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FNB by Bruno Fernandes

sex, 19/03/10
por pcalmeida |

J.V.Ferraz

J.V.Ferraz

Fala, Nação de Guerreiros,

Está no ar a já tradicional sessão do Bloguerreiro das sextas-feiras, o Fala, Nação Bloguerreira, também conhecido pela sigla FNB. Um espaço onde o blogueiro vira leitor e o leitor fica blogueiro.

Hoje quem escreve para o blog é um cruzeirense de opinião, o publicitário Bruno Fernandes. Ele fala de um tema polêmico e bem próximo a todos nós.

Vale a pena conferir e opinar a respeito do assunto.

E se você quiser participar do Bloguerreiro, envie o seu texto com no mínimo 1 e no máximo 2 laudas para endereço: blogchinaazul@globo.com

FALA, NAÇÃO BLOGUERREIRA!!

Paulo Werner

Paulo Werner

A maior contribuição de Adilson Batista

Salve, mundo azul!

Antes de tudo, agradeço ao Globo.com e ao nosso blogueiro oficial, P.C. Almeida, pela oportunidade de deixar aqui as minhas opiniões e promover o debate sobre tudo aquilo que envolve o Cruzeiro e o futebol de maneira geral.

Agora, vamos ao que interessa.

Quando é que o torcedor do Cruzeiro vai tomar jeito? E não estou questionando a presença em campo, a intensidade do apoio ou os decibéis da cantoria. Isto é bobagem, discussão de corredor de colégio.

O que não dá para aceitar, a esta altura do campeonato , é o fato da torcida ainda se permitir ser usada como massa de manobra por boa parte da imprensa esportiva mineira, principalmente, radialistas.

E se durante anos, muita gente percebeu, mas quase ninguém se manifestou como deveria, agora surgiu um cara com coragem e disposição para, finalmente, derrubar algumas máscaras da mídia boleira do estado: Adilson Batista, que mais uma vez, esta semana, denunciou a cobertura inescrupulosa feita por alguns destes “profissionais”.

Não bastasse ser um técnico competente, atualizado e extremamente dedicado à profissão, AB também possui o dom da indignação. E até isso ele tem usado em prol do clube. Ele também já deve estar cansado do amadorismo e da parcialidade vil de certos “profissionais” do rádio que trabalham diuturnamente para manipular a massa azul contra o próprio clube, com o claro objetivo de desestabilizar e diminuir o Cruzeiro – instituição e time de futebol – destilando seu atleticanismo rancoroso e descarado em suas transmissões e programas futebolísticos. E, fique bem claro, esta crítica em nada se refere ao CAM e seus torcedores comuns. Não cuido da vida dos outros. Cada um com seus problemas.

A minha briga é com o povão cruzeirense, que continua permitindo essa manipulação antiga, manjada, mas que ainda surte efeito graças à falta de discernimento provocada pela paixão clubística. Os métodos são simples, grosseiros, arcaicos, porém eficientes: perguntas maldosas na coletiva, incitações às vaias durante as transmissões, “sugestões” de substituição de jogadores, boatos sensacionalistas não fundamentados e por aí vai. Além, é claro, do cristo da vez. Alguém para ser cotidianamente crucificado, eternamente culpado pelos maus resultados e pelas crises plantadas sem o menor cabimento.

Foi o que fizeram com AB e boa parcela da massa aceitou, participou e depois até mudou de ideia, porém alguns cruzeirenses continuam massacrando, injustamente, o excelente treinador.

A implicância de alguns torcedores celestes – a “turma do tropeiro”- com o técnico não tem nenhum fundamento. É puro resultado desta campanha sórdida lançada desde que ele chegou à Toca e começou a colocar os pingos nos is, denunciando a imoralidade da banda má da imprensa. Sem falar nas vitórias e no respeito conquistado em todo Brasil, o que irritou muita gente.

Não existe bom entendedor de bola que não goste do trabalho de AB. Os fatos e números não mentem. É estudioso e implantou uma filosofia de jogo moderna na equipe, visivelmente antenado com o que há de melhor ao redor do mundo. Em duas temporadas, classificou o time duas vezes para a Libertadores e chegou à final de uma delas com um elenco repleto de limitações técnicas, jogando um futebol vistoso coletivamente e agradável de assistir, apesar de algumas más atuações e tropeços, o que é perfeitamente normal. Adilson trabalha, vibra e sofre pela instituição que defende. Ele sim quer o melhor para o Cruzeiro.

E, graças à sua perseverança e coragem, a torcida tem a oportunidade de pôr fim a esta palhaçada, que nunca esteve tão às claras. Chegou o momento de tomar partido, de escolher entre o bem e o mal.

E agora torcida cruzeirense? Quem você irá escutar? De que lado você irá ficar? Vai apoiar um homem sério e dedicado ao time do seu coração ou continuará acreditando nas opiniões mal intencionadas destes irresponsáveis de microfone na mão, que nem de longe almejam o bem do clube, muito menos do futebol mineiro? Fanáticos que “trabalham” unicamente para defender os interesses do time para o qual torcem. Não suportam a grandeza do Cruzeiro e permanecerão fazendo de tudo para impedir o seu crescimento, principalmente se continuarem encontrando ouvintes dentro da própria China Azul.

A responsabilidade é sua, torcedor da Raposa. O radinho é seu, o ouvido é seu e a voz é sua. É você quem pode terminar com esta vergonha. Desligue o Brunoaparelho, mude de estação, preste mais atenção no jogo. Vaie, se for o caso, mas faça-o por convicção própria.

Chega de dar audiência a estes verdadeiros inimigos do futebol. Prestigie o homem que está trabalhando pelo clube que você ama e, sobretudo, pelo bem do esporte.

Ao enfrentar e denunciar estas injustiças e covardias, Adilson Batista está construindo um legado que pode mudar os rumos do futebol e do jornalismo em Minas.

E isto, “turma do tropeiro”, vale mais do que muitos títulos.

Bruno Fernandes é cruzeirense apaixonado e escreveu para o FNB

Envie você também o seu texto para o FNB para o email: blogchinaazul@globo.com

-***-

Subtópico: Jabá

MemoriasdeGenaro

Excepcionalmente, apresentaremos mais um capítulo das Memórias de Genaro neste domingo. Vocês não perdem por esperar por mais uma parte da história do glorioso e amado Cruzeiro Esporte Clube contada sob o ponto de vista deste italiano fanático pelo Palestra/Cruzeiro.

Saudações Celestes!!!

Para mais informações e opiniões, siga o blogueiro no Twitter: Clique aqui.

_rodape

A verdadeira inteligência do jogador

qui, 18/03/10
por pcalmeida |

J.V.Ferraz

J.V.Ferraz

Em qualquer tipo de trabalho, o profissional tem que ser responsável. Isso é óbvio. Quem gostaria de ser atendido por um médico que não cumpre suas obrigações? Quem quer pegar ônibus com um motorista que não respeita  as leis de trânsito e fala no celular ao dirigir? Tudo  requer responsabilidade. E assim também é com o jogador de futebol. Também precisa ser responsável e ter princípios. Ele tem obrigação de responder por todos seus atos,  por tudo aquilo que faz.

Uma profissão, acima de tudo, necessita de paixão e encantamento envolvidos e inseparáveis da responsabilidade. Com o futebol não é diferente. Quando um jogador é sério e apaixonado pela bola, logo se torna mais feliz por saber o que está fazendo. Ele se cuida com consciência, o que facilita muita coisa.

O objetivo de um jogador nunca poderá ser o lucro que seu trabalho venha a trazer. Sua motivação para jogar não deve ser o dinheiro. Enriquecer é uma consequência  natural . Ele tem seu direito de receber o salário para se manter, como em qualquer outra profissão.

cerveja1O jogador verdadeiramente inteligente, cuidará de sua carreira, corpo e vida. É mais que evidente dizer que ele precisa conservar corretamente seu organismo, alimentar-se bem e dormir de acordo.

