Sportlândia
Sobe, desce. Sobe, desce. Sobe, desce. Parece o novo hit de axé music do verão, mas estou falando do campeonato brasileiro. Sim, porque a uma rodada do final, o certame virou uma verdadeira montanha-russa. O lado bom e ruim ao mesmo tempo é que a gente está fora dessa confusão. É como se a gente fosse no parque de diversões e ficasse só no bate-bate. O brinquedo preferido do Bia na infância. Tão preferido que ele até arrumou um nome diferente. Bate-desintegra.
Enfim. Cá estamos nós no parque de diversão, sem diversão nenhuma. A não ser assistir os outros. Os alvi-rubros comendo algodão doce rosa para se recuperar do susto do trem-fantasma rumo à série B. O Vasco reinventando um novo caminho para as Índias passando pela Segunda Divisão. Os framenguistas brincando num carrossel só com cavalos paraguaios. Essa última cena eu vi ao vivo neste fim de semana, quando fui ao Maracanã. Ah, se Romerito tivesse jogado.
E o passeio continua. Do lado esquerdo, a maior montanha russa do mundo, com uma descida de 2.000 metros. Aquela mesma que levou o santinha, que deus o tenha, da primeira divisão para a Série Elifoot do futebol brasileiro. Na parte de cima, gremistas e são paulinos curtem um Enterprise, nas alturas e sacudindo a cabeça da torcida. E na parte meiota da tabela, os guris de 5 anos que torcem para todos os outros times só torcem pra essa budega acabar logo, já que eles não tem idade pra brincar em nada.
Portuguesa e Ipatinga odiaram o passeio. Já disseram que não voltam mais, nem tão cedo. Tão indo embora de metrô, lá debaixo da terra. E a gente aqui, sem fazer nada. Haja saco. Nada do campeonato terminar. Um final um pouco triste pra quem passou boa parte do ano no lugar mais alto da roda gigante. E agora o carinha resolveu desligar a danada bem na hora que a gente estava no meio.
Parte do nosso elenco já vai entrar de férias. Alguns jogadores vão ganhar férias vitalícias e nunca mais vão pôr os pés na Ilha. Isso se alguns deles não forem jogar pelo Central ou pelo Itacuruba do Norte. Ou quem sabe até pelo Santa Cruz. Dá até medo. Quando esses caras vem pra cá, jogam com toda a raiva do mundo da gente e comem a bola. Que nem Marco Antônio. Rá.
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