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Baghdatis e os quatro match points

qua, 17/03/10
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise

Baghdatis_IW_blogFederer vence o primeiro set e tem dois match points no décimo game do segundo (veja na marca de 3min45s do vídeo abaixo). Depois de duas bolas trocadas, o suíço arrisca uma paralela de direita e manda a bola longa.

No ponto seguinte, outro match point, Baghdatis insiste na esquerda do adversário. Na quarta rebatida, o slice de Federer sai longo.

O terceiro match point (7min55s) veio bem depois, já no terceiro set, com o cipriota sacando em 5/6 e 30/40. Depois de dois slices, Federer tentou a paralela de backhand e jogou na rede.

O quarto match point do jogo foi de Baghdatis, um dos tenistas mais interessantes de ver no circuito mundial. O cipriota, que passou bom tempo brigando com lesões e tentando recuperar o ritmo, sacou bem, viu a devolução de Federer passar sobre sua cabeça e, então festejou.

Mais interessante do que festejar a chave mais do que aberta e repleta de resultados intrigantes em Indian Wells é celebrar “o retorno” de Baghdatis aos grandes jogos e, claro, às grandes vitórias.

Acreditei que veríamos isto mais cedo, principalmente depois do título em Sydney e da brilhante vitória sobre Ferrer em Melbourne. Mas o corpo – sempre ele – não deixou Baghdatis sequer completar a rodada seguinte contra Hewitt.

Depois de sair do top 150 (!), Baghdatis está de volta. Comemoremos!

Coisas que eu acho que acho

Os fãs de Federer provavelmente vão dizer que o suíço apenas perdeu porque arriscou muito e errou mais do que de costume. Não deixa de ser verdade, mas é simplificar demais a questão. Baghdats é um jogador agressivo e, num dia como ontem, com os golpes entrando, nem Federer pode se dar ao luxo de ficar na defensiva por muito tempo contra o cipriota.

Apesar dos três match points, acho que o ponto do jogo veio no sétimo game do terceiro set, com Federer sacando em 4/2 e 30/30 (6min30s de vídeo abaixo). A troca foi longa, e o winner de Baghdatis, uma direita cruzada com ótimo ângulo, foi essencial na devolução da quebra e, consequentemente, na virada.

Enquanto isso, na Sala de Justiça…

qua, 17/03/10
por Alexandre Cossenza |
categoria Brasucas

saladejustica_blogDesde o Rio Champions, os bastidores do tênis brasileiro andam agitados. Fernando Meligeni trouxe à tona a questão das contas da CBT, pedindo transparência. O presidente da entidade, Jorge Lacerda, respondeu. Ontem, Meligeni rebateu em seu blog e hoje, temos ex-aliados de Lacerda criticando a atual gestão da CBT.

Se você está por fora, fique por dentro em quatro cliques:

1. Fernando Meligeni pede transparência

2. Jorge Lacerda diz que Meligeni só atrapalha

3. Meligeni usa seu blog para responder

4. Ex-aliados e Lacerda trocam farpas

Quem tem razão? A caixinha de comentários está aberta. Eu volto depois, falando de Baghdatis.

Chance que passa

ter, 16/03/10
por Alexandre Cossenza |

Já aconteceu várias vezes na história. Um ou dois cabeças de chave caem cedo, outro abandona e, de repente, um tenista vê um caminho favorável até uma fase avançada de um torneio importante. O atleta vê a chance de um resultado inédito, acredita que pode chegar lá e aproveita. Na semana seguinte, ele está 20 posições acima no ranking mundial.

O esporte, afinal, vive de chances aproveitadas. Fabiana Murer, que já teve sua dose de oportunidades desperdiçadas, capitalizou neste fim de semana. Sem Isinbayeva pela frente, a brasileira saltou 4,80m – nem foi o melhor salto de sua vida – e se sagrou campeã mundial indoor do salto com vara.

Em Indian Wells, Thomaz Bellucci ganhou passe livre na segunda rodada, graças ao W.O. de Carlos Moyá. Além disso, o brasileiro escapou do perigoso Marin Cilic, número 9 do mundo, eliminado em sua estreia. Veio então o espanhol Guillermo García-López, que nem fez uma partida espetacular contra Bellucci. O número 1 do Brasil, aliás, esteve melhor no jogo até a metade do segundo set. Mas deixou o jogo escapar. A chance passou.

