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Saulo e Daniel: exemplos? Receita?

ter, 09/02/10
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

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Injetar experiência e qualidade no elenco. Mesclar a juventude das revelações de base com os ídolos da torcida. Dar cancha ao time principal e chance aos reservas (até pra se sentirem valorizados: “opa, professor, às ordens!”). Falando a mesma língua: comissão técnica, departamento físico e médico, diretoria de futebol e presidência do clube. Tudo isso sempre foi a chave e primeiro passou para o sucesso no futebol.

O goleiro Saulo é o exemplo. Por um acaso, o ídolo Magrão precisou de um pitstop nos departamentos do clube. Saulo, revelação, não pra gente, mas pro mundo, teve sua grande chance. Com excelente altura para goleiro, Saulo, também conhecido como Saulo “Avatar”, soube bem aproveitar a oportunidade. Provou ser uma excelente revelação e deu mostras (desde a época da seleção sub-20) que será um grande jogador. Com todos os fundamentos de arqueiro aflorando, no alto dos seus 1,98 m, o novo paredão do Sport tem o que a torcida rubro-negra mais gosta: tranqüilidade e eficiência. Sem muito alarde, sem acrobacias, Saulo passa confiança à torcida. E quando um jogador cai nas graças da torcida do Sport…tá no céu!

Por outro lado, segundo tempo de partida, a torcida, num coro só: “Da-ni-el Pauliiiiissstaaaaaaaaa!, Da-ni-el Pauliiiiissstaaaaaaaaa!” Reconhecimento, convocação, torcida e ídolo. Tudo ao mesmo tempo. Daniel entrou, meio zonzo ainda, mas só a sua presença em campo deu aquele tom de “ufa, como é bom ser Sport”, na torcida! Ainda faltam umas vinte milhas para Daniel voltar aos seus velhos tempos, mas nunca se esqueça: jogador quando cai nas graças da torcida do Sport…tá no céu.

Enfim, pode parecer besteira, sonho, ilusão, pode até passar batido, mas esta receita de experiência com juventude, ídolo com sangue de casa, qualidade e raça, sempre foi usada por times campeões. É a ciência de se fazer futebol com dinheiro curto, recursos escassos, concorrência desleal no mundo cão do futebol.

Entender este mix e saber aproveitar as oportunidades pra montar um bom elenco é mais que revelar jovens talentos e preservas os velhos ídolos, é entender a diferença entre o Campeão e o Vice.

seg, 08/02/10
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Vi a manchete de um site hoje que dizia o seguinte: “após vitória, Sport trabalha pensando no Ypiranga”. Agora me digam. Qual o erro dessa frase? Se você acha que pensando é com cedilha, meus parabéns. Você é um tremendo estúpido. Mas se você ficou puto porque nossa preparação está sendo voltada para ganhar essa porcaria de campeonato, então, você concorda comigo.

Enquanto a galera tenta decidir quem vai marcar Rosembrik, eu fico aqui pensando: quem é que vai marcar Robinho, Neymar, Paulo Henrique e Giovanni na Copa do Brasil? Beleza, ser campeão de novo com esse time talvez seja um pouco difícil. Mas vamos falar de outra realidade.

Ontem, eu tava vendo o “jogaço” Portuguesa x Ponte Preta na TV e me dei conta de uma coisa: os caras tão com times mais arrumados do que a gente. Athirson tá jogando um bolão na Portuguesa. Os caras da Ponte fazem altas tabelas com rapidez, chutam bem, são perigosos. E a gente aqui, comemorando os dois gols redentores de Nadson.

Bicho, o negócio é sério. O Náutico, que é aquele time cretino, tá só um ponto atrás da gente. É quase o mesmo rendimento. E se a gente não tá tão acima do Náutico tecnicamente, quer dizer que estamos lá embaixo a nível nacional. Não tô querendo dizer que tem que dispensar todo mundo e começar do zero. Mas acho que o Sport precisa de um pouco mais de inquietação.

