Formulário de Busca

Palpitões em Paris

sex, 06/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Palpitões

É a última chance para quem sonha com uma vaga entre os 32 palpiteiros que disputarão as Finais da ATP no circuito do Saque e Voleio. Depois do que pareceu uma eternidade (com a inútil turnê asiática da ATP), todos os feras estarão na capital francesa disputando o último Masters 1.000 do ano.

Para muitos (dos profissionais), significa a última chance de garantir uma vaga em Londres. Federer, Nadal, Djokovic, Murray, Delpo e Roddick já estão assegurados. As últimas duas vagas são disputadas por nove jogadores (até a tarde desta sexta): Davydenko, Verdasco, Soderling, González, Tsonga, Stepanek, Cilic, Simon e Robredo.

Quem você acha que leva o título, leitor? Federer, descansado após não viajar a Ásia, ou Nadal, que está bem fisicamente mas ainda busca um ritmo nas quadras duras? Djokovic terá chance? E Murray, pode surpreender? Como os tenistas não medem forças há algum tempo, fica difícil fazer previsões. A caixinha está aberta aos palpitões de vocês.

Quem quiser comentar o torneio também pode fazê-lo, obviamente, na caixinha. E boa sorte a todos!

2009, o ano de Serena

qua, 04/11/09
por Alexandre Cossenza |

Parece cedo para fazer uma retrospectiva da temporada da WTA, mas, na prática, o ano já acabou. O Tournament of Champions, em Bali, pouco significa para o tênis feminino, e a Fed Cup aguarda uma final mais do que previsível. Assim sendo, considerando a falta de um post pós-Doha, é mais do que hora de comentar o triunfo de Serena Williams, a novamente nova número 1 do mundo.

Mais do que nunca, a superioridade de Serena Williams ficou evidente. Nos quatro Grand Slams, a americana ganhou dois (Australian Open e Wimbledon), chegou às quartas em um (Roland Garros) e ficou na semifinal em outro (US Open). Nos torneios importantes, Serena brilhou. Na hora de decidir o número 1 do mundo, ela também brilhou em Doha.

É bem verdade que a dona de 11 títulos de Grand Slam mostrou desinteresse por quase tudo que não foi Grand Slam. À exceção de Miami, foram raras as vezes que Serena mostrou garra para, por exemplo, virar um jogo. É verdade também que a americana manchou parte de sua temporada com o lamentável episódio em que ofendeu uma juíza de linha na semifinal em Flushing Meadows. Mesmo assim, Serena sobrou. Leia mais »

Palpitões de consolação

seg, 02/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Palpitões

Embora a WTA não admita, o torneio de Bali, que começa nesta semana, também conhecido como Tournament of Champions, nada mais é do que um evento de consolação. Mal encaixado no calendário (coincide com a Fed Cup) e com critérios de classificação bem-explicados-porém-mal-

pensados, o torneio de fim de ano faz sua estreia no calendário da WTA. O Circuito dos Palpitões faz o mesmo. A diferença é que o blog admite que o torneio é de consolação.

Assim, se você não ficou entre os 32 primeiros do ranking, também pode disputar um torneio “especial” no fim da temporada. Em Bali, poderão participar os palpiteiros colocados de 34ª a 65ª (o 33º, Andre Pasa, entrou como “alternate” na chave de Doha).

As instruções para as apostas estão explicadinhas no item 3.1 do regulamento, mas em Bali o torneio é um pouco diferentes. As 12 jogadoras Marion Bartoli, Samantha Stosur, Yanina Wickmayer, Sabine Lisicki, Kimiko Date Krumm, Anabel Medina Garrigues, Maria José Martínez Sánchez, Melinda Czink, Aravane Rezai, Magdalena Rybarikova, Shahar Peer, Agnes Szavay são dividas em quatro grupos de três, e a vencedora de cada chave avança às semifinais. A pontuação, para efeito do ranking dos palpitões, será equivalente à metade do que foi distribuído em Doha.

Para simplificar a vida de quem vai palpitar (e de quem vai somar os pontos), coloco abaixo o formato das apostas. Peço a todos que copiem, colem e preencham o “formulário” com as “apostas”. É muito importante para quem soma os pontos ter todos os palpites preenchidos de maneira uniforme.

