, tênis figura na capa do principal diário esportivo. Por aqui, acho que só o tricampeonato de Guga em Roland Garros teve essa honra. Este ano, a despedida do catarinense, no mesmo Grand Slam francês, foi destaque até na frança, mas a edição carioca do “Lance!”, por exemplo, tinha uma foto enorme de Thiago Neves na capa. Guga foi só uma chamadinha.

E sabem o que mais admirei? Um fato que passou batido por muita gente. Os principais tenistas espanhóis andam brigados com o presidente de sua federação, e nem por isso deixaram de defender as cores do país. E ninguém viu o cartola espanhol querendo aparecer no meio da comemoração de seus atletas.

Por essas e outras, sigo aqui no Rio, cheio de inveja…

blog_mardelplata3.jpgMudando de assunto

Como é o último post sobre a Davis, cabe aqui um agradecimento a todos que elogiaram a cobertura. A idéia, de fato, era mostrar o que não se vê pela TV. Considerando que cheguei a Mardel na noite de quinta, acho que correu tudo direito.

Obrigado aos que visitaram o blog, participaram do palpitão e deixaram seus comentários. Deixo um agradecimento especial ao Horace, primeiro a escrever após a vitória de Nalbandian. Só posso imaginar o tamanho de sua frustração. Sinto por você. De verdade.

Os próximos posts trarão retrospectivas sobre o melhor (e pior!) da temporada 2008. Quem se destacou mais, quem decepcionou, os jogos mais interessantes, etc. Também haverá muitas fotos (como a prometida imagem de Dementieva) e, como não poderia faltar, uma análise de quem se vestiu bem e mal (esse post trará uma novidade bem bacana, mas ainda é surpresa!).

Como vocês podem imaginar, não tive tempo de olhar os palpitões da Davis, mas me parece que o título é do Daszma. Ele entrará no Hall da Fama, um dos posts de retrospectiva, em que serão citados todos os campeões de 2008. O texto terá um link permanente no menu da direita.

Cuecas em Mar del Plata

Seg, 17/11/08
por Alexandre Cossenza |

sitecuecanadal_710.jpgPara alguns, pouco importa se Rafael Nadal estará em Mar del Plata. Se você duvida, leitor, sugiro que faça uma visita ao site Los Calzones de Nadal.

A página sugere uma bem humorada maneira de substituir o número 1 do mundo. Já que ele não estará em Mar del Plata, que suas cuecas se façam presentes.

Quem for a Mar del Plata deve ir preparado e levar uma cueca da cor de seu país preferido. Na torcida espanhola, peças vermelhas. Junto aos hinchas argentinos, cuecas azuis. E muita diversão.

Deixo abaixo os vídeos do site citado. Primeiro, a versão para espanhóis.

Aqui, a versão para argentinos:

Qual o próximo passo de Bellucci?

Qui, 13/11/08
por Alexandre Cossenza |

blog_bellucci_wimbledon.jpgHá umas duas semanas, bati um papo interessante com Léo Azevedo, técnico de Thomaz Bellucci. Admito que a conversa me deixou bastante otimista quanto ao futuro do garoto.

Um dos treinadores mais respeitados do país, Azevedo me pareceu muito consciente das qualidades e deficiências de Bellucci. Ao mesmo, se mostrou confiante no planejamento que fazia para a evolução do pupilo.

Minha idéia inicial era fazer uma reportagem sobre os efeitos da alta do dólar e da crise econômica no planejamento de um calendário, mas a conversa rendeu tanto que resolvi publicar um texto apenas sobre Bellucci. Foi ao ar nesta terça-feira, dia 11, e pode ser conferido AQUI.

Nesta quarta, telefonei para o Léo. As frases iniciais do bate-papo foram mais ou menos assim:

- Oi, Alexandre. Eu te dei uma entrevista furada, hein?
- Furada? Por quê?
- Não estou mais treinando o Bellucci.
- Como assim? Desde quando?
- Desde hoje.

Nem preciso dizer que levei um susto. Imagino que muita gente no mundo do tênis também tenha se surpreendido com a notícia. Afinal, Azevedo e Bellucci começaram a parceria quando o tenista era 230 do mundo. No caminho, Bellucci venceu seus primeiro quatro Challengers, furou o quali de Roland Garros, ganhou jogos em Wimbledon e no US Open, e subiu até o 67º posto. Imaginava-se que o trabalho continuaria em 2009.

O próprio Azevedo acreditava nisso. Caso contrário, não teria me concedido a primeira entrevista em tom tão confiante. Na segunda conversa, a voz do treinador estava cheia de mágoa. Não com Bellucci, a quem só dirigiu palavras de carinho, mas com a situação, que claramente lhe pegou de surpresa. “No contrapé”, como ele mesmo disse. A notícia foi publicada ASSIM.

Não deveria especular sobre os motivos da separação, já que Bellucci só vai falar sobre o assunto quando anunciar um novo treinador, mas tudo me leva a crer que a separação tenha motivos financeiros. A não ser, é claro, que o tenista anuncie um Brad Gilbert ou Peter Lundgren como seu próximo técnico.

Deixo aqui dois links de textos do Blog do Fininho. Meligeni já falou várias vezes sobre a relação jogador-técnico e seus posts são sempre interessantes e esclarecedores. AQUI , ele explica como é a vida de um técnico e fala sobre os contratos com os atletas. AQUI, Fino diz como um tenista escolhe seu treinador.

