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Conquistando vitórias. Quebrando tabus.

Dom, 31/08/08
por roberto galluzzi |
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Poxa vida, mas esse fim de semana é daqueles históricos mesmo. Depois da aprovação da Arena, agora fomos lá em Curitiba pra vencer o Atlético em sua casa. Melhor que isso é ver o Diego Souza assumindo a responsabilidade de chamar o jogo e ir pra cima. Poderia ser ainda melhor, tivesse o Vasco ajudado com empatezinho pelo menos. Mas tudo bem, vamos seguir fazendo nossa parte.

A vitória foi conquistada apesar de mais uma atuação DESASTROSA da arbitragem. Deveria ser possível processar a CBF por colocar gente tão inepta pra estragar o campeonato. Por isso é tão difícil vencer fotra de casa. As arbitragens são caseiras ao extremo! Se BORRAM ao apitar um jogo que o time da casa perca com algum lance duvidoso (e isso sempre costuma haver). Aí não dá.

Vencíamos o jogo, quando apitaram um impedimento que não existiu. Depois, já no 2º tempo, pra ficar bem na casa, o juiz me inventa aquele pênalti absurdo. E o pior, na cobrança - contra o Palmeiras - paradinha pode. Mas quando somos nós a bater chega lá um imbecil e diz que se nosso atacante fizer a paradinha será punido. ISSO NÃO TEM CABIMENTO. Se eu fosse do clube, mandaria uma representação à essa Casa da Mãe Joana chamada CBF protestando contra essa arbitrariedade parcial contra o Palmeiras. Oras, onde estamos? Ah, no Brasil… tá explicado.

Mas voltando à nossa equipe, embora a defesa ainda não tenha apresentado grande futebol, o time vem evoluindo no geral. O Luxa, pra variar, nunca joga com o time que se espera. Ao invés de 3 zagueiros, jogou com 3 volantes, deixando o Martinez pra termos mais saída de bola. Ganhamos boas recuperações, mas ainda assim, anseio o dia que o Pierre volte. Como faz falta o Pierre.

Outro que fez falta também foi o Leandro. O Jefferson até que se esforça, mas… a diferença é grande. O que salva a pátria é nossa dupla de volantes (Sandro/Jumar), que continua fazendo um bom trabalho. O Sandro ainda improvisa muito bem pela direita. Que belo cruzamento pro 1º gol. Talvez tenham se excedido num ou outro lance, mas também não dá pra considerar muito, porque qualquer coisa que esse juiz tenha apitado é duvidosa.

O ataque vem se movimentando bem, e o destaque foi justamente pro Diego, finalmente aparecendo na área, até cabeceando mesmo (como no 1º gol), como pedíamos há tempos. Seu 2º gol, um golaço depois de driblar vários, mostra a volta de sua confiança. Tomara agora engrene, pois a tendência é entrar em ascensão, uma vez que mais incentivado, joga mais tranquilo. Mais tranquilo, joga melhor e continua recebendo mais apoio. Show Diego… está respondendo na hora mais importante. SHOW DE BOLA DIEGO.

O Kleber continua incansável como sempre, só continuo achando que as vezes ele fica um pouco distante demais do Alex. A hora que eles se acharem um pouco melhor, será só alegria. O Alex estava bem, mas perdeu uma chance que não costuma perder, ainda no 1º tempo, quando entrou livre pela área, e ao invés de chutar forte cruzado, acabou praticamente atrasando pro goleiro. Fica pro próxima, Alex…

Nas substituições, quem entrou bem foi o Léo Lima. Deu um pouco mais de “corpo” ao meio campo, entrando no lugar do Jumar. O Evandro também entrou legal, cadenciando bem o jogo. O Denílson conseguiu fazer uma jogada alí no meio. E só.

No geral, a partida foi muito boa. O Palmeiras chegou a tomar um sufoco do Atlético-PR (principalmente nas aéreas, pra variar), mas mereceu a vitória, conquistada apesar das presepadas da arbitragem. Mas isso é normal. Mais uma vez, contra tudo e todos, seguimos em frente. Na bola, sem pressão, sem apelação. Mas com o time fechado e cada vez mais motivado. E com a torcida cada vez mais presente… VAMOS NESSA PALMEEEEIRAAAAS!!!

Palmeiras constrói o futuro

Dom, 31/08/08
por roberto galluzzi |
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Galera, esse é um post pra celebrar a aprovação, em definitivo, da construção do novo Palestra Itália, da Arena Palestra Itália, como preferirem. Isso é histórico.

Quem não imaginou, quando criança, como seria o mundo no futuro? Com aviões passando, meio Jetsons… pois bem, o que foi aprovado neste fim de semana é o tipo de estrutura que se insere nesse cenário. É o futuro, e o Palmeiras sendo a referência… de novo.

O Palmeiras não vai “maquiar” o estádio. Vai reconstruí-lo, muita coisa virá, efetivamente, abaixo. E nas modernas concepções de engenharia e arquitetura, o que teremos é o vislumbre de algo que existirá por gerações. Sem exagerar na pieguiçe, gerações contemplarão o que será construído. É uma aposta daqueles que atualmente dirigem o clube. Uma aposta em sua torcida, e sua coletividade, que valerá cada centavo nela investidos.

Primeiro porque o torcedor palmeirense esperava há muito tempo por esse presente. Segundo porque o esporte tende a ter um espaço cada vez maior na sociedade (considerando que ela evolua), a Copa2014 será no Brasil etc. E terceiro, porque o Palmeiras foi o primeiro a conseguir viablizar, economicamente, uma obra de tal magnitude.

