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Esquenta para o jogo: Corinthians x Paraná

Sex, 31/10/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Com menos de 5% de chances de cair e precisando de umas 2 vitórias e 1 empate nos 6 jogos restantes, o Paraná enfrenta o Corinthians nesse sábado, no estádio municipal do Pacaembu, no esdrúxulo horário de 16h20.

Vivemos aquela calmaria de ter voltado a jogar bem, de ganhar mesmo quando jogamos mal e de voltarmos a ser temidos. Como já disse antes, pena essa reação não ter começado antes. Afinal, hoje as chances são remotíssimas. Para mim, elas sequer existiam ainda, mas alguns torcedores alertaram nos comentários que ainda há possibilidade matemática de acesso.

Abstraindo um pouco dessa conversa, a preocupação do Paraná deve ser apresentar bom futebol novamente, somar o mais rápido possível os pontos que precisamos para escapar e se posicionar da melhor forma que der. Assim, vamos para o jogo de sábado como “franco-atirador”. Tem funcionado. Estamos sem perder fora de casa há 41 dias: desde 20 de setembro.

Comelli parece ter gostado do 3-5-2 e vai repetir o esquema da vitória contra o Barueri. Gabriel reaparece com a 1. DM, Leandro e Fabrício formam novamente a trinca de zaga. Murilo superou a contusão e vai para o jogo, compondo o meio-de-campo como ala-direita. Na esquerda aparece Fabinho. Completam a meiuca Vagner, Giuliano, Gláucio e Kleber, que parece ter virado volante de vez. Na frente vamos de Ricardinho e Pimpão, dois jogadores que tem dado conta do recado.

Para quem não conhece, nosso adversário é o Corinthians, que está perto de completar 100 anos e que tem como títulos máximos alguns Brasileiros, o último deles bem polêmico. Bem como a Copa do Brasil de 2002, ganha contra o Brasilense (!) de forma no mínimo duvidosa. Não tem estádio próprio, nunca venceu uma Libertadores e nem um Mundial. Tem apenas a segunda maior torcida do país. Mesmo assim, é o “campeão dos campeões da mídia”, com jogos passando volta e meia na TV. Com a nossa ajuda, retornaram à primeira divisão no fim de semana passado. Pela “comoção nacional” que causaram quando voltaram, parece que o título da Série B que ainda almejam será ostentado com pompa junto aos Paulistões e Rio-São Paulo’s que já ganhou.

Vamo que vamo. Conheço um pessoal que vai para São Paulo. Espero que voltem com mais 3 pontos na bagagem.

Um autêntico piá da Vila como craque do campeonato?

Qui, 30/10/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Só depende de nós.

Clique aqui e eleja Giuliano, cria da Gralha, o craque do Série B 2008.

Nota de esperança, confiança e apoio

Qua, 29/10/08
por rodrigo wieler |
categoria No Clube

Tomaram posse ontem à noite os novos membros do conselho deliberativo. 200 cabeças + 50 suplentes.

Dos 200, conheço alguns. Não de entranhas sujas, vis e corruptas da política. Não de favorecimentos financeiros ou coisas do tipo. Até porque não freqüento (e faço questão de não freqüentar) esses meios.

Torcedor de arquibancada que sou, é de lá que os conheço. Voluntário do Grupo de Marketing que sou, é de lá que os conheço. Freqüentador da Paran@utas que sou, é de lá que os conheço. Dou um voto de confiança para esse novo conselho, que assume com várias pessoas pelas quais eu colocaria as minhas duas mãos no fogo.

Todos querendo o que eu, você e toda a nação paranista quer: o melhor para o nosso bem maior, o PARANÁ CLUBE BRASIL.

Boa sorte, amigos!

(Surpreendente) Vitória

Seg, 27/10/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Esse Barueri 1 x 2 Paraná foi excelente para voltarmos ao rumo que não poderíamos perder. Essencial para voltarmos a trabalhar em paz pelo restante do campeonato.

Por problemas pessoais, só consegui ouvir o jogo e acompanhar pelo lance a lance da RPC. Nem os gols eu consegui ver ainda. Parece que tomamos pressão mas mesmo assim ganhamos o jogo, certo? Realmente nossa fase é outra.