O lado positivo é que o paulista também tem poucos pontos a defender em Miami. E sempre podemos nos consolar com o fato de que é um ano de transição para ele. Pela primeira vez, Bellucci passa um ano inteiro nos ATPs. Com o tempo, a tendência é que ele se acostume a jogar em alto nível com mais frequência. Então, resta a nós torcer para que ele capitalize nas próximas chances. Como foi em Gstaad.

Agassi x Sampras redux

seg, 15/03/10
por Alexandre Cossenza |
categoria Agassi, Vídeo

Acabou o Rio Champions, e já passou da hora de começar a falar sobre o que anda acontecendo em Indian Wells. Abro a série de posts sobre o torneio californiano com este vídeo do jogo “amistoso” entre Agassi / Nadal e Sampras / Federer.

O duelo, que angariou mais de US$ 1 milhão para as vítimas do Haiti, foi divertidíssimo durante a maior parte, mas ganhou manchetes pelo motivo errado: as provocações entre Agassi e Sampras. Agassi foi quem começou. O careca passou o jogo inteiro falando (os jogadores tinham microfones), até que Sampras resolveu revidar. O ex-recordista de Grand Slams em simples imitou o tradicional andar com passos curtos de Agassi.

Este não deixou por menos, e “imitou” Sampras ao esvaziar os bolsos e dizer “não tenho dinheiro”, em uma alusão à fama de Sampras, que ficou conhecido por dar gorjetas ruins. O contra-ataque veio em forma de saque. Sampras disparou uma bomba que, por pouco, não acertou a cabeça do rival – quem esperava a devolução era Nadal, do outro lado da quadra.

O jogo acabou, e os dois se abraçaram, com Sampras fazendo questão de ressaltar que não havia mágoa entre os dois. Se querem minha opinião, houve um exagero, sim, mas nas notícias. Os dois se provocaram, brincaram e saíram abraçados. Quem não gostou de ver?

Típico Meligeni

seg, 15/03/10
por Alexandre Cossenza |

Meligeni_Rio3_blogDe um lado, Mark Philippoussis, australiano de 33 anos que vem treinando para voltar ao circuito profissional e dono de um saque fortíssimo. Do outro, Fernando Meligeni, 38 anos, longe do circuito desde 2003 e que atualmente divide as atenções entre os afazeres profissionais e o filho recém-nascido Gael, que completa seis meses de vida neste domingo”.

Foi com o parágrafo acima que eu introduzi o texto sobre a final do Rio Champions no Globoesporte.com. O material ainda citava o clima Davi x Golias (leia aqui) que rodeava o Maracanãzinho. Fãs e imprensa (eu também, admito) acreditavam em um massacre do australiano.

Mas Fernando Meligeni nunca se deixou incomodar com previsões. Foi assim com Sampras em Roma/99, com Ríos no Pan/03 e com o próprio Philippoussis nas Olimpíadas de Atlanta/96. E quem não se lembra da Davis contra a Eslováquia, em que Fininho derrubou Kucera no quinto jogo, quando boa parte do público já dava a derrota como certa?

Foi assim em toda sua carreira, e a vitória deste domingo, que lhe rendeu o título do Rio Champions. Jogando bem, solto e -principalmente – acreditando na vitória, o brasileiro lutou do começo ao fim. E triunfou.

O australiano bem que ajudou, com um primeiro set ruim, mas foi só. O segundo set foi duro, e Meligeni conquistou break points. Philipoussis, que já sacava bem melhor, salvou todos com aces. E ganhou no detalhe, com uma quebra no décimo game.

O tie-break de Meligeni foi impecável do primeiro ao 14º ponto, quando abriu 9/5. Um ace, uma passada e três voleios vencedores foram essenciais para lhe dar quatro match points.

E como nunca nada veio fácil para o brasileiro, o tie-break terminou de forma nada incomum. A ansiedade bateu, e Meligeni deixou que o rival encostasse (9/8).  Mas Fininho acreditou. Como sempre. E com uma esquerda (seu forehand) de dentro para fora, fechou o jogo. Game, set, match, Meligeni. Típico.

