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O retorno de Roddick

sex, 03/07/09
por Alexandre Cossenza |

Roddick está de volta a uma final de Grand Slam. Em grande estilo. Com uma exibição de gala, o americano adiou mais uma vez o sonho britânico de ver um tenista do Reino Unido triunfar em Wimbledon.

Mais importante do que o “quê”, neste caso de Roddick, é o “como”. Conhecido pelo saque fantástico, o americano também leva consigo a fama - justificada - de incapaz junto à rede. Seus confrontos passados contra Federer são prova disso.

Nesta sexta, diante de Murray, um excelente passador, Roddick fez o que pouca gente esperava: conseguiu aliar seu jogo agressivo com a tática de subidas à rede. E não porque tenha melhorado incrivelmente nos voleios ou smashes, mas porque escolheu bem a hora de avançar.

Roddick foi à rede 75 vezes, ganhando 48 pontos (64%). E explicou bem na coletiva:

“Larri (Stefanki, seu treinador) ressaltava que contra Andy, se eu subisse, teria que fazer ótimos approaches, caso contrário eu levaria passadas o jogo inteiro. Foi provavelmente o que eu fiz de melhor hoje, subir à rede, mas após bolas de aproximação muito boas”.

O saque de Roddick também merece destaque - além do normal. Ele fez menos aces que Murray (21 contra 25), mas encaixou assustadores 75% de primeiros serviços. O número é raríssimo em jogos de quatro sets, principalmente para quem obtém média de 201,6 km/h.

Murray, por sua vez, deixou escapar uma boa chance. Comparando com os confrontos anteriores contra Roddick, o escocês esteve abaixo da média nas devoluções (crédito à porcentagem do parágrafo acima), mas não foi exatamente isso que lhe fez falta.

Há quem diga que Murray foi muito passivo e alongou demais as trocas de bola quando poderia ter buscado mais winners. Questionado sobre isso na coletiva, ele discordou baseado nos números.

“Fiz mais winners (76 a 64), menos erros não forçados (20 a 24) e mais aces (25 a 21). Meu estilo de jogo contra ele não é sair disparando winners o tempo todo. Ele tem um saque tão bom que é preciso entrar nos pontos e conseguir devoluções. Usei meu slice bem, e não passei como normalmente faço. Mas ele executou bons saques e voleios”.

Sobre a outra semifinal, não há muito o que dizer. Federer venceu da forma esperada. Haas, a meu ver, jogou muito bem, mas não teve consistência para sequer ameaçar o saque do suíço.

E acerca da final, que eu abordarei mais em um próximo post, é duro prever algo que não seja uma vitória de Federer. E nem digo baseado no que Roddick fez no torneio até agora. Escrevo lembrando do que costuma acontecer quando os dois se enfrentam. E até agora, são 18 vitórias de Federer em 20 jogos. Três destes em Wimbledon, nos quais Roddick venceu apenas um set.

Do jeito que deveria ser

qui, 02/07/09
por Alexandre Cossenza |

Com certa frequência, por uma série de motivos - uns óbvios, outros nem tanto, e alguns inexplicáveis - Wimbledon tende a estabelecer a ordem no tênis. Não é por acaso que Pete Sampras e Steffi Graf têm sete títulos no All England Club ou que Roger Federer já tenha vencido o torneio cinco vezes. Tampouco é coincidência que Wimbledon tenha sido o ponto de partida para a arrancada de Rafael Nadal rumo ao topo do ranking.

A grama de Londres costuma punir jogadores unidimensionais. Não dá para ganhar em SW19 sem subir à rede, sem sacar bem. Tampouco é possível triunfar só no saque. E nem pensar em jogar defensivamente. Simplesmente não dá.

Voltando ao verbo do parágrafo anterior, Dinara Safina foi punida nesta quinta. Seu saque fez pouco contra Venus, que parecia estar atuando contra uma juvenil. A russa também não conseguiu - nem tentou - ganhar pontos à rede. No fim, a dura constatação: 6/1 e 6/0, em 51 minutos (o placar acima não é ilusão ou montagem). Venus ganhou 54 pontos, mais do que o dobro da adversária (20). A americana, aliás, venceu 70% (SETENTA POR CENTO) dos pontos no saque de Safina.

Safina, a número 1 do resto (talvez eu troque a PQNDSP pela expressão “número 1 do resto” daqui em diante), tem o jogo baseado nas trocas do fundo de quadra. Ela bate mais forte, mais fundo e com mais consistência do que a maioria. Seu saque é patético para uma líder de ranking, e seu jogo de rede está perto do inexistente. Quando o plano A não funciona, o jogo desmorona. Aconteceu em Melbourne, em Paris e, agora, em Londres. Já não é hora de desenvolver um plano B?

Venus deu uma aula. Sacou melhor, bateu mais forte do fundo de quadra, voleou com maestria e exibiu swing volleys de todas as partes da quadra, de forehand e backhand. No fim, apenas UM erro não forçado. E a ordem restabelecida no tênis mundial. Mesmo que apenas nos últimos dias de mais um Grand Slam.

Serena, por sua vez, mostrou novamente porque é ganhadora. Superada na maioria das trocas de bola, a americana compensou com o saque e golpes seguros em horas importantes. A corajosa subida à rede no match point de Dementieva e o voleio vencedor (que raspou a fita) que o digam.

A russa teve chances. Conseguiu dois break points quando Serena sacava em 3/4 no segundo set. Depois, abriu 3/1 no terceiro set. Dementieva não as aproveitou. Cometeu três erros não forçados e deixou Serena empatar o terceiro set. No match point, jogou uma bola na mão de Serena.

O resultado é uma pena pelo belo tênis (aliado à inteligente tática de forçar menos e angular mais os saques) mostrado por Dementieva na partida. Ela esteve perto de finalmente chegar à final de Wimbledon, mas deixou a chance escapar. Assim, Serena volta à decisão. A final será em família pela quarta vez. Do jeito que deveria ser.

A (dupla) falta que o saque faz

qua, 01/07/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

Já que eu enfatizei tanto as 483 duplas faltas de Dinara Safina no jogo contra Sabine Lisicki, sugiro uma breve análise dos números de serviço do jogo desta quarta-feira entre Andy Roddick e Lleyton Hewitt. O americano encaixou 73% de primeiros saques, ganhou 74% destes pontos e fez 43 aces (!). O australiano acertou 59% em primeiros serviços, ganhou 76% destes e fez “só” 21 aces. Além disso, Roddick venceu em winners (78 a 62) e fez menos erros não forçados (30 a 42).

Se você não viu o jogo, imagina uma vitória fácil do americano. Um set perdido, no máximo. Na mais radical das hipóteses, uma vitória por 3 sets a 2 com três sets fáceis para Roddick e dois sets duros a favor de Hewitt. Certo? Errado! A partida foi equilibradíssima. Uma quebra de vantagem para o americano no primeiro set, dois tie-breaks e uma quebra de vantagem para Hewitt no quarto set. Uma quebra de Roddick no nono game do quinto lhe deu a vantagem para fechar o set por 6/4.

O jogo foi duríssimo porque Hewitt venceu a maioria das trocas de bola no fundo de quadra. Os números não mostram, mas o australiano ganhou vários pontos forçando erros do adversário. Sabe aquela winner em potencial que o oponente se estica para chegar, toca na bola, mas não consegue devolver para o outro lado? Aconteceu bastante no jogo. E Hewitt lidou até bem com o saque do americano.