Sair na frente, ser pioneiro, fazer algo que ninguém ainda fez, é algo que agrega uma força muito grande à marca. Isso atrai novos torcedores. Lembro nitidamente de meu primeiro jogo, com 5 anos de idade, como o estádio me impressionou. Aquele tamanho, para uma criaça, é um impacto avassalador. Imaginem nossos filhos e netos dentro do novo Palestra, reluzindo verde e branco, aconchegante, moderno. É entrar e se apaixonar…

Só uma observação quanto a forma de viabilização do projeto: uma parceria (ainda mais às claras, como está sendo feita), é das formas mais HONESTAS de se conseguir condições pra tais obras, uma vez que o retorno do investimento é pago através de uma concessão do clube à empresa, numa relação onde ambos os lados ganham.

Prática louvável, se considerarmos que na realidade vigente ainda se apela aos COFRES PÚBLICOS pra se conseguir algum benefício. No país da mamata, dos privilégios, onde o prejuízo costuma ser diluído por toda população, o Palmeiras foi lá e dispensou esse modus operandi nefasto e - mais uma vez - constrói seu futuro com esforço próprio, afinal a empresa que realizará o projeto terá seu investimento muito bem recompensado.

Então devemos aqui dar os parabéns a quem ousou esse projeto. Sim, o mundo é de todos, mas é construído por quem ousa. À diretoria, à empresa WTorre, à todos os associados, e um especial aqui ao pessoal que vem incentivando a entrada de novos sócios no clube, sócios de carteira e de coração, nova mentalidade oxigenando o clube. O pessoal do PTD, o Marcos Kleine, o pessoal do Mondo Palmeiras, o Conrado (parmerista)… uma galera que não apenas torce, mas faz parte da essência dessa Sociedade Esportiva.

Fratelli, irmãos palmeirenses, vamos comemorar. Que assim seja e que o futuro seja feito. Mais uma vez, por nossas mãos. GRAZIE DIO!!!

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Arena Palestra. Eu aprovo!

Sex, 29/08/08
por roberto galluzzi |
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Semana de aniversário, semana de treino e semana de votação. E ontem foi realizado um jantar em comemoração aos 94 anos do clube, evento que reuniu centenas de pessoas entre diretoria, associados, simpatizantes, adversários (o prisa tricolino estava lá) e, como não pode deixar de acontecer nessa época, políticos (além do Governador do Estado, palmeirense de carteirinha, lógico). Adivinhem quem NÃO apareceu? A oposição, lógico, que vai ficando mais reumática a cada dia que passa. Ai meu cotovelo…

Náusea fora, a celebração foi plena. E acabou se transformando num grande evento pró Arena, haja visto que so sábado os associados votarão no futuro (ou não) do clube. E dá-lhe brochezinho “Arena Palestra. Eu aprovo!” pra todo mundo, que maravilha. Mas foi importante pra conscientização geral. Pelo jeito que o pessoal aderiu a utilização do broche, vai ficar pequeno pra oposição. Bem, temos lá o clube de campo em Parelheiros, onde eles podem divertir a vontade… pelo menos depois da votação de sábado, quando perceberão que o clube já não lhes dá mais atenção (que talvez nunca devessem ter tido).

Cito abaixo uma declaração do Mauro Betting, feita especialmente lá pro 3VV do Vicentão, show de bola e inspiradora. Tal como o que vos escreve, o Maurão nem sócio é. Escreve com coração puro de torcedor. É quando fica claro a distância entre o desejo de milhões e a posição tacanha de um grupinho adiposo. Só uma observação antes: não é termo de comparação, mas pra quem acha fácil encontrar parceiros pra fazer um estádio, olhe a situação do pessoal da “sem nº”, que viu, pela enésima vez, seu sonho ir pro ralo. É fácil né… fala Maurão!

“Sim. Fácil de falar, ainda mais fácil de fazer.

Sim. Porque é melhor que não.

Sim. Porque sim não é negativo como quem deixou o Palmeiras menos palmeirense.

Sim. Porque quem diz não, agora, disse sim a um contrato pior.

Sim. Porque são “não” muitos dos que não diziam nem sim e nem não. Apenas amém ao que ditava os rumos e tirava do prumo o Palmeiras.

Sim. Para um Palmeiras feito para o palmeirense do clube e da arquibancada, não para o palmeirense de carteirinha – mais de carteirinha que palmeirense.

Sim. Porque o Palmeiras é parceiro, não pequeno. Porque o Palmeiras pensa e planeja grande.

Sim. Porque quem é Palmeiras mas não é sócio – como eu, como tantos – quer ver um time sempre forte. E, para tanto, um clube maior.

Sim. Porque a Sociedade Esportiva Palmeiras é mundial pelo futebol que a sustenta. Não pela mentalidade tacanha que apequenou o clube e não quer crescer o Palestra Itália.

Sim. Porque para fazer do nostro Palestra um estádio de espírito ainda maior, do tamanho da nossa paixão, é preciso dividir para multiplicar.

Sim. Para que ninguém destrua o que se precisa reconstruir.

Sim. Porque não estamos vendendo nossa terra. Estamos vendo o nosso futuro do tamanho do nosso passado.

Sim. Porque o novo-velho Palmeiras quer debater, não bater na velha-nova tecla da oposição ao Palmeiras, não à situação.

