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Conjecturas

Seg, 31/03/08
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

Epílogo
Eu odeio números. Foram eles que me fizeram desistir da possível carreira de Engenheiro Mecânico, após me formar Técnico em Mecânica pelo CEFET-PR, no já longínquo 2001. Eu também não vou com a cara de direção de arte, Photoshop , Illustrator e outras paradas que só os “art directors” sabem usar.

Mas hoje acordei inspirado para juntar as duas coisas. Claro que no melhor estilo redator: talvez errando nos cálculos e números e utilizando o bom e velho Power Point para fazer as tabelas. Mas fiz. Tudo explicado, vamos ao texto de hoje.

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Podem fazer Terra Arrasada, falar sobre ficar de fora, sobre classificar, sobre não classificar, mas a verdade é essa: vencemos o Iraty fora de casa e como eu semPRe imaginei, chegamos à última rodada com a faca e o queijo na mão para nos classificarmos. Isso quer dizer que estamos classificados? Não. Estamos fora? Não. O Time do Mal está classificado? Não. E desclassificado? Também não. O Engenheiro Beltrão está classificado? Neca. E está fora então? Nada disso. Todos tem chances? Sim. Inclusive de terminarem em primeiro do grupo? Aham.

Apresento as tabelas que citei acima.

Essa é a classificação atual do Grupo A da segunda fase do Campeonato Paranaense:

Paraná Clube e caninos tem o mesmo número de pontos:

E também o mesmo número de vitórias:

O que faz a tabela estar configurada dessa maneira é uma mísera diferença de um gol de saldo:

Muito bem. No final de semana que vem, muitas coisas podem acontecer. O Paraná pode, por exemplo, vencer o Engenheiro Beltrão em casa por uma diferença de 3 gols, enquanto o rubro-negro-amarelo pode também vencer o Iraty no meio Pet Shop, mas com uma diferença de apenas um gol:

Ou o Paraná ganha e o Genérico empata:

Ou ainda o Paraná ganha e o Patético perde:

E se o Paraná empatar e o Time de Dono perder? Pode pintar a Gralha em primeiro do grupo:

Ah, mas se o Paraná perder tudo está perdido, certo? Errado. Se os playboys perderem também, dependendo da diferença de gols, podem até ficar de fora:

Enfim… As possibilidades são diversas. Porém, mais perto do fim de semana voltamos a conversar sobre Campeonato Paranaense. Antes, eu que não fui eliminado da Copa do Brasil por um timinho qualquer, vou pensar nesse torneio e representar bem o nome do meu Estado.

SemPRe Paraná.

Que orgulho de ser paranista

Sex, 28/03/08
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

Mais de 12 mil pagantes. Quase 13 mil pessoas no total. Todos enfrentando filas para comprar ingresso e para entrar no estádio sem se importar. Com sorrisos nos lábios. A cabeça erguida. O peito estufado.

Na fila que eu estava para comprar ingresso, ouvia a torcida cantando lá dentro da Vila do povo. E me arrepiava. E imaginava quão cheia estaria a Reta do Relógio. Eu, que recusara um convite para assistir o jogo dos camarotes, para “ir de arquibancada pra sentir mais emoção”, claro que imaginava também quão linda estaria a Curva Norte.

Quando consegui entrar no estádio, tarde, diga-se de passagem, vi a Curva Norte em uma de suas mais bonitas noites desde a volta para a Vila. Dava para sentir a emoção, uma energia boa, um sentimento de orgulho de ser paranista. Algo expresso exatamente por aquela frase do meu amigo Romano: “Não somos tantos, nem temos muito. Por isso precisamos semPRe fazer melhor”.

Acho que é isso que a torcida tem em mente em momentos como ontem. Ao visualizar lá do outro lado um bando de playboys, uma torcida medíocre que abandona o time nos momentos ruins e reaparece desfilando suas camisas caras nos shopping, barzinhos da moda e ruas dos bairros mais abastados nos momentos mais favoráveis.

