para o ano de 2008, eu desejo algumas coisas especiais. Como sei que sou um bom torcedor, que acompanha, grita, canta, apóia, sofre, vibra, viaja, comemora, lê, escreve e até briga com outras pessoas pelo meu Paraná, meu Tricolor, enquanto uns enchiam a pança da nossa grana, tomei a liberdade de escrever uma carta aberta a você, velho batuta. Prometo que não tomarei muito do seu tempo. O que quero pedir é o seguinte:
>Que em 2008 haja acima de tudo comprometimento. Não comprometimento da torcida com o Paraná. Isso nunca faltou. Mas comprometimento daqueles que vão dirigir meu time a partir de 2008 e comprometimento daqueles que vestirão o Sagrado Manto Paranista.
>Mas acabo de me lembrar que tem uma parte da torcida que está em dívida com o time, sim. Que tal em 2008 fazer os sofazeiros e “compradores do Pay-per-view” irem mais ao estádio?
>Que em 2008 nunca faltem força, união, raça, ideal e amor para nenhum dos nossos. Que todos lutem, sem nunca desisitirem, até as forças acabarem e além.
>Aliás, quero pedir também para que em 2008 o Paraná Clube aproveite chances como a Copa do Brasil para brilhar dentro do país e depois fora dele. Se me permite pedir, quero o Paraná como o time mais chato da competição. Sempre jogando racionalmente, com o regulamento debaixo do braço e eliminando um a um os “poderosos” adversários, como o Trem, do Amapá.
>Que em 2008 o Paraná Clube seja menos prejudicado pela arbitragem. Sei que jogaremos contra um dos campeões da mídia, o Corinthians, na Série B. Mas por favor, bom velhinho: faça justiça e deixe sempre o melhor vencer.
>Só para concluir, peço que 2008 seja o ano do Paranismo. Que Fúria, Curva Norte, Reta do Relógio, Camarotes, Sociais, Orkut, Paran@utas, paranistas.com.br, Central Tricolor, Paraná Orkut Clube, Paranálcool, Blog do Torcedor, crianças, homens, mulheres, velhos, negros, brancos, estrangeiros, evangélicos, católicos, engenheiros, lixeiros, médicos, advogados, balconistas, publicitários e todos os paranistas da face da terra sejamos um só. Um organismo pulsante com um destino fixo: vitória, vitória.
Pronto. Com tudo isso acontecendo, não preciso nem pedir a volta à Série A. Ela será mera conseqüência.
Conto com a sua ajuda para o ano que vem. Obrigado.
Quem já fez, sabe. Fazer 18 anos é um marco fantástico na vida do cabra. Coisas impossíveis viram, literalmente da noite para o dia, possíveis. Já não é mais preciso procurar as bancas que aceitam vender Playboy ou Private para você. Nem falsificar a carteira de identidade para comprar goró ou entrar na zona. E nem muito menos ficar do lado de fora do motel, olhando os felizardos entrarem com suas gostosas e passando vontade feito cachorro em frente aos assadores de frango de padaria.
Mas quando somos mais novos sempre tem aqueles mais avançados, que fazem tudo aquilo que queremos e não podemos, né? Aquele cara que com 12 anos de idade comprava todas as revistas de mulher pelada do mês. Outro que com 14 anos já tinha visitado uma casa de tolerância. E outro ainda que aprontava direto, era pego, mas levava pais, educadores e até policiais na conversa. Garotada que, invariavelmente, arranca comentários do tipo: Se já é assim nessa idade, imagine mais velho…
No melhor estilo piá peralta, esse sempre foi o Paraná Clube, que hoje chega, enfim, à maioridade. Mas não deve absolutamente nada para os mais velhos. Claro. Já fizemos quase tudo antes dos 18… Fomos campeões paranaenses 7 vezes em 18 anos de disputas. De todos os jeitos. Por pontos corridos, com regulamentos esdrúxulos, jogando com a vantagem ou não. Pentacampeões de 93 a 97, calando o estado todo ano.