Sim. Porque reformar o Palestra é reformar o Palmeiras de vez. É reformar as estruturas que apodreceram num passado recente. Indecente.

Sim. Porque o grupo que agora quer berrar para barrar a Arena é aquele que barrou o voto e a democracia no clube por quase dez anos.

Sim. Porque o Palmeiras é nosso. Não deles.

Sim. Porque não é a negação.

Sim. Por que não?”

Valeu Betting, é sempre bom ouvir gente esclarecida. Valeu Criscio, o clube precisa de gente compentente como você! Grazie!!!

Jogo midiático
Mais uma vez a imprensa “usa” um assunto pra conseguir outro objetivo. Objetivo no caso, ver o Dunga fora da seleção. E o assunto usado, s declarações da diretoria do Palmeiras. A imprensa interpreta as declarações da diretoria palmeirense como se ela estivesse querendo que o Luxemburgo fosse pra seleção, ou algo do tipo.

Nada mais errado. A verdade é que se um técnico é chamado para uma seleção, o clube nada pode fazer. Então a única coisa que a diretoria poderia dizer é que acataria tal solicitação, embora com a ressalva de que ele continuasse no clube. Mas isso é tudo conjectura, pois o Dunga está fazendo um ótimo trabalho, tem muto tempo pra ajustar sua seleção, e deixa o homem lá.

Mas o interessante, mais uma vez, é a intenção subliminar da matéria, uma vez que é difícil encontrar um jornalista que simpatize com o Dunga. Mas até aí, viream atras do Luxemburgo… sai pra lá violão. O Muricy, por exemplo… perfeito pro cargo. Celso Roth, em ascensão. Nelsinho Batista, Campeão da Copa do Brasil… o país é um celeiro de treinadores.

Domiiiiingo, vai ter um joguinho aí…
Já que o Leandro não joga, vem o Jefferson. Vamos pegar leve pessoal, como o Luxa falou, o moleque tem só 19 anos e conta com a confiança do treinador que, em sua função, pode até escalar 3 zagueiros. Bom, desde que o time jogue compacto. Quem pode ser sacado é o Evandro, ou alguém do ataque, mas a probabilidade recai mais sobre o meio-campo mesmo, já que poderemos reforçar o setor com a volta de alguns jogadores (infelizmente o Pierre ainda fica de fora). Pegar o Atlético-PR em sua casa é um bom desafio, daqueles que, vencido, se torna um trampolim para a conquista. Fácil não será, mas vontade (e capacidade) não falta. Vamos nessas Palmeiraaaas!!!

Estilo, cultura, tradição… ISSO É PALMEIRAS!

Ter, 26/08/08
por roberto galluzzi |
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O que faz uma pessoa torcer para um determinado time? Afinidade, referência, identificação, fazer parte de uma família… eu não sei, mas sei de uma coisa: desde que o Palmeiras nasceu, ainda Palestra, já era grande. Com poucos anos, já contava com uma torcida expressiva em seus jogos. Não era raro juntar 20.000 aficcionados pra assistir o time dos “italianinhos”.

94 anos depois, muita coisa mudou. 2 guerras mundiais, homem na lua, televisão, muitos zeros a menos, internet. Mas o clube, essa entidade  Palestra Itália/ Palmeiras, nascida pra agregar, pra preservar, pra incluir e conquistar, só ficou cada vez mais forte.

Geração após geração, os valores foram sendo mantidos, renovados quando necessário, mas com a mesma essência: o espírito autêntico, irreverente, bem educado, de personalidade forte, batalhador e ligado a família e amigos. Um espírito que busca, através do esporte, a representação da luta, da busca pela beleza, da evolução através da competição. Sociologia a parte…

PARABÉNS PALMEIRAS!!!
GRAZIE, PALESTRA!!!

94 ANOS DE UMA BELÍSSIMA HISTÓRIA E UM FUTURO BRILHANTE!!!

Ninguém tem essa história, essa cultura, esse humanismo, essa tradição… vestir essa camisa é ter um pensamento, ter um estilo próprio, contra toda simplificação e polarização vigentes. Não é pra qualquer um. Ser palmeirense é ser um lutador. Mas um lutador que faz seu próprio caminho. E que não raro serve de referência para os demais.

Cronologia de Minuto
Anos 10 - Nascimento e formação
Anos 20 - Primeiros títulos, compra do terreno e começo da construção do estádio
Anos 30 - Inauguração do Estádio, títulos seguidos, consolidação, títulos nacionais
Anos 40 - Mudança Palestra/Palmeiras, continuidade na conquista de títulos, títulos internacionais
Anos 50 - As 5 Coroas, o título Mundial, reforma do clube/estádio, primeiro jejum, o grande campeonato de 59
Anos 60 - Formação da 1º Academia, chegada do Divino, inúmeras conquistas regionais e nacionais
Anos 70 - Formação da 2º Academia, mais títulos internacionais, bi-campeonato nacional, saída do Divino, início do 2º jejum
Anos 80 - A “década perdida”, sem títulos, mas com a torcida crescendo sem parar
Anos 90 - A “redenção”, a parceria pioneira, a 3º Academia, a sequência de títulos. o time dos 100 gols, a Libertadores
Século XXI - A ressaca da parceria, a queda, a revolta, a falta de títulos, o expurgo dos antigos mandatários, a nova administração, a volta às conquistas, os novos projetos, a Arena… e um grande futuro pela frente.
Palmeiras é isso e muito mais. Vista o manto hoje, palmeirense. Hoje e sempre… e vista sem receio, sabendo que está participando de uma das histórias de luta e integração mais bonitas de nosso país… ela está apenas começando. Ser palmeirense é, por si só, uma conquista.