O atleta é uma referência. Tem que se cuidar de uma maneira diferente.  Tem que, desde conhecer até preservar seu corpo.  Para treinamentos, jogos, férias, o tempo inteiro de sua vida profissional, ele precisa estar atento  ao que ingere, ao desgaste de energia, ao tempo de dormir…

Há problema sim no fato de jogador consumir bebida alcoólica. Os jogadores precisam de uma boa hidratação no corpo. Assim têm  um alto metabolismo para conseguir manter o pique. A água é a base do metabolismo corpóreo, ou seja, toda atividade que o organismo realiza, a água participa também.

Quando a bebida é ingerida, ocorre uma desidratação. Há um hormônio que faz com que a água se mantenha no corpo. O álcool induz a não produção de essa substância , então a urina é produzida em maior quantidade e água é liberada junto a ela.

Vocês sabem quantas calorias são consumidas para que as células hepáticas metabolizem um grama de álcool? São necessárias sete calorias. Em comparação, para queimar a gordura e o açúcar são gastas nove e quatro calorias, respectivamente. Isso quer dizer que o desgaste energético é muito grande e ainda maior devido a desidratação.

O atleta necessita de essa energia para poder treinar de uma melhor forma, aguentar correr dentro de campo, fazer uma boa partida em geral… Ele precisa de seu próprio corpo. Não pode beber de jeito nenhum, em nenhum tipo de quantidade.

A banalização de bebedeira entre jogadores não pode ser aceita. Agora todo mundo leva numa boa, já que há patrocínio de uma cerveja. É bom lembrar que o álcool é uma droga lícita, ou seja, é um entorpecente legalizado por lei. Ele possui substâncias tóxicas ao organismo e precisa ser metabolizado pelo fígado.

Na vida há tantas coisas boas, maneiras diversas e ao mesmo tempo saudáveis de se divertir, que não resultados negativos. Não há por que um profissional do esporte ingerir álcool.

Sobre o amistoso contra a África do Sul

O Cruzeiro atacou bem mais, mas não conseguiu acertar o chute. A África do Sul, de Carlos Alberto Parreira, estava com uma defesa bem montada.

Foi um bom treino, apesar do resultado esperado ser uma vitória. A partir daí, falhas puderam ser detectadas e serão corrigidas daqui para frente.

Marilia Faria é inteiramente contra o álcool combinado com o esporte.

_rodape

Passa logo, temporada

seg, 15/03/10
por pcalmeida |

J.V.Ferraz

J.V.Ferraz

Vou confessar uma coisa para vocês: com esse time não vamos chegar a lugar algum. Um time que não conseguiu nem se classificar para os playoffs do Brasileirão do ano passado, atrás de Fluminense, São Caetano, Juventude e atrás até do rival? Vocês querem o quê?

Pior ainda. Nem o Luxemburgo deu jeito nesse time. Tá certo que ele anda meio em baixa por causa dos problemas dele com a Seleção, mas ainda é o Luxemburgo. Se ele não deu jeito nisso, temos que buscar outro técnico. Continuar gastando uma nota preta com ele seria um tiro no pé.

Nossos últimos títulos foram só a Sul-Minas, graças ao Sorín e ao Edílson. Só que essa diretoria omissa e mercenária foi lá e vendeu os caras logo após as conquistas; perdemos nossos melhores jogadores. Os Perrellas não podem ver dinheiro. É só um jogador começar a ser ídolo que eles vendem na primeira proposta. E a preço de banana. Pra onde será que vai essa grana toda?

Um time que tem Paulo Miranda no meio de campo e Alessandro cambalhota no ataque não pode ir pra frente mesmo. Temos que mudar isso rápido e protestar contra a diretoria!

Pior de tudo. Aquele time pífio de 2001, que quase foi rebaixado, só surrupiou dinheiro do clube. E a diretoria ainda vai e busca de volta esse Alex, que está mais para ALEXOTAN. Joga um jogo mais ou menos e depois some. Nunca fez nada pra gente. Só passamos raiva com ele

Tô cansado dessa política de contratar promessa, jogador bom e barato. Agora vão e apostam em jogadores desconhecidos pra esse ano de 2003. Luisão? Augusto Recife? Wendell? Marcinho? Os Perrellas só pensam em vender mesmo. Vão colocar esses jogadores da base para serem vendidos em breve e eles vão encher o bolso.

GomesAlém disso, não temos goleiro. Depois da saída do André, veio quem? Maizena? Alexandre Favaro? Precisamos de goleiro. Por que não buscam o Rogério Ceni, que está em litígio com o São Paulo? Vão dar sequência pra esse tal de Gomes? O cara ainda é novo e com certeza vai sentir o peso da camisa celeste.

E essas contratações? O Maurinho é um bom nome, mas ele era coadjuvante no time do Santos, porque quem jogava bola lá mesmo eram Robinho e Diego. Aí até eu jogo. Sem falar que nem reserva ele tem. Tem um tal de Maicon lá. E aí? É muito pouco para um clube do tamanho do Cruzeiro.

Enquanto o São Paulo tem Kaká e Luís Fabiano, o Santos tem Robinho e Diego, o Fluminense tem o Romário, o Flamengo tem o Edílson, a gente tem o quê? Vamos apostar em quem? Leandro, mais um jogador que vem do Vitória, nossa eterna filial? Aristizábal, jogador em fim de carreira? Ele seria uma ótima contratação em 1999. Motta, Edu Dracena e Martinez? Quem são esses? Jogadores típicos de Guarani de Campinas.

Acho que a diretoria deveria pensar grande e buscar jogadores do nível de Rodrigo Fabbri, que foi artilheiro jogando naquele time mais ou menos do Grêmio.

Enfim. Não sei vocês. Mas eu começo 2003 desanimado e temo pelo pior. Se a diretoria não der um jeito, esse ano tem que passar rápido. Acho que nem vou gastar meu dinheiro suado pra ir ao Mineirão. Infelizmente, os Perrellas estão liquidando o clube, só querem saber de dinheiro e esqueceram o futebol, não dão a mínima pra torcida.

Estes sanguessugas como Luxemburgo, Alex e Deivid certamente vão apenas esvaziar nossos cofres e temo que não consigamos ganhar nem o Rural esse ano. Saudade dos anos 90, quando a torcida do Cruzeiro era exigente…

Não… Você, caro leitor e guerreiro azul, não está maluco. Mas é que hoje acordei meio 2003, uma época em que ainda não existiam blogs, Orkut e Twitter, por exemplo. Uma época que, assim como todas as outras, já era marcada pela chamada “paixão pelo futebol”, mas que muita gente tirava pré-conceitos a partir de uma ação ainda não consumada, tipo uma contratação que ainda não havia entrado em campo ou a partir de um jogo que ainda não tinha acontecido.

O Cruzeiro de 2003, um dos melhores times da história do futebol brasileiro, foi montado a partir da mescla de jogadores novatos – Gomes, Luisão, Recife, Wendell, Motta – jogadores com pouca “rodagem” – Dracena, Leandro, Maurinho – e jogadores mais experientes, como Aristizábal, Maldonado e Alex. Na cabeça do torcedor que costuma não ter paciência, isso tinha tudo para ser um fracasso.

O intuito é mostrar que, desde sempre, torcedor tem mania de achar que seu time é o melhor do mundo quando se ganha uma partida e o pior que existe, quando tem algum tropeço.

