E agora? 36a Rodada (Faltam 2)
Faltando 2 rodadas para o final do brasileirão, já poderíamos ter garantido a permanência, na primeira divisão, caso tivéssemos vencido o Figueirense, em Florianópolis – quando empatamos o jogo em 3 x 3 e ficamos com um homem a mais. Todavia, a derrota deixa o timbu com a obrigação de vencer pelo menos mais uma vez, podendo garantir a manutenção na primeira divisão, com 43 pontos – a depender de uma combinação de resultados perfeitamente possíveis e prováveis.
Com aproveitamento de 37,03% (40 pontos em 36 jogos), o Náutico poderá se manter com uma vitória sobre o Atlético-PR (ou, em último caso, sobre o Santos).
Vencendo o Atlético-PR (não se pode pensar em outro resultado) chegaremos aos 43 pontos e dificilmente seremos rebaixados.
Palpite: Quem será rebaixado?
Ipatinga – Com 34 pontos e um péssimo aproveitamento em casa e fora, praticamente já garantido na segunda divisão. Principalmente porque enfrenta o Palmeiras,
Portuguesa – Com 37 pontos, a Lusa só ganhar mais um jogo - em casa, contra o Sport - e somar 40 pontos. Mesmo se vencer os 2 jogos, só chega a 43. E para piorar, o vice-campeão brasileiro de 96 tem o último jogo contra o Cruzeiro, no Mineirão. O Cruzeiro tem aproveitamento de 66,66% em casa e deve ganhar da Portuguesa, que com 40 pontos, não se mantém na primeira divisão. E com 43 e um péssimo saldo de gols (-19) está com um pé na segunda divisão.
Figueirense Com 38 pontos, só pode chegar a 44 (que seguramente o livra do rebaixamento). Tem o Botafogo, no Rio. É jogo chave. Mas não pode sequer empatar, pois assim, só chegaria a 42 pontos – o que o leva para a segundona. Assim, só vencendo o Botafogo, para continuar sonhando com a primeira divisão. O Figueira aposta na desmotivação do clube carioca e nos desfalques do Inter (seu último jogo – em Floripa), por conta da final sulamenricana, para vencer os 2 jogos que precisa. Mas o grande problema é que só escapa com as duas vitórias.
Vasco – Tem 37 pontos e pega o São Paulo, logo de cara. Jogo da vida do Vasco. Se perder, só chega a 43 pontos (que ainda podem livrar da segundona – dependendo de uma combinação de resultados). A derrota também significa uma pressão psicológica, quase insuportável para o time carioca, na reta final. Um empate contra o São Paulo é menos traumático, mas também não resolve. Terá que vencer 2 dos 3 jogos e ainda, empatar o terceiro, para não ser rebaixado. Ou seja, vencer o Coritiba no Paraná e o Vitória, no Rio, empatando com o São Paulo. Só assim escapa.
Náutico – Com 40 pontos precisa vencer o Atlético-PR de qualquer jeito, no caldeirão dos Aflitos, para somar 43 (pontuação que pode fazer com que escape – dependendo de resultados). Se não quiser ficar na torcida, basta vencer o Atlético-PR e empatar
Atlético-PR – Com 42 pontos, só precisa de uma vitória (ou dois empates) nos 2 jogos que terá pela frente, para se manter na primeira divisão. O problema é que 1 das 2 partidas será longe da Arena (no caldeirão dos Aflitos), onde o desempenho do furacão não é dos melhores. Aliás, é muito ruim. Perdeu 13 vezes (Inter, Atlético-MG, Goiás, Santos, Cruzeiro, Sport, Vitória, Flamengo, Palmeiras, Portuguesa, Grêmio e Fluminense), empatou 3 (Botafogo, Coritiba e Vasco) e venceu apenas 2 ocasiões (Ipatinga e Figueirense), com um mirrado 16,66% de aproveitamento. Pega um Náutico no jogo da sua vida, em Recife (no caldeirão), para, decidir sua permanência na Arena, contra o Flamengo. Mas basta 1 vitória, que tudo vira festa para os curitibanos.