Com menos de 18 anos saímos até do país. Afinal, já excursionamos pela Costa Rica, jogamos 2 Sul-americanas, 1 Conmebol e inclusive uma Libertadores da América, que outros times por aí demoraram anos e anos para conseguir. E já na primeira participação, estávamos na segunda fase da competição, o que o time do Alto do Nada ainda não fez.
Ganhamos duas vezes o Campeonato Brasileiro das séries Intermediárias. Em 1992 calamos mais de 70 mil rubro-negros na Fonte Nova. Em 2000, depois de sermos vergonhosamente prejudicados por um regulamento esdrúxulo que só derrubou nós, ganhamos da sensação São Caetano. Campeões, mais uma vez, na casa do adversário. Foram 15 anos ininterruptos de 1ª divisão. E tipo piá malandro. Roubando ponto dos grandes, em Curitiba ou fora daqui. Rei do Maraca, bastava jogar lá para saber que os 3 pontos eram nossos. Fora os anos em que a gauchada era freguês de caderno do Tricolor.
Mandamos também no estado com nossa piazada. Surrávamos e continuamos surrando nossos rivais e inimigos. Também… Todo ano surgia um(ns) craque(s) diferente(s). Revelamos para o Brasil e para o mundo gente boa da melhor qualidade, como Ricardinho, Lúcio Flávio, Tcheco, Perdigão, Paulo Miranda, Thiago Neves, Márcio Nobre, Eltinho, entre tantos outros que eu certamente estou injustiçando com meu esquecimento. Não à toa, somos os atuais terceiro lugar brasileiro e campeões paranaenses sub-20. E quando não trazíamos os piás de nossas tantas e tantas sedes, tínhamos gente competente que conhecia os atalhos para fazermos aterrisar na Vila Saulo, Régis, Josiel, Leonardo, Borges, Marquinhos, Fernandinho, Caio, Mirandinha, Dodô, também entre tantos outros, e mostrá-los ao Brasil.
Ufa! Pode parecer que não sobrou nada para fazer. Mas, como eu já disse antes, quem já fez 18 sabe como é. É aí que a vida praticamente começa. E tenho certeza que a trajetória brilhante, de sucessos, de vitórias e de glórias do Paraná Clube também está apenas começando. É hora dos outros começarem a viver seus medos de outrora, seus medos da época do Se já é assim nessa idade, imagine mais velho…
Aos poucos eles vinham chegando. A pé, de carro, de ônibus… Não sei dizer exatamente que horas comecei a cantar como se fosse dia de jogo. Rodeado de amigos verdadeiros, familiares, paranistas de todas as idades e regiões da cidade. Era um clima agradável, indescritível. A vontade era de parar cada um dos milhares de transeuntes da Rua XV, fitá-lo nos olhos e berrar: EU TENHO ORGULHO DE SER PARANISTA!
E de repente, onde estavam 20 já eram 50, depois 80, depois 100, e crescendo. Era a Avalanche ali, materializada na minha frente. Pais orgulhosos cantavam com seus filhos. Mães seguravam seus bebês, já devidamente trajados com roupinhas Tricolores. Veio o hino, que se arrepia de lembrar, na hora quase me levou às lágrimas.
Com alguns minutos de atraso, lá se foi a torrente de gente, colorindo as ruas do centro de Curitiba com o vermelho, o azul e o branco. Mudando a rotina da manhã de sábado. Fazendo ecoar por quarteirões e quarteirões os brados do povo humilde, do povo honesto. Do povo trabalhador que não desiste nunca de cantar. E crianças sorriam. E pais mostravam a Avalanche para seus filhos. E teve até gente que largou o que estava fazendo para se juntar a nós.