Após o empate tosco contra o Deportivo Itália, vi muito torcedor cruzeirense perdendo a noção. Pedindo Muricy, crucificando o Fábio. Enfim, a lorota de sempre, que não soma em nada. Só atrapalha. E muita gente cai na pilha e vai pro estádio armado com sete pedras para tacar no primeiro jogador que der um lançamento errado.

Como hoje as mídias estão saltando aos nossos olhos e são de fácil manuseio, qualquer um pode chegar na internet e falar uma bobeira, dar a famosa cornetada, como se fosse uma verdade absoluta.

Mas assim como hoje, garanto que em 2003 muito corneta de plantão fazia reclamações das do estilo que eu listei no meu texto atemporal, reclamando do time que ainda nem havia entrado em campo, do treinador que estava no cargo há poucos meses e da diretoria.

Futebol tem que se analisar macro e não micro, como a maioria faz. Ficar desconfiado e desanimado pela temporada inteira só porque tivemos um ou outro tropeço nesse início é uma receita ótima para quebrar a cara no final do ano, como em 2003, que muita gente dormiu reclamando e acordou com uma Tríplice Coroa na cabeça. Mas aí, todo mundo se sentiu no direito de comemorar, falando que acreditou desde o começo.

Temos que parar com essas balelas. Vamos e devemos cobrar sempre que for NECESSÁRIO. Mas não devemos confundir um tropeço com fracasso de todo um projeto de uma temporada que está apenas começando. E muito menos pensar que cobrança e “chutar o balde” por causa de um tropeço são a mesma coisa.

Cada coisa no seu lugar. Assim como um bom e velho amigo, o Cruzeiro precisa de nossa força é especialmente nos momentos de tropeço.

Alisson Guimarães acha que a torcida tem que ter consciência que ela faz parte na montagem de um time vencedor

_rodape

FNB by Lílian Alcântara

sex, 12/03/10
por pcalmeida |

J.V.Ferraz

J.V.Ferraz

Fala, Nação Bloguerreira,

Está de volta ao Blog do Torcedor do Cruzeiro na Globoesporte.com a seção em que você, leitor, que faz o post. Aqui o Blogueiro dá total licença a você para escrever o que bem entender.

Hoje, teremos o post da Lilian Alcântara que também é blogueira do blog Gol de Letras. Ela escreve fazendo uma análise sobre o elenco do Cruzeiro e os possíveis esquemas táticos de Adilson Batista.

Se você quer ver o seu texto publicado aqui no Bloguerreiro, mande-o para o email: blogchinaazul@globo.com. O texto deverá conter no mínimo 1 e no máximo 2 laudas. Mande também a sua foto e a sua atual ocupação.

FALA, NAÇÃO BLOGUERREIRA:

Getty Images

Getty Images

Analisando o Cruzeiro

As únicas derrotas no Campeonato Mineiro foram para o Ipatinga e o Tupi. Em ambos jogávamos com um time misto, muito fraco. A outra derrota do ano foi para o Velez, um dos times argentinos mais fortes na disputa pela Libertadores deste ano.

Se considerarmos as dificuldades enfrentadas pelo time em ambos os jogos podemos até descartar os problemas e aceitarmos como ‘estando tudo bem’. Mas não está. O problema não está nestas três derrotas. Apesar de que, contra o Tigre, o Cruzeiro me desapontou um pouco, os reservas demonstraram um péssimo preparo, anulando a possibilidade de um time totalmente reserva, em partidas marcadas entre dois jogos importantes pela Libertadores.

Gosto do elenco do Cruzeiro. Há muitas possibilidades de mudanças táticas, é um time bem solto com jogadores que fazem bem o papel de ir mais à frente e voltar. O ataque pode ser complementado pelos alas e pelos meias (inclusive os volantes), o que dificulta muito a marcação adversária.

Mesmo com tantas vantagens e um banco cheio de oportunidades táticas, parece que existe uma dificuldade em definir o jogo no primeiro tempo. O jogo contra o Uberaba ilustra isto perfeitamente: apesar de ter mantido total domínio do jogo ele só foi definido depois da metade do segundo tempo.

Não podemos cometer os mesmos erros na Libertadores, o Uberaba é um time fraco que dá esta oportunidade da ilusão momentânea “decido quando quiser”, mas quando recebermos os times do Grupo da Morte se cozinharmos o jogo até o segundo tempo provavelmente surgirão dificuldades para levantar vantagem no placar.

Já em relação aos problemas de setores eu estou bastante otimista, acho que Diego Renan pode ser apoiado por determinados jogadores que anularão seus erros. Na zaga vejo Fabinho como uma opção de ser improvisado por ali, ele faz muito bem o papel de zagueiro. O ataque e o meio-campo estão repletos de opções, o que gera até um conflito entre torcedores que preferem diferentes escalações. O problema está nos reservas dos laterais e dos zagueiros, se alguém desfalcar será um problemão.

Possíveis esquemas no Cruzeiro

Até outro dia a escalação que dávamos como óbvia para o time de AB é o 4-3-1-2 com a dupla do zagueiro Leonardo Silva variando entre Gil e Thiago Heleno. Os três volantes eram Henrique, Fabrício e M. Paraná, de forma que Paraná e Henrique trocavam de posições ao decorrer do jogo ligando o setor defensivo ao ofensivo. O armador improvisado – mas que dava certo – era Gilberto. No ataque sempre a dúvida entre Thiago Ribeiro e W. Paulista.

Zaga

Leonardo Silva é unânime, além de ótimo zagueiro – apesar da imprudência em algumas chegadas – é alto eliminando as jogadas aéreas e ainda marca gols em faltas e escanteios, de cabeceio. Ao seu lado o Adilson pode preferir Gil ou T. Heleno – que, PASMEM, vem melhorando – se quiser chutar o balde pode colocar Fabinho, com meu total apoio.

Meio-campo

Enquanto Fabrício está contundido e Gilberto estava vestindo a amarelinha, formamos um meio campo com Fabinho (no lugar de Fabrício) e Roger (no lugar de Gilberto). No jogo em que Fabinho estava vetado pelo Dep. Médico quem entrou foi Pedro Ken. Bernardo voltou a jogar futebol e também entrará na briga pelo setor, e se for verdade a máxima que jogo se ganha no meio-campo pode passar os títulos pra gente.

Tem ainda Guerrón que pode entrar como meia-ofensivo ou atacante. Quando Gilberto voltar, o problema será quem tirar para colocar Gilberto ao lado de Roger. Quero ver quando os que não estão jogando por algum motivo (contusão ou escalado para a seleção) voltarem todos, muitas opções. Sem esquecer de Kieza e Anderson Lessa que chegaram por aí.

Ataque

Sobram opções no ataque: há possibilidade de montar um trio, tanto com Kléber, Paulista e T.Ribeiro, quanto com Guerrón. Ou o equatoriano como meia-atacante, pode ficar ao lado de Roger (Gilberto) assistindo aos ataques com suas ótimas invadidas de área e bons cruzamentos.

Para não dizer que Paulista é o único atacante de área agora tem Eliandro. E na velocidade, que é o forte do time, Thiago Ribeiro. Na resistência: Kléber, que além de atrair a marcação deixando algum jogador livre pra marcar é também o nosso guerreiro, que puxa o time pra cima quando parece impossível.

Ia falar também de Elicarlos como opção de volante ou lateral-direito, Fernandinho, Dudu e uns outros, mas é que são tantas opções.

Lilian_AlcantaraQue ótimo, estava esperando um bom banco fazia tempos. Aliás, considerando o time titular como o apresentado no primeiro parágrafo, fica difícil decidir até os 7 do banco: Rafael (Goleiro), T.Heleno (Gil), Elicarlos, Pedro Ken, Roger, Kieza, Bernardo, Guerron, W.Paulista (T. Ribeiro), Fabinho, etc.

