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Resultado das eleições (paranistas) 2008 – comentário do (quase) especialista

Ter, 07/10/08
por rodrigo wieler |

Como não encontrei nenhum cientista-futebolista-político para falar do resultado das eleições, vocês terão de se contentar com os meus comentários mesmo. Ah, podem fazer os seus, claro, rebatendo ou reafirmando o que eu escrevi.

Para o cargo de perna-de-pau do ano, a eleição não mostrou surpresa alguma, já que Massaro, execrado pela torcida na época do Paranaense, nunca conquistou a simpatia do eleitor. Seu índice de rejeição é extremamente alto, mesmo quando comparado com Joélson. O Mito, aliás, é uma espécie de Paulo Maluf: adorado por uns, odiado por outros, mas sempre presente. Os golzinhos que fez no primeiro semestre acabaram por derrotá-lo nessa eleição. Daniel Marques, se a eleição fosse no ano passado, poderia ter incomodado Massaro. Não foi o caso. E Cristian, para mim um dos poucos meio-campistas conscientes desse elenco, teve seus votos por aqueles que ainda remoem algumas partidas ruins do cara.

Quanto ao craque, ficou claro tudo o que Everton fez pelo Paraná nesse ano. Mas como Giuliano seguiu firme, sem abandonar o barco antes do tempo, o título ficou com nosso piá da Vila. Acredito que, num segundo turno com apenas os dois, a disputa seria voto a voto. Leonardo mudou o time e o astral do Paraná Clube em 2008. Mas suas declarações a respeito do Paraná em 2007, quando jogava pelo Flamengo, ainda retumbam na cabeça de alguns. O Mito sequer merece comentários.

Paulo Comelli, por sua vez, venceu a eleição de melhor treinador do ano no primeiro turno. A embalada que o Paraná deu nos últimos dias foi determinante para o resultado. Mesmo assim, Paulo Bonamigo, na visão do eleitorado, injustiçado pelo elenco que tinha, foi bem lembrado pela torcida. Saulo e Rogério Perrô também tiveram votos, mas devem ter sido escolhidos apenas por aqueles que se atrapalharam com a urna na hora de votar.

Porque na escolha do pior treinador do ano, ambos fariam um segundo turno eletrizante. Cada um com suas armas. Saulo com as indicações de Leonardo Dagostini, Massaro, seus resultados em casa no Paranaense, entre outros. Rogério Perrô com seu 2-8-0 e o início da série de 7 derrotas consecutivas na Série B. Mas até Bonamigo e Perrô não agradaram a todos e alguns eleitores queriam eles nesse cargo.

O gol do ano também decidiu a parada no primeiro turno. E é um gol que acontecerá no segundo turno. Da Série B. Resta ver se não é promessa de eleição, já que o povo confiou, certo? O Mito e seu gol de cabeça no meio-canil, em cruzamento de um Cristian recém-atingido por “bala perdida” e tudo, teve vários votos. Foi o gol que permitiu o primeiro “créu” em estádios paranaenses. Ou melhor: em meio-estádios. Alguns leitores também optaram por “gols-bálsamo”, que nos aliviaram durante essa caminhada na maldita Série B. O mais lembrado foi o de Pimpão, que primeiro faz Max do Vila Nova sentar no chão e, depois, deitar. Outro piá da Vila surgindo.

No destaque do ano, o eleitorado foi com algo real e concreto, que já existe e mexeu com o “Orgulho de ser Paranista”, fazendo-nos ter muito mais vontade de andar nas ruas com nossas cores e pintar a Vila de azul, vermelho e branco com nossos cachecóis. O acesso é promessa. Mas o povo está nessa, acreditando, e deu o seu voto para deixar o acesso bem perto do SemPRe. E “the last but not least”, o CFA, que ainda nos dará diversos Evertons, Giulianos e Pimpões.

Até o próximo pleito.

Ah, não esqueça de deixar a SUA impressão nos comentários. Porque aqui o povo (paranista) tem vez e voz.

Resultado das eleições (paranistas) 2008

Seg, 06/10/08
por rodrigo wieler |

Diferente das eleições aqui em nossa capital, disputa acirrada aqui nas eleições do blog de toda a galera paranista.

Com 100% dos votos computados, vamos aos números finais.

