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Opinião da torcida – comentário

Sex, 31/08/07
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

E aí, beleza? Então tá. Dia de dizer o que penso do afastamento, empréstimo e vendas dos nosso atletas. E para começar, proponho uma reflexão: em nossos menos de 18 anos de existência, que outro atleta teve mais chances do que Joélson no Paraná? Ninguém. Foi reserva e titular, no time A e no time B. Brasileiro, Libertadores e Paranaense. Nunca fez nada de efetivo. Então tinha mais é que ir embora, mesmo. Foi a saída que mais me agradou.

Gérson nunca mostrou muito a que veio. Rua com ele, então. Márcio Careca conseguiu a proeza de ser pior do que Egídio. Saída mais do que justificada. Parral foi outro que teve inúmeras chances, desde 2005. Pouco fez. Serginho, quando não era violento em excesso, como no começo, “entregava o ouro” para os adversários. Foi humilhado em público pelo treinador de handebol Gilson Kleina.

Marcos Leandro, eterno reserva de Flávio, esteve sempre longe de ser unanimidade. Jogou algumas boas partidas recentemente, o que aliado à procura do Botafogo por um novo goleiro, levou nosso arqueiro reserva para o Botafogo. Não gostei da sua saída, na época. Mas depois de ver suas atuações por lá, que o jogaram novamente no banco, me confortei.

Por fim, os outros nomes. E aí pode ser que eu cause polêmica com minha opinião. Da Silva oscilou poucos bons momentos com muitos momentos medianos, no longo tempo em que se encontra no Paraná. Merecia um afastamento? Pode ser que sim, pode ser que não. Agora, Elton, Digão e Xaves? Jogadores juniores, surgindo e despontando agora para o futebol? Xaves, outrora titular, na Libertadores, inclusive? Ainda não era hora de vendê-lo. Ainda bem que Elton e Digão não se foram de vez. Espero que desenvolvam seu futebol no Gama e voltem para ainda dar muitas alegrias a todos nós.

Certo é que o elenco estava muito inchado e precisava de algumas baixas. Agora, com todos os novos jogadores que vieram em condições legais de atuar, o negócio é torcer muito por eles e por quem ficou, para que nossa Gralha-Azul voe novamente mais alto.

Duas mordidas pra cá, dois tiros certeiros pra lá

Qui, 30/08/07
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

E aí, beleza? Empate com a raposa. Resultado ruim para as pretensões de Cruzeiro, que viu o São Paulo se desgarrar ainda mais na vantagem que já possuía sobre eles. Ruim também para nossas pretensões de encostar novamente no G-4.

Quero começar parabenizando o time do Cruzeiro, que ao lado do Libertad do Paraguai é o melhor time que eu vi jogar na Vila esse ano. Para quem diz que eu nunca elogio ninguém e desmereço os outros times, é porque todos são realmente de medianos para baixo. Mas o Cruzeiro é um time ofensivo, veloz, com toque de bola refinado e contra-ataque mortal. Parabéns!

Aliás, foi essa qualidade do Cruzeiro, aliada à péssima partida que começaram fazendo Beto e Adriano, que deixou a raposa investir livremente contra nossa defesa. Até uns 15 minutos do primeiro tempo só deu os caras. Só aí, quando já podíamos estar perdendo o jogo, é que o Paraná acordou e teve duas chances com Josiel, que preparava a mira para o estrago que faria depois. Só que aí a raposa deu a sua primeira mordida. O Paraná demorou para estancar o sangramento, assimilar o gol e se organizar. Tínhamos como destaque Neguette, impecável na defesa, e tímidos Léo Mattos e Everton, que poderiam ter sido muito mais agressivos.

Veio o segundo tempo e o Paraná, no 4-4-2, com Batista no lugar de Toninho, voltou 500% melhor. Nossos caçadores acuaram a raposa na defesa e davam diversos tiros, infelizmente sem direção. Quando Josiel cabeceou e Fábio espalmou para escanteio estava decretado: o gol do artilheiro está maduro. Na cobrança do córner, Josigol acertou um tirambaço inapelável. E dá-lhe Paraná! Sem tirar o pé do acelerador, tivemos, uma, duas, três chances. Até que, numa falha clamorosa de Daniel Marques, levamos outra mordida da raposa: 2 a 1. Que puta balde de água fria!