Fico aqui imaginando: Bellucci teria dado um passo para frente ou para trás com essa separação? Só o tempo vai dizer. Quer dar seu pitaco? Use a caixinha!

Leitura recomendada

Seg, 06/10/08
por Alexandre Cossenza |

blog_ten_gugalisboa_afp.jpgAlguns de vocês já colocaram o link em uma caixinha anterior, mas o texto merece destaque maior. Em um post que lembra a briga pelo número 1 do mundo no fim de 2000, o americano Peter Bodo lembra o feito de Gustavo Kuerten, que bateu Sampras e Agassi em dias seguidos para terminar a temporada na liderança do ranking.

O próprio Sampras analisa o jogo e o jeito tranquilão de Guga fora das quadras. Vale a pena ler. É só clicar AQUI.

O copo meio cheio

Dom, 21/09/08
por Alexandre Cossenza |

blogmelochico.jpgEm nove tie-breaks, ganhamos um. De 15 sets, faturamos quatro. Os números não nos deixam afirmar que estivemos perto de superar a Croácia nos playoffs da Davis. Há, porém, o que comemorar na derrota por 3 a 1 (escrevo antes do quinto jogo) em solo europeu, jogado em quadra rápida.

Primeiro, o tênis demonstrado por Thiago Alves contra Karlovic, na sexta-feira, mostrou que o capitão Chico Costa fez uma escolha corretíssima. Acabou sendo bom pra todo mundo. Alves jogou bem, e Marcos Daniel colheu bons resultados na Colômbia. E, como Costa já afirmou, ninguém guardou mágoas.

Foi a estréia de Alves como titular. O paulista, que atravessa a melhor fase da carreira, já deve chegar mais confiante em uma próxima convocação. Tudo leva a crer que ele entrará para o top 100 ainda este ano. Dor de cabeça à vista para Chico Costa. Mas das boas, daquelas que todo capitão precisa. Já estava na hora.

Além disso, Thomaz Bellucci mostrou o quanto evoluiu em um ano. Em 2007, jogado ao fogo por causa da lesão de Flávio Saretta, descoberta na véspera da viagem, e da impossibilidade de Guga em jogar partidas longas, o jovem paulista jogou solto, mas fez pouco. Perdeu em sets diretos (triplo 6/4) para Jurgen Melzer.

blogdaniel300.jpgBellucci sentiu o peso da Davis em Sorocaba, quando sentiu cãibras e perdeu um jogo teoricamente fácil contra Santiago Giraldo. Aos poucos, ele vai adquirindo confiança e jogando melhor. Contra Karlovic, neste domingo, já esteve mais confiante e ganhou um tie-break. Ainda tem muito que evoluir em seu jogo (os voleios que o digam), mas ele e o técnico Leo Azevedo sabem muito bem disso.

Coisas que eu acho que acho:

1) Lembram da foto-legenda do Marcos Daniel, alguns post atrás? Com o bom desempenho em Bogotá nesta semana, chegará ao melhor ranking de sua carreira, e pode entrar no top 70. Daí ao top 50 é outra história, mas o gaúcho está de parabéns.

2) Ainda sobre a questão de Marcos Daniel, acho que a cada dia fica mais nítido que há uma disparidade gigante entre Challengers e ATPs (mesmo os menores deste nível). Daniel é o melhor exemplo. Tem tênis de sobra para os Challengers, mas consegue poucas vitórias nos torneios maiores.

3) A diferença pode se acentuar ainda mais em 2009, com a nova pontuação que será implantada pela ATP. A diferença vai ser ainda maior entre os Masters Series e os ATPs. Pode ficar bem difícil a vida para quem disputa Challengers e ATPs pequenos.

Valeu pela vontade

Sex, 19/09/08
por Alexandre Cossenza |

Se alguém tinha alguma dúvida, o jogo entre Ancic e Bellucci esclareceu: o Brasil ainda não tem time para jogar no Grupo Mundial da Copa Davis. É claro que em 2009 podemos ganhar o Zonal das Américas e, com um sorteio absurdamente favorável, voltar à primeira divisão, mas é possível afirmar, com certa margem de segurança, que o Brasil não está entre as 16 maiores potências do tênis mundial.

blog_belluccidavis.jpgO começo do jogo entre Bellucci e Ancic foi assustador. O brasileiro errou demais, demorou a se encontrar e deixou Ancic abrir 4/0. O início do segundo set foi igualmente preocupante, já que o brasileiro jogou um game ruim e cedeu uma quebra de cara. Mas o brasileiro felizmente se recompôs e fez uma apresentação digna.

Quando o placar final mostra 3 sets a 0, não dá para dizer que Bellucci teve chances de vencer o jogo. Não as teve. Também seria injusto dizer que o brasileiro equilibrou a partida. Apesar dos dois tie-breaks, não acho que tenha sido o caso. As poucas quebras vieram mais em lapsos mentais de Ancic do que em grandes pontos do brasileiro.

Bellucci também mostrou incrível dificuldade em devolver os saques de Ancic. Até os segundos serviços o incomodavam demais. Não dá para vencer assim em quadra rápida.