Eu, pelo menos, pensava nisso. Mais uma vez entrei no clima de incentivar, cantar e apoiar semPRe. Que festa linda fez a Fúria na entrada do time. Aquelas de guardar para semPRe no fundo da memória. A Gralha Azul, então? Agitando sem parar, vibrou, participou, atazanou, provocou. Excelente. E ainda brindou a torcida com o desfile juntos das Gralhetes, no intervalo.

Assisti cada tempo com um grupo diferente de amigos. Gente boa, da melhor qualidade. Cervejas, cantoria, comentários sobre o time e sobre o espetáculo. Sim, porque se dá para definir a festa da torcida no jogo de ontem em uma palavra, essa palavra é espetáculo.

Também por isso, meu orgulho de ser paranista não mingua. Só cresce. A cada festa planejada, estruturada, a cada ação, produto ou idéia do Grupo de Marketing, a cada texto que escrevo aqui para me dirigir aos meus irmãos paranistas, sou mais paranista. Sinto em minha alma, em meu coração, em minha vida, o pulsar do azul, vermelho e branco. Parabéns, nação paranista, e obrigado Paraná Clube, por me encher de orgulho e fazer minha vida ter sentido a cada manhã.

Ah, o jogo? Perdemos com um gol de Alan Bahia, mas que esteve mais para Alan Kardec: um chute pra lá de espírita a trocentos metros de distância que só entrou porque desviou na zaga. Infelizmente, temos a fama de perder para times pequenos. Fazer o quê?

SemPRe Paraná.

Sem

Ter, 25/03/08
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

PRe Paraná.

M***** acontecem

Dom, 23/03/08
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

Parece que os jogadores do Paraná não viram, ou não assimilaram, o trecho do Manifesto Paranista, que diz: “semPRe combatemos a arrogância, a soberba, e prezamos pela humildade e trabalho sério”. Afinal, foi consenso em todas as rádios que escutei que o Paraná Clube foi um time apático, sem a raça que caracteriza a era Bonamigo e também descontrolado emocionalmente, já que viu a coisa desandar com o gol contra de Daniel Marques no primeiro lance do jogo.

Perdemos também a primeira posição, por termos perdido o saldo construído nas vitórias frente o Iraty e frente o Time do Mal. E seguimos sem vencer o Engenheiro Beltrão, desde o ano passado. Pronto! Parece que foi tudo abaixo, como o conhecido castelinho de areia de outras paragens.

Foi nada. De novo perdemos na hora que podíamos. E se podíamos foi exatamente porque construímos a vantagem que temos. Enquanto o “líder” Engenheiro Beltrão ainda faz duas partidas fora de casa – contra o Time de Dono e na Vila Capanema – nós só saímos para encarar o Iraty, que hoje perdeu em casa do lanterna. Quer dizer: o Paraná tem nas mãos a faca, o queijo, o amolador, a tábua e o palitinho para espetar o aperitivo. Sou capaz de apostar que fazendo apenas os 6 pontos dentro de casa, somos o primeiro do Grupo A. M***** acontecem mesmo e prefiro que elas aconteçam enquanto podem.

Então, não há motivo para pânico, desesperos e outras reações esquisitas. Principalmente, não há motivo também para no sábado Airton Cordeiro perguntar, com todas as letras, se o Paraná era uma farsa, nem para no domingo a Banda B tocar até mesmo o hino do amarelo-rubro-negro enquanto Marcelo Ortiz se esgoelava a dizer que tinham voltado para a briga. Calma aí, né imprensa? Nem tanto o céu, nem tanto a terra.

Quinta-feira, 20h30, Gralha e Poodles vão novamente a campo, dessa vez na Vila mais querida do Brasil. Em campo estará também a verdade. Aguardemos, pois.

P.S.: Foi só ganharem de 1 a 0 com as calças na mão durante o domingo de Páscoa para o pessoal do Fim da Rua voltar a relembrar a fatídica Páscoa de 1995 e novamente passar a lamber as botas do General… Lamentável, porém, verdadeiro.

SemPRe Paraná.

Vitória de quem?

Qui, 20/03/08
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

Alegria da piazada paranista

1 a 0. Que na Copa do Brasil, convenhamos, é goleada. Mas se fosse pelas bolas que entraram, teria sido 2. E se mais uma das muitas chances que criamos tivessem sido transformadas em gol, teria sido 3. Ou 4.