Talvez o número mais importante (embora eu relute em dar valor demais a este tipo de estatística) do jogo seja o de break points salvos. Enquanto Roddick evitou nove quebras - três delas no quinto set, Hewitt salvou cinco. E o americano venceu.

Eu já abordei o tópico parcialmente no post que escrevi sobre Karlovic, mas não custa lembrar aqui. Um excelente saque dá a um tenista duas grandes vantagens, além dos óbvios aces. A primeira está justamente nos break points. O adversário luta para conquistar uma chance de quebra e, quando consegue, toma um ace. É uma ducha de água fria. A outra é colocar pressão no saque do rival. Quando é duro conseguir uma quebra, o tenista se vê forçado a errar menos quando tem o saque. E quando um atleta começa a pensar no que não deve fazer (em vez de pesar no que deve fazer), os fantasmas aparecem.

Com Hewitt, foi assim no quinto set. Como o australiano não tem uma bomba de primeiro saque, jogou pressionado o tempo todo e teve seu serviço ameaçado em três games. No terceiro deles, o derradeiro nono, não resistiu. O saque fez falta. No game seguinte, sem pressão, Roddick fechou.

O saque do suíço

Por ter um jogo completo e deixar plateias boquiabertas com forehands, backhands, slices e voleios, Roger Federer sempre teve seu serviço até certo ponto subestimado. Não que ninguém saiba o quanto é bom o saque do atual numero 2 do mundo, mas o fundamento nunca recebeu elogios proporcionais à sua eficiência.

Durante boa parte do ano passado e do começo deste ano, Federer sacou abaixo do esperado. Encaixou menos primeiros saques, fez menos aces, teve mais serviços quebrados. Há quem diga que ele só perdeu a final do Australian Open porque sacou mal - também há quem diga que ele só ganhou a final de Wimbledon/2007 porque sacou bem demais, mas a polêmica não vem ao caso.

O que vem ao caso é a eficiência do saque de Federer agora, em Wimbledon. Nesta quarta, por exemplo, ele venceu 50 dos 53 pontos em que encaixou o primeiro saque. Na segunda-feira, contra Soderling, fez 23 aces (isso sem lembrar dos quatro aces no tie-break contra o sueco na final de Roland Garros).

Por isso, sugiro uma breve comparação dos números de saques entre os quatro semifinalistas.

Roger Federer
66 aces e 7 duplas faltas em 16 sets disputados
4,1 aces por set e 9,4 aces por dupla falta
86,3% de pontos vencidos com o primeiro saque
66,5% de acerto de primeiro saque

Tommy Haas
49 aces e 40 duplas faltas em 16,5 sets disputados (Haas só jogou meio set contra Llodra, que abandonou)
2,9 aces por set e 1,2 ace por dupla falta
79,9% de pontos vencidos com o primeiro saque
61,6% de acerto de primeiro saque

Andy Murray
74 aces e 11 duplas faltas em 18 sets disputados
4,1 aces por set e 6,7 aces a cada dupla falta
83,8% de pontos vencidos com o primeiro saque
61% de acerto de primeiro saque

Andy Roddick
139 aces e 11 duplas faltas em 20 sets disputados
6,9 aces por set e 12,6 aces por dupla falta
81,1% de pontos vencidos com o primeiro saque
71,7% de acerto de primeiro saque

Qual é a explicação?

ter, 30/06/09
por Alexandre Cossenza |

Que tal começar o post com uma perguntinha aos leitores? Na foto acima, Dinara Safina está:

a) Meditando sobre como conseguiu vencer após fazer 15 duplas faltas
b) Procurando o brinco da orelha direita, perdido na última virada de lado
c) Queixando-se de dores de cabeça e a possibilidade de ser vítima da gripe suína

A resposta, desta vez, você não vai ter de esperar até domingo para saber. Eu explico aqui mesmo. A russa, atual dona da posição-que-não-deve-ser-pronunciada (PQNDSP), está se queixando de um dos 38 erros não forçados que cometeu nesta terça-feira, diante de Sabine Lisicki. Repito, desta vez por extenso, para não deixar dúvida: trinta e oito!

E já que posso usar o espaço para mais uma pitada de sarcasmo, ouso dizer aqui o que Dinara Safina deveria estar fazendo naquele momento: procurando uma maneira de arrancar o poste da rede e enfiar sua própria cabeça naquele buraco. De vergonha do que fez em quadra. Os fãs, o tênis e, principalmente Wimbledon mereciam mais.

Eu não tenho nada contra Dinara Safina. Quem lê o blog há algum tempo sabe que eu queria ver a russa vencer um Grand Slam. Serviria para legitimar sua posição no alto daquela lista (o tal ranking). Ela fez uma grande temporada europeia de saibro e merecia ser campeã em Roland Garros. Isto é, até aquela atuação desastrosa na final.

Honestamente, eu não sei o que é pior. Uma líder de ranking que comete 15 duplas faltas nas quartas de final de um Grand Slam? Ou o fato de uma tenista, quem quer que seja, comete 15 duplas faltas e vence nas quartas de um Grand Slam? O resultado de hoje ilustra muito bem o atual quadro do tênis feminino. Muita pancada e poucos fundamentos. Muita velocidade e braços curtos na hora de decidir. Isso sem falar em atendimentos médicos desnecessários, tenistas gritando, tenistas reclamando dos gritos, etc.

E que fique bem claro uma coisa. Não estou questionando pura e simplesmente o número de duplas faltas (embora ele seja o número-símbolo do post). Pete Sampras fazia muitas delas, mas só porque atacava com o segundo serviço. Um tenista também pode errar muitos segundos saques quando o adversário ataca na devolução (e isso costuma acontecer com as adversárias de Safina). Há casos e casos. Hoje, porém, não houve nenhuma destas situações.

Faltou coragem e precisão a Safina. Que “só” ganhou porque Lisicki cometeu 42 erros não forçados. Repetindo: quarenta e dois! E se alguém me perguntar o que as moças estão conversando na foto abaixo, eu digo o que Safina deveria estar dizendo: “Muito obrigada”.

Sobre os outros jogos, há muito pouco que comentar. Venus e Serena dominaram e venceram com folga. Dementieva também não teve problemas para triunfar. A russa, aliás, perdeu apenas 20 games em cinco jogos e continua voando por baixo do radar, enquanto as atenções se concentram nas irmãs Williams.

A semifinal entre Serena e Dementieva deve ser intrigante. Imagino que muitos se lembram, nessa hora, das polêmicas declarações da russa no ano passado. Para quem não lembra, logo após perder para Venus na semifinal de Wimbledon, Dementieva disse que as Williams não se esforçam tanto quando jogam uma contra a outra. Pegou mal, e Dementieva não toca no assunto desde então.

O lado fashion de Wimbledon

ter, 30/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Fashion, Wimbledon

Isabela Perim, mais conhecida por aqui como Bê, é autora do blog Meninas Vodca, que analisa a moda no tênis. Publicitária em horário comercial e tenista nas horas vagas, ela já virou responsável permanente pelos textos de moda aqui no Saque e Voleio. Neste post, ela analisa a moda em Wimbledon. Confira abaixo!