Santos – Com 43 pontos parecia que o Santos estava tranqüilo. Ledo engano. Não está. O peixe tem que empatar pelo menos 1 dos 2 jogos que ainda lhe restam. Joga contra o Atlético-MG, no Mineirão. Jogo fora de casa, onde perdeu 11 vezes (Flamengo, Cruzeiro, Vitória, Atlético-PR, Figueirense, Palmeiras, Náutico, Goiás, Grêmio, Vasco e Coritiba), empatou 5 (Fluminense, Portuguesa, Ipatinga, São Paulo e Sport) e só venceu 2 jogos (Internacional e Botafogo), num aproveitamento de apenas 20,37% (o mesmo aproveitamento do Náutico). E, em casa, o Santos também não é nenhum bicho-papão. Só venceu 9 confrontos, dos 18 jogos. Metade dos jogos. Empatou 5 vezes (São Paulo, Grêmio, Botafogo, Flamengo e Portuguesa) e perdeu 4 (para Goiás, Coritiba, Atlético-MG e Palmeiras). Aproveitamento de 59,25% na Vila. Mas se conseguir um ponto, em casa, contra o Náutico, terá se mantido na primeira divisão.
Palpite: Quem vai para a Sulamericana?
A primeira pergunta é: Quantas vagas serão para a Sulamericana? Na verdade são 8 vagas. Nem mais, nem menos. Do quinto ao décimo segundo colocado.
Ocorre que o Sport – que está nesta zona de classificação, já tem vaga na Libertadores, abrindo uma vaga para o 13º colocado. E, se o Inter for para a Libertadores, como campeão da sulamericana de 2008, então, também entra o 14º colocado.
Assim:
Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras brigam por duas vagas na Libertadores. Quem não conseguir a vaga estará automaticamente classificado para a Sulamericana, como 5º colocado no brasileirão.
Garantidos na competição estão: Goiás, Internacional (desde que não vá para a Libertadores – com o título da Sulamericana), Coritiba, Botafogo e Atlético-MG.
A briga por 2 vagas (ou 3) fica entre Vitória (que tem 45 pontos e pode ser ultrapassado por Santos, Atlético-PR, Fluminense, Náutico e Vasco – mas só na matemática, pois deve se garantir na 7ª vaga).
Assim, a última vaga será disputadíssima entre Santos (com 43 pontos), Atlético-PR (41), Fluminense (40) e Náutico (40). Com todas as vantagens para a equipe santista, que, apesar de jogar duas vezes longe da vila, só precisa de 3 pontos, para carimbar o passaporte.
Aos outros, fica a chance de se abrir mais uma vaga, e a briga é dura, entre Atlético-PR, Flu e Náutico.
Palpite: Quem vai para Libertadores?
São Paulo – Praticamente garantido na competição sulamericana. Só perde a vaga se só conseguir um ponto nos 3 jogos que lhe restam (Vasco, Fluminense e Goiás), o Grêmio vencer 1 jogo (Vitória, Ipatinga ou Atlético-MG) e o Flamengo, o Cruzeiro e Palmeiras vencerem os 3 jogos que têm.
É muita coisa, para que o tricolor paulista esteja fora da Libertadores de 2009. É palpite certo.
Grêmio – Só precisa de uma vitória, nos 3 jogos (Vitória, Ipatinga e Atlético-MG) para carimbar a vaga. Também é palpite certo.
Cruzeiro – Com 61 pontos, matematicamente ainda tem chance de ser campeão. Mas a prática é diferente. E a briga mesmo é pela vaga na libertadores. E seu adversário mais direto é o Palmeiras, com quem luta cabeça a cabeça. Pega o Flamengo (numa briga direta pela vaga) no Mineirão, o Inter,
Palmeiras – Também tem 61 pontos, como o Cruzeiro. Mas leva desvantagem nesta luta, por contar com uma vitória a menos que os mineiros. Enfrenta o Ipatinga, para afastar qualquer crise, o Vitória, em Salvador e termina contra o Botafogo. Pode perder a vaga, para o Cruzeiro nas vitórias ou para o Flamengo, no saldo de gols.
Sport – Já garantido na Libertadores, por ter vencido a Copa do Brasil.
Internacional – Se for campeão da Sulamericana, pode ganhar de presente, no ano do seu centenário, a chance de disputar a Libertadores.