O que você que viu o jogo acha de contar a mim e a cada membro da nação paranista que não acompanhou a partida como foi a peleja? Então, mãos à obra.

Esquenta para o jogo: Barueri x Paraná

Sex, 24/10/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

No primeiro turno, em gol único de Everton, deu Paraná aqui na Vila. Vejamos agora o que o pessoal tem falado sobre o jogo em que voltaremos ao 3-5-2 e enfrentaremos o time do vice-artilheiro Pedrão, na casa dos caras:

“Conseguimos ter uma seqüência de bons treinamentos. Espero que com a entrada do Leandro na zaga, a equipe corresponda bem dentro de campo e o esquema 3-5-2 me agradou durante os treinamentos”. (Paulo Comelli, em entrevista ao site oficial do Paraná)

“Agora conseguimos manter uma seqüência, com o Mauro chegando e jogando bem. Com o time melhorando, nós só tivemos uma partida ruim (contra o Brasiliense), agora dá para ter uma tranqüilidade, uma segurança para o goleiro trabalhar melhor”. (Gabriel, que volta a vestir a “1” neste sábado, em matéria do globoesporte.com)

“A equipe está focada em conseguir a recuperação dentro do Campeonato Brasileiro da Série B. Espero voltar a jogar um grande futebol e fazer os gols para ajudar o Paraná a sair com a vitória, que seria meu grande presente de aniversário”. (Pimpão, confirmado como titular no ataque e que completou 21 anos na última quinta-feira, em matéria do globoesporte.com)

“Estou muito contente com a volta ao time titular e espero corresponder às expectativas que o Paulo Comelli está depositando em mim para ajudar a equipe a sair com o resultado positivo, que será muito importante para a seqüência da competição”. (Vágner, volante que volta ao 11 inicial neste sábado, em matéria do globoesporte.com)

“O Paraná é um grande clube, com bons jogadores e tem que ser respeitado. Eles perderam em casa, na última rodada, mas vinham crescendo na competição; com certeza tentarão a reabilitação contra nós”. (Pedrão , centroavante do Barueri e vice-artilheiro da Série B, em matéria do futebolinterior.com.br)

Deus te ouça, Pedrão. Deus te ouça. E você? O que tem a dizer sobre o jogo deste sábado?

Opinião da torcida

Qui, 23/10/08
por rodrigo wieler |
categoria Enquetes

Segundo a Gazeta do Povo nessa terça passada, dos 33 jogadores que fazem parte do nosso grupo principal, 17 ficarão sem contrato no final de 2008.

Ainda de acordo com o periódico, desses 17, 11 são emprestados:
Rômulo, Éder, Camacho e Fabrício, do Flamengo
Fabinho e Pituca, do Goiás
Leandro e Cristiano, do J.Malucelli
Kléber, do Vitória da Conquista
Marcelinho, do Cabofriense
Ciro, do Toledo

Todos esses ficam sem contrato em dezembro e não pertencem ao Paraná. Assim, pensando já no ano que vem, pergunto: quem desses o Clube deve se esforçar para manter em 2009?

Glorioso ou poderosa?

Qua, 22/10/08
por rodrigo wieler |
categoria Entretenimento

Não bastasse os do fim da rua querendo dar a periquita, agora me aparece esse do Alto do Nada…

Do valor do trabalho

Seg, 20/10/08
por rodrigo wieler |
categoria Divagações

Sem entrar na teoria da mais-valia apresentada ao mundo por Marx e Engels – até por achar que o socialismo deu tão certo quanto o movimento gótico dos idos dos eighty’s – queria hoje falar sobre o valor do trabalho para a sociedade como um todo. Não o valor matemático, financeiro. A importância, mesmo. Mais especificamente sobre o valor de respeitar nossos empregadores e o nosso trabalho.

Não preciso ressaltar a dificuldade que é trabalhar no Brasil. Em fevereiro desse ano, nossa taxa de desemprego era de 14,5%. Extremamente alto. Trabalhar no que você gosta, como no meu caso, é ainda mais difícil. Por um bom salário, como não é o meu caso, praticamente impossível.

