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Fora-de-série fora do sério

qui, 26/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Federer, Vídeo

Ainda sobre Federer, sugiro um videozinho mostrando o fora-de-série fora do sério. Na mesma entrevista para a CNN que eu cito abaixo, o jornalista português Pedro Pinto pede que Federer fique ali, sentado, enquanto lê algumas perguntas para o programa que vai ao ar na CNN En Español (um recurso comum na TV. O jornalista grava perguntas em mais de um idioma, mas o entrevistado responde só uma vez).

O “problema” veio quando Pedro Pinto disparou a primeira pergunta em espanhol. Federer desandou a rir e… prefiro não estragar a surpresa. É melhor que você, leitor, veja o vídeo até o fim. So digo que concordo com a conclusão do jornalista: para tirar Federer do sério, basta um pouco de espanhol e bom humor. Clique abaixo e divirta-se!
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allowscriptaccess=”always” allowfullscreen=”true” width=”700″ height=”400″></embed></objeAinda sobre assunto Federer, não custa nada ver um videozinho mostrando o fora-de-série fora do sério. Na mesma entrevista para a CNN que eu cito abaixo, o jornalista português Pedro Pinto pede que Federer fique ali, sentado, enquanto lê em voz alta algumas perguntas para a entrevista que vai ao ar na CNN En Español (é um recurso comum na TV. O jornalista grava as perguntas em mais de um idioma, mas o entrevistado responde apenas uma

O “problema” veio quando Pedro Pinto disparou a primeira frase em espanhol. Federer desandou a rir e… prefiro não estragar a surpresa. É melhor que você, leitor, veja até o fim. Mas já adianto uma coisa: concordo com a conclusão do jornalista: para tirar Federer do sério, basta um pouco de espanhol e bom humor. Nadal e Del Potro que o digam. Clique no vídeo e divirta-se!

Onde Federer vai parar?

qua, 25/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Federer, Vídeo

Federer_Wimbledon_blogFoi em uma entrevista recente para a CNN que Roger Federer, ao falar de sua recém-formada família, dizia que parecia ter vencido quatro Grand Slams em 2009. Não dá para discordar. O cidadão venceu Roland Garros e Wimbledon, se casou e teve duas filhas gêmeas. Além disso, voltou ao posto de número 1 do mundo – e garantiu, ao bater Murray em Londres, que terminará a temporada na liderança do ranking.

Curioso como tudo isso aconteceu no mesmo ano em que boa parte da imprensa especializada – e dos fãs – já previa uma curva descendente na carreira do suíço. E isso tudo porque ele foi vice no Australian Open (perdeu para Nadal), perdeu na semi em Indian Wells (Murray) em Miami (Djokovic) e Roma (Djokovic). Resultados ótimos, mas abaixo da expectativa irreal que Federer criou para si mesmo – discuti isso dois posts abaixo, ao falar de Nadal, então não me estenderei muito sobre a questão aqui.

Vieram, então, o título no saibro de Madri, com vitória sobre Nadal na final, o inédito troféu em Roland Garros e mais uma conquista em Wimbledon. E assim, em pouco mais de um mês, Federer já estava de volta na liderança do ranking. A matemática da questão, é claro, foi ajudada pela lesão de Nadal, que não jogou o Grand Slam inglês, mas não dá para culpar o suíço, né?

Federer_Londres_blogO que mudou desde o primeiro semestre? Tecnicamente, não muito, mas aguns detalhes físicos e táticos fizeram uma diferença enorme. Primeiro, Federer tratou a lesão nas costas que o incomodava. Depois da temporada de saibro, o suíço finalmente admitiu que, por causa da lesão, não tinha paciência para esticar os ralis, e isso pesava contra rivais do nível de Murray e Djokovic. A segunda mudança, mais importante na minha opinião, foi tática.

Federer é hoje ainda mais agressivo. Lembro bem de seus jogos contra Murray e Djokovic em Cincinnati. O número 1 entrou em quadra sufocando os adversários. Quando o britânico e o sérvio perceberam, já haviam perdido os sets iniciais por 6/2 e 6/1, respectivamente. Ontem, contra Murray, Federer demorou a impor a tática. Só no segundo set ele começou a jogar um passo mais próximo da linha de base, pegando todas as bolas na subida e fazendo Murray correr.