Perna-de-pau do ano:
00 – Massaro: 59,04%
51 – Joélson: 28,91%
12 – Daniel Marques: 9,6%
08 – Cristian: 2,40%
Outros votos:
Branco: 1,20%
Vavá: 1,20%

Craque do ano:
10 – Giuliano: 42,16%
11 – Everton: 33,73%
18 – Leonardo: 26,50%
51 – Joélson: 0%
Outros votos:
Branco: 1,20%

Melhor treinador do ano:
24 – Paulo Comelli: 54,21%
15 – Paulo Bonamigo: 36,14%
21 – Rogério Perrô: 3,61%
09 – Saulo de Freitas: 2,40%
Outros votos:
Branco: 1,20%

Pior treinador do ano:
09 – Saulo de Freitas: 44,58%
21 – Rogério Perro: 40,96%
15 – Paulo Bonamigo: 2,40%
24 – Paulo Comelli: 2,40%
Outros votos:
Branco: 3,61%
Nulo: 2,40%

Gol do ano:
89 – O gol contra o Santo André, na 38ª rodada, no estádio deles, que nos dará o acesso ainda em 2008: 51,81%
51 – Gol da vitória contra o Caparanaense, no Pet-shop, marcado por Joélson : 26,50%
17 – Segundo gol, contra o Vila Nova, no Serra Dourada, marcado por Rodrigo Pimpão: 13,25%
09 – Gol da primeira vitória na Série B, contra o ABC, na Vila, marcado por Fábio Luís: 2,40%
Outros votos:
Branco: 4,82%

Destaque do ano:
19 – SemPRe Paraná / SemPRe Torcedor: 48,19%
89 – Acesso à Série A, que ainda virá no final do ano: 33,73%
07 – Ninho da Gralha (CFA), em Quatro Barras: 16,87%
Outros votos:
A galera Tricolor: 3,61%
Branco: 3,61%
Gralha: 1,20%

Obrigado a todos os votantes. Obrigado a todos os que participaram da “festa da democracia” (paranista) 2008. E não perca! Amanhã, um comentário dos resultados com um especialista em ciência-futebolística-política.

Eleições (paranistas) 2008

Sex, 03/10/08
por rodrigo wieler |

vota BrasilDomingo é dia de votar para prefeito e vereador. Mas aqui no Verdadeira Alegria do Povo, a eleição, claro, é Tricolor.

Diferente das eleições oficiais, aqui no blog a eleição começa hoje e vai até domingo à 0h, quando as urnas serão fechadas e os votos computados.

Exerça a sua cidadania paranista. Vá às urnas, ou melhor, aos comentários, e vote agora mesmo. Não se esqueça: analise tudo o que o “candidato” fez para merecer a sua confiança. Lembre-se do passado de cada um e vote consciente!

A lista com os cargos e candidatos, com seus respectivos números, você vê abaixo.

Perna-de-pau do ano:
00 – Massaro
12 – Daniel Marques
08 – Cristian
51 – Joélson

Craque do ano:
10 – Giuliano
11 – Everton
18 – Leonardo
51 – Joélson

Melhor treinador do ano:
09 – Saulo de Freitas
15 – Paulo Bonamigo
21 – Rogério Perrô
24 – Paulo Comelli

Pior treinador do ano:
09 – Saulo de Freitas
15 – Paulo Bonamigo
21 – Rogério Perrô
24 – Paulo Comelli

Gol do ano:
51 – Gol da vitória contra o Caparanaense, no Pet-shop, marcado por Joélson
09 – Gol da primeira vitória na Série B, contra o ABC, na Vila, marcado por Fábio Luís
17 – Segundo gol, contra o Vila Nova, no Serra Dourada, marcado por Rodrigo Pimpão
89 – O gol contra o Santo André, na 38ª rodada, no estádio deles, que nos dará o acesso ainda em 2008.

Destaque do ano:
07 – Ninho da Gralha (CFA), em Quatro Barras
19 – SemPRe Paraná / SemPRe Torcedor
89 – Acesso à Série A, que ainda virá no final do ano

Uma noite inesquecível

Qua, 01/10/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Até ontem à noite, tinha um invicto em casa no campeonato. Tinha. Era porque o Vila Nova ainda não jogara com o Paraná Clube em seus domínios. Destruímos a invencibilidade do Vila Nova no Serra Dourada e fizemos a torcida lembrar da verdadeira essência paranista de luta e união, de ter a força, o arrojo e a imponência. E como temos também o poder da realização, tornamos realidade o que muita gente não acreditava.

