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qui, 18/03/10
por pedro lazera |
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Era o comentário geral de todos antes da partida: Paraná x Sport, além de um jogo importante pela Copa do Brasil, seria uma prévia do que vamos encontrar na Série B. E não poderiam estar mais certos. O estádio era pequeno, tipo um mini Aflitos da Região Sul. O campo, ruim. O jogo foi um dos mais feios dos últimos tempos. O uniforme do Paraná, então, horroroso! Sem falar nos lances: falta em cima de falta e até jogador tirando bola de dentro do gol com a mão. O cartão vermelho acabou saindo barato porque, na cobrança do pênalti, Eduardo Ramos mandou todo o cal do campo pra dentro do gol. Mas a bola permaneceu do lado de fora. Colocamos pressão no primeiro tempo, levamos muita pressão no segundo. Resultado de 1×1 e decisão adiada pra daqui a duas semanas, na Ilha.

Pois é… Há dois anos não temos o prazer de receber um jogo de Copa do Brasil na nossa casa. Em compensação, o último que vimos, vocês todos lembram muito bem como é que foi:

sport_campeao

A Sorte de ser Sport…

ter, 16/03/10
por pedro lazera |
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Ano passado, logo no primeiro jogo do brasileirão, o Sport empata com o time do Barueri em 1×1, levando um daqueles gols chamados na linguagem do boleiro de gol “espírita”. Realmente, olhando o lance, é até difícil acreditar como a bola entrou.

Afora os detalhes do acaso, um colega de arquibancada logo se virou pra mim e sentenciou: “Silvio é muito azarado. Vê o gol que a gente levou! É gol de rebaixado”. A partir de então, comecei a enxergar em Silvio Guimarães o homem mais pé-frio da história do Sport.

Passados quase dois anos de sua gestão, já vejo Silvio em outro parâmetro. O retrospecto mostra: Silvio é um homem de sorte. E um homem de sorte quando cai em cima daquela cadeira de Presidente do Maior Clube do Norte e Nordeste tem tudo pra ser premiado e tatuar seu nome para sempre no corpo histórico do Leão.

De início, Silvio recebeu o Sport numa Libertadores da América. Não é qualquer competição. É só a segunda mais importante do mundo do futebol de clubes. Também a série “A”, não tão menos importante. Libertadores excelente e brasileirão um fiasco. Mas isso todo mundo viu!

Ainda teve a celeuma do engodo do tal “hexa” do flamengo, os bons olhos de Ricardo Teixeira considerando o Sport o maior da segundona e o maciço televisionamento do rubro-negro na competição. Dinheiro, prestigio, reconhecimento. Isso é azar? Que nada. Isso é sorte. É a faca e o queijo nas mãos.

Pra fechar o ciclo de ouro, cai no colo de Silvio uma tal “Arena da Copa”. Pressão de todos os lados (governo, CBF, FPF, torcida, Conselho do Clube, dirigentes) e ninguém ver a tal “Arena” sem a participação do Sport. Aliás, tem clube de Pernambuco que sonha todos os dias com divisão dos custos com o Sport. É o Sport, mais uma vez, o Caminhão da Alegria puxando Pernambuco.

Ficar com a “Arena da Copa” não é só ganhar um Estádio e as despesas a tiracolo. Não é só ganhar um estádio. É ganhar “mais” um Estádio, com possibilidade de auferir dividendos, investimentos pra modernizar a velha Ilha do Retiro. É tanta coisa que só um homem de sorte pra prospectar um horizonte de mais brilho para nosso Leão.

É, Sílvio. Com tantas decisões nas tuas mãos, tu és um homem de muita sorte. Desde o começo, tu já devias imaginar: “O Sport será outro depois de mim”. Pra melhor ou pra pior!

A Sorte está lançada! Ou foi…

Ganhou mais uma? E daí?

qui, 04/03/10
por pedro lazera |
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E daí que eu, ao invés de falar da boa estreia do desentrosado, sem ritmo de jogo, mas de qualidade lateral Eduardo Ratinho, da melhora substancial de Daniel Paulista, do retorno do velho e bom Dutra, da maestria de Eduardo Ramos, do oportunismo de Dairo (tá caindo nas graças da galera, hein!!!!) e da noite brilhante de Ciro (todos os quatros gols passaram pelos pés dele, inclusive dois), sou obrigado a lembrar do inexpressivo Nielson Nogueira!