É curioso que eu ainda leio (e ouço) muitos comentários do tipo “a direita dele anda descalibrada”, “ele já deu umas dez madeiradas de backhand hoje”, etc. Mais curioso ainda é que ninguém lembra disso quando os jogos acabam com vitória de Federer. É, mais uma vez, aquela questão do monstro que ele criou (vide post sobre Nadal).

O título de número 1 da temporada, garantido nesta terça-feira, coroa um ano em que Federer poderia muito bem ter fechado o Grand Slam. Hoje, pouco se comenta, mas o suíço teve muitas chances de vencer Nadal em Melbourne. Em Flushing Meadows, então, Federer teve a partida sob controle até o fim do segundo set, quando teve a chance de fechar, mas cometeu erros bobos e permitiu que Del Potro acordasse.

Os fãs do número 1 podem não concordar, mas são esses momentos de “imperfeição” – ou “mortalidade” -, como o espantoso vacilo diante de Tsonga em Montreal, que fazem Federer e o tênis tão interessantes. Quando ele está perdendo, o mundo fica ligado até o fim, esperando uma reação inesperada do suíço, imaginando a probabilidade de uma virada improvável.

Ficamos todos imaginando até onde Federer pode chegar, quantos títulos de Grand Slam ele ainda pode conquistar, onde o suíço vai parar, onde estará sua linha de chegada. Às vezes, dá até para pensar duas vezes se a mensagem na camisa vestida em Wimbledon se provará certa. E assim, exatamente como diz o texto na bandeira suíça (apesar do erro de gramática), Federer faz qualquer um se apaixonar pelo tênis.

Bandeira_suica_blogO vídeo da entrevista para a CNN está aqui:

Coisas que eu acho que acho

Sempre digo (nem sempre aqui) que o tênis faz seus atletas parecerem mais velhos. Nadal, por exemplo, parece ter, no mínimo, 25. Federer, por sua vez, costuma dar entrevistas com a maturidade e desenvoltura de quem tem uns 35. Notem, no entanto, como o suíço muda sua expressão ao falar das filhas. Ali, sim, ele parece ter seus 28 anos.

Outro texto legal sobre o suíço é a interessante entrevista recente pelo britânico “Times Online”. Confira a íntegra do bate-papo aqui.

Sempre ele…

ter, 24/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Djokovic, Vídeo

Momento para descontrair (se você quer assunto sério, pule para o post abaixo). Recebi ontem um release sobre o álbum dos irmãos Bryan, que tem também a participação de David Baron. A nova canção do grupo, “Autograph” começou a ser vendida via internet nesta semana, e tem as participações de Novak Djokovic e Andy Murray.

Fiz uma pequena busca no YouTube e achei este pequeno vídeo, produzido pelos próprios irmãos Bryan. Nele, Djokovic participa de uma das sessões de gravação. Soa engraçado para quem vê (e ouve, claro!), já que o som original da música sai apenas nos ouvidos do sérvio. Para nós, só é possível ouvir a voz de Nole.

O vídeo já está na internet há alguns meses, mas vale a pena conferir, principalmente porque a música já está à venda. Na loja do iTunes, o álbum completo custa US$ 4,95. Cada canção, separadamente, sai por US$ 0,99.

Quando as críticas são precipitadas

seg, 23/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Nadal

Nadal_Londres_blog

“É a tendinite nos joelhos, que não foi resolvida, e continua incomodando”.
“Ele já não tem mais a explosão muscular de dois anos atrás e, por isso, não chega mais inteiro nas bolas dos adversários”.
“O número 2 não tem mais aquela profundidade que tinha nas bolas”.
“O cara não joga mais o que jogava há um ano. A melhor fase já passou”.
“Ele parou de tomar bombas, emagreceu e perdeu aquela força muscular absurda”.

Ouvi as explicações acima no último fim de semana, de várias pessoas diferentes, em um lugar cheio de tenistas e de pessoas que acompanham o esporte diariamente. Acho que nenhuma delas explica inteiramente a atual fase de Nadal, embora algumas das teorias acima contribuam para os resultados recentes.

Lembro que desde a derrota na final de Wimbledon/2008, Federer passou por avaliações semelhantes da imprensa e dos fãs. Perdeu a liderança do ranking, foi eliminado por Blake nas Olimpíadas, caiu na final do Australian Open/2009, não venceu Indian Wells ou Miami, etc. Muitos diziam que o suíço estava em decadência. Então vieram os resultados do segundo semestre deste ano, e ficou provado que todos estavam precipitados.

