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Saudacciones rubro-negras

seg, 26/11/07
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Yo no sei ustedes, mas después do vareio contra el Cruzero, yo já estoy con las malas prontas para la viaje pelas Americas. Y como ustedes pueden ver, já estoy treinando mi portunhol. Caso non saibas hablar tao bien como yo, tengo a solucción. Señoras e señores, yo apresento El Fantastico Diccionario Aurelio del Portunhol. Un guia perfecto para los torcedores del León da Ija usarem durante la Copa Sudamericana. Separei alguns verbetes que podem ser muy úteis. Por ejemplo:

Aabajo – nomenclatura de posição, para descrever o lugar de alguma coisa.
Ex: El Santa Cruz está abajo, muy abajo.

Ai ai ai! - interjeição muito utilizada pelos latino-americanos, depois de algumas doses de tequila ou depois de levar algumas tesouras do Bia.

B
burrito – comida típica do México ou característica de personalidade.
Ex: Esquema de fraude via hotmail? És un burrito, Edinho.

C
cabrón – o mesmo que juiz.

O
Olé – cumprimento típico dos torcedores do Sport aos times adversários

S
Sombrero – enorme chapéu mexicano. Serve pra proteger do sol ou esconder o cabelo, se você for o Carlinhos Bala.

T
Taco – expressão típica, derivada do português (Taco a peste! Taco a murrinha! Taco baralho!)

Tequila – bebida para comemorar as vitórias. Ou então, motivo para xingar os jogadores de cachaceiros.

Pois é, galera. Encontro vocês em La Bombonera.

PS: Gostaria de pedir desculpas aos leitores pelo grande intervalo sem publicar. Tô numa correria enorme aqui, e infelizmente, só dá pra comentar quando tem jogo. Espero que me compreendam.

Um pra mim, um pra você.

seg, 12/11/07
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Do jogo deste domingo, só consigo apontar uma falha: o Sport foi com o uniforme reserva. Afinal, se era pra ser um jogo de compadres, como disse meu compadre lá do blog do Atlético, era melhor ter ido com o uniforme titular. Aí ficava todo mundo rubro-negro no meio do campo, tocando a bola pra lá e pra cá, até o juizão (que também devia usar rubro-negro) apitar o final. Um pontinho pra mim, um pra você. Nada mais justo, nada mais sem graça.

Vou te contar uma coisa: ir pra Curitiba e voltar no 0 x 0 com tanta mulher bonita por lá é um desperdício. Aliás, desperdício é uma coisa que nosso ataque entende muito bem. As chances foram poucas, é verdade. Mas tem gente que consegue se sair melhor com bem menos. O lendário Zé Galego, alvirrubro mais chato do mundo, conseguia ficar com as meninas mais gatinhas da festa usando as cantadas mais cretinas do universo. Algo como “Eu te quero mais que dinheiro”. Já Carlinhos Bala, de cara pro gol, dá uma cabeçada troncha daquela.

O ponto positivo (no singular mesmo, já que foi empate) foi a nossa defesa. Tava mais fácil passar uma luva de boxe por dentro de uma narina do que passar um Ferreira pela zaga do Sport. Até o Gustavão velho e gordo de guerra jogou bem. Quem viu o jogo pôde acompanhar uma reprise da falange espartana de 300, ou a formação tartaruga dos legionários romanos de Gladiador. Os mais empolgados diriam até que nossa defesa não ficou devendo nada ao trânsito da Domingos Ferreira na hora do rush.

O fato é que não aconteceu muita coisa na Arena da Baixada. O único estádio do mundo onde os jogadores nunca deram a volta olímpica. Não que o Atlético não ganhe nada. Mas é porque não faz sentido saudar um buraco no meio da arquibancada. Vai ver é arquitetura moderna mesmo. O estádio em “C” deve ser uma homenagem ao “C” de Clube Atlético Paranaense. Deve ser algo cubista, sei lá.