Ô, Sr. Nielson, árbitro de ontem, o que danado foi aquilo, hein? Tu conseguisses complicar um jogo fácil daquele, homi? O que passa na tua cabeça, hein, ao se dirigir (em todo lance) aos jogadores do Sport para mandar “recadinhos” pra Waldomiro Matias? É caso mal resolvido, é?

Um jogo fácil daquele, ritmo de coletivo, 3×0, 3×1, 4×1 e 4×2, ou seja, uma partida perfeita pra se passar despercebido e o do apito resolve desfilar incoerência. Depois que o time adversário passou o jogo todo com a caixa de ferramenta aberta, Nielson tira um cartão amarelo para a 1ª falta do nosso zagueiro. Igor, ombro a ombro (futebol é esporte de impacto, choque, é ou não é?), falta e amarelo. Igor passou o jogo todo sem fazer uma “faltinha” sequer. Na primeira…

Na retomada da jogada, do outro lado, o jogador do vitória da um verdadeiro golpe de luta livre. Quem não viu o lance, veja aqui:

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Quando era pra expulsar o jogador, Nielson deu o mesmo amarelo de Igor para o infrator. Quem amarelou foste tu, fraco árbitro! Em seguida, vermelho para Dirley. Pronto. A torcida vai à loucura. Injustiça? Revolta? Não, mágica. Nielson tira da cartola uma pedra, mostra para a Ilha (já às escuras), diz que vai relatar na súmula do jogo e o Sport pode perder mando de campo (apesar de preso o suposto infrator). Ai, ai, ai. Pense num melodrama!!!!

Infelizmente, como eu disse, vou deixar pra relatar os pontos positivos do time para depois. Por obrigação, tive que falar da fraca e conivente (e tome violência do time de Vitória) arbitragem de Nielson Nogueira. Besteira! Foi só pra ser o destaque negativo da rodada!

E daí? E daí que é bom ficar de olho neste tipo de arbitragem.

Já escrevi textos melhores…mas é assim. Toda vez que o árbitro quer roubar a cena, o futebol perde o brilho. A coluna de hoje deve ter ficado uma tristeza por conta disso!

Próximo, por favor…

qua, 03/03/10
por pedro lazera |
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Pronto. Encerram-se hoje as inscrições para reforços nos times de Pernambuco. Isso quer dizer que quem contratou, contratou. Quem quis qualificar, já teve o tempo suficiente para analisar o que tem no plantel, importando os últimos “craques” para seu elenco. Enfim, agora é pra valer.

Neste novo período, duas coisas se sobressaem: Graças a Deus, a época das famosas peruas se acaba e a torcida se agarra no que tem (time) e no que não tem (time, também) para conseguir a tão cobiçada Taça de Campeão.

Fim das peruas sim, pois é um saco escutar do próprio Presidente do clube que Durval queria voltar, mesmo sendo o titular absoluto de uma zaga que só tem ele e mais um, do time sensação do Brasil, neste início de 2010. Saco é a torcida esperar Romerito e chegar Odair (problema teu, Odair! Queima minha língua e ganha a torcida). Ainda bem que acabou!!

Agora, é cada um agarrar na mão do outro e carregar o time na garganta, Givanildo na cabeça e Magrão, Daniel, Eduardo e Ciro nas costas. Não é o time dos sonhos, tem deficiências, carências e o clube tá liso, mas é com eles (jogadores) que vamos ser Bi-Penta.

Nesta quarta, o Sport entra em campo para defender a liderança do PE. A mesma há quatro anos, com o time titular, com elenco fechado e Givanildo terá a chance de, em 10 rodadas, ratificar a condição de favorito ao título e as condições básicas (pra não dizer necessárias) de fechar o primeiro semestre com chave de ouro.

Estrutura tem. Torcida tem. Tem time, técnico e clube com estrela enorme de campeão. Pagando em dia e fiscalizando a arbitragem, vamos à guerra, pois em Pernambuco de papa-títulos o povão só conhece o Sport. O resto que corra atrás.

O abominável campeonato das neves

seg, 01/03/10
por pedro lazera |
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É um fato, rapaziada. É um fato, Adriana. O Campeonato Pernambucano do jeito que a gente conhece está com os dias contados. É sempre o Santa cambaleando, o Náutico tropeçando, o Sport passeando e alguém gerundiando. Tá sem graça, tá sem emoção. Nada de surpresas. Cowabunga! (Pronto, isso foi uma surpresa).

