Mais uma vez, o personagem do jogo
Há tempos não tínhamos em campo um cara tão decisivo para o placar da noite quanto Marcelo Toscano foi ontem.
Primeiro, ele foi impecável na conclusão do belo lance de Diego Correa, fruto da ousadia do nosso “zagueiro-lateral”, que logo aos 4 minutos deixou Toscano Ronaldo a caráter para estufar o barbante e abrir o placar.
Maravilha! Era de colocar um sorriso tenro nos rostos Tricolores. Contínhamos o ímpeto ofensivo do Sport de cara e, ainda por cima, já ganhávamos por 1 a 0. Qualquer outro time no mundo tinha tudo para golear o rubro-negro pernambucano ontem. Os caras viriam para cima, como vieram, e os contra-ataques aconteceriam um após o outro, certo?
Mais ou menos.
Não conseguíamos ter contra-ataques, nem criar efetivamente nada…
Daí, claro, com a pressãozinha natural do Sport, logo tomamos um gol numa falha gritante de posicionamento da nossa defesa.
E aí o nosso personagem da partida entrou em ação. Perdeu um gol feito, talvez por azar, talvez por displicência. Certo é que, com mais esmero, tinha saído o segundo dele e do Paraná.
Fim do primeiro tempo. E fim do Sport, também, porque o “supertime” invicto há não sei quantas partidas, com média de não sei quantos gols por jogo e que vinha eliminar o Paraná aqui mesmo, como queria a imprensa pernambucana, acabou.
No segundo tempo só deu Tricolor. Após a merecida expulsão do defensor… Sportino? Sportense? Sportiano? Ah, sei lá… do defensor do time do Sport, então, pusemos o dedo na goela e sufocamos os nordestinos. Infelizmente, infrutiferamente.
Depois de uma jogada primorosa pela direita, Toscano mais uma vez ficou cara a cara com o goleiro. Mas o chute mais pareceu um peidinho de véia.
E teve mais: em outro lance, Toscano, ao invés de rolar a bola para Márcio Diogo livrinho dentro da área, depois de tropeçar e levantar, preferiu perder o seu 3º gol da noite.
Claro que depois teve o pênalti dos caras, um lance completamente isolado e no qual, se a bola tivesse entrado, seria decretada uma grande injustiça. Juninho, muito bem, elevou seu cálice para um brinde compartilhado com todos nós, em uma defesaça no cantinho.
A esplenderosa Vila merecia muito, mas muito mais gente na noite de ontem. Não chegamos nem a 5 mil torcedores. Triste! Azar de você que não foi e perdeu uma fria noite, mas também uma cálida partida, uma das nossas melhores em 2010.
A decisão ficou para o dia 31, lá no super estádio Ilha do Retiro. Ao Paraná, resta vencer ou conquistar um empate acima de 2×2. Novo 1×1 leva a decisão para os penais.
Espero que lá o personagem do jogo seja citado por motivos bons, apenas.
P.S.: Como tem gente que não se enxerga nesse mundo, né? O tal do Felipe Figueiroa, responsável pelo minitexto presente hoje lá no blog do Sport, escreveu um monte de asneiras sobre o Paraná, nossa camisa e nosso estádio. Se toca, torcedor de time que pensa que é grande e até hoje, em trocentos anos de história, só conquistou uma Copa do Brasil…
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