É exatamente isso que Nadal vive hoje em dia. Após duas lesões que atrapalharam seu desempenho até o US Open, Nadal faz um segundo semestre sem títulos. Caiu na semi em Pequim (Cilic), na final em Xangai (Davydenko) e na semi em Paris (Djokovic).

Hoje, veio outro revés diante de Soderling, o mesmo sueco que acabou com sua invencibilidade em Roland Garros. Com a escassez de títulos, surgem as dúvidas e, principalmente, as críticas. Tudo com uma boa dose de especulação – afinal, quase nunca há como ser preciso o bastante. Minha opinião sobre isso tudo? Acho que muito do que vem sendo escrito e falado sobre a suposta má fase de Nadal é exagero. Leia mais »

O que passa na cabeça…

sex, 20/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Agassi, Análise

gomez2_blogEu achei que já tinha esgotado o assunto Agassi por aqui, mas tive a chance, neste fim de semana, de conversar com Andres Gomez sobre o episódio da peruca. Gomez, para quem não lembra, foi o equatoriano que derrotou Andre Agassi na final de Roland Garros em 1990 – o ano em que o americano diz ter usado uma peruca para esconder os primeiros sinais de calvície.

E se você não viu o vídeo de Agassi no David Letterman (alguns posts abaixo), nele o tenista conta que usou o condicionador errado na véspera daquela decisão e, por conta disso, não podia se movimentar como de costume em quadra – é a versão de Agassi, pelo menos. Uma versão não muito polida com Gomez. Afinal, se você acredita na história, tende a reduzir um pouco o crédito do único Grand Slam do equatoriano.

Gomez está no Rio de Janeiro para a útlima etapa do Citibank Masters Tour – mais importante circuito de veteranos da América do Sul -, que é realizada já há alguns anos no Club Med de Angra dos Reis. Bati um papo interessante com o equatoriano, e ele fala com uma certa ironia da história de Agassi.

Sem baixar o nível, Gomez ri do episódio. Mesmo tentando não transparecer um pouco de mágoa com tudo que vem sendo falado – e com a maneira que isso vem acontecendo -, o campeão de Roland Garros/1990 deixa claro que não gostou de certas coisas que Agassi diz em seu livro. Quer ver o papo? Clique aqui!

Coisas que eu acho que acho

É a terceira vez que acompanho a última etapa do Citibank Masters Tour, e ela continua organizada de forma impecável. Como tudo que a promotora responsável, a Try Sports, faz. É assim também no Challenger de Campos do Jordão.

Já disse isso algumas vezes e repito: no dia que CBT resolver colocar a Davis na mão de uma promotora como a Try Sports (ou a Koch Tavares), voltaremos a ter um evento de alto nível no país. Talvez assim o público volte a aparecer.

A aposta para 2010

qua, 18/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Brasucas

BrunoMarcelo_blogA dupla da foto acima será a parceria 100% brasileira em 2010. Sai o mineiro André Sá, entra o conterrâneo Bruno Soares. Enquanto Sá procura um parceiro fora do país, os outros dois começam a treinar juntos já em dezembro e vão para a Austrália com ranking suficiente para entrar em Brisbane, Auckland e Melbourne.

A mudança parecia necessária. Após dois anos viajando e treinando juntos, Sá e Melo já não conseguiam igualar seus resultados. Conversei com ambos ontem, e os dois disseram o mesmo. Houve um desgaste natural no relacionamento. A temporada 2009 ficou abaixo da expectativa, e tanto Marcelo quanto André precisavam de motivação, de uma nova energia.

A parceria de Marcelo e Bruno faz sentido por vários motivos. Primeiro porque os dois se conhecem desde os tempos de juvenil. Ou melhor, “desde os 10 anos de idade”, como colocou Marcelo. Jogaram Futures e Challengers na mesma época, quando ainda tentavam sucesso nas simples. Além disso, os dois têm o patrocínio da Centauro e vão continuar treinando com Daniel Melo, o irmão de Marcelo.

E também não teria lógica alguma vermos três brasileiros jogando, ao mesmo tempo, com três estrangeiros. Marcelo e Bruno, juntos, estarão entrosados na próxima Copa Davis e serão a dupla titular – isto é, se o capitão Chico Costa seguir a linha de raciocínio que usou este ano.