Palpite: Quem será o campeão?
São Paulo – Tem tudo para conquistar o tricampeonato seguido (hexa no geral – 1977, 1981, 1986, 2006, 2007 e 2008, se ganhar). Pega o Vasco, no Rio, o Fluminense, no Morumbi e termina contra o Goiás, em Goiana.
Com 68 pontos, pode chegar a 77 e, se fizer 100% dos pontos que restam, não tem para ninguém.
Contra o Vasco,
Aliado ao baixo aproveitamento do Vasco, em casa, o São Paulo, por sua vez, venceu fora de casa, a Portuguesa, o Botafogo, o Ipatinga, o Vitória e o Flamengo (5 jogos), empatando contra o Palmeiras, Sport, Atlético-MG, Coritiba, Atlético-PR, Figueirense, Inter, Cruzeiro, Santos (9 partidas) e perdendo, tão somente, em 3 ocasiões (Grêmio, Fluminense e Náutico). Aproveitamento de 47,05% longe do Morumbi.
Por sinal, a derrota para o tricolor gaúcho, foi a última fora de casa e no campeonato, do tricolor paulista, num distante 17/08/08. Há, exatos 16 jogos.
Portanto, a tendência é de vitória do São Paulo, ou, pelo menos, um empate.
Pegando o Fluminense, no jogo seguinte, num Morumbi lotado, também tem uma tendência para a vitória do tricolor paulista em cima do tricolor carioca. Até porque, em casa, o aproveitamento do São Paulo é de 83,33% (com 14 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota – para o Grêmio, na estréia), enquanto o Fluminense tem apenas 27,45% (3 vitórias, 5 empates e 9 derrotas).
Há, portanto, uma tendência que o São Paulo vença o Fluminense, no Morumbi.
Por fim, contra o Goiás, no Serra Dourada (que tem um aproveitamento de 70,58%, com 11 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, em casa), o tricolor pode sagrar-se campeão com mais uma vitória ou mesmo um empate ou derrota – dependendo dos resultados de Grêmio e Flamengo. Mas, sem dúvida, deverá ser o jogo mais difícil.
Sem dúvida alguma, o São Paulo (até pela experiência que tem) é o grande favorito, nesta reta de chegada. Deve somar
Grêmio – Com 66 pontos e apenas 2 do São Paulo, fica secando o adversário e torcendo por um tropeço do tricolor paulista. Só assim, o tricolor gaúcho pode sonhar com o terceiro título nacional (os outros dois foram em 1981 e 1990). Pega o Vitória e o Ipatinga, fora de casa e termina o campeonato, no Olímpico, contra o Atlético-MG.
O primeiro jogo, embora seja contra o Vitória, em Salvador, tem uma motivação extra-campo, para o time baiano. Vagner Mancini (que treinou o Grêmio este ano) quer esta vitória a qualquer custo, para provar que sua dispensa invicta do tricolor gaúcho foi injusta. Além de poder voltar a vencer, em Salvador.
Será um jogo chave para o Grêmio. Se vencer, tem condições de ser campeão – sempre torcendo por um tropeço do São Paulo. Se empatar ou perder, poderá ver o sonho do tricampeonato se diluir.
Fora de casa, o Grêmio venceu 6 jogos: o São Paulo, o Goiás, o Figueirense, o Coritiba, o Atlético-MG e o Palmeiras. Empatou 5: Santos, Sport, Náutico, Fluminense, Atlético-PR e perdeu 6 vezes (Vasco, Botafogo, Flamengo, Internacional, Portuguesa e Cruzeiro), num aproveitamento de 45,09% (próximo ao índice do São Paulo). Isto o credencia para vitórias contra o Vitória e Ipatinga, longe de Porto Alegre.
Já o time baiano, no Barradão, perdeu 3 jogos, empatou 4 e venceu 10 vezes, num aproveitamento de 66,66%. Será, sem dúvida alguma, o jogo mais difícil do Grêmio, no caminho do tricampeonato. Se vencer, dará um grande passo (e continua secando o São Paulo).
