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Preocupadíssima

Ter, 14/10/08
por Alexandre Cossenza |

blog_serena1.jpgUm site de celebridades mostra, em fotos publicadas nesta terça-feira, o quanto Serena Williams está preocupada com o circuito mundial e sua posição no ranking. Nas imagens divulgadas pelo YBF, também conhecido como “The Young, Black and Fabulous”, Serena aparece surfando no Havaí, ao lado do namorado, Common.

Não sei quantos de vocês vão lembrar, mas a Serena que aparece em cima de uma prancha em uma das fotos é a mesma que desistiu de disputar o WTA de Moscou alegando que precisava tratar uma lesão no tornozelo. Ora, até onde eu sei (e tenho certa experiência com lesões de tornozelo), o surfe não é a atividade mais indicada para quem precisa dar um descanso para o local.

A grande verdade é que as fotos mostram que Serena (sim, a mesma que chegou à liderança do ranking ao venceu o US Open, há pouco mais de um mês) está pouco se lixando para sua posição na lista da WTA. O mesmo pode ser dito de sua irmã, que só mostra foco durante os Grand Slams…

Ah, para quem quiser conferir mais imagens de Serena no Havaí, basta clicar no link do primeiro parágrafo. São bastante interessantes…

Quer opinar sobre o tênis feminino ou as curvas de Serena Williams? Deixe na caixinha!

Davis num mar de plata

Sex, 10/10/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Copa Davis

blog_mardelplata.jpgA brincadeira do título foi manchete de um jornal argentino algumas semanas atrás (não achei o link, infelizmente), em uma referência aos milhões oferecidos por Mar del Plata para sediar a decisão da Davis.

Segundo o “La Nación”, a cidade colocou na mesa um valor não divulgado oficialmente, mas que, segundo fontes do jornal argentino, ficou entre US$ 5 milhões e US$ 9 milhões. Nada mal, considerando, especialmente, a crise na economia e a subida do dólar. O montante seria distribuído entre os jogadores, a AAT e a L Egalité, empresa que negocia os direitos da Copa Davis na Argentina.

Esportivamente, a Argentina perde apenas no quesito altitude. Em vez de jogar 400 metros acima do nível do mar, terá de encarar Nadal e companhia no nível do mar. O jogo fica um pouco mais lento, o que, em tese, favorece o número 1 do mundo.
Nalbandian queria jogar em Córdoba, e, para fazer a balança pesar em seu favor, alegou que a altitude da cidade era mais parecida com a de Madri (650m), onde bateu Nadal por 6/1 e 6/2 no ano passado. Não adiantou. A ITF visitou os dois locais e cravou Mar del Plata como sede.

Não sei como funciona a AAT, mas achei muito estranho, desde o começo, a indicação de dois locais. Se a Associação Argentina de Tênis queria, de fato, a final em Córdoba, porque indicou também Mar del Plata? Para empurrar a responsabilidade para a ITF? Para parecer que não escolheram Córdoba por causa da oferta milionária? Se alguém souber, deixe na caixinha de comentários, por favor.

Comentário do leitor
Adiciono, abaixo, observações sobre Mar del Plata, feitas pelo nosso leitor e amigo argentino Horace, colocado na caixinha de comentários logo após o anúncio. Vale ressaltar: ele não acha que a escolha tenha sido motivada por fatores financeiros.

blogvilas.jpg“Mar del Plata alem de ser uma cidade com mais atrações (casino, mar,belissima orla marítima, fabrica de alfajores Havana (rsrs) o visitante pode independizar se dos vôos, ponto importante considerando a fragilidade da, agora, “nossa” Aerolineas Argentinas.

Mardel ou Marpla teve sua belle èpoque até os anos 40 (ainda conserva edificios como o Hotel Provincial, o Casino, e grandes residencias da epoca) , quando era o balneario da elite portenha. A partir dos anos 50 perdeu para Punta del Este esse publico e virou um balneario mais popular.

Um detalhe: É a cidade natal de Guillermo Vilas. Tandil, a cidade de Del Potro e outros tenistas fica a 150 kmts pasando por Balcarce, a terra de Juan Manuel Fangio (penta campeão de F1) com um museu de automovilismo muito interesante.

Acho que o mais dificil para quem quera assistir, vão a ser os ingressos. O traslado e alojamento, pelo que falei antes não vão a ser problema”.

Lição de autoconfiança para Ivanovic

Qua, 08/10/08
por Alexandre Cossenza |

blog_ten_ivanovic_moscou.jpgNúmero 1 do mundo, Ivanovic sofreu uma lesão no polegar da mão direita que a atrapalhou no WTA de Montreal e a excluiu das Olimpíadas de Pequim. Pressão extra para a sérvia, que já havia exagerado na comemoração do título em Roland Garros e sido eliminada na terceira rodada de Wimbledon.

Ivanovic não pôde se prepara como queria, e caiu na segunda rodada do US Open, diante da qualifier Julie Coin. Motivo o suficiente para abalar a confiança da jovem de 20 anos? Qualquer que seja a resposta, Ivanovic sentiu.

Nos torneios seguintes, não mostrou o ritmo de antes. Mostrando um tênis excessivamente instável (até para os padrões atuais da WTA), caiu na estréia em Tóquio (Petrova) e nas quartas em Pequim (Zheng), e resolveu se inscrever nas duplas em Moscou - onde, aliás, também perdeu na estréia nas simples.

Embora pareça simples à primeira vista, a parceria com Schiavone ilustra o quase desespero de Ivanovic. Não é publicidade, e sim uma tentativa de fazer as pazes com seu tênis e, conseqüentemente, com as vitórias. Mostra que a sérvia se perdeu. Não sabe onde foi parar seu jogo, não sabe o que fazer para reencontrá-lo.

blog_ten_federer_usopen.jpgNúmero 1 do mundo, Federer sofreu um baque em Wimbledon. Perdeu para seu maior rival em seu torneio preferido, onde levantou o troféu cinco vezes seguidas. Uma derrota assim, em cinco sets, decidida na noite londrina, em detalhes, dói. E toma proporções maiores em um ano com resultados abaixo da média - para Federer.

