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Sportlândia

Seg, 01/12/08
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Sobe, desce. Sobe, desce. Sobe, desce. Parece o novo hit de axé music do verão, mas estou falando do campeonato brasileiro. Sim, porque a uma rodada do final, o certame virou uma verdadeira montanha-russa. O lado bom e ruim ao mesmo tempo é que a gente está fora dessa confusão. É como se a gente fosse no parque de diversões e ficasse só no bate-bate. O brinquedo preferido do Bia na infância. Tão preferido que ele até arrumou um nome diferente. Bate-desintegra.

Enfim. Cá estamos nós no parque de diversão, sem diversão nenhuma. A não ser assistir os outros. Os alvi-rubros comendo algodão doce rosa para se recuperar do susto do trem-fantasma rumo à série B. O Vasco reinventando um novo caminho para as Índias passando pela Segunda Divisão. Os framenguistas brincando num carrossel só com cavalos paraguaios. Essa última cena eu vi ao vivo neste fim de semana, quando fui ao Maracanã. Ah, se Romerito tivesse jogado.

E o passeio continua. Do lado esquerdo, a maior montanha russa do mundo, com uma descida de 2.000 metros. Aquela mesma que levou o santinha, que deus o tenha, da primeira divisão para a Série Elifoot do futebol brasileiro. Na parte de cima, gremistas e são paulinos curtem um Enterprise, nas alturas e sacudindo a cabeça da torcida. E na parte meiota da tabela, os guris de 5 anos que torcem para todos os outros times só torcem pra essa budega acabar logo, já que eles não tem idade pra brincar em nada.

Portuguesa e Ipatinga odiaram o passeio. Já disseram que não voltam mais, nem tão cedo. Tão indo embora de metrô, lá debaixo da terra. E a gente aqui, sem fazer nada. Haja saco. Nada do campeonato terminar. Um final um pouco triste pra quem passou boa parte do ano no lugar mais alto da roda gigante. E agora o carinha resolveu desligar a danada bem na hora que a gente estava no meio.

Parte do nosso elenco já vai entrar de férias. Alguns jogadores vão ganhar férias vitalícias e nunca mais vão pôr os pés na Ilha. Isso se alguns deles não forem jogar pelo Central ou pelo Itacuruba do Norte. Ou quem sabe até pelo Santa Cruz. Dá até medo. Quando esses caras vem pra cá, jogam com toda a raiva do mundo da gente e comem a bola. Que nem Marco Antônio. Rá.

Back to the Ilha

Seg, 24/11/08
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Dos anos 60 pra cá, os carros diminuíram.
Os biquínis também.
Coincidência ou não, a população do mundo aumentou.
Ninguém mais usa echarpes.
Desculpe, você usa?
Os mullets ou sumiram ou se refugiaram na Argentina.
Elvis morreu e o Santa Cruz tá quase lá.
Tô brincando. Elvis não morreu.
Todo mundo ficou mais velho.
Até o Paul McCartney virou Sir.
Várias promessas de ano novo foram feitas.
Muitas foram cumpridas.
Outras não.
Nas pesquisas, “outras” vai ganhar de “muitas” ainda no primeiro turno.
Pra muita gente, o tempo passou rápido demais.
E olha que “próxima segunda”, data do início da dieta, ainda nem chegou.
Mas isso não é problema, saudosos bichos e brotos.
Porque os anos 60 estão de volta.
Basta ligar a TV.
Não é por causa do laquê no cabelo da Hebe. Muda de canal, rapaz.
Também não é o Tarcísio Meira. Te peguei vendo novela, hein?
Estou falando do Sport, cara. Do nosso futebol estilo anos 60.
Nem se anime, porque não é o futebol que passava no canal 100.
O estilo é anos 60 porque o futebol é absurdamente lento.
Ninguém corre direito, ninguém se esforça.
É como se o preparador físico da gente tivesse uma churrascaria.
Só sei que, pouco a pouco, nosso rubro-negro está sumindo.
Vai ficando tudo preto e branco, que nem antigamente.
Ah, se pelo menos a TV ficasse muda também.
Nos pouparia de alguns comentaristas.
Mas tudo bem.
Domingo lá estava eu, vendo o futebol retrô com meu pai na TV.
O melhor momento do jogo foi quando meu velho xingou o juiz de “gobilho”.
Lúcio Surubim devia ter mostrado isso no show do intervalo.
Foi então que a plaquinha com o número 18 levantou.
Daí pra frente tudo foi diferente (olha aí os anos 60)
E todo mundo pôde ver o verdadeiro futebol de antigamente.
O menino Ciro entrou junto com a raça e o talento.
Durval mostrou porque é melhor do que Maradona, Pelé e Biro-Biro.
E o Galo tomou uma surra supimpa.
Foi bonito de ver. Deu até vontade de soltar um palavrão.
Putz grilo.
Só faltou a musiquinha do canal 100.
Pam pam pam! Pam pam! Pam pam pam param pam pam pam!
Haja comemoração.
Mas não esqueça: se beber, não dirija o Delorian.