O segundo desafio gremista é o Ipatinga, no vale do aço. Com a equipe mineira praticamente rebaixada (ou matematicamente – se não vencer o Palmeiras,
Por fim, o último jogo, no Olímpico, contra o Atlético-MG. Se ainda estiver disputando o título, certamente irá vencer o Galo,
O jogo chave do Grêmio é o Vitória,
O pé frio de Ping Uim
Tem um amigo meu que se chama Ping Uim. Brasileiríssimo. Mas, descendente de chinês. Ping é conhecido pelo seu pé frio.
Deus te ouça Ping. Que ouça as tuas súplicas e tenha piedade de você e te livre dessa maldição.
Mas, por cautela, fique bem longe dos Aflitos, na próxima rodada….
Ficou tudo para última rodada
Nada é fácil para o Náutico. Nunca foi.
O Figueirense vinha com a pior campanha do returno. Não vencia em casa, desde agosto. De repente, ás vésperas do jogo com o timbu, troca o técnico. Ganha motivação e dá a alma
Para piorar, uma chuva intermitente ao longo de todo o dia, estraga o gramado do Orlando Scarpelli, prejudicando o bom desempenho da defesa alvirrubra – que foi o ponto forte, contra o Internacional, Coritiba (e até Cruzeiro).
Sem contar com Derley e o lateral Anderson Santana, Roberto Fernandes optou por 4 zagueiros (Vagner, Titi, Adriano e Everaldo) e 2 volantes (Hamilton e Ticão), liberando Ruy pelo meio e pela direita e Willian enconstando em Gilmar e Felipe.
O gol de Felipe, logo no começo do jogo parecia ser o sinal de uma noite inesquecível para o torcedor timbu. Era tudo que o time alvirrubro precisava. Bastava jogar como vinha jogando. Com segurança na defesa e uma postura sem erros.
Mas, o que mais se fez, na noite de quinta-feira foi errar. Batemos cabeça. E não demorou para o Figueirense empatar (numa saída errada do goleiro Eduardo). E virar o jogo, quando Rafael Coelho passou por Titi e Adriano, de uma só vez e cruzou para Cleiton Xavier, livre, tocar no outro lado de Eduardo.
Menos mal que, numa cobrança de falta, Felipe levantou na área catarinense e Vagner escorou de cabeça, empatando o jogo. Tudo isto com 15 minutos de bola rolando.
A partir daí, o Náutico se encontrou e equilibrou o jogo. O Figueira jogava com a alma na ponta da chuteira. Precisando vencer para escapar da degola. Com técnico novo. Novo ânimo. Novas esperanças. E o time deu tudo para ganhar a partida. Mas, era mais na base da vontade (que era muita) do que na técnica e tática.
Com Rafael Coelho em noite inspirada e com qualidade de Tadeu, Cleiton Xavier e até Rodrigo Fabri, o Figueira “comeu a grama” castigada do gramado do Orlando Scarpelli.
E, quando parecia que o primeiro tempo seria igual, o Figueirense chegou ao terceiro gol, numa cobrança de falta (desnecessária, cometida por Titi) – num mini escanteio. Bola alçada na pequena área e a marcação, mais uma vez vacilou. O fim do primeiro tempo, com 3 x 2 para os donos da casa era o prenúncio que a noite seria dolorosa para o torcedor pernambucano.
Essa derrota parcial, forçou Roberto Fernandes mexer na equipe. E ele tirou Everaldo para entrada de Valdeir, no retorno ao segundo tempo, povoando o meio de campo e avançando Willian (que não estava inspirado).
Mas, o Figueirense melhorou taticamente e não dava espaços ao Náutico. E foi preciso outra substituição. Geraldo, no lugar de Ticão. Só então, as jogadas começaram a aparecer. E só assim, o Náutico conseguiu mais uma vez, empatar.
Geraldo deixou Felipe de cara com o gol e o artilheiro alvirrubro tocou para as redes. 3 x 3. Parecia o resultado definitivo. Ou não. Afinal, Rodrigo Fabri que acabara de entrar, no lugar de Gomes foi expulso logo
Até porque, Pintado tirou Cleiton Xavier e Rafael Coelho (dois dos melhores jogadores do Figueira). E Rodrigo Fabri tinha sido expulso. Como o Figueira poderia ter forças para vencer sem o talento desses jogadores e com um homem a menos? O empate já era um bom resultado para o Náutico!