Sim, porque mandamos no jogo e isso nem o mais ferrenho torcedor do Vitória da Bahia pode contestar. Do começo do jogo até o apito final, o Paraná foi soberano, absoluto. Senhor do jogo.

Claro que tudo isso não adianta nada. Com humildade e reconhecendo nossos limites, fizemos o placar mínimo, uma diferença que nos faz ter de entrar em campo lá em Salvador com a mesma determinação que entramos ontem. Mas o Vitória terá que suar muito para vazar o Paraná, algo cada vez mais raro de acontecer.

Da apreensão minha e de todo o Grupo de Marketing nos bastidores da estréia da Gralha até a última cerveja, já no estacionamento do estádio, muitas “coisas” por assim dizer, aconteceram. Fatos, acontecimentos e detalhes que levaram o Paraná à vitória, sem qualquer espécie de trocadilho.

E ainda me pergunto: de quem foi a vitória da noite de ontem?

Seria de Bonamigo, que mais uma vez amarrou o time e o técnico adversários com seus truques tirados da cartola e seus já tradicionais nós táticos?

Ou de Léo e Jumar, cada vez mais donos do meio-de-campo de todos os jogos que disputamos?

Ou ainda da superação de Joelson, que de longe é o jogador do elenco que mais evoluiu nos últimos tempos e ontem marcou duas vezes? Pena que uma delas foi erroneamente anulada.

Pode ser que tenha sido da Gralha Azul, altiva, imponente, predadora, que ontem voou dentro da Vila pela primeira vez. Terror dos adversários e alegria dos Tricolores.

Ou da torcida? Ensandecida, vibrante, apaixonada. Show na arquibancada, cantando muito mais do que os 90 minutos.

Acho que descobri. O Paraná Clube é isso: uma família. Humilde, realista, respeitadora. Um depende do outro. Por isso, você que está lendo isso exatamente agora, pode comemorar. A vitória também foi sua. A vitória foi nossa.

E não pararemos por aqui.

SemPRe Paraná.

A quem tenta atirar na Gralha Azul…

Qua, 19/03/08
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

A Lenda da Gralha Azul
(Luiz da Câmara Cascudo, folclorista potiguar)

Chegou à fazenda dos Pinheirinhos, Fidêncio Silva, um grande homem de negócios, com casa matriz em Curitiba e filial em Ponta Grossa. Veio em busca de repouso, necessitava urgentemente afastar-se dos alvoroços dos negócios. Fidêncio era parente afastado da esposa de José Fernandes.

Não tardou, para aquele homem desgastado por inúmeros compromissos, sorvesse o ar puro e varrido da campanha guarapuavana.

José Fernandes tinha o recebido com muita pompa, como merecia o ilustre visitante. Pôs os Pinheirinhos à disposição do seu hóspede pelo tempo que desejasse. Não precisou falar duas vezes, lá encontrava-se Fidêncio, com alma livre como passarinho, à sombra do pomar, folheando um livro, ou não fazendo nada mesmo. Passeios não lhe faltavam, por vezes ia ao rodeio, caminhava volteando o rincão… Um dia passarinhava pelos capões, noutro corria a vizinhança para trocar um dedo de prosa com os caboclos e até pescaria, se quisesse, poderia fazer no picuiry, três léguas sertão adentro. E, assim, transcorreram trinta dias agradabilíssimos, que Fidêncio Silva tinha programado para passar nos Pinheirinhos.

E assim foi. Num domingo depois do almoço, saiu a caça com o fazendeiro. Municiados e com espingardas suspensas pelas bandoleiras ao ombro, embrenharam-se os dois pelo extenso e tapado capão, “querência certa de muita, cutia e quati”, como afirmava José Fernandes.

Mas os caçadores não viam um animalzinho sequer que merecesse chumbo grosso, até que em um momento, Fidêncio parou, engatilhou, firmou pontaria, visando a fronde de retorcida guabirobeira. O fazendeiro ergueu os olhos para olhar a caça e um súbito tremor lhe sacudiu o corpo e, de um pincho, estava ao lado de Fidêncio. Mas já era tarde, pois o rebôo do tiro já perdia-se pela mata, a evocar profunda tristeza na quietude frouxa de um mormaço estonteante.