Gente, surpresa!!! Olha eu de volta invadindo o Saque e Voleio. Ah sim, já adianto que não concordo com Maria Sharapova e acho glamour a tradição do uso do branco no torneio, aquele toque vintage ao esporte sabe? E cá entre nós, muito melhor que o azul que predominou nas quadras nesse primeiro semestre. Então, BORA a cumprir a missão do domingo (não esqueça, depois, de conferir AQUI a galeria de fotos da moda em Wimbledon):

Como falar de moda sem o rei e a princesa do tênis? Roger Federer e Maria Sharapova entraram em quadra com look pré-jogo em homenagem aos ingleses e ao estilão Sgt. Peppers: jaquetas de inspiração militar com corte rígido, detalhes e muitos bolsos. Para os ingleses, Beatles. Para a gente, paquitos né? Chama a Xuxa aí e vamos todos dançar Ilariê.

O look quadra de Maria é totalmente “fofura”, embora seja meio requentado: Wim 07 + Us Open Night 08 = Wim 09. Mas sem dúvida é o mais LU XO do torneio. Pena que a russa disse bye bye tão cedo. Já Roger veio em versão “mais do mesmo”, com branco e detalhes dourados. Lindo, mas tãoooo cansativo. E antes que eu me esqueça, aquele coletinho é totalmente dispensável…

Serena Williams, conhecida por seus exageros no início dos anos 2000 (apesar de algumas recaídas) tem feito uma boa “fashion rehab”, seguindo os passos de Beth Mattek-Sands. Para a grama, acertou com minicasaco, vestido simples com recortes que afinaram sua silhueta de Mulher Melancia e, graças a Deus, nenhuma estampa tecnológica foi detectada no outfit da moça. Alívio!

Ana Ivanovic vem em modelito by adidas no melhor estilo “tento ser fashion”. É bem o “tento” mesmo, sabe? Babados em tecido fluido, modelagem justa e com gola a la Yonex completamente desnecessária. Não é feio, mas tem um quêzinho de noiva de festa junina, sabe? Só faltam as trancinhas e a musa sérvia já ta pronta pro arraiá regado a muito quentão, paçoquinhas e um golfista famoso na barraca do beijo.

Andy Murray milagrosamente acertou. Reinventando o grande tenista Fred Perry, o rapaz de “belo sorriso” joga com look A RRA SO: camisa pólo de ares vintage ajustada ao corpo, que, vamos combinar, faz toda a diferença, short de ótimo corte e uma malha pré-jogo lindíssima pra complementar. Clap, clap, clap, muitas palmas para o meninão que é a esperança dos ingleses. Ta certo que não é original, mas vamos combinar que é MUITO melhor que aquela camiseta branca com sovaco azul. OMG, né?

Mas já que nem só com pessoas bem vestidas o mundo gira (e sim, depois de o Brasil virar o jogo contra os EUA tudo voltou ao normal), o erro máster do torneio tem nome e sobrenome: Nadia Petrova. Desbancando a rainha do mau gosto, a musa às avessas, BM, a russa fez meu coração palpitar quando vi tamanha tragédia.

JESUSMARIAEJOSÉ, SOCORRO!!! Glorinha Calil, acode aqui peloamordedeus. O que é esse babado, renda, cartucheira, costurado como faixa de miss? Petrova foi eleita Miss Wimbledon e ninguém sabe? Fail! A saia é digna de choro, pra quê esse rabo de pato no bumbum da russa? Tsc, tsc, tsc, fail again! Sinto a vergonha alheia daqui…

Pra terminar, chicote nas ANTAS! Uhuhuhuh, A DO RO!!! Criaram tanta polêmica com Alizé Cornet no início do ano… Jelena Jankovic, tentando desesperadamente ser sexy, se achando o mais puro creme de milho do carrinho de pamonha e ANTA mor, também deveria ser multada por jogar de camisola transparente na grama sagrada né?

Os detalhes no busto da roupa são sim, milagrosamente bonitos para o padrão chinês de copiar, digo, criar roupas. Agora, o resto é a velha história: tecidinho vagabundo, modelito chupado (opa, alguém sentiu a “homenagem” a Maria - Wim 07?) e o já tradicional tênis by 25 de março. De chorar… ou rir muito.

Jie Quem? Pikachu é mais meiga que JJ, mas nem por isso o resultado é melhor. Alguém avisa à moça que o estilo capa para liquidificador (ou botijão de gás – você escolhe!) é totalmente out? Sem detalhes, a roupa já é feia. Com esses babados emprestados por Ivanovic e Petrova, o desastre foi consumado. Para o mundo que eu quero descer agora.

Resumindo as duas em uma palavra: MEDO!!!

Esqueci de alguém? Exagerei? Fui “fofa” demais? Ah e pra curtir um momento merchand: Paaaai, parabéns pelo seu aniversário, te amo viu!

Agora, leitor do Saque e Voleio, a palavra é de vocês. Beijos e até breve, com o US Open.

O Brasil na Quadra Central

seg, 29/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Wimbledon

Antes de Bruno Soares entrar na principal arena de Wimbledon, deixo aqui algumas fotos enviadas pelo simpático leitor Demetrius Nunes. Abraçada a ele na Quadra Central, está sa esposa, Fernanda. A também simpática moça que aparece na quadra 3 é a Debora, que está hospedando o casal em Londres.

Demetrius levou um cartaz com os dizeres “Brasil for Federer” e, pela cara de Robin Soderling na foto abaixo, parece que o sueco leu a mensagem (rs). E notem que Demetrius também captou o momento em que Thiago Alves estava prestes a pedir atendimento médico no jogo contra Gilles Simon.

Que o casal e a amiga contiuem se divertindo em Londres.

Avaliando as damas

dom, 28/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

Dar notas para a chave feminina em uma primeira semana de Grand Slam é tarefa complicada. Quem leu o post anterior, sobre os homens,  viu que alguns dos classificados para as oitavas passaram por adversários fracos. No feminino, com o talento em porções menos generosas, o caminho costuma ser mais fácil ainda para as principais favoritas. No entanto, há exceções. Vamos vê-las.

[1] Dinara Safina. Venceu os três jogos (Dominguez Lino, De Los Ríos e Flipkens) sem perder sets, mas sem facilidade extrema. O jogo contra Mauresmo deve ser mais interessante. Pelo que fez até agora, a dona da posição-que-não-deve-ser-pronunciada (PQNDSP) leva nota 7,5.

[2] Serena Williams. A chave da americana também foi fácil (Silva, Groth e Vinci), mas Serena avançou com menos problemas. Nota 9. A americana é favorita contra Hantuchova nas oitavas. Aliás, qualquer uma derrota antes da final será surpreendente.

[3] Venus Williams. Das primeiras do ranking, foi quem teve o caminho mais complicado (ou menos fácil, com Voegele, Bondarenko e Suárez Navarro). Mesmo assim, venceu todos os sets com facilidade. Nota 9,5. Venus faz um jogo interessante contra Ivanovic nesta segunda. A americana é favorita, claro.

[4] Elena Dementieva. A russa anda por baixo do radar, sem chamar a atenção, mas venceu com facilidade todos seus jogos (Kudryavtseva, Rezai e Kulikova). A chave é boa, e a coloca diante de Vesnina nas oitavas e Razzano ou Schiavone nas quartas. É grande favorita para chegar à semi. Nota 9.

[8] Victoria Azarenka. Aplicou uma bicicleta na segunda rodada (conta Olaru) e despachou a perigosa Cirstea na terceira. Até agora, avançou bem. O jogo contra Petrova promete ser seu primeiro teste. Nota 8,5.

[9] Caroline Wozniacki. Teve problemas com a veterana Kimiko Date (38 anos) na primeira rodada, mas esteve mais segura nos últimos dois jogos. A dinamarquesa é top 10, mas ainda não fez uma grande apresentação em um Grand Slam. Wimbledon é a oportunidade perfeita. Ela encara Lisicki nas oitavas e, se vencer, terá boas chances contra Safina ou Mauresmo. Nota 7,5.