GRUPO A:
Bartoli x Peer
Bartoli x Rybarikova
Peer x Rybarikova

GRUPO B:
Stosur x Martínez Sánchez
Stosur x Szavay
Martínez Sánchez x Szavay

GRUPO C:
Wickmayer x Medina Garrigues
Wickmayer x Date Krumm
Medina Garrigues x Date Krumm

GRUPO D:
Lisicki x Czink
Lisicki x Rezai
Czink x Rezai

CLASSIFICADAS:
GRUPO A: _____________
GRUPO B: _____________
GRUPO C: _____________
GRUPO D: _____________

FINALISTAS
_____________ e _____________

CAMPEÃ
_____________

Talento que desarma

sáb, 31/10/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Federer, Vídeo

O vídeo não é exatamente novidade, e já está circulando na internet há algum tempo. Mesmo assim, o comercial da Nike para a grife de Roger Federer é muitíssimo bem produzido e vale a pena ver.

O número 1 do mundo chega em casa e percebe a presença de um invasor. O bandido tenta abater o suíço atirando (ingenuamente, claro) bolas de tênis em sua direção, mas Federer mostra seu talento para desarmar o criminoso.

Confira abaixo!

Garra à mostra

sex, 30/10/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, WTA, Wozniacki

Algo que não tem faltado aos jogos do WTA Championship é emoção. O terceiro dia de jogos teve a melhor das partidas, pelo menos neste aspecto. A batalha entre Caroline Wozniacki e Vera Zvonareva, ambas lutando contra problemas físicos, foi brilhante.

Tanto no Twitter quando na página de tênis do Globoesporte.com, usei a batida expressão “sangue, suor e lágrimas”. Clichê, é verdade, mas uma combinação raríssima no tênis. Afinal, quantas vezes vimos um atleta sangrar e o outro chorar no mesmo jogo, em um espaço de menos de 3h?

Já foi admirável o bastante a entrada de Wozniacki em quadra. Quem a viu na quarta-feira, contra Azarenka, pode ter pensado que a dinamarquesa estava perto de abandonar o torneio. Pois ela não só entrou em quadra como resistiu bravamente às quase 3h contra Zvonareva.

É bem verdade que ela deveria ter aproveitado a vantagem no segundo set e fechado o jogo, mas também foi impressionante o modo que lidou com a cãibra no décimo e decisivo game da terceira parcial.

E o que dizer de Zvonareva, que teve um sangramento no nariz, mas pouco depois devolveu uma quebra de saque, salvou um match point e, por pouco, não ficou com a vitória? Leia mais »

E se Agassi fosse… argentino?

qua, 28/10/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Agassi, Análise

Na noite desta terça-feira, a revelação de que Agassi usou drogas em 1997 tomou as manchetes de vários sites de tênis. Algo muito mais grave também veio à tona: a ATP acreditou na desculpa esfarrapada do americano, abafou o caso e perdoou o tenista.

Antes que saiamos questionando os vários títulos de Agassi, lembremos que ele ingeriu a droga conhecida nos EUA como crystal meth (o nome científico é metanfetamina), que causa euforia e aumento do desejo sexual ao liberar altas doses de dopamina no cérebro, mas não melhora o desempenho dentro de quadra. Muito pelo contrário. É bom lembrar também que foi em 1997 - ano da história relatada por Agassi - que o americano despencou no ranking e saiu do top 10 para fora do top 100.

Isto posto, a história joga uma sombra de dúvida sobre a integridade da ATP. Afinal, se a entidade protegeu um de seus principais nomes (supostamente para não manchar o tênis), pode muito bem ter tomado a mesma atitude com outros atletas de sua elite.

E se Agassi fosse, por exemplo, argentino? Teria recebido o mesmo tratamento? Nada contra a Argentina. Cito o país simplesmente porque lembro de cinco casos recentes de doping com hermanos: Cañas, Chela, Coria, Puerta e Hood. E se Agassi tivesse caído no antidoping por causa de uma Neosaldina, o que aconteceu com o brasileiro Marcelo Melo? Teria sofrido a mesma punição?