Mas a caçada continuou sem o Paraná desistir do ataque. Primeiro foi um pênalti em Neguette não marcado. Depois sucessivos impedimentos que claro, no estádio, não saberia dizer se foram corretamente marcados. Depois, tivemos de cair duas vezes no mesmo lance para marcarem pênalti. Curioso é que dos três lances (o anterior sobre Neguette e os dois desse lance), o “menos pênalti” foi exatamente o marcado. Josigol (com direito a paradinha para ajeitar a mira) meteu a bola no barbante pela 15ª vez neste Brasileiro.

Eram só 26 minutos do segundo tempo. O jogo estava completamente aberto. Após alguns tiros descalibrados de nossos atiradores e algumas investidas sorrateiras, porém improdutivas, de nossos adversários, o jogo terminou mesmo com esses números. Claro que ninguém saiu feliz com o empate. Mas todo mundo com quem eu conversei depois do jogo gostou do futebol que apresentamos, gostou da cara que Batista deu para o time no segundo tempo e admititu que um empate nessa primeira fase de Lori reconhecer a equipe é aceitável. Principalmente, todos acharam que o time mostrou futebol para ganhar o jogo, o que infelizmente não aconteceu.

O destaque negativo ficou por conta de membros das torcidas de Paraná e Cruzeiro (claramente amigados, engrossados e apoiados pela torcida do time paranaense que está na Zona de Rebaixamento), que se enfrentaram nas imediações do estádio, mais precisamente próximo à estação-tubo “Getúlio Vargas”, na Mal. Floriano. Lamentável.

P.S.: Que me desculpe a torcida do Cruzeiro, mas não posso deixar de reprisar aqui o vídeo. Até porque foi contra vocês que o vídeo teve origem. Canta junto, Tricolor: “lanche cruel, tomou dois do Josiel…”

Esquenta para o jogo: Paraná x Cruzeiro

Qua, 29/08/07
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

ESTÁ ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA À RAPOSA!

A raposa é um mamífero carnívoro, pertencente à família dos canídeos. É dona de um focinho esguio, de uma cauda espessa e vistosa de cerca de 50cm de comprimento e do melhor ataque do Brasileirão, com 47 gols. O corpo e a cabeça, juntos, variam entre 60 e 90cm e seu peso entre 5 a 10kg. É um animal astuto e sorrateiro, que se lança ao ataque e, por conta disso, costuma abrir muitos espaços para contra-ataques, como na primeira batalha desse ano.

Ligeira, costuma incomodar muito seus caçadores. A raposa que joga com o número 1 é a sua maior deficiência. Por isso, na caçada de hoje, a Gralha precisa estar com as garras afiadas e com olhos de lince, para não deixar o animal mineiro se mexer. É noite de investir com cuidado no ataque, poupando a retaguarda desfalcada de nosso principal abatedor, Nem. Com a velocidade e perspicácia do municiador Everton, nossos atiradores principais Vandinho e Josiel (artilheiro principal das caçadas) podem acertar tiros valiosos e mortais.

Hoje é noite de empurrar o Tricolor pra cima da raposa, galera! Nos encontramos na Vila, na hora da caçada. Palpites? É só escrever.

Opinião da torcida

Ter, 28/08/07
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

E aí, beleza? Enquete de terça fria e chuvosa em Curitiba. O clima ideal para falar de um assunto tenebroso. Que arrepia os cabelos de muita gente só de ler os nomes que virão abaixo.

Com a necessidade de reforços e para o elenco não ficar ainda mais inchado do que estava, o Paraná afastou, nas semanas passada e retrasada, os seguintes jogadores: Parral, Da Silva, Elton, Márcio Careca, Digão e Serginho. Além de vender Gerson e Xaves para o Atlético-MG e emprestar Marcos Leandro e Joelson, respectivamente para Botafogo e Avaí. Parral acertou com o Fortaleza, por indicação de nosso ex-técnico Zetti. Digão e Elton foram para o Gama. Os outros seguem treinando em separado, na Vila Olímpica do Boqueirão.