Valeu, no entanto, pela vontade de Bellucci. O número 1 brasileiro não perdeu a cabeça, não desanimou e tentou enquanto pôde. Até no terceiro set, lutando contra match point no oitavo game, manteve-se concentrado, lutando e correndo atrás. O que faltou de tênis sobrou de garra.

Concorda com a avaliação da partida? Deixe seus comentários na caixinha abaixo!

Quantos pontos contra a Croácia?

Ter, 16/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Brasucas

thiagoalvesblog400.jpgDizer que o Brasil tem chances reais de bater a Croácia é um pouco de exagero. É verdade que a Copa Davis tem lá sua dose de surpresas, mas a equipe brasileira não me parece capaz de triunfar desta vez.

No papel, o time da casa leva vantagem: Karlovic é o número 14 do mundo, Cilic é o 22, e Ancic é o 31. O Brasil tem Bellucci (78) e Alves (127) nas simples. Na prática, a situação brasileira não é melhor. O duelo é em quadra rápida e coberta, com torcida croata, nas condições que os tenistas deles adoram. Uma zebra será algo fantástico.

É verdade que nossa dupla entra como favorita, mas acreditar que Bellucci e Alves podem anotar outros dois pontos sobre Ancic ou Karlovic seria analisar de maneira extremamente otimista. Primeiro porque Bellucci vem mostrando evolução, mas ainda precisa de consistência em jogos contra rivais deste porte. Depois porque não vejo Alves com golpes para incomodar os croatas. Espero estar errado, e que o Brasil não tenha viajado só para tirar foto.

Alguém aí ousa apostar em vitória brasuca? Manifeste-se na caixinha!

Coisas que eu acho que acho:

* Marcos Daniel é um caso curioso. O gaúcho, que tanto reclamava quando Fernando Meligeni não o colocava em quadra, desta vez negou fogo. Chamado para a reserva, preferiu ficar treinando no saibro para defender os muitos pontos que conquistou ano passado, nos torneios da Copa Petrobras. Certo ou errado?

Não é tarefa minha julgar. Assim como Roger Federer (ô comparação!), o gaúcho tem lá suas prioridades. Se não defender os pontos, despencará no ranking e deixará novamente os ATPs, tendo que voltar aos Challengers, o que significa menos dinheiro. Cada um sabe do seu problema.

* E o Troféu Brasil de Tênis, em Minas, que serviu de preparação para a Davis? Admito que não estive lá nem vi os jogos, mas estranhei algumas declarações dos tenistas brasileiros. Bellucci disse, após superar Rodrigo Guidolim, que havia sido um bom treino para a Davis. André Sá afirmou foi “a melhor preparação que poderíamos ter”. Logo ele, que suou para derrotar o aposentado (há muito tempo) Nelson Aerts.

brasil-na-davis400.jpgÉ verdade que era um evento indoor, com uma quadra supostamente rápida (há infinitas variações para quadras duras e rápidas), mas não dá para comparar Guidolim, Feijão e outros adversários que pintaram por lá a Ancic, Karlovic e Cilic. Menos, né, pessoal? Bem menos….

Nos e-mails que troquei com Chico Costa, ele argumenta o seguinte: “na semana anterior a seu primeiro título em Roland Garros, Guga jogou um Challenger em Curitiba, e passou um sufoco danado pra ganhar do Roberto Jábali na semi e de um desconhecido romeno chamado Sabau na final. É claro que não se pode comparar, que cada caso é um caso, mas todos sabemos que o tênis não é uma ciência exata. Ritmo de jogo, e principalmente, ritmo de vitórias, contam muito.”

É, obviamente, um argumento interessante. De qualquer maneira, acho um exagero dizer que treinar para a Davis em uma competição com tenistas que nem estão entre os 200 do mundo é a melhor preparação possível.

Coisa que eu acho que é impossível explicar:

* Preços da Davis.  Por que, aqui no Brasil, num duelo contra a Colômbia, em Sorocaba, válido pelo Zonal, os ingressos custavam R$ 200 para os três dia? Na Croácia, o pacote para ver os playoffs do Grupo Mundial custam €15. Alguém consegue explicar?

Quem quiser acompanhar mais sobre a Davis, pode ler uma entrevista com Thiago Alves, e outra com Chico Costa, que também fala da situação de Marcos Daniel.

A caixa fica aberta para comentários sobre o Brasil na Copa Davis (o Grupo Mundial terá post próprio, em breve).

Bravo, Thiago

Sex, 29/08/08
por Alexandre Cossenza |

thiago2300.jpgFoi legal, para começar, ver um brasileiro no Estádio Arthur Ashe, maior palco do US Open. Melhor ainda foi ver um Thiago Alves jogando solto, partindo para o ataque e dando trabalho a Roger Federer.

Para fazer uma breve análise, Thiago Alves, que já foi número 95 do mundo, mostrou que tem jogo para, pelo menos, estar entre os 100 melhores do ranking. Sua atuação contra o todo-poderoso Federer foi digna de aplausos. Executou várias jogadas dificílimas, movimentou-se bem em quadra, atacou sempre que pôde e mostrou seu potencial diante de um estádio cheio de gente.

Melhor ainda é poder comemorar a volta por cima na carreira de Thiago. Nem todo mundo lembra, mas após entrar no top 100, em meados de 2006, o paulista teve um 2007 para esquecer. Acumulou uma série de maus resultados, teve problemas pessoais e fez uma mudança para Florianópolis que não deu certo. Como o tênis é implacável, despencou para o 383º do ranking. O fundo do poço foram duas eliminações precoces em Futures.