[10] Nadia Petrova. Passou por Yakimova, Peer e Dulko, a algoz de Sharapova. Mostrou boa reação ao virar o jogo contra a argentina. Nota 7,5. Agora, encara Azarenka.

[11] Agnieszka Radwanska. Admito que eu esperava um tropeço cedo de Radwanska. A polonesa, no entanto, bateu Martínez Sánchez, Peng e Li. Um caminho bem complicado se comparado com os das rivais. A “recompensa” é encarar a desconhecida Oudin nas oitavas. Nota 8.

[13] Ana Ivanovic. De volta à equipe da adidas, a sérvia teve novo começo turbulento em Wimbledon. Salvou match points no primeiro jogo, virou o primeiro set contra Errani e bateu Stosur na terceira rodada. Melhorou a cada jogo, mas entrará como grande zebra contra Venus nas oitavas. Nota 7.

[17] Amélie Mauresmo. A campeã de 2006 surpreendeu ao bater Pennetta em dois sets. Antes passou por Czink e Kucova. Faz boa campanha, mas não é favorita contra Safina. Nota 7,5.

[26] Virginie Razzano. Ganhou com o abandono de Paszek na primeira rodada e passou por W.O. sobre Zvonareva. Nota 6, por falta de tempo em quadra. Por sorte, escapou de outa cabeça-de-chave nas oitavas. Vai encarar Schiavone.

Sabine Lisicki. A alemã é uma surpresa intrigante em Wimbledon e já derrubou duas cabeças-de-chave: Chakvetadze e Kuznetsova. Lisicki ainda será considerada zebra se vencer Wozniacki, mas lembremos que a dinamarquesa jamais brilhou em um Grand Slam. A porta está aberta para a alemã. Nota 8,5.

Melanie Oudin. Passou pelo quali e, depois, bateu Bammer, Shvedova e Jankovic. A jovem americana (na foto do alto do post) mostrou maturidade e não se deixou abalar pelo atendimento médico da sérvia (que, depois, alegou “problemas de mulher”). Nota 9. Nas oitavas, joga contra Radwanska e pode muito bem sair com a vitória.

Francesca Schiavone. Teve um caminho complicado e superou todos obstáculos. Começou com vitória sobre a embalada Wozniak, depois eliminou a barulhenta e talentosa De Brito, antes de derrubar Bartoli com direito a pneu. Perdeu um set (para Wozniak), mas merece nota alta: 9,5.

Elena Vesnina. Bateu Wickmayer, Dushevina e surpreendeu a imprevisível Cibulkova de virada. Agora, encara a compatriota Dementieva, que é favorita. Nota 8.

Daniela Hantuchova. A nova pupila de Larri Passos tomou um susto na primeira rodada, mas bateu a jovem e habilidosa Laura Robson (15 anos) de virada. Depois, passou por Zheng e Sugiyama, adversárias de respeito. Nota 8,5. Será zebra, no entanto, contra Serena.

Notas da primeira semana

dom, 28/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

Wimbledon chega à sua metade, e o Middle Sunday é o melhor momento para avaliar a primeira semana de jogos. Que tal, então avaliar o rendimento dos principais tenistas (vivos) nas três fases iniciais? Comecemos pela chave masculina, seguindo a ordem dos cabeças-de-chave:

[2] Roger Federer. Três vitórias fáceis. Até o jogo contra Kohlschreiber, em que o suíço perdeu um set, foi tranquilo. Vem mostrando uma confiança que não se via há algum tempo. Nota 9,5.

[3] Andy Murray. Faz uma primeira rodada inconstante, talvez pela pressão de abrir o torneio na Quadra Central lotada. Nos dois jogos seguintes, dominou. Tem chave aparentemente tranquila até a semi. Nota 9.

[4] Novak Djokovic. Não brilhou nem empolgou, mas foi eficiente. Esteve um pouco nervoso consigo mesmo e ainda não se mostra bem à vontade na grama. Mesmo assim, pode ir longe. Encara o azarão Sela nas oitavas e, depois, o vencedor de Haas x Andreev. Pelo que fez até agora, nota 8,5.

[6] Andy Roddick. Fez o que se esperava dele. Se não venceu com mais folga, também não passou sufoco. Nota 8. O duelo com Berdych, nas oitavas, promete ser interessante.

[7] Fernando Verdasco. Teve uma chave tranquila (Ward, Vliegen e Montañés), mas não venceu com a facilidade esperada. Nota 7. Nas oitavas, terá de saber administrar os aces de Karlovic.

[8] Gilles Simon. Perdeu apenas um set, mas não empolgou por conta da chave fraca (Reynolds, Alves e Hanescu). Nota 7. Nas oitavas, vai enfrentar o azarão Ferrero. Torço para ver o francês jogar contra Murray nas quartas.

[13] Robin Soderling. A chave não foi das mais difíceis (Muller, Granollers e Almagro), mas o sueco fez bem seu trabalho. Nota 7. Vai encarar Federer nas oitavas. Tem mais chance de incomodar do que em Roland Garros. Mas daí a dizer que as chances de vitórias são boas…

[19] Stanislas Wawrinka. Perdeu apenas um set, mas não encarou nenhum adversário de peso. Se beneficiou da queda de Marat Safin. Nota 7. Entra como azarão para enfrentar Murray nas oitavas.

[20] Tomas Berdych. Uma agradável surpresa, nem tanto por chegar às oitavas, mas pelo que mostrou até agora. Três vitórias em sets diretos, e duas delas contra adversários respeitáveis (Mathieu e Davydenko). Nota 8. É um bom nome para derrubar Roddick nas oitavas.

[22] Ivo Karlovic. O rei dos aces voltou a vencer em Wimbledon depois de quatro anos e agora chega às oitavas. Os 46 aces deixaram Tsonga maluco no último jogo. Nota 8,5. E o croata não é uma zebra gigante contra Verdasco. Tudo bem, “gigante” ele pode ser, mas não será uma surpresa enorme se ele derrubar o espanhol.

[23] Radek Stepanek. Também faz um bom começo. Complicou o jogo conta Ferrer, mas jogou melhor quando foi preciso. Nota 7. O duelo contra Hewitt deve ser interessante.

[24] Tommy Haas. Passou por Peya, Llodra e o perigoso Cilic. Contra este, no último jogo, venceu por 10/8 no quinto set. Quase entregou o ouro com uma dupla falta na hora de fechar, mas teve ajuda providencial de Cilic, que desperdiçou dois break points com dois erros não forçados. Nota 7,5.

[29] Igor Andreev. Escapou dos cabeças-de-chave graças à queda de Blake. Passou por Korolev (3 a 1), Spadea (3 a 0) e Seppi (3 a 1). Nada que empolgue. Nota 7. Pode, no entanto, surpreender contra Haas.

Dudi Sela (o rapaz da foto). Zebraça. Pode ser considerado a maior surpresa das oitavas. Passou por Schuettler e Robredo e agora testará seu jogo contra Djokovic. Nota 8,5.

Lleyton Hewitt. Para mim, o nome do torneio até agora. Foi brilhante na vitória sobre Del Potro (que ainda não aprendeu a jogar na grama, é verdade) e ainda bateu o perigoso Ginepri na estreia. Nota 9. É favorito contra Stepanek nas oitavas.