Então, a pergunta é: o que você achou desses cortes? Concorda ou discorda? Algum outro jogador que está no elenco deveria ter sido afastado? E dos afastados, emprestados e vendidos, alguém devia ter permanecido? A minha opinião vem na sexta. Escreva a sua abaixo.

Na tarde do Sopão, detonamos os Polentas

Seg, 27/08/07
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria


E aí, beleza? Ótimo começar a semana assim, com uma grande vitória paranista, né? No confronto contra os “polentas”, o que ficou foi o chocolate Tricolor.

Como adiantei ontem, um gol cedo podia definir o rumo da partida. Beto nos ajudou com o gol de cabeça, aos 4 minutos. Um lance de bola parada também poderia ser vital. Tal como nosso segundo gol. Alguma coisa me cheirava a um grande jogo de Everton. E o piá realmente jogou bem. Até o técnico dos caras perceber e pará-lo com maciça marcação. Também não sei por que, mas sabia que ontem era tarde de Josiel. Bingo!

Logo de cara, o Paraná nem de longe lembrou o futebol burocrático que apresentava com Gilson Kleina. Tanto é que Beto foi o responsável pelo prato de entrada, logo aos 4 minutos. E o Paraná seguiu em cima, com um gol desperdiçado por Everton, em chute cruzado. Aos 17 minutos, foi a vez do segundo prato. Wescley mostrou ser um bom convidado e desviou o cruzamento de Everton para dentro do gol. Léo Mattos e Paulo Rodrigues não vinham bem, mas Everton criava o que de mais perigoso acontecia no jogo. E perdeu um gol incrível, quase na pequena área do time gaúcho.

Na bobeada de Daniel Marques, Wescley tentou azedar o vinho com o gol de pênalti. E daí o Paraná relaxou. Tocou a bola e esperou o término do primeiro tempo. Adriano não deixou Fábio Baiano jogar. Beto não esteve assim tão mal como nos outros jogos. Mas também esteve longe de ser “aquele” Beto. Com o garçom Everton mais marcado, rarearam as jogadas ofensivas do Paraná. Josiel jogando mais fora da área e trocando constantemente de posição com Vandinho foi muito perigoso, trazendo junto com ele toda a marcação que o artilheiro recebe.

Mal começou o segundo tempo e esse rodízio deu resultado. Aos dois minutos, Josigol serviu o prato principal da tarde: o gol do artilheiro. Depois de bom passe de Vandinho, nosso goleador ganhou de cabeça dos zagueiros, esperou o quique da bola dentro da área e fuzilou. Pena o Paraná ter diminuído o ritmo depois disso. Poderíamos ter feito mais um ou dois, fácil, fácil. Pena também Nem ter se contundido. Mais uma vez, estava impecável na defesa e na saída de jogo. Vinícius Pacheco não entrou tão bem, assim. E foi legal também ver Batista novamente vestindo a nossa camisa. Pena que entraram quando a sobremesa – o chocolate Tricolor – já estava servido.

Quarta tem mais. Jogo duro contra o Cruzeiro, na Vila. Vamos juntos, Tricolor, ganhar mais uma e entrar novamente na briga pela América.

P.S.1: Enquanto isso, na Segundona…
Paulista de Jundiaí 3 x 2 Xoxa

P.S.2: Enquanto isso, no time de dono…
Internacional (roubado, oba!) 1 x 0 Poodles (na Zona de Rebaixamento)

Esquenta para o jogo: Paraná x Juventude

Dom, 26/08/07
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

E aí, beleza? Até que enfim chegou a hora de voltar a mostrar para o Brasil a nossa força. É hoje, com a vitória contra o virtualmente rebaixado Juventude. A semana foi movimentada no Tricolor. Gilson Kleina saindo, Lori Sandri chegando, reforços assinando, jogadores afastados, o discurso de Beto se solidarizando com os companheiros afastados e a troca de Sopões por ingressos.