O Paraná de ontem me fez sonhar. Fez-me lembrar de outros Paranás que encantavam o Brasil. Como o de 1992, que calou a Fonte Nova completamente abarrotada com apenas três anos de idade. Mas me fez lembrar mais ainda do Paraná da maldita João Havelange, em 2000. Depois de empatar aqui na Vila com o Goiás por 1×1, todos davam como certo a nossa eliminação no Serra. Resultado: 3×0 para o Tricolor, fora o baile.

Assim também ontem. O Vila Nova viu cair um a um os seus argumentos de por que ganharia do Paraná. Disseram que nos sufocariam desde o início. O que vimos foi um Paraná muito bem postado na defesa e rápido nos contra-golpes. Falaram que Túlio balançaria as redes do Paraná. Nem de pênalti ele conseguiu. Comentaram que seria uma goleada. Quase levaram uma.

O jogo é indescritível. Não foi à toa que a Transamérica escolheu 4 bãm-bãm-bãns. Com os quais concordo e assino embaixo 4 vezes. Mauro, Ricardinho, Pimpão e Paulo Comelli. Mauro não teve uma falha sequer. Seguro nas saídas, confiante nas defesas debaixo do gol, pegou até pensamento. Ou melhor: até pênalti do marqueteiro artilheiro. Ricardinho começa a cair nas graças da torcida. Um belo jogo, com arrancadas decisivas, chutes perigosos de fora e passe de craque para os dois gols da partida. Pimpão, de “refugo” encostado lá no Blumenau a destaque do time. Entrando cada vez mais consciente nas partidas, ontem foi o homem-gol. Ou melhor: o homem-gols.

Para fechar, Paulo Comelli, que merece um parágrafo só para ele. Racionalmente, como eu pedi ontem, nosso treinero deu um nó no Vila, entrou em campo como se o jogo fosse em Curitiba, foi para cima desde o começo e deixou para mexer na hora certa. Tudo funcionou. De Mauro, a quem dá e deu muitos votos de confiança, ao iluminado Pimpão, que entrou para decidir o jogo, tudo funcionou de acordo com a cartilha de Paulo Comelli. Brilhou a estrela de quem começa a mostrar o seu trabalho e conquistar o seu espaço aqui no Tricolor.

Que pena que essa reação não começou 3 ou 4 rodadas antes, né? Ainda daria tempo…

Whisky barato derruba cachorros de madame
Mas tudo o que descrevi acima ainda não bastava. No melhor estilo
cavalo-paraguaio-egüinha-pocotó (ou deveria dizer “poodle-pocotó”?) o time do fim da rua viu despedaçado outro sonho. Aliás, nesse ano a lista não pára de crescer. Anote aí: perda do campeonato regional dentro de casa para o maior rival, eliminação da Copa do Brasil pelo fortíssimo Corinthians de Alagoas e eliminação da Sul-americana pelo time-whisky Chivas. E o rebaixamento no Brasileiro vem aí…

Falo na eliminação da Copa do Brasil para o retumbante Volta Redonda dentro do meio-canil há alguns anos, na perda da Libertadores 2005 na final e no Brasileirão que tinham nas mãos e jogaram fora em 2004? Não, isso seria machucar demais o cavalo-paraguaio-egüinha-pocotó (ou deveria dizer “poodle-pocotó”?) do estado do Paraná.

Davam como certo a passagem de fase e o confronto contra o River Plate, o time do Rio da Prata. Vão se contentar em nadar no rio de esgoto do pífio 2008. Mais uma vez, a vida ensina. Mais humildade, cavalo-paraguaio-egüinha-pocotó (ou deveria dizer “poodle-pocotó”?), mais humildade…

Esquenta para o jogo: Vila Nova x Paraná

Ter, 30/09/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Hoje tem Paraná em campo em Goiânia, lá no estádio em que o João Paulo marcou um golaço em 2006. Vila Nova x Paraná, às 20h30, no Serra Dourada.

E já começo dizendo que é um jogo dos mais difíceis dos que vamos enfrentar até o fim do campeonato. Como eu ouvi esses dias por aí, o Vila Nova é o líder da Série B, já que o Curíntia não é mais dessa divisão. Assim como nós, os caras são 100% em seus domínios no returno e têm um dos melhores aproveitamentos em casa do campeonato. Acha pouco? Tem mais: foram um dos poucos a vencer o Curíntia e tem um Túlio fazendo gols e mais gols, até com a mão. Sentiu o drama?