Talvez esteja na hora de dividir o time em dois e doar um pra algum empresário que queira fundar um Rival do Cruzeiro Esporte Clube.

Lilian Alcântara é cruzeirense apaixonada e participou do FNB.

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Participe você também do FNB. Envie seu texto para o email blogchinazul@globo.com

O texto deverá obrigatóriamente falar sobre o Cruzeiro e ter no mínimo uma lauda e no máximo duas laudas.

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Humor de Paulo Werner

Paulo Werner

Paulo Werner

Saudações Celestes!!!

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Uma Copa do Mundo particular

qua, 10/03/10
por pcalmeida |

J.V.Ferraz

J.V.Ferraz

Fábiofala“Sem nenhuma dúvida que o mais importante para minha carreira nesse momento é ser campeão da Libertadores. Para mim, conseguir ser o melhor da América é mais importante que ir ao Mundial, porque seria coroar uma grande campanha com o Cruzeiro”.

Goleiro Fábio, em entrevista ontem ao site oficial da Conmebol

Eu acho que a Copa já começou. A Copa que verdadeiramente me interessa já começou desde Santos 1 x 2 Cruzeiro, desde aquele esticar de perna do Kleber que calou a Vila Belmiro. E não venham me chamar de traidora da pátria ou analfabeta, mas antes do hexa vem o tri. Eu até empresto o Gilberto, o Gladiador (será que ele derruba o Imperador?), quem quer que seja, para a nação, CONTANTO que me devolvam inteirinho para a fase final da Libertadores – onde certamente o Cruzeiro estará em julho, quando Kaká e companhia voltarem do safári na África do Sul. E, pelas palavras de Fábio, que esse papo de “Libertadores, obsessão”, não fica apenas no canto da torcida: há uma prioridade declarada entre as nossas estrelas – que, cá entre nós, são os únicos que seriam lembrados na listinha dos 23 – pela taça que visitou a Toca 3 em julho passado. A Libertadores é a Copa do Mundo Azul e Branco.

Que a Libertadores é uma Copa é uma obviedade. O formato, o sistema de disputa, o critério de distribuição de vagas – que, pelo menos aqui no Brasil, é altamente seletivo e faz com que times tradicionais (outros nem tantos), como os copeiros Grêmio e Palmeiras, sejam obrigados a ver tudo pela SporTV -, é a cópia fiel do Mundial. As expressões “grupo da morte”, os amplos favoritos, as zebras, os times fracos, é um retrato do maior evento do futebol. O Deportivo Italia de amanhã é a Coreia do Norte do dia 15 de junho: o time mais inofensivo no papel, o que joga o amplo favoritismo para a potência do grupo. Mas que deve se armar numa retranca impenetrável e esperar a hora certa para contra-atacar e pronto. Jogos de Copas são previsíveis porque são seis e só duram 90 minutos mais os acréscimos: não há tempo para experimentar, inovar, reinventar a roda: é o feijão com arroz. Potosí 2008, eu não esqueço de você…

A Nação Celeste pode ser menor do que os tais duzentos e tantos milhões em ação, mas impõe um peso à camisa maior do que hoje costuma-se delegar à tão falada amarelinha. Para banhar o manto celeste com o seu suor, há que se convencer uma legião de críticos (eu, inclusive) com atuações acima da média – e não engolimos Josués da vida. Para entrar na nossa seleção, para ir para a nossa Copa, é preciso suar sangue. Queremos jogadores que nos classifiquem em primeiro lugar, que arrombem (para citar o PC) todos os adversários no mata-mata e tragam aquela taça já para a Toca da Raposa, no mínimo. A nossa Copa, a Libertadores vem em primeiro – a Copa do resto do Brasil, aquela Copa que vai ter no meio do ano e infelizmente vai parar a nossa, vem beeeem depois.

E por que deste blá-blá-blá todo aparentemente fora de hora, antes de um  joguinho aparentemente ganho, diante de um adversário aparentemente fraco? Porque, cruzeirense, estamos em uma Copa do Mundo. Copa do Mundo é lugar de zebra, como daquela vez que a mesma Coreia do Norte que citei lá em cima eliminou a toda poderosa Itália em 1966. Copa do Mundo é lugar de transpor seus limites, como a inesquecível cena de Franz Beckenbauer jogando de tipóia na Copa de 1970. Copa do Mundo é lugar do improvável, como a eliminação inacreditável do timão brasileiro de 1982. Escrevo tudo isso para lembrar que estamos numa Copa do Mundo e cada jogo é jogo de Copa do Mundo – até mesmo diante do Deportivo OqueMesmo?. Se entramos na nossa Copa do Mundo para sermos campeões, como Fábio assume, o jogo de amanhã é uma final antecipada.

E quanto à você, Fábio, é melhor que você seja campeão da América ao invés de esquentar banco pro Doni. De Porto Alegre, o Dunga não deve ouvir oito milhões de vozes que fazem questão de emendar seu nome à palavra Seleção – desde as arquibancadas do Mineirão até o glorioso Chico Mineiro, na 104 norte, aqui em Brasília. Faça sua intertemporada sossegado em junho e volte tinindo para libertar o continente que reinventou o futebol.

Nathália Mendes acha que se a Libertadores deste ano fosse uma Copa do Mundo, seria a de 2002, quando o campeão foi vice na edição anterior depois de uma derrota inexplicável.

_rodape

Duas coisas me afligem

seg, 08/03/10
por pcalmeida |

J.V.Ferraz

J.V.Ferraz

Dias atrás eu estava com o clássico do Skank – “Uma Partida de Futebol”, sucintamente escrita por Samuel Rosa e Nando Reis – na cabeça. Como se trata de uma canção que fala de uma das nossas maiores paixões, o futebol, eu, num exercício repentino e de tempo livre total, passei a relacionar a música com o nosso time.

Percebi que, assim como diz a música, temos um goleiro de elástico, mas nossos laterais às vezes não fecham a defesa, só um zagueiro tem a chave do cadeado, o meio-campo está um pouco lento para levar o time para o ataque e de centroavantes vamos até bem, obrigado. Mas eles estão se contundindo muito. E disso eu falo mais a respeito no final do texto. Foi então que percebi que essa música, em tese de alegria, me atentou para duas aflições que ando tendo.

A primeira delas está relacionada à frase “bola na área sem ninguém pra cabecear”. Confesso que ando um pouco preocupado com este quesito. Desde o ano passado, temos teimado em tomar gols originados em jogadas pelas pontas.

Na maioria das vezes, nossos laterais não encurtam o espaço e não têm fechado bem a defesa. Especialmente pelo lado esquerdo, todo mundo já sabe disso.

Puxando pela memória, e citando apenas os jogos mais importantes, tomamos gols em jogadas pelas beiradas contra Estudiantes, Flamengo, São Paulo, Internacional, Fluminense, Grêmio…

Em 2010, tomamos alguns gols, contra Potosí, Vélez, Colo-Colo, Atlético/MG, Tupi e alguns sustos, com bolas atravessando nossa pequena área (como nos jogos contra o Uberaba e o de ontem), sem nenhum defensor dar combate e o próprio Fábio não saindo debaixo dos postes, confiando nos zagueiros e no seu reflexo acima da média. Mas isso, de fato, está me preocupando. Vejo constantemente a bola adversária rondando nossa área. No jogo aéreo, quando Leonardo Silva está presente, até temos um pouco mais de tranquilidade. Mesmo assim, esse tem sido o mapa da mina para os adversários.

Creio que a cobertura dos nossos volantes está um pouco falha. E os laterais Jonathan e Diego Renan ainda não encaixaram certo o tipo de marcação mais pressão. Culpa de Adilson Batista? Não, definitivamente. Até porque, isso se aprende é nas categorias de base. “Encurtar espaço”, “não atravessar a bola no campo defensivo” são alguns dos mandamentos que se encontram nas cadernetas dos professores de categorias de base. Ou seja: um jogador profissional que não está atento a este tipo de fundamento básico, só pode estar sofrendo de desatenção. Dessa forma, tem que mudar a postura, a atitude. Senão não vai aprender nunca.