O jogo, apesar de corrido não tinha lances de grandes defesas dos goleiros. Nenhum dos dois aparecia como protagonista da partida, salvando suas metas. Justamente os dois que mais defesas difíceis fizeram ao longo de todo o campeonato.
Com 3 x 3 no placar, e com um amais, ao Náutico só restava cadenciar a partida e partir, na boa, em contra ataques (quase mortais), aproveitando-se do desespero que, certamente, iria tomar conta do Figueira.
Mas, no primeiro lance, em mais uma desatenção no setor defensivo, o atacante alvinegro cabeceou sozinho, na área timbu. A bola bateu na trave e, caprichosamente, na nuca do goleiro Eduardo, morrendo nas redes timbu. 4 x 3.
Num jogo tão aberto e cheio de alternativas, o torcedor alvirrubro não perdeu as esperanças.Entretanto, com a saída de Gilmar, para a entrada de Reinaldo, poucos minutos antes do quarto gol do Figueirense, só ficamos com Felipe, no ataque (embora Willian tivesse sido adiantado na formação tática).
E o Náutico não conseguia criar boas jogadas contra a defesa (a esta altura fechada) dos donos da casa. Já o Figueirense, buscava os contra ataques, de forma perigosíssima. E chegou mais perto do quinto gol, que o Náutico, do quarto – com Eduardo fazendo uma ótima defesa num lance e noutro, a bola beijando o poste alvirrubro.
A derrota inesperada caiu como um raio na cabeça dos torcedores do Náutico. A manutenção na serie A só será confirmada na última rodada, contra o Santos. Embora, necessariamente, não haja a obrigação de pontuar
Vencendo o Atlético-PR, nos Aflitos, o Náutico chega a 43 pontos. E pode se manter na primeira divisão com eles.
Para isto, tem que torcer para:
1) Vasco perder 4 pontos, nos 9 que disputa. Perder para o São Paulo e no máximo só vencer um jogo: ou o Coritiba (no Paraná) ou o Vitória (no Rio), pois só chegaria a 41 pontos com uma vitória e um empate;
2) Ipatinga perder 2 pontos, nos 9 que disputa. Ou seja, não vencer os 3 jogos que tem (ou seja, ao menos empatar pelo menos 1 jogo contra Palmeiras e Flu, fora e Grêmio, em casa), para chegar, no máximo a 41 pontos;
3) Portuguesa perder 3 pontos, nos 9 que disputa. Perder um dos 3 jogos (Goiás e Sport, em casa ou Cruzeiro, fora), para chegar, no máximo a 42 pontos;
4) Figueirense perder 2 pontos nos 6 que disputa. Não vença os dois jogos que ainda tem (Botafogo, no Rio e Inter, em casa), pois só chegaria a 42 pontos.
Com 43 pontos, também se mantém, desde que:
1) O Fluminense perca 6 ou 8 pontos, nos 9 que disputará. Podem ser 3 empates. Mas uma única vitória do tricolor carioca obrigaria o Náutico vencer ou empatar contra o Santos, para chegar na frente do Flu.
2) O Atlético-PR perca para o Náutico e para o Botafogo ou Flamengo e não consiga vencer nenhum dos dois, só podendo somar mais 1 pontos contra os cariocas.
Estas combinações são menos prováveis. É mais fácil que o Ipatinga e o Figueirense percam 2 pontos, a Portuguesa 3 e o Vasco 4.
Ficou mais difícil, sem dúvida. Mas é sempre assim com o Náutico.
Decisão em Floripa
Ah, Floripa! Estive na bela capital catarinense, por algumas vezes. E sempre que lá estive, adorei a cidade. Uma das vezes, fui com a família e conhecemos todas as praias que pudemos conhecer. Cada uma mais bonita que a outra. Geralmente ficava na ilha. Mas, uma vez, fiquei no continente. No bairro do estreito. Justamente onde fica o Orlando Scarpelli – onde o timbu jogará contra o Figueirense, na próxima quinta-feira.