A nós, fãs e brasileiros, resta torcer para o sucesso dos três.

Você, leitor, gostou da mudança? Escreva na caixinha!

Como escrevi alguns parágrafos acima, conversei ontem por telefone com os três e escevi duas reportagens. Uma sobre a esperança de Bruno Soares de voltar à Copa Davis e outra sobre a procura de André Sá por um parceiro. Basta clicar nos links e ler.

A ‘briga’ pelo número 1

qua, 18/11/09
por Alexandre Cossenza |

Palpitões em Londres
Por sorte, o ATP World Tour Finals, novo nome da Masters Cup, vale mais do que 1.500 pontos no ranking. Este ano, o torneio que encerra a temporada masculina também decidirá quem terminará como número 1 do mundo. Federer tem uma boa vantagem e, dada a dificuldade histórica que Nadal tem em quadras rápidas e cobertas, o suíço tem tudo para manter a posição. No entanto, Nadal tem chances e nunca é bom descartar o espanhol de nada.
A matemática não é das mais complicadas. Federer tem 10.150 pontos no ranking, enquanto Nadal tem 9,205. Ou seja, são 945 pontos de diferença. Coloco aqui, então, os cenários que colocarão o Touro Miúra na frente. Em itálico, o que eu acho de cada possibilidade.
- Nadal vence os três jogos da primeira fase e avança à final. Enquanto isso, Federer perde os três jogos da primeira fase. Assim, Nadal soma 1.000 pontos e toma a dianteira.
Muito improvável, beirando o impossível. Federer já vem de duas derrotas seguidas. Quantas vezes na carreira o suíço ficou cinco jogos sem vencer?
- Nadal vence os três jogos da primeira fase e conquista o título. Enquanto isso, Federer vence no máximo dois jogos na primeira fase, mas perde na semifinal. Com esse cenário, o espanhol soma 1.500 pontos, contra 400 de Federer.
Uma eliminação de Federer antes da final não é nada impossível, mas uma campanha perfeita de Nadal, a esta altura da temporada e com o nível dos adversários no torneio, parece improvável.
- Nadal perde um jogo na fase de grupos, mas conquista o título. Assim, ele soma 1.300 pontos. Federer não pode vencer mais do que um jogo.
Parece o menos improvável dos três cenários, mas, mesmo assim, não consigo imaginar as duas coisas acontecendo (Nadal campeão e Federer derrotado duas vezes na primeira fase) ao mesmo tempo.
Com todas as possibilidades colocadas, não podemos esquecer dos palpitões. O ATP Finals é a última para do Circuito do Saque e Voleio e, como todo mundo já sabe, vale apenas para os 32 primeiros do ranking http://colunas.globoesporte.com/saqueevoleio/2009/03/23/ranking-dos-palpitoes-atp-070409/. Se você não ficou entre os primeiros, pode deixar seu palpitão na caixinha. Assim, se um dos 32 não palpitar, você pode ganhar uma vaguinha como “alternate”. Não custa tentar.
Como é um evento em fase de grupos, a contagem de pontos aqui é um pouco diferente. Não esqueça de conferir o item 3.1 do regulamento http://colunas.globoesporte.com/saqueevoleio/2008/06/10/novidade-nos-palpitoes/ para saber como funciona.
Para simplificar.
Como já rolou no palpitão de Bali, coloco abaixo o formato das apostas. Peço a todos que copiem, colem e preencham o “formulário” com as “apostas”. É muito importante para quem soma os pontos ter todos os palpites preenchidos de maneira uniforme. E ajuda também para quem vai palpitar, então fica todo mundo feliz, ok?
GRUPO A:
Federer x Verdasco
Murray x Del Potro
Federer x Del Potro
Murray x Verdasco
Del Potro x Verdasco
Federer x Murray
CLASSIFICADOS:
_____________ e  _____________
GRUPO B:
Nadal x Soderling
Djokovic x Davydenko
Nadal x Davydenko
Djokovic x Soderling
Davydenko x Soderling
Nadal x Djokovic
CLASSIFICADOS:
_____________ e  _____________
FINALISTAS
_____________ e  _____________
CAMPEÃO
_____________

atp_blogPor sorte, o ATP World Tour Finals, novo nome da Masters Cup, vale mais do que 1.500 pontos no ranking. Este ano, o torneio que encerra a temporada masculina também decidirá quem terminará como número 1 do mundo. Federer tem uma boa vantagem e, dada a dificuldade histórica que Nadal tem em quadras rápidas e cobertas, o suíço tem tudo para manter a posição. No entanto, Nadal tem chances e nunca é bom descartar o espanhol de nada.

