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Nadal tem mais chance este ano. Ou não?

Sáb, 05/07/08 por Alexandre Cossenza | categoria Análise, Wimbledon

710rafaelnadalwimbledon.jpgNa sala de imprensa e ao redor da quadra central do All England Club, é fácil ouvir alguém comentando que Rafael Nadal nunca esteve tão perto de se tornar campeão em Wimbledon. É uma afirmação um tanto fácil de fazer e há vários argumentos para defendê-la. Mas será que a tese é tão verdadeira assim? Analisemos…

1) Nadal está embaladíssimo e não perde desde Roma. Ganhou Hamburgo, Roland Garros e Queen’s no último mês e meio.
2) O título em Queen’s, com vitórias impressionantes sobre Roddick e Djokovic, mostrou que o espanhol não precisaria pegar uma chave fraca em Wimbledon para avançar à final.
3) A campanha quase perfeita em Wimbledon foi a melhor da carreira do espanhol na grama do All England Club e comprova que o número 2 do mundo nunca jogou tão bem nesse tipo de piso.
4) Ano passado, Nadal forçou Federer a jogar cinco sets. Se o espanhol está melhor na grama, então tem tudo para ser campeão.
5) A vitória fácil sobre Federer na final de Roland Garros deste ano dá vantagem psicológica a Rafa Nadal.

Os quatro argumentos acima pesam a favor do espanhol, mas também é possível analisar a questão por um ângulo totalmente diferente. Vejam só…

1) A final de Wimbledon é uma partida única e não é justo fazer uma análise baseada em títulos anteriores ou seqüências de vitórias. Aliás, se levássemos em conta séries de vitória deveríamos contar a incrível marca de Federer na grama ou o fato de que ele é o atual pentacampeão de Wimbledon.
2) O ATP de Queen’s não serve de base para análise. O mesmo vale para as vitórias sobre Roddick e Djokovic. Afinal, é possível argumentar que o americano e o sérvio não estavam tão bem preparados assim para o Grand Slam da grama. Seus desempenhos em Wimbledon foram decepcionantes.
3) Dizer que Nadal melhorou na grama não significa, necessariamente, afirmar que ele chegou a um nível para bater Roger Federer. Basta ver a folga com que o número 1 do mundo alcançou mais uma final no All England Club.
4) Cada jogo tem uma história. Ano passado, Federer bateu Nadal no saibro de Hamburgo e todos diziam que o suíço estava muito perto do título de Roland Garros. Em Paris, Nadal mostrou que ainda era muito melhor no saibro.
5) Os dois tenistas afirmam que o resultado em Roland Garros não pesará neste domingo. Era outro piso, outra cidade, outro clima. Nos dois últimos anos, Nadal venceu em Roland Garros e Federer deu o troco em Wimbledon. O mesmo pode acontecer este ano.

Esse tipo de discussão costuma ser bem divertido (desde que não seja levado para o lado pessoal e as pessoas comecem a se ofender) e pode durar um dia inteiro - até a hora da decisão, como descobriremos, enfim, quem será o campeão. Até lá, a caixinha é de vocês. Fiquem à vontade para dar seus pitacos!

Final manipulada?

Sex, 04/07/08 por Alexandre Cossenza | categoria Análise, Wimbledon

710venuseserenablog.jpgQue tal um pouco de polêmica para apimentar as discussões sobre a final feminina? Cortesia de Elena Dementieva que, após perder sua semifinal para Venus Williams, chegou à coletiva e sugeriu que a decisão entre as irmãs Williams (que também estão na final de duplas) será manipulada:

“Com certeza será uma decisão familiar. Provavelmente vamos ver um tie-break no terceiro set ou um placar bem apertado, então talvez não haja muita luta. Veríamos um jogo melhor se uma das irmãs Williams tivesse que enfrentar outra tenista”.

Esse tipo de comentário foi bastante comum lá por 2002 e 2003, quando as duas fizeram várias finais. Vejam os resultados das finais de Grand Slam entre as Williams e analisem. Depois, usem a caxinha e digam se esperam uma final manipulada.