Meligeni_Rio4_blogCoisas que eu acho que acho sobre Fernando Meligeni

Quem viu Meligeni jogar apenas um par de vezes – quase sempre, no saibro – pode cair no erro de acreditar que, nos seus dias de circuito, o brasileiro era um mero devolvedor de bolas, que ganhava sempre na paciência e no preparo físico.

Dizer isso é um erro e, ao mesmo tempo, uma injustiça. Meligeni tinha (e tem!) jogo. Ele usava, sim, bolas altas e com efeito, mas tanto porque era seu estilo preferido de jogar quanto porque enfrentava rivais fortíssimos, contra os quais a tática era necessária. Mas quem viu o Rio Champions lembrou (e precisa reconhecer) que Fininho sempre sacou bem, e seus slices e voleios são mais do que respeitáveis. Isso ficou claro no jogo contra Philippoussis.

Tem muito top 50 por aí que se enrola bastante na rede e na hora de usar o slice. Seria ótimo se alguns profissionais (e muitos juvenis!) olhassem e aprendessem a importância de um jogo versátil, que não dependa tanto de saques e pancadas do fundo de quadra.

Outra característica importante, que eu não canso de ressaltar quando me refiro a Meligeni neste blog: sua paixão pelo tênis. Ele gosta demais do que faz, além de respeitar o esporte e ter um conhecimento enorme do meio.

E quando uma pessoa ama o que faz, respeita a profissão e os colegas, e sabe onde pisa, o resultado de seu trabalho estará sempre acima da média, não importa sua idade nem sua função. Meligeni é um exemplo que todos deveriam ter em mente. Não é por acaso que o campeão deste domingo é tão requisitado para palestras.

Nunca é fácil encontrar palavras para fazer jus ao que Meligeni representa para o esporte brasileiro. Por isso, peço aos leitores um favor. Dada a minha conhecida admiração pelo Fino – como atleta e pessoa -, por favor, nunca me cobrem imparcialidade sobre ele neste blog.

Rio Champions, dia 2

dom, 14/03/10
por Alexandre Cossenza |

Guga_Rio2_blogO segundo dia do Rio Champions foi ainda melhor do que o primeiro – e o pouco público no Maracanãzinho fez barulho suficiente para deixar o ambiente interessante. Entre os destaques do dia, três belos jogos (claro), uma entrevista interessante e um Philippoussis prevendo uma final divertida.

O primeiro jogo da tarde foi um duelo de duplas entre os perdedores de sexta-feira: Safin / Pernfors x Courier / Pioline. O jogo teve lances bonitos, divertidos, etc. Uma grande exibição, que terminou com vitória do americano e do francês por 6/3.

A torcida se divertiu. E é bom ressaltar que os alunos de escolas públicas estavam lá, de novo, enchendo um dos fundos de quadra. Não se se houve orientação, depois do barulho da sexta, mas desta vez todos se comportaram bem, fizeram barulho na hora certa, contribuíram para o espetáculo. Foi bacana de ver.

O placar do Maracanãzinho é que não foi adaptado para o torneio. Primeiro, mostrava “Dupla 1 x Dupla 2″, o que era um problema, já que não havia indicação de quem estava sacando. Como não foi anunciado para o público quem era quem, ficaram todos perdidos. Depois, os nomes foram trocados para “Safin x Piolini”, o que teria sido um avanço se não tivessem escrito de forma errada o nome do francês.

Depois das duplas, uma homenagem em quadra para o Braguinha, empresário que incentivou (financeiramente, é claro) carreiras como as de Gustavo Kuerten e Ayrton Senna. Infelizmente, não acompanhei o momento porque estava batendo um papo com Jim Courier – uma entrevista para o Globoesporte.com.

Meligeni_Rio_blogMeligeni x Ferreira foi um belo jogo. Com variações táticas e tudo. O brasileiro, como sempre, deu seu show. Virou o primeiro set, que perdia por 3/0 e levantou a galera. Pena que o DJ do local insistia em tocar o tema de “Rocky”. Aparentemente, só tinha aquela música para o Meligeni! Quando Ferreira estava melhor em quadra – e até abriu 2/0 no match tie-break -, Meligeni fez dez pontos seguidos  e se garantiu na final.