Mas…Felizmente, o atirador havia errado o alvo e o fazendeiro então,
desafoga um suspiro de satisfação, dizendo:

-”Meus parabéns!”

-”Parabéns?”, pergunta boquiaberto Fidêncio Silva.

- “Aguarde-me, que lhe contarei tudo. Sente-se aí nesse tronco e escute-me.”

Foi quando então, José Fernandes, depois de tirar um lenço para enxugar o suor que corria pelo rosto, também sentou preguiçosamente sobre a trançada grama e foi falando:

-”Era inverno, há quinze anos atrás. Havia muita seca e o gado caía de magro. Certa tarde montei a cavalo e saí a costear banhados e percorrer sangas, na esperança de salvar alguma criação que porventura se atolasse ao saciar a sede. Carregava comigo uma espingarda, pois naquele tempo não poupava graxaim. Quando retornava, avistei um bando de gralhas azuis descer à beira de um capão, entre numeroso grupo de pinheirinhos. Aproximei-me vagarosamente e notei que elas revolviam o solo com o bico. Fiz pontaria e aí, a espoleta estraçalhou-se e vários estilhaços vieram dar em meu rosto. Tonteei e caí sobre a macega. Quanto tempo fiquei desacordado não sei dizer. Porém, antes de recuperar os sentidos, quando o Sol já procurava encobrir-se por detrás do horizonte, algo mágico aconteceu. Revi-me de arma em punho, pronto para fazer fogo. Foi neste momento que a gralha azul, com suas asas brilhantes abertas, o peito a sangrar, veio se chegando a mim. Os pés franzinos evitavam os sapés esparsos pelo chão e o andar esbelto tinha qualquer coisa de divino. Permaneci estático e estarreci ao ouvir os sonoros e
compreensíveis sons que aquele delicado bico soltava naturalmente.

Dizia ela:

- És um assassino! Tuas leis não te proíbem de matar um homem? E quem faz mais do que um homem não vale pelo menos tanto quanto ele? Pois sou eu a humilde avezinha, entoando a minha tagarelice que faço elevar-se toda esse floresta de pinheiros; bordo a beira das matas com o verdor dessas viçosas árvores de ereção perfeita; multiplico o madeiro providencial que te serve de teto, que te dá o verde das invernadas, que te engorda o porco, que te aquece o corpo, que te locomove dando o nó de pinho para substituir o carvão-de-pedra nas vias férreas. E ignoras como opero! Venha até o local onde interrompeste meu trabalho. Ali está a cova que eu fazia, para depositar nela o pinhão sem cabeça com a extremidade mais fina para cima.Tiro-lhe a cabeça porque ela apodrece ao contato da terra e arrasta à podridão o fruto todo e planto-o de bico para cima a fim de favorecer o broto. Vá e não sejas mais assassino. Esforça-te, antes, por compartilhar comigo nesta suave labuta.”

Levantei-me então a muito custo e fui até o local escavado pelas aves, uma das quais jazia com o peito manchado de sangue, ao lado de um pinhão sem cabeça. Pude compreender que certeza da visão. Mais adiante, com as mãos remexi na terra revolvida e descobri um pinhão com a ponta para cima e sem cabeça.

José Fernandes, após uma pausa, concluiu:
- “Aí, está, caro Fidêncio, como vim a ser um plantador de pinheiros. Quero valer mais que um homem: quero valer uma gralha azul”.

IMPORTANTE!
Galera, hoje é noite de levar filmadoras e câmeras para a Vila Capanema. A reaparição da Gralha será de arrepiar. Prometo! Todos no estádio do povo a partir das 21h para acompanhar.

SemPRe Paraná.

Nada mais do que a obrigação

Seg, 17/03/08
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

É como um castelo de areia, feito na beira do mar. Extasiado com a novidade, o piazinho falou para o pai, que o ajudou a erguer o “monumento”: “Pai, esse castelo é indestrutível! Nada no mundo vai derrubar essa fortaleza que fizemos, né?”. O pai, claro, apenas para ver a alegria do filho (ou talvez por acreditar realmente na indestrutibilidade daquele amontoado de areia), responde: “Claro, filhão! Nada no mundo pode com o nosso castelo”.