Vice-líderes. Mas não satisfeitos

Dom, 24/08/08
por roberto galluzzi |
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AEEEE GALERA…. Os palmeirenses estão chegando… estão chegando os palmeirenses. Que maravilha. A rodada foi boa, o adversário fraco e a vitória, excelente. Estavamos precisando de uma boa atuação (depois da saída do Valdívia) pra dar confiança ao elenco, e ela veio hoje. Pra quem disser que só jogamos no 1º tempo (quando fizemos os 4 gols), negativo. O time largou na frente e depois cozinhou o galo. Tanto que no 1º gol da Portuguesa sua torcida nem comemorou, tamanha nossa superioridade em campo. Parecia um lapso. E foi. Um lapso chamado zaga… mas tudo bem.

O Leandro jogou muito bem (pena estar suspenso no próximo contra o Atlético-PR - que levou uma guasca e tanto nessa rodada - lá), cobrou a falta do 2º gol (invertida pela direita), fez uma belíssima jogada pela esquerda com cruzamento milimétrico pro Alex e outras participações. O Evandro já está mais solto, buscando bastante o jogo e ajudando a marcar também. E há que se dizer: pode não ter encantado, mas HOJE O DIEGO SOUZA JOGOU. Saiu aplaudido, já que participou intensamente da partida. É isso aí Diego!!! Parece que estão buscando mais o ataque. Ainda acho que não chegam na área com a frequência que poderiam, mas é questão de tempo.

 


No ataque, o Kléber jogou muito bem. Não tem medo da marcação, pelo contrário. Conta com ela, usa ela pra destilar sua habilidade. Tudo bem, vai firme nas jogadas, mas é isso aí. Aqui jogador é muito cheio de “não-me-toques”… Mas ele cai pela lateral, entra em profundidade e hoje nem podemos dizer que não buscou o Alex, pois numa bela jogada alí no 2º tempo, entrou na área e poderia ter chutado, mas preferiu acionar o Alex (que perdeu). O Alex, por sua vez, mostrou seu faro de artilheiro e guardou logo 2. Também saiu aplaudido, pra entrada do Denílson que pra variar não fez bolhufas.

O esquema meio que ficou “comprometido” com a saída, logo no início, no Capixaba. O Gustavo entrou pra fechar a cabeça de área (Martinez foi o 2º volante), enquanto o Sandro foi deslocado pra direita. Capítulo a parte: muito bom esse Sandro. Marcou bem e parecia um lateral nato. Obediente taticamente, bom na técnica e rápido. Se eu fosse o Vanderlei testava ele, definitivamente, como 2º volante. Na boa, com o que ele vem jogado, não há espaço pra Martinez, nem Léo Lima.

Pra finalizar, a zaga… ah, a zaga… bom, até que o Jéci veio melhorzinho, mas o Gladstone exige um esforço descomunal pra ser elogiado. Pô, até linha de passe de cabeça os caras fizeram em nossa área (no 2º gol). ONDE ESTAMOS??? Putz grila… Ô Maurício… cadê você, meu fiiiilho. Ô David… sarou ainda não? Vâmo lá moleque… na boa pessoal, com essa zaga o esquema fica comprometido. A Portuguesa tinha lá um atacante razoável (Jonas) e conseguiram fazer 2 na gente. De cabeça. De novo. E de novo, e de novo, e de novo… ATÉ QUANDO?????? PUTZ VANDERLEI. DÁ UM JEITO NISSO AÍ, “HÓMI”…

Saldo final
Muito bom. Falar que “agora vai” é bobagem. Mas é uma vitória pra embalar. O time está começando a se achar mais em campo, tocando mais rápido e jogando até com mais motivação (pelo que parece). Na próxima rodada pegaremos um adversário complicado, que precisa sair do sufoco, e na casa deles, que costuma ser um fator importante. Mais uma partida pro time jogar com cautela e frieza… e quem sabe uns 3 zagueiros pra ajudar na situação! Vamos lá Palmeiras, subindo….

Observação 1:
O nível catastrófico das arbitragens - que deveria se responsabilizar por prejudicar ainda mais o campeonato - é gritante. O Tal Abade tem o despautério de ir lá e intimidar o Alex, dizendo que se fosse ter paradinha, mandaria voltar… MA CHE PAZZO!!! LEIA A CIRCULAR DA CBF, Ô 2 NEURÔNIOS!!! PARADINHA PÓÓÓÓÓÓDE!!! O que eles recomendam é pra coibir o EXAGERO, a firula, ficar sambando em cima da bola. Mas a PARADINHA PODE ser feita, como disse o próprio representante da arbitragem. Isso é mais um exemplo da IGNORÂNCIA GALOPANTE que reina nesse país. Não fazem o serviço direito e inventam cretinices pra querer mostrar alguma autoridade. Brasiiiil, meu Brasil brasileeeeiro…

Observação 2:
A torcida palmeirense cantou o nome de TODOS os jogadores antes da partida. Isso a imprensa não comenta. Então pode até ter havido alguma pixação. Mas na hora H, a torcida está alí pra incentivar.

Quem fracassa é quem não trabalha

Sáb, 23/08/08
por roberto galluzzi |
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Então pessoal, o momento é propício para analisarmos o time, de modo a entender melhor a situação pra não ficarmos com falsos conceitos (muitas vezes incentivados pela mídia ou adversários travestidos). O post é longo, pra ser lido aos poucos, mas precisa ser feito.