Juan Carlos Ferrero. Desempenho de respeito. Bateu Youzhny, Santoro e Fernando González. Sequência para poucos. Nota 9. Pode muito bem aprontar e passar por Simon nas oitavas.

Respostas do Quiz

dom, 28/06/09
por Alexandre Cossenza |

Foram vários e-mails, mas poucos aprovados. Admito que eu fiz o quiz um pouco mais difícil do que a média, mas a intenção era essa. Fazer vocês pesquisarem, conhecerem sobre a rica história de Wimbledon. A história do torneio é parte valiosa da história deste esporte que adoramos. Hoje, deixo aqui as respostas, junto com explicações, estórias e números sobre Wimbledon. Minha fonte foi o “Wimbledon Compendium”, publicação oficial do All England Club.

1) O tenista que mais disputou partidas em Wimbledon foi Jean Borotra (o rapaz da foto), com 223 jogos. O francês somou 55 vitórias em simples, 59 em duplas e 40 em duplas mistas. Logo atrás dele na lista está R.A.J. Hewitt, com 185. Pete Sampras não chegou sequers aos 100 jogos. Borotra também é o campeão mais velho de Wimbledon. Em 1964, ele levantou o troféu de duplas com 65 anos e 317 dias.

2) A recordista de títulos de simples em Wimbledon é Martina Navratilova, com nove. Helen Newington Wills é a segunda da lista, com oito. Steffi Graf tem sete troféus, e Suzanne Lenglen tem seis. Maria Esther Bueno e Chris Evert têm três cada.

3) A partida de duplas mais longa da história de Wimbledon foi entre Knowles (BAH) / Nestor (CAN) e Aspelin (SUE) / Perry (AUS), em 2006. O jogo durou 6h09min, mais que as 5h58min de André Sá e Marcelo Melo. Os brasileiros, porém, têm seu nome no livro de recordes do torneio como o quinto set mais longo. A partida contra Ullyett e Handley foi jogada ao longo de quatro dias devido a várias interrupções por causa do mau tempo.

4) A primeira vez que o número 1 do mundo não jogou em Wimbledon (pós-1973, quando o ranking foi oficialmente introduzido no tênis) foi com Gustavo Kuerten, em 2001.

5) A primeira partida do então chamado Lawn Tennis no All England Club foi disputada em 1875. O clube foi fundado em 1868, com o nome All England Croquet Club. Só em 1875 um gramado foi dedicado a uma partida de tênis. Dois anos depois, em 1877, o clube teve a nova modalidade incluída em seu nome e passou a chamar-se All England Croquet and Lawn Tennis Club. Hoje, a ordem dos esportes aparece invertida no título do atual All England Lawn Tennis and Croquet Club.

6) O golpe de duas mãos, a premiação em dinheiro, o placar eletrônico e o tie-break foram introduzidos, respectivamente, em 1911, 1968, 1929 e 1971. Interessante notar que, em 1971, primeiro ano do tie-break, o game de desempate era jogado após o 16º game (no 8 a 8). Apenas em 1979, o tie-break assumiu a forma atual, após o 12º game. Outra curiosidade é que, segundo o “Wimbledon Compendium”, o golpe de duas mãos começou a ser utilizado entre os homens em 1911. Entre as mulheres, a “novidade” surgiu apenas em 1960.

7) Os ingressos para a final de Wimbledon/1980, entre Borg e McEnroe, custavam £8. Naquela época, ingressos para os três primeiros dias custavam £5. Da primeira quinta-feira ao primeiro sábado, £6. De segunda a quarta da segunda semana, £7. Depois disso, £8. Preços bem mais razoáveis que os £91 pagos por quem quis assistir a Federer x Nadal no ano passado.

Wimbledon e o dinheiro britânico

Os registros oficiais indicam que em 1880, primeiro ano da quadra central do Grand Slam, os ingressos custavam “7s.6d”. Não entendeu? Eu “traduzo”: 7 xelins e 6 pênis (calma!). Difícil entender a moeda britânica pré-1971, quando o Reino Unido adotou o sistema decimal. Antes disso, os britânicos usavam as seguintes unidades:

Pêni (penny): era a menor unidade monetária. No plural, fica “pênis” (pence, em inglês).
Xelim (shilling): equivalie a 12 pênis
Libra (pound): equivalia a 240 pênis ou 20 xelins
Guinéu (guinea): equivalia a 1 libra + 1 xelim ou 21 xelins. A moeda levava esse nome porque era feita de ouro extraído de Guiné

Para entender melhor, sugiro que leiam isto e isto.

8) O primeiro torneio de classificação (qualifying) em Wimbledon foi disputado em 1925. A partir de 1919, os organizadores do torneio começaram a restringir o número de participantes devido aos inúmeros pedidos de inscrição. Os pedidos entravam em duas categorias. Uma tinha jogadores indicados por federações nacionais, e estes eram aceitos imediatamente. A outra categoria era de pedidos individuais. Neste casos, um comitê avaliava quem teria o direito de participar do evento.

Em 1925, pela primeira vez, foi disputado o qualifying, válido para os cinco eventos: simples masculinas, simples femininas, duplas masculinas, duplas femininas e duplas mistas. Os lucky losers foram introduzidos em 1937. Na época, fazia-se um sorteio entre os perdedores da última rodada do quali para ver quem ficaria com a vaga em branco na chave principal.

9) Os tenistas que saíram do qualifying e chegaram às semifinais de Wimbledon foram John McEnroe (1977), Alexandra Stevenson (1999) e Vladimir Voltchkov.

10) Apenas dois tenistas foram eliminados na primeira rodada do ano em que defendiam seus títulos. O espanhol Manolo Santana, em 1967, e o australiano Lleyton Hewitt, em 2003

Os acertadores (entre parênteses, o número de acertos)

Marcos Eduardo Semensato Borges de Souza (10)
Fabio Mattar (9)
Andre Gewehr (9)
Celso Rabello (9)
Roy Wilhelm Probst (9)
Tiago Bergemann (9)
João Henrique Mariani (8)
Rafael Guariento (8)
Ricardo Costa (8)

O gênio Ivo Karlovic

sex, 26/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

Depois do post relacionado ao assunto mais comentado no mundo nesta sexta-feira, volto a falar de tênis para destacar a frase que mais me chamou a atenção em Wimbledon após a primeira metade da terceira rodada. Acompanhem abaixo o trecho da coletiva de Ivo Karlovic, que disparou 46 aces e eliminou um desesperado Jo-Wilfried Tsonga:

Você fica com raiva de pessoas que dizem que você sabe apenas sacar e mais nada?
Não. Na verdade, eu gosto, porque se posso ganhar com apenas um golpe, sou, não sei, um gênio. Então eu gosto.

Para quem não viu o vídeo da entrevista (o trecho está disponível no site de Wimbledon), explico que o croata de 2,08m deu a resposta com um sorriso no rosto. É compreensível.

E não é nem um pouco raro ouvir por aí fãs dizendo “esse croata só ganha porque é alto”, ou “Roddick só ganha no saque”. É a mesma lógica (ou falta de ) usada por quem diz que Nadal só ganha porque corre mais do que os outros. Eu mesmo já admiti aqui que, quando mais novo, vivia reclamando que Sampras só ganhava de Agassi porque sacava melhor. À medida em que fui aprendendo e absorvendo tênis, vi o quão sem sentido é a afirmação.

Voltemos, porém, ao caso de Karlovic. Como é possível alguém ganhar “só no saque”? O croata decidiu todos seus games no serviço? Tsonga não devolveu nenhuma bola? Karlovic nunca perdeu um tie-break na vida? Jamais quebrou um saque na carreira?