2002 - Roland Garros - Serena venceu por 7/5 e 6/3
2002 - Wimbledon - Serena venceu por 7/6 e 6/3
2002 - US Open - Serena venceu por 6/4 e 6/3
2003 - Australian Open - Serena venceu por 7/6, 3/6 e 6/4
2003 - Wimbledon - Serena venceu por 4/6, 6/4 e 6/2

De qualquer maneira, Venus não deixou barato e respondeu na coletiva desta quinta:

“Acho que chamar de decisão familiar é bastante ofensivo. Sou extremamente profissional em tudo, dentro e fora da quadra. Dou meu melhor para o esporte e tenho muito respeito pela minha família. Qualquer menção desse tipo é extremamente desrespeitosa a quem eu sou, ao que represento e à minha família”.

Intimidantes
Após a semifinal de duplas, as irmãs Williams entraram de cara tão fechada na coletiva desta sexta que ninguém teve coragem de voltar a falar sobre o assunto.

Número 1
Federer, por sua vez, foi tão simpático quanto confiante após bater Safin. Questionado se não era tão favorito este ano, rebateu: “Estou em uma seqüência incrível na grama, então primeiro é preciso que alguém quebre essa marca para que comecemos a falar sobre isso”. Quando foi solicitado a falar sobra a final de Roland Garros, brincou: “Foi tão rápida que lembro de poucos momentos daquele jogo”.

Pé-frio
Nesta quinta, cheguei à Quadra 18 para ver o brasileiro Henrique Cunha nas quartas-de-final na chave juvenil. O segundo set estava empatado em 3/3, e entrei na virada de lado.  Cunha foi quebrado no oitavo game. Em seguida, o australiano Bernard Tomic fechou o set e o jogo. Culpa minha?

Pé-frio (parte II)
Um pouco mais tarde, fui à Quadra 1 ver o fim do jogo entre Clément e Schuettler. Ainda do lado de fora, esperando para entrar, vi o francês conseguir um match point. Schuettler se salvou e confirmou o saque. Uma longa interrupção (por chuva) depois, o alemão venceu a segunda partida mais longa da história do torneio.

Desespero?
A primeira esperança britânica em Wimbledon era Andy Murray. Depois que Nadal acabou com a festa do público local, os jornais passaram a destacar o irmão Jamie Murray, atual campeão de duplas mistas e que ainda segue no torneio. Hoje, a festa é para a juvenil Laura Robson, de 14 anos, que chegou à final de Wimbledon em sua modalidade. Até levaram a menina para a sala de coletivas. Um dos jornalistas locais perguntou como ela se sentia sendo “o futuro do tênis britânico”. Detalhe: Laura nasceu na Austrália, e veio para Londres aos 6 anos de idade.

Um Reino Unido para Andy Murray

Qua, 02/07/08 por Alexandre Cossenza | categoria Análise, Wimbledon

andymurrayblog710.jpgAndy Murray sempre teve sobre si um olhar de desconfiança dos ingleses. Uns não o viam com o carisma de Tim Henman, outros simplesmente se recusavam a torcer por um escocês. A situação do jovem de 21 anos não melhorou nada quando, em 2006, fez uma piadinha durante uma coletiva e disse que torceria contra a Inglaterra na Copa do Mundo, já que a Escócia não havia se classificado.

A Lawn Tennis Association (federação que rege o tênis na Grã-Bretanha), vendo nele a única esperança de manter um tenista na elite , fez um investimento grande e pagou um salário astronômico para Brad Gilbert, o nome mais famoso entre os técnicos da atualidade. O tiro saiu pela culatra. Murray, ainda imaturo e de personalidade forte, não se entendeu por muito tempo com Gilbert, outro que tem gênio temperamental. Os resultados não apareceram com a velocidade desejada, e a desconfiança só aumentou.

