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1, 2, 3, 4: com juros e correção monetária

Qua, 19/11/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Devolvido!Dei uma folheada na Gazeta do Povo antes de escrever, e me surpreendi. De acordo com o jornal, “com o resultado positivo, o Paraná chegou aos 49 pontos e assumiu a 10ª posição no campeonato. Considerando apenas a campanha tricolor no segundo turno, o time estaria na segunda colocação entre os 20 clubes (venceu 10 jogos, empatou 2 e perdeu 6), ficando atrás apenas do campeão Corinthians. Se tivesse tido campanha semelhante no primeiro turno, estaria brigando pelo acesso à Série A do Brasileiro”.

Isso com essa “naba” que temos aí. Imagine se o time fosse um pouquinho melhor… Imagine se tivéssemos começado antes nossa reação… Imagine o Paraná com apenas 4 vitórias a mais…

Realmente não me conformo de termos chegado ao final do ano nessa situação melancólica de “meio da classificação”. Jogamos fora uma grande oportunidade de retornar à elite. O campeonato era fraquíssimo. E mesmo assim falhamos.

De qualquer maneira, ontem fizemos o que tínhamos de fazer: devolvemos ao CRB a goleada lá de Maceió. Com juros e correção monetária, para ser clichê pela segunda vez no mesmo texto.

A partida de ontem, aliás, foi um “resumo” desse “novo Paraná”, do returno da Série B: apatia, sorte, superação, competência, bronca do intervalo, substituições fazendo efeito… Tudo no mesmo jogo.

E se ficou longe de ser uma partida brilhante, valeu mais uma vez pela vitória. Longe de achar que jogamos mal, mal. Mas como disse Comelli depois do jogo anterior, contra a Ponte, antes jogávamos bem e perdíamos e agora jogamos mal e ganhamos. É isso aí.

Se no ano que vem vencermos todas por 1 a 0 jogando mal, estamos de volta ao nosso lugar. Por que o que fica são os 3 pontos.

Paraná aqui em Curitiba de novo, só no ano que vem. O ano da virada.

Esquenta para o jogo: Paraná x CRB

Ter, 18/11/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

sopa de letrinhasEsquenta mesmo. Sopa fria é ruim. E hoje temos outra sopa de letrinhas pela frente.

Depois que lembraram ontem nos comentários e eu fui lá no simulador de resultados comprovar por conta própria que não caímos mais, fiquei ainda mais aliviado do que já estava.

Por outro lado, confesso que estou engasgado com essa sopa de letrinhas desde o primeiro turno. O CRB, dono de uma campanha medíocre (que nada mudou até então), ganhou da gente. E ainda por cima de 3 a 0.

Para mim essa é a maior motivação para a noite de hoje. Dar o troco no CRB e fechar os jogos oficiais de 2008 na Vila com uma vitória.

E tô muito confiante. Vai ser sopa… Ou não?

Salvos?

Seg, 17/11/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Tá bom que ainda não é matematicamente (ainda podemos perder as duas e o Criciúma vencer as duas, empatando com a gente em numero de vitórias e superando-nos no saldo de gols), mas pra mim “já é”.

O gol de Éder no sábado tirou o piano das costas de todos os paranistas. O que nos trará 2009? Essa vitória contra um adversário que ainda buscava o G-4 foi um prenúncio?

Podia eu passar um texto todo falando do jogo e tal. Mas nem tem o que falar. Para um time que arrematou a gol apenas 2 vezes em todo o segundo tempo, o Paraná teve muita sorte de sair com a vitória.

Espero que ela tenha voltado. Pensei nisso depois de sacudir o alambrado das sociais, trepado na grade para comemorar o gol de Éder. O sorriso voltou. Os sonhos, os projetos, a força renovada para 2009.

Por mais clichê que possa parecer a expressão “lição aprendida”, espero que todos tenham realmente aprendido a lição.

Aos jogadores que ficarem, a lição é a de honrar a camisa, respeitar nossas cores, nossa bandeira, nosso hino, nós.