Eu exagero nas perguntas acima (a propósito, Karlovic quebrou Tsonga uma vez nesta sexta), mas é preciso dar mérito ao croata. Seu jogo tem muitas falhas, é verdade, mas é preciso admirar o quão bem ele saca. Ponto. Além disso, técnica e mentalmente falando, há dois grandes obstáculos. Primeiro: não é um fundamento fácil de aprender - e qualquer amador sabe bem disso. Segundo: é muito mais difícil ganhar quando se depende de um fundamento. A pressão para que aquele golpe funcione é muito grande.

Fisicamente, as dificuldades não são menores. Quantas vezes vocês viram um tenista de 2,08m jogando no nível de Karlovic? Croatas (ou jovens de qualquer nacionalidade) com essa altura normalmente vão jogar basquete. E o país tem belos atletas na modalidade - Drazen Petrovic e Tony Kukoc vêm à mente agora. Mas o que poucas pessoas apreciam (ou se negam a apreciar) é que Karlovic tem obstáculos naturais contra si. A altura ajuda ao dar ângulo favorável ao saque, mas também deixa o atleta mais lento em quadra e complica a vida deste na hora de devolver slices e bolas baixas. Não bastasse isso, imaginem a carga colocada nos joelhos de um tenista de 2,08m.

E, depois de superar isso tudo, o rapaz ainda precisa ouvir que só tem um golpe? Por favor… Karlovic pode não ser um gênio, mas a resposta na coletiva, essa sim foi genial.

Coisa que eu acho que acho curiosa

Falando em gênios, deixo aqui a frase do dia, que ouvi de um amigo: “A música pop perdeu seu Roger Federer”. Discordo, mas achei interessante a comparação.

Michael Jackson e Novak Djokovic

sex, 26/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Djokovic, Vídeo

Por mais específico que um blog seja, e o Saque e Voleio está em um universo bastante limitado, esta página sempre aborda, direta ou indiretamente, assuntos de importância mundial. Não poderia deixar de registrar, portanto, a morte de Michael Jackson, o Rei do Pop. Um cidadão que mudou o mundo com sua marca e seus videoclipes.

Direta ou indiretamente, Michael Jackson afetou muitos que hoje fazem sucesso. Aposto que vários dos tenistas que acompanhamos na TV têm músicas do Rei do Pop em seus iPods - afinal, se Andy Roddick ouve Rick Astley (!)…

Para ilustrar essa influência e deixar uma humilde homenagem ao cantor, posto aqui este vídeo de Novak Djokovic, cantando e dançando (e imitando, claro!) ao som de Thriller, de Michael Jackson. O show foi gravado na festa dos jogadores em Monte Carlo, no ano passado.

Resumão da (2ª) rodada

qui, 25/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

É impossível não começar o resumo da segunda rodada por LLeyton Hewitt. O australiano provou, de uma vez por todas (como se precisasse provar algo a alguém), que está longe de ser um tenista acabado e ultrapassado, rótulos muito aplicados a ele ultimamente.

Hewitt está recuperado do quadril e nunca desaprendeu a jogar. A combinação tinhe tudo para dar certo nesta quinta. Grama, piso em que ele sabe jogar como poucos, quadra cheia de australianos barulhentos, e um adversário alto, que ainda não aprendeu a se mmovimentar (e jogar) no piso. Resultado: 3 sets a 0 em cima do top 5 Juan Martín Del Potro. E olho em Hewitt nas próximas rodadas!

Ainda no masculino, Federer jogou como Federer (venceu fácil e bonito), Djokovic jogou como Djokovic (eficiente e irritadiço, com pitadas de inconstância), e Roddick jogou como Roddick (18 aces e um jogo agressivo o bastante para a grama). Murray também jogou como Murray, mas merece uma menção honrosa, porque teve um adversário perigosíssimo. Mesmo assim, foi eficiente, consistente e não abriu a porta para Gulbis. E festa da torcida local.

No feminino, a rodada foi marcada pela derrota de Maria Sharapova diante da argentina Gisela Dulko. A russa teve um aproveitamento pífio de saques no terceiro set (fez sete duplas faltas na parcial) e cometeu vários erros bobos junto à rede. Ela atribui as falhas à falta de ritmo, mas não se pode dizer que Sharapova é uma grande atleta do meio da quadra para a frente. Nunca foi. Mérito (e muito!) de Dulko, que deu umas 30 curtinhas (não é exagero) e tirou a adversária de sua zona de conforto.

Sharapova estaria em apuros se metade das meninas da WTA tivessem assistido a este jogo. Mas aí entram dois grandes poréns. Primeiro: duvido que muitas delas tenham visto o jogo. Segundo: mesmo que tenham percebido a tática de Dulko, é duro saber quem tem competência na WTA para dar curtinhas bem dadas com frequência.

De resto, não vi nada de especial no feminino. Vitórias rápidas e tranquilas das irmãs Williams (o que costuma acontecer em Wimbledon), triunfos em sets diretos de Safina, Dementieva, Jankovic, Ivanovic, etc. O torneio já ficou mais animado, mas ainda tem muito para esquentar.

Na terceira rodada, vale ficar de olho em Kohlschreiber. Num dia bom, o imprevisível alemão pode complicar a vida até de Roger Federer. O mesmo pode ser dito de Mardy Fish, que encara Djokovic nesta sexta. O americano costuma jogar até dois sets muito bem, mas não mantém o ritmo em partidas longas. O sérvio, no entanto, deve tomar cuidado. E torçamos para Soderling, porque um duelo com Federer nas oitavas tem tudo para ser interessante.

No feminino, há bom potencial para entretenimento em Mauresmo x Pennetta e Stosur x Ivanovic. As grandes favoritas (leia-se “Venus e Serena”) continuam grandes favoritas. Uma derrotas das duas será “A” zebra da rodada.

E não podemos esquecer as belas imagens desta segunda rodada. O GLOBOESPORTE.COM tem belas galerias de fotos do terceiro e do quarto dia de jogos. E a menina de shortinho vermelho é Tatjana Malek, da Alemanha.

Coisa que eu acho intrigante

Perdendo o terceiro set por 4/5 e quando Gilles Simon sacava em 30/15 (para fechar o set e fazer 2 a 1), Thiago Alves sentiu fortes dores no pulso direito, pediu atendimento médico, dirigiu-se à cadeira e ficou lá sentado, colocando gelo. O argentino Damian Steiner, árbitro de cadeira, pediu que o brasileiro voltasse para o jogo, afinal não é permitido parar o jogo durante um game - a não ser em caso de extrema e visível emergência, o que não se constatava no momento.

Alves voltou para a quadra, jogou três pontos, perdeu o game e o set. No intervalo, recebeu atendimento médico, mas pareceu indicar que tudo estava bem. Pelo menos, foi o que pareceu para quem viu a cena. A mesma impressão tiveram os narradores do jogo. E o brasileiro jogou mais um set inteiro. Perdeu e voltou para casa.

E aí eu considero duas hipóteses. Ou Thiago Alves tentou, desesperadamente, esfriar o francês com uma catimba descarada (um “momento JJ”, eu diria) ou o paulista mostrou uma resistência assustadora a dor

De qualquer modo, valeu pela primeira vitória em Wimbledon - embora aí entre algo que eu venho dizendo com cada vez mais frequência ultimamente: a fase do tênis brasileiro é de vacas tão magras que estamos comemorando até segunda rodada de Grand Slam. Uma pena…

Big Babes

qui, 25/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Vídeo, Wimbledon

Interessante (e divertida) análise sobre o tênis feminino em Wimbledon. Cortesia das americanas Pam Shriver, Mary Carillo e Mary Joe Fernandez. Em inglês, mas vale a pena conferir.

