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	<title>Olhar Crônico Esportivo &#187; Calendário/Organização</title>
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	<description>Olhar Crônico Esportivo</description>
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		<title>O tamanho do &#8220;abacaxi&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 15:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Calendário/Organização]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Já que o horário das 21:50 é considerado por muitos como um &#8220;abacaxi&#8221;, vejamos o seu peso e tamanho.
 
A principal competição de nosso futebol é o Campeonato Brasileiro. É, também, a maior, com 38 rodadas de maio a dezembro. Cada um dos vinte participantes joga 9 vezes em casa e 19 vezes fora. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Já que o horário das 21:50 é considerado por muitos como um &#8220;abacaxi&#8221;, vejamos o seu peso e tamanho.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">A principal competição de nosso futebol é o <strong>Campeonato Brasileiro</strong>. É, também, a maior, com 38 rodadas de maio a dezembro. Cada um dos vinte participantes joga 9 vezes em casa e 19 vezes fora. Por enquanto, a CBF ainda não divulgou os horários dos jogos do returno, que começará em setembro, mas já temos os horários de todos os jogos do primeiro turno. É referente a esse turno que apresentarei alguns dados.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">O turno começará em 8 de maio e terminará em 5 de setembro, ficando paralisado entre 6 de junho e 14 de julho, em função da Copa do Mundo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Nesse período, teremos, como já disse, 190 jogos, dos quais <strong>18 serão realizados às 21:50</strong>. Dezoito partidas em 190, equivalentes a <strong>9,5%</strong> do total. Essas partidas serão disputadas em 10 diferentes cidades: Barueri (ou Presidente Prudente), Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Santos e São Paulo, numa média de menos de duas partidas por cidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Na cidade de São Paulo em particular, serão realizadas <strong>29 partidas</strong> nesse período, das quais somente <strong>duas no horário de 21:50</strong>. Duas partidas em 90 dias de futebol, descontando a parada para a Copa do Mundo.  Menos de <strong>7%</strong> dos jogos do primeiro turno. Certamente esses números serão maiores no segundo turno, mas ainda dentro de uma ordem de grandeza absoluta próxima dessa, talvez com quatro ou cinco jogos no período.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">O time do <strong>Corinthians</strong> não jogará nenhuma partida em casa às 21:50 nessa fase, mas ocupará esse horário cinco vezes, todas fora da cidade de São Paulo, sendo o time que mais vezes jogará nesse horário.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O <strong>São Paulo </strong>jogará uma em casa e uma fora e o <strong>Palmeiras</strong> terá apenas uma partida no Palestra.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O <strong>Flamengo</strong> jogará duas vezes fora de casa e o <strong>Botafogo</strong> uma vez, também fora. O <strong>Vasco</strong> jogará uma vez em casa e três vezes fora de casa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O <strong>Grêmio</strong> jogará duas vezes em casa e o <strong>Internacional</strong> uma vez fora.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O time que mais jogará em sua casa no horário é o <strong>Cruzeiro</strong>, com quatro partidas. Portanto, o torcedor cruzeirense precisará ir quatro vezes em três meses ao Mineirão, caso queira ver todos os jogos de seu time nesse horário.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Sim, há também os jogos pela Copa Libertadores e Copa do Brasil, mas não são muitos, a menos que um dos clubes de uma das cidades chegue à final. No caso da cidade de São Paulo, a experiência dos últimos anos tem mostrado que jogos decisivos dessa competição provocam congestionamentos mais gigantescos que a média, mesmo com as partidas começando às 21:50. Imaginem, então, se forem marcadas para começar mais cedo, mesmo que meia hora.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Finalmente, temos os jogos dos campeonatos estaduais. No caso de São Paulo, a Federação marcou <strong>6</strong> jogos na cidade de São Paulo às 21:50, sendo 3 do Corinthians, 2 do Palmeiras e 1 do São Paulo. Corinthians e São Paulo também jogaram uma vez cada um, nesse horário, na Arena Barueri.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">No total, a FPF marcou <strong>27</strong> jogos para as 21:50, dos quais 10 serão simultâneos, na última rodada da fase de classificação do campeonato.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Portanto, das 198 partidas do campeonato, <strong>13,6%</strong> serão disputadas às 21:50.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Esses são os números, não incluindo, como já disse, Libertadores e Copa do Brasil.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Que cada um tire suas próprias conclusões a respeito e calcule, ou não, o custo/benefício em relação ao clube para o qual torce.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Câmara paulistana aprova lei que limita horário de jogos</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 12:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Calendário/Organização]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
21:50&#8230; A polêmica continua e, ao que tudo indica, não terminará por aqui.
 
Ontem, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto de lei que limita os horários de jogos na capital paulista, que terão que terminar até 23:15, sob pena de multa de R$ 100.000,00. Em caso de prorrogação ou disputa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">21:50&#8230; A polêmica continua e, ao que tudo indica, não terminará por aqui.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ontem, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto de lei que limita os horários de jogos na capital paulista, que terão que terminar até 23:15, sob pena de multa de R$ 100.000,00. Em caso de prorrogação ou disputa de pênaltis, com o término depois desse horário, não haverá cobrança de multas. O projeto nada diz sobre interrupções provocadas por queda no fornecimento de energia elétrica ou, mais sério, atrasos na partida provocados por incidentes de jogo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O prefeito Gilberto Kassab terá 15 dias, a partir de hoje, para vetar ou aprovar o projeto de lei. Em 2007 ele vetou projeto semelhante, baseado em legislação federal sobre espetáculos esportivos. Dessa vez, os ânimos no parlamento municipal estão mais exaltados e o presidente da casa já disse que, caso o veto aconteça, o plenário irá derrubá-lo e a lei será implantada.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Emenda do vereador Aurélio Miguel, estipulando a entrada em vigor da lei em 2011, não foi aprovada por seus pares.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ricardo Pisani, conselheiro do Palmeiras (cujo presidente apoia a lei) ouvido pela Folha de S.Paulo, colocou com simplicidade uma questão fundamental:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Os vereadores que agem precipitadamente para acabar com os jogos às 22h deveriam sugerir receitas alternativas às da TV.&#8221;</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Pelo que vimos, nenhum vereador pensou nisso.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Estranhamente, o vereador Aurélio Miguel, candidato derrotado à presidência do São Paulo na última disputa, e mais estranhamente ainda o também vereador Marco Aurélio Cunha, votaram a favor da lei. Estranho tal fato pelo simples motivo do Estádio do Morumbi ser o mais afetado com a marcação de jogos mais cedo. Enfrentar o trânsito paulistano entre 17:00 e 20:30, pelo menos, é tarefa que demanda infinita paciência e ausência de pressa. Mas isso, é claro, é irrelevante, tanto que os vereadores paulistanos sequer ouviram as autoridades de trânsito da cidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Que o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo tenha se declarado a favor da lei, um equívoco para quem supostamente entende de economia, é mais ou menos compreensível, numa visão limitada, uma vez que o Parque Antártica tem capacidade de público limitada a 26.000 torcedores ou ainda menos, dependendo dos riscos do jogo e tem uma posição central. Melhor ainda: é bem localizado em relação ao grosso da torcida palmeirense na cidade. Também seria compreensível do ponto de vista político as posições dos dois vereadores são-paulinos, afinal, uma vez na política um valor mais alto se alevanta: permanecer na política. Não é compreensível, porém, a posição manifestada pelo diretor João Paulo de Jesus Lopes, que muitos acreditam venha a suceder Juvenal Juvêncio ou, pelo menos, disputar sua sucessão. A alegação de que a torcida comparecerá em horários mais adequados é divorciada da realidade. Não irá. Nem a de outros clubes e muito menos a do São Paulo, que só comparece de fato nas retas finais de competições ou em jogos decisivos. Fora esses momentos, ela também comparece em número razoável quando o time está jogando bem, bonito, dando espetáculo. Como isso tem sido uma raridade&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Andrés Sanches e Luis Álvaro, presidentes do Corinthians e do Santos, manifestaram-se contrários à lei, ainda que torcendo o nariz e ressalvando isso e aquilo e cheios de etc. Ambos têm clara noção do que pode significar essa aprovação sobre suas receitas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Nos textos anteriores sobre esse tema, a maioria esmagadora e massacrante dos leitores manifestou-se favorável à aprovação dessa lei, não só em São Paulo como em todo o Brasil. Perfeito, nada mais justo e correto que a livre manifestação de opinião. Chato, porém, é ter que aguentar comentários, não criticando minha posição, mas creditando-a ao fato deste Olhar Crônico Esportivo estar no portal GloboEsporte, que, como diz o nome, é parte do grupo Globo. Talvez seja estranho para muitos, mas uma pessoa pode ter opinião própria sem que ela seja fruto de relação de servilismo seja com quem quer que seja. A quem assim pensa, um pedido: não perca tempo lendo o que eu escrevo, pois não há sentido algum ler algo ou alguém que não merece credibilidade. Não escrevo para ganhar o concurso de Mister Simpatia, minha proposta, bem ou mal, é escrever, analisar e opinar, às vezes informar, sobre coisas e fatos do mundo da bola, na maior parte das vezes ligados ao marketing, à gestão, aos negócios. Se a minha opinião é contrária à da maioria, paciência, azar  meu, mas, uma coisa posso assegurar: será sempre a minha opinião.