Tem que se mexer, velho. Ir atrás de reforços, principalmente no meio de campo. Cadê esse Eduardo Ratinho? Veio sem perna do Corinthians? E a zaga? Vamos confiar em Elias no banco de reservas? Por que a gente não investe em um jogador diferenciado pra ser o maestro do time? Paga uma grana a mais e pronto. Tem jogador bom encostado nos times do lado de lá. É só procurar direitinho.

É preciso pensar grande, pensar na frente. Ano que vem eu quero ver os jogos do Sport narrados por Milton Leite, no domingo. Quero ver a gente jogar a Libertadores de novo, depois de uma final épica contra o Santos de Robinho. Mas o que eu queria mesmo era ter tido uma idéia bacana pra esse texto, que ficou puta sem graça.

Quem sabe esse vídeo não salva o dia:

Trivial. Pés no chão!

qui, 04/02/10
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

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Sabem…., o que eu mais queria escrever neste blog era sobre o desfile do Caminhão da Alegria, beirando o carnaval, no Beberibe, com o nascimento de mais um paredão na Ilha, com a honra de Igor, com show de Ciro, sob a batuta do mestre Givanildo, na Cirolândia do Arrudão!

Eu queria, sem esquecer, era mostrar a língua queimada pela partida de Zé Antônio, o fôlego do garoto e a personalidade assumida por estar só na cabeça de área. Se futebol é momento, Zé, pega este teu, pois felicidade é sorte e escolhas bem feitas.

Ah, como eu queria dizer que o velhinho Dutra já dá mostras que está quase no ponto de ser, mais uma vez, um dos melhores laterais do Brasil. E que Igor jogou como nunca, honrou como sempre e partirá com o nome cravado na nossa história.

Sim, porque Eduardo Ramos fez o gol da disciplina tática, mesmo subindo e descendo, armando e marcando e vice versa. E que Ciro fez de novo, descerrando a placa de homenagem de 96 anos, com um belo gol. Gol de quem sabe! Gol de quem é seleção!

Não vai dar pra falar nada disso porque, no dia após o clássico, só escutei nas resenhas as confusões das torcidas, as demissões ou não no rival, o despreparo dos dirigentes corais e a falta de compromisso com o principal consumidor do produto: o torcedor. São muitos senões!! Nada de ofuscar nossa aula de futebol.

No final das contas, deu o de sempre. O Leão foi, abocanhou mais uma vitória, aumentou a estatística de freguesia (agora são 218 contra 109 vitórias), com a patada demarcou território e ruma ao Bi-Penta com os pés no chão…

Normal. Trivial. Sem alarde! Tem muito trabalho pela frente. Nosso projeto vai além do caseiro pernambucano. Somos grandes e não vivemos de apenas um jogo.

E o jogo? Ah, a festa foi nossa e a ressaca deles. DNA de Campeão não é pra qualquer um. Em Pernambuco, só o Sport tem!!

“Ô, lê lê, ô lá lá, o Ciro vem aí e o bicho vai pegar….

Ô, lê lê, ô lá lá, o Ciro vem aí e o bicho vai pegar….”

De: Para:

qui, 04/02/10
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Um CD pirata da banda Dejavú.

Um aparelho de enlarge penis.

Uma edição especial de Elifoot 2.

A playboy da Fernanda Young.

Um gano.

Uma sandália tipo Crocs.

Um vale de 10% de desconto do Motel Cê que Sabe

Um Elysee Belt da Feiticeira.

Uma edição ilustrada do kamasutra para ornitorrincos.

Uma pochete colorida.

Um mini-game com dez estágios de dificuldade.

Uma réplica de George W. Bush esculpida em macarrão.

Um genius quebrado.

Um DVD ao Vivo do Roberto Justus.

Um banco feito de velcro.

Uma fantasia tamanho GG do homem aranha.

Uma escova de cabelo versão caminhoneiro.

Uma bóia de hemorróida.

Um ioiô galaxy quebrado.

O pedaço da orelha de Hollyfield.

Um carburador de Santana.

Dois gols de Ciro e um de Eduardo Ramos.

Pois é, acho que a gente foi até legal com o Santinha. O presente poderia ter sido muito pior.