À diretoria, a lição de montar um time competitivo, à altura da tradição e da história do Paraná.

À torcida, a lição de não abandonar o Paraná jamais, não importa em que situação. Somos guerreiros valentes, como já atesta nosso hino.

Lições para levar para 2009. Senão a salvação de verdade, aquela que realmente importa, não virá.

Para mim já começou 2009. E para você?

Esquenta para o jogo: Paraná x Ponte Preta

Sex, 14/11/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

caça-macacaNada contra os animais, muito menos contra o macaco. Como disse Nietzsche, “o macaco é um animal muito simpático para que o homem descenda dele”. Em compensação, contra a Macaca…

Sem querer criar um clima de guerra, mas se o que Daniel Marques afirmou ontem for verdade, temos que ir em clima de guerra para a partida, mesmo.

De qualquer maneira, o sangue tem que estar “nozóio” do time como um todo, já que essa pode ser a partida da fuga matemática do rebaixamento além do fundo do poço que já é a Série B. Cabe ao time fazer a sua parte e garantir esses três pontos para “compensar” todos os perdidos nesse medíocre ano de 2008.

Hoje não farei análises táticas e nem comentarei sobre a escalação do time. Por um único motivo: amanhã não entrarão em campo Mauro, Murilo, Daniel Marques, etc., etc., etc. Entrará em campo o Paraná Clube. E independente de quem forem os 11, a vergonha na cara desse esdrúxulo time tem que falar mais alto. Do 1º segundo ao 90º (91º, 92º, 93º…) minuto, a vontade dos jogadores de não saírem daqui ainda mais amaldiçoados do que já sairão tem que estar visível em cada pique, em cada carrinho, em cada dividida.

E você que, como eu, tanto sofreu nesse maldito ano, venha para a Vila ver o Paraná Clube. Esqueça Mauro, esqueça Gabriel, esqueça Daniel Marques, Fabinho, Pituca, Agenor, Giuliano, Ricardinho. Esqueça Paulo Comelli. E mais: passe a borracha em Marcelinho, Fábio Luís, Joélson, Rogério Perrô, Bonamigo, Saulo, Leonardo Dagostini e Massaro. Veja apenas a metade azul junto da vermelha, com nosso coração Tricolor a palpitar entre elas.

Esqueça 2008. 2009 vem aí. E ele começa com a vitória deste sábado.

E não é que de um Esquenta para o jogo eu fiz um desabafo?

Todos na nossa Vila, a Vila do povo, a Vila da Copa de 50. Neste sábado, 16h20. Até lá.

Time pomada

Qua, 12/11/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

parana bula

Esquenta para o jogo: Gama x Paraná

Seg, 10/11/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

O jogo dessa terça-feira é outro daqueles essenciais. Mais do que de 6 pontos, uma vitória contra o Gama no DF pode significar o alívio de não precisarmos sequer de outra vitória no restante do campeonato.

Estou otimista. Além dos resultados do complemento da rodada terem ajudado, vale relembrar que o Paraná tá parecendo pomada: APENAS PARA USO EXTERNO. Ou seja: parece mais fácil jogar bem e ganhar fora de casa do que na Vila.

A suspensão de Daniel Marques (graças a Deus!) motivou Comelli a voltar para o 4-4-2 de antes dessas últimas incursões pelo 3-5-2. Agenor volta ao 11 principal, bem como Mauro e Ricardinho. Quem pode ser que não encare o Gama é Fabinho. Nesse caso, Rogerinho também voltaria ao time titular.

Sem considerar o CRB, que parece jogar outro campeonato, o Gama é o lanterna da Série B e tem um time pra lá de ruim. Por isso, qualquer resultado adverso vai ser duro de engolir. Já basta o que colhemos no primeiro turno, aqui em Curitiba, quando conseguimos perder em plena Vila Capanema, em jogo que resultou na saída do nosso então treinador Rogério Perrô.