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Muitos elevam o futebol a patrimônio da cultura nacional e que, como tal, deve ser tratado com prioridade e ter os melhores horários da televisão. Ora, assistir às novelas da televisão também é um hábito cultural fortemente entranhado em nossa população, provavelmente com mais adeptos que o próprio futebol. Curiosamente, caso uma outra rede de TV compre os direitos de transmissão dos jogos a partir de 2012, veremos uma situação que será surpreendente para muitos torcedores: o pessoal da programação e o pessoal do comercial, os que têm a função de gerar audiência e os que têm a função de trazer dinheiro para casa, posicionar-se-ão a favor da não concorrência dos jogos com as novelas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Sim, senhores leitores, porque uma coisa é transmitir jogos isolados, campeonatos limitados a um estado com menor peso econômico, e outra muito diferente é fechar contratos no valor, hoje, de mais de 600 milhões de reais, gastando a metade somente em direitos de transmissão para o sinal aberto – valor do qual os jogos de quarta às 21:50 representam a metade ou um pouquinho menos –, arcando com todos os custos de produção, transmissão e cobertura do dia-a-dia do esporte, e ainda por cima precisando garantir aos anunciantes que terão um percentual mínimo de audiência que justifique os valores envolvidos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Garantia de audiência&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Aqui o bicho pega e pegará sempre em qualquer lugar.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Para garantir bons números a seus anunciantes, uma outra rede não poderá ter competição com a força das novelas no mesmo horário. Uma vez ou outra, num jogo mais importante, isso pode acontecer sem grandes dramas. De forma regular, porém, toda semana, todo mês, todo ano, significa comprar uma luta inglória e com grandes chances de insucesso. Logo, a alternativa mais simples e viável economicamente para garantir audiência e receber um bom valor dos anunciantes é fugir da concorrência da novela. O que levaria qualquer outra rede a programar os jogos&#8230; Para depois da novela.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ou não.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Nesse caso, porém, não haverá como garantir audiência.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Nesse caso, porém, não haverá como pagar aos clubes o que é pago hoje.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">O modelo de TV implantado no Brasil permite ao torcedor acompanhar os principais clubes de cada estado sem desembolsar muitos reais, aliás, sem desembolsar real algum. Basta ligar o televisor.  Quem paga para o torcedor assistir ao seu time do coração sem custo algum, são os anunciantes, por meio do mercado publicitário. Nesse momento, os contratos de TV com os clubes para o BR e para campeonatos como o Paulista e o Carioca, não são generosos, mas são simplesmente excelentes, considerando o tamanho da economia brasileira e nosso ainda criminoso perfil de renda. Comparados aos contratos de Inglaterra e França, por exemplo, pagamos proporcionalmente mais do que é pago à Premier League e à Liga Francesa, considerando renda per capita da população.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Isso tem um preço e ele é, como já disse, pago com índices de audiência.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Sim, jogos que terminam tarde significam uma dose a mais de sacrifício para ir, para voltar, para dormir&#8230; Lamentável, claro, mas é difícil atender a todos ao mesmo tempo. O torcedor que não pode de forma alguma ir a um jogo das 21:50, tem as opções dos jogos às quintas, sábados e domingos, em horários mais compatíveis com suas possibilidades. Muitos torcedores, notadamente nas grandes cidades, têm problemas maiores para horários ao redor de 20:00, por exemplo, em função do trabalho, do trânsito e também do singelo fato de passar em casa e pegar os filhos para ir ao estádio. Essa é, sim, uma das razões para que os jogos das 21:50 tenham média de público superior a outros horários, principalmente noturnos. E claro, por favor, considerando jogos semelhantes, somente de grandes contra pequenos e nunca entre esses e tampouco clássicos. Alguma razão há de haver para essas médias maiores.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Vivemos num mundo em que grandes populações são a tônica, em que o grosso das pessoas mora em cidades, grande parte delas em grandes cidades. Grandes clubes têm grandes torcidas, impossíveis de serem colocadas num estádio. Esse tempo ficou num passado remoto. Bilheteria é importante e deve ser tratada com o máximo carinho por todos os clubes, mas é preciso levar em conta que a receita maior e mais importante de todo clube hoje, vem da TV, quer direta, quer indiretamente.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Não é somente a receita direta dos direitos de transmissão que conta, é preciso levar em consideração que as receitas de marketing, sobretudo patrocínios, são fortemente influenciadas pela exposição dos clubes, seus uniformes e, por extensão, as marcas de seus patrocinadores, na televisão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Sim, pode-se mexer no horário dos jogos. A vontade do povo é e deve sempre ser soberana, manifestada por meio de seus representantes. Mas essa não é uma mexida simples, ela envolve muito mais que o horário e o conforto de dez, vinte, quarenta,sessenta mil torcedores.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Há outros interesses também legítimos em jogo. Sem falar que a intervenção do Estado em coisas que dizem respeito aos hábitos de entretenimento das pessoas, mesmo que legal, deve ser cuidadosamente pesada. Existem opções de horário e de dias para quem quer ver futebol, o horário das quartas às 21:50 não é o único que existe.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O consumidor não está condicionado a uma única possibilidade. Ninguém é obrigado a ver jogo nesse horário, o que, se verdadeiro fosse, aí sim justificaria a intervenção do Estado. E vejam, senhores, por favor, que a frase anterior não tem sentido irônico ou de menosprezo: ela simplesmente significa que não existe a obrigação, que o cidadão é livre para ver ou não, para ir ou não, e não podendo ou não querendo, terá alternativas para fazê-lo. Sim, um trecho chato e repetitivo, talvez agressivo para alguns, mas necessário, lamento.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">É a televisão que leva o clube para o seu torcedor nos tempos em que vivemos. Em breve, será o celular turbinado. Não tão em breve no Brasil, mas também não muito distante, por meio desse celular o torcedor poderá ver o jogo do seu time em qualquer estádio, enquanto seu ônibus ou metrô leva-o de um bairro para outro, sem perda de qualidade. Futebol via mídia, qualquer que venha a ser, é uma realidade irreversível.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Cada vez mais os clubes precisarão de receita para manter-se competitivos. Reparem no post sobre a divisão das receitas dos Top 10 europeus, e vejam como o peso é dividido. Alguns clubes têm no matchday uma participação importante, mas seus preços de ingressos e as receitas obtidas dentro do estádio são, para nós, ainda e por muito tempo, inimagináveis.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Projeto que regulamenta horários de jogos foi apresentado na Câmara dos Deputados</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 13:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Gonçalves</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Economia e Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
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		<description><![CDATA[ 
Conversei ontem à noite com o deputado federal Carlos Zarattini (PT &#8211; SP), pouco depois dele ter apresentado sua proposta de projeto de lei, estipulando que os jogos de futebol disputados em estádios com capacidade superior a 10.000 pessoas devem terminar até o horário de 23:15.