Hoje, de volta a São Paulo, tem nova estrutura de treino, volta a focar no tênis e, aos poucos, se recupera. Que continue assim. Boa sorte, Thiago!

thiagofederer710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) É sempre bom elogiar um brasileiro, mas nada de exageros. Em momento algum, a vitória de Federer esteve ameaçada. O suíço ameaçou com freqüência o saque do brasileiro. Thiago conseguiu uma quebra em três oportunidades, enquanto o adversário teve 15 break points.

2) Também não pode passar em branco. O Federer que cedeu 12 games ao brasileiro cometeu 46 erros não-forçados. Ou seja, também não podemos dizer, infelizmente, que Federer teve de jogar bem para ganhar de Thiago.

Quais as chances de Thiago?

Qui, 28/08/08
por Alexandre Cossenza |

alvesblog400.jpgHoje mesmo me perguntaram se haveria uma tática que poderia levar Thiago Alves à vitória durante essa má fase de Federer. Honestamente, não consegui pensar em uma estratégia mirabolante para o brasileiro.

Jogar todas as bolas na esquerda de Federer? E se o suíço devolver todas na esquerda de Thiago? Quem tem o melhor backhand?

Que tal adotar uma postura agressiva, forçando Federer a jogar na defesa? Poucos conseguiram fazer isso. Todos que eu me lembro tinham bolas mais pesadas que as de Thiago.

Subir à rede pode ser uma boa? Até pode, se Thiago volear como nunca fez na carreira.

Enfim, só uma tarde terrível do suíço deixaria o jogo equilibrado. Mas é bom lembrar: Federer não costuma fazer jogos muito ruins contra adversários do nível do brasileiro.

De qualquer maneira, não custa torcer…

Deixo abaixo um vídeo da breve análise prévia que fiz do jogo. A partida será por volta das 13h30min de Brasília, no Estádio Arthur Ashe.

Se alguém tiver outra opinião ou quiser simplesmente falar sobre o jogão, basta clicar na caixinha e deixar seu comentário.

P.S.: Alguém viu o jogo de Ivanovic, a tenista cuja posição não pode ser pronunciada? Ninguém pode mais dizer que é implicância minha…

Papo com Vanessa Menga

Qua, 27/08/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Brasucas

Ainda no embalo da brasilidade, uma breve pausa no US Open para falar de uma brasileira que poderia estar jogando até hoje: Vanessa Menga. Meu papo com ela, no entanto, teve muito pouco a ver com tênis.

Eu explico. Na onda da tal proposta para Maurren Maggi posar nua, os editores pediram que buscássemos opiniões de atletas e ex-atletas que passaram pela experiência. Por lidar com tênis, ficou a meu cargo conversar com a Vanessa.

vanessamenga.jpgSó acompanhei a carreira dela com espectador. Quando me deparei cobrindo tênis, ela já estava aposentada. Culpa de um grave acidente de moto na Itália, sobre o qual pouca gente sabe. Fiquei surpreso com a simpatia com que ela me atendeu.

Imagino que não seja lá muito fácil conversar sobre isso com quem você nunca viu. Como muito do que conversamos não pôde entrar na reportagem pedida pelos editores (por questões de espaço - ninguém lê matéria gigante!), deixo a íntegra aqui. Confira:

Parando para pensar agora, sete anos depois, você ficou satisfeita com tudo que envolveu a sessão de fotos?
Fiquei muito satisfeita, até porque todas as fotos foram escolhidas por mim, e meu pai ajudou. Não só por isso. Tudo fui eu que escolhi. Antes, eu fui conhecer o J.R. Duran e me entendi muito bem com ele, até porque ele é espanhol e eu tinha morado na Espanha. Ele é um excelente profissional, e tudo foi escolhido com muita calma, então foi super legal.

Conta um pouco sobre o momento daquele ensaio. Saiu em 2000, não?
Em 2001. Foi no momento certo. Eu fui capa da “Trip” em 99, quando ganhei o ouro no Pan de Winnipeg e fiz um ensaio lá. Na capa, eu estava de costas, só com a parte de baixo do biquíni e a medalha nas costas. Era uma foto bem sensual. Como joguei as Olimpíadas de Sydney, fiz as fotos em 2000 e a revista saiu em 2001. Era o momento. Não voltei a jogar Olimpíadas. O dinheiro foi muito bom e eu aproveitei.

vanessamenga2.jpgE hoje, você faria?
Hoje, não porque estou em um outro momento. Não jogo profissionalmente. Só se a oferta fosse muito boa mesmo, irrecusável.

Você acha que afetou sua carreira?
Não fez diferença nenhuma. Quem me admirava pelo que eu fazia na quadra continuou me admirando. Eu sempre segui meu trabalho dentro e fora de quadra. Quando estou bem, fazendo o que gosto, é válido.

Você recomendaria para a Maurren?
É uma decisão muito pessoal. Eu ainda não casei, não tenho filho. Ela (Maurren) já é mãe. Cada um tem o seu momento. Não vou opinar porque é decisão dela com a família dela. O mais importante, no meu caso, foi o apoio da minha família. Todo mundo achou bacana. Então acho que é muito pessoal.