Por mais que não queira, já começo a imaginar nossas fracas atuações fora de casa, com o time cheio de volantes e tal. Ao mesmo tempo, acredito que dessa vez vai ser diferente. Pelo menos no papel, já está sendo. Comelli pode contar exatamente com o mesmo time que bateu o Criciúma e vai lançar mão dessa experiência. Ou seja: vamos a campo com: Mauro; Murilo, Daniel Marques, Fabrício e Fabinho; Agenor, Pituca, Kléber e Giuliano; Éder e Ricardinho. Pena é que Leonardo sentiu e não joga.

É grudar nos bons e conhecidos jogadores Reinaldo, ex-Tricolor que fez ótima partida aqui no primeiro turno, Alex Oliveira, ex-Poodle e o artilheiro de 38 anos Túlio. É atacar com muita velocidade e caprichar nos arremates, para não parar no também bom goleiro Max, ex-Botafogo.

Jogo de xadrez, de paciência, para vencer no detalhe. Um a zerinho já está de bom tamanho. Comelli, por favor, jogue racionalmente, com paciência e batemos o Vila nos contra-ataques. Eu acredito. E você?

No Poodle-Xoxa de domingo deu Paraná Clube

Seg, 29/09/08
por rodrigo wieler |
categoria Divagações

O Paraná ganhou terça do América-RN. Ganhou sexta do Criciúma. Isso você já sabia. O que você não sabia é que nós ganhamos o “clássico” de ontem, também. Claro.

Paranaense e Azeitonas entraram em campo com objetivos distintos na tabela. O mandante da partida, ainda crente de que disputariam a Libertadores da América no ano do seu centenário. Iludidos, acharam que venceriam o “clássico” quando e como quisessem. Levaram sufoco e, não fosse a trave, teriam perdido para o rival canino dentro do próprio remendadão. Adeus, sonhos maiores no ano em que voltaram à elite. Acho que o centenário acabará comemorado na Sul-americana. Pensando bem, será que dá Sul-americana, pelo menos? Certo é que Libertadores já era. Não adianta: o último jogo de Libertadores que aconteceu no estado do Paraná foi na Vila Capanema. E continuará sendo.

O visitante do “clássico”, coitado. Precisava desesperadamente da vitória para se afastar da zona que virou freqüentador cada vez mais assíduo nos últimos anos. Falaram em camisa, em força, em raça, em superação e, no final, saíram do pinga-mijo comemorando o pontinho que conseguiram com as calças na mão. Ridículo. Aliás, os cãezinhos que se cuidem, a tabela não é nada favorável a eles.

De fora disso, rindo à toa mesmo nessa segunda-feira, só a torcida Gralha Azul. Única torcida de verdade nessa capital, que não esmorece e não desiste. Torcida que vibra, que cobra, que comemora, que chora, mas nunca abandona. Torcida que é consciente das limitações do Clube e não se ilude como os simpatizantes melancias. Que nasceram assim, abraçados, unha-e-carne. E precisam um do outro para continuarem vivendo. Juntos, naufragaram novamente.

No Poodle-Xoxa de ontem, o vencedor, por nocaute, foi o Paraná Clube.

Tinham umas pedras no meio do caminho

Sáb, 27/09/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
(Carlos Drummond de Andrade)

Tudo bem comigo. Mesmo com toda a torcida contrária de Coxinhas, Poodles e até vermes menos potentes como hawaiianos e americanos, demonstrada nos comentários ridículos que deletei, tudo bem comigo. Se Zagallo já dizia que teríamos de engoli-lo, o mesmo digo a todos que me odeiam e torcem contra. Vão ter que continuar me agüentando, falando verdades e tirando com a cara de Xoxas-ex-Segundona-iludidos e cachorrinhos-de-madame-do-meio-canil-futuramente-Segundona.

Bem como vão ter que continuar agüentando o Tricolor da Vila. Previram nosso fim, nossa extinção, Terceirona e o escambau. Depois dessas duas belas e consagradoras vitórias em casa, tenho convicção ainda mais forte naquilo que já cria: não cairemos. E digo mais: se a reação tivesse começado apenas algumas rodadas antes, ainda dava para subir.