 
Disse-me o deputado que apresentou esse projeto motivado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conversei ontem à noite com o deputado federal Carlos Zarattini (PT &#8211; SP), pouco depois dele ter apresentado sua proposta de projeto de lei, estipulando que os jogos de futebol disputados em estádios com capacidade superior a 10.000 pessoas devem terminar até o horário de 23:15.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Disse-me o deputado que apresentou esse projeto motivado pela vontade de preservar o futebol como o espetáculo que é, com todo um mundo de gente e tradições ao seu redor, nos locais onde é praticado. Ele entende que o final dos jogos por volta de meia-noite é complicado para o torcedor, principalmente o que vai para o estádio usando transporte público. Como Zarattini trabalhou no Metrô paulistano e foi secretário municipal de transportes e conhece a fundo esse assunto, questionei-o sobre a baixa disponibilidade de transporte público durante a madrugada. Para ele, ampliar horários em noites de jogos seria difícil, quase impraticável, com o que concordo. E dotar a cidade de mais ônibus durante a madrugada também teria um custo/benefício desfavorável, pois a demanda é muito pequena. A cidade de São Paulo tem entre 1.300 e 1.400 linhas de ônibus, das quais cerca de 50 operam em escala reduzida durante a madrugada, em algumas linhas-chave, com maior demanda e ele não crê que seja possível mudar essa realidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Outro ponto que levou-o a entrar com esse projeto imediatamente, foi a resposta que ele considerou arrogante e prepotente do presidente da Federação Paulista de Futebol quando perguntado a respeito da proposta dos vereadores paulistanos: “Então vamos levar os jogos para fora da cidade de São Paulo” – disse Marco Polo Del Nero. Por sinal, essa declaração deflagrou ação semelhante na Assembléia Legislativa paulista.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">O projeto de lei do Deputado Zarattini também estipula o final dos jogos às 23:15, o que pode ser, caso aprovado, um problema bastante sério em jogos com prorrogação ou em caso de falta de energia, por exemplo. Sobre isso, ele disse-me saber que seu projeto não é perfeito, mas que uma coisa boa na Câmara dos Deputados é o fato de todo projeto de lei passar por dua, três, até quatro diferentes comissões, ganhando adendos, sendo discutidos com pessoas ligadas às áreas de interesse de cada projeto. Nada impede, portanto, que o texto seja mudado para um horário máximo de início e não de final de partidas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Durante a tramitação pelas comissões, as emissoras, clubes e federações poderão discutir a conveniência ou não do projeto, propondo alterações que possam melhorá-lo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O deputado ficou surpreso com a repercussão de sua declaração, que iria apresentar esse projeto para a Câmara. Recentemente, ele teve aprovado seu projeto de lei sobre a tarifa social de energia elétrica (lei 12.212), que beneficia a 22 milhões de famílias em todo o Brasil. Para sua surpresa, a simples declaração de que iria apresentar um projeto de lei regulamentando horários de jogos, teve uma repercussão muito maior do que teve a lei sobre a tarifa social de energia em todo o decorrer de sua tramitação e mesmo depois de aprovada.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Coisas do futebol e da paixão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<h2><span style="color: #000000;">A posição deste Olhar Crônico Esportivo</span></h2>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Felizmente, vivemos num regime democrático, com os três poderes atuando separadamente, dois deles por meio de representantes eleitos pelo povo. Nada mais natural, portanto, que assuntos de interesse da população sejam debatidos nas diversas casas parlamentares. Natural e desejável.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Pessoalmente, entretanto, entendo que o Estado deve legislar o mínimo possível e intrometer-se o mínimo possível na vida das pessoas e empresas. Acredito que consumidores e fornecedores conseguem se acertar de maneira razoável e que atende aos interesses dos dois lados, sem a intervenção do Estado.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Confesso que já pensei de forma diferente sobre esse ponto, em outra época, outro tempo, quando, inclusive, fomos companheiros na militância partidária, o deputado Zarattini e eu. Como é comum e normal, seguimos trilhas diferentes, movidos, talvez, por vivências distintas que conduziram a isso. Entendo e respeito sua posição, assim como a posição dos que se manifestaram nos comentários, em esmagadora maioria a favor da limitação de horários.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A TV é uma realidade cada vez mais forte e presente no futebol e em outros esportes. Nesse momento, discute-se muito na Espanha esse mesmo assunto, até ampliado, pois hoje há futebol pela TV em, praticamente, todos os dias da semana e nos mais diversos horários, inclusive às 22:00, como ignoram muitos leitores que disseram que esse horário de 21:50 só existe no Brasil.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Independentemente disso tudo, porém, sigo acreditando que a manutenção de jogos às 21:50 seja a fórmula mais interessante para todas as partes envolvidas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
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		<title>A polêmica das 21:50&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 14:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Calendário/Organização]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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&#8230; está só começando.
 
Há poucos dias, dois vereadores paulistanos apresentaram projeto de lei municipal determinando que nenhum espetáculo esportivo termine depois das 23:15. No caso do futebol, alvo único da medida, os jogos teriam que começar, no máximo, até 21:30, teoricamente. Como há os acréscimos e o intervalo tem os quinze minutos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8230; está só começando.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Há poucos dias, dois vereadores paulistanos apresentaram projeto de lei municipal determinando que nenhum espetáculo esportivo termine depois das 23:15. No caso do futebol, alvo único da medida, os jogos teriam que começar, no máximo, até 21:30, teoricamente. Como há os acréscimos e o intervalo tem os quinze minutos de regra como mera referência, teríamos, ou teremos, na prática que iniciar os jogos o mais tardar às 21:00 ou 21:10, para quem gosta de fortes emoções. O desrespeito ao horário final implicará o pagamento de pesadas multas pelos infratores.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">(E se um jogador do time visitante provoca uma enorme confusão em campo, como já aconteceu muitas vezes, interrompendo o jogo por 15, 20 minutos, forçando o término da partida às 23:30, como ficará a situação? Quem deverá ser multado?)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Dos quatro grandes clubes paulistas, dois manifestaram-se a favor da lei, que foi encaminhada para o prefeito sancionar ou vetar. Em caso de veto voltará à Câmara, onde os edis prometem derrubar o veto em nova votação. Foram os dirigentes do Palmeiras e do São Paulo. Os outros dois, Corinthians e Santos, manifestaram-se contrários, entendendo que a receita dos direitos de TV é muito importante para correr o risco de ser prejudicada.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Andei xeretando por alguns sites de torcedores dos diversos clubes e o tema não é muito discutido. Quando o é, os torcedores que se manifestam são favoráveis à implantação da lei.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">O presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo del Nero, manifestou-se contrário ao projeto e foi além: se aprovado, vai tirar os jogos das 21:50 de São Paulo e transferi-los para outras cidades, como Barueri ou Santo André, por exemplo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Essas declarações provocaram reações de alguns parlamentares, tanto estaduais – um deles já tem projeto pronto transformando essa medida em lei estadual – como pelo menos um federal, o deputado pelo PT Carlos Zarattini, que pretende propor a mesma medida com validade em todo o território nacional.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Nada mais justo e correto que cada um defenda o que considera justo e correto. Essa é a essência e a beleza dos regimes democráticos. E não será este Olhar Crônico Esportivo que irá manifestar-se contra essa liberdade, assim como defende ardorosamente a liberdade plena de expressão e o fim da censura – aproveitando para lembrar que no democrático Brasil o jornal O Estado de S.Paulo está sob censura há 212 dias, hoje. Algo impensável para quem, como este blogueiro, dedicou as melhores horas do que se convencionou chamar melhores anos da vida, à luta pelas liberdades democráticas, pelo fim da censura, pela anistia ampla, geral e irrestrita, pela democracia, enfim, sem adjetivos ou limites.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Cabem, porém, algumas perguntas: a quem interessa, realmente, o fim desse horário?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">É justo uma megalópole com doze milhões de habitantes na área municipal e mais de vinte milhões hoje na área metropolitana, ser obrigada a conviver com limite tão estreito?