Orgulhoso do filho e do próprio trabalho, que considerou o melhor do mundo, o pai saiu pela praia, dizendo a conhecidos e desconhecidos: “Olhem o que nós erigimos juntos! Somos os melhores! Ninguém derruba nosso castelo. Desde 1949 não erguiam um castelo assim!”. E o piazinho, orgulhoso do progenitor, suspira consigo próprio: “Estou em boas mãos. Meu papai confirma que nossa construção é intransponível”.

E o castelo sobreviveu ao primeiro ventinho. Até mesmo às primeiras ondinhas. Até que surgiu outro menino andando pela orla. Vestia apenas uma camisa do Corinthians. Quer dizer, parecia do Corinthians, mas não era do time paulista. Impressionado com o castelo, aproximou-se. E súbito, reparou que a construção não era tão sólida quanto aparentava de longe. Pensou consigo: “Eu posso pôr abaixo essa porcaria”. E como se batesse um pênalti, chutou o castelo. Pai e filho correram, sem sucesso. As lágrimas rolaram pelo rosto do filho, que viu mais um castelo de tantos quanto o pai prometeu serem indestrutíveis, ruído sob seus pés. Enquanto o moleque que derrubou o castelo se afastava, rindo com seu sotaque alagoano, o pai pensou rápido: “Filhote, nosso castelo não está inteiro destruído. Vamos reerguê-lo?”

Mais do que prontamente, o guri já estava de pé, ajudando novamente o pai a reconstruir o castelinho. Mais horas de diversão até um Engenheiro, conhecido do pai e que tem o sobrenome Beltrão, passar de bicicleta sobre a “indestrutível maravilha”. Novo choro do menino, que correu para o pai, incrédulo. “Você disse de novo que era indestrutível, e de novo não era”. Surpresas, todas as pessoas em torno dos dois na praia exigiam, com seus olhares, explicações do pai. Atônito, virou-se para todos e, numa espécie de entrevista coletiva, garantiu a todos que não precisava de reforços para construir um castelo indestrutível para o filho e que tudo acabaria bem.

A nova ação foi rápida. Em poucos minutos, novo castelo estava de pé. Mas era visível que o castelo já não tinha mais o mesmo brilho da primeira vez. A criança olhava com desconfiança para o pai, que apenas sorria. Um sorriso amarelo, com pouca segurança. Mesmo assim, o moleque lembrou das palavras do pai para as pessoas da praia. E ponderou: “Acho que agora não tem problema. Não acontecerá pela terceira vez”.

Foi quando um piazinho simples, que assistia tudo à margem da situação, deixou seu posto de observador dos fatos e pôs-se a caminhar, pés descalços na areia, em direção ao castelo. Preocupado, o menino construtor procurou pelo pai, que sumira. Decidido, o garoto humilde já postava-se em frente ao castelo. Poderia ter se surpreendido com as palavras anteriores do pai. Poderia ter se surpreendido com o olhar arrogante que o outro lançou-lhe assim que ele se aproximou. Nada disso foi o que ele fez.

Com um peteleco, um simples toquinho, o menino humilde pôs tudo abaixo. Inapelavelmente. E riu. Como riu. Em seguida, caminhando confiantemente sobre a areia esparramada no chão, fitou o outro no fundo dos olhos e disse: “O sonho acabou! Pare de acreditar em seu pai. Pare de achar que grandes, belos e monumentais castelos na areia são para semPRe…”

Pensativo, o dono do (ex-)castelo visualizou seu pai. Visivelmente transtornado, limitou-se a gritar: “Ei, pai, vai tomar no c*!” Diversas vezes. Porém, como um poodle adestrado que reage apenas a estímulos, sem questionar absolutamente nada, começou novamente a juntar areia com a pazinha.

O garoto humilde seguiu andando. Foi abordado por um turista com cara de batateiro, que queria saber primeiro por que o menino fizera aquilo. A resposta foi direta: “Senti-me na obrigação de mostrar a ele que o que ele vive é um sonho, algo que não existe de verdade”. Surpreso, o turista lançou sua segunda pergunta: “O que eu devo fazer para também derrubar o castelo dele?”