Em seguida, vieram derrotas para Gilles Simon (na estréia em Toronto), Ivo Karlovic (segunda rodada em Cincinnati) e até para o freguês James Blake (quartas-de-final das Olimpíadas). As insistentes perguntas da imprensa sobre a suposta má fase incomodaram, e os resultados eram o suficiente para abalar de vez a confiança de qualquer tenista.

À exceção de Roger Federer. É verdade que o suíço admitiu, uma única vez, que teria de repensar seu jogo, mas não foi isso que aconteceu. Sempre acreditando em seu tênis, vibrando mais em quadra e jogando (quase) tão bem como em seus melhores dias, o suíço, já como número 2 do mundo, conquistou o título do US Open. Pela quinta vez.

Alguém aí ousa apontar um caminho para a sérvia? Deixe na caixinha!

Quem terminará como número 1?

Ter, 07/10/08
por Alexandre Cossenza |

blog_jankoviccerveja.jpgSem muitas histórias quentes que valham um post realmente interessante, abro um debate sobre quem terminará na posição-que-não-deve-ser-pronunciada (PQNDSP). Atualmente, Jelena Jankovic, Serena Williams, Dinara Safina, Elena Dementieva, Ana Ivanovic, Svetlana Kuznetsova, Venus Williams, Vera Zvonareva e Maria Sharapova podem chegar ao fim da temporada no topo da lista da WTA. Reproduzo, abaixo, contas estimadas pelo site da revista “Tennis”

O que Jankovic precisa

Vencer o WTA Championship ou qualquer outro torneio e mais um bom resultado. Fora isso, dependerá dos resultados das outras. Considerando os melhores 17 resultados de cada tenista, Jankovic lidera por 400 pontos.

Serena Williams

Como não vai jogar até Doha, Serena precisa vencer o WTA Championship e torcer para que Jankovic conquiste menos de 350 pontos em Moscou, Zurique e Doha. Improvável. Arredondando, Jankovic precisa de três semifinais para bater Serena.

Dinara Safina

Está praticamente empatada com Serena e vai jogar em Moscou, então Safina parece a maior ameaça a Jankovic. Um título em Moscou a igualará com Jankovic, o que quer dizer que o melhor desempenho em Doha será recompensado com a PQNDSP.

O texto acima não é uma tradução, mas uma reprodução simplificada da coisa. Para o artigo original, clique aqui.

Leitura recomendada

Seg, 06/10/08
por Alexandre Cossenza |

blog_ten_gugalisboa_afp.jpgAlguns de vocês já colocaram o link em uma caixinha anterior, mas o texto merece destaque maior. Em um post que lembra a briga pelo número 1 do mundo no fim de 2000, o americano Peter Bodo lembra o feito de Gustavo Kuerten, que bateu Sampras e Agassi em dias seguidos para terminar a temporada na liderança do ranking.

O próprio Sampras analisa o jogo e o jeito tranquilão de Guga fora das quadras. Vale a pena ler. É só clicar AQUI.

“A cara do tênis”

Seg, 29/09/08
por Alexandre Cossenza |

ten_jelenajankovic_reu.jpgA opinião não é minha, mas do argentino Carlos Rodríguez, que treinou Justine Henin por muito tempo. Em uma entrevista para o jornalista americano Matt Cronin, ele dissecou o estado atual do tênis feminino.

A parte que mais me chamou a atenção foi a seguinte frase: “Tenho muito respeito pelas outras jogadoras, mas fora as Williams e Sharapova, o resto é muito fraco”. Transcrevo aqui, em tradução livre, as melhores partes:

Sobre Jankovic
Essa é a cara do tênis hoje, com uma jogadora chegando ao número 1 sem vencer um Grand Slam. É um sinal. Ela é uma boa jogadora, mas quando você vê Maria Sharapova e as irmãs Williams, elas têm não apenas Grand Slams, mas carisma. Elas dão algo a mais, não apenas batendo nas bolas. Há algo a mais.

Sobre Ivanovic
Acho que Ana pode atingir grandes feitos, mas precisa de maturidade. É muito difícil para uma jogadora aprender o que fazer quando está com problemas. Ivanovic não consegue ter um plano B ou C para resolver as situações, e perde completamente o controle. O técnico pode ajudar com isso, mas no fim é o jogador que precisa encontrar sozinho as alternativas que vão dar certo.

Sobre Chakvetadze
Anna parece que quer trabalhar, mas eu disse a ela que, “no fim do dia, no fundo de você, você não quer tentar ir mais longe e ralar para ter sucesso”. Não posso lhe ajudar se você não tem vontade de fazer algo, mesmo que eu seja o melhor ou pior técnico do mundo. Ela tem talento, mas é muito confusa quanto ao que precisa fazer para ter sucesso e se tornar número 1 ou 2 do mundo. Ela não está pronta para fazer os sacrifícios necessários para chegar ao topo. Um campeão é um dentro e fora da quadra, e quando você tira Anna da quadra, ela é um desastre.

blogten_anaivanovic_efe.jpgSobre Vaidisova
Ela é incrível, mas volta à questão do grupo em ao redor dela. É tão importante. Quando você fala do lado mental, essas meninas são muito fortes, mas se fala do lado emocional, é muito difícil. O emocional ultrapassa o mental e ela perde completamente o caminho. É uma pena. Espero que alguém a ajude porque ela é muito carismática e uma grande jogadora, mas seu lado emocional e sua inteligência não são tão bons.

Sobre Sharapova
Ela mostrou que pode dominar, mas não é questão de fazê-lo de vez em quando. É questão de regularidade e a única maneira de ela conseguir isso é concentrar 100% em seu tênis. Se Maria não fizer isso, nunca encontrará a consistência por um ano inteiro. No tênis, para ser campeão, você precisa optar por fazer tudo que precisa para chegar ao sucesso. Acho que hoje Maria não consegue isso.

Sobre Serena
Serena tem a qualidade, e tem tudo que ela precisa mental e fisicamente. Mas será que ela vai se cuidar e se preparar para jogar? Se ela o fizer, acho que Serena ainda terá dois ou três grandes temporadas.