Clássico é crássico

qua, 03/02/10
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Hoje tem jogão. Em campo, o melhor time do mundo versus o time mais xexelento, cretino e incrivelmente ruim que o mundo já viu jogar. Um embate antológico entre os Globetrotters tupiniquins e a escória futebolística do universo. O imbatível esquadrão, cara a cara com o cocô do outro dia depois de uma noite regada à Vodka Natasha. Só que aí tem um detalhe. A gente só vai descobrir quem é quem depois do apito do juiz.

Isso mesmo. A verdade é que estamos nós e a sarna numa situação periclitante. A palavra feia foi de propósito pra vocês conseguirem imaginar melhor o que se passa. Do lado de cá, a gente tem a liderança, uma campanha invicta e um time irregular, carente de reforços e sem a menor confiança da torcida. E do lado escuro, miserável e vergonhoso da Força está o Santinha, que é aquela desgraça que todo mundo já conhece.

Mas tudo isso pode mudar lá pras dez e meia da noite. Se um chute cafofo e prensado de Ciro entrar, o menino tem faro de gol, o Sport se ajeitou, o técnico achou a formação perfeita e os torcedores do Santa são um bando de cabeças de melão. Mas se esse chute, digamos, bater na trave e sair, lascou. O Sport está automaticamente rebaixado para a série C, Lêoncio é um crápula e a gente precisa dispensar todo mundo nessa porra. Tragam Fumagalli de volta!

Nessas horas, ninguém se dá conta que esse jogo só vale três pontos. Aliás, três pontos é muito. Esse jogo aí não vale lhufas. Toda essa fase do campeonato não vale lhufas. E olha que eu nem sei o que significa lhufas. A verdade é que a gente pode se matar em campo, comer a grama, golear o Santinha. E tudo isso não vai valer de nada porque o que interessa mesmo é o quadrangular final do campeonato, onde a gente vai ver quem é homem e quem é um prato de cremogema.

Certo, parece fácil fazer uma análise do jogo agora, de cabeça fria. Quero ver lá na hora, no calor do jogo. Se não fosse pela falta das torcedoras suecas gostosas, do Galvão Bueno grasnando no seu ouvido e das malditas vuvuzelas, eu diria que Sport e Santa estariam fazendo a final da Copa do Mundo. Concordo que não faz muito sentido dar tanta importância para a partida de hoje, mas cá entre nós: futebol nunca foi um troço que fez muito sentido mesmo. Se fizesse, ninguém ia torcer pro Santa ou pagar uma fortuna pra sentar a bunda no concreto do Arruda e ver futebol de péssimo nível.

Por isso que hoje eu não quero nem saber se o jogo é contra um time da quarta divisão, sem dinheiro, sem elenco e sem honra. Eu quero é ganhar dessa peste e sair por aí dizendo que esse ano nosso time vai ser mesmo campeão. Que todo viado que eu conheço é tricolor. Que o Santa Cruz faria 96 anos hoje se estivesse vivo (via @lulapires). E outra coisa. Se a gente ganhar, aposto que algumas pessoas vão achar esse texto a oitava maravilha da literatura mundial e vão exigir minha presença na Academia Brasileira de Letras.

A dança das cadeiras

ter, 02/02/10
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

-1

Eu queria entender o Sport de 2010!

Já na montagem do time, sacou Durval e trouxe Montoya; Trocou Elder Granja e Moacir por Julio César (o craque do DVD).

Ofereceram R$ 35 mil pra Hamilton e disseram: “Quer não? Só fica no Sport quem quer jogar no Sport!”. Apresento-lhes Tobi!

Luciano Henrique? Presta não. 34 pastilhas….de idade por Ricardinho (esse se salva).

E, no ataque, como goleador, deixo Arce pra lá e trago Nadson! O Nadgol (ou Nadadegol).

Mudamos. Mudamos pra pior. Queriam o que? Pessimismo? Que nada. Acossado eu viro bicho!

O que vale é ser torcedor padrão, aquele que só canta, só pula, só dança nas arquibancadas o “com o Sport eternamente estarei…”

Padrão mesmo para o torcedor é não ter direito a falar que erramos na maioria das contratações, que ainda não temos times e que vários desses jogadores novatos não tem a cara do Sport. Confiança? No que pese, hã hã hã hã hã!