Ao que o piazinho simples afirmou: “É só ir lá e fazer. O castelo é de areia, lembra?” E riu. Como riu.

P.S.: Créu!

SemPRe Paraná.

Esquenta para o jogo: Genérico Treme-Treme x Paraná

Sáb, 15/03/08
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

SemPRe Paraná.

Líder

Qui, 13/03/08
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

Eu avisei que a primeira fase não valia nada…

Rá, rá, rá mas eu to rindo à toa… E daí que o jogo foi ruim? E daí que foi só de 1 a 0? E daí que encaramos chuva praticamente o jogo inteiro para empurrar o Tricolor? E daí?

Foi uma vitória da modéstia e do povo que jamais cansa de batalhar, e semPRe busca os seus ideais. Foi uma vitória DA e PARA a torcida. Que foi direto do trabalho. Que encarou chuva. Que pagou mais. E que mesmo assim, saiu do estádio sorrindo e cantando, pensando “e daí?”

Por falar nisso, onde passavam meus olhos na noite de ontem, via sorrisos verdadeiros. Sorrisos triunfantes. Sorrisos de quem sabe, e semPRe soube, que realmente ainda falta muito para o ideal, mas que exatamente por isso jamais subimos no pedestal da arrogância para cantar nossos “recordes e feitos”. Gente que olha para o alarde mídiatico feito em cima de pequenas bobeiras e só consegue pensar “e daí?”

Hoje, aquela classificação que eu coloquei ontem aqui mesmo nesse espaço aponta números diferentes. Ninguém lembra mais da primeira fase. O Paraná Clube é o líder do campeonato. Que, aliás, já não tem mais nenhum invicto.

E daí? Seguimos nossa trilha de humildade. Não vestimos a máscara da presunção para fazer pouco caso de ninguém por isso. Pelo contrário. No maior estilo clichê, “sabemos que ainda não ganhamos nada”. Mas seguimos caminhando. SemPRe.

Fico pensando aqui comigo o que será que passa nesse exato momento na cabeça do time do fim da rua… Esse início de campeonato com certeza não ficará barato. Será que já tramam algo para os vestiários, como semPRe? Será que estão preocupados em deixar o povo honesto, que mais uma vez irá invadir suas dependências, sem banheiros, como semPRe? A cerveja com certeza estará quente, também como semPRe. E os postes vermelhos, como semPRe, atrapalharão nossa visão. Os seguranças e PMs, mal preparados como semPRe, sairão certamente descendo porrada em homens, mulheres, velhos e crianças. Como semPRe. E daí?

Continuemos, pois, o caminho das pedras paranista, que está muito longe de ser o mais colorido, o mais florido e o mais agradável, mas que hoje não mostra ninguém à nossa frente.

SemPRe Paraná.

Esquenta para o jogo: Paraná x Iraty

Qua, 12/03/08
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

Observe essa classificação:
GRUPO A
Paraná……………………0
Iraty………………………0
Engenheiro Beltrão….0
Time do Mal…………..0

Todo mundo igual, né? Quer dizer, de que valem recordes, jogos invictos, discussões sobre ser brisa ou fura-vaca, goleadas sobre cachorros mortos, entre outras coisas? O campeonato começa de verdade hoje. Insisto tanto nesse ponto exatamente pelo nosso histórico recente no próprio Campeonato Paranaense. Em 2006 e 2007 não passamos de campanhas medianas na primeira fase, para depois disputarmos o título nos dois anos.

Esse tem que ser o pensamento. E pelo que afirmou Daniel Marques – “Agora cada jogo é uma decisão. O espírito de cada jogador muda. A equipe vem para buscar a vitória com certeza”. – o time está ciente disso.

Engana-se, porém, quem pensa que o Iraty será fácil. Os caras devem vir para engrossar o caldo e tentar aprontar alguma coisa aqui. Só que do outro lado tem o Paranazão praticamente completo. Até Cristian está de volta e ficará no banco na noite de hoje.

Promessa de um bom jogo mesmo com a chuva e o friozinho. 19h30, todo mundo direto do trabalho pra Vila do povo.

SemPRe Paraná.


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