Sabe quando fazemos um exercício para tentar imaginar algo? Sinceramente, hoje não consigo nem imaginar outro resultado que não seja a vitória. É só lembrar que, além da pífia campanha que faz no Brasileirão, o time da serra Gaúcha já perdeu dentro de sua própria casa, de virada para nós. Ah, acabo de lembrar que no meio de semana levaram de 4 do limitadíssimo Flamengo, também. Também, um time que tem como astro principal o Fábio Baiano…

Pessoal, hoje a arquibancada tem que ser show. 90 minutos de empolgação. Empurrar o time, gritar o nome de nossos guerreiros, saudar Lori e não ficar impaciente se o nosso gol não sair logo. Tá, eu sei que são 5 jogos esperando para gritar gol, mas os “Polentas” virão para Curitiba hiper retrancados. O que pode decidir o jogo é um gol cedo. Ou uma jogada de bola parada. Ou ainda uma jogada individual. Por isso mesmo, não sei porque, acho que hoje é tarde de Everton deixar maluca a defesa do Juventude. E acho que Josiel também marca contra o ex-clube. Sei lá, palpites…

Depois de tantos jogos às 18h10, hoje o compromisso é mais cedo. Então é isso. Vamos almoçar e sair correndo pra Vila, empurrar o nosso Tricolor, não é mesmo?

Opinião da torcida – comentário

Qui, 23/08/07
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

E aí, beleza? Pra maior parte da torcida parece que sim. Em todos os cantos, na Paran@utas, no Orkut, em todos os botecos em que o papo é Lori Sandri, a aprovação parece ser maciça. Resquícios do belo trabalho realizado por ele em 2005 ou alívio pelo fim da “Era Kleina”? Talvez uma mistura dos dois.

Quando Lori deixou o Paraná Clube em 2005 por uma proposta do futebol turco que acabou não se consolidando, os números do Tricolor naquele fraudulento Brasileirão do Edílson eram os seguintes:

23 jogos: 10V / 8E / 5D
32 gols pró
24 gols contra
Aproveitamento: 55,1%
Média de gols marcados por partida: 1,4
Média de gols sofridos por partida: 1,0

Certamente marcas impressionantes. Quem de nós não se encantou com aquele time de Borges, Thiago Neves, André Dias, Mário Cezar, Rafael Muçamba…? Um time guerreiro, que contra tudo e contra todos, até mesmo contra o péssimo gramado do Pinheirão dava show.

Hoje a realidade não é tão diferente. Temos um elenco de qualidade, jogando junto há tempos. Temos peças de reposição, oportunidades interessantes de variações táticas, até mesmo dentro das próprias partidas. Temos até o gramado ruim que tínhamos em 2005. E temos, enfim, um comandante de pulso, que afastou quem deveria ser afastado (exceto o Élton) e pediu/sugeriu novas contratações. Com o elenco que já tínhamos, mais Paulo Rodrigues, Rodrigo Beckham, Batista, Róbson, Rafael Muçamba, Élvis e mais um atacante que está por vir (que pode ser Fábio Oliveira, ex-Paraná 2004 e atual artilheiro da Série B jogando pelo Remo), nós e nosso comandante teremos muitas alternativas.

Quem sabe um 3-6-1 do jeito que o Lori gosta, com três volantes no meio-de-campo, sendo Muçamba o primeiro homem e Adriano e Batista mais livres para iniciarem jogadas de toque de bola com nosso meia criativo Rodrigo? Ou Robson? Ou ainda o Renan, que não teve as chances suficientes? Ou então um 4-4-2 com as mesmas características. Ou ainda um 3-5-2 com Batista cobrindo a ala esquerda, como fez tão bem em alguns jogos do ano passado. Ou mais ainda: um 4-4-2 bem ofensivo, com dois volantes, dois meias de características diferentes (um de velocidade, outro de lançamentos) e Josiel com mais um atacante (talvez o Fábio Oliveira)?

As opções são muitas. Os sorrisos voltaram a todos os rostos Tricolores. Lori, que teve já praticamente a semana inteira para trabalhar, tem o apoio da galera. São dois jogos seguidos em casa, o primeiro deles do Sopão e contra o praticamente rebaixado Juventude. Os reforços são aguardados ansiosamente. Tô sentindo cheiro de arrancada no ar. E você?