O leitor mais assíduo do blog que minhas opiniões não diferem muito das de Rodríguez. A caixinha, porém, está aberta a discussões.

Hermanos seguindo o exemplo

Sex, 26/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise

Ao ler esta notícia, no jornal argentino Olé, não consigo parar de pensar na Copa Davis que fizemos em Belo Horizonte, contra a Suécia. Será que os hermanos vão seguir nosso (mau) exemplo de como escolher uma sede para a competição?

A decisão por Buenos Aires (Luna Park ou Parque Roca), Córdoba ou Mar del Plata já saiu do campo exclusivamente esportivo. Uma pena. Torço, pelo menos, para que os argentinos não esqueçam de seus próprios tenistas e da Espanha de Rafael Nadal na hora de fechar o contrato.

sarettadavis710.jpgCoisa que eu acho que lembro

Nos playoffs de 2006, contra a Suécia, fomos jogar em Belo Horizonte, longe do nível do mar e em um saibro que acabou ficando mais rápido do que deveria. Lembro que, na coletiva, Soderling disse que a altitude ajudou seus potentes saques, decisivos nas vitórias sobre Ricardo Mello e Flávio Saretta.

A fascinante elite

Dom, 21/09/08
por Alexandre Cossenza |

blogdavisespanha2.jpgDá sempre gosto acompanhar o Grupo Mundial da Copa Davis. Não só porque a primeira divisão reúne grandes talentos, mas porque há variantes que não costumamos ver durante o circuito mundial. Quadras lotadas e barulhentas, torcendo pelo tenista da casa, atletas jogando com o peso de representar o país, capitães mudando escalações na última hora.

A Espanha jogando em Las Ventas rendeu títulos pitorescos para o diário “Marca”. “Nadal corta a primeira orelha”, por exemplo, era a manchete após a vitória sobre Querrey. Contra Roddick, deu a “estocada definitiva”. Mais de 21 mil pessoas gritando pelo time da casa. No país e no piso preferido o número 1, não podia dar outra. Vitória espanhola, com direito a pneu sobre Roddick no quarto jogo.

Argentina x Rússia foi mais emocionante. Não só pelo barulho da torcida que lotou o fantástico Parque Roca, mas pela trapalhada do capitão Alberto Mancini. Ansioso, talvez, para fechar o confronto em 3 a 0, escalou Nalbandian para as duplas. A mudança quase pôs tudo a perder. A Argentina não só perdeu o terceiro jogo, como também deixou Nalbandian cansado para o domingo.

blogdavisnalbandian.jpgDavydenko se aproveitou, forçou o quinto jogo, e a Rússia só não conseguiu a virada porque foi de encontro a Juan Martín del Potro. O adolescente de 19 anos não tremeu diante de Andreev e garantiu seu país na final. Decisão, aliás, que tem tudo para ser espetacular. Nadal voltará à América do Sul e terá de ralar para bater os argentinos no Parque Roca.

Desde sexta (quando a Argentina abriu 2 a 0), a escolha da quadra para final já virou assunto sério. O time da casa deve jogar no saibro, piso preferido da maioria de seus jogadores, ou montar uma quadra dura e rápida na tentativa de arrancar uma vitória sobre Rafael Nadal? Taí a pergunta que os argentinos vão se fazer até lá.

Você, leitor, faria o quê?

Coisas que eu acho que acho:

* Quem quer que tenha levado adiante a idéia de colocar a Espanha para jogar em Las Ventas, na arena de touradas, merece um aumento (rsrs). É bastante óbvia a associação entre o local e o número 1 do mundo, o Touro Miúra, e, até onde foi possível ver pelas fotos, o lugar parece ter sido bem adaptado para o evento.

* Como eu já falei no começo do texto, o Parque Roca é outro show de arena. Mostra o quanto a Argentina se importa com o tênis e a Copa Davis. Ressalta, também, o quanto o Brasil está atrasado em relação à maioria dos países do Grupo Mundial. Quem esteve nos últimos confrontos aqui no país pôde comprovar.

* Sérvia e Suíça estarão no Grupo Mundial no ano que vem. Federer já adiantou que vai disputar a competição desde a primeira fase. Se Djokovic e Nadal também participarem, a Davis 2009 tem tudo para ser uma das melhores da história.

O copo meio cheio

Dom, 21/09/08
por Alexandre Cossenza |

blogmelochico.jpgEm nove tie-breaks, ganhamos um. De 15 sets, faturamos quatro. Os números não nos deixam afirmar que estivemos perto de superar a Croácia nos playoffs da Davis. Há, porém, o que comemorar na derrota por 3 a 1 (escrevo antes do quinto jogo) em solo europeu, jogado em quadra rápida.

Primeiro, o tênis demonstrado por Thiago Alves contra Karlovic, na sexta-feira, mostrou que o capitão Chico Costa fez uma escolha corretíssima. Acabou sendo bom pra todo mundo. Alves jogou bem, e Marcos Daniel colheu bons resultados na Colômbia. E, como Costa já afirmou, ninguém guardou mágoas.

Foi a estréia de Alves como titular. O paulista, que atravessa a melhor fase da carreira, já deve chegar mais confiante em uma próxima convocação. Tudo leva a crer que ele entrará para o top 100 ainda este ano. Dor de cabeça à vista para Chico Costa. Mas das boas, daquelas que todo capitão precisa. Já estava na hora.

Além disso, Thomaz Bellucci mostrou o quanto evoluiu em um ano. Em 2007, jogado ao fogo por causa da lesão de Flávio Saretta, descoberta na véspera da viagem, e da impossibilidade de Guga em jogar partidas longas, o jovem paulista jogou solto, mas fez pouco. Perdeu em sets diretos (triplo 6/4) para Jurgen Melzer.

blogdaniel300.jpgBellucci sentiu o peso da Davis em Sorocaba, quando sentiu cãibras e perdeu um jogo teoricamente fácil contra Santiago Giraldo. Aos poucos, ele vai adquirindo confiança e jogando melhor. Contra Karlovic, neste domingo, já esteve mais confiante e ganhou um tie-break. Ainda tem muito que evoluir em seu jogo (os voleios que o digam), mas ele e o técnico Leo Azevedo sabem muito bem disso.