Posso dizer, já estando em Londres, que vi a maré mudar a favor de Murray. A vitória de virada sobre Gasquet conquistou definitivamente os ingleses. Todos os jornais locais o colocaram na capa (no Brasil, nem os jornais só de esporte davam tanto destaque a Guga), sempre com mensagens positivas. Hoje, o Reino Unido é todo do escocês, e alguns analistas até acreditam que o “britânico” pode chegar ao título. A expressão “britânico”, por si só, já diz muito. Afinal, Murray ainda é “escocês” nas derrotas.

Admito que também nunca fui um grande fã dele. Sempre o considerei talentoso, mas um tanto superestimado, o que acaba sendo efeito de uma superexposição/supercobrança da imprensa inglesa. Talvez essa exigência exagerada tenha atrapalhado. Djokovic, que era visto como um tenista do mesmo nível do escocês, não teve a mesma pressão e desabrochou mais cedo (eu sigo acreditando que o sérvio é mais tenista, mas isso é papo para outro post).

O jogo mais esperado do torneio, pelo menos para a torcida local, vai agitar o All England Club nesta quarta - se não chover (o tempo anda bom demais, né? - rsrs). Murray encara Nadal por uma vaga nas semifinais e diz que tem jogo e físico para superar o espanhol. Nadal, por sua vez, vem fazendo um torneio impecável e entra como favorito. Você, leitor, apostaria em quem? Use a caixinha e deixe seus comentários.

Se eu tivesse que apostar, colocaria minhas fichas em Nadal. Acho, porém, que Murray tem uma arma essencial para derrotar o espanhol: a capacidade de executar drop shots com regularidade. O escocês pode chamar Nadal para a rede e tirá-lo do fundo, sua zona de conforto. Com seu bom toque, Murray pode, sim surpreender.

À frente de Henman

A casa de apostas William Hill espera um movimento de £ 10 milhões só na partida entre Murray e Rafael Nadal. Nenhum jogo de Tim Henman alcançou sequer os £ 5 milhões em apostas.

Azarão contra Nadal

Na tarde desta terça, uma vitória de Nadal estava cotada em 1:4 (uma libra para cada quatro apostadas). Murray é azarão, e um triunfo seu paga 3:1.

Sobre Ana, Maria e Jelena

Sex, 27/06/08 por Alexandre Cossenza | categoria Análise, Wimbledon

ivanovic400.jpgEmbora sem tempo para escrever (e com pouquíssimo para ver Wimbledon), sempre encontro uma brechinha para ler os sempre interessantes comentários de vocês. Quando Ivanovic precisou salvar dois match points para se manter no Grand Slam britânico, praticamente me cobraram outro post ao estilo “essa é a número 1?”, que escrevi sobre Sharapova em Roland Garros.

Após Maria ser eliminada em Wimbledon, outro leitor escreveu que, por enquanto, o tal post “essa é a número 1…” continuava sendo propriedade de Maria Sharapova. Nesta sexta, eis que Ivanovic, enfim, dá adeus. Honestamente, não lembro os autores dos comentários, mas já adianto que este post não tem nada pessoal contra eles (a falta de tempo me impede de pesquisar, e por isso peço desculpas).

Antes de mais nada, preciso lembrar aos leitores que, embora o “famoso” post tenha sido escrito em um dia ruim de Sharapova, quem leu com atenção percebeu que minhas críticas ao tênis da russa também valiam para o jogo de Ivanovic. Acho que a sérvia até varia um pouco mais seu jogo, mas ainda está longe de ser uma tenista versátil (latu sensu).

Não vi nem a quase-derrota de Ivanovic nem sua eliminação (ou a de Sharapova), mas ficou claro que as duas estiveram longe de seus melhores desempenhos nas partidas em questão. Ora, todos estão sujeitos dias ruins. O que eu critico (quando critico, e nem é o caso hoje) é a falta de recurso nessas situações. Sharapova não muda seu jogo, Ivanovic tem altos e baixos e lapsos mentais, e ainda não mostrou atitude de campeã.

Falando na “outra sérvia”, Jelena pode ser a próxima número 1 do mundo. O que vocês acham? O que significa Jelena Jankovic chegar ao topo do ranking? Gostaria de ler as opiniões de vocês. Será bom ou ruim para a WTA? Ou não faz diferença? Usem a caixinha e deixem seus comentários. O espaço fica valendo também para comentários sobre a chave feminina.