Duro é acreditar que passaremos o ano todo com Ricardinho como nosso único craque, e que Wilson e Ciro são pouco para ser “penta” e subirmos no final do ano.
Duro mesmo é não aproveitar a mudança extemporânea no regulamento do PE para qualificar o elenco, com mais uns 5 jogadores que cheguem, ponham a camisa e joguem.

Duro é ter um PE de baixo nível só pra escancarar as mazelas do time. Duro mesmo é achar que a diretoria não ver isso.

Sim, porque este campeonato foi idealizado na sala do Jockey Club.Turno de ida e de volta não valem quase nada. Bom mesmo será o páreo final. Até o azarão quarto pode ser campeão. Não adianta de nada o “primeirão” chegar com milhões de pontos. Que proeza!

Sim, porque é mais fácil tirar o “hexa” este ano que no próximo. Pra isso, quem quiser que monte um time com os renegados do Sport, some umas peças mais experientes e, na fase final, com um errozinho do juiz, leve a taça do Penta pra outra avenida.

Sim, porque Silvio acha que um médico dá o troco no advogado quando contrata um torcedor fanático do adversário e dá-lhe a tarefa de ser o cinésioterapeuta (coisa de 20 anos atrás). Mas o termo impressiona…

Um dia desses, o  Sport desfilava na Libertadores…era vitrine! Hoje, até os jogadores da base fogem…como fugissem da cruz.

Tento entender este Sport de 2010. Pelo jeito, só no final do ano pra dançar e cantar o hino do bota-fora de tempos que não voltarão jamais!!

Se Deus quiser!!

Assim falou Regina

seg, 01/02/10
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Vocês lembram desse comercial, né? Passou em 2002, mas parece que foi ontem. Ou melhor: parece que foi hoje. Pois é. O horário eleitoral nem começou ainda, mas só hoje, eu já vi esse filme umas três vezes, em cada conversa que tive com a galera que viu o jogo de domingo.

“O meio-campo não existe. Tô com medo.”

“O time empatando com o Vera Cruz, parecia que tava empatando com o Milan. Tô com medo”

“O presidente é um doido, não traz um reforço que preste. Tô com medo”

“Tô com medo. Com esse time aí a gente vai cair pra Série C.”

As previsões não são nada animadoras. O time não agrada. Jogamos mal os últimos três jogos. Continuamos invictos, porém, sem a menor confiança em resultados maiores no futuro. Nada de Copa do Brasil. Serie A ano que vem, desse jeito, nem pensar. Melhor se segurar, garantir um “honroso” décimo lugar na Série B e garantir nossa vaguinha entre a elite do limbo para 2011. Será que Regina Duarte tem razão dessa vez? Será que a gente devia estar com medo mesmo? Será que o Sport está em processo de santacruzisticação?

Não sei vocês, mas eu costumo duvidar dessas coisas que vejo na TV. A Feiticeira nunca me enganou com o “não é feitiçaria, é tecnologia”. Nunca ganhei um livro de receitas, um abridor de latas e uma coleção de tampinhas porque liguei exatamente agora para pedir o grill do George Foreman. E essa minha desconfiança não para por aí. Ela também vale para coisas que não passam na TV. Como o jogo contra o Vera Cruz.

Beleza, o time não tá jogando muita coisa. Mas não é pra ter medo, cacete. Melhor saber os defeitos do time agora do que no meio do ano. Claro que a gente precisa de reforços. Mas a pressa da diretoria em contratar alguém seria muito menor se a gente tivesse sobrando no campeonato. Esses “tropeços” são bons, de certa forma. Não sei se é porque passei o fim de semana inteiro vendo House, mas acredito que problemas menores podem ajudar a diagnosticar outros maiores, antes que a merda vá pro ventilador. Ou para o para o hipotálamo, sei lá.