Espero, do fundo do meu coração, que o Paraná traga três pontos, sepulte (praticamente de vez) esse ano de 2008 e já comece a vislumbrar 2009 como diz a bela “Corcovado” do mestre Tom Jobim: com “muita calma pra pensar e ter tempo pra sonhar”.

Torçamos todos juntos nessa terça, 19h30.

SemPRe Torcedor

Sex, 07/11/08
por rodrigo wieler |
categoria Marketing, No Clube

Amigos, há tempos queria escrever para vocês sobre o nosso programa de sócio-torcedor, o SemPRe Torcedor. Com os problemas ocorridos durante os últimos dias e as crescentes reclamações por parte da torcida, resolvi me manifestar também.

Começo com exemplos. O Internacional, exemplo mais bem-sucedido em terras tupiniquins, tem uma meta bem clara: 100 anos, 100 mil sócios. Completam seu centenário em abril do ano que vem e na última informação que recebi, já tinham passado dos 70 mil e tinham entrado para a lista dos 10 clubes com mais sócios no mundo, liderada pelo Benfica, de Portugal. Nessa trajetória, para quem não lembra: o título brasileiro de 2005 que só perderam por atuação do “Sobrenatural de Almeida”, a Libertadores e o Mundo em 2006. Ontem venceram o Boca pela segunda vez em poucos dias, dentro da Bombonnera. Estão entre os 4 da Sulamericana, campeonato que brasileiro algum ganhou até o momento.

Rapidamente, o rival passou a copiá-los (ou fizeram antes e o Inter copiou, tanto faz, e não quero entrar nessa briga de vizinhos). Pouca gente lembra, mas o Grêmio saiu da Segundona em 2005 para a final da Libertadores em 2007. Tudo bem que perderam na final, mas até lá retribuíram a confiança e o apoio da torcida com muitas alegrias para a galera. Atualmente, ainda brigam pelo título nacional, o que não deve acontecer. De qualquer maneira, na minha opinião, ninguém tira o Grêmio do G-4 e, consequentemente, da Libertadores-09.

Sem citar o fato das inúmeras associações do São Paulo provenientes de todas as partes do Brasil, nas diversas modalidades que o clube paulista permite. Caso que dispensa apresentações. Afinal, ao meu ver, o time do Morumbi ruma para a terceira conquista consecutiva do Brasil.

Na própria cidade temos um exemplo de sucesso do programa de sócios. Mesmo com o time naufragando, a torcida Poodle segue se associando, com a intenção clara de transformar o meio-estádio finalmente em estádio de verdade. Resta ver apenas como a torcida de playboy reagirá à queda para a Série B no final do ano.

Em todos os exemplos é claro: não há time sem apoio da torcida. Não levantam-se estádios sem apoio da torcida. Não se ganham títulos sem o apoio da torcida. Em comum, todos aí citados tem a mobilização, a paixão e a força de seus torcedores. Mais em alguns anos, menos em outros, tem dado certo para todos eles, não tem?

Então, o que você está esperando para se associar ao Paraná? Ou pelo menos para parar de reclamar do sistema que dá problemas e ajudar, seja trazendo o vizinho para se associar, mandando e-mails de cobrança ou passando uma tarde na central ligando para os cadastrados ou fazendo qualquer outra ação em prol do Clube do seu coração? Ou pelo menos escrevendo um e-mail para o Marketing com aquelas idéias que você semPRe tem, daquele tipo “Mas por que eles não fazem…” ou “Para resolver esse problema era só fazer assim…”. Sugestões são semPRe bem-vindas. Somos todos irmãos paranistas, interessados no mesmo bem: o Paraná Clube.

Nosso sistema deu problemas? Deu. Outros problemas que fogem do controle do Clube continuam acontecendo? Continuam. E eu pergunto: E DAÍ? Dói muito entrar em contato com a Central para descobrir a sua situação? Dói muito imprimir um boleto e enfrentar uma filinha de banco para pagar a mensalidade que não foi debitada? SEU AMOR PELO PARANÁ É MENOR DO QUE ESSAS DIFICULDADES?