Da terra do uísque

1) Na Escócia (onde estive até esta sexta), a cobertura é completamente voltada para Andy Murray, e os especialistas temem uma derrota diante de Tommy Haas. Não duvido completamente, mas aposto no tenista da casa. Elena Baltacha, Anne Koethavong e Chris Eaton também tiveram cobertura destacada.

2) Nas capas dos jornais, apenas Sharapova tirou um pouco do destaque dado a Murray. Um dos jornais cravava na capa, ao lado de uma foto da russa e seu vestido polêmico: “In fashion, but out of Wimbledon”. Não preciso dizer que o modelito foi dissecado pela imprensa local, e as avaliações variaram entre “de vanguarda” e “decepcionante”.

3) Nos sensacionalistas (que, por coincidência, são tablóides), uma russa chegou às capas. Uma foto gigante de Maria Kirilenko estava estampada nos jornais de quinta. Detalhe: ela estava de costas para a câmera, naquela tradicional pose de quem vai receber o saque. Quem reparou o shortinha dela, já sabe o motivo de tanto destaque.

4) BBC dá show. No pouco tempo que estive no quarto durante esta quinta, liguei a TV e vi um joguinho sem graça ao vivo na BBC. Desanimei, até que vi a mensagem no topo da tela “press i for more matches”. Apertei a tecla e vi que podia optar por três jogos, todos ao vivo, em alta definição. Vi o resto do jogo entre Roddick e Tipsarevic. Bem legal.

5) Se algum leitor não leu os posts anteriores, explico que não tenho escrito muito porque ando curtindo minha lua-de-mel, que coincide com as minhas férias. Prometo postar mais durante a segunda semana de Wimbledon.

Palpitões para as damas

Sex, 20/06/08 por Alexandre Cossenza | categoria Palpitões, Wimbledon

miniheaderpalpitoes_verde1.jpgbartoli300.jpgComo já escrevi no post abaixo, começa hoje, oficialmente, o novo Circuito de Palpitões do blog Saque e Voleio. Para quem ainda não participou, as regras são bem simples. A partir de Wimbledon, “oficializaremos” o ranking dos melhores palpiteiros do blog. Regras e calendário estão no menu da direita.

O All England Club divulgou, nesta sexta, as chaves do Grand Slam britânico. Este espaço fica, portanto, destinado aos palpitões para o torneio das “damas”, como o tradicional torneio se refere à chave de simples feminina. Links para o site oficial de Wimbledon também já estão no menu ao lado.

Por puro cansaço (o dia foi agitado por aqui e já está tarde), não farei meu comentário costumeiro sobre a chave. O espaço fica, portanto, completamente livre para as opiniões dos palpiteiros. Também vale analisar a chave, mas não se esqueçam: o novo CIRCUITO DE PALPITÕES, com ranking, começa aqui, NESTA CAIXINHA! Basta clicar abaixo e deixar seus palpitões.

Palpitões para os cavalheiros

Sex, 20/06/08 por Alexandre Cossenza | categoria Análise, Palpitões, Wimbledon

miniheaderpalpitoes_verde.jpgfedererhalle400.jpgComeça hoje, oficialmente, o novo Circuito de Palpitões do blog Saque e Voleio. Quem já brincou e freqüenta o blog, sabe mais ou menos como a coisa funciona. Para quem ainda não participou, as regras são bem simples. A partir de Wimbledon, “oficializaremos” o ranking dos melhores palpiteiros do blog. Regulamento e calendário estão no menu da direita.

O All England Club divulgou, nesta sexta, as chaves de Wimbledon. Este espaço, portanto, fica destinado aos palpitões dos “cavalheiros”, como o tradicional torneio se refere à chave de simples masculina. Links para o site oficial de Wimbledon também já estão no menu ao lado.