Uso aqui uma frase da Mari, sensacional ouro no vôlei feminino pra sintetizar o momento: “quem fracassa é quem não trabalha”. Então vamos lá:

Marcão: animal como sempre. Não pode ficar saindo mais do gol pra não ficar desguarnecido. A zaga o expõe demais e ele vem salvando a pátria em várias situações.
Bruno: não teve culpa na derrota que participou. Pra falar a verdade, ainda nem estreou.

Zaga: a grande reclamação. O Henrique havia corrigido, saiu e bagunçou tudo de novo. O David ainda se recupera, mas o Maurício já é pedido geral. Embora tenha jogado poucas vezes, sempre o fez bem, ainda que participando de esquemas com 3 na zaga. Mas o Maurício ainda é novo e ainda é razoável que o treinador insista com a zaga que foi contratada pra isso. Olhando de perto:

Jéci - zagueiro central, faz a cobertura do Gladstone (de forma geral). Acompanha bem, tem bom fôlego e participa bem. Mas deixa brechas e deveria se comunicar mais com os laterais e o 4º zagueiro. Deixa o Gladtsone ficar muito distante, quando deveria chamar mais por uma compactação. De cabeça faz gol lá na frente, já na defesa…

Gladstone - não foge do jogo, tem boa confiança e velocidade. Mas chega “seco” numa jogadas e se encarar um avante mais habilidoso pode ficar estatelado. Faz algumas faltas bobas, quando deveria cercar mais e abafar a jogada.

Gustavo
- é aguerrido, chega bem e tem boa visão. Mas também vai meio ingênuo em algumas jogadas, e agora vem voltando de contusão, ainda mais com um procedimento cirúrgico na boca. Agora deve estar melhor, mas não vejo como alguma “solução” no lugar de quem já está lá.

Defesa: o Maurício e o Gustavo (e o David quando puder) podem até substituir Jéci e Gladstone. Mas a pergunta: há tempo pra entrosar? Não seria melhor manter quem já está e entrar com o “3º elemento” de acordo com a circunstância? Eu tentaria isso, insistindo na correção das falhas (grotescas) que a zaga cometeu nas últimas partidas, em especial, é lógico, para o posicionamento em bola aérea.

Volantes:
Pierre - faz falta pra caramba. Precisa voltar bem, todo evento pessoal deve ser respeitado, mas a divisão entre profissional/pessoal deve ficar bem definida, pois já começa a atrapalhar. Voltou e se contundiu porque estava molão. Tem que voltar com força, a “Formiga Atômica” que sempe conhecemos. A sorte é que o clube contratou dois que vingaram.

Jumar - aguerrido, veloz e combativo. Não ataca tanto e é menos “impulsivo” que o Sandro, mas cerca bem sem fazer faltas e também faz bons desarmes. Faz a função do Pierre, talvez não com tanto brilhantismo, mas pelo menos está jogando.

Sandro - grata surpresa, bom marcador, veloz e ousado no ataque. Chapeleiro Maluco já fez golaço. Deve apenas ter mais visão de campo, pra não se empolgar e desguarnecer a defesa, que precisa de sua ajuda. Mas nos esquemas do Luxa o 2º volante é dos mais acionados. Então ele deita e rola…

Martinez - boa visão e boa técnica. Mas falta velocidade e participação. Quando entra, o clube vira o Armandinho F.C., com aquele futebol comportado e de ladinho. Pra mim, dá nos nervos, ainda mais sabendo que tem potencial pra excelentes assistências ao ataque.

Léo Lima - cadê você, meu filho? Cadê o Léo Lima que fazia parte da espinha dorsal do time no Paulista? Aquele que não temia marcadores, avançava e surpreendia? Ainda acho que vai voltar, mas precisa de um esquema que favoreça (um meio campo habilidoso). Está carente disso…

Laterais:
Leandro - também tem bastante participação na marcação alí na área. Aí tomamos gol e o cara fica lá gesticulando. Não gesticula não, meu filho. Não será o berro que vai encobrir seu erro. Chame a atenção “antes” do companheiro pra definir o posicionamento, não depois. No ataque vem bem, embora não com tanta variação quanto poderíamos.

Jefferson - jogou pouco e foi mediano. Mostrou potencial marcando gol, bem rápido e participativo. Mas precisa aprimorar mais na técnica, cercando mais na defesa, principalmente em função do 4-4-2, que exige mais marcação dos laterais.

Élder - a velocidade não é seu forte, mas é preciso nos passes e cruzamentos, tem boa visão de jogo e chega muito bem no ataque. Cuida da defesa subindo bem na boa, o que mostra consciência de suas limitações. Mas é fundamental no esquema.

Fabinho Capixaba - outro bem questionado. Quando entra, deixa saudade do Élder. O que falar mais? Nem toda a contratação “funciona”…

Lateral resumo: se o Leandro não se ligar pode até perder a posição por Jefferson. Ambos devem cuidar mais da defesa, sem deixar de ajudar no ataque, em momentos rápidos e pontuais. E tomara que o Élder não se machuque mais até o fim do campeonato.