Coisas que eu acho que acho:

1) Lembram da foto-legenda do Marcos Daniel, alguns post atrás? Com o bom desempenho em Bogotá nesta semana, chegará ao melhor ranking de sua carreira, e pode entrar no top 70. Daí ao top 50 é outra história, mas o gaúcho está de parabéns.

2) Ainda sobre a questão de Marcos Daniel, acho que a cada dia fica mais nítido que há uma disparidade gigante entre Challengers e ATPs (mesmo os menores deste nível). Daniel é o melhor exemplo. Tem tênis de sobra para os Challengers, mas consegue poucas vitórias nos torneios maiores.

3) A diferença pode se acentuar ainda mais em 2009, com a nova pontuação que será implantada pela ATP. A diferença vai ser ainda maior entre os Masters Series e os ATPs. Pode ficar bem difícil a vida para quem disputa Challengers e ATPs pequenos.

Valeu pela vontade

Sex, 19/09/08
por Alexandre Cossenza |

Se alguém tinha alguma dúvida, o jogo entre Ancic e Bellucci esclareceu: o Brasil ainda não tem time para jogar no Grupo Mundial da Copa Davis. É claro que em 2009 podemos ganhar o Zonal das Américas e, com um sorteio absurdamente favorável, voltar à primeira divisão, mas é possível afirmar, com certa margem de segurança, que o Brasil não está entre as 16 maiores potências do tênis mundial.

blog_belluccidavis.jpgO começo do jogo entre Bellucci e Ancic foi assustador. O brasileiro errou demais, demorou a se encontrar e deixou Ancic abrir 4/0. O início do segundo set foi igualmente preocupante, já que o brasileiro jogou um game ruim e cedeu uma quebra de cara. Mas o brasileiro felizmente se recompôs e fez uma apresentação digna.

Quando o placar final mostra 3 sets a 0, não dá para dizer que Bellucci teve chances de vencer o jogo. Não as teve. Também seria injusto dizer que o brasileiro equilibrou a partida. Apesar dos dois tie-breaks, não acho que tenha sido o caso. As poucas quebras vieram mais em lapsos mentais de Ancic do que em grandes pontos do brasileiro.

Bellucci também mostrou incrível dificuldade em devolver os saques de Ancic. Até os segundos serviços o incomodavam demais. Não dá para vencer assim em quadra rápida.

Valeu, no entanto, pela vontade de Bellucci. O número 1 brasileiro não perdeu a cabeça, não desanimou e tentou enquanto pôde. Até no terceiro set, lutando contra match point no oitavo game, manteve-se concentrado, lutando e correndo atrás. O que faltou de tênis sobrou de garra.

Concorda com a avaliação da partida? Deixe seus comentários na caixinha abaixo!

Quantos pontos contra a Croácia?

Ter, 16/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Brasucas

thiagoalvesblog400.jpgDizer que o Brasil tem chances reais de bater a Croácia é um pouco de exagero. É verdade que a Copa Davis tem lá sua dose de surpresas, mas a equipe brasileira não me parece capaz de triunfar desta vez.

No papel, o time da casa leva vantagem: Karlovic é o número 14 do mundo, Cilic é o 22, e Ancic é o 31. O Brasil tem Bellucci (78) e Alves (127) nas simples. Na prática, a situação brasileira não é melhor. O duelo é em quadra rápida e coberta, com torcida croata, nas condições que os tenistas deles adoram. Uma zebra será algo fantástico.

É verdade que nossa dupla entra como favorita, mas acreditar que Bellucci e Alves podem anotar outros dois pontos sobre Ancic ou Karlovic seria analisar de maneira extremamente otimista. Primeiro porque Bellucci vem mostrando evolução, mas ainda precisa de consistência em jogos contra rivais deste porte. Depois porque não vejo Alves com golpes para incomodar os croatas. Espero estar errado, e que o Brasil não tenha viajado só para tirar foto.

Alguém aí ousa apostar em vitória brasuca? Manifeste-se na caixinha!

Coisas que eu acho que acho:

* Marcos Daniel é um caso curioso. O gaúcho, que tanto reclamava quando Fernando Meligeni não o colocava em quadra, desta vez negou fogo. Chamado para a reserva, preferiu ficar treinando no saibro para defender os muitos pontos que conquistou ano passado, nos torneios da Copa Petrobras. Certo ou errado?

Não é tarefa minha julgar. Assim como Roger Federer (ô comparação!), o gaúcho tem lá suas prioridades. Se não defender os pontos, despencará no ranking e deixará novamente os ATPs, tendo que voltar aos Challengers, o que significa menos dinheiro. Cada um sabe do seu problema.

* E o Troféu Brasil de Tênis, em Minas, que serviu de preparação para a Davis? Admito que não estive lá nem vi os jogos, mas estranhei algumas declarações dos tenistas brasileiros. Bellucci disse, após superar Rodrigo Guidolim, que havia sido um bom treino para a Davis. André Sá afirmou foi “a melhor preparação que poderíamos ter”. Logo ele, que suou para derrotar o aposentado (há muito tempo) Nelson Aerts.

brasil-na-davis400.jpgÉ verdade que era um evento indoor, com uma quadra supostamente rápida (há infinitas variações para quadras duras e rápidas), mas não dá para comparar Guidolim, Feijão e outros adversários que pintaram por lá a Ancic, Karlovic e Cilic. Menos, né, pessoal? Bem menos….

Nos e-mails que troquei com Chico Costa, ele argumenta o seguinte: “na semana anterior a seu primeiro título em Roland Garros, Guga jogou um Challenger em Curitiba, e passou um sufoco danado pra ganhar do Roberto Jábali na semi e de um desconhecido romeno chamado Sabau na final. É claro que não se pode comparar, que cada caso é um caso, mas todos sabemos que o tênis não é uma ciência exata. Ritmo de jogo, e principalmente, ritmo de vitórias, contam muito.”