(Mais uma vez obrigado à alanzeenho, Grassman e Cleverson_LF da Paran@utas pelos números)

Opinião da torcida

Ter, 21/08/07
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

E aí, beleza? Beleza pura: GILSON KLEINA ESTÁ FORA DO PARANÁ CLUBE. O treinador de handebol não suportou a pressão e em reunião com a diretoria ontem, pediu para sair. Como sempre, o nosso amado Tricolor agiu rápido e indicou ontem mesmo o substituto, que assume hoje e já dirige o time no domingo, contra o Juventude: Lori Sandri.

Seja bem-vindo novamente, Lori

E aí, galera paranista? O que vocês acham de Lori no comando do Paraná Clube? Aprovam a contratação? Será que com ele podemos voltar a sonhar em ver a Gralha pairar sobre a América? Comenta, Tricolor.

P.S.: Desde ontem, quando soube da notícia, não consigo tirar aquela música “ha ha ha, mas eu to rindo à toa…” da cabeça.

Ataque x Defesa

Dom, 19/08/07
por rodrigo wieler |
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Imagine um treino de ataque contra defesa. Daqueles treinos táticos que os treinadores costuma fazer em apenas meio campo. Imagine um treino desses que dura 45 minutos. Imagine um time vestindo branco e outro vestindo azul-celeste, preto e branco. Pronto. Em três frases defini o primeiro tempo do Paraná x Grêmio de ontem, no Olímpico.

Aos 15 minutos de jogo, Flávio já tinha nos salvado 5 vezes. Veja bem, em lances claríssimos de gol. Só então ameaçamos o time gaúcho. E num quase gol contra. Então, mais duas chances de gol para o Grêmio. O treinamento citado acima continuava. Afinal, só um time jogava. Aos 27, claro, a casa caiu. E se enganou quem acreditou que o Grêmio tiraria o pé do acelerador por conta do gol. Aos 37, outro gol. Foi só aos 46 minutos que chegamos (mais ou menos) por nossas próprias pernas ao ataque. Depois da falha grotesca do zagueiro gremista, Josiel (sempre ele), roubou a bola e foi para a área, em jogada individual. O cruzamento até saiu, mas é claro que Vandinho chegou atrasado.

A semana inteira de trabalho tão pedida por Kleina tinha acontecido. Mas ele queria uma semana para que? Para vermos novamente o que vimos ontem? Para vermos novamente um bando? O time piora jogo a jogo. Como exemplo, podemos pegar o lance do segundo gol. Uma bola morta, na linha de fundo. Tocada para trás, quando o jogador do Grêmio a recebesse, deveríamos ter um volante pronto a dar o combate no autor do chute. No entanto, quem dá o primeiro combate é Vinícius Pacheco, facilmente iludido pelo gremista. Reparem bem: Vinícius Pacheco, na frente da nossa área? É só então que chega no lance quem deveria estar nele desde o início: o sempre atrasado Beto. Tarde demais.

E veio o segundo tempo. Para quem esperava um jogo diferente, depois de novo milagre de Flávio logo aos 5 minutos, tivemos um jogo diferente. Se foi porque tivemos mais a posse de bola no meio-de-campo e armamos mais jogadas ou se porque o Grêmio apenas administrou a vitória que tinha nas mãos, não sei. Mas nem assim tivemos uma chance extraordinária de gol. O jogo ficou morno e chato, até o final.

Eu acredito. Eu acredito nesse time. Eu acredito na volta daquele bom futebol. Sei que muita gente acredita. Sei que fizemos partidas memoráveis, com esse mesmo elenco. Temos peças de reposição para vários setores. Temos possibilidades mil de variarmos taticamente nosso jogo. Sei que temos até mesmo opções de bolas paradas mal aproveitadas no time. Temos reforços chegando, inclusive para as posições que precisávamos. Ou seja: atualmente temos quase tudo o que precisamos. Mas com Gilson Kleina não vai dar.