Meio Campo
Diego Souza - é o caso que o Luxa pode entregar a fralda, caso não dê a volta por cima. Com a saída do Valdívia, ou joga, ou joga. Só tem que tocar a bola mais rápido e não pensar muito. Se precisar treinar mais finalização, que o faça. Se não for sua praia, que pelo menos encha de assistências o ataque. Se ele tem falhado em conclusões é porque tem partido pra cima, tem se exposto. Será fundamental na parte tática, então quanto mais pegarmos no seu pé, mais desfalcados ficaremos. Quem vai entrar em seu lugar? O Maicossuel? Hummm…

Evandro - tem tudo pra ganhar boas chances. Vem bem, mas um pouco assustado ainda com a pressão toda. Mas a tendência é conseguir bons resultados e se firmar como peça central na criação da equipe. Mas tanto ele quanto o Diego Souza precisam ajudar na defesa, o que ainda não tem acontecido. Tem que ajudar na defesa

Maicossuel - meia-atacante, tem bom ímpeto e e é bem ofensivo. Mas ainda demonstra mais vontado do que eficiência. Precisa buscar seus companheiros, caso contrário não chegará a lugar algum.

Ataque

Kléber - peça fundamental, só precisa jogar menos com as mãos. Com calma e um jogo mais participativo (chamando os companheiros e passando). Cais por ambos os lados e é justamente quem pode puxar os meias, fazer 1-2 nas laterais, buscar penetração e deixar companheiros na cara do gol. É só olhar um pouco mais pro time, que deslancha.

Alex Mineiro - o quê falar? Atacante nato aproveita oportunidades e isso ele faz. Dos melhores cabeceadores que tivemos em anos, perde muito de atuação segurando a defesa adversária e ficando como “referência” na área. Mas nessas, pode fazer mais pivôs e se movimentar um pouco mais (em que se pese seus 32 anos), pra buscarmos mais opções de ataque (até pros meias chegarem mais na área)

Denílson - aquela purpurina, aquele chantily todo, ótimo pra festa, mas não ajuda pra definir. É rápido, mas não arma jogadas, não concatena, não inspira. Dilúi o time, ao invés de uní-lo. Nada a ver com personalidade, falo de jogo. Opção pra fazer barulho (tipo matraca).

Preá - cadê o Jorge Preá? Jogou bem algumas partidas depois sumiu… alguém viu? Não que seja alguma solução, mas seria o substituto direto do Alex Mineiro.

Lenny - é daqueles que estão “na manga”. É rápido, habilidoso, tem boa visão e é driblador. Mas precisa de um esquema definido pra ajudar. Seria o substituto direto do Kléber, ou até jogando no meio, quem sabe, como segundo homem de criação. Pra mim deveria começar a ter mais chances, ao invés de insistências com Denílson Matraca ou invencionices como Thiago Gato (que lembra o Marco Osio - italiano que jogou na década de 90 e só dá margem pra especulação sobre jogadores que vem apenas pro lucro de alguém).

Luxemburgo: tem problemas na defesa? Tem. Então que os corrija! JÁ! Vai insistir com Jéci e Gladstone, não vai? Então SE RESPONSABILIZE. Ou será que não tem capacidade pra posicionar os jogadores de forma que paremos de sofrer com gols de cabeça… heeein, Luxa???

Todo técnico traz jogadores desconhecidos e acusações de participação, pra mim, não procedem. No mais, as diretorias incentivam o aproveitamento de jogadores que custam pouco e podem ter uma grande valorização… aí é que mora o perigo. Pode ser fácil montar um time que dê lucro. Mas pra ser campeão, são outros 500.

De toda forma, acredito vejo o Luxa como melhor opção entre todas as outras disponíveis no mercado tupiniquim. Qualquer um que ceda à prática desopilante do “Fora”, deve antes citar qual opção (séria) existiria pra substituí-lo. Com todo respeito, Dorival Jr. não pode ser sério…

“Ah, deveria ter entrado com 3 zagueiros contra o Inter…”. Pode ser, mas ele ainda é o treinador com mais títulos nesse páis e tem crédito pra fazer com que seu 4-4-2 funcione. O futebol defensivo também tem sua arte e acredito nesse esquema.

Diretoria - eu estava lá, em 06/01/02, protestando contra a reeleição daqueles que ainda jogariam nosso futebol na lama. Passou o tempo, o mundo girou. E quem combatia aquela posição nefasta hoje controla os rumos do clube. Dizer que não estão se esforçando, ou fazendo um bom trabalho, seria muita cegueira.

As parcerias são mais transparentes do que qualquer outra no futebol nacional, as contratações obedecem critérios da Comissão e o time vem forte. Infelizmente tínhamos (lá de trás), rombos orçamentários que nos custaram jogadores importantes. Era inevitável. Agora eles tem que correr pra que isso nunca mais aconteça.

Perder um jogador ou outro pode até ser inevitável, mas que o caixa nunca mais fique assim. Nenhum time (nível A) brasileiro é superavitário sem a venda de jogadores, mas a aposta da diretoria é justamente a longo prazo, na Arena e em última análise, na própria torcida, que pode (e deve) deve participar mais das receitas do clube.

Torcida -
vivi toda a década de 80. Sei o que é atravessar um deserto. Por isso me surpreendo com manifestações coléricas num contexto que nem é tão desfavorável. Num mundo do “real time” estamos cada vez mais imediatistas. Uma derrota, e “fora tudo!”. Uma vitória e o campeonato “já é nosso”.

Não é asim pessoal. Infelizmente, olhamos nosso próprio umbigo ao ignorar dificuldades comuns à todos os clubes. A bambizada mesmo, não perdeu o jogo com a validação absurda de um gol? Outros clubes também não contratam jogadores que não vingam? Clubes não “penam” com diretorias coronelistas, obscuras e arcaicas? Que técnico não é teimoso de vez em quando e não faz besteira?