A matemática não é das mais complicadas. Federer tem 10.150 pontos no ranking, enquanto Nadal tem 9,205. Ou seja, são 945 pontos de diferença. Coloco aqui, então, os cenários que colocarão o Touro Miúra na frente. Em itálico, o que eu acho de cada possibilidade.

- Nadal vence os três jogos da primeira fase e avança à final. Enquanto isso, Federer perde os três jogos da primeira fase. Assim, Nadal soma 1.000 pontos e toma a dianteira. Muito improvável, beirando o impossível. Federer já vem de duas derrotas seguidas. Quantas vezes na carreira o suíço ficou cinco jogos sem vencer?

- Nadal vence os três jogos da primeira fase e conquista o título. Enquanto isso, Federer vence no máximo dois jogos na primeira fase, mas perde na semifinal. Com esse cenário, o espanhol soma 1.500 pontos, contra 400 de Federer. Uma eliminação de Federer antes da final não é nada impossível, mas uma campanha perfeita de Nadal, a esta altura da temporada e com o nível dos adversários no torneio, parece improvável.

- Nadal perde um jogo na fase de grupos, mas conquista o título. Assim, ele soma 1.300 pontos. Federer não pode vencer mais do que um jogo. Parece o menos improvável dos três cenários, mas, mesmo assim, não consigo imaginar as duas coisas acontecendo (Nadal campeão e Federer derrotado duas vezes na primeira fase) ao mesmo tempo.

Com todas as possibilidades colocadas, não podemos esquecer dos palpitões. O ATP Finals é a última para do Circuito do Saque e Voleio e, como todo mundo já sabe, vale apenas para os 32 primeiros do ranking. Se você não ficou entre os primeiros, pode deixar seu palpitão na caixinha. Assim, se um dos 32 não palpitar, você pode ganhar uma vaguinha como “alternate”. Não custa tentar.

Como é um evento em fase de grupos, a contagem de pontos aqui é um pouco diferente. Não esqueça de conferir o item 3.1 do regulamento para saber como funciona.

Para simplificar

Como já rolou no palpitão de Bali, coloco abaixo o formato das apostas. Peço a todos que copiem, colem e preencham o “formulário” com as “apostas”. É muito importante para quem soma os pontos ter todos os palpites preenchidos de maneira uniforme. E ajuda também para quem vai palpitar, então fica todo mundo feliz, ok?

GRUPO A:

Federer x Verdasco
Murray x Del Potro
Federer x Del Potro
Murray x Verdasco
Del Potro x Verdasco
Federer x Murray
CLASSIFICADOS:
_____________ e  _____________

GRUPO B:

Nadal x Soderling
Djokovic x Davydenko
Nadal x Davydenko
Djokovic x Soderling
Davydenko x Soderling
Nadal x Djokovic
CLASSIFICADOS:
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FINALISTAS
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CAMPEÃO
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E boa sorte a todos!

Agassi, a despedida

ter, 17/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Agassi, Vídeo

Agassi, a despedida
Depois das muitas opiniões sérias sobre o Caso Agassi, fica um vídeo para descontrair. É de sua entrevista no famoso “Late Show”, o programa de entrevistas de David Letterman. Nele, o tenista se despede – simbolicamente, é claro – de sua peruca. Divirtam-se!

Depois das muitas opiniões sérias sobre o Caso Agassi, fica um vídeo para descontrair. É de sua entrevista no famoso “Late Show”, o programa de entrevistas de David Letterman. Nele, o tenista se despede – simbolicamente, é claro – de sua peruca. Divirtam-se!