Contra Philippoussis, o clima é de Davi x Golias. Enquanto o brasileiro deu uma entrevista falando em usar capacete contra o saque do adversário, o australiano diz que a decisão vai ser divertida. É esperar para ver!

Coisas que eu acho que acho

- Quem chegou mais cedo, antes das 15h, para o Kid’s Day, não se arrependeu. Guga, Pioline e Pernfors bateram bola e orientaram numa quadra cheia de crianças. Uma cena bem bonita.

- O sábado também rendeu a pergunta mais curiosa que eu ouvi em uma entrevista. No post de amanhã, eu conto. Rs.

Rio Champions, dia 1

sáb, 13/03/10
por Alexandre Cossenza |

Meligeni_Rio2_blogEu usei o Twitter e fiz algumas reportagens (vejam o Globoesporte.com) durante esta sexta-feira, mas vou aproveitar para e fazer um resumão do que foi o primeiro dia do Rio Champions.

No geral, foi um belo evento. Bem organizado, com bom nível de jogo, excelentes nomes – um tal de Marat Safin esteve por lá – e uma bela homenagem a Guga.

Meligeni e Pernfors fizeram o primeiro jogo do dia. Tecnicamente, não foi brilhante (leia aqui o que o Fino comentou), mas não deixou de ser interessante. O brasileiro lutou e, na base do ‘rebolation’ – expressão dele – virou e saiu com a vitória.

Aqui é preciso reconhecer um obstáculo a mais no jogo. O governo do Rio encheu um dos fundos de quadra com estudantes de escolas públicas, em uma tentativa de preencher o esperado vazio no Maracanãzinho. A intenção era boa, mas o tiro saiu pela culatra. Os jovens pouco se importaram com o jogo e mais atrapalharam, falando alto durante os pontos, do que ajudaram.

A presença dos estudantes pelo menos serviu para fazer barulho durante a homenagem a Guga – teria sido embaraçoso uma cerimônia assim com a arquibancada vazia.

Após a homenagem, os estudantes saíram, e então ficou nítida a falta de público. Não posso comentar Philippoussis x Pioline porque estava nas coletivas de Guga e Meligeni – e, em seguida, fui para a sala de imprensa redigir as reportagens. E perdi a passada de gran willy do australiano no penúltimo ponto do jogo!

Tanto que só notei o Maracanãzinho quando voltei para a quadra para ver Safin x Ferreira. Se serve de consolo, o público que ficou apoiou Safin até o fim. Se o jogo não foi muito bom, pelo menos teve o atrativo de todos querendo ver o russo nas semifinais. A derrota de Safin decepcionou os cariocas.

Depois de perder, Safin foi curtir a noite da cidade. Sim, ele foi a uma boate! Grande surpresa. Rs.

Guga_Rio_blogO melhor jogo da noite, Wilander x Courier, foi cheio de ralis, passadas, lobs, aces. Um jogão. Pena que quase ninguém viu. Em parte porque começou depois das 23h. O nível de jogo, pelo menos, compensou o calor no ginásio, já que alguém desligou o ar-condicionado (é sério!).

No conjunto da obra, foi um belo dia. Teria sido mais divertido com o ginásio cheio, mas parece que o Rio de Janeiro não é, definitivamente, o melhor lugar para isso.

Coisa que eu acho que acho

Já ouvi gente dizendo que o Rio Champions é um evento mal divulgado. Acreditar nisso é viver em outro planeta. Houve anúncios em jornais, chamadas no SporTV, notícias em vários sites na internet, cartazes espalhados pelo Rio, etc. Quem não viu nada disso é porque vive em outra cidade (ou planeta!).

10 motivos para ir ao Rio Champions

sex, 12/03/10
por Alexandre Cossenza |
categoria Safin

Safin_Rio_blogSe você mora no Rio de Janeiro e ainda não decidiu se vai ver de perto o Rio Champions, tomo a liberdade de sugerir 10 motivos para convencê-lo de que é um bom programa – e não estou ganhando nada para isso. Então leia os parágrafos abaixo e decida se é ou não um programa interessante.

1. Marat Safin

É o primeiro torneio de Safin pós-aposentadoria. O russo é tão bom com a raquete quanto é com as palavras e, se o treino de ontem foi um bom parâmetro, seus golpes continuam tão pesados e quase tão eficientes quanto há alguns meses, quando ele ainda disputava o circuito mundial.