Isso quer dizer que as dificuldades que enfrentamos são inerentes a qualquer outro clube, e se não devemos deixar de fazer pressão e cobrar por um time (e clube) fortes, temos também que reconhecer o esforço feito e apoiar o time, sabendo que ESSE É O PALMEIRAS, e é esse o time que devemos apoiar, não aquele idealizado, aquele Palmeiras utópico que temos na cabeça.

Se formos esperar que um time desse se forme pra podermos torcer com vontade, acabaremos torcendo bem pouco. E isso não faz nosso estilo… AQUI É PALMEIRAS!!!

Vitrine de Luxo?

Sex, 22/08/08
por roberto galluzzi |
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Teria nosso time se transformado numa “Vitrine de Luxo”, para a qual os jogadores são comprados com o critério específico do “maior lucro”. O jogador pode até não ser “perneta”, mas também não passa de uma “promessa”. Com um time de promessas, fica difícil conquistar algo.

Mas vamos lembrar: quando o Valdívia chegou era consagrado? E o Pierre? O Henrique chegou mais gabaritado, mas ainda uma promessa também. E todos vingaram. Além disso, o Alex é experiente, O Kléber também, o Diego chegou como grande contratação (da qual não se pode culpar a diretoria, todos nós saudamos sua chegada), o Élder já é rodado, o Leandro velho conhecido do treinador. Sandro e Jumar, que chegaram desconhecidos, estão bem. Evandro veio com várias passagens pela seleção.

Alguns reclamam das negociações. Leviandade… quem sabe da situação reconhece que tal procedimento seria inevitável. O que o clube precisa fazer é nunca mais voltar a ficar em situação de caixa tão delicada, a ponto de ter que “chupar essa manga”. Isso sim.

Mas voltando ao time. Se a maior parte das contratações foram positivas, por que a chiadeira? Pois a torcida ainda não engoliu Fabinho Capixaba, Jefferson, Jéci, Gladstone, Maicossuel e agora Thiago Gato. Mas não adianta generalizar. Achar possível uma diretoria que só contrate “acertos” é uma utopia das mais infantis. Até o jogo de quarta, já havia colorado dizendo saber que o D’Alessandro “não era grande coisa”.

Isso significa: não adianta execrar os jogadores agora! Não adianta pedir jogador!!! O que devemos é fazer pressão em quem os trouxe, para que os faça jogar para um título e não só para uma transferência lucrativa. E que o time jogue pelo que recebe, ou seja: MUITO.

 

Amanhã faremos uma passagem geral avaliativa sobre cada integrante do time, bem como da Comissão Técnica. 

Que lambança!

Qui, 21/08/08
por roberto galluzzi |
categoria 1

Pessoal, depois de uma sabugada dessas, é melhor guardar as análises pra depois, pra não sair ofendendendo geral.. Mas pra sintetizar a situação:

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Essa é nossa situação… corremos atrás e levamos na cabeça.

1) O time iria sentir, sentiu mesmo, o negócio é não apavorar e torcer pra que se entrosem logo;

2) Se um time não consegue evitar a mesma jogada (que origina gol) em 2x seguidas, é por muita incompetência geral e principalmente da defesa. SOCOOOOORRRO!!!!

3) O Denílson não adiantou bolhufas (desse jeito, que vá animar festa infantil), o Leandro não se entendeu com a defesa pra chegar no 2º pau, o Diego Souza não armou nada e o ataque mal viu a cor da bola. Vamos tocar essa bola sem querer resolver sozinho, pombas!

4) Se o comando não der uma radicalizada agora, não que seja trocando titulares, mas com nova postura, nem pela Libertadores vamos brigar;

5) Bola aérea… até quando? ATÉ QUANDO, DIO MIO???!!!! PÕE ALGUÉM FIXO NO 2º PAU, CAZZO!!!!

6) Respirar fundo, pé no chão e trabalho. Com serenidade, isso vira um acidente de percurso.

7) O time precisará agora de uma bela sequência de vitórias pra voltar a disputar o título. Difícil é, mas não impossível. Acreditar a gente acredita, mas tem muita coisa a ser corrigida.

Que a lição seja aprendida. Leva-se muito tempo pra formar um time… e muito pouco pra demolí-lo. Os caras precisam melhorar? Precisam, E MUITO. Mas não será daqui que levarão pedradas. Vamos lá Palmeiras, vamos lá Luxa, pé no chão e sequência no rumo. De toda forma… VERGONHA NA CARA E FUTEBOL NO CAMPO!!!

Duelo no Gigante

Qua, 20/08/08
por roberto galluzzi |
categoria 1

A equipe do Internacional é das poucas que levam vantagem sobre o Palmeiras em confrontos diretos, ou seja, nos venceram mais do que vencemos eles. Até aí, mais um combustível pro jogo. O fato é que o Inter é um time brioso, tem bons jogadores e vem “ferido” da última partida, quando levou de 4 do Vascão Dinamite. Jogam em casa, torcida presente, então virão pra cima, com certeza. Precisam da vitória pra sair da situação em que se encontram. Do nosso lado, é nítida a intenção do grupo em minimizar o efeito “pós-Valdívia”, ressaltando onde a equipe melhorou, ou seja, velocidade. Isso ainda é mais visto para eles do que para nós, mas pelo menos indica que o grupo tem uma direção a seguir. Aliás, o que o Luxemburgo fez semana passada, dizendo que o Valdívia tinha mais é que ir mesmo embora, não foi nada além de já preparar o grupo pra isso. Daí a achar que ele estava querendo ver o Valdíva fora do time, é um devaneio e tanto. O Valdívia pediu pessoalmente ao presidente do Palmeiras pra não melar a negociação (R$15,5milhões pro clube).  