Pois bem, tinham umas pedras no meio do meu caminho e no meio do caminho do Paraná. Eu já estou livre das minhas. Algumas dificuldades para me locomover e para realizar movimentos que exigem os músculos abdominais, mas já estou, como dizem por aí, “PRonto PRa outra”. A todos os que torceram por mim, muito obrigado. Valeu mesmo! Essa é nossa diferença para o resto do mundo: somos uma grande família. Uma família de guerreriros valentes, fruto de luta e união. A cirurgia na quinta-feira foi rápida e ontem na hora do almoço eu já recebera alta. Aliás, se o jogo fosse hoje, eu estaria na Vila. Mesmo com tudo o que aconteceu, se não fossem pelos familiares, que praticamente me amarram em casa, eu tinha ido pra Vila ontem. Tive que me contentar em ver pelo PFC.

E o que vi encheu meus olhos. O Paraná também vai se livrando das pedras do seu caminho pouco a pouco. Primeiro a postura do time, que foi muito diferente do jogo contra o América. Fomos para cima desde o início, mostramos raça, pegada e abrimos o placar em um gol de Ricardinho corretamente anulado pela arbitragem. Pela TV ficou fácil de ver que ele realmente matou no braço antes de fuzilar. Minutos depois, o próprio Ricardinho marcou um puta golaço e transformou nosso domínio em números.

Era bom demais e parecia fácil. Mas com o Paraná nunca pode ser fácil. Em nova besteira de Mauro, tomamos o gol de empate de bola parada. Parecia que o Paraná iria complicar outra partida fácil. Afinal, durante o primeiro tempo inteiro, nunca deixamos de ter o domínio do jogo, mas pecávamos em excesso na frente. Tivemos mais um gol, de Kleber, corretamente anulado e não conseguimos tirar o empate do placar.

Graças a Deus, no segundo tempo o gol veio logo. Outro golaço do piá da Vila Giuliano desnorteou o Criciúma. Depois da expulsão do cara deles, foi questão de segundos marcarmos o terceiro pra ficar bonito no placar: três lá na casa deles, três aqui em Curitiba.

Não sei se eu poderia chamar de “show de bola” do Paraná, mas fato é que, no segundo turno, a única equipe 100% em casa somos nós. E vitória feia ou bonita, não importa. Importa tirarmos nossas pedras da frente e alcançarmos nossos objetivos.

Pensando bem, o título do texto de hoje poderia até ser outro. Poderia ser “Tinham umas pedras no meio do caminho, mas o Rodrigo e o Paraná já superaram”.

Esquenta para o jogo: Paraná x Criciúma

Qui, 25/09/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

É amanhã que o Paraná enfrenta o Tigre de Santa Catarina.

É hoje que minha vesícula se livra de mim.

Estarei fora de ação por uns dias, o que significa que nem na Vila estarei nessa sexta. Infelizmente. Mas gritem, torçam e empurrem por mim. Estarei na TV acompanhando o jogo e, se der, descolo uma forma de postar. Mas não prometo.

Vou tentar pelo menos moderar os comentários lá do hospital ou de casa, sei lá, para que a própria galera conte para a nação Tricolor a expectativa e o jogo.

De minha parte, confio 100% em mais uma vitória Tricolor, apesar de tudo.

Vamo que vamo. Torçam por mim e muito mais pelo Paraná Clube, nossa razão maior de ser e existir.

Quando der, eu volto. Saudações Tricolores.

Esse time ainda vai me matar do coração

Qua, 24/09/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Deus que me livre, mas ontem achei que iria “bater as botas”.

Primeiro de raiva, ao ver um time mole, sem pegada, sem raça e sem criatividade alguma no primeiro tempo. André Luiz tentava algo aqui, algo ali, mas nada produtivo. Fabinho era aquele de sempre. Sem falar que, há tempos sabemos, o único jogador que joga alguma coisa no “Mecão” é o tal do Souza. E volta e meia a zaga ficava no mano com o cara.

Isso porque nosso meio-de-campo era um buraco. Souza fazia o que queria e não foi de surpreender que o América abriu o placar. Aí achei que ia esticar as canelas de vez. Éder e Rômulo inexistiam em campo e Leonardo jogava praticamente como um meio-de-campo armador, pois Cristian não criava nada. E nosso “professor” assistia a tudo passivamente. Nem xingar a torcida podia, já que alguém mandou um bando de seguranças-brucutus se posicionarem atrás do banco do Paraná, no Amendoim.