É verdade que todos acima foram flagrados com substâncias que melhoram o desempenho em quadra, ao contrário de Agassi, que usou uma droga recreativa. Mas a lista do antidoping é uma só, e fala em “substâncias proibidas”, sejam alucinógenos, moderadores de apetite ou esteroides.

Espero que a recente punição a Gasquet - embora branda e reduzida após uma história mirabolante apresentada pelo tenista -, que foi flagrado em um torneio da ATP após ingerir cocaína, seja um indício que não há mais proteção da entidade a nomes fortes na modalidade…

Quer comentar a notícia? Use a caixinha!

Coisa que eu acho que acho estranha

Dos cinco argentinos citados no texto, dois (Puerta e Hood, ambos em Roland Garros) foram flagrados em um torneio da ITF, não da ATP. O mesmo vale para Martina Hingis, flagrada em Wimbledon, e para o tcheco Ivo Minar, pego este ano em uma edição da Copa Davis. É impressão minha ou há mais flagrantes nos cinco eventos anuais da ITF do que em todos os torneios da ATP e da WTA juntos? É estranho ou não? E, supostamente, a ITF é responsável por todos os testes hoje em dia.

Em 1997, quando ocorreu o Caso Agassi (será esse o nome a partir de agora), cada entidade fazia seus próprios exames. A Wada, Agência Mundial Antidoping, sequer existia. A ITF só respondia pelos testes no seus próprios torneios.

A surpreendente Dementieva

ter, 27/10/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Dementieva

Antes de preparar meus palpitões para Doha, tive a curiosidade de conferir o retrospecto recente entre Elena Dementieva e Venus Williams. O placar era 5 a 1 para a americana em torneios da WTA, e a única vitória da russa havia sido em 2004, no primeiro destes duelos. Nos últimos cinco jogos, Dementieva havia vencido apenas um set. A partida mais recente, em Stanford, em julho, foi 6/0 e 6/1 para Venus.

Não é muito difícil entender os motivos do domínio de Venus. Dementieva costuma ter problemas com seu saque, e a americana é uma das melhores devolvedoras do circuito. É um ciclo vicioso. Pressionada, a russa erra ainda mais. Quando tira potência do saque para apenas colocar a bola em jogo, Venus domina a partir da devolução.

E foi isso que aconteceu por um set e meio no primeiro dia do WTA Championship, em Doha. Venus teve a partida sob controle, mesmo errando muito. Desta vez, porém, o resultado foi outro. Dementieva não desistiu, esperou um par de chances e elas vieram. A russa, então, conseguiu a virada no segundo set e ganhou confiança.

E nunca é demais dizer. Quando o jogo de Dementieva flui do fundo da quadra, a russa é estupenda. É uma bola pesada (e funda!) atrás da outra, como se todas fossem disparadas de uma máquina. Na primeira bola curta da rival, sai um winner, seja com um backhand angulado ou com uma direita na paralela. Dá para gravar, produzir um DVD e mostrar para qualquer iniciante. São golpes impecáveis (e daí que ela deixa a desejar no jogo de rede? - rs). Leia mais »

Palpitões em Doha

sáb, 24/10/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Palpitões

Nove meses e 17 torneios desde o começo da temporada, chegamos, enfim, ao WTA Championship, em Doha. É o evento que reúne as oito melhores tenistas da temporada e que, convenhamos, seria muito mais interessante se fosse disputado em uma cidade que, de fato, gosta de tênis.

Apesar do local, o WTA Championship tem seus atrativos. Ano passado, por exemplo, Venus Williams decidiu levar o torneio a sério. Quando isso acontece, não há muito que a maioria das rivais possa fazer. Na semifinal, a americana atropelou Jankovic, a então dona da então PQNDSP. Na final, Zvonareva venceu o primeiro set, mas levou 6/0 e 6/2 nas parciais seguintes.

Este ano, o torneio tem  Dinara Safina, Serena Williams, Elena Dementieva, Caroline Wozniacki, Svetlana Kuznetsova, Venus Williams, Victoria Azarenka e Jelena Jankovic. Vera Zvonareva e Agnieszka Radwanska serão as reservas e também viajarão para a cidade.