E se você quiser conferir a entrevista inteira, basta clicar em “leia mais”, no fim da frase, para acessar os outros vídeos da entrevista. Leia mais »

Novak Djokovic, part deux

dom, 15/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Djokovic

Novak Djokovic, part deux
Há pouco mais de um mês, eu escrevia aqui no blog sobre a temporada “mais ou menos” de Novak Djokovic. Eu fazia uma relação (lembre aqui http://colunas.globoesporte.com/saqueevoleio/2009/10/12/o-que-ha-de-errado/) entre o que era esperado e os resultados que o sérvio havia obtido até então. Nole havia acabado de vencer o ATP 500 de Pequim. Era seu terceiro título em 2009 – Belgrado e Dubai foram os outros -, mas nenhum destes torneios o colocou diante de um top 5.
Eu também citava os resultados um tanto abaixo do esperado em Grand Slams. Apenas uma semifinal (US Open), uma derrota nas quartas em Wimbledon (Haas), um abandono no Australian Open (Roddick) e uma decepcionante terceira rodada em Roland Garros (Kohlschreiber). Menos do que se podia imaginar para alguém entre os quatro melhores tenistas do mundo.
Curiosamente, lá pelo penúltimo parágrafo daquele texto, escrevi que “a temporada, no entanto, não acabou, e Djokovic terá tempo e condições de fazer estrago”. A frase dá um certo tom de otimismo ao texto – algo que eu não percebi ao digitar -, afinal, é bem verdade que qualquer feito pós-US Open tende a levar o rótulo de “ah-os-principais-tenistas-já-não-estavam-mais-se-importando”.
A etiqueta acima tem sua medida de razão. De modo geral, os top 5 montam um calendário e se preparam – mental e fisicamente – para os quatro grandes. Tudo que vem depois de setembro – ATP Finals inclusive – é secundário. O Masters de Paris, por exemplo, tem na sua lista de campeões zebras como Tim Henman, que era 31 do mundo na época e derrotou Andrei Pavel, número 191 na ocasião, na final.
Não é o caso de Djokovic este ano. Sua campanha nas duas últimas semanas marca dez vitórias seguidas. No último mês e meio, são 18  triunfos e apenas um revés. Também não dá mais para dizer que Nole pegou chaves fracas. Foram só 2 top 5, é verdade, mas foram vitórias maiúsculas sobre Federer, que jogava em casa – portanto, motivado – e sobre Nadal, que jogou bem, mas não resistiu ao show que o sérvio deu em quadra.
Djokovic, portanto, fez o tal estrago no fim de temporada. E a questão deixada no ar no post anterior está mais do que respondida.
Coisas que eu acho que acho
- O fato de Djokovic estar jogando tão bem em meados novembro é um belo indício de que seu preparo físico evoluiu. Ainda não dá para saber como Nole resistirá a partidas longas (eu digo looooooongas) e sob altas temperaturas, mas se ele é o tenista que mais venceu no ano e continua em grande forma, é porque soube evitar lesões.
- Depois de ficar com o vice em Cincinnati, Roma, Monta Carlo e Miami, já havia passado da hora de Djokovic conquistar um Masters 1.000 em 2009. O título de Paris faz justiça ao belo fim de temporada do sérvio.
- Mais importante do que o resultado em Londres, resta agora esperar para ver como Djokovic chegará a Melbourne. Desta vez, a troca será apenas de roupa – sai Adidas, entra K-Swiss – , o que não deve afetar seu jogo. A adaptação à raquete é coisa do passado. Só não vale pintar o tênis de preto para entrar em quadra, né?

Djokovic_Paris2_blogHá pouco mais de um mês, eu escrevia aqui no blog sobre a temporada “mais ou menos” de Novak Djokovic. Eu fazia uma relação (lembre aqui) entre o que era esperado e os resultados que o sérvio havia obtido até então. Nole havia acabado de vencer o ATP 500 de Pequim. Era seu terceiro título em 2009 – Belgrado e Dubai foram os outros -, mas nenhum destes torneios o colocou diante de um top 5.

Eu também citava os resultados um tanto abaixo do esperado em Grand Slams. Apenas uma semifinal (US Open), uma derrota nas quartas em Wimbledon (Haas), um abandono no Australian Open (Roddick) e uma decepcionante terceira rodada em Roland Garros (Kohlschreiber). Menos do que se podia imaginar para alguém entre os quatro melhores tenistas do mundo.

Curiosamente, lá pelo penúltimo parágrafo daquele texto, escrevi que “a temporada, no entanto, não acabou, e Djokovic terá tempo e condições de fazer estrago”. A frase dá um certo tom de otimismo ao texto – algo que eu não percebi ao digitar -, afinal, é bem verdade que qualquer feito pós-US Open tende a levar o rótulo de “ah-os-principais-tenistas-já-não-estavam-mais-se-importando”. Leia mais »

Obrigado pelo passeio

qua, 11/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Safin, Vídeo

Desde 1998, quando aquele adolescente derrubou Gustavo Kuerten e Andre Agassi nas duas primeira rodadas em Roland Garros, Marat Safin levou seus fãs em um passeio espetacular.

