Campeãs pan-americanas cadete ajudam Rio Grande do Sul na conquista do torneio de handebol da Primeira Divisão
Londrina – Contando com as campeãs pan-americanas pela seleção brasileira, a central Eliete Oliveira e a armadora esquerda Amanda Dels, o Instituto Estadual Riachuelo, de Capão da Canoa (RS) venceu o Colégio Intensivo de Maceió (AL) por 29 a 18, na manhã de terça-feira, dia 10, e conquistou o título do torneio de handebol da Primeira Divisão das Olimpíadas Escolares 2009, para atletas de 15 a 17 anos, no ginásio de esportes da Unifil, em Londrina (PR). Na disputa pelo bronze, a Escola Estadual Professor Luiz Rivelli, de Jundiaí (SP), venceu o Colégio Champagnat, de Londrina (PR), por 30 a 7.
A forte marcação imposta pela equipe alagoana às atletas da seleção brasileira não impediu que as gaúchas de Capão da Canoa dominassem o jogo desde o início. A equipe abriu seis gols de vantagem (9 a 3) em menos de 15 minutos de jogo e terminou o primeiro tempo com 15 a 8 no placar. As alagoanas ainda esboçaram uma reação (19 a 14), mas não resistiram ao poderio ofensivo do time gaúcho.
“Desde 2005, o Rio Grande do Sul não participava das Olimpíadas Escolares e nosso objetivo era colocar nosso estado na Divisão Especial. Quando garantimos nossa vaga, focamos o título”, resumiu Eliete, de 16 anos, que marcou sete gols na decisão. “Não viemos para Londrina a passeio”.

Neste sábado, dia 14, Eliete embarca para a Itália, para defender a seleção brasileira juvenil (até 18 anos) em um torneio internacional preparatório para as competições de 2010. “Ainda sou cadete, mas fui selecionada entre as 16 atletas para disputar essa competição. Ano que vem teremos Pan-americano, Mundialito e os Jogos Olímpicos da Juventude, em Cingapura”, afirmou a atleta, cheia de planos.
Assim como Eliete, a armadora esquerda Amanda também foi campeã pan-americana em 2008, na competição disputada em Blumenau (SC). No entanto, apesar de ter passado por duas fases de treinamentos da equipe (ficou entre as 20 selecionáveis), ela não foi convocada para disputar a competição na Itália.
Fato este que não a desanima: “Defender a seleção brasileira é um momento inesquecível na vida. Conquistar um título internacional então, nem se fala. Formamos uma família. Mas no Brasil tem muitas meninas muito boas”, considerou a atleta de 17 anos, satisfeita com o desempenho da sua equipe nas Olimpíadas Escolares 2009. “Foi uma competição maravilhosa, muito bem organizada. Tivemos jogos difíceis, principalmente na semifinal contra o time de Jundiaí (SP), mas merecemos o título”.
Com Eliete e Amanda muito bem marcadas, o destaque da partida foi a ponta esquerda Mahara Ferreira, de apenas 15 anos, que marcou 11 gols. Além dela, o time titular da equipe gaúcha contava com outra atleta de 15 anos, a camisa 10 e ponta direita Thais Hoffman. “Pretendemos jogar ano que vem também (em 2010, a competição será disputada em Goiânia-GO). A competição foi maravilhosa”, disse Thais.
Na equipe alagoana, os destaques na partida decisiva foram Mariana Silva, com seis gols, além de Francielle Santos e Marjorie Belchior, que anotaram cinco vezes. “Entramos em quadra muito nervosas e acho que perdemos pela precipitação. Cometemos muitos erros de fundamento e isso, numa decisão, é mortal”, disse Francielly, de 17 anos.
Pernambuco é campeão da Divisão Especial do torneio feminino de handebol pelo quarto ano consecutivo
Londrina – O Colégio Anglo Líder (PE) venceu o Colégio Drummond (PR) por 27 a 26, na final do torneio feminino de handebol da Divisão Especial pelas Olimpíadas Escolares 2009, de 15 a 17 anos. No Ginásio do Moringão, em Londrina (PR), a disputa foi decidida no último minuto do segundo tempo e rendeu ao colégio pernambucano o tri campeonato, e ao estado de Pernambuco, o quarto título.
No primeiro tempo a equipe pernambucana se destacou e saiu na frente, indo para o intervalo com o placar de 16 a 12. Mas na segunda etapa, as paranaenses voltaram mais concentradas e encostaram no marcador. E aos 13 minutos, a diferença entre as equipes era de apenas um gol.
A recuperação do time de Cianorte (PR) foi impulsionada pela animação da torcida. Aos 18 minutos as paranaenses empataram, tornando o jogo ainda mais aberto, ganhando ares de dramaticidade. Aos 24 minutos, o placar marcava 25 a 25. Nos últimos segundos, o talento da central pernambucana Débora Nunes definiu o jogo e garantiu a medalha de ouro para Pernambuco.