Mas o negócio é o seguinte. Daqui a pouco o Sport vai ser hexa (ohhhhhhh), a Copa Nordeste vai voltar com força total e o povo mais sensato vai ver que essa história de campeonato de futebol no Estado não tem muito futuro.

Pois bem. Eu falei campeonato de futebol. Mas como é sempre bom cultivar a rivalidade no Estado, o jeito vai ser partir pra outro tipo de competição. A questão é: que tipo de competição? Foi uma pergunta retórica. Porque eu já sei a resposta. Rá.

Tava vendo os Jogos de Inverno na TV e me dei conta de uma coisa. Tem mulher gostosa pra caralho nesse negócio. É cada tetéia melhor que a outra. Tem canadense, americana, suiça e pedrolandiana (um país que fica nos meus sonhos).

Mas nenhuma dessas aí me deu conta de nada. Nem me deu coisíssima nenhuma. Insensíveis. O que me deu conta foi o seguinte: tem um monte de esportes que seriam mais interessantes que o futebol, se fossem implantados aqui.

Já pensou? Sport, Santa e Náutico capitaneando o primeiro campeonato de trenó do Brasil. Se você acha isso absurdo, deve ser porque é um cara pessimista. Ou, no mínimo, nunca assistiu Jamaica Abaixo de Zero.

Imagine uma partida incrível de trenó, narrada por Rembrandt Júnior. É a chance de redenção para o narrador que é tricolor para os rubro-negros, alvi-rubro para os tricolores e rubro-negro para os alvi-rubros.

Kilber Alves poderia continuar falando coisas óbvias de um jeito bem complicado, como costuma fazer. Só que tudo isso na neve, de touquinha e um cachecol ilustrado por cervos do Alaska.

O gelo não vai ser um problema. Se ventou daquele jeito um dia desses, daqui a pouco a nevasca chega. E junto com ela, espero, também vão vir as mulheres dos Jogos de Inverno.

Trenó não é a única opção. Também tem ski, concurso de bonecos de neve, guerra de bola de neve, corrida de tratores e por último e não menos importante, o Curling. Isso mesmo. Aquele esporte que é uma caixinha de surpresas. Todo mundo ia ter condições iguais de ganhar. Sport, Santa, Náutico e Dona Zeza, a menina que varre as coisas na sua casa.

É, acho que Dona Zeza já sai como favorita na competição.

Conversa com Carlos Frederico, ex-Marketing o Sport.

sex, 26/02/10
por pedro lazera |
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Conversei agora a pouco com o ex-Vice Presidente de Marketing do Sport Club do Recife, Carlos Frederico Fernandes de Melo, acerca de uma suposta polêmica que envolveu seu nome, a partir da audiência de tentativa de conciliação, no Juizado do Torcedor, na tarde desta ultima quinta-feira (25/02/2010).

Carlos Frederico me aponta que foi procurado, recentemente, pela empresa de confecção de ingressos BWA para prestar assessoria jurídica e de logística (dentre outros) a mesma. O serviço prestado leva em conta a especialização do ex-Vice Presidente em acessibilidade a eventos de grande porte, como em estádios de futebol e/ou shows.

Foi uma conversa bem preliminar, haja vista que Carlos Frederico prefere esperar a continuidade do processo judicial, com a audiência de tentativa de conciliação para o dia 11 de março do corrente. Explica que todos os pormenores do litígio, no qual os torcedores do Sport estão acionando o Santa Cruz e a BWA, serão entendidos por todos, inclusive por ser parte ilegítima na causa.

Frederico vai mais além ao dizer que sua “relação com a BWA é puramente negocial e que foi contratado por gozar de bons relacionamentos com a Federação de Futebol de Pernambuco, com todos os clubes do Estado, inclusive o Sport”, além do portfólio de ações que possui nesta área esportiva. Revela que a BWA não possui pessoal capacitado para este tipo de serviço em Pernambuco, tendo apenas prestadores de serviços para a parte operacional, como operadores de catracas, bilheteiros e congêneres.

Carlos Frederico não quis gravar entrevista, mas finalizou ratificando sua condição de ex-dirigente e que conheceu a BWA já dentro do próprio Sport, cujo trabalho já vinha sendo desenvolvido há, pelo menos, 8 anos. Segundo o mesmo, “não foi quem trouxe a BWA para o Sport”. Rechaçou, veementemente, qualquer tipo de comparação acerca das estruturas do Sport Club do Recife e Santa Cruz: “São contratos diferentes e a filosofia de acesso é outra”.