Para quem não sabe, o nosso sistema de acesso e de controle do sócio-torcedor é o mesmo do Internacional, do Grêmio, do São Paulo, do Vitória, dos Poodles, do Fortaleza e do Ceará. Eles também têm problemas. Eles também devem ter débitos que não caem, torcedores “barrados” na catraca e tudo o mais, nem por isso ficam choramingando pelos cantos os problemas do programa. Ao invés disso, preferem se associar em massa ao clube que amam, unidos em torno de mais um titulo nacional ou internacional, ou com o objetivo de construir sua casa ou ainda fazendo força para voltar à elite do futebol nacional.

Nesse ano vivemos um momento delicado, que não preciso nem relembrar a todos. Mais do que nunca é hora de nos unirmos para saírmos dessa. Luta e união significa mais do que simplesmente torcer. Significa ir ao estádio, se associar, trazer parentes e amigos para se associar, ajudar como voluntário, fazer pequenos esforços como os citados acima e muito mais. Passa pelas nossas mãos a continuidade e a melhora do SemPRe Torcedor. Bem como o crescimento do Paraná Clube.

De que lado você está? Dos que ficarão reclamando de tudo e todos eternamente? Ou do lado daqueles que virão conosco, que querem ver o Paraná gigante novamente?

A escolha é sua.

Deu Azulão

Qua, 05/11/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Deu Azulão porque o Paraná, com um a mais em campo desde a metade do PRIMEIRO tempo, não aproveitou.

Deu Azulão porque nunca estivemos na frente no placar. Estivemos sempre correndo atrás dos gols dos caras.

Deu Azulão porque, se o time pelo menos chegava ao ataque, da maneira que dava, lá atrás a defesa entregava o que podia e mais um pouco.

Deu Azulão porque quando os caras tiveram chance, marcaram. Diferente de nós, que ficávamos de chutinhos (praticamente peidos) de média e longa distância. Isso no primeiro tempo, porque no segundo, nem isso…

Deu Azulão porque Giuliano não criou absolutamente nada.

culpadosDeu Azulão porque Comelli acabou com o time no intervalo, facilitando as coisas para o São Caetano. Aliás, aqui um comentário mais longo: ontem nosso “professor” inventou o que deu. Não sou fã do futebol do Fabinho. Mas ontem o cara vinha bem. Daí, jogando com um a mais desde os 26 do primeiro tempo e empatando em 2×2 no intervalo, o que Comelli faz? Tira nosso ala-esquerdo e MANTÉM O TIME COM 3 ZAGUEIROS!!! Pior: para colocar Cristiano no time, ao invés de alguém para criar algo, já que Giuliano vinha mal. Pior ainda: moveu nosso melhor zagueiro (Fabrício) para o lado do campo, desperdiçando o talento do cara e deixando um rombo no miolo. Rapidamente (e espertamente), o São Caetano neutralizou Murilo, anulando também nosso lado direito. Resumo da ópera: Ficamos sem jogadas pela direita, sem jogadas pela esquerda e sem jogadas pelo meio. Como cagada pouca é bobagem, Comelli conseguiu queimar mais uma substituição, colocando André Luiz, parado há tempos, no lugar de Murilo. Seis por meia-dúzia. Aí foi assistir o Azulão, COM UM A MENOS, deitar e rolar, ganhar o jogo como quis. Não foi à toa que depois do jogo, na Transamérica, Fernando Gomes comentou que Comelli deveria bater no peito, assumindo: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.

E para fechar… Deu Azulão porque Gabriel novamente entregou a rapadura.

Ô aninho para esquecer esse 2008, viu?

Esquenta para o jogo: Paraná x São Caetano

Ter, 04/11/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Azulão (Cyanocompsa brissonii)azulao
Pássaro de coloração exuberante e dono de um belo canto, o Azulão compõe, juntamente com o Bicudo e o Curió, o seleto grupo dos pássaros canoros.