E nada te incomodou depois? Eu, por exemplo, acabei de jogar seu nome no Google, procurando seu site, e apareceu…
Um monte de besteira, né? Isso chateia. Mas quem me conhece sabe que isso não é real. Eu acho isso um absurdo, mas não dá para controlar. A internet não tem controle. E ainda tem as fotos em que você clica e não é você. Estraga o trabalho de profissionais que querem fazer um negócio sério.

Agora, me conta sobre a sua saída do tênis. Não foi muito cedo (aos 27 anos)?
Eu parei de jogar em 2004. Hoje a gente vê que não tem brasileiro jogando dupla. Eu continuo batendo bola e é uma delícia. Eu tive esse acidente na Itália e poderia até voltar a jogar, mas como fiquei oito meses imobilizada, sem atividade física, perdi o ranking. E para retomar tudo, teria que ter o pique de uma menina de 17 anos. Então me envolvi em projetos sociais, ligados ao tênis.

As fotos são recentes, feitas para um ensaio da revista do São Paulo F.C.

P.S.: Discussões sobre o US Open estão bem animadas nos posts abaixo. Fique à vontade para dar uma bisbilhotada nas outras caixinhas de comentários.

Terça-feira brasuca em NY

Qua, 27/08/08
por Alexandre Cossenza |

Embora com certo atraso (meu!), não dá para deixar em branco a feliz terça-feira para o Brasil em Flushing Meadows. André Sá, Marcelo Melo, Bruno Soares e Thiago Alves avançaram no US Open. 100% de aproveitamento.

Melo e Sá eram favoritos e confirmaram. Soares e o sérvio Dusan Vemic não eram cabeças-de-chave, mas também não podiam ser considerados azarões. E o que dizer de Thiago Alves?

Não que o paulista fosse zebra, mas a maneira em que veio sua vitória foi espetacular. A partida contra Capdeville esteve perdida algumas vezes. No começo do terceiro set, quando o chileno teve uma quebra de frente. No quarto set, quando Capdeville abriu 3/0. E no quinto, com o chileno em vantagem por 4/2.

Em contato com a brilhante Joanna ‘Ivanovic’ de Assis, do SporTV, fui me atualizando e vibrando junto com ela durante a partida. No início do quinto set, por celular, ouvi os gemidos de dor de Thiago, caído na quadra com cãibras.

Ouvi também a torcida brasileira, que, embora em menor número e menos barulhenta que a chilena, fez o possível para empurrar o compatriota. E, por fim, ouvi Thiago dizer que quer tirar uma casquinha de Roger Federer. Sensacional!

O que pode acontecer em um duelo com Federer na segunda rodada? Vitória do suíço, é claro. Mas ninguém vai apagar da memória de Thiago os momentos que ele viveu na quadra 7 de Flushing Meadows nesta terça.

Coisa que eu acho que acho:

Há quem diga que foi uma vitória contra um adversário inexpressivo em uma mera primeira rodada de Grand Slam. Eu continuo acreditando que o brilho é do “como” e não do “quê”

Meligeni x Sampras

Qui, 19/06/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Brasucas

maligenisampras400.jpgComo ainda estou fora e não tenho como ver o jogo, deixo o post para que vocês comentem a partida entre Fernando Meligeni e Pete Sampras, que rola na noite desta quinta-feira, em São Paulo. É só entrar na caixinha e dar sua opinião.

Também não estou vendo se a quadra está cheia ou não, mas me dizem por e-mail que os 2 mil lugares não estão tomados. Fabrizio Gallas, do site Tênis News, acredita que o público fica por volta de 1.500 pessoas.

Três perguntas eu deixo abaixo. Se alguém de São Paulo puder me responder, agradeço:

1) Por que Pete Sampras atua em uma quadra com apenas dois mil lugares? Ele não é um dos maiores jogadores da história? Não há público de tênis em São Paulo para ocupar um ginásio maior? Ou só tem o Ibirapuera em São Paulo?

2) Por que o estádio não está lotado?

3) Por que os ingressos custam R$ 200 por dia?

Tudo bem, eu fiz mais de três perguntas (rsrs), mas as respostas não me parecem muito difíceis.
Sugiro uma comparação que pode dar duas respostas.

1) Divulgação. O Masters Series de Paris, que será disputado de 27 de outubro a 2 de novembro (daqui a quatro meses!), já tem cartazes espalhados por vários locais da capital francesa: estações de metrô, outdoors, bancas de revistas, etc.

2) Preço. Pacotes para TODOS os dias do Masters de Paris são vendidos a partir de €111, ou R$ 277,61 segundo a página de conversão do Banco Central do Brasil. Então, voltemos à terceira pergunta que fiz. Para ver o Grand Champions em São Paulo, um fã precisa desembolsar R$800. Para o Masters de Paris, com Nadal, Federer, Djokovic, Nalbandian e outros, R$ 277. E nem preciso comparar o poder aquisitivo do parisiense ao do brasileiro!

Triunvirato da terra batida

Ter, 03/06/08
por Alexandre Cossenza |

ten_rogerfederer_efe710.jpgRoland Garros viu uma enormidade de zebras na chave masculina, e a primeira semana em Paris foi das mais agitadas, repleta de jogos emocionantes. Ferrer e Hewitt foram a cinco sets, González e Wawrinka também. Nalbandian também caiu em cinco sets, diante do então desconhecido Jeremy Chardy. Quem não lembra de Schwank e Moyá, na primeira rodada, ou Almagro x Murray, na terceira?