Durante o intervalo falava eu com alguns amigos sobre as pedras na minha vesícula que me tirarão de ação pelos próximos dias e sentia que ia abotoar o paletó de madeira se Comelli não colocasse o nosso time para frente. Ele voltou com Giuliano no lugar de Rômulo. E fomos para o abafa. A cada lance perdido, um misto de dor no peito, na barriga e falta de ar me acometia. Comecei a ver tudo branco. Até empatarmos, no gol de raça do piá da Vila, Giuliano.

Dava tempo de virar. Eu sabia. Eu cria nisso com todo o resto das minhas forças. O América fazia cera atrás de cera, contente com o empate que vieram aqui buscar. E na expulsão de Leandro, me senti desencarnando. Foi como se saísse do corpo e visse a Vila, linda, de cima. Mas a raça, a força e a garra que o Paraná mostrou em campo me mantinham por perto. Até Comelli ser expulso, depois de perder completamente a cabeça e ir até dentro do campo dar de dedo na cara do juiz. Aí eu voltei. Senti-me novamente encarnado. E pronto para a luta. Fazia tempo que não berrava e sofria tanto.

Mas o tempo passava, e novamente me senti passando dessa para a melhor. Quando já começava praticamente a sentir as flores sobre mim, aconteceu. Chorosamente, lambendo a trave antes de entrar, a bola cruzou a risca fatal. Voltei para o meu corpo. A Vila explodiu de uma maneira inexplicável em palavras. Depois de pular berrando como uma criança, só consegui me ajoelhar olhando para o céu e pensar: terão de esperar um pouco mais para me levar! Completamente em lágrimas, liguei para o meu irmão, que infelizmente não pôde estar na Vila ontem, e só consegui dizer, exatamente nessas palavras: “Aaaaaaeeeee, aaaaaaeeeeee! Viramos, viramos! Tô chorando aqui…”

Paro por aqui, pois estou quase chorando de novo. Esse time ainda vai me matar do coração.

P.S.: A Nação Tricolor aguarda os torcedores do “algoz do Paraná”, que passaram por aqui ontem prometendo outra vitória do tal do “Mecão”, para comentarmos o jogo de ontem.

Esquenta para o jogo: Paraná x América-RN

Ter, 23/09/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Se me perguntassem qual é o adversário que eu mais queria vencer nessa Série B, a resposta, provavelmente seria “não sei”. Mas após pensar um pouco, chegaria à conclusão de que o América-RN seria um dos clubes que eu mais queria vencer. Aliás, vencer só, não. Queria golear, vencer dando olé, essas coisas. Os motivos nem precisam ser explicados.

Mas como a nossa situação não nos permite caprichos de divagar sobre vingança, vencer, perder, humilhar ou sodomizar, tanto faz o placar de hoje à noite, desde que dê “coluna 1”. Por falar nisso, como é bom ser coluna 1 de novo, né? Já que em casa o Paraná parece ser outro time, comparado ao que joga fora.

Nessa “nova fase” Tricolor, vencemos o Marília e demos show no Fortaleza e no Bahia. Três jogos em casa, três vitórias. Como visitantes, empatamos com o Ceará e perdemos do Bragantino e do ABC. Tudo porque Paulo Comelli não sabe escalar o Paraná para jogar fora.

Como hoje é aqui na Vila, confio em outra vitória. O negocio é sufocar o “Mecão” desde o começo. A volta de Leonardo enche-nos de alegria e, por si só, já é motivo para ir à Vila. Outra novidade é na direita. Depois de começar entre os 11 contra o Bahia e amargar o banco em Natal, o grande André Luiz também vai começar como titular.

No mais, pena que o raçudo Pituca não joga. Outra chance para o enaltecido e elogiado (mas que até agora não disse a que veio) Rômulo, do Flamengo, comece jogando. O “rei do drible” Ricardinho também está fora. Éder, também do Flamengo, forma a linha de frente com o nosso 9, Leonardo.

Pra cima desde o início, sem dó nem piedade. Sem pensar também nessa história de ser freguês do América, papinho que a imprensa fica repercutindo à toa. Parece que nem lembram do 3×2 na Vila, em 98, em jogo que até o zagueiro Eleomar marcou, lembram? Eu estava lá.

Como também estarei hoje. Todos lá, direto do trabalho pra Vila do povo, 19h30.


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