Passou por Nova York, onde derrubou Pete Sampras em sets diretos na final do US Open/2000, e voltou a brilhar em Paris, onde levou a Rússia ao título da Davis em 2002.

Marat também deixou sua marca – talvez a maior delas – em Melbourne. Em 2005, o russo salvou match point e derrotou Roger Federer em uma espetacular partida de cinco sets (a melhor que eu me lembro de ter visto nos últimos dez anos do torneio). A partida teve gosto de final, mas era apenas a semi. Na decisão, Safin derrubou o queridinho da casa, Lleyton Hewitt, e levantou seu segundo troféu de Grand Slam. Leia mais »

Mais sobre Agassi

ter, 10/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Agassi, Análise, Vídeo

A noção de justiça ganha tons acinzentados, turvos, borrados quando nos apressamos em colocar um rótulo em uma pessoa. Especialmente quando nos baseamos em frases ou declarações, muitas vezes fora de contexto. Quantas sentenças você, leitor, viu nos últimos dias sobre o caso Andre Agassi? Quantas sentenças você, leitor, proferiu sobre o tenista americano?

Agora que o livro foi lançado – nos EUA, pelo menos – vamos poder, finalmente, fechar o quebra-cabeça. O que levou Agassi em 1997 a usar crystal meth, uma droga pesada, proibida, que não traz benefícios em quadra? O que fez com que o americano incluísse a revelação em sua biografia?

Para jogar um pouco de luz na questão, coloco abaixo dois trechos da entrevista de Agassi ao famoso e sério programa americano “60 Minutes”. O tenista fala abertamente, pede um pouco de compaixão quanto a seu erro (o uso da droga) e conta um pouco de sua infância.

É preciso lembrar, e vocês com certeza o farão quando virem o vídeo, que Andre Agassi foi um menino que treinou absurdamente desde quando tinha apenas 6 anos. Agassi é filho de uma pessoa que achava a escola desnecessária e dizia que o estudo tomava tempo demais, que o menino deveria estar jogando tênis em vez de aprender. Agassi foi uma criança que se via obrigada a devolver bolas disparadas por uma máquina a 175 km/h. Uma máquina que o pequeno Agassi chamava de “dragão”.

Antes do vídeo, deixo abaixo algumas frases proferidas pelo americano na entrevista.

“Odiar tênis foi uma parte profunda de minha vida por muito, muito tempo”.
Sobre a profissão que lhe foi roaçada pelo pai.

“Não. Eu precisava fazê-lo pela família. Possivelmente, um fardo desnecessário para uma criança, mas foi algo que eu carreguei”.
Ao ser indagado se pensou em dizer ao pai que odiava o tênis e pedir para não jogar mais.

“Você não precisa gostar. Você vai jogar, é isso que você faz. Você nasceu para ser tenista, vai ser o melhor do mundo e fim de papo”.
Ao ser questionado sobre o que o pai responderia se Agassi tivesse feito a tal pergunta. Leia mais »

É pra comemorar?

seg, 09/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Murray

Até agora, Andy Murray é o tenista com mais títulos em 2009. O britânico, atual número 4 do mundo, já levantou seis troféus e, no caminho, computou vitórias importantes. No começo do ano, por exemplo, ele venceu o 250 de Doha ao bater, em sequência, Federer e Roddick. No 500 de Roterdã, superou Nadal na final. No Masters de Miami, passou por três top 10: Verdasco, Del Potro e Djokovic.

Muitos títulos e triunfos expressivos. Ao olhar os números, lembrei de um texto recente que escrevi sobre Novak Djokovic. Na ocasião, o sérvio acabava de vencer em Pequim e eu indagava, no post, se a temporada de Nole podia ser considerada um sucesso.

E é engraçado ou, no mínimo, curioso. Murray venceu mais torneios e, principalmente, levantou troféus após bater Federer e Nadal (algo que Nole ainda não tinha feito na ocasião), mas eu não tenho a mesma dúvida aqui. A temporada do britânico não foi nada espetacular. Ficou aquém do esperado e, por isso, acredito que não, não pode ser chama de sucesso.