As estatísticas confirmam. Desde o início da Era Aberta, nunca houve tão poucos cabeças-de-chave (quatro) nas oitavas-de-final. As zebras, porém, passaram longe do triunvirato formado por Nadal, Federer e Djokovic. O espanhol venceu todos seus jogos por 3 a 0, e perdeu apenas 22 games nas quatro partidas que fez.

Apesar da chave mais fácil, Federer teve um pouco mais de trabalho. Perdeu um set, e cedeu 43 games. Em momento algum, no entanto, esteve sequer perto de ser eliminado. O mesmo vale para Djokovic. O sérvio perdeu um set, ainda na primeira rodada, e cedeu 41 games no total. Também caminha tranqüilo até agora - escrevo antes do jogo contra Gulbis.

Ferrer corre por fora. nas quartas, encara Monfils, um dos queridinhos da casa, e chega após jogar dez sets em três dias. tarefa duríssima para o espanhol.

A caixinha fica aberta para quem quiser comentar sobre a chave masculina a partir da seguna semana. Para quem participou do palpitão, imagino que o grande George vá colocar os resultados aqui, portanto fiquem ligados.

Brasil

Um breve balanço da participação brasileira aponta uma boa aparição de Thomaz Bellucci (foi quem mais tirou games de Nadal), a primeira vitória de Marcos Daniel em Roland Garros e a surpresa de Bruno Soares, que está nas semifinais da chave de duplas. Parece que a pior fase do tênis brasuca já ficou para trás.

O futuro

Qua, 28/05/08
por Alexandre Cossenza |

belluccirg355.jpgÉ obviamente injusto/incerto/precipitado afirmar que Bellucci é “o” futuro do tênis brasileiro, mas é seguro dizer que o jovem paulista tem tênis para chegar e se manter entre os melhores do mundo nos próximos anos. Espero que a bela atuação desta quinta-feira contra Nadal sirva para abrir os olhos dos céticos que duvidam de novos tenistas talentosos saindo do Brasil para jogar grandes torneios.

Ninguém deve comparar Bellucci (ou ninguém!) a Guga, nem esperar que surja em breve outro brasileiro para vencer Grand Slams, afinal já deve estar bem claro, à essa altura, que o catarinense foi uma exceção, um fenômeno. Porém, o paulista mostra que vai disputar torneios grandes e começar a incomodar muita gente pelo circuito.

Bellucci tem saques e golpes de fundo de quadra comparáveis a vários tenistas do top 50, e mostrou contra Nadal que não vive só das pancadas. Usou curtinhas, bolas anguladas, chapadas, com top spin, etc… Subiu à rede, voleou (nem sempre bem), usou slices, enfim: mostrou que tem um jogo versátil. O brasileiro também exibiu boa velocidade de deslocamento, o que é cada vez mais essencial na elite do tênis, e não sentiu o peso de estrear no torneio logo na Philippe Chatrier.

O resultado (3 sets a 0) não foi muito diferente de um jogo típico de Rafael Nadal em Roland Garros - ano passado, ele perdeu apenas um set no torneio - mas mostrou o potencial de Bellucci. Faltam maturidade, experiência e hábito de ganhar jogos neste nível, qualidades que o paulista pode adquirir com o tempo. Espero que a exibição sirva, pelo menos, para animar os fãs de tênis por aqui.

Daniel, o demolidor

Qua, 28/05/08
por Alexandre Cossenza |

marcosdanielrg355.jpgNão foi da maneira mais bonita, mas o Brasil volta a ter um tenista na segunda rodada em Roland Garros. Graças ao abandono de Juan Carlos Ferrero, Marcos Daniel venceu sua primeira partida no Grand Slam do saibro. Apesar da forma em que foi obtido o resultado, o brasileiro tem lá seus méritos. Estava jogando bem e podia ter vencido o primeiro set (perdeu por 7/5 no tie-break). O gaúcho liderava a segunda parcial quando o espanhol abandonou.

O título do post é uma brincadeira com a esplêndida forma física de Marcos Daniel. O gaúcho venceu duas maratonas na Copa Davis contra a Colômbia, ambas por abandono de seus rivais, e triunfou da mesma maneira nesta quarta. Ainda não sei (a TV cortou na hora do atendimento médico e ainda não há informação oficial) os motivos da desistência de Ferrero, mas obviamente o ex-número 1 do mundo não sairia de quadra se o jogo estivesse fácil ou se o adversário não mostrasse disposição para uma partida longa.

O post fica aberto para comentários sobre os jogos de hoje da chave masculina.


Pergunta da semana

Ter, 27/05/08
por Alexandre Cossenza |

tenistabrasileiro355.jpgO blog segue no tema Brasil em Roland Garros - afinal, Thomaz Bellucci e Marcos Daniel ainda estão vivos no torneio. Em 2008, tivemos três representantes na chave principal, mas não igualamos o recorde de participação no Grand Slam francês. Então, pergunto:

1) Qual o recorde de tenistas brasileiros na chave principal de Roland Garros? Quando isso aconteceu, quem foram eles e quem foi mais longe no torneio?

Desta vez, deixo uma pequena dica: a foto ao lado.