Mesmo assim, temos lixeiros, garis, jardineiros, padeiros, motoboys, pizzaiolos e muitas outras profissões que normalmente não são “escolhidas”, exercendo seu trabalho com amor. Respeitando a sociedade. Respeitando seu empregador. Ganhando como dá o seu dinheirinho. Seguindo ao pé da letra o que diz a Bíblia Sagrada, em Gênesis 2:19: “No suor do rosto comerás o teu pão…”. Enquanto isso, temos pessoas com uma escolaridade igual ou mais baixa do que as citadas acima, ganhando um salário astronomicamente mais alto, por um único motivo. Apenas por serem jogadores de futebol, profissão tão valorizada e uma das rápidas e fáceis formas de escapar da pobreza que impera em nosso país.

Porém, diferente daquele lixeiro que, molhado no dia da chuva, empoeirado no dia seco, presta seu serviço à comunidade, certos jogadores não valorizam seu emprego. Diferente do motoboy que arrisca sua própria vida correndo de um lado para outro da cidade carregando documentos, certos jogadores não valorizam seu emprego. Diferente do pizzaiolo que precisou concluir o primeiro grau em algum supletivo para saber diferenciar kg de ml e para poder fazer o curso técnico em panificação, certos jogadores não valorizam seu emprego.

Ora, um jogador acabar com o seu físico em noitadas regadas a substâncias entorpecentes, bebidas alcoólicas e “mulheres de vida fácil”, é equivalente a um advogado não se atualizar constantemente sobre a Lei. É igual a um jornalista não sair por aí lendo sobre tudo, para estar sempre apto a escrever sobre tudo. Ou um professor de educação física não praticar atividade nenhuma e comer “porcaritos” a rodo, tornando-se um gordão sem mobilidade alguma. Para ficar num exemplo que eu conheço bem, é equivalente a um criativo publicitário parar de buscar engrandecimento em filmes, livros, músicas, artes plásticas e qualquer outra coisa que dê cultura, o motor da criatividade. É simplesmente isso: apodrecer seu instrumento principal de trabalho.

E rebato desde já quem me disser que não temos nada com a vida pessoal do jogador que está rendendo em campo. Temos sim. Está rendendo? Poderia render mais. Não está rendendo? Aí é que temos ainda mais a ver com isso. Disse Adam Smith, um dos principais teóricos do capitalismo: “a riqueza de uma nação depende essencialmente da produtividade do trabalho”. Adapto à nossa realidade futebolística: o sucesso de um clube depende essencialmente da produtividade dos jogadores.

Boleiro tem direito de diversão quando em folga, sim. Diversão. Não passar dos limites. Não acabar com seu corpo, seu instrumento principal de trabalho. Não pisar em nossas cores e nem cuspir no nosso hino. Há entre nós quem não respeita a “empresa” para a qual trabalha (o Paraná Clube), nem seus empregadores, isto é: nós. A nação paranista.

Poderia concluir com um pensamento otimista de Voltaire: “Amanhã tudo será melhor”. Será? Acho que o amanhã só será melhor se extirparmos do nosso meio esses cancros que não respeitam nossa bandeira, nossa camisa, nosso escudo e nosso amor.

P.S.:Obrigado pela idéia do texto, mano.

Changes

Qui, 16/10/08
por rodrigo wieler |
categoria Divagações

Ontem à noite assisti, “ao mesmo tempo”, o jogo da Seleção e o último debate dos presidenciáveis americanos. Zapeava pra lá e pra cá, buscando fortes emoções. Não encontrei. No debate mais uma vez Obama engoliu McCain, justificando sua vantagem em todas as pesquisas. No jogo, o Brasil se bateu, se bateu e… Não passou de outro xôxo 0×0.

Por que contei isso? Porque enquanto assistia aos dois programas, minha cabeça voou, mais uma vez, para o Paraná Clube. Da insegurança ao descompromisso generalizado que presenciei, ao vivo, nas duas situações, fiz um paralelo com a situação paranista.

