Tragédia (por mim) anunciada

Raposinho parece não crer no que vê.
Olá Nação de Guerreiros,
Vida dura a do Cruzeirense nos últimos dias. Não obstante à notícia da iminente venda do nosso principal jogador por uma esmola, ainda tivemos que suportar uma derrota acachapante em pleno Mineirão. Que dureza!
Mas a derrota de hoje não me surpreendeu. Eu já havia avisado há alguns dias atrás que o planejamento do Cruzeiro estava comprometido, tendo em vista um jogo complicado na altitude de Potosí numa quarta, e outro pelo Mineirinho já no sábado. Não se pode confiar no sistema de tráfego aéreo do terceiro mundo. Acabou que o time chegou em Belo Horizonte ontem a tarde, tendo que jogar já neste sábado. Esse jogo de hoje teria de ser adiado, ou mesmo o time teria de voltar num voo fretado de Potosí a Belo Horizonte.
Não suficiente, ainda houve uma sexta-feira balburdiada pelas notícias de bastidadores envolvendo as possíveis saída de Kleber e vinda de Ernesto Farias e Roger. Soma-se isso ao bom time do Ipatinga que jogou muito bem (Francismar jogou muito), sabendo explorar os contrataques e o desentrosamento de um time que jamais jogou junto na vida.
Faltou ao Cruzeiro, também, criatividade, jogo coletivo, atenção na marcação. Tudo o que não pode faltar de forma alguma na quarta-feira contra o Potosí no Mineirão. Gastamos toda a nossa cota de erro neste jogo de hoje e não podemos repetí-los de forma alguma. Como diz o velho jargão, perdemos quando podiamos perder. Se é que existe hora certa para tal. Tudo bem que o primeiro gol foi irregular. Mas ele sairia mais cedo ou mais tarde, pelo desenho que o jogo apresentava. Chego à conclusão que o elenco do Cruzeiro é fraco, muito fraco pra disputa da Libertadores.
Agora, é impressionante como nada jogou o Jonathan. Parece estar em outro mundo, sem ser sombra do brilhante futebol apresentado ano passado que o consagrou como o melhor lateral direito do Brasil. Isso se repetiu, pois a sua entrada no jogo de Potosí também foi desastrosa. Estaria descontente e afim de uma transferência para a Europa?
Outro que teve mais uma chance e pouco mostrou foi o garoto Bernardo. Fico imaginando como um cara treina cobrança de faltas todos os dias, desde que era do juvenil, e ainda consegue acertar a barreira ou jogar pra fora sempre. Está na hora de Bernardo acordar para a vida, se é que ele pretende ter uma carreira decente no futebol.
Agora vamos nos concentrar para o jogo da próxima quarta-feira, quando não aceitaremos nada menos que uma vitória convincente. Qualquer outro resultado será frustrante e despertará a nossa desconfiança quanto ao planejamento para 2010. Mesmo sabendo que o empate sem gols nos garante na próxima fase da Libertadores.
Hoje não teremos Raposa de Ouro para ninguém. E o Abacaxi vai para a diretoria que planejou mal a volta de Potosí, gerando assim pretextos para o nosso péssimo futebol.
Saudações Celestes!!!
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Mas foi um jogo muito bom para revermos o Cruzeirão, nossa primeira paixão, a razão para a mobilização de tantos e fiéis Guerreiros. Gostei muito da movimentação do time, o bom e velho toque de bola envolvente, as triangulações, enfim, foi um doce reencontro este da torcida com o nosso estimadissimo Trem Bala Azul, que agora parte com tudo para o topo do mundo, próximo à lua, aonde vai para o jogo do ano até agora contra o Potosi.

O Cruzeiro sabia o que tinha que fazer: vencer o Santos. Mas sabia que isso não lhe bastaria. Torcer por um tropeço de Palmeiras e São Paulo também era fundamental. Sendo assim, o time de Adilson partiu pra cima e logo no início marcou o gol que nos colocou em vantagem. Depois disso, o Santos do Luxa se acalmou e buscou tocar mais a bola. O Cruzeiro quis chamar o Santos para o seu campo de defesa para partir no contrataque.








Desde a final da Libertadores, o time do Cruzeiro adquiriu um trauma enorme de jogar para o estádio lotado. A Nação Azul, que compareceu em peso novamente, viu um time apático, horroroso, que não jogou nada, absolutamente nada. Não mereceu a vitória. Não mereceu, sequer, o empate. Foi um espetáculo funesto, sórdido, diante de mais de 50 mil cruzeirenses atônitos, exasperados, entreolhando-se em busca de alguma explicação plausível que pudesse nos consolar.