Agora, nosso time vai ter um longo intervalo pela frente. Tempo suficiente pra treinar bastante finalização. Aí quem sabe eu não aproveito pra treinar minha finalização também e arrumo um jeito de arrumar um fim melhor pra esse post.

Ghostbusters

seg, 05/11/07
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Tem gente que faz reza braba. Compra incenso. Mata até boi. Mas para a felicidade de toda a nação rubro-negra e de toda a nação bovina, o Sport resolveu espantar o fantasma do rebaixamento jogando bola. Talvez não por coincidência, um dos maiores responsáveis pela subida de produção no último jogo tem a maior cara de pai-de-santo. Baba Chola que se cuide. Carlitos Bala, ou melhor: Chico César de Ogum vem aí e o bicho vai pegar. Se bem que esse tal de bicho não pega é nada comparado ao que está pegando o Magrão.

O entrosamento do time tem méritos nessa reação. Se cada jogador já sabe onde está o companheiro dentro do campo, fora dele também. Por exemplo: domingo, Durval já sabia onde Everton estava. Assistindo uma coletânea de episódios do Padre Quevedo, claro. Assim como o resto do time. Só desse jeito pra terem aprendido a espantar o fantasma da segundona tão bem. Aliás, o Fantástico parece ser o programa preferido do Sport. Os Caçadores de Mito ensinaram, a gente aprendeu. Olha só quanto mito a gente desbancou:

“Futebol é uma caixinha de surpresas”.
Tá, e o monte de gente segurando aquelas plaquinhas de “Eu já sabia” no fim do jogo?

“Quem não faz leva.”
Inter 0 x 0 Sport. Preciso dizer mais alguma coisa?

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”
O cara que inventou essa frase não conhecia Magrão. Senão, teria dito “Água mole em pedra dura, tanto bate até que desiste e se conforma em empatar dentro de casa.”

Não sei se é por causa do Halloween se aproximando, mas a última semana foi repleta de mal-assombros. Primeiro foi essa história de fantasma do rebaixamento. Depois, decidiram desenterrar um assunto que já morreu faz tempo. Mais precisamente, há vinte anos, em 1987. Um tempo em que havia favorecimento aos times do eixo Rio-São Paulo. Um tempo em que a cartolagem rolava solta, beneficiando interesses escusos. Um tempo em que criaram um campeonato cheio de arbitrariedades, excluindo até o Vice-campeão do ano anterior. Um tempo que, pelo visto, não mudou muito. Na verdade, a única coisa que eles querem, de fato, mudar, é em benefício da covardia.

“Futebol é decidido dentro do campo.”. Taí um mito que nem o Padre Quevedo, nem os Caçadores de Mito conseguem acabar. O Flamengo fez jus ao seu maior símbolo da época, o Galinho de Quintino, e se comportou como uma galinha assustada. E covardia não vale prêmio em canto nenhum do mundo, quanto mais um título brasileiro. O time deles era melhor? E daí? O Brasil já perdeu dos Estados Unidos. Queria ver o Framengo ganhar da gente aqui dentro, com 50.000 vozes empurrando. Aliás, muita gente queria ver. O grito de torcida “eu vim aqui só pra te ver” foi calado, amordaçado pela insegurança e pela pequenez, ironicamente, do time de maior torcida do Brasil.

As regras do campeonato eram malucas? E daí? O Vasco podia muito bem ter se negado a jogar contra o São Caetano, em 2000. Que nada. Encabeçado (e que cabeça) por Juninho Pernambucano, foi lá e venceu com honras. Já vi o Sport vencer os três turnos do campeonato e ainda ser obrigado a jogar a final. Nem por isso, deixou de jogar. Então por que raios o Flamengo se achou no direito de burlar as regras? É aceitável sonegar imposto mesmo que a gente não saiba pra onde vai o dinheiro? É permitido estacionar em fila dupla mesmo que não tenha estacionamento? É correto fazer justiça com as próprias mãos? No meio de tantas dúvidas, só uma coisa é certa: O Sport Club do Recife é o Campeão Brasileiro de 1987.



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