É, obviamente, um argumento interessante. De qualquer maneira, acho um exagero dizer que treinar para a Davis em uma competição com tenistas que nem estão entre os 200 do mundo é a melhor preparação possível.

Coisa que eu acho que é impossível explicar:

* Preços da Davis.  Por que, aqui no Brasil, num duelo contra a Colômbia, em Sorocaba, válido pelo Zonal, os ingressos custavam R$ 200 para os três dia? Na Croácia, o pacote para ver os playoffs do Grupo Mundial custam €15. Alguém consegue explicar?

Quem quiser acompanhar mais sobre a Davis, pode ler uma entrevista com Thiago Alves, e outra com Chico Costa, que também fala da situação de Marcos Daniel.

A caixa fica aberta para comentários sobre o Brasil na Copa Davis (o Grupo Mundial terá post próprio, em breve).

Quem precisa de Sharapova?

Dom, 14/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise

russiafed710.jpgDê uma rápida olhada no ranking mundial em busca de tenistas russas. A primeira página, que contém as 100 melhores do mundo, mostra assustadores 15 (quinze!) nomes. Desde Dementieva, número 1 do país e 4 do mundo, até Alla Kudryavtseva, a 81ª do ranking.

A segunda página tem mais 12 nomes. Começa com Evgeniya Rodina (101ª) e termina com Nina Bratchikova (194ª), de quem a página da WTA só revela a idade: 23 anos. Local de nascimento, altura e peso são um mistério. Foto, então, nem pensar.

A Fed Cup é a maior prova de que a Rússia é a maior potência do tênis feminino. A última derrota do país veio em 2006, nas mãos das belgas Justine Henin e Kim Clijsters. Fora, isso, as comandadas de Shamil Tarpischev venceram em 2004, 2005, 2007 e 2008. Nem sempre com força máxima.

A própria Sharapova, ex-número 1 do mundo e russa mais vencedora da geração atual, saiu nas fotos da comemoração de 2007, mas só tem dois jogos de Fed Cup no currículo. Este ano, contra Israel. Prova de que a força da Rússia está na quantidade de opções. Tarpischev poderia montar uns três times diferentes, e todos brigaram pelo título.

Deixo uma perguntinha só para criar discussão: Quem é a mais russa entre as russas do top 10?

Fico entre Dementieva e Zvonareva. Sharapova é quase americana, enquanto Safina e Kuznetsova são quase espanholas. O post fica aberto para discussões sobre Fed Cup e tenistas russas. Comentários sobre o circuito feminino em geral devem entrar no post sobre o WTA de Tóquio.

Novidades

Os mais assíduos já devem ter reparado. A página inicial do blog agora tem 20 posts, o dobro do número anterior. Isso vai evitar que algumas caixinhas de comentários agitadas caiam para a segunda página.

O menu da direita ganhou um link permanente para o meu e-mail. Quem quiser escrever diretamente para mim, pode usá-lo.

Um ano, e o óbvio

Sex, 12/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise

nicolaydavydenko_afp400.jpgUm ano depois do famigerado jogo entre Davydenko e Vassallo Arguello em Sopot, a ATP anuncia: nada foi provado. Nenhuma prova de manipulação de resultados, nenhuma ligação telefônica comprometendo os envolvidos. Zero. Zip.

Eu escrevi algo parecido em outubro do ano passado, mas não custa repetir. Só quem está dentro da quadra, machucado, tem exata noção do que pode ou não pode fazer para tentar ganhar um jogo. Algo que pode parecer desleixo visto de fora da quadra é, para quem está jogando, a frustração de quem sabe que pode fazer mais, mas não consegue por causa das dores.

O caso de Davydenko certamente foi estranho. Ele era favorito, houve um valor absurdo de apostas a favor do argentino, e o russo acabou abandonando a partida. Mas algo sempre me incomodou nesta teoria contra o russo. Afinal, se o resultado seria manipulado, não levantaria menos suspeita se Davydenko tivesse ficado em quadra até o final?

O russo, porém, abandonou o jogo. E ninguém encontrou prova nenhuma contra ele. Após um ano, Davydenko vai, enfim, voltar a jogar em paz.

E você, leitor, o que acha? Deixe seu recado na caixinha de comentários!

Número 1 até o fim do ano

Qua, 10/09/08
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Federer, Nadal

ten_rafaelnadal_afp.jpgAs chances de Roger Federer recuperar a liderança do ranking mundial este ano são mínimas. Não só porque Rafael Nadal está mais de mil pontos à sua frente, mas porque o suíço tem mais pontos a defender do que o espanhol. Vejamos a matemática da coisa.

Ano passado, Federer foi vice no Masters de Madri (350 pontos), chegou às oitavas no Masters de Paris (75) e foi campeão no ATP da Basiléia (250) e na Masters Cup (650). Ao todo, são 1.325 pontos para defender em 2008.

Nadal, por sua vez, foi vice em Paris (350), caiu nas quartas em Madri (125) e alcançou a semifinal na Masters Cup (200), o que totaliza 675 pontos. Ou seja, o espanhol precisa defender 650 pontos a menos que o rival.

Imaginemos, então, o cenário mais otimista possível para Federer. Suponhamos que ele ganhe todos os torneios que disputará até o fim do ano: os ATPs de Estocolmo (225) e Basiléia (250), os Masters de Madri e Paris (500 cada) e a Masters Cup (750). Assim, se vencer mais 25 jogos seguidos, somará 900 pontos e chegará a 6.830.

Ainda que Federer consiga tudo isso, bastaria ao espanhol chegar às semifinais em Paris e Madri (225 pontos em cada) e vencer dois jogos na Masters Cup (200), mesmo que não chegue à semi do evento de fim de ano. Com esses três resultados, nada complicado para o tênis que Nadal vem demonstrando, ele terminaria a temporada com 6.975 pontos. À frente de do suíço.

Importante

Os cálculos de Federer foram feitos com base no calendário que o suíço disponibiliza em seu site. Não duvido que ele desista de um ou outro torneio até o fim do ano se começar a ganhar.