O Evandro está consciente de sua posição, o Diego sabe que pode jogar mais, o Kléber está bem participativo e o Alex, fazendo o que um centrovante faz, que é aproveitar as oportunidades.

 diego.jpg O cuidado maior deve estar nas laterais e na defesa. A ausência do Élder e do Capixaba criará um improviso que será explorado, na certa, pelo adversário. O Sandro jogando alí, deixa Jumar e Martinez no meio. Não é de se descartar um esquema com 3 zagueiros pra saída de um homem da frente (DS ou Evandro). Pode não ser um esquema pra 90′, mas pode dar segurança à equipe, afinal esse jogo é daqueles pra aproveitar cada chance, pois não deverão ser muitas. O negócio é fazer um jogo frio e certeiro.

Correndo por fora

Seg, 18/08/08
por roberto galluzzi |
categoria 1

VITÓRIA!!! Importantíssima para a sequência do campeonato. Pra não deixar ninguém “disparar” sozinho. Pra continuar a perseguição e dar alguma emoção ao Brasileirão. Já era de se esperar as dificuldades que o time encontrou nesta última rodada, contra o Coritiba. Não dá pra imaginar que a perda do principal armador vá se resolver assim, de um jogo pra outro.

O Diego Souza não se esquivou do jogo. Buscou, armou e deu assistências. Principalmente no 1º tempo. O time entrou bem melhor e não fez o gol por falhas de finalização. O Kléber, lutador como sempre, procurava o jogo incessantemente. O Alex que achei um pouco fixo demais, mas tudo bem.

A defesa veio bem, mais uma vez com Glad e Jéci se acertando alí na zaga, Leandro com boas participações (só falta conseguirmos cobrar melhor escanteios ou faltas laterais), o Fabinho fazendo o possível. E a dupla Sandro e Jumar voltando a corresponder, fechando bem a entrada de área e buscando a cobertura dos laterais.

Mais à frente, é perceptível que o Evandro ainda não achou totalmente seu posicionamento em campo, mas parece ser uma questão de tempo. E apesar de estar jogando “direitinho”, viramos o intervalo no 0.

O engraçado é que no 2º tempo, quando fizemos o gol, as dificuldades foram ainda maiores. O Coritiba acertou a marcação no Diego, o Fabinho foi expulso (exagero do juiz?) e partimos pra cima com 10. O Luxa fez substituição que esperávamos, tirando um volante pra entrada de um atacante (Jumar/Denílson).

O Denílson entrou naquelas, chamando mais a atenção do que construindo jogadas efetivas. Mas ajudou. Chama a marcação, abrindo espaço pros demais. Nessas, o Evandro aproveitou bem uma caída pela direita e cruzou bem pra área, pra cabecinha de ouro do nosso Alex Artilheiro. Linda cabeçada. Teve poucas oportunidades, mas aproveitou. Talvez saindo mais da área ou invertendo mais a posição com o Kléber ou os meias, acabe aparecendo mais chances.

Pra garantir o resultado, o Luxa ainda sacou o Diego, que saiu aplaudido, pra entrada do Martinez. Não acrescentou grande coisa, mas seguramos o placar, então valeu.

Falar que “não precisamos do Mago” seria leviano. Faz falta sim. Mas o grupo deu o primeiro passo pra mostrar que vai se esforçar pra suprir essa carência. E quem sabe no final esse esforço não é premiado? O merecimento existe.

Luxa x Imprensa
Opinião própria: boa parte dos questionamentos que o Luxa faz à imprensa procedem, pois ele sabe onde os caras querem chegar com determinada pergunta, e já desvia dela. Mas se ele tem assessoria de imprensa, pronta pra fazer um “clipping” (coletânea de notícias de um determinado assunto), se tem auxiliares ou não, isso nem precisava vir a tona. Ele apaga o fósforo quando o jornalista está vindo querer “tocar fogo”. Mas as vezes, na tentativa de apagar um incêndio, a gente pega o balde de gasolina… Luxa, você está certo, mas não dê mais pano pra manga dessa patuléia piromaníaca! É nóis…

Nossa torcida
Maravilhosa, enchendo mais uma vez o Palestra. Os 15.000 aproveitaram um belíssimo fim de tarde e eu comemorei o gol olhando uma lua cheia de emocionar. Mas o ponto triste veio antes da partida, quando por mais uma vez a rua Turiaçú virou palco de guerra. Nosso palco SAGRADO, maculado pela ignorância humana. Dio mio, até quando??? Até quando haverá esse ódio no coração da torcida, que segue queimando o próprio filme. E prejudicando todo mundo! Mas o problema é evidente: alguém foi preso ou punido? NÃO.

Mas nós, a maioria de torcedores comuns fica impedido de circular na rua e ainda fica sendo ofendido pela polícia, como se fizesse parte da bestialidade. A incapacidade de identificar, isolar e punir quem faz a baderna é substituída pela tática da “dispersão”, ou melhor: m**** no ventilador. É a ignorância tratada com mais ignorância… repito, até quando, Dio mio, até quando veremos crianças chorando entorno do estádio, com medo de nossa própria torcida?


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