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Controlando a pressão

Qua, 30/01/08
por roberto galluzzi |

Aahhh… agora a impensa já vai cair matando… e aí, time badalado perde do Ituano. Meu… tudo bem, sem apavoro (a não ser no vestiário), sem grande drama. Entrosamento demora mesmo, principalmente no ataque. Se na defesa isso ainda aparece, temos opções agora. Então, vamos na boa.

Sinceridade, levamos o gol no lance fortuito e depois ficou aquela afobação geral. A entrada do William no 1º tempo foi uma chance a mais, e o Luxa bem que mudou logo no intervalo, sem esperar aqueles 15′ no 2º tempo. Depois o Valmir teve chance e até o Wendel, pra fortalecer a direita, bem trabalhada pelo Élder. Mas necas…

Olhando o lado bom, as estréias. O Diego procura bem o jogo, o Lenny não tem receio de finalizar. O que faltou mesmo foi conversa ali no meio, e aproximação. Talvez a palavra chave… aproximação. É difícil isso na 1ª partida dos caras juntos. Mas foi no final do jogo que pudemos ver o esboço de algumas tabelas, de algum jogo alí pelo meio.

Outra confirmação boa é a direita com o Élder. Com alguém se aproximando pra ajudar, a linha de fundo funciona bem. Mas falta… aproximação. Que só vai aparecer com algumas rodadas. Não adianta cair no imediatismo da imprensa. Atenção galera…

Agora é deixar a poeira baixar e lascar a lenha no treinamento. Não tem alternativa. Paciência e trabalho. Aos poucos os caras se acham. O Valdívia não fez uma grande partida? Até fez bons passes, mas o pessoal pecou na finalização. Pelo menos disposição não faltou. Nem habilidade. É só questão de um pouco de paciência e bastante conversa.

Parceria boa ouve a torcida!

Ter, 29/01/08
por roberto galluzzi |

Show de bola, show de bola Suvinil!!! E não é que nos ouviram mesmo?! Parabéns à todos aqueles que acreditaram que o NOSSO manto sagrado está acima de contratos financeiros. YEEAH!!! Parabéns ao PTD que fez uma bela carta (valeu Edu!). Parabéns à empresa, que teve o bom senso de ouvir os torcedores. Quando a marca é forte, não é uma adaptação da logo que vai depreciá-la, pelo contrário!



Ó lá pessoal! Unidos conseguimos!

Futebol de verdade é isso, que ouve o torcedor, a verdadeira alma do esporte. Deus nos livre da coisa horrorosa que se tornou o futebol inglês, por exemplo, onde os mesmos 4 times vencem há 15 anos, encontrar um ingresso prum jogo é impossível (e caríssimo) e os times foram vendidos pra magnatas estrangeiros a ponto de um Manchester nem existir mais.

A verdadeira torcida do clube foi obrigada a fundar um novo time (FC United of Manchester), pois sabem que o antigo virou uma patética franquia esportiva vendedora de bibelôs. Recomendo melhor leitura a respeito na matéria da revista Piauí publicada no excelente blog do Vicente Criscio, o 3VV (Terceira Via Verdão - http://terceiraviaverdao.blogspot.com).

Futebol é Malandragem
Em menos de um mês o Luxa percebeu aquilo que técnicos passaram temporadas sem se dar conta. Que o time do Palmeiras sofre de ingenuidade crônica. A tradicional cabaceira… putz! Cantado em prosa e verso… time afobado, precoce, parecendo um adolescente de 15 anos antes da 1ª transa. Não pode, não pode…. futebol é malícia, é malandragem, lógico! Faz que vai mas não vai e acaba indo, sabem como é? Mas não… coisa telegrafada, previsível, engomadinha só leva chumbo no futiba’s. Há que se ludibriar o adversário que ao perceber, fez parte do espetáculo.