Na década de 90, não tinha pra ninguém: Paraná Clube, Estados Unidos e Seleção Brasileira faziam todos tremerem. Enquanto Bill Clinton fez até Yasser Arafat apertar a mão de Yitzhak Rabin na Casa Branca, a Seleção Brasileira (nos EUA, por coincidência), levantou a Copa pela quarta vez, enquanto o Paraná, recém-nascido, era o único representante paranaense na elite do futebol brasileiro e trilhava o pentacampeonato que impôs a todos os rivais.

Tempos de glória, de paz e de alegria. Que na roda da fortuna da vida, claro, sempre acabam. Ou, na melhor das hipóteses, mudam. Como diria o lendário Tupac Shakur, que Deus o tenha, “That’s just the way it is / Things’ll never be the same”. Para o Paraná e para a seleção Brasileira, 1998 foi determinante. Nesse ano o Paraná, penta, não foi hexa. E o Brasil não foi penta na França, em história mal-explicada até hoje.

O tratamento e o respeito mudariam. O Paraná, bicho-papão (Josias Lacour e seu “é o bicho, é o bicho, vou te devorar, Tricolor eu sou…” que o diga), deixou de ser temido, até mesmo pelos submissos melancias. Em 99, depois de perdermos a Copa Sul e o Paranaense, ambos em casa, derrubaram o Paraná naquela ridícula média. No ano seguinte George W. Bush chegou à Casa Branca numa situação obscura, parecida com aquela da média do Brasileirão: o episódio da recontagem dos votos da Flórida. E os Estados Unidos deixaram de ser temidos pelo mundo. Também dentro de casa, foram atacados em 2001.

Ciclicamente as coisas começaram a voltar ao normal. O Brasil de Ronaldinho-Cascão conquistou o mundo novamente. Os Estados Unidos bombardearam tudo e todos. E o Paraná, na raça e na bola, com Marquinhos, Fernandinho, Caio e Renaldo, conquistou a vaga na Sulamericana. Alguns anos depois, era o estado novamente. E depois, a Libertadores, no mesmo ano em que o Brasil voltou a cair diante da França.

Hoje, ninguém parece respeitar a Seleção Brasileira, os Estados Unidos e nem o Paraná Clube. A Seleção coleciona desgostos, empates contra times bem mais modestos, derrotas inexplicáveis e, no meio de todo o bolo, até derrota para a Venezuela tivemos de aturar. Os States tentam entender e explicar como, com a sua superioridade bélica e numérica, colhem um fracasso atrás do outro no Afeganistão e no Iraque.

E o Paraná? Desde a perda do título para o Paranavaí, seguida da queda para a Série B, dessa vez infelizmente no campo e na bola, também tentamos entender como fomos parar nessa. Com o orgulho ferido, tentamos, a todo custo, dar a volta por cima. Tudo bem. Esse ano não deu. Mas o amor não acabou. Pelo contrário: ele só cresceu. No ano que vem, como os Estados Unidos com seu novo presidente e o Brasil quando decidir jogar, voltaremos à hegemonia. Sabe por quê?

Porque mesmo a vida sendo cíclica, na mesma “Changes” citada acima, diz Tupac: “Some things will never change”. Como a grandeza tanto da Seleção Brasileira quanto dos Estados Unidos. E a força, o arrojo e a imponência do Paraná Clube.

Pelo amor de Deus!!!

Qua, 15/10/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Pelo amor de Deus… Isso não está acontecendo de verdade! Devo estar sonhando… Alguém me belisca! Não, não fizemos o que fizemos ontem… Não pode ser!

Pelo amor de Deus, a partida ridícula de Fabinho e Daniel Marques… Não, ela não aconteceu… Não, Pimpão não perdeu aquele gol logo depois do nosso empate! Pelo amor de Deus, o time não fez uma partida bisonha como a de ontem… E Iranildo? Eu avisei, eu avisei, pelo amor de Deus!

Não, isso não aconteceu. Pelo amor de Deus!!!

De cabeça quente, melhor nem falar mais nada. Prefiro ouvir (ler) o que vocês tem a dizer…


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