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A Metamorfose

seg, 25/01/10
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Em 1915, o escritor Franz Kafka surpreendeu o mundo ao publicar “A Metamorfose”. Pra quem não sabe, o livro é uma crítica à sociedade e ao comportamento das pessoas. E o mais curioso é que, pra falar desse assunto, Kafka usa uma narrativa, no mínimo, inusitada. A história fala sobre Gregor Samsa, um rapaz que acorda certo dia e percebe que se transformou num inseto. Pois é. Mais estranho que isso, só alguém começar um post sobre futebol falando de Franz Kafka. Mas vamo lá.

O fato é que esse lugar estranho chamado mundo é repleto de metamorfoses tão estranhas ou ainda mais estranhas do que a de Gregor Samsa. Lagartas viram borboletas, Schwarzenegger virou governador, Dado Dolabella virou cantor, alvi-rubros viram purpurina, o roteiro de Dança com Lobos virou o roteiro de Avatar, Émerson Leão virou o Clodovil e aqueles meros seis litros de cerveja na despedida de Danuza viraram uma tremenda ressaca. Vai entender.

As metamorfoses, sejam elas ambulantes ou não, fazem parte do nosso dia-a-dia. E antes que você peça pra eu parar de falar merda e tocar logo Raul, eu juro que vou chegar aonde quero chegar. Não na Diretoria Executiva de Assuntos Aleatórios do Google Groups. Ainda não. Primeiro tenho que terminar esse texto. Mas voltando ao assunto, o que eu queria dizer é que nada mais me surpreende nessa vida quando se trata de metamorfoses. Afinal, se minhocas podem virar hambúrgueres da MacDonalds, por que Wilson não poderia, de uma hora pra outra, ter virado um matador?

Isso mesmo. Estamos falando de Wilson. Aquele pacato atacante que não fazia nem aqueles gols que Dona Zezé faria, que Deus a tenha. De repente, do nada, o cara desembestou e sabe fazer gol de todo jeito. Acertou até uma bola no ângulo, velho. São cinco gols em quatro jogos e o cidadão já tá espalhando aos quatro ventos que vai buscar a média de um gol por jogo. Seria um caso de metamorfose, exorcismo ou de chatice da minha parte mesmo?

Sei lá. Vai que o cara sempre soube fazer gols e tava escondendo o jogo. Vai que Wilson, na verdade, é Vilson, seu gêmeo perverso. Seria isso? Wilson deixou de ser Rutinha e agora é Raquel? As pessoas mudam, velho. O tempo passa e o mundo é uma bola. Tem gente que pinta o cabelo, entra pra academia, dá a volta por cima e apresenta um novo namorado. Até eu que comecei esse texto citando Franz Kafka terminei citando Calypso.

Andava, rapaz. Andava. Agora ele faz gols.

2 Comentários para “A Metamorfose”

  1. 1
    Garcia:

    hahahaha… o texto dispensa comentários. E graças a Deus que eu queimei minha língua ao falar mal de Wilson no início do ano. O cara ta jogando muitooooo… Espero que continue assim e que ele embale pra série B.
    Rumo ao penta e a primeirona.

    Pelo Sport Tudo!

  2. 2
    João Paulo Gomes:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Pedrão, não é Calypso é Forró do Muido! “pintei o meu cabelo e me valorizei, fiz academia, eu malhei, malhei. Dei a volta por cima e hoje mostrei o meu novo namorado…”

    Ótimo comentário!

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