Coisa que eu acho que acho

É injusto dizer que Federer tem mais chances de ultrapassar Nadal porque o espanhol terá muitos pontos a defender em 2009. Do mesmo jeito que o suíço defendeu sua liderança com brilho durante quatro anos, é possível que Nadal repita seus resultados e se mantenha na liderança do ranking em 2009.

É bom lembrar também que, embora não tenha vencido um Masters sequer em 2008, Federer tem um título, dois vices e uma semifinal de Grand Slam. Resultados tão difíceis de defender quanto os do espanhol nos quatro torneios mais importantes do circuito mundial.

O melhor veio no fim

Seg, 08/09/08
por Alexandre Cossenza |

Tentemos esquecer, por um momento, que Roger Federer foi número 1 do mundo por mais de quatro anos. Apaguemos momentaneamente de nossas memórias que o suíço tinha, no currículo, 12 títulos de Grand Slam. Deixemos em segundo plano o fato de que Federer é um dos maiores tenistas da história.

federerfestablog.jpgPensemos apenas na temporada 2008/09. Federer passou por uma mononucleose no começo do ano. Sofreu com as críticas já em Miami e Indian Wells. Perdeu quatro jogos seguidos para Rafael Nadal. Foi derrotado na final de Wimbledon.

Ouviu e leu que estava decadente (e outros adjetivos muito menos educados). Acusou o baque no Masters de Toronto. Perdeu a liderança do ranking e, ainda por cima, foi superado pelo freguês Blake em Pequim.

Foi um ano cheio de obstáculos para Roger Federer, mas os revezes e as barreiras fizeram muito bem ao suíço. Desde as Olimpíadas, Federer parece ter reencontrado a vibração que o levou ao topo do ranking. O gosto amargo das seguidas derrotas em decisões fez com que ele se lembrasse de o quão doces são as vitórias. O US Open foi assim. Federer foi mais feliz em quadra. Vibrou mais, comemorou mais, jogou mais.

federertrofeublog.jpgAgora dono de 13 títulos de Grand Slam, o suíço guardou para a final do torneio americano o que tinha de melhor. Sacou bem, dominou a maioria das trocas de bola, subiu à rede quando teve chance e soube a hora certa de colocar pressão sobre o saque de Murray. A inexperiência do britânico pesou, mas o tênis superior de Federer foi muito mais decisivo.

Como eu escrevi no post anterior, parecia que os deuses do tênis não queriam outra temporada sem um título do suíço em um Grand Slam. Com ou sem ajuda deles, o triunfo de Federer no US Open foi justíssimo.

Estraga-prazeres

Após uma atuação brilhante contra Nadal, Murray não foi sombra disso na decisão. Entrou em quadra errando muito, atacou pouco, não sacou nem se defendeu tão bem quanto fez nas semifinais. O escocês acabou estragando uma final que tinha tudo para ser memorável.

Primeiro porque Federer teria a chance de, em outro Grand Slam, vingar as derrotas sofridas em Wimbledon e Roland Garros. Segundo porque Rafael Nadal jamais teria sido derrotado da maneira que Murray caiu em Flushing Meadows.

murraylamentablog.jpgSobre o ranking

Para quem não acompanha tênis diariamente, fica aqui a explicação. Mesmo com o título do US Open, Federer não voltará a ser o número 1 do mundo. O suíço, que levantou o troféu também no ano passado, apenas manteve seus pontos.

Rafael Nadal é quem sairá no lucro. Em 2007, o espanhol foi eliminado nas oitavas. Como este ano o atual número 1 do mundo alcançou as semifinais, sai de Nova York 300 com 300 pontos a mais. Ou seja, Federer está ainda mais distante.

Tudo conspira a favor…

Dom, 07/09/08
por Alexandre Cossenza |

federerusopen300.jpgSobrou raça, mas faltou jogo a Rafael Nadal. Eu já escrevi algo parecido, embora em circunstâncias completamente diferentes, sobre o número 1 do mundo. O espanhol tentou tudo, mas não estava em um bom dia (não fez um grande torneio, para dizer a verdade), cometeu um balde de erros não-forçados que não costuma cometer e sucumbiu ao escocês Andy Murray nas semifinais do US Open.

O desempenho de Nadal, muito abaixo da média, e a apresentação de Murray, que converteu apenas três dos 822 (!) break points que teve no jogo, são, a meu ver, a prova definitiva de que os deuses do tênis não querem ficar uma temporada inteira sem ver Roger Federer conquistar um Grand Slam. Seria contra o bom senso fazer o suíço passar por uma seca de títulos tão grande (para ele!), diriam os puristas fãs do suíço.

Dá suporte à minha teoria o que aconteceu com Novak Djokovic antes de enfrentar Federer. Passou por apertados cinco sets contra Robredo, teve a torcida contra no jogo contra Roddick e chegou visivelmente desestabilizado e cansado às semifinais. O sérvio esteve longe do seu melhor no duelo com Federer. Mérito para o suíço, que cresceu no torneio na hora da decisão.

Não há muito que dizer sobre Nadal, que finalmente pagou o preço de ter vencido tantos jogos em um intervalo de tempo tão curto. A vontade esteve em Nova York, mas o corpo não chegou nas melhores condições. Quando pegou um adversário duro e quase tão rápido em quadra quanto ele, provou de seu próprio veneno e não resistiu. O calendário foi cruel, mas aposto que o espanhol não trocaria o ouro olímpico por um título do US Open.

murrayusopen710.jpgO que esperar da final

Ano passado, também no US Open, o mundo viu Novak Djokovic sentir a pressão de sua primeira final de Grand Slam e perder sete set points. Acabou sendo batido por 3 sets a 0 em uma partida na qual teve boas chances de surpreender Federer.

Murray, que já sentiu a pressão nas semifinais, deve passar pelo mesmo na decisão desta segunda-feira. Diante do todo-poderoso Roger Federer, precisará fazer muito mais do que fez na vitória sobre Nadal.