Um breve comentário sobre as chaves (bem breve, já que a maioria de vocês sabe que estou de férias/lua de mel): Federer pegou um caminho teoricamente mais duro do que Nadal. O suíço estréia contra Hrbaty e depois pode encarar, em seqüência, Soderling, Monfils, Hewitt, Ferrer e Djokovic (ou Nalbandian). Djokovic deu sorte e estréia contra Berrer, mas deve encarar Safin na segunda rodada. Jogão bem cedo no torneio, pra todo mundo ficar ligado!

Nadal está em uma chave teoricamente mais fácil. Digo “teoricamente” porque um jogo de segunda rodada contra Isner ou Gulbis pode ser perigosíssimo. O mesmo vale para o imprevísivel Kiefer, que pode se encontrar com o espanhol na terceira fase. Nas oitavas, Nadal pode encontrar Stepanek ou Youzhny e, nas quartas, Murray é o candidato mais forte. Na semi, Roddick é o oponente com mais chances.

Fiquem à vontade para discordar da minha breve avaliação. E não esqueçam: o novo CIRCUITO DE PALPITÕES, com ranking, começa aqui, NESTA CAIXINHA! Basta clicar abaixo e deixar seus palpitões.

Meligeni x Sampras

Qui, 19/06/08 por Alexandre Cossenza | categoria Análise, Brasucas

maligenisampras400.jpgComo ainda estou fora e não tenho como ver o jogo, deixo o post para que vocês comentem a partida entre Fernando Meligeni e Pete Sampras, que rola na noite desta quinta-feira, em São Paulo. É só entrar na caixinha e dar sua opinião.

Também não estou vendo se a quadra está cheia ou não, mas me dizem por e-mail que os 2 mil lugares não estão tomados. Fabrizio Gallas, do site Tênis News, acredita que o público fica por volta de 1.500 pessoas.

Três perguntas eu deixo abaixo. Se alguém de São Paulo puder me responder, agradeço:

1) Por que Pete Sampras atua em uma quadra com apenas dois mil lugares? Ele não é um dos maiores jogadores da história? Não há público de tênis em São Paulo para ocupar um ginásio maior? Ou só tem o Ibirapuera em São Paulo?

2) Por que o estádio não está lotado?

3) Por que os ingressos custam R$ 200 por dia?

Tudo bem, eu fiz mais de três perguntas (rsrs), mas as respostas não me parecem muito difíceis.
Sugiro uma comparação que pode dar duas respostas.

1) Divulgação. O Masters Series de Paris, que será disputado de 27 de outubro a 2 de novembro (daqui a quatro meses!), já tem cartazes espalhados por vários locais da capital francesa: estações de metrô, outdoors, bancas de revistas, etc.

2) Preço. Pacotes para TODOS os dias do Masters de Paris são vendidos a partir de €111, ou R$ 277,61 segundo a página de conversão do Banco Central do Brasil. Então, voltemos à terceira pergunta que fiz. Para ver o Grand Champions em São Paulo, um fã precisa desembolsar R$800. Para o Masters de Paris, com Nadal, Federer, Djokovic, Nalbandian e outros, R$ 277. E nem preciso comparar o poder aquisitivo do parisiense ao do brasileiro!

‘Infernadal’, ‘Federer forever?’

Ter, 17/06/08 por Alexandre Cossenza | categoria Análise, Roland Garros

nadalqueens300.jpgNão consegui me conter e resolvi deixar aqui esse post, mais a título de curiosidade do que qualquer outra coisa. “Infernadal” é o título da reportagem da revista francesa “Tennis Magazine”, que comprei nesta terça-feira. O texto, obviamente, fala sobre a campanha espetacular do espanhol em Roland Garros. São mais de 40 páginas de cobertura do torneio. Tem matéria sobre o quali, sobre os franceses, sobre os altos e baixos, tudinho. A melhor cobertura que vi sobre o torneio parisiense.

Duas páginas são dedicadas a Gustavo Kuerten e sua despedida. Outras duas são de fotos curiosas, todas com balõezinhos com textos engraçados, simulando diálogos que poderiam ter acontecido. Coloco mais abaixo os resultados da enquete da “Tennis”, feita em Roland Garros e publicada na edição de julho. Os números afundam de vez minha tese de que os franceses adoram demais eles mesmos…

Antes da lista, porém, jogo duas perguntas no ar: “Qual seria o título da reportagem se a edição fosse publicada após o ATP de Queen’s?”. Alguém esperava que Nadal fosse bater Roddick e Djokovic sem perder sets?.