É difícil acreditar que nosso “técnico” saiba o que está fazendo. Afinal, nos jogos recentes que tivemos Renan em campo, tivemos maior posse de bola, chutamos de longe e mais jogadas de gol. Ontem nem no banco ele estava. Qualquer um já viu que Beto não pode mais ser titular. Gilson Kleina insiste. Vandinho não tem bola para jogar no Paraná. Gilson Kleina acha que ele tem. Onde está a coerência desse “trabalho”? Até o jogo contra o Juventude, mais uma semana inteira. O que Kleina aprontará dessa vez?

Balanço do 1º turno do Brasileirão Tricolor

Qui, 16/08/07
por rodrigo wieler |
categoria Sem Categoria

E aí, beleza? Hora de parar e pensar, planejar e realizar. O 1º turno do Brasileirão 2007 acabou sem deixar muitas saudades para nós Tricolores. Vamos relembrar como foram nossos jogos e fazer um balanço numérico da nossa campanha. Enfim, aprender com os erros para não errar mais. (Obrigado Pantufa, da Paran@utas, pelos números e ao pessoal do Paranistas, pelas fotos.)

A CAMPANHA
MAIO
Paraná 3 x 0 Grêmio
Estréia arrasadora do Tricolor. Um Márcio Careca jogando o fino da bola nos fez acreditar que tínhamos achado o substituto de Eltinho. No segundo tempo, Zetti colocou Everton pela esquerda e Renan pelo meio, quando saíram nossos dois últimos gols.

Juventude 1 x 2 Paraná
Apesar de tradicionalmente se dar mal em Caxias, na despedida de Zetti o Paraná soube resistir ao frio de 6 graus (!) e virar o jogo depois de sair perdendo já no segundo tempo.

Cruzeiro 3 x 4 Paraná
O jogo das viradas fez todos acreditarem que mais uma vez o Tricolor não vinha para brincar. Perdendo primeiro por 1 a 0 e depois por 3 a 2, vencemos o jogo de estréia do técnico Pintado, em que os destaques foram Everton e Josiel.

JUNHO
Paraná 0 x 1 São Paulo
O famoso apito amigo tirou a vitória do Paraná em jogo que, se o Tricolor não criou nada com nosso camisa 10 Joélson, teve um pênalti contra mal marcado e um gol legítimo anulado no final da partida. Ninguém na Vila esqueceu disso, sr. Leonardo Gaciba.

Náutico 4 x 4 Paraná
Metade do primeiro tempo e o jogo estava 3 a 0 para o Paraná. Vandinho e Josiel jogavam demais. De repente, em infantilidades gigantescas, o Paraná cedeu um empate bobo, em partida que a vitória encontrava-se em nossas mãos.

Corinthians 0 x 0 Paraná
Na época ainda invicto, o Corinthians achou que, diante dos 40 mil torcedores que foram ao Morumbi atraídos pela promoção do Sopão, ganharia fácil do Paraná. Infelizmente faltou ousadia a Pintado, em jogo que poderíamos ter fácil, fácil saído com a vitória.

Paraná 1 x 0 Sport
Dessa vez o jogo do Sopão foi aqui em Curitiba. E a Vila Capanema lotada viu o Paraná jogar um futebol burocrático contra um Sport que estreava Geninho como comandante. Em falta batida por Márcio Careca, o capitão Beto garantiu de cabeça a vitória ainda no primeiro tempo.

Paraná 2 x 2 Atlético-PR
Até hoje não acredito que empatamos esse jogo. Josigol abriu o placar cedo, bem como cedo tomamos um gol completamente achado pelos Poodles. Ainda no primeiro tempo, o artilheiro do Brasileirão meteu mais um. No segundo tempo, o amplo domínio Tricolor fez todos acreditarem que a goleada era questão de tempo. Infelizmente Alan Bahia acertou um chute espírita, decretando o injusto resultado.

JULHO
Fluminense 0 x 0 Paraná
Sem respeitar o Fluminense, fomos para cima logo no início da partida. A 1 minuto de jogo, Alex perdeu um gol incrível. Mas foram 5 minutos de bom futebol. A partir de então, a única coisa boa foi nossa defesa, que esteve exímia, evitando as pontadas do time carioca.