As artilheiras do jogo foram Débora Nunes, de Pernambuco, com 15 gols, e Daíse Souza, do Paraná, com 9 gols. Ambas estão convocadas para a Seleção Brasileira Juvenil e embarcam para Itália no dia 14 deste mês, para disputar um torneio internacional.
Mesmo rivais em suas equipes, Débora e Daíse mantêm a amizade dentro e fora das quadras, e quando estão jogando, não misturam a pressão do jogo e se respeitam bastante. As meninas estão muito ansiosas para a viagem pela seleção. “Estou bastante cansada, mas a expectativa é grande, já que é a minha primeira viagem internacional. A expectativa acaba superando o cansaço”, diz Daíse.
Já Débora, destaca que nem teve tempo para ficar com a família: “Estava treinando com a seleção antes de vir para cá, passei dois dias em casa, vim para Londrina, volto para casa, fico mais um dia e já embarco para a Itália”.
Mato Grosso garante ouro depois de duas pratas consecutivas no torneio masculino de handebol da Divisão Especial
Londrina – Depois de conquistar duas medalhas de prata, a equipe masculina do Colégio Vinicius de Moraes, de Sorriso (MT), venceu o Instituto Rio Branco (PB), por 36 a 28, na tarde de terça-feira, dia 10, no Ginásio Moringão, e conquistou o título do torneio masculino de handebol da Divisão Especial das Olimpíadas Escolares 2009, de 15 a 17 anos.
A ansiedade atrelada ao nervosismo marcou a decisão do campeonato. Tanto que as duas equipes alcançaram o limite máximo de cartões amarelos (três) ainda no primeiro tempo – os mato-grossenses ainda tiveram um jogador expulso, o camisa 11, Orlando Cerqueira Junior.
Para o ponta-esquerda Maike Jukoski, artilheiro da equipe campeã, a vitória só veio na segunda etapa. “Sofremos com a forte marcação individual, o que dificultou as finalizações das jogadas”, analisou o atleta, que marcou oito gols. “A paciência e a força da equipe foram decisivas para a vitória”. Muito emocionado, ele não conseguia mais proferir nenhuma palavra, tamanha a sua felicidade em relação ao título.

A vitória teve sabor ainda mais especial para o técnico Eder Cristiano Fripp, aniversariante do dia. “Essa vitória foi especial porque há muito tempo a gente tentava conquistar esse título, mas sempre batia na trave” contou. “E não poderia ter sido num dia melhor”.
Na disputa pela medalha de bronze, o Colégio Castro Alves (ES) venceu o Colégio Anglo Líder (PE) por 25 a 24, em jogo dramático. Destaques para os goleiros de ambos os times. Tanto Pedro Henrique Zordan, do time capixaba, quanto Anderson Silva, do pernambucano, fizeram defesas monumentais durante a partida.
Santa Catarina é campeã do torneio masculino de handebol da Primeira Divisão
Londrina – Mesmo com as orações feitas pela equipe do Colégio La Salle (DF) antes do início do jogo, o Colégio São José (SC) venceu a final masculina de handebol por 26 a 24. A partida foi disputada nesta terça-feria, dia 10, no Ginásio de Esportes da Unifil, pela Primeira Divisão das Olimpíadas Escolares 2009, de 15 a 17 anos. Na briga pelo terceiro lugar o Colégio Londrinense (Londrina) venceu o Instituto Metodista Granbery (MG) por 33 a 26.
O time brasiliense deixou escapar a chance de vencer a partida, ao permitir que Santa Catarina abrisse vantagem no primeiro tempo, que terminou com uma diferença de seis gols. “A equipe entrou em campo apática. Se tivesse jogado durante toda a partida como jogou no segundo tempo, poderia ter mudado o placar para melhor”, lamentou o técnico do Distrito Federal, Diórgene Laércio. Apesar da derrota, a medalha de prata foi bem recebida, pois segundo o técnico, o objetivo era classificar o Distrito Federal para a Divisão Especial.
Diferentemente do sorriso do técnico brasiliense, a dirigente do time de Santa Catarina, Cláudia Monteiro do Nascimento, não conseguiu conter o choro quando a equipe foi campeã. “Minhas lágrimas são por tudo que a gente passa, deixa família e filhos em busca de um resultado”, desabafou. A emoção também é advinda do orgulho de a técnica ser mulher e ter conseguido elevar o time à Divisão Especial.