Como aconteceu no ano passado, o Circuito dos Palpitões funciona de forma um pouco diferente. As “apostas” são abertas apenas aos 32 primeiros do ranking. Então, basta dar uma olhada lá e ver se você também pode participar. Leia mais »

Regra idiota. Investigação idem

sex, 23/10/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wozniacki

Em algum momento, um jênio deve ter pensado algo do tipo “o tênis feminino não tem emoção o bastante. É preciso deixar o esporte mais atrativo para quem está vendo pela TV. Vamos colocar os técnicos na quadra, abrir os microfones e transmitir o que eles falam. Todo mundo vai gostar”.

Dane-se a essência do esporte, certo? Quem se importa se um dos maiores desafios do tênis é encontrar soluções por conta própria, descobrir uma estratégia para bater o adversário sem ajuda externa? Aparentemente, para a WTA, é melhor atrair público do que manter o esporte-como-ele-deveria-ser-jogado.

E assim a WTA criou a regra que permite a atletas solicitar a presença do técnico em quadra. Pois nesta semana, a regra mais idiota dos últimos anos teve a pior das consequências.

No WTA de Luxemburgo, Caroline Wozniacki vencia Anne Kremer por 7/5 e 3/0, e já sentia dores. No intervalo entre os games, seu pai lhe disse para pensar no jogo seguinte. “Você precisa decidir se conseguirá jogar a próxima partida. Então, tome a decisão certa”.

Wozniacki abriu 5/0, mas viu que não estaria em condições de voltar à quadra no dia seguinte e resolveu abandonar. Assim, em vez de provocar um W.O. nas oitavas de final, daria a Kremer a chance de avançar. Um belo gesto.

O problema é que a conversa com o pai foi captada pelos microfones. Após a sugestão do pai da moça, vários apostadores começaram a investir na luxemburguesa. Afinal, se Wozniacki estava liderando e prestes a abandonar, a chance era perfeita para faturar alto.

E agora, Wozniacki, que não foi egoísta e só tentou evitar um W.O., está sendo investigada. Jenial, não? Será que já não é hora de pôr um fim a essa regra idiota?

P.S.: não sei se é preciso explicar, mas por via das dúvidas, é melhor fazê-lo: a palavra gênio foi escrita propositalmente com a letra “j” na primeira linha deste post.

IMPORTANTE: a caixinha dos palpitões para o WTA Championship será aberta no domingo, depois do fim do WTA de Moscou. Assim que terminar o torneio russo, também atualizarei o ranking. Assim, todo mundo saberá quem serão os 32 palpiteiros classificados para o torneio de fim de ano.

Será que adianta?

ter, 20/10/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise

Navegando em sites estrangeiros nesta terça, parei na coluna do inglês Neil Harman no site do jornal “Times”. No espaço, o jornalista informa que a partir do ano que vem a ATP implantará uma nova regra para atendimentos médicos. Segundo a coluna, os atletas terão de esperar até o intervalo entre os games para receberem atendimento médico em caso de cãibra. Hoje, a regra diz que, em caso de cãibra, a partida pode ser interrompida a qualquer momento.

Telefonei na hora para Ricardo Reis, o coordenador de arbitragem da CBT. A decisão ainda não é oficial e, se a mudança ocorrer de fato, será comunicada aos árbitros a partir do próximo mês. Imaginemos, porém, que a regra seja alterada. O que vai mudar, de fato, no tênis masculino?

Parei rapidamente para pensar aqui e não lembrei de meia dúzia de casos que envolvam cãibras e paralisações no meio de games. Afinal, a maioria das paradas, hoje em dia, ainda envolve aquela entre os games. Os atendimentos “estratégicos” são aqueles antes do adversário sacar. Raramente envolvem cãibras e interrupções durante os games.

Reclamações como a de Safin, que disparou violentamente contra Berdych no último duelo entre os dois, vão continuar. O russo provavelmente vai dar uma daquelas típicas risadas irônicas quando souber da nova regra. É interessante, porém, saber que a velha tática do atendimento médico já está enfim sendo analisada pela ATP. Enquanto isso, na WTA, Sharapova deve continuar indagando sobre os sobrenomes de suas adversárias (não entendeu? clique e no vídeo abaixo).

