Ontem ficou bem claro, ao menos para mim: a Seleção Brasileira de Futebol parece o Paraná Clube. Puta potencial, todos torcendo, mas parece que não engrena. Por quê?
Primeiro de tudo: apostas. Vamos apostar em jogadores desconhecidos, vamos apostar em técnicos desconhecidos e/ou com métodos de trabalhos duvidosos. Vamos dar chances, vamos tentar. É, todo mundo sabe como acabou o nosso ano passado e como o atual vai continuando.
Sem falar no desrespeito de quem está lá com o manto. Pagodes em excesso, altas festas e em campo, à exceção de alguns, claro, uma apatia e um descompromisso generalizado. P*rra, ontem era Brasil e Argentina… E quem suou sangue na Seleção? Dá para contar nos dedos de uma mão. Aqui, Série B, falta suar sangue e pus, linfa, o que mais precisar…
Além disso, o excesso de volantes… Até isso de coincidência. É, porque temos Goiano, Léo Gago, Vágner, Diego, Agenor, Naves… E ainda devo ter esquecido alguém. Pergunto: que tipo de time entra para jogar no 4-4-2 com quatro volantes no meio de campo? QUATRO VOLANTES? Mineiro, Gilberto Silva, Anderson e Júlio Baptista? Esse último com a 10? Cadê a criatividade? Cadê aqueles meias de outrora? Nossos Zicos, Gérsons, Rivelinos na Seleção e Marquinhos, Lúcios Flávios e Ricardinhos no Paraná? Toques refinados? Uma jogada diferenciada onde não esperamos nada de diferente? Batedores de falta? Não existem. Ao invés disso temos que nos contentar com lampejos e uma outra jogada diferenciada de apenas um jogador. Everton ou Robinho, dependendo do time.
Pra fechar, os mandos e desmandos de dirigentes, empresários envolvidos, escalações de Joelson e convocações de Afonso. Clênio, Gilson e Alexandre Pato no banco aqui e lá. Persistência nos erros, manutenção de Dunga e Gilson Kleina no comando, derrota para a Venezuela e queda para a Série B encaradas como normais.
Paro por aqui. Torço, sinceramente, para que fiquemos entre os quatro classificados. Nas Eliminatórias e na Série B. Triste pensar pequeno assim como o goleiro Julio César disse ao termino do jogo de ontem, mas parte da dura realidade em que estamos inseridos.