Encontram-se espalhados pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil e também na Argentina. Pertence a família dos Frigilídeos e é também conhecido por Gurundi-azul e Reina-Mora.

Não é um pássaro muito social e normalmente é avistado sozinho junto às matas ciliares e campinas. Seu canto afável divide-se em dois tipos principais: Canto Normal e Surdina, sendo este último um dos cantos mais belos que um pássaro pode realizar. Da mesma forma que o canto dos Curiós varia de uma região para outra, assim também ocorre com o Azulão cujo canto é marcado por vários “dialetos”.

Possuem um bico triangular e rude semelhante ao de Bicudos e Curiós. Sua cor é de um azul intenso com as extremidades das asas mais escuras e as patas de coloração semelhante ao bico. Mede cerca de 16 cm e não é raro ser confundido com o Azulinho (Cyanoloxia glauco cerulea), de coloração mais clara, pertencente a mesma família, porém a outro gênero.

(Fonte: www.labcon.com.br/curiosidades/passaros/azulao.htm)

Gralha azul (Cyanocorax caeruleus) gralha
É uma ave passeriforme da família dos corvídeos, com aproximadamente 40 cm de comprimento, de coloração geral azul vivo e preta na cabeça, na parte frontal do pescoço e na superior do peito. Machos e fêmas tem a mesma plumagem e aparência embora as fêmeas em geral sejam menores.

As gralhas azuis são aves muito inteligentes só suplantadas pelos psitacídeos. Sua comunicação é bastante complexa consta de pelo menos 14 termos vocais (gritos) bem distintos e significantes. Gregárias, as gralhas azuis formam bandos de 4 a 15 indivíduos hierarquicamente bem organizados, inclusive com divisão de clãs, bandos estes que se mantêm estáveis por até duas gerações.

É o principal animal disseminador da araucária uma vez que, durante outono, quando as araucárias frutificam, bandos de gralhas laboriosamente “estocam” os pinhões para deles se alimentar posteriormente. Neste processo, as gralhas azuis encravam fortemente os pinhões no solo ou em troncos caídos no solo, já em processo de putrefação, ou mesmo nas partes aéreas de raízes nas mesmas condições, local propício para a formação de uma nova árvore.

No folclore do estado do Paraná atribui-se a formação e manutenção das florestas de araucária a este pássaro, como uma missão divina, razão porque as espingardas explodiriam ou negariam fogo quando para elas apontadas.

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gralha-azul)

Gralha x Azulão. Paraná x São Caetano, hoje, 20h30, na Vila Capanema. Quem vence essa batalha?

Azar do placar: Paraná ganhou

Seg, 03/11/08
por rodrigo wieler |
categoria Série B 2008

Nota do Rodrigo: preferi esperar um pouco mais para postar, mas contar com o relato de um paranista, redator e amigo (aquele velho papo de não necessariamente nessa ordem) que presenciou o jogo in loco. Com vocês, Alexandre P.:

Aviso aos navegadores: se você quer ler um texto cabeça, com análises táticas, números exatos e precisas estatísticas sobre o último clássico Corinthians X Paraná, você veio ao site errado. Este não é um texto cabeça: é um texto coração. Se a sua busca é por informações da dita cuja partida, recomendo o Google. Mas se a sua procura é pela verdadeira emoção de um torcedor do futebol, aquela que só nasce dos melhores times, cresce nos piores momentos e não morre nunca, você está no lugar certo. Ou melhor, está no lugar errado, porque lugar de torcedor é na arquibancada, mas isso é assunto para outra conversa e puxão de orelha não vem ao caso agora.

Assim sendo, bora lá: ontem, dia 1 de novembro de 2.008, lá estava eu no Pacaembu* para ver o meu tricolor em ação em terras estranhas, tanto para ele quanto para mim (curitibano recém-chegado à capital paulista e saudoso da terra natal, entre outros motivos, por causa da atual distância entre a minha nova casa e a Vila Capanema). Logo na entrada do estádio, uma cousa logo chama a atenção: o tamanho. O tamanho do local, o tamanho da multidão, o tamanho da festa, o tamanho do preço do estacionamento, mas, principalmente, o tamanho da te(n)são no ar.