No top 50

seg, 19/10/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Brasucas

Thomaz Bellucci aparece hoje, pela primeira vez em sua curta carreira, entre os 50 melhores tenistas do mundo. O feito é para poucos. Não é por acaso que o Brasil não tinha um representante no top 50 desde 2005. É preciso ter muito tênis e conseguir pelo menos um resultado bem expressivo para entrar ali.

Bellucci, que fez uma temporada irregular, tem um vice no Brasil Open e um título no 250 de Gstaad. Resultados que, mais uma vez, não vieram por acaso. São resultado de treino e ótimas escolhas na hora de montar o calendário.

E há motivos para esperarmos mais de Bellucci. Já comentei aqui algumas vezes que o jogo do paulista tem falhas. Não são segredo algum. Faltam movimentação lateral, jogo de rede, cabeça. Se com o jogo que tem Bellucci já chegou ao top 50, pode facilmente entrar no grupo dos 20 melhores se aprimorar os fundamentos que deixam a desejar.

O que me preocupa mais no número 1 do Brasil ainda é a cabeça. E não é só baseado no que eu vejo. Copio abaixo um parágrafo escrito pelo americano Steve Tignor, editor-executivo da revista americana “Tennis”. Após comentar AQUI sobre o jogo entre Nadal e Blake em Xangai, o jornalista analisa Bellucci.

“O brasileiro perdeu para Fernando González de maneira feia, atirando toalhas na direção das boleiras e fazendo da cabeça de sua raquete uma réplica do Pac Man no match point. Dava para o vulcão prestes a entrar em erupção dois anos antes. O problema é que Bellucci ainda estava sem quebras de desvantagem quando começou a perder a cabeça. Cada erro o deixava mais nervoso, e até seus winners pareciam deixá-lo desgostoso. Ele lutava contra algum inimigo invisível, e era questão de tempo até que ele fosse quebrado. Eu castigaria Bellucci por sua fraqueza mental e diria que este é o motivo pelo qual ele não é material de top 20″.

Steve Tignor termina o texto de forma irônica, afirmando que Bellucci o lembra de alguém: ele mesmo, o próprio Tignor. Aliás, este é o tipo de crítica com a qual o brasileiro terá de aprender a lidar. À medida em que sobem no ranking, tenistas ganham visibilidade e, consequentemente, são analisados com mais profundidade por fãs do mundo inteiro. Nunca é fácil.

O número 1 que se atrasou

dom, 18/10/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Davydenko

Recebi uma mensagem no Twitter que dizia “Vc não gosta mesmo do Djokovic né??”. A pergunta-barra-acusação era uma resposta ao meu tweet anterior, em que eu escrevi “começo a gostar das chances de Davydenko em Xangai”.

Era manhã de sexta, e eu escrevia durante o terceiro set do jogo entre Djokovic e Simon. Imaginei que Djokovic venceria a complicada partida e, como o sérvio vinha de oito vitórias seguidas, o cansaço poderia bater. Assim, Davydenko, que já esperava o sérvio na semifinal em Xangai, se tornava o melhor nome para ganhar o torneio.

Acho que me enganei quanto ao físico de Djokovic (o sérvio não sentiu tanto quanto eu imaginava), mas acertei na mosca o palpite sobre Davydenko. O russo não só bateu o sérvio como derrotou Nadal em dois sets na decisão.

Como eu também já escrevi no Twitter, Davydenko é provavelmente o tenista mais subestimado do top 20. Uma série de motivos contribuem para isso: ele não gosta de dar entrevistas, não é sorridente, não fala inglês com desenvoltura, não tem um patrocinador forte, etc. Isso, é claro, sem falar que seu nome ficará para sempre marcado pelo problema das apostas em Sopot.

Fato é, porém, que Davydenko é um dos melhores tenistas da atualidade. Seu jogo não tem um golpe excepcional, mas também não tem uma falha óbvia. O russo pode não ser o tenista mais forte mentalmente do circuito, mas tem um dos melhores retrospectos em decisões. Seus números, que não costumam ser enfatizados pela imprensa, impressionam. Vejamos alguns deles abaixo.

- melhor ranking da carreira: 3
- títulos de simples: 18
- histórico em finais: 18 vitórias e 5 derrotas
- 3 anos e 10 meses ininterruptos no top 10
- 4 temporadas concluídas como top 10 (caminhando para a quinta)

É bom ressaltar (sublinhem o verbo ressaltar, por favor) que a maioria desses números foi obtida durante o reino Federer-Nadal. E é bom lembrar que Davydenko nunca chegou a uma final de Grand Slam, mas foi a quatro semis e foi superado pelo suíço em três delas.