Polêmica também não deve faltar. Primeiro porque todos devem lembrar Federer disse, após sua derrota diante de Murray em Dubai, no começo deste ano, que o britânico se contentava em devolver bolas, esperando por erros do então número 1. A frase gerou um bafafá enorme. Será que Murray vai apostar na mesma estratégia? Como o suíço vai reagir?

O retrospecto de confrontos diretos, que registra 2 a 1 para o escocês, é, talvez, a pior indicação para a partida. Por três motivos: primeiro porque a vitória de Federer veio em 2005, há longínquos três anos; depois porque o segundo confronto, com vitória de Murray (Cincinnati 2006), tinha um Federer esgotado, mais ou menos como Nadal neste domingo; e terceiro porque o duelo de Dubai foi o primeiro jogo pós-mononucleose de Roger Federer. Nada serve de referência.

nadalusopen710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) Não fiz as contas, mas acho que Andy Murray é o tenista com mais vitórias recentes sobre números 1 do ranking. Foram duas contra Federer e, agora, uma sobre Nadal. De cabeça, lembro que Nalbandian e Cañas têm duas cada. Nadal, é claro, não conta… rsrs!

2) Sempre acreditei que Nadal teve mais dificuldade contra tenistas que batem o backhand com as duas mãos. A explicação, em tese, é fácil. Quem usa as duas mãos é menos incomodado pela bola cheia de spin do espanhol. O backhand assim é o melhor para bater as bolas na altura do ombro.

3) As estatísticas aparentemente indicam que minha teoria está certa. Este ano, Nadal só perdeu para adversários que executam o backhand com duas mãos. Contra a minha tese, porém, pesa o fato de que os tenistas que executam o backhand com apenas uma das mãos são minoria no circuito.

Até aqui, deu a lógica. E agora?

Sex, 05/09/08
por Alexandre Cossenza |

Pela primeira vez no Circuito dos Palpitões, 30 (trinta!) participantes acertaram os quatro semifinalistas de um torneio. O número é impressionante, principalmente quando comparado aos eventos anteriores, e reflete o favoritismo de Nadal, Federer, Djokovic e Murray.

montagemtenis.jpgEspanhol, suíço e sérvio são os cabeças 1, 2 e 3, enquanto o escocês, intruso, é o sexto pré-classificado. O rótulo, porém, não reflete a fase de Murray, que vem jogando tênis em nível para chegar aonde chegou.

Sua chave também não era das mais complicadas. David Ferrer, principal cabeça em seu caminho, não atravessa bom momento. Del Potro chegou esgotado às quartas e, como não aproveitou as chances nos primeiros sets (mérito também para Murray), não resistiu.

Até aí tudo bem. Mas e agora? Quem leva o título?

Nadal é franco favorito contra Murray, não só pelo tênis impressionante que vem jogando, mas pelo retrospecto recente contra o britânico. O espanhol venceu por 3 a 0 em Wimbledon e, depois, venceu novamente em sets diretos no Masters de Toronto - embora o jogo tenha sido duro: 7/6 e 6/3.

Entre Djokovic e Federer, a parada é dura. O sérvio vem de um caminho mais duro: bateu Cilic em quatro, Robredo em cinco, e Roddick em quatro sets. Mostrou bom preparo físico e capacidade de jogar bem em pontos decisivos. O suíço anda inconstante. Jogou muito bem contra Stepanek, precisou de cinco sets para bater Andreev, e foi burocrático na vitória sobre Muller. Mesmo assim, Federer é Federer.

As casas de apostas indicam Nadal e Federer como favoritos, mas não mudo o que apostei nos palpitões: vou com Nadal e Djokovic, acreditando na regularidade do sérvio. Mas admito: torço para uma final Nadal x Federer.

E você, leitor, o que acha? Quem vai levar o US Open? Você apostou em alguém no palpitão e mudou de opinião depois do início do torneio? Escreva na caixinha! A partir de agora, as discussões sobre a chave masculina rolam por aqui!

federerblog710.jpgCoisas que eu acho que acho:

1) Roddick disse, na coletiva, que estava brincando sobre as lesões de Djokovic. Estranho. Vi o vídeo e não tive essa impressão. Mais estranho ainda é que vários jornalistas que assistem a inúmeras coletivas do americano não tenham percebido se tratar de uma brincadeira…

2) Que Federer vai aparecer para enfrentar Djokovic? Não faço idéia, mas a torcida vai lotar o Estádio Arthur Ashe para torcer pelo suíço. Com certeza.

3) Joanna ‘Safina’ de Assis, do SporTV, relata que a organização do US Open já se programa para realizar a final masculina na segunda-feira. A previsão é de chuva para todo sábado, e as semifinais ficarão para domingo.

O show americano

Qui, 04/09/08
por Alexandre Cossenza |

williams710.jpgVenus e Serena Williams fizeram o melhor jogo da chave feminina do US Open até agora. Pouco importa quem ganhou. A partida teve um pouco de tudo e foi jogada no nível mais alto que eu vi no tênis feminino desde Henin x Sharapova no WTA Championship do ano passado (pronto, aqui o debate já vai começar a pegar fogo!).

Os duelos entre as irmãs significa um show de pancadas do fundo da quadra e, como acontece em 90% dos casos em que tenistas com esse estilo se encontram, as partidas costumam ficar cheias de erros e acabam desestimulantes para quem está vendo. Pois nas quartas-de-final do US Open aconteceu o contrário.

As duas emplacaram longas trocas de bola, correndo de um lado para o outro da quadra, subiram à rede, executaram passadas espetaculares, enfim, o jogo teve de tudo. Isso, é claro, sem falar no elemento emocional. Dois tie-breaks com dez set points desperdiçados por Venus e Serena gritando de raiva/alegria a cada erro/acerto seu.

Curiosamente, esse partidaço acontece em uma época em que a WTA anda à procura de uma tenista que mereça a posição-que-não-deve-ser-pronunciada (PQNDSP). Não há nada de acaso ou coincidência, no entanto, que as protagonistas tenham sido Venus e Serena, duas tenistas que já estiveram no topo. Se elas pelo menos mostrassem motivação assim durante, no mínimo, seis meses…

Coisas que eu acho que acho

1) Venus tem o saque mais forte do circuito, mas Serena insistiu em devolver de dentro da quadra. Haja coragem, reflexo e talento.