A caixinha daqui fica aberta para posts sobre o a chave feminina em Wimbledon.

Que foto é essa?

qua, 24/06/09
por Alexandre Cossenza |

Enquanto eu não consigo tempo para preparar o resumão do dia, deixo aqui mais uma edição do “Que foto é essa?”. A brincadeira é simples. Basta olhar a cena abaixo e bolar uma legenda bacana, descrevendo o que aconteceu em uma só frase.

Depois, é só deixar o texto na caixinha de comentários. O autor da frase mais original terá seu nome eternizado aqui no post. O resultado sai no domingo, o chamado Middle Sunday dos britânicos.

E se você está imaginando, a foto é do francês Michael Llodra, que escorregou e caiu em cima de uma boleira no jogo desta quarta-feira, contra o alemão Tommy Haas. Mas não é isso que o blog espera que você escreva na caixinha…


Imagens de Wimbledon

qua, 24/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Wimbledon

Como fiz no Australian Open, vou publicar aqui, a cada rodada, uma galeria de fotos de Wimbledon. Como é um Grand Slam e há sempre muitas agências de notícias/imagens por lá, sempre aparecem fotos bem bonitas/bacanas.

Minha ideia é tentar fazer um pequeno resumo do que aconteceu em fotos bacanas, que saiam do trivial e mostrem outro lado do Grand Slam britânico.

Começo com ESTA GALERIA, que tem imagens do segundo dia de jogos - umas eu até usei para ilustrar o post do resumão. A foto ao lado é uma homenagem ao leitor/amigo George Galli (embora o zoom não seja uma ferramenta muito amiga de Sharapova.

Calçado para a grama

ter, 23/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

Quem acompanhou um joguinho que seja nestes dois primeiros dias de Wimbledon, provavelmente viu pelo menos um tenista escorregando em quadra. A grama é um piso ótimo para os mergulhos tipo Boris Becker (Robert Kendrick executou um lindo voleio assim - e ganhou o ponto!), mas também é bastante traiçoeira. E qualquer tenista admite que, principalmente nos primeiros dias de um torneio, a superfície é bem escorregadia.

A situação seria ainda mais difícil se os fabricantes não produzissem calçados especiais para a grama. Os comentaristas falam com frequência sobre isso, mas nem sempre fica claro na TV como são as “travas” que existem nas solas. Por isso, coloco as duas fotos deste post. A primeira, enviada pela assessoria da adidas, é do modelo que vem sendo usado por Novak Djokovic, o CC Feather IV Grass. A segunda imagem, da Getty Images, é do tênis de Roger Federer, a versão especial do Nike Air Vapor VI.

Segundo o texto enviado pela adidas (não recebi nada da Nike), o CC Feather IV Grass foi desenvolvido em conjunto com o All England Club. A ideia era produzir um tênis com boa aderência e que reduzisse o desgaste e os danos à grama. A diferença, segundo a adidas, é a seguinte:

“Os tradicionais calçados para grama apresentam travas que aderem à superfície e, quando o atleta realiza um movimento giratório, causam um grande estrago na quadra. O novo solado do modelo CC Feather IV Grass apresenta uma inovadora cavidade padrão, com um menor número de travas, mais macias e mais curtas. Quando as travas são arrastadas sobre a superfície da grama, elas proporcionam uma inigualável aderência, entretanto, o solado também apresenta uma área lisa que garante rápidas mudanças de direção para todos os jogadores”.

Espero que o post tenha tirado as dúvidas de alguns leitores. Ah, basta clicar nas fotos para vê-las em tamanho maior.

Resumão da rodada

ter, 23/06/09
por Alexandre Cossenza |
categoria Análise, Wimbledon

É sempre complicado analisar a primeira rodada de um Grand Slam. Os adversários dos favoritos são, em geral, fracos e qualquer avaliação corre o risco de, alguns dias depois, parecer incrivelmente precipitada. É possível, porém, apontar alguns elementos interessantes nos dois primeiros dias de jogo. Comecemos pelos favoritos:

Roger Federer fez o que era esperado. Venceu e convenceu. Na grama, seu jogo parece fluir com mais naturalidade do que nas outras superfícies. Ano passado, na estreia (contra Hrbaty), o suíço fez dez aces, dez erros não forçados e acertou 69% dos primeiros saques. Este ano, contra Lu, fez novamente dez aces e dez erros não forçados, e acertou 71% dos primeiros saques. Seria coincidência?

Andy Murray venceu, mas não impressionou. Méritos para Kendrick, que deu pouco ritmo ao escocês. Mas é importante notar que Murray lidou bem com a Central lotada logo no primeiro dia. É bom notar que a pressão este ano será muito maior do que foi em 2008. Djokovic, Roddick e Del Potro jogaram bem e fizeram o preciso para ganhar. O duelo entre o argentino e Lleyton Hewitt, já na segunda rodada, promete. Eu coloco minhas fichas no australiano.

A derrota surpreendente ficou por conta de Marat Safin, o que não chega a ser tão espantoso se levada em consideração a instabilidade do ex-número 1 do mundo. Uma pena, porque todos gostam de ver e ouvir Safin nos torneios.

Thiago Alves, único brasileiro na chave principal, também venceu. O resultado é ótimo (na fase atual, precisamos comemorar quando alguém vai à segunda rodada de um Slam), mas não pode ser superestimado. É bom lembrar que Pavel, com 35 anos, está virtualmente aposentado, lutando contra uma lesão crônica nas costas e sem vencer em uma chave principal desde 2007.

No feminino, todas favoritas venceram. Safina não brilhou, mas venceu em dois sets, Venus e Serena estiveram muito bem e Dementieva também conseguiu um triunfo confortável. Como as adversárias não assustavam, pouco pode-se concluir.

De concreto mesmo, a instabilidade de Jankovic e Ivanovic. A primeira venceu em doisi sets, mas se complicou diante da fraca Julia Goerges no segundo set. Ivanovic só venceu por 8/6 no terceiro set a tcheca Lucie Hradecka (quem?).

Sharapova venceu em dois sets, mas precisou vencer quatro games seguidos e virar o primeiro set. O torneio parece rumar para uma revanche de Petrova contra Maria, que vem fazendo das viradas uma espécie de rotina dramática (principalmente para os fãs). O problema é que há dias em que Sharapova acorda muito tarde. Foi assim em Roland Garros e pode acontecer o mesmo em Wimbledon. Ainda faltam 12 dias, e o torneio promete. É esperar para ver.

Quer comentar a rodada? A caixinha está aberta.

O quanto você sabe sobre Wimbledon?

seg, 22/06/09
por Alexandre Cossenza |

Que tal começar Wimbledon testando seus conhecimentos sobre o mais antigo torneio do Grand Slam? A história do tênis como o conhecemos hoje se confunde com os primeiros anos do All England Club, então sugiro o quiz abaixo.

São dez perguntas sobre o torneio, sendo oito de múltipla escolha e duas sem opções. Quem acertar oito (lembro que a média aqui é bem alta) terá seu nome publicado no Middle Sunday, o dia em que, tradicionalmente, não há jogos em Wimbledon.

