Resultado das eleições (paranistas) 2008 – comentário do (quase) especialista
Como não encontrei nenhum cientista-futebolista-político para falar do resultado das eleições, vocês terão de se contentar com os meus comentários mesmo. Ah, podem fazer os seus, claro, rebatendo ou reafirmando o que eu escrevi.
Para o cargo de perna-de-pau do ano, a eleição não mostrou surpresa alguma, já que Massaro, execrado pela torcida na época do Paranaense, nunca conquistou a simpatia do eleitor. Seu índice de rejeição é extremamente alto, mesmo quando comparado com Joélson. O Mito, aliás, é uma espécie de Paulo Maluf: adorado por uns, odiado por outros, mas sempre presente. Os golzinhos que fez no primeiro semestre acabaram por derrotá-lo nessa eleição. Daniel Marques, se a eleição fosse no ano passado, poderia ter incomodado Massaro. Não foi o caso. E Cristian, para mim um dos poucos meio-campistas conscientes desse elenco, teve seus votos por aqueles que ainda remoem algumas partidas ruins do cara.
Quanto ao craque, ficou claro tudo o que Everton fez pelo Paraná nesse ano. Mas como Giuliano seguiu firme, sem abandonar o barco antes do tempo, o título ficou com nosso piá da Vila. Acredito que, num segundo turno com apenas os dois, a disputa seria voto a voto. Leonardo mudou o time e o astral do Paraná Clube em 2008. Mas suas declarações a respeito do Paraná em 2007, quando jogava pelo Flamengo, ainda retumbam na cabeça de alguns. O Mito sequer merece comentários.
Paulo Comelli, por sua vez, venceu a eleição de melhor treinador do ano no primeiro turno. A embalada que o Paraná deu nos últimos dias foi determinante para o resultado. Mesmo assim, Paulo Bonamigo, na visão do eleitorado, injustiçado pelo elenco que tinha, foi bem lembrado pela torcida. Saulo e Rogério Perrô também tiveram votos, mas devem ter sido escolhidos apenas por aqueles que se atrapalharam com a urna na hora de votar.
Porque na escolha do pior treinador do ano, ambos fariam um segundo turno eletrizante. Cada um com suas armas. Saulo com as indicações de Leonardo Dagostini, Massaro, seus resultados em casa no Paranaense, entre outros. Rogério Perrô com seu 2-8-0 e o início da série de 7 derrotas consecutivas na Série B. Mas até Bonamigo e Perrô não agradaram a todos e alguns eleitores queriam eles nesse cargo.
O gol do ano também decidiu a parada no primeiro turno. E é um gol que acontecerá no segundo turno. Da Série B. Resta ver se não é promessa de eleição, já que o povo confiou, certo? O Mito e seu gol de cabeça no meio-canil, em cruzamento de um Cristian recém-atingido por “bala perdida” e tudo, teve vários votos. Foi o gol que permitiu o primeiro “créu” em estádios paranaenses. Ou melhor: em meio-estádios. Alguns leitores também optaram por “gols-bálsamo”, que nos aliviaram durante essa caminhada na maldita Série B. O mais lembrado foi o de Pimpão, que primeiro faz Max do Vila Nova sentar no chão e, depois, deitar. Outro piá da Vila surgindo.
No destaque do ano, o eleitorado foi com algo real e concreto, que já existe e mexeu com o “Orgulho de ser Paranista”, fazendo-nos ter muito mais vontade de andar nas ruas com nossas cores e pintar a Vila de azul, vermelho e branco com nossos cachecóis. O acesso é promessa. Mas o povo está nessa, acreditando, e deu o seu voto para deixar o acesso bem perto do SemPRe. E “the last but not least”, o CFA, que ainda nos dará diversos Evertons, Giulianos e Pimpões.
Até o próximo pleito.
Ah, não esqueça de deixar a SUA impressão nos comentários. Porque aqui o povo (paranista) tem vez e voz.
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Domingo é dia de votar para prefeito e vereador. Mas aqui no Verdadeira Alegria do Povo, a eleição, claro, é Tricolor.