Meio de Campo aguardado…

Agora que todos mundo já pode estrear, o time começa a ganhar corpo. O tempo de registro ajudou os jogadores a ganhar ritmo, de forma que podem estrear nesta quarta mesmo. Madonna!!! Valdívia, Diego Souza, Lenny e Alex Mineiro. Falar que nós não aguardamos a estréia desse ataque com ansiedade, seria uma mentira deslavada… vâmo Palmeeeeiraaas!!!

Por mais criatividade

Seg, 28/01/08
por roberto galluzzi |

Quando o Luxa falou que precisaria de mais um Valdívia no time, se referiu a divisão de responsabilidade de criação no meio campo, que dará mais trabalho à defesa adversária. Mas a imprensinha, lógico, já vai querer usar esse discurso pra criar indisposição entre o elenco, mostrando que o Mago é “peixe” do chefe. Nada mais irreal…

Infelizmente o William precisará de mais tempo pra poder mostrar seu futebol (digamos assim), bem como o Luiz Henrique não pode negar que um centroavante não pode viver sem gols, por mais que sua função tática seja a de servir (e nem é). Seria ótimo que que os reforços estreassem sem pressão, e tanto o William quanto o LH ainda podem ter mais uma rodada pra ficar “na boa”. Não podem dizer que não tiveram chance. Mas cada jogo mostra o quanto as contratações eram realmente necessárias.

Analisando o erro
Observando esse empate percebemos que apesar do time não ter feito lá grande coisa, jogava contra um adversário que vinha claramente pra explorar contra ataques. O 1º gol que sofremos aconteceu entre o Gustavo e o Dininho. Dois zagueiros subindo e o adversário levar vantagem no meio dos dois é difícil… parece que falta treinamento de impulsão, posicionamento ou entrosamento mesmo.

No 2º gol, a falha foi mais cruel. Taticamente os jogadores estava corretos. O Valmir havia subido ao ataque, mas tinha entrado justamente para isso. Quando o adversário abriu na esquerda, o Gustavo estava fazendo a cobertura, o Élder havia ficado (não foram as duas laterais que subiram juntas), os dois volantes (Pierre e Martinez) também voltaram e o Dininho ainda fazia a sobra na entrada da área. Quer dizer, taticamente o time havia recomposto a subida do lareal. Mas…

Não basta você estar no lugar certo… deve também fazer a coisa certa. Temos que considerar que o adversário fez uma jogada rápida e precisa, mas na hora do cruzamento, o Pierre deveria ter ficado colado no atacante. Justo ele, sempre um dos melhores do time, falhou. Acontece, mas não pode se repetir.

Cabeça inchada
Muitos jogadores - principalmente da zaga - vão iniciar a semana de cabeça inchada… não só pelo resultado. Mas pela carga de treinamento em bola aérea que o grupo deve ser submetido. Deixar o time vulnerável desse jeito não é opção.

Zagueiro Henrique
Não poderia chegar em momento mais significativo. Fica até chato pro cara, justo numa semana em que o time toma dois do Mirassol… lógico que já chegarão perguntando se ele será titular. Melhor adotar o discurso de “vim pra somar” e entrar na boa. Estrear com muita expectativa em cima e sempre pior do que entrar na boa… mas quem é “bão” e quer mesmo jogar no Palmeiras, acaba encontrando seu espaço.

Enquete sobre layout do Manto Sagrado
Olha pessoal, sei que temos outras coisas a nos preocupar, mas não podemos ficar calados sobre algo que nos compete diretamente. Não há um palmeirense que eu encontre e goste dessa logomarca toda colorida em nossa manga. No máximo alguns falam: “o importante é a verba”, mas sabemos que não é bem assim. Tudo tem um limite e agora esse limite parece ter sido extrapolado.

Definitivamente, vermelho e laranja escuro sobre o uniforme verde fica horroroso. O patrocínio está ótimo, a tinta é de primeira… mas adaptem apenas a logomarca à nossas cores! Pode ficar bom sobre outras cores, mas sobre o verde complica. O pessoal do PTD (palmeirastododia.com) já preparou uma carta à Suvinil, com uma ótima enquete, que tal como aquela nossa (das meias brancas) deve ser levada ao pessoal do clube. Que pelo menos o pessoal lá dentro saiba nossa opinião.

Pitaco
Sei que nem nos compete, mas na minha opinião a Imperatriz fez falta sim.

Corrigindo vacilos

Dom, 27/01/08
por roberto galluzzi |

Êita empatezinho amargo… logo agora que estávamos quase pra beliscar a ponta de cima da tabela. Mas tudo bem, deixemos os “paraguaios” saltar à frente que a gente se arruma no caminho. Como de hábito, há times no interior se preparando há mais tempo, e essa diferença sempre aparece no começo da temporada.

Contra o Mirassol, não podemos falar que o time jogou bem não… nossos dois gols terem saido de bola parada comprovam isso. Faltou o principal, mais criatividade no meio campo. É impressionante como alguns jogadores que sabem ter a posição “em risco” pela chegada de reforços, não se esforçam pra fazer algo diferente, algo mais produtivo. Pelo menos pra gerar dúvida. Não é legal os caras estrearem na base do “até que enfim”.

No 1º tempo contra o Mirassol parecia que o time estava se segurando pra depois. Nosso gol de escanteio com o Gustavão - que fez uma sincera e emocionante declaração de amor ao time na comemoração, beijando a camisa e mostrando o coração efusivamente - deu uma tranquilidade perigosa ao time, que sentia ter a partida nas mãos.

No 2º tempo jogo continuou modorrento. Mas brincar com a presa é coisa que não se faz e levamos o troco. Num escanteio muito parecido, o adversário conseguiu cabecear entre os nossos dois zagueiros. Aí complica…

A entrada do Makelelê não ajudou muito na criação e com o Valdívia - mais uma vez - sem ninguém pra acompanhá-lo, a solução foi usar a malícia e entrar na área pedindo “me derruba, me derruba!”. Ingênuo, o Mirassol foi lá e derrubou mesmo. O Alex Mineiro bateu com personalidade, sem chance pro goleiro adversário.

Ai então quando a fatura parecia liquidada, no ataque rápido que pegou nossa defesa avançada, os caras subiram nas costas do Valmir (que havia entrado no lugar do Leandro), cruzaram como quiseram e cabecearam mais tranquilos ainda, a queima roupa.

Estavam alí o Pierre e o Élder, além do Martinez e do Dininho, todos olhando o atacante cabecear sozinho. Assim não dá. Tem que subir (pular junto com o atacante), pelo menos pra atrapalhar ou deslocar o cara. Ficar olhando o atacante cabecear é o que, definitivamente, não se pode fazer. Seja Milan ou Mirassol. Aliás, as “costas” das laterais parecem ser um problema crônico a ser resolvido nos esquemas do Luxa.

Mas vamos lá pessoal. Tropeços assim são normais, ainda mais nessa fase de adaptação tática da equipe. O importante é ter calma pra analisar as falhas - aproximação, desatenção, posicionamento da defesa - e corrigí-las. Errar é humano e poucos time são tão humanos quanto nós. Persistir no erro é que não tem cabimento.

A melhor defesa é o ATAQUE !!!

Sáb, 26/01/08
por roberto galluzzi |


Se é pra ter força, nós vamos com força

A melhor defesa é o ataque. O único treinador que ainda consegue se valer desta expressão é mesmo o nosso Luxa. 99,9% dos técnicos preferem.. a melhor defesa é… mais um ou dois volantes.

E dá-lhe pancada, anti-jogo, ou seja, tudo aquilo que um verdadeiro apreciador da arte do futebol detesta. E olhem que há clubes aí por baixo que louvam essa excrescência, essa deformidade do futebol, o futebol-cavalo, a arte reduzida à mera batalha campal.

O Palmeiras nunca será isso. Em nossa essência, no âmago do coração palestrino reside a paixão pela arte e pela estética. Já temos luta suficiente no dia-a-dia pra querermos sua reprodução dentro das 4 linhas.

Alí, solo sagrado, é lugar de criatividade, alegria, companheirismo, sagacidade, beleza, articulação, movimentação, harmonia. Murro nas costas ou pé na cara podem até ser ossos do ofício. Mas de forma premeditada e dirigida são o reconhecimento de uma pretensa inferioridade, e o pior, a incapacidade em lidar com ela.

Hoje, contra o Mirassol, deve ser um pouco diferente. Houve muito barulho e imagens desde a última partida, o que deve jogar os holofotes um pouco na questão. Além disso a equipe do Mirassol, estreante no Paulistão, não se presta a esse tipo de apelação.

Mas como nós, brasileiros, costumamos ter a memória curta, é capaz que em uma rodada já volte o “pé na cara”. Mas não vamos ficar dando a cara pra bater não! Literalmente… vamos é levar de vencido e mostrar que é campeão. Sair no drible isso sim. E ter objetividade, mas calma. Sem receio de ter que cadenciar o jogo quando preciso.

O fato do Luxa repetir a escalação vai ao encontro do que sempre comentamos a respeito de entrosamento. É obrigação do técnico “achar” rápido o melhor time pra entrosá-lo o quanto antes. Porque demora… muito. Hoje o William terá mais uma bela chance, o Martinez vai subir na boa, o Pierre também está tendo espaço no ataque e o Élder terá continuidade em seu controle alí pela direita. O Alex não “guardou” na última e deve estar afiado. E o Luiz Henrique… quem sabe finalmente não desencanta? O Palmeiras apresenta suas “armas”… vâmo Verdão, o time com o coração na chuteira e nós com ele na mão.

CANALHAS!!! A violência não vai nos deter!

Sex, 25/01/08
por roberto galluzzi |

Ô timinho pra dar pancada esse Marília! E se virmos bem, parece que tudo quanto é time tem “licença pra bater” quando se trata de Palmeiras. O que que é isso? CANALHAS! CANALHAS!!! E tudo sob a conivência de uma imprensa que vive de explorar a imagem alheia!


Já era feio… agora está assustando!

Inventaram uma fama descabida pro Valdívia e agora ele é vítima disso, visto que os técnicos designam um marcador exclusivo pro nosso 10 e a arbitragem deixa bater… foi preciso 90min. do último jogo pro juiz perceber a porradaria gratuita e expulsasse alguém.

Vocês não acham que mistura de “time rico” + “time do técnico arrogante” + “time do chileno abusado” (tudo na cebeça dos adversários) gera uma carta branca pra pancadaria adversária? Ganhar da gente vira obrigação, enquanto perder… uma humilhação. Estou tentando entender de onde vem essa hostilidade…

Isso não pode acontecer. O que se passa na recalcada mente alheia não nos compete. Mas lembro muito bem da década de 90, quando por mais rejeição que o time encontrasse nos opositores, era respeitado pelo futebol que praticava pois encantava os olhos e justificava qualquer vitória. Lógico, todos querem vencer o time badalado. E lógico também que o Palmeiras ainda tem muito o que entrosar, mas é fundamental que o time alie técnica e tática à objetividade em busca do gol.

A melhora na postura do time é significativa. Mas ainda falta mais “presença de área”. Raríssimas vezes o time chega com mais do que dois homens na área. Assim não dá. Temos que ter ataque onde 4 ou até 5 homens cheguem alí. Aí sim poderemos chamar de “força ofensiva”. Porque não é só chegar… é chegar tendo a capacidade de voltar, e rápido.

Nossa vantagem é termos estréias justamente pro ataque. Não deve ser agora contra o Mirassol, mas na próxima rodada o Lenny e talvez até o Diego Souza serão relacionados. Mamma mia… não esperemos “maravilhas” na primeira partida, mas alguma diferença deve haver. E por mim, neste sábado, pouparia o Valdívia, já é a 2ª vez que o cidadão tem que usar proteção na napa… o cara já foi um guerreiro ao ficar em campo no último jogo.


