
Como dizem, os fatos mudam, mas a história sempre se repete na trajetória da humanidade.
Em 2001, com o slogan de “Em time que se ganha não se mexe”, o então Presidente Rubro-negro Luciano Bivar sustentou o mote de sua campanha para ter a confiança da tão ansiosa torcida do Sport: Era o tal “hexa” a caminho. Com um Náutico às traças e um Santa Cruz sem meter medo, era só manter o script que o Leão abocanhava mais um Pernambucano.
Na elite do futebol nacional, depois de um brilhante 5º lugar em 2000, com base forte, torcida empolgada e apoio de Deus e o mundo, estava tudo nas mãos de Luciano e sua equipe. De vento em poupa, caminhão carregado de açúcar até a calda é doce. Não é?
Eis que de repente, sem mais nem menos (pelo menos para os ouvidos dos pobres mortais da arquibancada, como eu) Luciano Bivar desmonta aquela equipe de Bosco, Russo, Adriano, Wallace, Sangalleti e Cia. Entregava-os (alguns desses) de mãos beijadas ao rival e também a taça. E o time do “balança, mas não cai” recebera no colo o presente do “quase-hexa”.
Luciano Bivar ficou marcado para sempre na nova geração de torcedores do Sport como o Presidente que “deu” o “hexa” ao rival!!
Em 2007, um Sport já erguido, nas mãos de Milton Bivar e Cia, recém promovido à elite do Brasil (naquele mesmo ano de Luciano o Sport era rebaixado), entrava como favorito ao Bi do PE e tinha, dentre os rivais, um Santa Cruz recém rebaixado.
Aquele Santa Cruz, rebaixado em 2006 à série “b”, tinha na sua Presidência Edson Nogueira. Edinho, como era chamado pela torcida tricolor, numa das suas ações onipresentes, trouxe para o comando técnico da cobrinha Givanildo Oliveira. Eles dois montaram a equipe para enfrentar o Sport de Gallo (hoje no náutico). Perdido no isolamento, Edinho viu seu santa cruz amargar um sexto lugar. E Givanildo, que nunca teve no seu forte montar time, ficou refém da boa conversa e da soberba do presidente tricolor.
Em 2010, vejo um Sport rebaixado a série “b”, sob a batuta de um Presidente onipresente, com um time montado por Givanildo Oliveira e uma torcida à beira de um ataque de nervos, porque sequer há burburinhos de contratações, mas a soberba de “Líder” persiste, assim como no passado!
Do outro lado, um Santa que não mete tanto medo, mas que não dá pra desprezar por ser um rival histórico. E um Náutico com os “renegados” pelo Sport…e Gallo. Assim como em 2001. Assim como 2007?
Como dizem…Os fatos são outros, mas a história sempre se repete!