Além disso, deve ser uma experiência única ver Safin disputando uma exibição. Sabe lá o que vem por aí. Palavrões? Raquetes quebradas? Brincadeiras com o público? Eu não perderia por nada.

E tem outra questão importante no quesito Marat Safin. Se você é mulher, eu não preciso dizer por que você deve ir ao Maracanãzinho neste fim de semana, certo?

2. Preço acessível

São R$ 55 por dia (a meia-entrada custa R$ 27,50), ou R$ 165 (R$ 82 a meia) pelo torneio inteiro. São três dias por valor inferior a alguns shows que vemos por aí e só duram duas horas. O custo-benefício compensa.

3. As lendas

Além de Safin, temos dois ex-números 1 do mundo (Wilander e Courier), o divertido Meligeni, o saque potente de Philippoussis, sem falar em Pioline, Pernfors e Ferreira. Um torneio do Champions Series, com prêmio em dinheiro e levado a sério por tenistas deste calibre não pode ser ruim.

4. Marat Safin

5. O local

Diferentemente da HSBC Arena, palco do Rio Champions no ano passado, o Maracanãzinho tem uma localização bem mais acessível. Se você mora na Zona Sul, é bem mais fácil de chegar. Se você está na Zona Norte, pode até dizer o mesmo. Perde quem mora na Barra e no Recreio, mas do jeito que a Arena ficou vazia no ano passado, não valia manter o evento por lá.

Além da proximidade, o Maracãzinho tem mais linhas de ônibus por perto. Eu até citaria o metrô como opção, mas o metrô da Cidade Maravilhosa deixou de ser uma boa opção há algum tempo.

6. Marat Safin

7. Fernando Meligeni

Este carismático brasileiro, o único tenista do país no Rio Champions, é uma atração à parte. Por isso, merece um item só dele neste post. Não importa quantas vezes você tenha visto Fernando Meligeni jogar, ele sempre arruma uma maneira de surpreender. Seja na disputa de pontos, nas piadinhas, imitações, reclamações, etc.

Se você ainda não o viu de perto, veja. E chegue cedo, para sentar perto da quadra e ouvir tudo que ele disser. É garantia de diversão.

8. Marat Safin

9. Gustavo Kuerten

Guga não disputará o torneio, mas estará no Maracanãzinho no sábado, no Kid’s Day. Ele baterá bola com 240 crianças, e o critério é ordem de chegada. Chegue cedo com seu filho, irmão, sobrinho, o que for. Não é todo dia que um ex-número 1 do mundo se coloca à disposição para jogar tênis.

Se você preferir ir na sexta-feira, também poderá vê-lo. Guga será homenageado em quadra, em comemoração aos 10 anos de sua chegada ao topo do ranking. É bem verdade que o aniversário de dez anos será em dezembro, mas quem se importa? É o Guga!

10. Marat Safin.

Indian Wells, palpitões em dose dupla

ter, 09/03/10
por Alexandre Cossenza |
categoria Palpitões

circuitodospalpitoes_mas_1000Com Roger Federer e Rafael Nadal encabeçando a lista de inscritos, o Masters 1.000 de Indian Wells começa nesta quinta-feira. Alguns pontos de interrogação devem deixar o torneio bem interessante. O primeiro diz respeito às condições físicas do suíço e do espanhol. Um vem de infecção pulmonar, o outro do velho problema nos joelhos. Será que eles chegam à Califórnia em condição de levantar o título?

Indianwells_logoNovak Djokovic se recuperou do estresse físico e mental da Copa Davis, no último fim de semana? Andy Murray chega menos cansado, mas será que seu jogo está afinado o bastante? O outro Andy, Roddick, também é uma incógnita. Imagino que os palpitões sejam bem variados aqui.

A caixinha está aberta. Basta olhar a chave (link ao lado), escolher seus preferidos, e palpitar. É bom lembrar que o limite é de 80 inscritos – além das regulamentares exceções para os primeiros do ranking – em Indian Wells. Na dúvida, consulte o regulamento.