No entanto, seguindo a cartilha de Adilson Batista, eu não costumo analisar o problema no resultado, mas sim na fonte. Creio que o grande entrave do nosso time em 2010 até agora é a ausência de Fabrício. Como faz falta esse jogador.

Fabrício é daqueles jogadores válvula de escape da equipe. Ele faz a proteção da zaga como ninguém. Tem bom passe na saída de bola, lança bem, é veloz e arremata para o gol. Às vezes até acerta. Mas quando não chuta, costuma puxar marcação e abrir espaço para algum volante, lateral ou atacante passar nas costas da zaga.

Além disso, ele cai pelas pontas, faz ultrapassagens. Grita com o time, organiza, recompõe bem o sistema defensivo. Com ele em campo, Marquinhos Paraná e Henrique têm mais liberdade para fazer a cobertura dos laterais com maior eficiência.

fabricio2E é a partir da ausência de Fabrício que surge minha segunda aflição: departamento médico. Fabrício é só mais um dos casos de jogadores do Cruzeiro que vão ficar “2 semanas longe dos gramados” e acaba ficando 2, 3 meses.

Olhando de longe, o preparo físico da nossa equipe parece ser bom, porque dificilmente o time “anda em campo” durante os jogos. Mas o desgaste físico está muito grande, isso porque estamos apenas no segundo mês da temporada. Soa até esquisito. Sei lá, como bom mineiro e cruzeirense, sou desconfiado em dobro.

Daí, eu pergunto: qual está sendo o resultado (na prática) do rodízio de atletas? Deixo bem claro que eu sou a favor da mescla de titulares e reservas em jogos menos importantes. Mas, parece que isso não está adiantando em nada, se a intenção é preservar os atletas fisicamente. Afinal, a lista de jogadores que já sofreram com problemas de ordem médica já no início do ano só aumenta a cada semana. Fabrício, Fernandinho, Elicarlos, Wellington Paulista, Guerron, Kleber, Jonathan, etc.

Ano passado, mesmo com o time sendo mesclado nos primeiros meses, durante maio e junho tínhamos 12 jogadores no Departamento Médico. Alguns por pancadas, de jogo, e outros por problemas musculares. O time só avançou às finais da Libertadores porque joga muita bola.

Creio que o grupo é bom sim, estamos bem servidos em praticamente todas as posições. Mas a defesa ainda me preocupa. E, aliada a ela, os problemas médicos também. Porque mesmo tendo jogadores sobrando praticamente em todas as posições (exceto a defesa, que acredito necessitar de um reforço de peso), não podemos correr o risco de perdermos jogadores chaves dentro da equipe, como está acontecendo atualmente com a ausência do Fabrício. Imagina se, lá na frente, tenhamos que enfrentar jogos difíceis sem um Leonardo Silva, Kleber, Fábio.

Estou feliz com o elenco que temos, com a nossa comissão técnica. Sempre enfatizei isso. Nosso time é muito bom. Mas estas constantes desatenções na defesa e os problemas de ordem médica já no início do ano, confesso, começam a me afligir. E podem custar caro lá na frente…

Off Topic – Mais ou menos um século atrás, ocorreram diversas manifestações na Rússia, nas quais a reivindicação central era o direito de voto para as mulheres. Pensa bem: na Rússia, um ambiente tradicionalmente frio, machista, violento e hostil. Ao longo dos anos, em diversos países, as mulheres não se intimidaram e, dia a dia, tentam fazer valer cada vez mais sua força e voz. E elas têm conseguido.

Quando você vai ao Mineirão, por exemplo, dá pra perceber como é crescente e agradável o número de guerreiras que vão lá para apoiar o time, jogar junto. E olha: as cruzeirenses entendem muito de futebol, mais do que muito marmanjo.

Sendo assim, como mandam os bons modos, é nosso dever e obrigação deixarmos aqui nossas lembranças e parabéns às mulheres em seu dia. Em especial, as guerreiras cruzeirenses.

Mas nada melhor do que deixar aqui a dica de um belo texto da cruzeirense Lila Menini, no site Guerreiro dos Gramados, parceiro do Bloguerreiro. Clique aqui.

Alisson Guimarães confia no nosso time, mas está com a pulga atrás da orelha com nosso Departamento Médico.

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Subtópico do Blogueiro:

Parábens, mulheres. Não apenas pelo seu dia, mas simplesmente por existirem.

Saudações Celestes!!

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Capítulo 08: A banda tocou e o Palestra ganhou

sex, 05/03/10
por pcalmeida |

J.V.Ferraz

J.V.Ferraz

No capítulo anterior, Genaro havia fugido do castigo imposto por sua mamma para presenciar a vitória do Palestra na Seletiva para o Campeonato Mineiro de 1921.

Ufa! Naquele dia fui dormir feliz. Mesmo escondido e disfarçado com o uniforme da escola de meu irmão consegui ver a vitória do Palestra. A mamma ficou ressabiada comigo principalmente por causa do uniforme. Ela nunca deixava de lavá-lo.

No outro dia desci cedo para tomar o café. Na cozinha a mamma pensava alto:

- Porca miséria! Io lavei questa camisa! Isso é coisa do Genaro!

- Bom dia mamma!

- Caiu da cama Genaro?

- Não mamma! Apenas vou mais cedo para a escola.

- Você? Cedo para a escola? Tá com febre? Deixa eu ver

- Não mamma! É que a professora vai entregar a prova de matemática.

- É melhor trazer uma boa nota para casa. Estou muito desconfiada que você saiu do castigo sem a minha ordem.

- Mas eu não fiz nada, mamma!

- Ah Genaro, se eu descobrir que foi ao jogo ontem, o senhor nunca mais verá uma partida de futebol e ainda vai ficar ajoelhado no milho.

- Ih Mamma! Ciao! Você viu que dormi cedo ontem.

Tratei de pegar meus livros e sair rápido para a escola. Se eu ficasse mais cinco minutos ali, a mamma descobriria a minha arte. O jeito era receber uma boa nota na prova. Quem sabe assim eu sairia do castigo? Tudo por causa do maledetto do Manoel. Aliás, ele sumiu. Por onde andaria? E as minhas bolinhas de gude? Bom, isso vou resolver depois. Eu queria mesmo era arrumar um jeito de assistir a classificação do Palestra para disputar o Campeonato da Cidade. Ô castigo que não termina! Porca miséria!

Cheguei na escola e o tempo custou a passar. A aula de matemática era apenas no terceiro horário e até lá tinha que encarar uma de geografia e outra de educação religiosa. De quebra, o recreio. Ai ai…

Finalmente chegou o intervalo. Ao sair da sala encontrei com o Augusto, outro amigo palestrino, que foi logo puxando conversa:

- Genaro! A professora de matemática disse que a sua sala teve as piores notas nas provas.

- No credo! Tomara que eu tenha tirado pelo menos a média. A mamma não abre mão do castigo de jeito nenhum.

- Tomara que você consiga. Quem sabe ela deixa você ir ao jogo? Você sabe quem será o adversário do Palestra na decisão?

- Não. E você?

- Eu sei!

- Quem é caspita? Fala logo!

- Meu pai esteve com o Seu Aurélio ontem à noite e ele disse que será o Palmeiras.

- Puxa! Será que o time deles é forte?

- Pior que não sei.

- Não posso perder essa partita por nada!

- Então trate de tirar uma boa nota na prova de matemática. Boa sorte.