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O trânsito comportará sem sequelas jogos em horários mais cedo? Começar mais cedo atenderá aos interesses de quantos torcedores?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Podem os clubes correr o risco de perder receita dos direitos de TV por conta do fim desse horário?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Por último, mas não menos importante e tampouco esgotando o rol de perguntas, não seria mais correto os senhores vereadores apresentarem propostas para que o transporte público adentre os horários da madrugada, ou seja, ampliando serviços à população ao invés de restringi-los?</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Há, ainda, mais algumas perguntas&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Como disse o presidente da FPF, a média de público nos jogos da primeira metade dessa edição do Campeonato Paulista às 21:50 é a maior – uma média de 10.224 torcedores contra 8.447 nos outros horários. Esse fato, por si só, já deveria provocar alguns questionamentos em quem propõe mudanças. Como, por exemplo:</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Qual o percentual de torcedores que vão aos estádios de ônibus, de trem, em vans e em carros particulares?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Qual o percentual de torcedores que vão direto de seus serviços para os estádios? E quantos vão primeiro para suas casas, pegam o filho ou filhos e só depois vão para o estádio?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Entre os freqüentadores dos estádios, quantos são a favor da mudança?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Entre os não freqüentadores, quantos deixam de ir aos estádios em função do horário? E quantos iriam em outros horários? Nesse caso, por que não vão aos jogos das 19:00 ou 20:30, por exemplo?</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Minha posição pessoal não é nova, pelo contrário: considero o horário de 21:50 extremamente confortável para quem mora em São Paulo e na Grande São Paulo. Permite chegar aos estádios sem atropelos, sem congestionamentos monstruosos – que mesmo assim, em jogos importantes, não deixam de existir. Embora os jogos terminem muito tarde, isso traz a contrapartida do trânsito livre e da maior velocidade média.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Esse, por sinal, é um ponto a favor do transporte público nesses horários: o custo do quilômetro rodado é, certamente, muito menor que durante o dia ou nas primeiras horas da noite. O bastante, provavelmente, para compensar o gasto maior com mão-de-obra. Outra informação não disponível, mas que os senhores vereadores e deputados podem conseguir com grande facilidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Lembrando que, justamente por seu gigantismo e economia altamente diversificada, com grande número de atividades que adentram a madrugada, aumentar os horários do transporte público beneficiaria uma grande quantidade de trabalhadores que terminam suas tarefas depois da meia-noite. Por exemplo: funcionários de bares e restaurantes, estabelecimentos dos quais a cidade de São Paulo é pródiga e é famosa por isso. Talvez fosse o caso dos senhores parlamentares conversarem com representantes das categorias profissionais que trabalham até tarde, como a rapaziada da manutenção e limpeza das empresas, em outro exemplo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">O futebol é cada vez mais um espetáculo de massa. Sua existência é devida hoje muito mais às grandes massas que assistem pelas diversas mídias, do que pelas pessoas que comparecem aos estádios. Os grandes clubes não são mais locais, nem regionais, nem mesmo nacionais: são globais. No caso brasileiro, nossos grandes clubes são nacionais e regionais. Precisam da televisão. Essa necessidade transcende, simplesmente, às receitas vindas diretamente dos direitos de transmissão, e que já são há muito as maiores receitas dos clubes brasileiros. Vivemos um momento particularmente rico em patrocínios, tema do próximo post. Mas, perguntem-se por que as empresas patrocinam os clubes? A resposta é simples: principalmente pela exposição de suas marcas na televisão. Eliminar o horário das 21:50 provocará reflexos na cadeia econômica do futebol na televisão. E, sinceramente, não acredito que seja para melhor.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Hoje, a TV aberta, ou seja, de acesso gratuito à população, responde pela maior parte dos direitos pagos aos clubes, ao contrário do que ocorre na maior parte do mundo, principalmente na Europa. A grosso modo, creio que o sinal aberto responde por 60% dos valores pagos como direitos de transmissão. Ora, a TV aberta (Rede Globo) usa dois horários em sua grade de programação: as noites de quarta-feira, às 21:50 e as tardes de domingo, às 16:00 ou 17:00 horas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Demonstrando desconhecer o assunto, um dos vereadores que apresentou esse projeto disse: &#8220;A audiência do futebol é muito maior que a de qualquer outro programa. Tem gente que nem gosta de novela. Ela poderia cancelar novelas às quartas-feiras&#8221; – nada mais errado que isso, infelizmente para o futebol. Exceto por jogos decisivos, e aí qualquer horário teria audiência máxima, a audiência média do futebol é muito inferior à média das novelas mais fracas, bem como do Jornal Nacional. Basta pedir uma tabela de preços da emissora e comparar quanto custa um comercial de 30” na novela e quanto custa no futebol.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A audiência de televisão se dá por módulos familiares, a família reunida em torno de um aparelho de TV. Não sei qual é hoje a família média, a família padrão brasileira, mas ela é formada, no mínimo, por cinco ou mais pessoas. Dessas, pode-se considerar como espectador de futebol preferencialmente, apenas o homem adulto. Numa família padrão, creio que 20% ou no máximo 40% dos membros dá preferência ao futebol sobre outros programas. É o tipo de informação que precisa de uma pesquisa e ao mesmo tempo não precisa tanto: basta vermos como são as coisas em nossas próprias famílias, nos vizinhos, parentes e amigos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Como disse no início, essa polêmica está só no começo. É bem provável que ela deixe o âmbito da cidade de São Paulo e passe para o estado e para o país. Se for a vontade da maioria, que se cumpra. Mas convém que se estude um pouco mais essa questão, que outros interessados sejam ouvidos, principalmente os torcedores.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Em tempo: não sou funcionário da Rede Globo. Esse post expressa a minha opinião que já era a mesma muito antes deste OCE vir para o portal GloboEsporte.</span><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Má educação e indiferença</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 10:37:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[CBF]]></category>
		<category><![CDATA[Calendário/Organização]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2014]]></category>
		<category><![CDATA[Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Nos últimos dias os dois grandes jornais de São Paulo, o Estado e a Folha, publicaram excelentes matérias sobre o Campeonato Paulista, sobre a polêmica do horário das 21:50, sobre os patrocínios brasileiros e hoje Paulo Vinicius Coelho arremata com uma coluna excelente, comentando, ora vejam, a falta de educação – título de sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Nos últimos dias os dois grandes jornais de São Paulo, o Estado e a Folha, publicaram excelentes matérias sobre o Campeonato Paulista, sobre a polêmica do horário das 21:50, sobre os patrocínios brasileiros e hoje Paulo Vinicius Coelho arremata com uma coluna excelente, comentando, ora vejam, a falta de educação – título de sua coluna – da confederação, entres outra coisas. PVC, como todos o conhecem, que é um dos mais brilhantes analistas de nosso futebol, ou melhor, de futebol, pois não se limita ao Brasil, botou o dedo numa ferida purulenta e que também sangra sem parar, sangra os nossos clubes.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Há alguns dias eu, como a direção santista, sua torcida e todos que acompanham o futebol brasileiro, vinha aguardando que a CBF atendesse aos pedidos do Santos e liberasse Robinho.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Nada.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Como relata PVC, o presidente Luis Álvaro começou a tentar uma resposta da confederação quando ainda estava internado, recuperando-se de um problema médico. Isso foi antes do dia 10 de fevereiro, quando deixou o hospital. A confederação, que em tese deve ser organizadora do futebol a serviço de e para os clubes, simplesmente não se dignou a responder ao pedido insistente, lógico e extremamente razoável de um de seus filiados. Ignorou-o. Má educação, como disse o colunista da Folha, mas também arrogância, prepotência, absoluta indiferença com os clubes brasileiros.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">O Santos investiu pesado para repatriar Robinho. Pela ótica do treinador da confederação, o clube fez um grande favor a ele e a ela, pois Robinho é nome mais do que certo na lista dos que vão para a África do Sul tentar mais um título mundial. Na Inglaterra, o jogador definhava atlética e futebolisticamente, sequer entrando em campo para jogar e, quando o fazia, melhor teria sido ter ficado em sua casa. Seria uma cortesia e, mais que isso, o reconhecimento que o clube prestou um favor ao futebol brasileiro, e sobretudo à confederação e ao seu treinador, liberar o atleta para defender seu clube num jogo fundamental a equipe, numa competição que o clube quer e precisa vencer, como parte de seu esforço de recuperação.