Os palpitões oficiais da ATP

Ano passado, alguns leitores me cobraram menções ao Draw Challenge, um joguinho oficial da ATP bem parecido com os palpitões aqui do blog. Este ano, então, decidi entrar lá e criar o grupo “Saque e Voleio”, para leitores do blog. Assim, podemos comparar nossos palpites e resultados.

Se você nunca viu o Draw Challenge, acesse o site aqui, leia as regras e faça seu cadastro. Depois disso, clique em “groups” no menu horizontal no alto da tela. Depois, procure a caixinha “search” e digite Saque e Voleio. O nome do grupo vai aparecer logo abaixo. Depois, é só clicar no nome “Saque e Voleio” e, depois, em “join this group”. A senha para entrar na turma é “sev”, sem as aspas. Quem tiver dúvida, pode tirar comigo por e-mail ou no Twitter.

Ingressos para o Rio Champions

ter, 09/03/10
por Alexandre Cossenza |
categoria Promoção

RioChampions_promoOutra promoção da Globo.com que eu divulgo aqui no blog. Desta vez, os prêmios são três pares de ingressos para o Rio Champions, o torneio de veteranos aqui na Cidade Maravilhosa que traz Marat Safin nesta edição.

Para participar, é simples. Basta acessar a promoção no link da imagem ao lado e responder a quatro perguntas:

- O que você faria se encontrasse Safin nas ruas do Rio de Janeiro?
- Quem ganhou o Rio Champions em 2009?
- Quem é o único brasileiro participante do Rio Champions 2010?
- Que tenista do Rio Champions disputa pela primeira vez um torneio de veteranos?

Boa sorte!

Palpitões em Indian Wells

seg, 08/03/10
por Alexandre Cossenza |
categoria Palpitões

circuitodospalpitoes_femIndian Wells começa nesta semana sem as irmãs Williams (vítimas de racismo no evento alguns anos atrás) e Dinara Safina (lesão nas costas), mas a chave é fortíssima e o torneio promete. Pela primeira vez desde o Australian Open, todas as demais top 50 estão inscritas e os jogos devem ser interessantes.

Indianwells_logoPara mim, as atrações mais interessantes serão os desempenhos de Kim Clijsters, que jogará pela primeira vez após a estranha derrota em Melbourne, Justine Henin, que fez dois belos torneios, mas perdeu ambas finais, e Maria Sharapova, que voltou a conquistar um título, mas diante de rivais de menor expressão.

A chave principal ainda não foi divulgada, mas deixo desde já a caixinha fica aberta aos palpitões. A primeira rodada feminina começa na quarta-feira, então fiquem atentos ao prazo para inscrição. O limite é de 80 participantes, com as regulamentares exceções para os 16 primeiros do ranking (vide regulamento).

Amanhã eu deixo aqui a caixinha do Masters, a edição masculina do torneio, que começa na quinta.

Nalbandian: a missão

dom, 07/03/10
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Nalbandian

Nalbandian_estocolmo_blogDavid Nalbandian surgiu para o mundo do tênis como um dos maiores talentos da história de seu país (um elogio e tanto, considerando a história dos hermanos). Era um jovem com enorme facilidade para bater na bola, dono de devoluções excelentes, ótimos saques, controle de bola impecável.

Nalbandian fez uma bela carreira, alcançou o terceiro posto do ranking – atrás de Federer e Nadal-, mas jamais triunfou em um Grand Slam. Seu preparo físico e sua determinação sempre foram questionados, e Hewitt também tem sua parcela de culpa – o australiano o derrotou na final de Wimbledon em 2002. E hoje, com 28 anos e voltando de uma cirurgia no quadril, é possível que o ex-top 10 não vença um dos quatro maiores torneios do circuito.

Nalbandian jamais mostrou consistência suficiente ao longo de sete jogos – em melhor de cinco – seguidos, e talvez seu físico não permita mas isso. No entanto, está claro que o argentino consegue fazer isso pelo menos duas vezes na semana. E isso pode muito bem ser suficiente para lhe garantir um dos troféus mais prestigiados do tênis mundial: a Copa Davis.