Você conhece

qua, 24/02/10
por pedro lazera |
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A Brasília amarela é aquela que tá de portas abertas pra mó da gente se amar, pelados em Santos.

A Brasília de Niemeyer é aquela que tem um predião batuta, cheio de alma de gato dentro.

A Brasília de Legião Urbana é aquele lugar onde todo luau é depressivo pacas, e os violões só funcionam com quatro acordes.

A Brasília de George W. Bush é aquele lugar que é capital de Buenos Aires, na África.

A Brasília que aparece de vez em quando ao lado do nome de um jogador é aquela que significa o adjetivo “ruim que só a miséria”. Vide Warley Brasília e Cristiano Brasília.

A Brasília dos corruptos é aquele lugar onde a galera não usa carteira e só guarda grana na cueca.

A Brasília dos estudantes é aquela que lasca todo mundo na prova de Geografia da quinta série, porque ninguém sabe se essa porra é capital de Estado ou do Distrito Federal.

A Brasília que aparece na variação “Brasilit” é fácil de reconhecer. Basta procurar algum telhado que tenha uma bola dente de leite em cima.

A Brasília da previsão do tempo é aquele lugar mais seco que cuscuz dormido.

A Brasília do presidente é aquele boteco grandão de meu deus, perfeito pra tomar Pitú com os amigos.

A Brasília dos médicos é aquele lugar em que o aborto é proibido e ninguém pôde fazer nada para impedir Dinho Ouro Preto de nascer.

A Brasília do rádio é aquela que não deixa você ouvir música, resenha esportiva, notícias e marca sempre dezenove horas.

A Brasília dos sonhadores é aquele lugar com praias belíssimas, loiras escandinavas e cerveja barata.

Agora esse Brasília que vai jogar com o Sport, eu nunca vi na vida. Mas espero poder dizer que é aquele time que levou uma surra da gente na primeira fase da Copa do Brasil de 2010, e inaugurou nossa caminhada rumo ao bi.

Ah, a Brasília de Caetano é aquele lugar em que a lei da gravidade funciona, embora ele não soubesse disso na época.

Cuidado com a história, Sport!!!

seg, 22/02/10
por pedro lazera |
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Como dizem, os fatos mudam, mas a história sempre se repete na trajetória da humanidade.

Em 2001, com o slogan de “Em time que se ganha não se mexe”, o então Presidente Rubro-negro Luciano Bivar sustentou o mote de sua campanha para ter a confiança da tão ansiosa torcida do Sport: Era o tal “hexa” a caminho. Com um Náutico às traças e um Santa Cruz sem meter medo, era só manter o script que o Leão abocanhava mais um Pernambucano.

Na elite do futebol nacional, depois de um brilhante 5º lugar em 2000, com base forte, torcida empolgada e apoio de Deus e o mundo, estava tudo nas mãos de Luciano e sua equipe. De vento em poupa, caminhão carregado de açúcar até a calda é doce. Não é?

Eis que de repente, sem mais nem menos (pelo menos para os ouvidos dos pobres mortais da arquibancada, como eu) Luciano Bivar desmonta aquela equipe de Bosco, Russo, Adriano, Wallace, Sangalleti e Cia. Entregava-os (alguns desses) de mãos beijadas ao rival e também a taça. E o time do “balança, mas não cai” recebera no colo o presente do “quase-hexa”.

Luciano Bivar ficou marcado para sempre na nova geração de torcedores do Sport como o Presidente que “deu” o “hexa” ao rival!!

Em 2007, um Sport já erguido, nas mãos de Milton Bivar e Cia, recém promovido à elite do Brasil (naquele mesmo ano de Luciano o Sport era rebaixado), entrava como favorito ao Bi do PE e tinha, dentre os rivais, um Santa Cruz recém rebaixado.

Aquele Santa Cruz, rebaixado em 2006 à série “b”, tinha na sua Presidência Edson Nogueira. Edinho, como era chamado pela torcida tricolor, numa das suas ações onipresentes, trouxe para o comando técnico da cobrinha Givanildo Oliveira. Eles dois montaram a equipe para enfrentar o Sport de Gallo (hoje no náutico). Perdido no isolamento, Edinho viu seu santa cruz amargar um sexto lugar. E Givanildo, que nunca teve no seu forte montar time, ficou refém da boa conversa e da soberba do presidente tricolor.