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mas, nada veio. Nem a cortesia, nem o reconhecimento, nada, sequer uma resposta. Apenas a indiferença.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Cruzeiro e Flamengo também têm jogadores convocados, que também poderiam entrar em campo para defesa dos clubes que pagam seus salários. Como as tabelas marcavam jogos considerados fáceis para ambos, ninguém ficou muito preocupado com a ausência dos atletas convocados.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Os próximos anos não serão piores, serão apenas tão ruins quanto esses últimos. Ano a ano nossos clubes são desrespeitados em seus direitos mais elementares, pois a confederação, ao contrário das outras todas, não respeita as datas FIFA. Ou melhor, só as respeita em relação aos clubes estrangeiros. Aqui, na falsa terra de ninguém, posto que ela tem dono, os campeonatos prosseguem regularmente nas datas FIFA. Com ou sem jogadores convocados pela confederação para um de seus muitos times, tanto o principal como os sub alguma coisa. Há quem diga que a confederação faz um favor aos clubes quando convoca seus atletas, pois assim valoriza-os e favorece melhores transferências. Pois é, há quem diga e defenda essa posição. Pobre confederação, além de boazinha, incompreendida.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Pobre Santos, isso sim, que investiu pesado para ficar sem seu astro num jogo importante pelos pontos e pela receita. Pobres clubes&#8230; </span><br />
</span></p>
<p><span style="color: #000000;">E assim segue ela, a confederação, impávido colosso, hoje como sempre, ignorando a tudo e a todos, hoje mais ainda do que nunca, afinal, a tão desejada Copa do Mundo em terras de Pindorama está logo adiante.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O Brasil tem hoje um presidente eleito pelo povo e dois imperadores (vá lá, três, com o Adriano) absolutistas, como soi acontecer com os imperadores (Adriano, inclusive, nesse caso).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Os clubes&#8230; Bem, aos clubes resta obedecer, afinal, como também soi acontecer nos impérios, manda quem pode, obedece quem tem juízio. Principalmente quando os súditos desconhecem a força da união e colocam suas questiúnculas e rivalidades acima do bem comum.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A pré-temporada e o domingão dos “professores”</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 09:52:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Calendário/Organização]]></category>

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Hoje é 22 de fevereiro. O horário de verão terminou ontem, e muita gente ainda, durante alguns dias, vai ter alguma dificuldade para se ajustar ao novo horário. Nada mais normal, afinal, durante alguns meses o organismo esteve acostumado a dormir, comer, trabalhar, descansar em outros horários e essa mudança, mesmo que somente de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Hoje é 22 de fevereiro. O horário de verão terminou ontem, e muita gente ainda, durante alguns dias, vai ter alguma dificuldade para se ajustar ao novo horário. Nada mais normal, afinal, durante alguns meses o organismo esteve acostumado a dormir, comer, trabalhar, descansar em outros horários e essa mudança, mesmo que somente de uma hora, provoca alguns transtornos. Pequenos e nada sério, felizmente, mas ainda assim meio chatinhos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Hoje é 22 de fevereiro. Tivéssemos um calendário futebolístico com um mínimo de racionalidade e estaríamos entrando na semana de estreia dos nossos clubes nas competições oficiais. Algumas talvez até já tivessem começado ontem mesmo, mas o certo seria tudo começar nesse próximo final de semana.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Nesse caso, os atletas estariam preparados fisicamente, depois de 45 dias de treinamentos e alguns jogos amistosos, nos quais o envolvimento físico e principalmente mental, psicológico, é bem menor. Estariam todos ansiosos pelo início das competições para valer.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Também nesse caso, os “professores” estariam com seus times entrosados, com diversas formações testadas e treinadas, com novos jogadores já “encaixados” ou pelo menos já enturmados.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">As ressacas das vitórias e, principalmente, das derrotas, já teriam sido curadas, trocadas pela expectativa e ansiedade normais e saudáveis que acompanham as competições oficiais.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Muricy estaria hoje no CT do Palmeiras, na Barra Funda, comandando o início da preparação para a estreia do time.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Joel ainda estaria esperando por um telefonema, provavelmente, e a goleada sofrida pelo Botafogo não teria acontecido.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Muitas outras coisas também não teriam acontecido.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mas já aconteceram, pois a pré-temporada terminou antes de começar, como acontece todo ano no Brasil. Tão logo os atletas vestiram as camisas e saíram das salas onde os médicos fizeram seus exames de praxe, já entraram em campo para disputar três pontos preciosos, tanto pelos campeonatos estaduais, como pelas copas continental e nacional.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A temporada que deveria estar para começar, já segue acelerada e acalorada, o domingão que o diga.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">No Rio de Janeiro, o professor Joel Santana levou o Botafogo à vitória sobre o Vasco e à conquista do primeiro turno do Campeonato Carioca. Infelizmente não vi o jogo, mas tenho a forte impressão que a vitória de ontem é fruto dos 6&#215;0 sofrido dias atrás.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em São Paulo, o novato professor Antonio Carlos, nove meses de carreira, estreou no Palmeiras e levou-o à vitória frente ao São Paulo, depois de dois dias inteiros no posto. Em um conheceu os jogadores. No outro participou do rachão, essa instituição sagrada dos boleiros tupiniquins. E já no terceiro dia conquista uma vitória marcante, sobre adversário tradicional.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em Porto Alegre, Jorge Fossati, o professor que veio de fora, teve seu primeiro contato para valer com a realidade do futebol de Pindorama. Às vésperas da estreia da equipe na Copa Libertadores, precisou disputar uma partida semifinal do campeonato estadual com uma formação reserva, logicamente, poupando seus titulares. Perdeu e ficou fora da final do primeiro turno. Em compensação, estreará na Copa com sua melhor formação. Enquanto isso, o adversário do Palmeiras, o São Paulo, pode viajar para a Colômbia com somente 17 jogadores, devido às contusões entre os 25 inscritos, duas delas, somente, no jogo de ontem.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em Belo Horizonte o time do professor Adilson bateu o time do professor Luxemburgo. Mas o time de Adilson além de ter um elenco melhor, vem jogando em ritmo forte desde o início de janeiro, pois teve de disputar a classificação para a Copa Libertadores, pela qual, logo em seguida, estreou na Argentina. Entretanto, não será de estranhar se os jogadores, em algum momento próximo, começarem a sentir os efeitos desse ritmo forçado pela inexistência, da prática, da tal de pré-temporada.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">É isso: como a tal da pré-temporada não existiu, como não mais existe há muito tempo, já estamos mergulhados na temporada propriamente dita, com os seus custos começando a pesar. Com a Copa e a parada forçada que ela em breve provocará, esses custos provocados pela inexistência da pré-temporada serão menos sentidos. Eis aí um benefício da Copa do Mundo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Enquanto isso, vamos nos adaptando ao novo velho horário, coisa que meu estômago ainda não fez, o que transformou meu sagrado café-da-manhã em café-da-madrugada, alta, escura e silenciosa. Mas já, já eu entro no ritmo, assim como o futebol.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<h3><span style="color: #000000;"><strong>Post scriptum</strong></span></h3>