Nalbandian_Estocolmo2_blogNesta semana, ele salvou seu país (com uma bela ajuda de Leonardo Mayer, é verdade) e venceu dois pontos contra a Suécia, em Estocolmo. Fora de casa e sem ritmo, Nalbandian desembarcou às pressas na quinta-feira, venceu as duplas no sábado e, no domingo, foi mais uma vez escalado de última hora para o quinto jogo. Entrou em quadra, dominou Vinciguerra e fechou a série.

E se o comprometimento e a dedicação de Nalbandian ao circuito mundial podem ser questionados, seu patriotismo não levanta dúvidas. As 29 vitórias (são só nove derrotas) na Copa Davis dizem tudo. E após bater Vinciguerra, em entrevista ao Tyc Sports, o argentino mandou a mensagem: “minha dedicacão à bandeira será sempre a maior possível” (posso estar trocando uma palavra ou outra, mas o sentido foi este).

A cada dia que passa, Nalbandian deixa mais claro que a Davis é seu principal objetivo. A competição internacional, hoje, é sua missão.

Coisas que eu acho que acho

- Na Argentina, ninguém é obrigado a defender país na Davis. Se aqui no Brasil todos também jogam por amor à camisa, por que a CBT precisava obrigar?

- Foram brilhantes as atuações de Sam Querey e John Isner em Belgrado. Os dois deram tudo que tinham, e um pouco mais. Pena que as condições eram adversas demais. Torcida contra, piso lento (saibro), e, é claro, Djokovic e Troicki, dois grandes rivais.

- A Croácia fez em casa o que o Brasil deveria ter feito em Porto Alegre. Inapeláveis 5×0 no Equador. Nosso time nem precisava tanto. Bastava vencer.

- Agora resta enfrentar o Uruguai. Espero que não menosprezem o efeito da quadra no duelo. Fizeram isso escolhendo Porto Alegre e deu no que deu.

- A Espanha venceu mais uma em casa. O duelo contra a França, na casa de Tsonga e Monfils, deve ser dos bons. O mesmo pode ser dito de Sérvia x Croácia, onde quer que seja.

Precisa obrigar?

sáb, 06/03/10
por Alexandre Cossenza |

É preciso elogiar o Programa Tênis Profissional, pelo qual a CBT, em parceria com os Correios, dá ajuda financeira aos melhores do tenistas do país. O dinheiro auxilia tenistas, em sua maioria sem patrocínio, a comprar passagens para disputar torneios fora do país, entre outras coisas (entenda como funciona aqui).

A melhor das consequências, em minha opinião, é fazer com que bons tenistas possam se arriscar em qualifyings de ATPs. Sem dinheiro, é muito arriscado viajar tendo de encarar a possibilidade de voltar sem pontos ou premiação. Com a verba que vem do contrato, alguns de nossos atletas tentam passos maiores na carreira.

Nem todos os pontos do Programa, porém, são unânimes. Eu mesmo acho um equívoco limitá-lo a três tenistas acima de 25 anos. Em tese, a regra é válida e busca favorecer os mais jovens, com potencial. Por outro lado, deixa fora da lista de beneficiários um atleta como o veterano Júlio Silva, que nunca teve o devido apoio. Nesse sentido, o regulamento causa um efeito bola de neve. Por não ter apoio, o veterano cai no ranking. Caindo, não tem como entrar no Programa. Certa ou errada, o fato é que a CBT não tem como agradar a todos.

A questão mais polêmica, para mim pelo menos, está na Copa Davis. Todos tenistas que assinam o contrato e recebem a ajuda da CBT estão agora obrigados a disputar a competição entre países. A regra não vai ser questionada, até porque nossos jogadores não têm condição de fazê-lo. A maioria precisa da ajuda financeira e não tem um calendário cansativo o bastante para usar o físico como motivo para desfalcar o país. O único tenista com ranking e calendário duro é Bellucci, mas não é do feitio do paulista criticar a confederação – ou quem quer que seja.

Não acho que a regra vá fazer muita diferença, já que nossos “selecionáveis” raramente se negam a jogar. Só acredito que a Davis não devia ser uma obrigação, e sim um motivo de orgulho.

Que tal ajudar?

qua, 03/03/10
por Alexandre Cossenza |
categoria Sem Categoria

Quem faz o pedido é Fernando González, no vídeo abaixo, em nome das vítimas do terremoto que arrasou parte do Chile no fim de semana. Se você, leitor, quiser fazer doações em dinheiro, basta clicar aqui.