Xoxas não acreditavam. Desviavam da massa paranista pensando Mas quem subiu fomos nós, eles caíram… Nós é quem devíamos mostrar o nosso amor. Mas não mostraram. Nem nunca mostrarão. Amor vermelho azul e branco é amor de verdade, arrebatador. E poodles também achavam que seus olhos mentiam para si mesmos. Parados, incrédulos, talvez pensassem que nenhuma estratégia de marketing e nenhum dinheiro desviado são capazes de comprar o que só o amor verdadeiro proporciona.
Na Vila mais querida do Brasil, cantando o hino a plenos pulmões, com lágrimas rolando pelo rosto, olhava nossa bandeira e só conseguia a agradecer a meu avô Machado por ter me feito primeiro Boca-negra, depois Tricolor. Com o fim do hino, bandeira no topo do mastro, orei rapidamente a Deus. Disse apenas uma frase: Obrigado por me permitir estar aqui, Senhor.
E entre grandes amigos fomos até a sede da Mais Temida, comer aquele pão com lingüiça e tomar aquelas geladas. Entre várias risadas e planos, pude concluir, com muito orgulho:MEUS MELHORES AMIGOS SÃO PARANISTAS!
Segundo a Wikipédia, avalanche é um fenômeno que se verifica quando uma massa acumulada de neve repentinamente se movimenta de forma rápida e violenta e se precipita em direção ao vale. Durante a descida, a massa carrega cada vez mais neve e pode arrastar árvores, rochas e construções humanas, atingindo até 160 quilômetros horários. Este destacamento de massas de neve pode ser provocado por diversas causas, como a passagem de esquiadores, a ação de fortes ventos, propagação do som, etc.
Amanhã teremos uma Avalanche em Curitiba. Aliás, não só em Curitiba. No mundo todo. Explico. É que agora virou oficial. Todo sábado que anteceder o aniversário do Paraná Clube é o dia da Avalanche Tricolor. Não importa em que ponto do planeta ou do universo você estiver, é dia de vestir a sua camisa, pendurar a sua faixa e desfraldar sua bandeira vermelha azul e branca.
Para quem mora/está em Curitiba, a Avalanche tem um roteiro ainda mais legal. Começa já às 9h, nos pontos de encontro para os Tricolores de todas as partes da cidade:
Para os paranistas que moram na Zona Norte, o encontro é no Centro Cívico, em frente ao Palácio Iguaçu
Para a galera que mora na Zona Leste, a concentração é na sede do Paraná Clube do Tarumã
Aqueles que moram na Zona Oeste se encontrarão na Praça do Batel.
E por fim, para a massa Tricolor que mora na Região Sul, o encontro é na Vila Olímpica do Boqueirão.
Desses pontos todos partirão em carreata, com bandeiras tremulando e buzinaço ensurdecedor, rumo à Boca Maldita, onde já estarão outros Tricolores. A concentração no tradicional coração de Curitiba está marcada para as 11h, de onde a Avalanche partirá rumo à Vila Capanema. Como diria a Wikipédia, carregando cada vez mais paranistas e arrastando o orgulho paranista pelas ruas da cidade.
Na Vila mais querida do Brasil a torcida entregará o presente de aniversário para o Paraná Clube: uma bandeira oficial, de 5×4m que irá substituir a antiga no mastro de entrada do nosso estádio, para de lá nunca mais sair. Para encher o peito de cada paranista que, como eu, pôs um pouquinho do seu suor ali naquele ícone que perdurará gerações. Depois do hasteamento oficial, ao som do hino que mexe com o coração de todos nós, a festa continua a poucos metros do Durival Britto, na sede da Fúria Independente.
De Umuarama, Maringá, São Paulo, Florianópolis, Buenos Aires, Miami e New Jersey já chegaram confirmações de adesão à Avalanche Tricolor. E você vai ficar de fora? Nem pensar. VISTA O SEU MANTO SAGRADO, PEGUE A SUA FAIXA, TRAGA A SUA BANDEIRA E VENHA MOSTRAR PARA TODOS O ORGULHO QUE VOCÊ TEM DE SER PARANISTA. PARTICIPE.