Na volta para a sala, eu suava frio. As mãos estavam geladas e eu só pensava na nota da prova. Mas antes ouviria um grande sermão da Dona Úrsula, a professora de matemática. Ela xingava demais quando as notas eram ruins.

Dito e feito! A professora falou quase meia hora e, a cada nota baixa que ela entregava, era mais um sermão. O tempo foi passando e nada da minha prova. Até que a voz daquela senhora soou como um estrondo:

- Genaro! Venha cá buscar a sua prova!

Já convencido de que a nota não seria das melhores e esperando pelo pior, caminhei de cabeça baixa rumo a mesa da professora. De repente ela começou:

- Parabéns menino! Finalmente alguém tirou uma nota boa!

- Quem? Eu? No credo!

- Sim, você. Sua nota é 8,5.

- Prego!

Comemorei a nota como se fosse um golaço do Palestra e, com a prova em mãos, senti um alívio e fiquei mais forte para “negociar” o fim do castigo com a Dona Lina. Voltei correndo para a casa para contar a grande conquista para a mamma. Entrei, bati o portão, e fui direto para a cozinha.

- Mamma!  Mamma!

- Para de correr menino!

- Mamma! Fui bem na prova! Tirei 8,5!

- Parabeni! Mas não fez mais do que obrigação!

- Puxa vida mamma! Pensei que você ficaria mais feliz.

- Fiquei. Ainda mais com uma nota dessas em matemática.

- Então, posso ir no jogo do Palestra?

- Ô bambino atrevido! Uma boa nota não significa o fim do castigo. Impossibile!

- Mas mamma!

- Nem mais nem menos. Domani (amanhã) faremos um belo passeio, mas não vamos ao futebol. Nem mais um pio Genaro!

O coração da Dona Lina era duro e não amoleceu com a minha boa nota. Agora tinha essa história de passeio e justamente no dia do jogo do Palestra contra o Palmeiras. Aposto que iríamos na casa da Tia Rosa ou em alguma praça da cidade ou até mesmo no Parque Municipal.  E agora? O que fazer? Preciso pensar rápido. O jogo é amanhã e eu não posso perder. Muito menos passear na cidade enquanto o Palestra joga a classificação no Prado.

No outro dia, antes das sete da manhã, meu pai bateu na porta do quarto dando a ordem:

- Genaro! Levanta! Anda Logo! Capisce? Porca miséria! Oggi, feriado, dia de jogo do Palestra e sua mãe querendo passear. Ela tá loca! Resmungou Enrico.

- É pappa, o senhor pelo menos vai ao jogo. E io?

- Ainda de castigo?

- Sim pappa.

- Vista a sua roupa e vamos sair. Quem sabe a gente consegue convencer a velha turrona?

- O senhor me ajuda pappa?

- Claro! Tudo pelo Palestra, lembra? Arrume logo! Sua mãe está quase tendo um ataque.

Quando apareci na sala encontrei a mamma com cara de poucos amigos e com uma cesta de comida nas mãos.

­- Finalmente Genaro! Quanta demora! Até seus irmãos estão lá fora.

- Não vou! Não quero ir! Vou ficar!

- Ah vai! Impossibile! Anda logo! Não vou deixar você aqui em casa sozinho.

- Onde vamos?

- Primeiro na Igreja e depois na Praça da Liberdade.

- Ah não, Mamma!

- Anda logo menino! Caspita!

Na porta de casa encontrei meus pais e meus irmãos, todos emburrados. Já a minha mamma esbanjava alegria.

- Ah! Finalmente um passeio em família!

- Mas tinha que ser justamente no dia do jogo do Palestra, Lina! Reclamou meu pai.

- Não discuta comigo Enrico, capisce?

CoretoDepois disso o silêncio imperou entre os membros da família. Como programado fomos a Igreja e depois tomamos o caminho da Praça da Liberdade. Quando nos aproximamos da praça escutei uma música.

- Pappa! Está ouvindo?

- Sim Genaro! É uma banda de música! Devem estar tocando lá no coreto.

- Pappa! Descobri o jeito de ir ao jogo hoje! Mamma! Mamma!

- O que foi Genaro?

- Vamos ver a banda tocar? Venha comigo!

- Mas filho? E a cesta?

- Deixe com o papai, ele arruma o lanche.

Eu e a mamma fomos até o coreto onde uma banda com dez músicos tocava diversas músicas sob o comando de um maestro frenético. Ele não parava nenhum minuto de reger e brincar com as pessoas. Empolgado, dancei e brinquei com a mamma. O sorriso no rosto dela valia qualquer coisa.

No momento em que o maestro anunciou o intervalo, foi a deixa para colocar o meu plano em prática.

- Vamos lá mamma! Vamos cumprimentar o maestro. Gostei muito da empolgação dele!

- Que isso menino! Ficou doido? O homem está trabalhando!

- Não mamma! Agora ele está no intervalo. Ei senhor!?

- O que foi bambino? Respondeu o maestro

- Gostei da sua banda! Parabéns pela música!

-Grazie! Qual o seu nome?

- O senhor é italiano? Pra falar assim só sendo italiano. E o meu nome é Genaro. Essa aqui é a minha mamma, a Dona Lina.

O maestro deu uma grande gargalhada e respondeu.

- Io sou de Bari e meu nome é Domênico. Acabei de chegar em Belo Horizonte.

- Nossa!  Eu e minha família também somos do sul da Itália.

Enquanto conversávamos meu pai se aproximou tentando entender a minha euforia ao lado do maestro.

- Pappa! Esse é o Domênico, o maestro da banda. Ele é de Bari.

- Amigo! Seja bem vindo a cidade. Vocês gostarão muito daqui! Afirmou meu pai ao novo amigo.

- O senhor gosta de futebol? Perguntei.

- Calccio?

- Sim! Calccio!

- Eu amo Calccio!

- Puxa! Hoje tem jogo do Palestra Itália! Bem que o senhore poderia nos acompanhar ao estádio! Quem sabe levaria a banda para tocar lá? O que você acha mamma!?

- Esse é o time da colônia igual o de São Paulo? Perguntou o maestro Domênico.

- É sim!

-Mamma mia! Eu e a banda vamos. Quero fazer muito barulho! Vivia La Squadra!! Mas como faço para chegar ao estádio.

- Eu posso te levar até o Prado. Respondi mais do que de pressa.

- Mas Genaro! Você está de castigo esqueceu? Lembrou a mamma.

- Não, Mamma! Não esqueci. Mas alguém precisa levar o seu Domenico até o estádio.

- Eu vou com eles! Gritou Enrico.

- Vocês dois me pagam! Genaro, o castigo não acabou, afirmou a Dona Lina contrariada.

- Imagina só, Lina! A ideia do Genaro é ótima. Levar uma banda para o estádio vai aumentar ainda mais o barulho que a nossa torcida faz! Imagina a cabeça dos adversários.

- Tá certo. Dessa vez é tudo pelo Palestra! Até passar por cima do castigo.

- Viva a mamma! Gritei.

- Vivaaaaa! Todos responderam.

- Ô Enrico, que horas começará a giornata sportiva? Perguntou Domênico.

- As três da tarde! Me adiantei.

- Dio mio! Tenho que tocar até as 14h30? Dá tempo?

- Dá sim! A gente chega um pouco atrasado.

- Bom, já que todos vão ao jogo, vou pra lá mais cedo. O passeio foi por água abaixo e o negócio é vender os meus quitutes. O movimento vai ser bom.

- Addio, mamma! Grazie! Vou com eles e nos encontraremos lá.

- Cuidado em Genaro!

Na hora marcada Seu Domenico encerrou a apresentação e saímos em disparada em para o Prado.

- Corre, gente! Gritava meu pai.