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Haja coração

Seg, 20/10/08
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria


Numa televisão de 10 polegadas. Num boteco abarrotado de alvirrubros. Na TV Pernambuco, que na época, não tinha nem replay. Do lado de fora do bar, pra não pagar couvert artístico para o gordinho tocando Jorge Vercilo. Na casa do ex-sogro tricolor. No segundo degrau da Geral, atrás do gol, e atrás de um balão gigante da Nova Schin, que me impediu de ver o gol de Hamilton de pênalti, na final contra o (pasmem) Santa Cruz. Na arquibancada, ao lado de uma árvore enorme povoada por um enxame de abelhas psicóticas. Não tenha dúvida. Eu devo ser o cara que mais já viu jogo do Sport em lugares trash. Mas dessa vez foi pior. Bem pior.

 

Ontem, lá estava eu deitado numa poltrona reclinável e bem acolchodada. Com travesseiro Contour Pillow e tudo. Dezenove graus celsius de temperatura. Um friozinho bem agradável. Muito diferente do frio congelante na minha barriga. Isso porque logo ao lado estava meu pai. Não no seu estado mais comum, inventando neologismos espricofrínicos (taí uma peróla) para todo infeliz que errasse um passe de dois metros. E sim, deitado numa cama de hospital, enrolado num pijama. Bem parecido com aqueles que sua mãe obrigava você a usar antes de dormir.

Querem derrubar meu velho. Pelo menos foi isso que pensei depois da notícia de que iam realizar uma grande obra, bem no coração dele. Cinco pontes. Não bastava ser rubro-negro e pernambucano com todo orgulho. Tinha que ter um verdadeiro Recife no peito. Um sentimento de tristeza que deu uma trégua quando o juiz apitou o começo do jogo.

 

O radinho já estava no ouvido. Porque a TV se preocupava em ganhar audiência mostrando a música preferida da menina sequestrada por um maluco. A voz do locutor já criava lances impressionantes no meio-de-campo. Sandro Goiano assobiava, cantava, chupava cana e trucidava adversários ao mesmo tempo. Andrade afundava o time. E a Barbie fazia o gol. Puta merda. A Barbie fazia o gol? Escutar o jogo no rádio é assim mesmo. Você nunca tem a exata noção de quando as coisas vão dar errado.

 

Da mesma maneira, o jogo passou, o Sport empatou, virou e cedeu o empate, tão rápido quanto Elifoot na velocidade máxima. O mundo girando e minha cabeça oca pensando em várias coisas ao mesmo tempo. Quando será que Roger vai deixar de ser expulso? Será que vão operar meu pai direitinho? Por que a gente tá facilitando o jogo pra Barbie? Sandro Goiano é mesmo o Pantro? Será que o meu velho tá confiante na cirurgia? E se o médico, que é rubro-negro, tiver um problema do coração depois desse empate? Por que eu penso em tanta merda?