========== Paraná Clube nas semi-finais do Campeonato Brasileiro Sub-20, com o melhor ataque da competição. Nada mal para o time que vai nos representar nas primeiras rodadas do Paranaense do ano que vem e vai fornecer peças para o time titular nos outros campeonatos que jogaremos, hein? Agora enfrentamos no domingo o vencedor do confronto entre o Internacional 100% e os Poodles filhotes. Particularmente, prefiro enfrentar o Time do Mal, nosso inimigo, do que ter que ganhar do co-irmão Colorado. Mas que venha quem tiver de vir…
Da esquerda para a direita: Jean Carlos, Roberto, Michel e Danilo, jogadores do Paranaense
Conversei com um amigo diretor de arte e outros dois designers que me garantiram: não é montagem.
Sodomia, pederastia, sadomasoquismo Deve ser normal no dia-a-dia dos poodles, né?
Se esses são os representantes do Time do Mal, os que entram em campo, aparecem na mídia e tal, o que esperar dos torcedores? Aos poucos entendo um movimento que nasceu por aí, querendo transformar o mascote deles em um travesti da Getúlio Vargas, cercania do meio-estádio.
A lição que ficou é tão ridícula quanto dolorosa: erramos demais. Comparado ao primeiro turno, já besta ao extremo, o Paraná, ao contrário do que eu já escrevera em 16/08, repetiu erros idênticos aos do primeiro turno e acrescentou outros erros à nossa pífia campanha. Vamos relembrar como foram nossos jogos da segunda metade do campeonato e fazer um balanço numérico da nossa campanha inteira. (Obrigado ao pessoal do Paranistas pelas fotos)
A CAMPANHA DO 2º TURNO AGOSTO Grêmio 2 x 0 Paraná Ainda patinando nas péssimas escalações de Kleina, o Paraná sente a pressão de jogar no Olímpico e perde o jogo. A torcida não cansava de implorar: Fora, Kleina! Funcionou.
Paraná 3 x 1 Juventude E veio Lori. A massa Tricolor, esperançosa, deu apoio total e irrestrito ao novo treinador. A estréia não poderia ser melhor: uma vitória em casa, depois de muito tempo. Josiel, há tempos sem balançar as redes, foi o responsável pelo gol que fechou o placar. Beto abriu o placar logo a 4 minutos de jogo.
Paraná 2 x 2 Cruzeiro No meio da semana, o Cruzeiro, na época vice-líder, veio com panca de quem destruiria o Paraná na corrida contra o São Paulo. Chegaram a sair na frente. Mas não fosse a falha conjunta de Flávio e Daniel Marques, os dois gols de Josiel teriam feito os mineiros voltarem a BH com uma derrota.
SETEMBRO São Paulo 6 x 0 Paraná O placar fala pelo jogo. Quem assistiu viu o massacre que foi a pior derrota do Paraná Clube na história dos Campeonatos Brasileiros. Parecia um jogo de infantil contra profissionais.
Paraná 2 x 4 Náutico Eis que parece que foi aqui que o pudim começou a desandar. Contra um Náutico há trocentas rodadas na Zona de Rebaixamento, o Paraná pecou diversas vezes de forma infantil, entregando três valiosos pontos para um concorrente direto.
Paraná 1 x 0 Corinthians O jogo que terminou com Gabriel como estrela maior e vibrando sozinho no gramado, fez a torcida voltar a acreditar que era possível escapar do Calvário. Josiel, de pênalti, marcou o nosso gol.
Sport 3 x 1 Paraná Falhas de defesa e uma atuação brilhante de Gabriel (outra entre tantas) marcaram essa bisonha derrota. Jeff, segundos depois de entrar em campo marcou o gol paranista.