<p><span style="color: #000000;">Há quem diga que simplifico demais algumas coisas. Pode ser, não duvido, mas no decorrer da vida aprendi a desconfiar das coincidências e fui adquirindo uma mania chata de querer saber o porquê das coisas, não de tudo, Deus me livre, mas de algumas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Por conta disso, costumo enxergar nas direções dos clubes a responsabilidade por erros e fracassos nos gramados, mesmo sabendo que cartolas não tocam na bola (há quem nunca tenha feito isso, nem brincando, e assim mesmo é grande cartola de futebol) e que dirigentes não escalam times (certo, me engana que eu gosto).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Outra coisa fácil de enxergar, pois vem-se repetindo ano após ano, temporada em cima de temporada, são os problemas do primeiro trimestre ou, num quadro um pouco mais amplo, do primeiro quadrimestre. Treinadores são demitidos, times afundam, outros navegam de vento em popa com tanta facilidade e fluidez que assombram a todos e de cara são chamados de time do ano, melhor do Brasil, campeão antecipado de tudo. De repente, porém, tudo muda, como que da água para o vinho e o naufrágio acontece.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Analisando esses eventos um pouco mais a fundo, fica fácil encontrar na precipitação e na entrada em jogo sem a devida preparação, a razão dos problemas. Não é incomum, também, um planejamento de preparação física que conduz a um alto rendimento prematuro, cujo preço é cobrado em pouco tempo. É comum tudo isso acontecer, pois com dez dias de atividade já temos jogos valendo 3 pontos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A razão desse post scriptum está, nesse momento, no Hospital São Luiz, unidade Morumbi. É o treinador do São Paulo, Ricardo Gomes.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Depois de um AVC no final da noite de ontem, foi prontamente hospitalizado e passa bem, felizmente, sem maiores complicações. Repouso, entretanto, é fundamental nesses casos e por isso ele está fora da viagem para Manizales, onde o São Paulo enfrentará o sempre complicado Once Caldas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Como disse no começo, aprendi a desconfiar das coincidências. Assim, simploriamente ou não, não consigo deixar de associar o mal-estar de Ricardo às pressões e cobranças desse período. Com doze jogadores novos no elenco, alguns ainda nem jogando, é impossível a qualquer treinador montar um time, dar-lhe padrão de jogo. Apesar disso, a pressão não cede, as cobranças não param. Todo organismo se ressente.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Para mim, Ricardo é mais uma vítima da pré-temporada que não existe.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Simploriamente falando.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Que ele se recupere o mais rapidamente possível e esse final de domingão em breve nem mais seja lembrado, é tudo que desejo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
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		<title>Vaias injustas ou mal direcionadas?</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 12:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Calendário/Organização]]></category>
		<category><![CDATA[Cruzeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Libertadores]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Nos fantásticos e valorosos estaduais, vaias para o Corinthians, Palmeiras, São Paulo e para o recém-desembarcado Cruzeiro&#8230;
Caramba, até para o Cruzeiro que veio do ceu boliviano para as Alterosas.
As mais injustas vaias, sem dúvida, cujo jogo contra o Ipatinga não assisti, mas nem preciso fazê-lo para dizer que elas foram injustas (só vi os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Nos fantásticos e valorosos estaduais, vaias para o Corinthians, Palmeiras, São Paulo e para o recém-desembarcado Cruzeiro&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Caramba, até para o Cruzeiro que veio do ceu boliviano para as Alterosas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">As mais injustas vaias, sem dúvida, cujo jogo contra o Ipatinga não assisti, mas nem preciso fazê-lo para dizer que elas foram injustas <span style="color: #000000;">(só vi os melhores momentos&#8230; do Ipatinga).</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Há alguns anos venho escrevendo uma obviedade: times que retornam de viagens complicadas para jogos da Libertadores, perdem ao chegar em casa. Perdem para o Ipatinga (que, mesmo trocando treinador, tem um bom time, novamente), como foi o caso do Cruzeiro, e perdem para o Sorocaba, entre outros adversários de menor expressão, como foi o caso do São Paulo em 2005, 2006, 2007&#8230; Nesses últimos anos, não recordo do time tricolor ter vencido um jogo de estadual logo depois de retornar de uma viagem pela Libertadores. É o preço da Copa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Depois de disputar uma partida a 4.000 metros acima do nível do mar, um jogo que exige muito do preparo físico, do corpo e do espírito de cada atleta, culminando com uma demorada e cansativa viagem de volta, em plena véspera da partida pelo Campeonato Mineiro, era mais que natural, era mais que óbvio que o Cruzeiro não entraria em campo, figurativamente falando. Tão ruim quanto jogadores cansados, Adilson escalou oito reservas, alguns dos quais vivenciaram a mesma maratona dos titulares.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O torcedor, entretanto, não se conforma com o que vê e vaia. Esquece, como sempre e como todo torcedor, o objetivo maior e se concentra no que vê em campo naquele momento. Nada de novo sob o sol. Ou sob a lua. Ou sob a chuva, para ser mais preciso e realista.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Essas vaias, acredito, seriam mais justas ou menos injustas, se dirigidas ao presidente do Cruzeiro. Darei um desconto prévio: não sei até que ponto o clube precisa dos milhões do Porto para se manter, assim como não sei até que ponto Kleber foi sincero ao dizer que queria ficar em Belo Horizonte e disputar a Llibertadores. Como também não sei se ele está “de bem” com o restante do elenco. Qualquer um desses três fatores seria uma boa desculpa, uma desculpa válida, para efetuar a venda dos direitos federativos do atleta. Mas&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O clube acaba de fechar um excelente pacote de patrocínio com dois anunciantes, que garantirão que todo mês começará com o caixa em condições mais que razoáveis. O atual elenco não é tão caro como era o do ano passado, com as saídas, por exemplo, de Wagner e Ramires. Atletas que, por sinal, trouxeram significativos aportes de euros, dólares ou simplesmente reais para os cofres cruzeirenses.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Aparentemente, Kleber e colegas estavam “de bem”, “na boa”, jogando juntos. Se não estão, enganaram bem a quem os viu em campo. Eventuais rusgas desse tipo sempre podem ser mais ou menos bem consertadas. Tem muito time campeão no qual os jogadores sequer se davam bom-dia fora de campo. É grave, mas não chega a ser mortal, digamos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Quanto à cabeça e às reais intenções de Kleber é difícil saber. Diziam que ele queria voltar para São Paulo e jogar no Palmeiras. Houve muito falatório, a ponto dele mesmo vir a público e dizer que já estava com o “saco cheio” disso. Depois disso, veio a declaração de querer ficar, que bem pode ser autêntica, dada a sua hesitação em assinar com o clube português.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Enfim, qualquer um desses fatores poderia influir fortemente no sentido da transferência de Kleber e, em qualquer desses casos, seria difícil, até mesmo injusto criticar a direção.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">O problema, porém, a grande questão, é que o clube está em plena disputa da Copa Libertadores, precisando, ainda, confirmar sua presença no restante da mesma. Depois do vice-campeonato de 2009, a conquista do título é um sonho, um desejo forte demais da torcida. Sem Kleber, esse sonho fica mais difícil. Justamente por isso, a maioria dos cruzeirenses, alguns, inclusive, como o Cristiano Cruz, falando comigo por e-mails, fazem uma só e a mesma pergunta:</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Precisava mesmo vender o Kleber?</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Precisava mesmo?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ainda mais por um valor bem inferior ao que foi dito que seria o mínimo para justificar sua saída?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">E justamente nesse momento, no início de mais uma Copa Libertadores?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Só o presidente do clube ou o atleta poderão responder a essa pergunta.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Uma coisa, entretanto, é certa: sem Kleber fica tudo mais difícil, até porque, como disse o Cristiano em seu e-mail, ele é o único jogador do Cruzeiro capaz de fazer a diferença num confronto contra outros brasileiros, nesse momento, sem dúvida, os mais cotados à conquista do título desse ano.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(Ser o mais cotado significa apenas isso: ser o mais cotado. É garantia de nada.)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Bom, ao fim e ao cabo, só sei de uma coisa: o time que entrou em campo ontem não deveria ter sido vaiado.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>No fundo de tudo, os estaduais</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 13:54:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Calendário/Organização]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Este post é mais para fomentar um debate solicitado e suscitado por alguns internautas, entre eles o Lucas Camargo. Ideias, a priori, não são boas ou más, são simplesmente ideias jogadas para serem debatidas. Se forem tolas ou malignas, rapidamente os rumos do debate mostrarão, como também mostrarão, se for o caso, o contrário. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Este post é mais para fomentar um debate solicitado e suscitado por alguns internautas, entre eles o Lucas Camargo. Ideias, a priori, não são boas ou más, são simplesmente ideias jogadas para serem debatidas. Se forem tolas ou malignas, rapidamente os rumos do debate mostrarão, como também mostrarão, se for o caso, o contrário. O mais comum e saudável, entretanto, e prática comum nos regimes democráticos, é que algumas sejam aproveitadas, no todo ou em parte, juntamente com outras que vão surgindo. Como se diz popularmente, “a verdade está no meio” ou, também podemos dizer que esse é um processo dialético (não chega a ser, mas tem a mesma estrutura), em que teses e antíteses são apresentadas, discute-se e chega-se a uma síntese ao gosto da maioria.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">A maioria dos clubes de futebol profissional no Brasil existem por 4, 5, no máximo 6 meses por ano. Fora isso, fecham as portas, pura e simplesmente. Esses clubes precisam operar o ano inteiro e isso só será possível com campeonatos brasileiros de divisões menores, bem estruturados, disputados regionalmente no decorrer do ano, com fases finais nacionais. Isso devido aos brutais custos de logística num país como o Brasil.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Os campeonatos estaduais não dão sustentação para os clubes pequenos e matam as datas que os grandes poderiam usar para torneios e excursões, sem falar numa pré-temporada de fato e não de mentirinha.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Os estaduais existem por três razões básicas:</span></p>