Além de publicar as respostas, prometo revelar curiosidades e histórias relacionadas às perguntas abaixo. Tudo no próximo domingo. Para participar, basta enviar as respostas para o meu e-mail: alexandre_c@globo.com. A caixinha de comentários aqui fica fechada para não estragar a brincadeira. Mãos à obra, galera!

1) O tenista que mais disputou partidas em Wimbledon foi:

a) Robert Anthony John Hewitt
b) Jean Borotra
c) Jacques Brugnon
d) Jimmy Connors
e) Pete Sampras

2) Quem é a recordista de títulos de simples em Wimbledon?

a) Steffi Graf
b) Chris Evert
c) Martina Navratilova
d) Maria Esther Bueno
e) Suzanne Lenglen

3) Qual a partida de duplas mais longa da história de Wimbledon?

a) Knowles (BAH) / Nestor (CAN) x Aspelin (SUE) / Perry (AUS), em 2006
b) Melo / Sá (BRA) x Handley (AUS) / Ullyett (ZIM), em 2007
c) Guenthardt (SUI) / Taroczy (HUN) x Annacone (EUA) x Rensburg (AFS), em 1985
d) McEnroe (EUA) / Stich (ALE) x Grabb / Renberg (EUA), em 1992
e) Nenhuma das opções acima

4) Que ano marcou a primeira vez que o número 1 do mundo não jogou em Wimbledon (pós-1973, quando o ranking foi oficialmente introduzido no tênis)?

a) 2009, com Rafael Nadal
b) 2002, com Goran Ivanisevic
c) 1982, com Bjorn Borg
d) 1985, com Jimmy Connors
e) 2001, com Gustavo Kuerten

5) Quando foi disputada a primeira partida do então chamado Lawn Tennis no All England Club?

a) 1868
b) 1869
c) 1870
d) 1875
e) 1877

6) Quando foram introduzidos em Wimbledon, respectivamente, o golpe de duas mãos, a premiação em dinheiro, o placar eletrônico e o tie-break?

a) 1911, 1968, 1929 e 1971
b) 1960, 1973, 1941 e 1979
c) 1915, 1972, 1942 e 1975
d) 1910, 1961, 1943 e 1973
e) 1960, 1968, 1942 e 1973

7) Quanto custavam os ingressos para a final de Wimbledon/1980, entre Borg e McEnroe? A partida era considerada, até a decisão do ano passado, a melhor de todos os tempos.

a) £8
b) £14
c) £27
d) £34
e) £52

8 ) Em que ano foi disputado o primeiro torneio de classificação (qualifying) em Wimbledon?

a) 1919
b) 1921
c) 1923
d) 1925
e) 1927

9) Quantos tenistas saíram do qualifying e chegaram às semifinais de Wimbledon? Quem são eles e quando conseguiram tais feitos?

10) Apenas dois tenistas foram eliminados na primeira rodada do ano em que defendiam seus títulos. Quem são eles e quando foram surpreendidos?

Quem se defende nos palpitões

dom, 21/06/09
por Alexandre Cossenza |

Embora a brincadeira tenha começado alguns meses antes, graças à boa vontade do leitor George Galli, o Circuito dos Palpitões completa oficialmente um ano de idade neste mês de junho. E, pela primeira vez, os participantes terão a responsabilidade de defender pontos. Assim, para refrescar a memória de vocês, coloco aqui os campeões de Wimbledon no ano passado.

No torneio masculino, a honra foi de Isabelle, que ainda lidera o ranking dos palpitões. Ela tem 2.000 pontos a defender e precisará ir muito bem para ficar na liderança. O segundo colocado no ranking, Anderson, não disputou Wimbledon em 2008 e está apenas 135 pontos atrás de Isabelle na lista.

O vice-campeão no ano passado foi Jonatas, que defenderá 1.400 pontos. Os semifinalistas, que somaram 900 pontos, foram Carolina Oliveira e Daszmarelli, atualmente em sexto e nono, respectivamente. Os quadrifinalistas (500) foram Viviane Cordeiro, Glauco Maia, Thalles Santos e Paloma.

No feminino, a maior responsabilidade este ano é do atual campeão, Rafael Guariento (2.000 pontos), e do vice, Gustavo Priolli (1.400). Outros que pontuaram bem no ano passado foram Daszmarelli e Beto, ambos com 900 pontos. Os quadrifinalistas, que têm 500 a defender, foram Paulo Ayrton, Marco Aurélio, Marcelo Zanotto e Márcio Júnior.

É bom lembrar que ainda há tempo para quem quiser participar dos palpitões de Wimbledon/2009 (escrevo às 11h de domingo). Para isso, basta ler o regulamento (no menu da direita) e palpitar no respectivo post. No feminino, as apostas rolam no texto “Quem derrubará Venus Williams”, enquanto no masculino os palpites estão no post “O torneio do recorde”.

Até Federer perde

sex, 19/06/09
por Alexandre Cossenza |

Rafael Nadal anunciou nesta sexta-feira que não jogará em Wimbledon. Não consigo sequer começar a imaginar o quanto deve doer para um tenista ser forçado a ficar fora do Grand Slam britânico. O caso do espanhol deve ser ainda mais angustiante. Trata-se do número 1 do mundo, o campeão do torneio. O homem que desbancou Federer em uma dramática partida de cinco sets. O homem que, após levantar troféu atrás de troféu em Roland Garros, insistia em dizer que seu sonho era triunfar em Wimbledon.

Nadal parece ter chegado a uma encruzilhada na carreira. Após levar seu corpo ao limite fazendo - e vencendo - uma sequência impressionante de jogos em 2008, algo necessário para chegar ao topo do ranking, o espanhol viu-se em apuros e na necessidade de antecipar seu fim de temporada. Abandonou o Masters de Paris, não jogou a Masters Cup e nem viajou a Mar del Plata para a final da Copa Davis.

Voltou com força total este ano. Venceu o Australian Open e foi vice em Roterdã, onde sentiu dores na final, diante de Murray. Fez dois jogos pela Davis (no saibro) e, logo em seguida, venceu o Masters de Indian Wells (na dura). Mas foi a sequência do saibro que o desgastou de vez. Monte Carlo, Barcelona e Roma, três conquistas em semanas consecutivas. Em Madri, 4h de semifinal contra Djokovic e mais uma final. Nesta, foi superado por Federer.

Nadal nunca disse, mas hoje sabe-se que ele não chegou 100% a Roland Garros. Na coletiva desta sexta, admitiu que jogou por muito tempo com dores nos joelhos. “Atletas sempre jogam com dor. Não se sabe onde é o limite”.

Nadal poderia se sacrificar em Wimbledon, entrar em quadra para somar uns pontinhos e manter a liderança do ranking. Em vez disso, o número 1 decide se tratar e, para isso, põe sua posição em risco. Prova que o espanhol pretende se manter entre os primeiros, brigando pela ponta, por um bom tempo.

Nadal, Wimbledon, o tênis, os fãs e até Roger Federer (quem duvida que o suíço estava louco para reconquistar o título em Londres com uma revanche diante do rival?) perdem nas próximas duas semanas, mas ganham a esperança de ter um atleta de alto nível competindo por mais tempo.

AVISO: quem participa do Circuito dos Palpitões e fez sua “aposta” antes da desistência de Nadal precisará refazer seus palpites. O abandono do espanhol alterou a chave e vários cruzamentos foram afetados. Assim, todos devem palpitar de novo, baseados na chave nova. É bom lembrar: o post dos palpitões é “O torneio do recorde”, que está logo abaixo de Venus Williams,



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