Explico: é só passar o portão 22 que leva à tal arquibancada lilás (nófa!) destinada à torcida visitante para sentir na pele, na orelha e no nariz a presença da fiel nação gambá. E, se ao mesmo tempo em que todos estão felizes da vida pela subida antecipada à Série A, mais do que todos estão ansiosos pelo título da B, CQC. Nem venham os Juca Kfouri e outros blogueiros mosqueteiros tipo o Adonis dizerem que tal título não importa: sim, elas querem ganhar esta estrela. E você nota isso não lendo a imprensa paulista, mas ouvindo na geral a “torcida que canta e vibra” (como diz o hino deles, ou dos rivais deles, sei lá; para mim, time assim é tudo igual.)

Para não dizer que não falei do jogo, bora lá! Mais uma vez, o Paraná poderia ter saído vitorioso, se não fosse o de sempre: a falta de pontaria dos infernos. Como destaques, tanto positivos quanto negativos ao meu humilde olhar, lembro a lentidão de Fabrício (quase enraizado, algo tipo um pé-de-cana na zona do agrião, se isso não fosse o Daniel Marques), a vontade de Pimpão (tomara que siga assim) e a insegurança de Gabriel (que até foi bem em antecipações, mas nada mais, já que antecipação rima com obrigação e goleiro de time grande precisa mandar muito melhor).

E mais: destaco também a instabilidade e irregularidade de Ricardinho, que fez bonito no lance que originou o gol de Fabinho, mas fez fedido no lance da injusta expulsão. Aliás, PQP, como arbitragem brasileira se intimida com estádio cheio! Além do tal cartão vermelho exagerado, ainda rolou um impedimento roubado e outras afanadas do trio que ajudaram muito a desestabilizar ainda mais o time e contribuíram para o negativo no placar que deixou o dia mais preto e branco (típico de uma véspera de Finados). Ou roxo, cor de forro de caixão e tudo a ver com um sábado triste regado a cerveja sem álcool e nenhum ponto a mais na classificação.

Depois de tanta emoção (ou, como diz o Rei, “tantas emoções”), fim de jogo. O juiz FDP apita o desfecho da partida lá pelos 47 minutos do segundo tempo e a partir dali só resta ao bando de quase 30 mil espectadores se pirulitar. Para os corinthianos, uma lição: independente do placar, Paraná é para respeitar. Para os paranistas, outra: seja quem for, Paraná é para confiar. E para mim, uma certeza: nem diretores e nem jogadores fazem um time. Quem faz um time são os torcedores. Independentemente do que estiver no placar, todos nós que amamos o Paraná somos vencedores.

No campo, Corinthians 2 X 1 Paraná.

Na arquibancada, Corinthians 0 X 100 Paraná. Mais especificamente, os 100 e poucos guerreiros valentes presentes na torcida paranista, que deram um exemplo de gigante paixão às cores vermelha, azul e branca, mesmo contra dezenas de milhares de torcedores do tal timão.

Resultado final: Corinthians que se forca e, se Deus quiser, Paraná na Série A ano que vem.

E para semPRe.

Valeu!

* Aproveitando a deixa do assunto Pacaembu, fica a dica para todos os brasileiros do mundo de uma visita mais do que obrigatória ao Museu do Futebol, localizado no mesmo sem número da Praça Charles Miller. Na real, eu ainda não tive tempo de visitar, mas um polaco amigo meu que foi disse que, entre outras maravilhas do esporte expostas no local, lá se encontra a maior de todas: uma bandeira do Paraná Clube do Brasil. Estando em São Paulo, não perca a chance de conferir e poder voltar cagando na cabeça daqueles outros dois times da cidade que eu me recuso a dizer o nome aqui porque pode ter criança lendo e daí já viu.

(Alexandre P.)


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