 

Só sei que no final das contas, a gente só levou um pontinho. Diferente do peito do velho, que deve levar uns trezentos mil pra fechar a cicatriz da cirurgia. O clássico termina. A Barbie não ganha da gente há um ano. Placar: 2 x 2. Fim de jogo. Graças a deus, não para o meu pai.

 

Te amo, velho. Próximo jogo vamo dar uma lapada nesses espricofrínicos malagorônicos.

Pasárgada

Sex, 03/10/08
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

“Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei / Lá tenho a mulher que eu quero / Na cama que escolherei”. Queria eu, seu Manuel Bandeira. Queria eu. Acontece que o dólar subiu. E o preço da passagem pra Grécia deve estar mais surreal do que essa cidade que o senhor inventou. Aí o jeito é seguir pra um lugar mais pertinho, sem tantas regalias. Como bom torcedor do Sport, já estou planejando uma viagem pela América Latina.

Vou-me embora para o México. Terra do ligeirinho. Do Jorge Campos. Dos mariachis. Dos nachos e quesadillas. Do Zorro. Não aquele pirulito de caramelo. O outro mesmo, de bigodinho canalha e florete. Ora, mas que ótima idéia. Vou deixar o bigode crescer. Virar Don Piedro Quixote. Lutar contra moinhos disfarçados de dragões. Aí vai vir alguém e dizer que Dom Quixote é uma história que se passa na Espanha. E então eu vou justificar que o México também é a terra da tequila. Hic!

Pensando bem, nada de ser paga-pau de americano. Vou-me embora é pra Bolívia, ficar mais perto de Deus. Quem sabe com aquela altitude toda ele não me escuta lá nas nuvens. Vou pedir aquele título da Libertadores. Aquela sequência de números premiados da Mega Sena. Ou quem sabe, só um atacante que preste. Vou escalar a montanha do Illimani. Deixar a barba crescer e virar eremita. Isso até algum alpinista pé-no-saco e fã dos Los Hermanos me encontrar e achar que sou o Marcelo Camelo.

Melhor não brincar com a sorte. Eu vou-me embora é pra Argentina. Gritar pentacampeão. Ir para o show do Julio Iglesias e gritar “toca Raul”. Beber vinho barato, sem ser Carreteiro. Comer uma boa picanha. Disseminar el cazá-cazá. Visitar La Bombonilla original. Ver o Sport ganhar do Boca na final da Libertas. Aproveito e deixo crescer os mullets.

Mas isso é só ano que vem. Porque por enquanto, o lugar mais longe que a gente vai chegar é no meio da tabela. Na latitude zero do campeonato brasileiro. Na linha do equador futebolísitica. Exatamente. Bem-vindos de volta à Macapá, galera. Eu mesmo já arrumei um lugar pra tirar um cochilo.

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Eu acredito no que não pode ser (por Yuri Ribeiro)

Qui, 02/10/08
por pedro lazera |
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Uma pessoa que pesa 200kg começa um regime (numa segunda-feira, é claro), e pra aproveitar o embalo, começa a fazer uns abdominais pra reforçar a sua dieta. Depois de uma semana essa pessoa vai se olhar no espelho e, mesmo se vendo do mesmo jeito, vai achar que está mais magra. Mas no fundo, bem no fundo mesmo, ela sabe que está a mesma coisa.

Uma garota muito feia resolve se produzir toda para uma festa. Coloca sua melhor roupa, capricha na maquiagem e usa seu melhor perfume. Vai pra frente do espelho e começa a ensaiar olhares sedutores. Ela acha que naquela noite pega até o Brad Pitt, mas no fundo, bem no fundo mesmo, sabe que não pega nem o Zé Ninguém.