Quem sabe o que teria acontecido se Davydenko tivesse chegado ao circuito alguns anos antes? O russo poderia muito bem ter conquistado um par de títulos de Grand Slam e alcançado o topo do ranking…

Palpitões femininos, a última chance

sex, 16/10/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Palpitões

Chegamos, enfim, à última etapa do Circuito dos Palpitões antes do WTA Championship. É a última chance para aqueles, como eu, que ainda tentam entrar no grupo dos 32 que disputarão os palpitões no evento que terá as oito melhores tenistas da temporada.

É a vez da Kremlin Cup, o WTA de Moscou. O torneio não terá Safina, Dementieva ou Knznetsova, mas terá locais interessadas em vencer em casa, como Vera Zvonareva, Nadia Petrova, Elena Vesnina e Alisa Kleybanova. A cabeça de chave número 1 deve ser melhor amiga de Sharaopva (rs), Jelena Jankovic.

A caixinha aqui fica aberta desde já aos palpiteiros de plantão. Boa sorte a todos.

Que foto é essa?

qua, 14/10/09
por Alexandre Cossenza |

(atualizado em 19/10 com os nomes dos vencedores) Mais uma edição do “Que foto é essa?”. A brincadeira é simples. Basta olhar a cena acima e bolar uma legenda bacana, descrevendo o que aconteceu em uma só frase.

Depois, é só deixar o texto na caixinha de comentários. O autor da frase mais original terá seu nome eternizado aqui no post, após o fim do torneio. Eu, se fosse participar, escreveria algo do tipo “Meu calendário já tá lotado, amigão - pensa Andy Roddick”.

Aproveitando a deixa, sem me estender demais no assunto, não dá para não comentar a série de baixas por lesão no Masters 1.000 de Xangai. Federer e Murray nem foram, Roddick e Delpo abandonaram. Culpa do calendário, que exige muito, dizem os jogadores.

Aí eu pergunto: que moral tem para questionar o calendário um tenista que disputa um torneio não-obrigatório no dia 1º de janeiro? A caixinha fica aberta para as legendas, mas quem quiser debater a questão do calendário também é bem-vindo. Comentários em geral sobre Xangai entram no post dos palpitões, abaixo, ok?

VENCEDORES:

Giu W.

Massagista : - O seu sobrenome é Jankovic?

Antonio Duarte

Roddick: Que prática você tem!

Massagista: Muito treino com a Jankovic…

Otavio Tognolo

Vamos, Roddick. Nadal já está pronto para sacar.

O que há de errado?

seg, 12/10/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Djokovic

Tive pouco tempo durante a última semana, mas consegui acompanhar alguns momentos da campanha de Novak Djokovic em Pequim. O sérvio jogou um belo tênis, confirmou o favoritismo e levou o título. De quebra, ainda garantiu que voltará a ser o número 3 do mundo - a mudança ocorrerá após o Masters 1.000 de Xangai.

Em 2009, Djokovic já conquistou três títulos. O sérvio é, aliás, quem mais soma vitórias na temporada. No quesito, ele tem 63 triunfos e supera Andy Murray (58), Rafael Nadal (57) e Roger Federer (55). Depois de olhar os números acima, comecei a me perguntar: a temporada de Djokovic pode ser considerada um sucesso?

A resposta, é claro, não pode vir sem considerar o talento de Djokovic. Se Thomaz Bellucci, por exemplo, obtivesse os mesmos números compilados pelo sérvio, estaríamos festejando um novo Guga. Se fosse com Stanislas Wawrinka, outro exemplo, provavelmente diríamos que foi uma temporada espetacular.

Mas estamos falando de Novak Djokovic, um talento acima da média, um vencedor de Grand Slam. Um tenista que, este ano, em Grand Slams, alcançou apenas uma semifinal. Seus três títulos viram em torneios das séries 500 (Dubai e Pequim) e 250 (Belgrado). É sucesso uma temporada assim? Leia mais »



Formulário de Busca


2000-2009 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade