Cruel essa, muito cruel… domingão de chuva geral, os torcedores vão lá, saem ensopados e nem um golzinho? Futebol é mesmo paixão. Mas se houvesse alguém pra levar os 3 pontos seria o Palmeiras. Tivemos muitas falhas, mas há tempos não jogávamos na vila pressionando, tomando a iniciativa e sem dar bicão, frente à marcação na saída de bola.
O campo pesado complicou muito o toque de bola e contibuiu pra cansar os jogadores ainda mais, mesmo porque a correria foi constante. O Alex Mineiro por exemplo, talvez o melhor do ataque, com ótima visão e movimentação, sumiu um pouco no 2º tempo. Mas ainda assim aparecia bem, puxando a marcação e tocando rápido. É atacante nato que não demora com a bola no pé.
No 1º tempo dominamos até os 15′, o Santos equilibrou e depois voltamos a dominar no final. As laterais ficaram retraídas e o Luiz Henrique não se entendia com o Alex. Valdívia, bem marcado, ainda conseguia encontrar brechas (chegou a chutar a gol, como o técnico pediu), mas nada muito consistente. Até mesmo no final, quando Mineiro aproveitou um vacilo da zaga pra deixar o Wiiliam cara a cara com o gol, pecamos na finalização. Mas a zaga também voltou rápido.
No 2º tempo a troca LH/Makelelê piorou a bagaça. Ao invés de usar o Makelelê pra dar cobertura pro Élder apoiar o ataque, não… foi o próprio Makelelê ao ataque. Aí só deu lambança… depois, o Élder - que poderia ter feito umas diagonais, umas tabelas, mais chutes cruzados (fez só um, ainda no 1º tempo) - já estava no bagaço da laranja. Foi substituído pelo Wendel, que continuou achando espaço por alí, mas sozinho, não conseguiu muita coisa.
Aliás, esse foi um dos problemas… trabalhar a bola pelas laterais. Onde foram os cruzamentos do Leandro? As jogadas de linha de fundo? Tabelas pelo bico da área? Nada… então fica difícil. O William por exemplo, se ao invés de se isolar ao tentar fugir da marcação se aproximasse mais do Mago, receberia a bola de volta na boa. Não adianta jogar isolado! Futebol é conjunto!
Outra coisa que inerva são os passes laterais do Martinez. Pô, o cara joga bem, mas as vezes tem espaço, chega alí no meio e manda pra lateral… é compreensível o receio do contra-ataque, mas se o cara está com a 11 e o Makelelê com a 8, quem é que deve subir mais? O 11 pombas! Deixa o Makelelê lá atrás e sobe pra trabalhar umas tabelas nesse ataque, cazzo!
O Mago viu nesse jogo um exemplo da marcação que deve receber a temporada toda. Levou pancada de cima abaixo, explorou as faltas, mas mais uma vez, ainda ficou a marecê da marcação cerrada, sem ter muito ninguém por perto pra trabalhar, a não ser a presença do Alex, que busca mais o jogo, sempre puxando a marcação também. Ele vem buscar o jogo, quando deveria estar mais próximo da área, como no 2º tempo, que apareceu no 2º pau e quase conferiu.
Então o recado: não adianta atacar com o Makelelê, o Martinez deveria fazer jus ao 11 que leva nas costas, o Mago não deveria ficar tão isolado pra não apanhar tanto (deve tocar rápido a bola e se aproximar mais da área) e as laterais fazerem mais diagonais e linhas de fundo (entrar tabelando), principalmente o Élder, que parece ter habilidade pra isso. E agora um bom banho quente pra corajosa galera que ficou na chuva e representou legal. Valeu Palmeiras.