Um time que está na 11ª colocação de um campeonato viaja para pegar o 3º colocado, que está brigando pelo título. A diferença parece ser grande, mas não é. Então o 11º resolve caprichar no visual: coloca um atacante na lateral, mesmo tendo o dono da posição à sua disposição. Que tal um volante mais jovem do que um experiente? É uma opção pra conquistar o adversário. Custa nada tentar.

Do lado de lá a mocinha bonita não acredita na nova arrumação do adversário. Deve achar que é como o regime do gordo ou a maquiagem da feiosa. E como já foi citado acima, ninguém acredita muito que essas coisas vão dar certo. Porém é bom acreditar que o Leão, mesmo com a juba penteada, pode oferecer muito perigo.

Vamos torcer pra que, ao contrário dos frustrados citados no início, o Sport possa surpreender o Cruzeiro como surpreendemos a mocinha bonitinha chamada Palmeiras.

Eles estão entre nós

Seg, 29/09/08
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Esse texto é para os incrédulos. Aquelas pessoas que não acreditam que o Brasil vai pra frente. Que não acreditam que, um dia, o pão não vai cair com o lado da margarina virado para baixo. Pessoas que duvidam que o Marylin Manson e o Arnold, de Anos Incríveis, são a mesma pessoa. Que não acreditam que a única lei que funciona no país é a lei de Murphy. E principalmente, aquelas pessoas que não acreditam em duendes.

Sim, eles existem. Eu vi. Você viu. Todo mundo viu. E não estou dizendo isso porque aquele seu sobrinho catarrento arrastou você até o cinema para ver aquele “filme” da Xuxa. Antes fosse. Infelizmente, os duendes invadiram o futebol. E o único cara que não viu foi o Nelsinho Batista. Ê sujeito difícil pra acreditar nas coisas. “Duende não existe”, deve ter dito ele com desdém. Seguindo o raciocínio, se não existe, não precisa marcar. Bota o Carlinhos Bala por aquele lado e tá tudo resolvido. O resultado, todo mundo sabe.

O miserável do duende fez o que quis na nossa ala esquerda. Deitou, rolou, fingiu de morto. Fez até um gol na gente. Não bastou levar gol do Obina da outra vez. Tem que levar gol do duende também. E o Nelsinho, incrédulo, se recusou a ver a criaturinha. Inadmissível, quando se trata de um duende de seleção. Aliás, dirigida por outro cara com nome de duende. Bons tempos aqueles em que os duendes só escondiam baús de ouro embaixo do arco-íris.

Se mesmo assim você não acredita em duendes, tudo bem. Vamos tentar construir o raciocínio de outra maneira. Se o Brasil fosse jogar contra a Argentina, quem você ia colocar pra marcar o Messi? O Alexandre Pato? Beleza. Outra explicação: o Ayala, que tem 1,62m não pode marcar o Peter Crouch, que tem 2,02m. Eu não posso marcar o Hugo Boi na pelada, porque ele é o melhor cabeceador e meus pés são presos na grama. O Richarlysson não pode marcar o Beckham senão é patolada na certa. Finalmente: o Carlinhos Bala não pode marcar o Juan, ora cacete.

Agora a gente vai ter que aturar os comedores de carniça dizendo que vão ser hexacampeões. E você achando que o maior mentiroso desse post era eu, com essa história de duendes.

Empate é ruim, mas nem tanto

Seg, 22/09/08
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Mais um texto do Yuri Ribeiro. Valeu, brother.

Ouvi muita gente comentando que ontem o jogo foi uma pelada, que o time jogou mal etc. Creio que não. Nem todo 0 x 0 é ruim, e nem todo jogo bom tem que ter bola na trave e defesas espetaculares.

O que se viu ontem foi um jogo truncado, bem defendido por duas boas equipes que tinham dificuldade em se livrar da marcação do adversário. E isso foi determinante para que sentíssemos falta de lances emocionantes.