Resposta da semana anterior:

A última derrota de Fernando Meligeni em Roland Garros foi para o argentino Marcelo Charpentier, na primeira fase do quali de 2003. O próprio Fino conta, em seu blog, em outubro do ano passado, como foram aqueles dias:

“Eu estava em um momento difícil na minha carreira, não sabia o que queria, se parar de jogar ou não, pensava todos os dias quando acordava se eu tinha que continuar me matando, treinando duro ou se queria aproveitar as outras cosias que a vida te dá.

Conversando com o Bebe (meu treinador) , ele me dizia que essa era uma semana chave, não tinha como não estar afim de jogo naquele lugar, se eu não jogasse com alegria íamos ter que bater um papo mais serio no final.

Foi o que aconteceu, joguei a primeira rodada contra um argentino já conhecido meu, Marcelo Charpentier. Tnhamos jogado algumas vezes e seu jogo encaixava perfeito para meu momento, jogava de fundo,corria muito mas não me machucava com seus golpes.

Eu estive irreconhecível e perdi rapidinho por 6/3 6/1. Meu dias nas quadras de tênis estavam contados”.

Foi a última partida de Fernando Meligeni no circuito profissional. Para ler mais, clique AQUI

Acabou?

Dom, 25/05/08
por Alexandre Cossenza |

blogdespedidaguga11.jpgEste domingo marcou o fim de uma fase brilhante no tênis brasileiro. Durante os últimos dez anos, comemoramos nossos maiores feitos na modalidade. Uso a terceira pessoa do plural porque Gustavo Kuerten sempre foi o Guga, e Fernando Meligeni, o Fino. Pessoas que conversam com os fãs como amigos, colegas, companheiros. Pessoas que fizeram o tênis um pouco mais divulgado e, portanto, conhecido no Brasil.

É o fim da brilhante carreira de Guga (na verdade, ainda falta o jogo de duplas), o tricampeão de Roland Garros, o homem que levou o Brasil à semifinal da Copa Davis, que bateu Sampras e Agassi em dias seguidos, o cara que venceu Federer por 3 sets a 0 enquanto lutava contra um quadril dolorido. Um herói capaz de trabalhos hercúleos e tarefas dantescas. Desnecessário repetir aqui todos os feitos do catarinense.

blogdespedidaguga3.jpgRoland Garros prestou uma bela homenagem ao brasileiro, e Paul-Henri Mathieu foi um belo coadjuvante (embora vencedor). Há quem diga que o francês não jogou tudo que podia, mas quem se importa? Guga teve uma despedida digna, cheia de paralelas de backhand, aces e belas curtinhas. O troféu recebido ainda em quadra mostra que a Federação Francesa tem a noção exata de quem é seu tricampeão.

“Acabou o tênis brasileiro?”, perguntam meus amigos não tão fãs de tênis. Ironicamente, Guga deixa a cena um dia antes de Thomaz Bellucci, de 20 anos e número 1 do Brasil, enfrentar Rafael Nadal, na mesma quadra. O paulista, dono de um tênis sólido e eficiente, é um dos herdeiros dos fãs de tênis, e lidera uma geração de tenistas que começaram a jogar vendo Guga na TV. Ele, Feijão e outros vêm por aí. Então, a resposta é “não, não acabou”.

Estrear num Grand Slam em uma quadra central e logo contra um gigante como Nadal não é tarefa fácil, e é preciso paciência com Bellucci. Portanto, não o julguemos pelo resultado desta segunda-feira. A não ser que ele ganhe (rsrs)…

A caixinha fica aberta para suas impressões sobre a despedida de Guga e o duelo entre Nadal e Bellucci. Antes de encerrar o post, deixo outras duas questões, que me incomodaram neste domingo (também abertas às suas colocações, claro):

* O jornal francês “L’Équipe” criticou a organização de Roland Garros por ter dado um convite a Guga, afirmando que seria um wild card desperdiçado. Se eu fosse francês, talvez concordasse e optasse por achar mais interessante dar o convite a outro francês. Mas vejamos os tenistas locais convidados: Adrian Mannarino (19 anos, 186 do mundo), Eric Prodon (26, 117), Olivier Patience (28 anos, 128), Jeremy Chardy (21, 145) e Jonatan Eysseric (17, 390). Será que Guga deveria ser, de fato, a principal preocupação do “L’Équipe” ?

* Por que Guga é mais homenageado fora do país? Será que ele fez mais por Roland Garros do que pelo tênis brasileiro?

O wallpaper da semana não poderia ser de outra pessoa…

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1024×768 800×600

Nunca é tarde…

Sáb, 24/05/08
por Alexandre Cossenza |

gugabola.JPG…para lembrar de Gustavo Kuerten. A britânica BBC coloca em seu site uma série de fotos de belos momentos da carreira do tricampeão de Roland Garros. Para ver, basta clicar AQUI.

A página ainda tem links para algumas notícias que marcaram a história do brasileiro no circuito. Em 22 de fevereiro de 2002, por exemplo, o site noticia a possibilidade de uma primeira operação no quadril de Guga. O catarinense afirmava, na época: “Meu retorno vai depender de como vou me recuperar dessa pequena cirurgia”. Infelizmemnte, todos já sabemos que a intervenção não foi tão simples como todos pensavam.