Do quarto do hotel, podia ver os refletores do estádio. Mas só fui mesmo, no outro estádio (da ressacada), na ilha – próximo do aeroporto. Para ver um jogo do timbu. Morava em Curitiba, na época. Logo cheguei em Floripa e fui com a delegação para o jogo Avaí x Náutico. No estádio, Guga assistia o jogo, no camarote ao lado. O Avaí fez 1 x 0 e o Náutico empatou no finalzinho. O resultado, claro, foi festejado.
Naquela ocasião (2003) reencontrei com um velho conhecido – o roupeiro Araponga. E conheci personagens que ainda estão no alvirrubro, como o preparador de goleiros, Batista, o gerente de futebol, Vulpian Novais e o ídolo Kuki.
Os 4 estarão, novamente, na cativante Floripa. Cidade belíssima. De gente simpática e bonita. Eu estarei torcendo por eles,
O Náutico vem de um resultado espetacular, contra o Cruzeiro. Vem de uma invencibilidade de 6 jogos. Mas, ainda precisa de 3 ou 4 pontos nos próximos 3 jogos (Figueira, Atlético-PR e Santos) para escapar definitivamente da degola.
O adversário, de forma inacreditável, vem mal. Depois de ter surpreendido o Náutico, no Recife, ao vencer o timbu por 2 x 1, não conseguiu ser regular na competição. Começou com um belo empate, no Canidé (5 x 5 contra a Portuguesa).
Mas teve altos e baixos, o tempo todo, ao logo do torneio.
Venceu 5 vezes em casa: Coritiba, Sport, Vasco, Santos, Portuguesa e 3 vezes fora: Ipatinga, Náutico e Vasco.
Perdeu 9 vezes fora de casa, para o Vitória (0 x 4) Flamengo (0 x 5), Cruzeiro (0 x 3), Fluminense (0 x 1), Coritiba (0 x 3) Goiás (0 x 2), Sport (0 x 5), Santos (0 x 3) e São Paulo (1 x 3), e o que é pior, em casa soma 7 derrotas: para o Grêmio (1 x 7), Botafogo (1x 2), Vitória (1 x 2), Flamengo (2 x 3), Cruzeiro (3 x 4), Fluminense (0 x 1) e Atlético-PR (0 x 2).
Empatou em casa, outros 5 jogos: contra o Goiás, Atlético-MG, São Paulo, Palmeiras, Ipatinga, e fora, outros 5: Palmeiras, Atlético-PR, Internacional, Atlético-MG e Grêmio.
Ou seja, o Figueira, no Orlando Scarpelli, o aproveitamento do Figueira foi (até o momento) de 39,21%, nas 17 partidas (5 vitórias, 5 empates e 7 derrotas). Há 3 meses (8 jogos) sem vencer em casa (a última foi contra a Portuguesa, no dia 16/08) o Figueirense mudou de técnico, pelo menos 4 vezes. Gallo, Paulo Cesar Gusmão, Mário Sérgio e, agora, Pintado (que perdeu 6 dos 7 jogos que fez no comando técnico do Náutico, nesta mesma competição).
Por sinal, foi com Pintado que o Figueirense venceu o Náutico. Mas ele estava do outro lado. No banco do alvirrubro. E escalou o timbu com Eduardo, Maurinho, Negretti, Vagner, Everaldo,Ticão, Alceu, Ruy Willian, Gilmar e Wellington. Já o Figueira, com Mário Sérgio foi de Wilson, André Luiz, Asprilla, Bruno Aguiar, William Matheus, Leandro Carvalho, Cleiton Xavier, Tadeu, Rodrigo Fabri, Rafael Coelho e Jackson.
O time catarinense precisa vencer todos os 3 jogos que tem pela frente, pois, só assim, escapa do rebaixamento. Não será fácil. Joga contra o Náutico e Inter (em casa) e Botafogo (no Rio). Com 35 pontos, só chega aos 44. É o resultado da pior campanha do returno, dentre os 20 clubes.
Já o timbu, precisa vencer o Figueira, para jogar mais tranqüilo, em Recife contra o Atlético-PR. Será o 50º jogo do técnico Roberto Fernandes, no comando alvirrubro.
Será um jogaço. Uma verdadeira decisão.
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