Em 2010, vejo um Sport rebaixado a série “b”, sob a batuta de um Presidente onipresente, com um time montado por Givanildo Oliveira e uma torcida à beira de um ataque de nervos, porque sequer há burburinhos de contratações, mas a soberba de “Líder” persiste, assim como no passado!

Do outro lado, um Santa que não mete tanto medo, mas que não dá pra desprezar por ser um rival histórico. E um Náutico com os “renegados” pelo Sport…e Gallo. Assim como em 2001. Assim como 2007?

Como dizem…Os fatos são outros, mas a história sempre se repete!

O Flamengo é hexa e pronto

sex, 19/02/10
por pedro lazera |
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Galera, foi mal aí pela demora do post. Tava agorinha mesmo com uma galega que conheci no carnaval. Branquinha, olho azul, peitão. A bichinha não fala uma palavra em português, mas nem precisou. Ainda bem que minha namorada não vê problema nessas coisas. Se a mulher for internacional, ela deixa. Foi assim que peguei a Anna, alemã, a Sophia, búlgara e a Antonieta, lá de Cádiz, na Espanha.

Mas vamo falar de futebol, que é pra isso que a gente tá aqui. Já repararam como nosso time tá arrumadinho? Pô, o Júlio César desequilibra na lateral. Se ele jogasse nas europa já tava convocado pelo Dunga. Muito melhor que aquele pereba do Daniel Alves. Pois é, velho. Tô desconfiando que o Sport vai ganhar fácil essa Copa do Brasil. Fazia tempo que não via a torcida tão confiante nisso.

Pra mostrar meu entusiasmo, queria fazer um trato aqui com vocês. Tô apostando trezentos reais que o Sport ganha essa peste dessa Copa e ainda de goleada na final. E aí, topa? E digo mais: se a gente perder, abandono o blog e vou vender picolé na rua. Um por 15 e três por 50. Sacaram a jogada de marketing? Vai dizer que você não achou um ótimo negócio?

Mas deixem eu ir lá. Vou aproveitar que aqui no trabalho tá uma moleza hoje pra fazer umas coisas que não faço faz tempo. Assistir alguns vídeos do BBB, dar uma olhada em alguns blogs bacanas, talvez comer um caviarzinho pra sair um pouco da rotina de lagosta. Até porque daqui a pouquinho tenho que dar outros pegas na Maryeva, que chega de 18:30 da Rússia.

Oxe, porque tu tais aí fazendo essa cara? A brincadeira não era mentir?

É carnaval

qui, 18/02/10
por pedro lazera |
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Você beijou trinta pessoas por dia e não lembra o nome de nenhuma delas? Tudo bem, é carnaval.

Tinha um cara usando a cueca na cabeça e segurando um filhote de avestruz no ônibus a caminho de Olinda? Coisa mais normal do mundo, é carnaval.

Jogaram espuma, cerveja, água gelada, confete, papel higiênico molhado e uma miniatura do Fred Mercury em cima de você? Relaxa, é carnaval.

Você encontrou seu chefe vestido de Adolf Hitler no meio da rua? Tá perdoado, é carnaval.

Você foi pra Bezerros e pegou uma menina fantasiada de papangu, só que sem a máscara? É carnaval.

Acordou numa casa desconhecida com duas meninas, dois bodes e uma playboy da Fernanda Young? Ah, é carnaval.

O latão a dois poderia ser vendido numa cafeteria de tão quente que tava? Ok, é carnaval.

Seu namorado acidentalmente foi empurrado e foi parar nos braços daquela sua amiga gostosa? Essas coisas acontecem no carnaval.

O ônibus da volta tava lotado e você ficou de costas para um cara fantasiado de Kid Bengala? A gente não conta pra ninguém, velho. É carnaval.

Givanildo insiste no 3-5-2 mesmo sem uma zaga forte? O Sport empatou com o lanterna do campeonato? Nosso banco de reservas dá medo? Ciro não tocou a bola pra ninguém? Magrão saiu todo troncho no primeiro gol? Nosso melhor jogador é Júlio Cesar?

Agora me digam uma coisa. Sou eu que tô me estressando demais ou ainda é carnaval?

Venderam cerveja em lata de Red Bull? Acabou num instante? O som tava tosco? Não tem desculpa, nem era carnaval ainda.

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