Deyvid Sacconi

Pode parecer pegação no pé, mas o infeliz que causou a ruptura de ligamento do Deyvid bem que poderia cair sem ter se enroscado tanto na perna do nosso meia. Proposital não digo que foi, mas não só o “dolo” (intenção), como também a “culpa” (responsabilidade) levam um cidadão à cadeia. Só digo uma coisa: essa “má intenção” com que muitos estão entrando nos jogos é um CRIME! ALÔ STJD!!! Sem correção a injustiça vira endêmica.

3 pontos na bagagem aérea

Qua, 23/01/08
por roberto galluzzi |

Voamos para a vitória!!!! AEEE PALMEIRAS!!! Bem que falamos que seria encardido… 0 x 1 de bola parada (se bem que linda), do Élder. Parabéns Élder! E ainda ficou os 90′!. Muito bom. De resto foi um sufoco. A defesa ficou muito bem postada, principalmente com o Pierre (pra variar) e o Gustavo. O meio-campo dominava. Mas do meio pro ataque, aquela dificuldade…

Nós bem que insistimos… suba Martinez.. e foi numa subida dele que surgiu a falta que originou o gol, após uma bela troca de passes entre o Alex e o Martinez. Está vendo Martinez? Suba, meu filho! A falta foi colocada “com a mão” pelo Élder. Lindo!

O resto foi sufoco. O Cavallieri esteve muito bem. O Dininho ainda proporciona os costumeiros calafrios em algumas jogadas. O Leandro não apoiou muito, mas esteve bem na defesa. O William ainda peca em fundamento básicos (finalização, passe). As laterais se poupam pro 2º tempo, e nessas acabam deixando o ataque desguarnecido.

Até aí tudo bem, o time ainda está aprimorando o condicionamento. Mas sem maior apoio no ataque, acontece aquilo que já vem se tornando habitual em vários jogos. O Valdívia vira saco de pancadas da defesa adversária.

É bicuda, paulistinha, cotovelada, tranco, chute na cara… vale tudo pra malhar o chileno que parece “querer tirar uma onda com nossa cara”, dizem os adversários. E senta a bota… só que essa prática já se tornou contra producente, pois os jogadores do outro time acabam ficando mais motivados a ganhar e dar porrada.

Solta essa bola Maguito!
Sinceramente, acho que o Maguito deveria ficar mais piano, tocar logo essa bola e se for pra inventar, que seja na direção do gol, porque neguinho não vai aguentar alguém prendendo a bola pra depois sair driblando na cara grande.

Se liga Maguito: se quiseres preservar sua “tíbia & perônio”, vá por nós que lhe queremos muuuuito bem: não inventa, seja objetivo, joga seu futebol que é sensacional e parte pro abraço!

Agora é relaxar até o fim de semana, quando pegaremos o Mirasol, às 20h30 do sabadão (pré-balada). Quem sabe até lá não temos uma estréia pra chacoalhar esse esquema aí. E vamos pra cima. Valeu pela torcida, galera! VALEU PALMEIRAAS!!!

Voando pela vitória

Qua, 23/01/08
por roberto galluzzi |

E lá vamos nós, pro interiorzão de SP, com vôo fretado e tudo. Chique nos úrtimo, sô… pra garantir que o pessoal estaria preparado (pra essa tabela insana que já no começo do campeonato marca jogos com menos de 72 horas) a Comissão Técnica até cancelou o treino de ontem.

Tudo bem, provavelmente o Luxa deve repetir a escalação, até por coerência. Como os reforços ainda demorarão um pouco pra estrear (Diego Souza mais), a intenção é aproveitar o entrosamento da última partida, quando o time não jogou mal, precisando apenas de alguns ajustes. Luiz Henrique, William, as laterais…

O Marília vem embalado pelo início fulminante com duas vitórias. É a força clássica do interior de SP, que sempre vem com time ajeitadinhos, encardidos e lascados de vencer. Daqueles que se disputassem qualquer outro campeonato do país chegariam entre os 4. O bom é que parece ser um time que joga pra frente, ainda mais em seu estádio. O importante é ter calma no início dos dois tempos e segurar o fôlego pro final.