Qual a melhor solução no Chile?

qua, 03/03/10
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Copa Davis

Massu_Davis_blogO adiamento de Chile x Israel, pela Copa Davis, foi a medida mais simples possível que a ITF podia tomar. E a Federação Internacional estava em uma situação delicadíssima. De um lado, um país vivendo as consequências de um terremoto devastador. Do outro, ingressos vendidos, interesses econômicos em jogo e o sempre presente problema do calendário. Assim, em vez de cancelar a disputa, a ITF decidiu começar o duelo no sábado.

Embora tenha ficado claro logo depois do terremoto que a ITF tinha a intenção de fazer valer o calendário, é também óbvio que não há clima para a série. Os tenistas chilenos estão preocupados com seus compatriotas, com seu país. Além disso, com não havia voos para Santiago, todos chegaram atrasados e com pouco tempo para treino. Sem falar que os primeiros jogos nem terão transmissão de TV para o Chile. Ao mesmo tempo, estará sendo uma maratona televisiva para arrecadar doações em dinheiro.

Massú se mostrou contra a disputa, mas não há nada que a federação chilena possa fazer. Desistir de um duelo significa uma punição pesada, uma suspensão e um inevitável rebaixamento. Está na regra, e se a ITF decidiu realizar a série, não deixaria passar em branco uma desistência do time da casa.

Já li críticas quanto à realização do duelo, mas, sem querer defender a ITF, acho que a entidade não tinha outra opção. O que aconteceria se Chile e Israel não jogassem neste fim de semana? Duelariam em julho, na mesma semana das quartas de final? Seria curioso ver Israel e Chile jogando segunda, terça e quarta em Coquimbo e, logo depois, voltando a duelar sexta, sábado e domingo, na Europa. Impraticável.

“Sorte” – para a ITF, pelo menos – que o terremoto não atingiu Coquimbo. Afinal, o que aconteceria se o estádio do confronto tivesse vindo abaixo com o abalo sísmico? Qual seria a saída? Deixo aqui a pergunta e a caixinha aberta a ideias. O que você, leitor, achou da “solução” tomada pela ITF? Se você fosse presidente da entidade, o que faria?

Que fase: antes de fechar este post, leio que o chileno Guillermo Rivera, que já estava em Coquimbo, fraturou o punho esquerdo jogando futebol e ficará fora das quadras por cerca de cinco meses. Ele havia sido convidado para se juntar ao time da Davis durante os treinos.

Pelo mundo

Aproveitando o post, deixo aqui meus palpites para o fim de semana. O Chile me parece franco favorito contra Israel, e espero que González e Massú joguem com (ainda) mais raça do que de costume. No saibro espanhol, não vejo a Suíça-sem-Federer derrotando a Espanha-sem-Nadal. A França também é favorita em casa contra a Alemanha, e a Rússia, com ou sem Davydenko, deve passar com facilidade pela Índia.

No carpete de Estocolmo, a Suécia deve derrotar a Argentina, mesmo que Nalbandian entre em quadra para o jogo de duplas. Soderling é muito favorito contra Mayer ou Zeballos, e a dupla da casa é fortíssima. Na Croácia, Cilic e Karlovic não devem encontrar problemas com o Equador dos irmãos Lapentti. O time visitante que vejo com mais chances de vitória é a República Tcheca de Berdych e Stepanek. O duelo é na Bélgica, que tem Rochus e Malisse e escolheu o saibro. O piso minimiza os estilos de Berdych e Stepanek, mas nunca se sabe.

A séria que eu mais gostaria de ver neste fim de semana é Sérvia x EUA. O time da casa, que joga no saibro, tem três bons simplistas em Djokovic, Troicki e Tipsarevic, além de um excelente duplista em Zimonjic. Os americanos têm a segunda melhor dupla do mundo em Bob e Mike Bryan e os dois gigantes John Isner e Sam Querrey. Na quadra dura, eu diria que os visitantes poderiam surpreender. Na terra batida, porém, não vejo Djokovic perdendo nenhum de seus dois jogos de simples. Se o número 2 do mundo confirmar o favoritismo, a Sérvia só precisará de um ponto nos outros três jogos. Por isso, acho bem improvável uma zebra americana.



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