<p><span style="color: #000000;">1 – Sustentação do poder dos dirigentes de federações</span></p>
<p><span style="color: #000000;">2 – Sustentação da vida de clubes pequenos (que deveriam ser sustentados por suas comunidades)</span></p>
<p><span style="color: #000000;">3 – Maratona de clássicos estaduais num momento do ano em que o torcedor já tem saudades do futebol – válido mais para São Paulo e Rio de Janeiro</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Na maioria dos estados já se sabe hoje o campeão de 2010, 2011, 2012, 13, 14, 15, 16&#8230; Será um ou outro: Atlético ou Cruzeiro, Grêmio ou Internacional e por aí vai. Se o Santa Cruz endireitar, Pernambuco poderá ser uma exceção, também: o campeão será um de três.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Depois de jogar contra os dois grandes ou três grandes ou quatro grandes, o pequeno do interior apaga a luz, fecha a porta e recolhe-se ao vazio. Sua torcida não se incomoda, pois além de não comparecer ao campo para ver o time jogar, cada um de seus torcedores é torcedor de um dos grandes e tradicionais times de expressão nacional e vai sentar-se no sofazão para acompanhar os jogos e depois discuti-los apaixonadamente com os amigos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Tão grande é o amor e o carinho dos torcedores locais por suas equipes, que vários clubes já estão mandando seus jogos em locais mais convidativos. Em São Paulo, por exemplo, já tivemos jogo de campeonato oficial entre dois clubes do estado disputado em Londrina e vemos times de cidades distantes centenas de quilômetros da capital, mandarem seus jogos em pleno Pacaembu.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A federação do Rio de Janeiro foi mais objetiva: chegou ao ponto de determinar em regulamento que os times grandes enfrentariam os pequenos somente no Maracanã nos jogos decisivos. Não seria mais prático e justo fazer um torneio entre os quatro grandes? E reservar 5% ou 10% da renda para os pequenos dividirem? Eles não teriam nenhuma despesa e embolsariam um dinheirinho legal (sim, é até ofensivo escrever isso e eu não gostei de ter escrito, mas, há algum exagero ou erro ou preconceito nisso que escrevi?).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Se as próprias comunidades não se interessam, não se importam com a sobrevivência de suas equipes, por que cargas-d’água deveria esse encargo ser passado para os grandes clubes? Que na verdade são grandes apenas aqui, nessa Terra de Vera Cruz, pois fora daqui são tão desconhecidos quanto pequenos. Em parte por culpa dos próprios estaduais, mantidos por causa, etc, etc&#8230; Fecha-se o círculo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Não há como mexer no calendário e na estrutura do futebol brasileiro sem mexer, a fundo, nos estaduais. Sem mexer, portanto, na estrutura de poder atualmente existente, onde os clubes são meros fornecedores de recursos para as federações e para a confederação. Que, magnanimamente, abre mão de algumas migalhas por já não precisar delas, mas nem por sonho pretende perder o poder que possui. E as federações nem por sonho abrirão mão do poder que possuem. Aliás, a história nos mostra que o poder não é cedido jamais, é sempre conquistado. Transferências de poder são frutos de relações de forças entre campos opostos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Os dirigentes de clubes têm visão (muitos deles) e, mais que visão, eles têm a vivência dos problemas, sentem-nos na pele. Fazem loucuras e gastam rios de dinheiro justamente para resolver esses problemas, fazendo dinheiro, e tudo que conseguem é aumentar o buraco em que vive cada clube. Essa visão e esse conhecimento amargo e sofrido dos problemas, entretanto, não são o bastante para conseguir uni-los em torno de uma agenda única. Na hora H as rivalidades entram em cena e ofuscam a razão. A paixão vence, mesmo porque é sempre mais fácil e cômodo ceder à paixão que lutar pela manutenção da razão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Se não prezo os estaduais, não sinto o mesmo em relação a uma Copa do Brasil modificada.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Com todos os clubes grandes, ainda mais aberta e mais ampla do que já é. Passaria de 64 para 128 clubes ou até mesmo 256, naturalmente pré-selecionando a turma até chegar aos atuais 64, dando aos clubes da Série A do Brasileiro, por exemplo, o direito de entrarem em fases mais adiantadas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A Copa do Brasil é o espaço do sonho, é o torneio de todas as possibilidades, é a competição em que um pequeno aparece para o Brasil inteiro eliminando um gigante. Há que ter o sonho. Se o colorado, corintiano, cruzeirense, flamenguista ou são-paulino sonha hoje com a conquista das Américas e do Mundo em seguida, o ASA tem todo o direito de sonhar com a conquista do Brasil. O mesmo direito que tem o Vilhena, da agradável cidade do mesmo nome, em Rondônia, onde a soja é uma beleza e o clima é uma delícia, por causa da altitude. O mesmo direito que cabe ao ASSUM, ao Souza, ao Naviraiense e tantas outras equipes pouco conhecidas desse país.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Subjetivo, como disse o Lucas Camargo em um comentário?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Sim, totalmente subjetivo. Nem só de razão e objetividade vive o ser humano.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O tempo dessa Copa, entretanto, tem que ser outro, pois ela não deve encavalar com a Libertadores e com a Copa Sul Americana.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ah, sim, e acabar com essa história de garantia de vaga na Libertadores. A quinta vaga da Copa deve ser do quinto colocado no Brasileiro, a competição-base de nosso futebol. Difícil, longo, cansativo, duríssimo, por isso mesmo é injusto que seu quinto colocado não conquiste a vaga a que tem direito na copa continental.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Então, vamos agora à desprezada Copa Sul Americana&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Pouco importante, sim, por artes e manhas da CONMEBOL, cujos dirigentes curvam-se à vontade argentina e tentam dar a essa Copa uma importância e um valor que ela nunca terá. Tal como na Europa, ela deve ser simultânea à copa principal do continente, no nosso caso a Libertadores. Quem está em uma não está na outra. Quem está na Libertadores e não se classifica para as fases eliminatórias, poderia passar, automaticamente, para uma fase da Sul Americana. Por exemplo, os melhores terceiros colocados. Mas não o inverso, com times da Sul Americana subindo para a Libertadores ou conquistando vaga na do ano seguinte pela conquista do título.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conquista esportiva dá-se por mérito ou não se dá, não tem valor.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A Sul Americana paga pouco. Durante sua disputa, o Brasileiro vai se afunilando e as atenções voltam-se para ele. As disputas nas duas pontas da tabela ocupam toda atenção e todos os espaços. Se disputada ao mesmo tempo que a Copa Libertadores, ela teria de imediato uma valorização. Que, eu acredito, seria crescente com o passar dos anos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Isso tudo é muito básico, tudo isso já foi proposto, discutido, nada de novo há nessas ideias aqui alinhavadas sumariamente. Mas vale, naturalmente, o debate. E se tudo isso já foi discutido, um dos pontos aqui levantados foge a essa regra: o poder das federações. Esse assunto parece ser tabu. O próprio pessoal do G4, por exemplo, toca nesse assunto com extremo cuidado, enfatizando sempre que os objetivos do grupo são somente mercadológicos. No Brasil, mexer com as federações não é muito saudável. O mesmo se dá na Europa, como pudemos ver pela extinção do G14, comandada por Michel Platini pessoalmente. Em lugar do combativo e chato G14, nasceu a ECA, com cerca de cem clubes. Dividiu para conquistar.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Flamengo com a corda toda</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 14:52:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Calendário/Organização]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
O acordo com a Hypermarcas, dona da marca Bozzano e outras, está apalavrado, só falta assinar.