Negociação muito doce acaba melada
Essa do presidente da Lusa (sobre o lateral esquerdo Leonardo) é muito manjada. Diz que o jogador está “quase” no Palmeiras pra jogar a pressão em cima do clube. Mas não reduz a pedida de recebimento. Ah, vão caçar pipoca… quer saber, vamos com a “dupra” Valmir e Leandro e beleza. Sobremesa portuguesa costuma mesmo ser muito doce…

Em defesa dos volantes
Vamos defender o pessoal também, pra não ficar uma pegação no pé. Como foi bem lembrado nos comentários, o Makelelê é volante, e se jogam ele pra frente a culpa não é dele. Mas seria ingenuidade achar que não é vontade própria essa assistência ao ataque. Ele já fazia o mesmo o ano passado, quando pedíamos pra que ele aprimorasse a finalização. Mas tudo bem, considerações sejam feitas.

E quanto ao Martinez, a informação que foi quem mais desarmou bolas na última partida, ao lado do Pierre. Muito bom… além de sua declaração de que está atuando mais a vontade em sua posição. Tomara que fique a vontade no campo de ataque também… vamos ver hoje.


Martinez tranquilão nos desarmes…

Futebol e Samba

Seg, 21/01/08
por roberto galluzzi |

Ninguém duvida da parceria entre futebol e samba. A malícia, a malemolência, a ginga… mas embora meu conhecimento carnavalesco seja tão profundo quanto um pires, é perceptível algumas semelhanças entre a avenida e o campo.

Exemplo: Conjunto, Evolução e Harmonia. Conjunto é o quanto as alas estão coesas, agrupadas, de forma compacta e bem distribuída. Evolução é como essas alas, coesas e bem agrupadas, se movimentam. E Harmonia, o quanto sacolejam, sambam e cantam em uníssono o samba enredo.

No futebol é o mesmo: Conjunto: o quanto os jogadores estão coesos, agrupados e bem distribuídos. Evolução: como esses jogadores se movimentam; e Harmonia: como se posicionam e movimentam em conjunto, ao mesmo tempo.

Desenvolver um esquema que privilegia a criatividade e a força ofensiva é o mais demorado. Time botinudo se arruma mais fácil, afinal combinar duas ou três jogadas é muito mais rápido do que fazer o jogador a pensar por ele mesmo, criando novas possibilidades. Mas isso exige entrosamento, que faltou no domingo.

Aproximação entre as laterais e o meio, por exemplo. Aproximação do Martinez ao ataque. O Alex puxa muito bem a defesa, o que permite ao Luiz Henrique entrar pra fazer linha de fundo, já que mais que isso parece difícil pra ele. Aí toca pra trás, pro Valdívia entrar…

O Mago não fica mais próximo da área porque tem que voltar pra buscar o jogo! Assim não dá! Srs. laterais, Sr. Martinez… ajudem aí, pô! Me ajuda aí!!! E o William, ao invés de ficar se isolando pra fugir da marcação, se aproxime garoto!

Os jogadores tem que se ajudar mais, serem mais cooperativos. Conjunto, Evolução, Harmonia. Os melhores times que já tivemos, a despeito de sua qualidade técnica, primavam pela função tática, por isso foram chamados de Academia. Os caras que não achem que Campeonato cai do céu, porque a conquista é árdua…

Él Capitón
Se o Valdívia, agora que é capitão, não puder falar com o juiz, fica complicado. A arbitragem tem que distinguir entre argumento e catimba. O pior é que qualquer coisa que o Mago fala jé é visto como ofensivo. Até mesmo um “narigudo” já ofende… ah, tenham dó (e olhe que de nariz eu entendo). Se liga Maguito, não se rebaixe ao nível de marcadores botinudos. A categoria desbanca qualquer marra.