Ao contrário do que normalmente as pessoas avaliam de um bom jogo, que é o setor ofensivo da (s) equipe (s), nesse caso devemos analisar a parte defensiva. Olhando por esse ângulo, chegamos a conclusão que tivemos um bom jogo. Difícil. Duro. O que é um saco, afinal queremos ver a rede balançar.

Agora, o que não dá pra entender é que o time empata com o São Paulo e a torcida já começa a dizer que o time não tem condições disso ou daquilo. Fora fulano. Fora cicrano. Diretoria incompetente. Quando o time ganha é porque vai ser campeão. Aí basta um empate com um dos melhores times do Brasil e logo vêm todos esses xingamentos.

Que o time é limitado, é. E é justamente esse pensamento que a torcida tem que ter quando o time está ganhando. Acontece que logo começa a ilusão de ir além do que o time pode. Quando ele mostra que não é capaz o baque é maior.

Acredito que o Sport possa conseguir três pontos fora nesses próximos jogos. Acho mais provável que isso aconteça sábado, contra o Flamengo que não é lá essas coisas. O lance é ir com calma e com os pés no chão. Não adianta dizer que o Flamengo é uma merda, que vai golear e chegar lá e levar pau.

Vamos ter calma que o Sport tem tudo pra ficar entre os cinco primeiros. O time vem mantendo uma regularidade muito boa e depois dessas pedreiras a tabela vai ajudar bastante. Vamos esperar. Eu acredito.

A Redenção

Seg, 15/09/08
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria


O Sport pode não contratar ninguém que preste. Mas aqui no blog os reforços sempre dão conta do recado. Aqui vai um texto do brother Yuri Ribeiro. Um grande rubro-negro, sempre presente nas arquibancadas. Ainda bem. Porque se ele estivesse dentro do campo, eu seria o primeiro a xingá-lo.

 

 

Acho engraçado o comportamento da torcida do Sport. É mais do que conhecida a fama de torcida chata e cri-cri, que nunca perde uma discussão pra ninguém. Mas é impressionante como ela consegue ser chata com ela mesma, apresentando comportamentos divertidos e, no mínimo, questionáveis.

 

Nossa torcida implica com muito jogador que faz muita coisa pelo time, simplesmente porcriar uma cisma com o cidadão, principalmente quando o mesmo vem da Barbie ou da falecida Sarna.  Mas de vez em quando resolve apoiar alguns jogadores que não fazem nada. Um exemplo recente disso é o amor que foi criado por Marco Zero, um atacante que durante a temporada que defendeu o Leão quase não marcou gol, mas todo jogo ouvia: “Ah, é Marco Antôniooo”.

 

Hoje me pergunto o que motivava uma torcida tão cabulosa apoiar um jogador tão ineficiente como aquele ali. Até hoje não tenho resposta pra isso.

 

Roger chegou à Ilha como esperança de ser aquele matador que Marco Zero não foi. Logo todos depositaram suas esperanças nele e logo começaram a perder a paciência com tantos gols perdidos. Isso durou um bom tempo, gerou alguns bancos, mas aos poucos ele reconquistou sua vaga no time.

 

Mas antes desse retorno ainda precisou ouvir muita coisa negativa ao seu respeito. Há duas semanas, contra o Inter, ainda era possível ouvir os famosos “elogios” ao atacante: “Roger é um doente. Não faz gol nem no Santa”.

 

Eis que de repente Roger marca quatro gols em dois jogos, sem deixar dúvidas de que realmente pode ser o matador que a torcida espera. Eu disse “PODE SER”. Mas logo começo a rir com a reação dos torcedores do “eu sempre disse que ele era o cara”.