Medo não combina muito com o Sport, vamo parar com isso. Tenho certeza que já enfrentamos desafios muito maiores. Todos nós. Existem outras coisas que metem muito mais medo do que os lançamentos de César, o raciocínio rápido de Tobi e a precisão dos chutes de Nadson. Coisas muito piores. Tipo isso:

Oh, meu Deus, ele tem um punhal!

@givanildooliveira #mudaotimecaramba

sex, 29/01/10
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Alguém aí segue Ciro no twitter? É fácil, basta clicar aqui. Mas calma aí que esse não é um post jabá. De jeito nenhum. Até porque Ciro, ou @C11ro, não twitta coisas tão interessantes assim. Olha só algumas coisas que ele escreveu.

“dando uma olhada, espero que esteja tudo bem com vocês também. obrigado pela força e o incentivo de todos neste começo de temporada.”

“A torcida em caruaru invadiu em peso, foi muito bonito,agradeço a força e o carinho de vcs sempre seguindo o leão em todos os lugares!!!”

“Agora vamos em busca de mais uma vitória aqui em salgueiro, fiquem com deus e não esqueçam de seguir @sportrecifepe , abraços!”

“Boaaa tarde!! hoje dia de descanso, viagem cansativa. amanha tem treino em dois periodos, e vamos que vamos!!!”

Pois é, tirando as muitas exclamações e a repetição excessiva de alguns aaaaas, nada me incomoda muito. Mas aí é que tá. Se ele continuar sendo reserva de Nadson, que não tá jogando lhufas, aposto que, daqui a pouco, ele vai começar a dizer coisas que vão incomodar, de fato. Imagine só como vai ser o twitter de Ciro, ops, @C11ro, se Givanildo não botar ele no time logo

“meu condicionamento físico tá ótimo. deve ser porque o jogo pra mim só dura 15 minutos.”

“nadson tá machucado. quem sabe se o Irani se machucar também eu tenha uma chance no time.”

“domingão em porto na casa de @rosembrik. não fui relacionado pro jogo.”

“foi o cão que botou pra nóis beber.”

“cachaça dos inferno!”

“tô vendo tudo dobrado. olha lá: eu sou um dupla de ataque… heheheh”

“treinar já é uma merda. de ressaca, então…”

“givanildo oliveira #twitteumapessoaquevoceodeia”

“meu empresário acaba de ligar pra mim: vocês acham que jogar no botafogo é uma boa?”

Sei não, galera. Mas acho que o Sport tá vacilando em deixar o cara no banco. Tudo bem que ele não tava lá em grande fase. Mas Nadson também não tá. E entre apostar num atacante que tem contrato de um ano e deu errado no Corinthians, no Vitória e no Bahia ou apostar num cara que tem contrato até 2013, tem 20 anos e vale 20 milhões, eu ficaria com a segunda opção. Mas não dê muita bola pro que eu falo. Eu só tenho 210 seguidores.

O minhaeiro não combina com o Sport. (texto de Jorge Pedroso)

qui, 28/01/10
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Quando o futebol arte sai de cena, abrem-se as cortinas para a arte de fazer futebol. Eu sei. Formar time não é fácil. É pra quem tem gabarito, competência no riscado, visão de futuro, credibilidade no mercado da bola, sensibilidade, faro aguçado. Ufa! Uma arte!

Mas, se fazer futebol hoje no papel é uma arte, dirigir um clube de massa - com uma torcida ultra-exigente, com histórico de conquistas e DNA de campeão – é a arte de dominar o “ser torcedor” encarnado no papel de Presidente. É fácil? Não, é pra poucos.

O passado é claro. Quem teve sucesso como Presidente do Sport foi quem foi campeão. Simples assim? Simples assim, como 2+2=4. Ora, a essência de um clube de futebol, desde suas raízes, é a Taça. Você pode planejar em quitar débitos, aumentar patrimônio, administrar recursos, revelar jogadores etc e tals, mas, no âmago, se não for campeão, se não trouxer para a sala o troféu, nunca será um Presidente a ser lembrado como vencedor. Nunca entrará no rol da história de conquista de um Clube.