Poodles 2 x 1 Paraná Depois de ficar sem água, luz e ouvir incessantemente o hino do Time do Mal nos vestiários, o Tricolor perdeu o jogo por culpa da dupla Neguette-Simon. O primeiro marcou um gol contra e deu um passe para o segundo gol do Paranaense. O segundo errou clamorosamente quando não deu um pênalti claríssimo sofrido por Everton. Mas a galera compareceu em massa para apoiar. Essa foi só a chegada:
Botafogo 3 x 2 Paraná De novo, quando mais precisávamos, vacilamos. Depois que Jumar saiu, no intervalo, o Paraná apagou-se. Depois de estar perdendo de 2 a 0 chegamos a esboçar uma reação com o gol de Josiel. Mas o gol de Lúcio Flávio um minuto depois abafou qualquer chance de vitória.
Paraná 2 x 3 Santos Faltando dois jogos, o Paraná não dependia mais só dele. A primeira parte era ganhar do forte Santos, que precisava da vitória para carimbar o passaporte para a Libertadores. E depois de marcar 2 a 0 aos 26 minutos do segundo tempo, perdemos de 3 a 2. Como? Não adianta me perguntar, afinal eu também ainda não sei.
DEZEMBRO Vasco 3 x 0 Paraná Por uma daquelas ironias do destino, o Paraná chegou à última rodada ainda com chances, depois das derrotas de Goiás e Corinthians no meio da semana. A situação era delicada: além de vencer o jogo contra o Vasco no Rio de Janeiro, precisávamos torcer para que Goiás e Corinthians não ganhassem seus jogos. Deu tudo errado: O Goiás venceu e o Paraná sequer fez a parte dele. É claro que a expulsão irracional de Everton logo a 6 minutos de jogo colaborou para nos sepultar de vez.
Joguei só alguns jogos, mas é bastante vergonhoso estar nessa situação. Creio que os culpados sejam todos aqui, ninguém tem mais ou menos culpa, todos os jogadores estão incluídos nisso. Gabriel
A gente lamenta pelos nossos familiares e pela torcida, porque jogar a Segunda Divisão é muito ruim, mas temos que trabalhar agora. Acho que o time não foi rebaixado hoje, mas sim nos jogos anteriores, nos quais perdemos pontos importantes. Chegamos nesse momento difícil e não conseguimos sair. Goiano
OS NÚMEROS Posição final: 19º, com 41 pontos 38 jogos 11 vitórias 8 empates 19 derrotas
Aproveitamento: 35,96%
42 gols pró 64 gols contra -22 saldo de gols
De saldo positivo, mesmo, apenas duas coisas:
>Os 20 gols que fizeram de Josiel o artilheiro do Brasileirão.
>Nossa musa invicta Nicole Bahls.
E você? Algo a dizer? Não se omita. Escreva, critique, sugira. Vamos debater desde já os erros, para 2008 ser novamente um ano Tricolor. Os comentários são de vocês, torcida Tricolor.
Quem chegava do exterior ao Brasil desavisado na noite de ontem, com certeza acreditou que apenas um clube foi rebaixado no Brasileirão 2007. Parece que a dor dos corinthianos dói mais do que a nossa e que apenas eles tiveram um fim de campeonato a se lamentar.
Bem, que sabe a dor deles seja maior do que a nossa, mesmo. Afinal, enquanto nós sabemos exatamente porque caímos e estamos prontos para corrigir esses erros, eles procuram razões e motivos até agora. E continuarão, por dias, meses a fio se perguntado: como fomos cair? É. Acho que fazer o vexame que eles fizeram tendo a maior verba do Campeonato deve doer bastante, mesmo. Enfim, não estou aqui para falar dos outros…
Ontem, apesar de ter novamente derramado algumas lágrimas, dormi plácido, tranqüilo. E acordei hoje ainda mais consciente de que paranista que é paranista sabe que não é vergonha alguma sucumbir diante do poderio político-econômico do futebol brasileiro. Das armações de bastidores às roubalheiras em campo.
Paranista que é paranista tem orgulho de não compactuar com fraudes, desvios de verbas públicas, contratos escusos, vendas de jogadores irregulares e destinadas a enriquecimento pessoal. Quando tivemos os primeiros indícios de qualquer um desses problemas, atuamos de forma irrepreensível, na raiz do problema.