 

Ontem, na saída do campo, o pessoal comentava: “esse Roger é um centroavante da porra mesmo”, como se em toda sua vida dissesse aquilo. Afinal, rubro-negro não quer assumir que certo dia foi contra um craque do time.  Agora ele é ídolo e daqui pra frente vai ter seu nome gritado pela torcida. Espero também que ele continue dando motivos para que isso aconteça. Eu prefiro ver nomes sendo gritados pela torcida por motivos justos.  

 

 

Que situação

Seg, 15/09/08
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

O cara que vai fantasiado de Ku Klux Klan para um baile em comemoração aos direitos dos negros.

O cara que tatua uma suástica enorme no peito e vai sem camisa para um bar mitzvah.

O cara que canta “O que é imortal não morre no final” no Abril pro Rock.

O cara que dá em cima da mulher do Vin Diesel.

O cara que dá em cima da Rebeca Gusmão.

O cara que puxa um N-A-U… num vestiário masculino.

O cara que se pinta de vermelho e pula numa arena de touradas em Madri.

O cara que fala para o Chuck Norris: onde tu cortou o cabelo não tinha corte pra homem?

O cara que vai para uma roda de capoeira e pergunta quando vão começar a lutar.

O cara que é atendente de telemarketing e é reconhecido na rua.

O cara que tenta vender enciclopédia às cinco da manhã.

O cara que puxa o galhinho e o cuscuz de areia se desmonta.

O cara que diz que Vale Tudo é coisa de viado numa academia.

O cara que dá em cima da mãe do Vítor Belfort.

O cara que encontra o Sandro Goiano na rua e diz que ele parece o Pantro.
Quem você acha que toma uma surra maior?

Sei não, mas continuo achando que usar uma camisa do Figueira dentro do campo da Ilha do Retiro é pior. Ouvi falar que os caras já anunciaram a contratação do Johnny Knoxville, do Jackass. Ótimo nome.

De novo

Sex, 05/09/08
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Tudo bem que o Palmeiras deu uns vacilos ontem. Não tava encaixando a marcação direito. E o ataque não estava num dia inspirado. Mas uma coisa, toda a nação rubro-negra tem que reconhecer: os caras tem um preparo físico invejável. Ninguém ali cansa de apanhar. Já são cinco derrotas em seis jogos e eles continuam insistindo. Só pode ser masoquismo. Não duvido que o Kléber tenha um chicotinho de couro e umas correntes em casa.

Já o Luxemburgo faz tudo que é plano mirabolante pra conseguir ganhar da gente. Bota trezentos atacantes, muda o esquema do time, chora para o juiz. É praticamente aquele coiote do desenho, só que numa versão com gravata e terninhos Armani. Aposto que ali no banco tem um caixote enorme da Acme, cheio de foguetes, bigornas e um manual de 300 páginas com desculpas esfarrapadas em português e portunhol.

É por isso que toda vez que a galera vem pra cá, inventa que tá com diarréia. Só podia. Tomando tanto chocolate assim, queria o que? A variedade é grande. Tem leite condensado caramelizado com flocos crocantes cobertos com um delicioso Nestlé. Ou carameeeelo, chocolate e biscoito no maior mix. Ou coooompre batom. Pior ainda só aquele chocolate de coco queimado que sempre sobra na caixa, que é o equivalente a tomar um chocolate de 3 x 0 em casa.

Quem sabe agora a gente não se anima um pouquinho e sai de Macapá. Pode até dar uma passadinha em Porto Alegre. São só uns 300.000km até lá, que é mais ou menos a distância de 13 pontos. Mas a viagem vale a pena. Garanto que não vai faltar gremista pra receber a gente com um bom churrasco. É até bom para o Sandro Goiano encontrar os amigos. E trucidar os inimigos.

Realmente, foi uma noite de imagens inacreditáveis. No jogo do Vasco lá, o Edmundo virou goleiro, e até se adiantou no pênalti. Depois saiu chorando copiosamente. Mas isso não foi nada. Inacreditável mesmo foi ver o Roger fazendo dois gols.


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