A BBC ainda lembra da vitória por 3 sets a 0 sobe Roger Federer, em Roland Garros/2004, mesmo com muita dor no quadril. “Ele sacou bem e foi melhor. É tudo”, disse Federer após a derrota. O suíço só voltou a ser superado por 3 a 0 mais de três anos depois daquele jogo.

Quem quiser, ainda pode ler no site da BBC a notícia sobre a segunda cirurga do brasileiro. Em setembro de 2004, logo após as Olimpíadas de Atenas, Guga ainda tinha esperança de jogar sem sentir dor. Detalhe: ele era o 27º no ranking mundial, e muita gente por aqui achava ruim…

Chave masculina e palpitões

Sex, 23/05/08
por Alexandre Cossenza |

nadaltreinorg381.jpgA chave masculina de Roland Garros acaba de ser divulgada, e chegou a hora dos palpitões. O espanhol Rafael Nadal foi quem levou a pior entre os três primeiros do ranking. O número 2 do mundo pode encarar, em seqüência, Feliciano López (terceira rodada), Mikhail Youzhny (oitavas), David Nalbandian (quartas) e Novak Djokovic (semi) antes de chegar à decisão.

O caminho é certamente mais complicado do que o de Roger Federer. Além de ter escapado de um duelo com Djokovic nas semifinais, o suíço tem um caminho relativamente tranqüilo. Se confirmados os respectivos favoritismos, seus oponentes seriam Andreas Seppi na terceira fase e Juan Mónaco nas oitavas. No cruzamento das quartas, o maior cabeça-de-chave no caminho de Federer é justamente o em pior fase: Richard Gasquet. Os instáveis Fernando González e Igor Andreev parecem adversários mais prováveis. Na semi, o duelo pode ser com Nikolay Davydenko ou David Ferrer.

Novak Djokovic também se deu bem (pelo menos, até chegar a Nadal). Estréia contra o o alemão Denis Gremelmayr. Em seguida, encara Frank Dancevic ou um qualifier. A partir daí, a dificuldade aumenta. Guillermo Cañas pode ser o rival da terceira rodada, e Carlos Moyá é um provável adversário nas oitavas. O cruzamento das quartas também é simpático ao sérvio. Os quatro cabeças-de-chave na parada são James Blake, Janko Tipsarevic, Marcos Baghdatis e Tomas Berdych - nenhum deles, especialista no saibro.

federerrggonzo381.jpgBrasileiros

Gustavo Kuerten não deu lá muita sorte e pega o local Paul-Henri Mathieu, número 19 do mundo - não que isso faça diferença hoje em dia. Pelo menos, por ser um adversário francês, é certo que o tricampeão atuará na quadra Philippe Chatrier, a principal do complexo de Roland Garros.

Marcos Daniel também se deu mal, e terá pela frente Juan Carlos Ferrero. Parada duríssima para o gaúcho, que ainda não venceu uma partida sequer no Grand Slam parisiense.

Thomaz Bellucci “ganhou na loteria”. Após passar pelo quali, deu azar no sorteio. O paulista poderia cair contra desconhecidos convidados franceses, como Adrian Mannarino ou Jeremy Chardy, mas terá de fazer sua estréia contra Rafael Nadal. Boa sorte ao brasileiro!

Palpitões

Como é sem graça brincar de apostar no óbvio, arrisco algumas zebras - principalmente em Gasquet, que anda em fase horrorosa. Estou torcendo para que o novo treinador dê novo ânimo ao francês. Também estou confiando nos argentinos. Aposto que Nalbandian, Chela, Mónaco e el Potro chegarão às oitavas. Por pouco, não arrisquei em uma vitória de Cañas sobre Djokovic… Fiquem à vontade para cornetar. Rsrs.

Oitavas:
Federer x Mónaco
González x Gasquet
Davydenko x Ferrero
Stepanek x Ferrer
Tipsarevic x del Potro
Moyá x Djokovic
Nalbandian x Almagro
Chela x Nadal

Quartas
Federer x Gasquet
Davydenko x Ferrer
Tipsarevic x Djokovic
Nalbandian x Nadal

Semifinais
Federer x Ferrer
Djokovic x Nadal

Final
Ferrer x Nadal

Nadal campeão

Importante

Quem acompanhou o sorteio das chaves ao vivo, no site de Roland Garros, se assustou ao ver a chave principal postada no site. A janela de TR dava Guga xBoris Pashanski e Daniel x Guillermo García-López na primeira rodada, entre outros cruzamentos equivocados. O site logo avisou que havia ocorrido um “bug” no tempo real deles. Por curiosidade, deixo abaixo uma reprodução da janela do TR “oficial”.

chave-masculina7101.jpg

Chegando a hora…

Qua, 21/05/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Brasucas, Guga, Vídeo

Já na expectativa para ver os últimos momentos de Gustavo Kuerten em quadra, deixo aqui esse videozinho, uma compilação de belos momentos da carreira do tricampeão de Roland Garros. A edição é meu amigo jornalista Dennis Nery (que cobre futebol, mas é um dos maiores fãs de Guga que eu conheço).

Ainda sobre o ídolo brasileiro, o site oficial de Roland Garros traz a “Saga de Guga”, um resumo sobre a carreira do catarinense. A história, contada pelo jornalista francês Eric Frosio, que mora no Rio de Janeiro, está divida em quatro partes, e pode ser conferida AQUI!

A caixinha fica aberta para comentários sobre a despedida de Guga.


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