Por ele, o Clube de Regatas do Flamengo receberá 28 milhões de reais em 2010, para estampar suas marcas na camisa – peito, costas e mangas – e também no calção.
Um acordo excelente e maior patrocínio único do Brasil, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">O acordo com a Hypermarcas, dona da marca Bozzano e outras, está apalavrado, só falta assinar.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Por ele, o Clube de Regatas do Flamengo receberá 28 milhões de reais em 2010, para estampar suas marcas na camisa – peito, costas e mangas – e também no calção.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Um acordo excelente e maior patrocínio único do Brasil, sem dúvida. Mesmo com a inclusão do calção no pacote, o valor supera um pouco o que este Olhar Crônico Esportivo previu no post “O marketing do Flamengo em 2009” (para quem leu atentamente, considerava que o clube poderia conseguir 24 ou 25 milhões de reais entre peito/costas e mangas; o valor de 28, incluindo o calção, é excelente sob qualquer aspecto).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Essa é mais uma resposta do mercado ao clube de maior torcida no Brasil, que durante anos permaneceu amarrado ao patrocínio da Petrobras, vivendo conflitos em toda renovação anual, tanto por valores como pela necessidade de obter as CNDs para poder receber os pagamentos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O clube terminou 2008 brigando, quase literalmente, com a Petrobras, por um patrocínio que de previstos 16 milhões de reais, cairia para 14 milhões, por conta da crise financeira, que hoje já virou passado e, se bobear, dará lugar a uma outra (já tem gente boa acreditando que poderemos ter “a mãe de todas as bolhas”).</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">A Hypermarcas é uma empresa que controla outras companhias. Seus negócios cobrem produtos os mais diversos, como a linha Bozzano, masculina, e os cosméticos Monange, produtos de limpeza e medicamentos – há poucos dias a empresa adquiriu o laboratório Neo Química, patrocinador da equipe do Goiás – e consolidou-se como terceiro maior grupo do setor farmacêutico no Brasil. Não foi divulgado, pelo menos até esse momento, mas o mais provável é que a empresa use mais de uma marca no uniforme rubronegro. Caberá ao clube, a partir de janeiro, negociar cuidadosamente com o patrocinador para não permitir uma profusão de marcas da mesma forma que o Corinthians permitiu em seu uniforme durante 2009.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Por sinal, a Batavo estava na disputa pelo patrocínio (como este blog antecipou), mas a opção da nova direção ficou pela Hypermarcas. Se optasse pela empresa de laticínios, seria possível, teoricamente, o clube até conseguir um valor um pouco maior, envolvendo outros patrocinadores. Sem o Flamengo, a Batavo poderá repensar o patrocínio do Corinthians em 2010, apesar do valor pedido pelo clube.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Esse acordo Hypermarcas/Flamengo consolida a sinalização do mercado para os valores que vêm sendo discutidos e este Olhar Crônico Esportivo comentou recentemente, e vai repercutir não só no patrocínio do Corinthians, como também do São Paulo, em fase de negociação.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">E Patrícia Amorim começará sua gestão com uma notícia de alto impacto e alto valor. Com a corda toda.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Atirando no próprio pé</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 16:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Calendário/Organização]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Pontos Corridos]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
O ex-presidente rubronegro Marcio Braga, já foi elogiado e já foi criticado aqui neste Olhar Crônico Esportivo. Mais criticado que elogiado, verdade seja dita. Seria agora o momento de um elogio com ressalvas, várias ressalvas, por conta da conquista do BR, mas, e não por mim, mas unicamente por ele, vai mesmo é uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">O ex-presidente rubronegro Marcio Braga, já foi elogiado e já foi criticado aqui neste Olhar Crônico Esportivo. Mais criticado que elogiado, verdade seja dita. Seria agora o momento de um elogio com ressalvas, várias ressalvas, por conta da conquista do BR, mas, e não por mim, mas unicamente por ele, vai mesmo é uma crítica.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span>(Aos críticos de plantão: as ressalvas a que me refiro são à gestão Braga e Braga/Leite, e não ao título conquistado.)<span style="color: #000000;"><br />
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<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Recentemente, o clube fez uma demonstração de suas contas no período 2003 a 2008, que, basicamente, coincide com a gestão Braga. Houve, inegavelmente, uma evolução significativa nesse período, em que o ponto alto foi o pagamente de 75 milhões de reais em dívidas.  O que não impediu que o valor consolidado nesse final de 2009 tenha atingido o total de 333 milhões de reais. Dívidas que, como diz o ex-presidente, foram contraídas em outras gestões.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ao lado desse valor, temos alguns outros bastante interessantes, como, por exemplo, o crescimento das receitas de 53 milhões em 2003 e em 2004 para 118 milhões em 2008. O valor recebido pelos direitos de TV passou de 15,9 milhões nos anos de 2003 e 2004, para 43,6 milhões de reais em 2009. A receita de bilheteria, em sua maior parte do Campeonato Brasileiro, foi de 20,9 milhões em 2007 e de 21,1 em 2008. Em 2003 foi de 6,3 milhões e a soma de 2000, 2001 e 2002 atingiu 9,4 milhões de reais. Nesse Brasileiro recém-terminado, o Flamengo teve uma receita bruta de bilheteria no valor de 14,6 milhões de reais. Entre 2004 e 2008 o clube pagou 63 milhões de débitos cíveis e trabalhistas – estes, a maior parte do valor.</span></p>
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<p><span style="color: #000000;">Dados esses números, reparem que eles coincidem, como já falei, com a gestão Braga e essa coincide, ora vejam, com a introdução dos pontos corridos no campeonato.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mera coincidência ou haverá alguma ligação entre esses números, esse desempenho de uma gestão, e as necessidades que o novo sistema de disputa passou a exigir dos clubes? Eis uma questão interessante.</span></p>
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<p><span style="color: #000000;">Ontem, no calor da comemoração, Marcio Braga manifestou-se contra a fórmula dos pontos corridos e pregou a conveniência financeira de playoffs entre os ponteiros da competição.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Playoff é uma beleza, playoff é bárbaro, playoff é tudo de bom.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Quando o time da gente está dentro.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">E quando o time da gente está fora?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Nesse momento de festa e comemoração de título é fácil para um dirigente falar contra os pontos corridos. Os cofres vão bem, obrigado. Mas de 20 clubes, 16 ficariam à margem da festa financeira. Ou 12, com outros 4 só sentindo o gostinho e já caindo fora.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Como fechar um patrocínio de doze meses com a perspectiva de ficar um mês ou pouco mais às moscas?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O dirigente que defende a volta ao mata-mata está atirando no próprio pé.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Essas e outras perguntas são chatas de serem respondidas no meio da festa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Então, volto a perguntar:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">E quando o time da gente está fora?</span></p>
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