Paranista que é paranista nunca teve e nunca terá vergonha de andar na rua trajando nosso manto sagrado, pendurar sua faixa na fachada de sua humilde casa ou desfraldar e tremular nossas bandeiras em nossos carros ou para onde quer que estejamos indo.
Paranista que é paranista nunca esconderá sua paixão, abaixando a cabeça para qualquer um que venha discutir futebol com a gente. Afinal, temos argumentos de sobra para provar a eles nosso imenso valor.
Paranista que é paranista sabe que somos frutos de luta e união de oito grandes, que deram origem a um gigante com o poder da realização. Oito grandes cobertos de glória que souberam reconhecer sua dificuldade e viram no irmão ao lado a chance de estender a mão a ele, convidando-o a construir a maior razão do esporte: um guerreiro valente, com garra e amor, também chamado de verdadeira alegria do povo. Não dos ricos, nem dos ladrões. Do povo.
Paranista que é paranista não abandona o time em situação alguma. Seja nas Séries A, B, C, em qualquer pelada, amistoso ou campeonato que disputamos. Domingos, quartas, terças ou sextas, fazemos do Paranismo a nossa religião, da Vila nosso templo e de nossos símbolos nossos pendões maiores de justiça, irmandade e amor.
Paranista que é paranista se espelha nos exemplos de Japão e Alemanha, totalmente destruídos após a II Guerra Mundial e hoje respectivamente a segunda e terceira maiores economias do planeta. Por isso sabe que o mundo não acabou e que já em 9 de janeiro estreamos no Paranaense e estaremos aí, enchendo novamente o saco das elites, personificadas aqui na figura dos melancias. Sem contar a Copa do Brasil, que também seremos parada indigesta. Pode escrever.
Paranista que é paranista, sabe que em 2009 estamos de volta. Afinal, por mais que tentem, jamais conseguirão nos matar. Não é o fato de estarmos na Segundona que vai me impedir de gritar, cada vez mais forte:
Muita coisa passou pela minha cabeça desde domingo passado. Muita coisa passa na minha cabeça também nesse exato momento. Muito tem-se a pensar, a refletir, mas pouco tem a se dizer.
Quero talvez apenas pedir muita força para a galera Tricolor. Faça a sua parte. Vamos todos nos reunir. Seja no próprio São Januário, em casa, no Caldinho de Piranha, na sede da Mais Temida ou seja lá o lugar que você esteja: pense positivo. Torça, vibre, reze… Mas nunca abandone a idéia fixa que você sempre teve: o Paraná é gigante. É guerreiro valente. É acima de tudo, fruto de luta e união.
Se algum de vocês, jogadores, tiver acesso a esse texto de alguma forma, apenas peço, em nome na Nação Paranista: entrem em campo com amor, força, hombridade, raça, determinação. Acima de tudo, com respeito. À nossa história. À nossa camisa. Às nossas cores. À nossa gente. Façam aquilo que esperamos em tantos jogos do campeonato todo e tanto faltou em vários jogos. Vistam a camisa e suem até a última gota de sangue. Quem pede não sou eu. É a Nação Tricolor, de todas as partes do mundo.
Boa sorte, guerreiros! E nunca, jamais, em tempo algum, no hotel ou no vestiário, no ônibus ou no campo, se esqueçam: nosso coração está em vocês. Nossos ouvidos em Porto Alegre e em Goiânia.
Rodrigo Wieler tem 26 anos de idade. Quando o Paraná
Clube nasceu, tinha 7. Cresceu junto com o time e
desenvolveu algo até hoje inexplicável para a medicina
mundial: seu sangue tem três tonalidades. Além do
vermelho tradicional, também o azul e o branco.
Redator publicitário há 4 anos, já trabalhou na Bronx
Comunicação e atualmente trabalha na DMSBOX. Cria
títulos, roteiros e slogans para viver. E vive para o
Tricolor.