2) Venus também não recuou nos saques da irmã, apenas um pouco menos fortes que os seus. Igualmente incrível.

3) Dizer que o resultado jogo foi armado porque Venus perdeu chances nos tie-breaks é dizer que Del Potro (que sacou para fechar os dois primeiros sets) perdeu de propósito para Murray. Inadmissível.

Palco armado

Qua, 03/09/08
por Alexandre Cossenza |

roddickusopen710.jpgAndy Roddick prepara o terreno. Ao ser questionado sobre as lesões de Djokovic durante sua última entrevista coletiva, o americano foi irônico e criou mais clima para ter toda a torcida a seu lado nas quartas-de-final.

O jornalista falava sobre os tornozelos do sérvio e Roddick interrompeu:

- Não são os dois (machucados)? E as costas e o quadril?

O americano seguiu interrompendo o repórter, emendando uma série de problemas físicos: cãibra, gripe aviária, antraz, sars, tosse e resfriado. Obviamente, o jornalista sentiu a ironia de Roddick e perguntou se ele achava que Djokovic estava blefando.

- Não. Se existem, existem. Só que são muitas. Ou ele chama o fisioterapeuta rápido demais ou é o cara mais corajoso de todos os tempos.  Fica a cargo de vocês julgar.

djokovicusopen300.jpgRoddick passou a bola para os jornalistas, e eu passo para vocês. Djokovic, de fato, exagera em seus problemas físicos? Ou foi uma estratégia de Roddick para jogar a torcida contra o adversário?

É claro que, à exceção da própria pessoa, ninguém pode, com certeza, julgar se uma lesão existe ou não. Entretanto, Djokovic tem um histórico de abandonos em jogos duros que incomoda muitos adversários no circuito.

Não sei quantos de vocês vão lembrar disso agora, mas Roger Federer falou muito mal de Djokovic durante o duelo entre Sérvia e Suíça na Copa Davis (por causa das supostas lesões alegadas pelo adversário). Hoje em dia, o suíço garante que isso é passado, mas não me lembro de ter visto Federer com um rosto muito simpático ao lado de Djokovic desde então.

Outra saída de quadra polêmica foi em Roland Garros/2006. Djokovic perdia por 6/4 e 6/4 para Rafael Nadal em Roland Garros quando abandonou alegando lesão e disse, na coletiva, que estava controlando o jogo.

O sérvio ainda abandonou a semifinal de Wimbledon, no ano passado, quando perdia para Nadal, e a semifinal do Masters de Monte Carlo deste ano, quando era superado por Roger Federer.

O que vocês acham? Roddick está certo ou não? Deixem seus comentários na caixinha!

Djokovic tem graça?

Seg, 01/09/08
por Alexandre Cossenza |

Todo mundo lembra que Novak Djokovic ficou famoso também por ser um bom comediante. Faz piadinhas e imita os adversários como poucos no circuito mundial. Ontem, porém, vendo seu jogo contra o croata Marin Cilic, ouvi um comentarista (não lembro quem) dizer que não era raro Djokovic jogar com torcida contra.

djokovicusopen1710.jpgNa hora, lembrei do discurso de campeão que Djokovic deu ao levantar o troféu do Australian Open, em que lamentou não ter tido o apoio do público (que gritava mais por Tsonga). A mesma frase foi usada no Masters de Indian Wells, onde o sérvio bateu o local Mardy Fish na decisão.

Ontem, era Cilic o favorito da platéia. Pergunto a vocês o motivo. Falta carisma ao sérvio? Ou seu talento não é o bastante?

Enquanto imaginava como escrever este post, percebi que eu mesmo assisto a poucos jogos de Djokovic. Isto, é claro, em comparação com a quantidade de partidas envolvendo Rafael Nadal ou Roger Federer. Pensei também nas listas de dez tenistas preferidos que rolaram numa caixinha de comentários num post anterior.

djokovicusopen2300.jpgMinha opinião serve para iniciar o debate, então aí vai: falta tempero ao jogo do sérvio.

Como assim, “tempero”? Djokovic é quase tão rápido quanto Nadal e quase tão regular quanto Federer (hoje em dia até bate o suíço no quesito). Seu saque ganha mais pontos de graça do que o do espanhol, e suas curtinhas são muito melhores do que as de Federer.

Entretanto, as partidas do sérvio perdem em “jogadas mágicas”. Sabem aquelas recuperações incríveis de Rafael Nadal que acabam com lindas passadas? Ou aquelas bolas rentes à rede que Federer executa com a munheca no backhand? Djokovic não tem tanta mágica.

Longe de ser uma crítica ao sérvio. Afinal, se ele consegue vencer tanto sem precisar dessa “mágica”, mais mérito para ele. Djokovic tem potência e profundidade de sobra. Junte isso a uma regularidade assombrosa e você tem uma combinação praticamente imbatível. Mas falta o tempero que conquista a galera…

Agora é a vez de vocês. Gostam das partidas de Djokovic? Por quê? Deixem seu comentário na caixinha.

Se quiserem, fiquem à vontade para escrever os cinco tenistas que vocês gostam mais dever em quadra. Não é para avaliar apenas talento ou quem é o atleta mais completo, ok? É preciso levar em conta fatores emocionais, como diversão, chance de ver uma partida emocionante, etc.

Para iniciar os debates, minha lista (incluindo apenas tenistas em atividade) tem David Nalbandian, Fernando González, Marat Safin, Fabrice Santoro e Roger Federer, não necessariamente nesta ordem.

djokovicusopen3710.jpgCoisa que eu acho que acho:

Devido à paixão dos leitores por listas (as dez mais bonitas, as dez mais bem vestidas, os dez mais gordos, etc.), vou tentar postar, pelo menos quinzenalmente, um tópico sobre um top 5 qualquer. Que tal? Sugestões de temas também podem entrar na caixinha!


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