Chegamos quase no meio do primeiro tempo e as notícias não eram boas. Encontramos minha mãe na barraca e logo ela deu o resultado:

- Xi gente! Hoje tá dificil. O Palestra perde por um a zero e o time deles joga melhor até agora. A boa notícia é que o campo está lotado e a banda só poderá ficar atrás do gol. O que acham?

- Mamma! A senhora é demais! Deu uma grande ideia!

- Pappa, Seu Domenico! Vamos ficar atrás do gol do Palmeiras? Quando o Palestra estiver no ataque o seu Domenico coloca a banda pra tocar a todo o vapor! O que acham?

- Ótimo! Vamos até lá! Só que ali a visão não é muito boa. Afirmou meu pai.

- Pappa vamos para lá! O Palestra está perdendo. Precisamos fazer barulho. Tudo pelo Palestra esqueceu?

- Não bambino! Não esqueci. Vamos para lá.

Ninguém entendeu quando os músicos montaram os instrumentos e se colocaram atrás do gol. Até o goleiro do Palmeiras olhou sem conseguir decifrar o que se passava atrás da sua meta.

Quando a banda ficou apostos, o Palestra conseguiu um escanteio pelo lado direito. O jogador ajeitou a bola e bateu para a área. Assim que a bola começou a subir em direção a área, o maestro Domenico deu o comando e a banda tocou o mais forte que podia. Resultado: o goleiro se assustou e soltou a bola nos pés do atacante palestrino que tocou para o fundo das redes.

Gol do Palestra! Era o empate. O gol incendiou as arquibancadas e contagiou a banda que passou a tocar ainda mais forte as músicas alegres e festivas, todas italianas.  Do outro lado, o Palmeiras ficou perdido em campo. O goleiro dava rebotes em todas as bolas. Aí ficou fácil para os palestrinos que fizeram o segundo, o terceiro e fecharam o placar com mais um gol. Final: 4 a 1 para o Palestra e a vaga garantida para o Campeonato da Cidade.

A banda tocou durante toda a noite para a alegria de toda a colônia que se reuniu nas ruas do Barro Preto. O maestro Domenico, emocionado, não parava de chorar.

- Bambino! Esse foi o dia mais feliz da minha vida. Reuni minhas duas paixões: a banda e o futebol. Grazie! Grazie! Nunca mais sairei de Belo Horizonte. O Palestra agora é minha casa! Viva o Paleeeeeeeeeeeeeeeeeeestra! Gritou o Maestro.

Ao nosso lado apareceu meu pai e o Senhor Aurélio.

- Bambino! Grazie! Você levou a banda para trás do gol e conseguimos a vitória. Seu pai me contou tudo. Afirmou o presidente.

- Agora é disputar o Campeonato! Força PALEEEEEESTRA! Gritou o maestro Domenico.

- Paleeeeeeeestra

-***-

Esta é uma obra de ficção baseada em fatos reais.

Escrita por Cláudio Guimarães, jornalista e cruzeirense apaxionado.

Idealizada por Cláudio Guimarães e P.C.Almeida.

Siga o colunista no Twitter: http://twitter.com/ClaudioErnani

-***-

Subtópico: Amistoso confirmado.

O Gerente de futebol, Eduardo Maluf, confirmou ontem que será dia 17 de março o amistoso entre Cruzeiro e África do Sul. Horário e esquema de ingressos ainda serão definidos.

Para mais informações, siga-me no Twitter: http://twitter.com/PCAlmeida

Saudações Celestes!!!

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Cutucando raposa com vara curta

qui, 04/03/10
por pcalmeida |

J.V.Ferraz

J.V.Ferraz

A China Azul vem dando espetáculos à parte nas arquibancadas e fora delas. Mas tudo seria assim se houvesse a restrição às torcidas organizadas? No (ex) clássico no final do mês passado vimos um show em alguns aspectos.

Vou à Toca 3, o antigo Mineirão, desde muito pequena, fui mascote do Cruzeiro e tenho uma relação muito particular com a torcida. Me arrepio ao sentir a vibração do estádio lotado com todos cantando e pulando juntos.

Até muito pouco tempo atrás era difícil ver meninas no estádio. Era até engraçado, as pessoas me perguntavam assustadas: “Mas, você vai mesmo ao Mineirão? Não é perigoso?” E hoje não só mulheres, mas famílias inteiras vão ao estádio, e, em dia de clássico, a familia celeste vai em grande número.

Nos últimos dias voltei a refletir sobre esse perigo de ir ao campo. No clássico vimos um papelão na Máfia Azul, nossa maior torcida organizada, onde membros usaram os mastros das bandeiras como armas para agredir os próprios colegas. O que gerou uma punição, cumprida no jogo contra o Colo Colo pela L.A e ontem contra o Uberaba pelo Mineiro.

A Máfia Azul se manifestou dizendo que algumas pessoas de má índole usam a torcida para brigar, etc. Mas sinceramente alguém acredita nisso? Longe de mim de ser uma fiscal da moral e dos bons costumes, mas está na hora de mais uma vez de colocarmos as torcidas organizadas em xeque.

O Sócio do Futebol, lançado em maio do ano passado, disponibilizou a adesão máxima de 20 mil inscritos, visando à reforma do Magalhães Pinto e transferência dos jogos para o Independência ou outro estádio equivalente. O acesso ao estádio seria preferencialmente destes torcedores. Discutiu-se na época se esse seria o fim da torcida organizada.

Muitos consideraram injusto com grande parte da Nação Azul que não pode arcar com as despesas do Sócio do Futebol, e, neste caso seriam privados do contato ao vivo com o time. Contudo, não considero caso de justiça ou injustiça, não falo isso por ser sócia, mas porque acredito que o futebol seja um espetáculo como qualquer outro e nem sempre tudo pode ser tão democrático. Pense na Copa do Mundo de 2014, alguém está achando que os ingressos para os jogos no Mineirão vão ser R$25,00, R$35,00? Podemos considerar no mínimo, mas uma unidade nesses valores.

Com o Mineirão fechado, a Máfia Azul continuaria a receber os supostos ingressos todo jogo? Pois há quem diga que isso é uma verdade. E isso não é injusto com as outras torcidas organizadas? Neste caso então o senso e justiça do torcedor pode ficar um pouco zonzo, né?

A Operação Flanelinha que resultou no Flanelation nasceu aonde? Na internet! Esse novo tipo de torcedor, o denominado muitas vezes de nerd, foi capaz de criar o maior espetáculo do ano no estádio e um fenômeno que deixou muita gente nervosinha. Nós somos a única torcida que conseguiu-se manter por três dias um assunto no topo das palavras mais escritas no Twitter do Brasil e aparecemos na parada mundial. E esse torcedor que é o mesmo que vai ao Mineirão com a família, namorada, amigos ganha alguma coisa da diretoria do Cruzeiro?

Não sabemos ainda como a diretoria vai finalizar o programa do Sócio do Futebol, eu acho que ele deveria se expandir, e ser tão grande como é o do Inter, por exemplo. E depois, com novas regras, resolver quem vai ou quem fica em casa. Garanto que aqueles 2415 torcedores que ontem na vitória de 5×0 sobre o Uberaba, indepedentemente do custo de Sócio de Futebol ou equivalentes, fatores meterológicos, financeiros, etc., estarão sempre presentes aos jogos.

A Máfia Azul é a alma de nossa torcida, e isso não lhes dá direito de promover a violência. E se houver a discutida restrição, ela, mesmo descaracterizada, não deixará de acompanhar o time. Porque, acima de tudo isso, há um mote maior: a paixão pelo nosso querido Cruzeiro.

O perfil do cidadão que frequenta os estádios está mudando, o futebol está deixando de ter espaço para guerras e apologias ao crime, sobressaindo-se nas arquibancadas o amor ao clube. Por esta razão acredito que mesmo quando mudar de estádio, a torcida do Cruzeiro nunca deixará de me provocar arrepios.