O artilheiro catarinense, Arthur Malburg Patrianova, marcou seis gols na partida decisiva. Ele entrou para o handebol apenas para ter um hobbie, mas com o tempo apaixonou-se pelo esporte. Com 16 anos, o atleta venceu vários campeonatos durante os cinco anos em que treina. O último deles foi o II Campeonato Brasileiro Escolar de Handebol, no Espírito Santo, que carimbou o passaporte do time para o Campeonato Mundial Escolar de Handebol, em Braga, Portugal, no mês de março de 2010.
Arthur teve um apoio fundamental, o da mãe, Maria Fernanda Malburg Patrianova, que o acompanha em quase todos os jogos fora de Santa Catarina. Quando ela não pode ir, quem vai é o pai, mas a presença familiar é indispensável. Maria conta que no Mundial de 2010 o filho precisará ir sozinho, porque é mais difícil viajar para outro país. Sobre a vitória, a mãe se orgulha em dizer que “o mérito é todo de Arthur, já que ele precisou mudar hábitos e deixar várias coisas de lado, inclusive amigos, festas e alimentação incorreta”.
Vitórias dramáticas marcam conquistas cariocas no futsal das Olimpíadas Escolares 2009
Maringá – Em duas partidas eletrizantes no futsal, o colégio carioca Percepção conquistou nesta terça-feira, 10 de novembro, a medalha de ouro nas categorias masculina e feminina da Divisão Especial das Olimpíadas Escolares, de 15 a 17 anos, em Maringá.
Na decisão no ginásio do Colégio Marista, de virada, as meninas bateram por 7 a 5 as cearenses do Colégio Evolutivo (CE). Com o desfalque da goleira Letícia, convocada para a Seleção Brasileira sub-20, o time contou com a camisa 1 improvisada Flávia Santana, originalmente ala.
“Foi muita pressão ter assumido a vaga da Letícia. O que importa agora é que a medalha de ouro é nossa, é muito emocionante”, comemorou Flávia, ainda eufórica com a vitória do time.

O jogo começou com o time cearense melhor. Com mais organização em quadra, as meninas do Evolutivo terminaram o 1º tempo com uma vitória parcial por 3 a 1. No entanto, após uma injeção de ânimo dada pelo treinador William Fonte, as cariocas equilibraram as ações, empataram a partida e conseguiram a virada após o jogo estar empatado em cinco gols.
Horas mais tarde, o Ginásio Valdir Pinheiro foi o palco para outra decisão emocionante. Nas cobranças de pênalti, os meninos do Rio alcançaram a vitória sobre a Escola Madre Celeste, do Pará, após um empate em 1 a 1 que perdurou até o fim da prorrogação.
Os cariocas abriram o placar com um gol de Calvin Rosa, mas cederam o empate a apenas 35 segundos do fim do jogo, depois de um chute de Anderson Pereira . Depois de 10 minutos de uma prorrogação tensa, o goleiro Igor Santos bateu o pênalti que garantiu o bicampeonato das Olimpíadas Escolares para a escola de Irajá, zona norte do Rio de Janeiro.
“Estou feliz por ver a formação dessa garotada, o nosso objetivo foi cumprido à risca. Foram vitórias incontestáveis”, vibrou William Fonte, técnico vitorioso em ambas as categorias.
Santa Catarina conquista o título da Primeira Divisão no torneio feminino de futsal das Olimpíadas Escolares
Maringá – Com uma goleada por 6 a 1 sobre as rondonienses do Colégio João Bento, a escola catarinense CENEC Honório Miranda faturou a medalha de ouro na 1ª Divisão do futsal feminino das Olimpíadas Escolares, de 15 a 17 anos, em Maringá, nesta terça-feira, 10 de novembro.
Com o triunfo conquistado no ginásio do Country Club, o time do sul garantiu o título da primeira divisão das Olimpíadas Escolares e assegurou vaga na Divisão Especial na edição de 2010. Curiosamente, as representantes de Santa Catarina só obtiveram a vaga na final após a desclassificação da Escola Cristóvão (RS), que foi punida por desrespeito ao regulamento da competição.
O jogo foi tranqüilo para as meninas de Brusque, que terminaram a primeira etapa com uma vantagem de 3 a 0. Com a confortável diferença construída, o segundo tempo foi marcado pela atuação de Camila Martins, 15 anos, autora dos três gols que deram números finais ao placar.

“Foi muito importante marcar os gols, mas eu não conseguiria isso sozinha, o time ajudou em quadra para que isso acontecesse”, afirmou a jogadora, que ressaltou o apoio recebido por parte de seu pai.
Do lado rondoniense, o treinador Ivan Wilson preferiu valorizar a conquista da medalha de prata, pois a disputa de uma final não estava nos planos iniciais do grupo.
“Jogamos um jogo a mais que todos, pois nosso grupo tinha quatro times, isso influiu no nosso rendimento físico”, analisou Wilson.
O pódio foi completado pelo Colégio Estadual Gastão Vidigal, representante da cidade de Maringá, terceiro colocado.
Fonte: www.cob.org.br