A lei do homem é a competição, onde tudo se transforma e nada se define por ser melhor ou pior, ao menos que se destaque entre os iguais. Porque, na realidade, sobreviver é glória e não há glórias sem sacrifício.  A glória custa sempre caro. E tudo isso, é pra alertar a necessidade urgente (pleonasmo puro) da qualificação do elenco do Sport para este ano.

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Qualidade não se mede por tempo de serviço. No primeiro toque na bola já dá as cartas. Entrosamento, preparo físico e ritmo de jogo são o plus. Mas, quem tem qualidade, tem. Ou é ou não é. Depois de cinco rodadas, tá na cara: é preciso mais pra se dizer que vamos forte na série “B”. Se o Pernambucano, competição fraca tecnicamente, serve pra esmiuçar nossas carências, por que não começar desde já a contratar? Jogadores…sei lá. Várias posições. O técnico indica, o Presidente autoriza e o diretor contrata. Mas não só assim, tem que ir além.

Nicolau já recomendava aos prudentes seguir as estradas daqueles que se tornaram grandes e imitar aqueles que foram excelentes, porque sempre se tira proveito, pois a chave do sucesso é saber decidir conforme suas qualidades e as variações das circunstâncias. Muito mais que isso, Sr Presidente do SPORT, não basta conhecer a receita, urge também ter sensibilidade, audácia.

Entre o ímpeto e a cautela, Maquiavel recomendava ímpeto nos momentos decisivos. E já que a essência do SPORT é ganhar Taças, a estratégia do minhaeiro não combina com o Leão. Do contrário, ao Presidente a taça…de lata!

2+2=4

contratar+qualificar=ganhar

Jorge Pedroso é Limoeirense, advogado e sócio patrimonial do Sport

Basicão! (texto de Jorge Pedroso)

seg, 25/01/10
por pedro lazera |
categoria Sem Categoria

Quando todo mundo acha que o torcedor só quer ganhar, ele, coitado (o torcedor), vai a campo em busca da vitória e volta com uma pulga atrás da orelha! Todo ano é assim. O mundo ideal do torcedor não coincide com o mundo evasivo do futebol.

Virou moda! O começo do time está insosso? O calendário é curto, falta de pré-temporada, o rendimento físico não é o ideal e coisas e tal. Isto seria o básico. Mas, o básico mesmo ninguém fala. Falta jogador ou falta jogador com fundamentos básicos de futebol.

Mesmo que o torcedor grite por uma vitória, no seu íntimo ele quer ver o básico de fundamentos num jogador. Um zagueiro que só dá chutão, assíduo praticante de pênaltis ou que fique nervoso com a bola no pé, na risca da lateral da sua defesa, pra mim não é só falta de fundamentos. É, sim, a justificativa mais plausível para a peneira da zaga.

Que dor de cabeça, hein?! Não precisa ser craque para jogar um campeonato fraco tecnicamente (até porque se fosse craque não estaria na nossa praia). Contudo, um jogador com os fundamentos básicos seria o mínimo para um começo mais degustante.

Pelo jeito, tenho que admitir, fundamento no futebol é pra poucos. Deveria ser para o jogador profissional. Mas….nem todos tem esta sorte! Então, como explicar um atacante que não consegue dominar uma bola no fronte adversário? E o “matador” que não finaliza na mira do gol, já que o cidadão foi contratado para tal função?

Coitado do torcedor a se perguntar: seria o preparo físico, entrosamento, a pré-temporada? O que o fundamento do futebol tem a ver com a queda de rendimento do time de um jogo para outro ou dentro de uma mesma partida? Ser tecnicamente melhor que o outro é ter mais fundamentos?

Ser tecnicamente melhor quer dizer que é possível um jogador levar “nas costas” o desprovido de fundamento. É o time ficar refém dele. O outro é o beque de usina, o atacante matador (do coração). Ora, antes que alguém acuse, qualquer semelhança é mera coincidência com alguém do Sport.

O texto ficou meio evasivo, mesmo. É que num começo insosso, falta-me fundamento. Fiz só o basicão! To ganhando…

Jorge Pedroso é Limoeirense, advogado e sócio patrimonial do Sport



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