E aí, beleza? Seguinte: vou postar aqui o texto que enviei à Globo para ser selecionado para o blog. Se você é juiz e pensa em vir à Curitiba roubar o nosso time dentro da Vila Capanema, fique esperto.
Até quando?
Depois do jogo Paraná e São Paulo, ficou uma certeza. Além de camisa, bandeira, faixa e de todo o resto, falta um item no nosso kit torcedor: o nariz vermelho.
Frio de 7 graus. Jogo equilibrado, com chances para os dois lados. 28 minutos do segundo tempo. De repente, falta para o atual campeão e um dos campeões políticos do futebol brasileiro. Até tirar o adversário de dentro de casa em final de Libertadores eles conseguem… Tudo bem. A falta é longe do gol. Mesmo assim, o goleiro que tem a difícil missão de substituir o melhor goleiro do Brasil prepara a barreira. Vem a batida, no canto. Marcos Leandro espalma para o lado. Num golpe de rápida reação corre para recuperar a bola. Malandro, dissimulado, à procura de algo, Aloísio se joga no chão.
Entra em ação quem não deveria influir e nem participar da partida: o árbitro. Mais de 10 mil torcedores no estádio. Trocentas câmeras hiper bem-posicionadas. Narradores, comentaristas. Somente uma pessoa viu pênalti naquele lance: Leonardo Gaciba.
Ainda era pouco… Qual é a folha salarial do São Paulo? 3 milhões de reais? 5 milhões de reais? Quem sabe apenas o técnico dos bambis receba mais do que o elenco inteiro do Paraná. Não podemos deixar esse tal de Paraná ganhar o jogo! Ixi! Empataram num gol legal. E agora? Vamos anular e pronto. É, amigo paranista. Dessa vez, mais de 10 mil torcedores no estádio, trocentas câmeras hiper bem-posicionadas, narradores e comentaristas não viram. Não viram impedimento porque o gol de Luís Henrique foi legal. Absolutamente normal.
Fim do jogo. O frio agora era de 6 graus. Mas o frio não era nada perto do desgosto e da desolação. Fim dos 100%, fim da invencibilidade. Adeus liderança. Pior é saber que não foi por termos jogado mal, por corpo-mole ou por substituições erradas. Não, nada disso aconteceu.
Vergonha, vergonha! O grito ecoou pelo estádio inteiro. Não sei quantos gritaram… Mas eu gritei!