Baseado só nas conquistas citadas acima, a equação não parece fazer sentido. Como pode um tenista ganhar tanta coisa e ainda deixar a desejar? A resposta é simples. O desempenho de Andy Murray nos Grand Slams ficou abaixo, muito abaixo do esperado. Talvez haja um pingo de injustiça ao colocar os Grand Slams com tanto peso no julgamento dos feitos de um atleta, mas é assim com todo mundo. Dinara Safina e Jelena Jankovic que o digam. Leia mais »

Joga mais um, Fabrice

seg, 09/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Vídeo

Em tese, ninguém mais vai ver golpes espetaculares – como o do vídeo acima – vindo de Fabrice Santoro. O francês encerrou oficialmente sua carreira de simples neste domingo, ao perder para o americano James Blake no Masters 1.000 da Paris. É o fim de uma das carreiras mais longas do tênis moderno, o último momento de um tenista que encantou fãs ao redor do mundo.

Top 10 em 1999, Santoro, hoje com 36 anos, já não vinha buscando o topo do ranking há alguns anos. O francês de 1,78m (parece bem menos de perto) não tem um golpe acima da média, mas varia o jogo como poucos. O Mago usa o slice como poucos, cobre a rede excepcionalmente bem – para seu tamanho – e deixa rivais malucos com sua variação de golpes.

Ao deixar a quadra, em Paris, no entanto, o francês deixou a porta aberta mais mais uma apresentação. Se disputar o Australian Open do ano que vem, Santoro se tornará o primeiro tenista a disputar Grand Slams em quatro décadas diferentes. E como eu nunca escondi que Santoro está na minha lista de “10-tenistas-que-eu-mais-gosto-de-ver-em-quadra”, fica aqui o pedido do Saque e Voleio para que Santoro faça mais uma apresentação.

Para inspirar outros fãs, deixo outro vídeo, também do Australian Open (como o contra Federer, acima), desta vez com uma bela jogada sobre David Nalbandian.

Palpitões em Paris

sex, 06/11/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Palpitões

É a última chance para quem sonha com uma vaga entre os 32 palpiteiros que disputarão as Finais da ATP no circuito do Saque e Voleio. Depois do que pareceu uma eternidade (com a inútil turnê asiática da ATP), todos os feras estarão na capital francesa disputando o último Masters 1.000 do ano.

Para muitos (dos profissionais), significa a última chance de garantir uma vaga em Londres. Federer, Nadal, Djokovic, Murray, Delpo e Roddick já estão assegurados. As últimas duas vagas são disputadas por nove jogadores (até a tarde desta sexta): Davydenko, Verdasco, Soderling, González, Tsonga, Stepanek, Cilic, Simon e Robredo.

Quem você acha que leva o título, leitor? Federer, descansado após não viajar a Ásia, ou Nadal, que está bem fisicamente mas ainda busca um ritmo nas quadras duras? Djokovic terá chance? E Murray, pode surpreender? Como os tenistas não medem forças há algum tempo, fica difícil fazer previsões. A caixinha está aberta aos palpitões de vocês.

Quem quiser comentar o torneio também pode fazê-lo, obviamente, na caixinha. E boa sorte a todos!

2009, o ano de Serena

qua, 04/11/09
por Alexandre Cossenza |

Parece cedo para fazer uma retrospectiva da temporada da WTA, mas, na prática, o ano já acabou. O Tournament of Champions, em Bali, pouco significa para o tênis feminino, e a Fed Cup aguarda uma final mais do que previsível. Assim sendo, considerando a falta de um post pós-Doha, é mais do que hora de comentar o triunfo de Serena Williams, a novamente nova número 1 do mundo.

Mais do que nunca, a superioridade de Serena Williams ficou evidente. Nos quatro Grand Slams, a americana ganhou dois (Australian Open e Wimbledon), chegou às quartas em um (Roland Garros) e ficou na semifinal em outro (US Open). Nos torneios importantes, Serena brilhou. Na hora de decidir o número 1 do mundo, ela também brilhou em Doha.

É bem verdade que a dona de 11 títulos de Grand Slam mostrou desinteresse por quase tudo que não foi Grand Slam. À exceção de Miami, foram raras as vezes que Serena mostrou garra para, por exemplo, virar um jogo. É verdade também que a americana manchou parte de sua temporada com o lamentável episódio em que ofendeu uma juíza de linha na semifinal em Flushing Meadows. Mesmo assim, Serena sobrou. Leia mais »



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