Ainda na capa da francesa “Tennis”, está a chamada para uma prévia do Grand Slam britânico: “Wimbledon - Federer en question”. Preciso traduzir? Dentro, a reportagem pergunta, com o título em inglês: “Federer forever?”. O que vocês acham? Fiquem à vontade na caixinha!

Tenista mais agradável (homem)
Baghdatis: 25%
Monfils: 13%
Nadal: 11%
Chardy: 7%
Federer, Djokovic e Wawrinka: 6%

Tenista mais desagradável (homem)
Clément: 25%
Lisnard e Llodra: 18%
Almagro: 13%
Benneteau e Vicente: 6%
Spadea: 3%

Tenista mais intimidante (homem)
Federer: 29%
Nadal: 22%
Isner e Karlovic: 9%

Tenista mais curioso:
Nadal: 29%
Almagro: 7%
Djokovic, Monfils e irmãos Bryan: 3%

Tenista mais agradável (mulher)
Ivanovic: 43%
Cornet: 8%
Dechy e Kirilenko: 7%
Mauresmo e Sfar: 5%
Loit: 4%
Sharapova: 3%

Tenista mais desagradável (mulher)
Cornet, jankovic e Poutchek: 8%
Petrova: 7%
Dechy, Rodionova e Serena: 4%
Bartoli e Suárez Navarro: 3%

Tenista mais intimidante (mulher)
Sharapova: 24%
Serena: 19%
Ivanovic: 11%
Kuznetsova: 6%
Amanmuradova: 4%
Kirilenko: 3%

Tenista mais curiosa
Sharapova: 15%
Mauresmo: 7%
Jankovic: 6%
Serena: 5%
Bartoli e Kuznetsova: 3%

Grama? Tô fora!

Qui, 12/06/08 por Alexandre Cossenza | categoria Análise

blogmowing-6.jpg

Em 14.06: Links para os torneios da semana que vem já estão no menu da direita.

“Grama é pasto, lugar para as vacas”. Todo ano aparece algum engraçadinho reclamando das quadras de grama. Seja porque o quique das bolas fica irregular ou simplesmente por falta de vontade de aprender a jogar em um piso só usado por uma meia dúzia de torneios, tem sempre uma parcela de tenistas que fica se lamentando durante a curtíssima temporada na grama.

Não vou ficar aqui dizendo quem está certo ou errado. Cada um sabe de suas chances na grama e, por isso, decide por jogar ou descansar. Guga, que já foi às quartas em Wimbledon, deixou de ir ao Grand Slam britânico algumas vezes. Alguns espanhóis já fizeram o mesmo, usando como pretexto o sistema único que a LTA (a versão britânica da CBT) adota para estabelecer os cabeças-de-chave em Wimbledon. O próprio Fernando Meligeni escreveu sobre isso em seu blog esta semana (link no menu ao lado).

Sempre considerei Wimbledon “O” Grand Slam. É pura questão de opinião, mas eu admiro muito a maneira como os ingleses mantêm certas tradições no torneio. As garrafas de brandy na cadeira do juiz, os suportes de rede feitos de madeira, a recusa em marcar jogos para o Middle Sunday, a ausência de anúncios nos fundos de quadra, etc. Além disso, ainda há o barato de ver, por um mêszinho, o saque-e-voleio (não à toa, é o nome do blog!) ganhando um pouco mais de importância.

Além disso, querer vencer na grama mostra muito sobre a personalidade de um jogador. Quem é especialista em saibro e se esforça para aprender a jogar em uma quadra tão diferente merece todo o respeito do mundo. Lembro agora de um papo que tive com Maria Esther Bueno. Fãzona de Roger Federer, fez mil elogios ao comprometimento de Nadal na grama.

O post fica aqui pra comentários sobre os torneios pré-Wimbledon na grama. Vale falar sobre ATP, WTA, estilo de jogo no piso, etc. É só clicar na caixinha e deixar seu comentário.