Paraná 0 x 1 América
Uma noite de sexta-feira para riscar da memória. Sem raça nenhuma e mal armado por Pintado, que inventou um Renan quase como volante, fomos envolvidos pelo lanterna da competição, perdendo um jogo extremamente bobo.

Paraná 1 x 2 Figueirense
Curva a 10 reais, com meia a 5. O pensamento de todos era um só: apagar o péssimo futebol demonstrado contra o lanterna. Mas mais uma vez não soubemos atacar e cedemos contra-ataques ao time do Estreito, que marcou 2 a 0 ainda no primeiro tempo, para loucura de todos nós.

Flamengo 1 x 2 Paraná
A cabeça de Pintado, pedida a tempos pela torcida, não precisou ser decapitada pela diretoria. As Arábias seduziram nosso treinador, que ao menos se despediu com vitória, em noite inspiradíssima de Josiel e Flávio.

Paraná 1 x 0 Palmeiras
E veio Gilson Kleina… O resultado na estréia foi uma vitória emocionante contra o Palmeiras, na Vila. Tem palmeirense que até hoje reclama do gol deles, corretamente anulado pela arbitragem. Mas tem mais gente que até hoje não acredita que o Márcio Careca acertou aquele chute.

Internacional 1 x 0 Paraná
Jogo ruim. Jogo frio. De poucas oportunidades. Mas o Internacional contou com um piá nascido pelas bandas de cá para vencer o jogo. Alexandre Pato, que desequilibrou a partida e venceu o jogo para o Colorado.

Paraná 1 x 3 Atlético-MG
Mais um jogo Sopão. A Vila cheia esperava ver Gilson Kleina mostrar serviço. Mas foram tantas lambanças que fomos obrigados até mesmo a ver Neguette jogando de lateral-esquerdo. Em rápidos contra-ataques e em falhas individuais de Flávio, perdemos mais uma em casa.

AGOSTO
Goiás 2 x 0 Paraná
Tem gente que não acha o Kleina ruim. Acha ele azarado. Se a avaliação fosse por esse jogo, poderiam estar certos. Depois de perdermos dois gols feitos com Josiel, um pênalti infantil de Nem no fim do primeiro tempo fez o Goiás marcar 1 a 0. Depois, quando novamente jogávamos melhor, tomamos outro gol nascido de bola parada. E perdemos outra.

Paraná 0 x 0 Botafogo
Veio o temido líder, em outro jogo da Promoção. Marcos Leandro como titular. Mas do time preto e branco. Criamos um pouquinho mais, jogamos um pouquinho melhor. Mas a bela atuação de Flávio e os gols que Josiel perdeu, um em cada tempo, deixaram o placar em branco.

Santos 2 x 0 Paraná
Para os partidários de que Kleina é azarado, um prato cheio. Para os partidários de que ele é inventor, um prato cheio. Para quem queria Serginho fora do Paraná, um prato cheio. Perdemos outro jogo idiota, com jogada armada por Serginho no primeiro gol e outro no apagar das luzes, depois de ter visto Fábio Costa operar um milagre e Josiel cabecear outra na trave.

Paraná 0 x 0 Vasco
Outro time que veio com pinta de “topo da tabela”. Em campo, um abafa do Paraná nos primeiros 15 minutos, uma defesa milagrosa de Silvio Luiz no segundo tempo e o gol mais feito do primeiro turno perdido por Márcio Careca. Os cariocas, claro, saíram comemorando o empate.

OS NÚMEROS
Posição atual: 13º
Melhor colocação: 1º
Pior colocação: 13º
Rodadas no G-4: 9

19 jogos
6 vitórias
6 empates
7 derrotas
21 gols pró
23 gols contra
-2 saldo de gols

JOGOS EM CASA:
3 vitórias
3 empates
4 derrotas
9 gols pró
9 gols contra
0 saldo de gols

JOGOS FORA:
3 vitórias
3 empates
3 derrotas
12 gols pró
14 gols contra
-2 saldo de gols

E você? Quer relembrar algum fato, algum jogada do primeiro turno? Quer cornetear? Quer comemorar? Quer xingar? O espaço abaixo é nosso, torcida Tricolor! Comente.


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