0 x 0 na chuva deveria ser proibido!

Dom, 20/01/08
por roberto galluzzi |

Cruel essa, muito cruel… domingão de chuva geral, os torcedores vão lá, saem ensopados e nem um golzinho? Futebol é mesmo paixão. Mas se houvesse alguém pra levar os 3 pontos seria o Palmeiras. Tivemos muitas falhas, mas há tempos não jogávamos na vila pressionando, tomando a iniciativa e sem dar bicão, frente à marcação na saída de bola.

O campo pesado complicou muito o toque de bola e contibuiu pra cansar os jogadores ainda mais, mesmo porque a correria foi constante. O Alex Mineiro por exemplo, talvez o melhor do ataque, com ótima visão e movimentação, sumiu um pouco no 2º tempo. Mas ainda assim aparecia bem, puxando a marcação e tocando rápido. É atacante nato que não demora com a bola no pé.

No 1º tempo dominamos até os 15′, o Santos equilibrou e depois voltamos a dominar no final. As laterais ficaram retraídas e o Luiz Henrique não se entendia com o Alex. Valdívia, bem marcado, ainda conseguia encontrar brechas (chegou a chutar a gol, como o técnico pediu), mas nada muito consistente. Até mesmo no final, quando Mineiro aproveitou um vacilo da zaga pra deixar o Wiiliam cara a cara com o gol, pecamos na finalização. Mas a zaga também voltou rápido.

No 2º tempo a troca LH/Makelelê piorou a bagaça. Ao invés de usar o Makelelê pra dar cobertura pro Élder apoiar o ataque, não… foi o próprio Makelelê ao ataque. Aí só deu lambança… depois, o Élder - que poderia ter feito umas diagonais, umas tabelas, mais chutes cruzados (fez só um, ainda no 1º tempo) - já estava no bagaço da laranja. Foi substituído pelo Wendel, que continuou achando espaço por alí, mas sozinho, não conseguiu muita coisa.

Aliás, esse foi um dos problemas… trabalhar a bola pelas laterais. Onde foram os cruzamentos do Leandro? As jogadas de linha de fundo? Tabelas pelo bico da área? Nada… então fica difícil. O William por exemplo, se ao invés de se isolar ao tentar fugir da marcação se aproximasse mais do Mago, receberia a bola de volta na boa. Não adianta jogar isolado! Futebol é conjunto!

Outra coisa que inerva são os passes laterais do Martinez. Pô, o cara joga bem, mas as vezes tem espaço, chega alí no meio e manda pra lateral… é compreensível o receio do contra-ataque, mas se o cara está com a 11 e o Makelelê com a 8, quem é que deve subir mais? O 11 pombas! Deixa o Makelelê lá atrás e sobe pra trabalhar umas tabelas nesse ataque, cazzo!

O Mago viu nesse jogo um exemplo da marcação que deve receber a temporada toda. Levou pancada de cima abaixo, explorou as faltas, mas mais uma vez, ainda ficou a marecê da marcação cerrada, sem ter muito ninguém por perto pra trabalhar, a não ser a presença do Alex, que busca mais o jogo, sempre puxando a marcação também. Ele vem buscar o jogo, quando deveria estar mais próximo da área, como no 2º tempo, que apareceu no 2º pau e quase conferiu.

Então o recado: não adianta atacar com o Makelelê, o Martinez deveria fazer jus ao 11 que leva nas costas, o Mago não deveria ficar tão isolado pra não apanhar tanto (deve tocar rápido a bola e se aproximar mais da área) e as laterais fazerem mais diagonais e linhas de fundo (entrar tabelando), principalmente o Élder, que parece ter habilidade pra isso. E agora um bom banho quente pra corajosa galera que ficou na chuva e representou legal. Valeu Palmeiras.


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