O “tô fora” no título é uma referência às minhas férias, que começam oficialmente hoje. Devo ficar um pouco ausente no s próximos dias, não só pelo recesso, mas pelo meu casamento, que será neste domingo, dia 15. É claro que vou continuar escrevendo aqui, mas não exijam posts diários durante minha lua de mel, ok? Rsrs.

Quem já está com a cabeça no novo Circuito dos Palpitões, pode ficar tranqüilo. O post para Wimbledon estará no ar assim que a chave for divulgada. Caso eu não consiga me conectar à internet onde quer que eu esteja, alguém da redação colocará um textinho básico lá e dará início ao jogo.

Palpitões e suas datas

Qua, 11/06/08 por Alexandre Cossenza | categoria Palpitões

Como prometido no post anterior, publico aqui o calendário de palpitões para que todo mundo possa se preparar com antecedência suas participações na brincadeira.

O blog usa como como base as datas deste ano (vários torneios já foram disputados), mas os torneios do ano que vem serão os mesmos de 2008. Caso haja alguma mudança, eu mesmo aviso por aqui.

nadal1710.jpgEste post, assim como o regulamento e a pontuação do novo ranking (estão ambos no post abaixo), irá em breve para o menu da direita, o que facilitará o processo de participação dos que conhecerão a brincadeira depois.

Da mesma maneira que esta acontecendo na caixinha abaixo, peço que os comentários deste post aqui sejam feitos apenas sobre os palpitões. Assim será mais fácil para que todos leias as dúvidas dos outros.

TORNEIO ATP DATA TORNEIO WTA
Australian Open (Grand Slam) 14 / JAN Australian Open (Grand Slam)
Australian Open (Grand Slam) 14 / JAN Australian Open (Grand Slam)
  28 / JAN
  4 / FEV
Brasil Open (International Series) 11 / FEV
  18 / FEV Doha (Tier I)
  25 / FEV Dubai (Tier II)
Dubai (International Series) 3 / MAR
Indian Wells (MS de 2 semanas) 10 / MAR Indian Wells (Tier I de 2 semanas)
Indian Wells (MS de 2 semanas) 17 / MAR Indian Wells Tier I de 2 semanas
Miami (MS de 2 semanas) 24 /MAR Miami (Tier I de 2 semanas)
Miami (MS de 2 semanas) 31 / MAR Miami (Tier I de 2 semanas)
  7 / ABR
  14 / ABR Charleston (Tier I)
Monte Carlo (Masters Series) 21 / ABR
  28 / ABR
Roma (Masters Series) 5 / MAI Berlim (Tier I)
Hamburgo (Masters Series) 12 / MAI Roma (Tier I)
  19 / MAI
Roland Garros (Grand Slam) 25 / MAI Roland Garros (Grand Slam)
Roland Garros (Grand Slam) 2 / JUN Roland Garros (Grand Slam)
  9 / JUN
  16 / JUN
Wimbledon (Grand Slam) 23 / JUN Wimbledon (Grand Slam)
Wimbledon (Grand Slam) 30 / JUN Wimbledon (Grand Slam)
Stuttgart (International Series) 7 / JUL
  14 / JUL Stanford (Tier II)
Toronto (Masters Series) 21 / JUL
Cincinnati (Masters Series) 28 / JUL Montreal (Tier I)
Olimpíadas de Pequim 4 / AGO
  11 / AGO Olimpíadas de Pequim
  18 / AGO
US Open (Grand Slam) 25 / AGO US Open (Grand Slam)
US Open (Grand Slam) 1 / SET US Open (Grand Slam)
  8 / SET
  15 / SET Tóquio (Tier I)
  22 / SET Pequim (Tier II)
Tóquio (International Series) 29 / SET
  6 / OUT Moscou (Tier I)
Madri (Masters Series) 13 / OUT
  20 / OUT Linz (Tier II)
Paris (Masters Series) 27 / OUT
  3 / NOV WTA Championship
Masters Cup 10 / NOV

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