Fernanda acredita nas mudanças de postura e que a Maior de Minas vai continuar dando shows!

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Os ressuscitáveis

ter, 02/03/10
por pcalmeida |

J.V.Ferraz

J.V.Ferraz

Fala Nação Bloguerreira!

Estou de volta. Depois de quase um mês sem escrever por aqui, volto com tudo, anotando minhas observações sobre os ressuscitáveis do elenco estrelado. A ideia deste assunto veio quando li a crônica do nosso amigo PC que trazia em seu título “O triunfo dos renegados”. Mais ainda depois do gol do volante Fabinho, principal nome da lista, na vitória sobre o Ituiutaba, no último sábado.

Procurei avaliar nesta colunas aqueles jogadores que no meu entendimento tem seus respectivos talentos desperdiçados, ou por eles mesmos ou pelo treinador. A lista poderia ser bem maior, sem dúvidas – Léo Fortunato, Fernandinho, Leandro Lima, dentre outros. Lembrando sempre que não estou criticando o trabalho ou a minuciosa avaliação técnica e física feita por Adilson & Cia.

Fabinho é o jogador mais incompreendido atualmente no Cruzeiro. Ninguém sabe o porquê dos vários sumiços e da não relação do jogador a jogos importantes, como alguns da Libertadores. Acho que nem mesmo ele conhece o motivo. Afinal, quando a diretoria celeste o contratou, há exatos nove meses, Fabinho era tido como o substituto de Ramires que, pouco antes, havia sido negociado com o Benfica. Mesmo fugindo de qualquer comparação, facilmente Fabinho poderia fazer hoje a função que fazia Ramires. Fabinho é um jogador que chega com facilidade ao ataque. Protege bem. Tem visão de jogo e velocidade, mesmo que inferior ao do Pernalonga.

Fabinho tem potencial e a confiança da China Azul, que sempre reclama quando não o vê na lista de quem irá jogar. Apesar de serem explicitas suas pequenas, mas discrepâncias com o treinador, Fabinho merece a oportunidade. Agora, com a lesão de Elicarlos, pode ser sua hora. Mesmo não sendo a posição que eu o gosto de vê-lo jogar, Fabinho é o mais qualificado para aquela vaga, se Fabrício ainda não estiver em condições de jogo.

Thiago Heleno é ressuscitável se mudar muito. Mas ele entra nesta lista pelo começo de ano vencedor, em que o atleta tem procurado recuperar o prestígio perdido com a torcida do Cruzeiro. Jogador da noite. Não sou de julgar, mas, percebe-se a irresponsabilidade dentro de campo. Os lapsos de Heleno são impressionantes, no entanto, o jogador tem talento. Já passou por bons momentos em Minas, realizou boas partidas, virou titular absoluto ainda na era Adilson Batista. Ainda precisa aprimorar alguns quesitos, claro. As já citadas distrações é o principal defeito.

Adilson gosta do jogador. Vem dando chances, mesmo martirizado pela torcida do Cruzeiro. E tem dado certo. Heleno realizou boas partidas, não prejudicou em ocasião nenhuma neste ano. A não ser no jogo contra o Ipatinga, onde o erro não foi dele. Precisará claro, de muita paciência para lidar com a torcida do Cruzeiro. E pode se preparar: se errar será chamado de cachaceiro e mercenário.

Bernardo fecha a lista porque já está quase ressurgindo das cinzas. Destaque em dois anos na Copa São Paulo o jovem meia armador vem tendo grandes oportunidades com Adilson Batista. Depois de um 2009 conturbado, com assumidas rixas com o treinador, parece que Bernardo amadureceu. Teve um inicio de carreira bastante resguardado, afinal, era tido pela diretoria e torcedores como o diamante a ser lapidado do Cruzeiro. Habilidoso, exímio batedor de falta, um jogador completo. Na prática, acabamos vendo que não era bem isso. Mas a qualidade é inegável, até para o treinador, que resolveu ajudá-lo agora.

Com oportunidades em jogos menores, às vezes até na Libertadores, Bernardo tem mostrado que não desaprendeu a jogar bola. Vem tentando fazer aquilo que não fez no ano passado, cumprir seu trabalho também quando não estiver com a bola. Dominar alguns espaços do campo. Tenho certeza que Bernardo ainda trará muitas alegrias ao torcedor celeste, mesmo que não seja ainda nesta temporada. Podem escrever!

Tiago Mattar avalia como possível a volta, em estado pleno, dos jogadores citados e aconselha a segui-lo no Twitter.

Estamos sempre perto do Cruzeiro!

qui, 25/02/10
por pcalmeida |

J.V.Ferraz

J.V.Ferraz

Hoje foi um dia um tanto quanto atípico. Até a temperatura estava mais alta. Havia o calor do coração somado ao calor real.

No restaurante onde costumo almoçar, pedi para que ligassem a televisão só para que eu pudesse ver o Globo Esporte e notícias sobre a batalha contra o Colo Colo e o grande Cruzeiro.

A hora não passava antes do jogo começar. Foi difícil executar alguma coisa sem pensar na partida e nas expectativas do placar. Queria, acreditava e evidentemente torcia para nossa vitória.

Conheço vários grandes cruzeirenses  que sabem torcer de verdade para o time. Todas as pouquíssimas vezes que não fui ao Mineirão por motivos sumariamente fortes, me senti deslocada, faltando alguma coisa. Quando não vou, assisto pela TV. Contudo um desses grandes cruzeirenses, me ligou várias vezes do campo desde de antes do primeiro apito. Escutei o nome dos jogadores e todas as comemorações de gol e gritos da torcida. Amenizava a falta de não estar lá e trazia o gol, a torcida e, de casa eu cantava junto com ela e senti um pouco da emoção da realidade de estar na arquibancada.

Estar lá no Mineirão é muito diferente, é claro. A distinção entre o estádio e a tela da televisão é gritante. Não estar presente é frustrante. É muito melhor estar na arquibancada com todas aquelas pessoas ao seu lado que torcem para o mesmo time que você e querem, desejam e anseiam pelo mesmo resultado dentro de campo: a vitória. Empurram os jogadores , participam diretamente da partida. O calor todo da torcida pulando e do time correndo em campo formam uma corrente positiva sem igual. Toda a proximidade do gramado, cantar em coro com a China Azul, pular até suar e perder o fôlego não são fatos que acontecem no sofá de casa ou na mesa do bar.

Quando o jogo é fora, não é a mesma coisa. Mas de qualquer forma, há a presença de uma torcida em menor número e fundamental. Porém quem é cruzeirense e mora fora ajuda o time acompanhando de casa.

Que coisa boa quem foi ao Mineirão contra a equipe chilena. Mesmo com o trânsito pior, devido a greve dos motoristas de ônibus e o horário. Gostei de ver a casa cheia. Inclusive, a Nação Azul cantou muito antes da partida começar e durante o jogo incentivou o tempo inteiro.

Nesses últimos dois jogos, o Cruzeiro não teve jogadores expulsos – o que deveria ser definitivamente o normal . O clube tem que continuar evitando os cartões vermelhos e amarelos. Quando faltas mais fortes, discussões provocadas pelo adversário, certos gestos e decisões do juiz ocorrerem, é preciso manter a cabeça fria e a bola no pé.

Um pequeno parênteses que quero abrir: o time continuua coeso, lutador e jogando bonito. Mas o TJD decidiu tirar o seis pontos do Cruzeiro no Campeonato Mineiro como punição pela escalação irregular do atacante Wellington Paulista. Uma absurdo!

Marilia Faria está feliz e em paz com o Cruzeiro.

_rodape



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