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Reféns da Televisão

ter, 02/02/10
por minwer.daqawiya |
categoria 3 Mosqueteiras
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nova_cartola_jbrito

Que tal ver um futebol no sol das onze horas da manhã de um fim de semana, quando muitos querem estender o sono ou preparar o churrasco da semana? Ou, ainda, às cinco horas da tarde, horário comercial e comum de estar concentrado no trabalho? Nesta quarta-feira, às 17h, teremos duas partidas: Grêmio x São Luiz, no Olímpico, e Porto Alegre x Santa Cruz, no Lami.

Por isso, nesta edição do Gauchão, torcedores têm questionado o que motiva a realização de jogos nestes horários peculiares. Concluí que não poderíamos ficar com essa dúvida nem fazendo suposições até o fim do campeonato. Liguei para a Federação Gaúcha de Futebol e, como seguidamente tem acontecido, ninguém atendeu. Contatei então o gerente de marketing da FGF, Diogo Rimoli. Nem que eu cansasse o Novelletto, alguém teria que nos responder.

Rimoli explicou e considero importante repassar essas informações para os leitores/torcedores. Segundo o assessor, é o mesmo que acontece no Brasileirão: os horários de partidas que serão transmitidos pela emissora detentora dos direitos de transmissão da competição NÃO PODEM SER ALTERANDOS nem pelo clube nem pela FGF.

Caso o jogo não tenha cobertura da televisão, os clubes podem solicitar a mudança de horário com 72 horas de antecedência – o que não é o caso do Grêmio e, dificilmente, vai ser. A partida do clube de Assis contra o Santa Cruz é uma exceção, pois o Estádio Parque Lami, onde o Porto Alegre está mandando seus jogos, não tem a iluminação suficiente para realizar jogos à noite.

Perguntado se isso prejudica os clubes e a Federação, Rimoli admite que “é complicado”. “É uma experiência que a televisão está fazendo”, conclui. O ruim deste imbróglio é constatar que somos reféns das experiências e decisões da televisão (e da confusa ligação entre Rede Globo, CBF e Clube dos 13). Mas essa é uma discussão longa. Portanto, quando não der para ir ao Estádio no crepúsculo da tarde, vamos ao Jutin.tv. Mas cuidado com o chefe.

Juliana de Brito, gremista revoltada com o monopólio na comunicação

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