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Eu acredito na solidariedade

Qua, 26/11/08
por milton neto |
categoria Sem Categoria

calamidade.jpgSanta Catarina sofre neste momento com uma de suas piores catástrofes naturais de todos os tempos. As chuvas intensas que castigaram o Estado nos últimos dias provocaram tragédias em diversos municípios provocando até o momento 79 mortes e aproximadamente 54 mil desabrigados de acordo com as últimas estatísticas.

O momento é de união, independente de religião, classe social, raça ou mesmo paixão futebolística. As pessoas atingidas pelos estragos causados em decorrência das fortes chuvas assolam o Estado carecem de nossa ajuda, e é neste momento que devemos acreditar na solidariedade entre os brasileiros. Somos todos os irmãos, e como uma grande família, devemos nos ajudar.

A Defesa Civil de Santa Catarina abriu duas contas bancárias para receber doações em dinheiro para ajudar as vítimas. É o único modo de quem está distante de ajudar. Quem for ajudar pode dor dinheiro, fazer doação de roupa, comida, colchão, cobertores e etc.

*Autor do texto: Diego do Figueirense - de Santa Catarina - Região castigada.

—-

A Defesa Civil de Santa Catarina abriu duas contas bancárias para receber doações em dinheiro para ajudar as vítimas. Os interessados podem depositar qualquer quantia nas contas:

Banco do Brasil
Agência 3582-3
Conta corrente 80.000-7

Besc
Agência 068-0
Conta Corrente 80.000-0.

Segue a lista dos locais de arrecadações:

Em Florianópolis:

Assembléia Legislativa de Santa Catarina
Centro Cívico - Centro

Procon Municipal de Florianópolis
Rua Deodoro, 209 - Centro

Portal Turístico de Florianópolis
Cabeceira continental das ponte Pedro Ivo Campos

Hall da Reitoria da UFSC
Campus Universitário da UFSC - Trindade

Centro de Cultura e Eventos da UFSC
Campus Universitário da UFSC - Trindade

Escola Básica Municipal Osmar Cunha
Travessa Virgílio Várzea - Canasvieiras

Centro Comunitário do Rio Tavares
SC-406, próximo ao Trevo do Campeche - Rio Tavares

Paraná:

As doações pessoais podem ser feitas nos quartéis do Corpo de Bombeiros e para as doações de grande porte deve-se entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199.

* Fonte: Globo
* Foto: Gilmar de Souza/Jornal de SC/Ag. RBS

Confiamos em Deus, e acreditamos neste grupo! Avante, Náutico!

Ter, 25/11/08
por milton neto |

nauticoconfianca2.JPG

Motivos para brigarmos pela Sul-americana

Qui, 13/11/08
por milton neto |

atgaaacb6wa2_-lfew-cuqfiaxrtacwdwsynbpcuo420otjhdqgm3wxtscbsylgv2ky1hsyj2fcsx1u6xvgyurwlleavajtu9vc25boqmlcv3e56gouajuy8om4h7a.jpgMuito se fala de fuga do rebaixamento. Mas, olhando a tabela, estamos distantes 3 pontos de uma sul-americana. E é possível sim. Basta vencer pelo menos 2 jogos e empatar os outros 2 (ou vencer 3), dos 4 que ainda restam. E motivos para otimismo não faltam.  1)     Porque, acertamos com a manutenção de jogadores de qualidade, da equipe de 2007, como Eduardo, Vagner, Geraldo (apesar da contusão) e Felipe e do treinador Roberto Fernandes. 2)       Porque acertamos nas contratações de Ruy, Willian, Adriano, Ticão, Gilmar, Derley, Titi, André Sangalli e até o retorno de Kuki – que além de ídolo, tem sido fundamental para o grupo. 3)       Porque tivemos vitórias importantes como as contra o São Paulo e Santos (nos Aflitos) e Fluminense e Vasco (no Rio - ambas com Roberto Fernandes) – além das vitórias contra o Goiás, Botafogo, Atlético-MG, Ipatinga e Vitória, no Recife. 4)       Porque empates fora de casa, contra o Internacional (o melhor empate até aqui), Sport e Botafogo podem ser comemorados.  Assim como contra o Coritiba. 5)       Porque também se pode comemorar o empate contra o Palmeiras, nos Aflitos. E até contra o Grêmio – que só ficou com um gosto amargo, porque os gaúchos empataram nos acréscimos. 6)       Porque vimos o gol de bicicleta de Wellington, contra o Vasco, numa chuva torrencial, no Arruda. 7)       Porque vimos o golaço de Felipe, contra a Portuguesa.  8)        Porque presenciamos as boas exibições de Felipe, na reta final do campeonato.  9)       Por causa das excelentes intervenções de Eduardo – especialmente contra o Internacional, em Porto Alegre. Inclusive com uma ida providencial, para o ataque, no último lance da partida. 10)   Por causa da boas atuações de Ruy – que o colocam na liderança de uma disputa como melhor da posição, num prêmio que Acosta conquistou em 2007. 11)   Porque tivemos a boa surpresa do zagueiro Adriano. Dispensado por Pintado, voltou com Roberto Fernandes e ganhou a confiança da torcida. 12)   Porque tivemos mais boas surpresas, também vindo do sul. Além de Wellington (que já foi para Rússia), Derley e Titi (todos do Internacional) são boas aquisições. 13)   Porque pudemos ver, ao vivo, a torcedora de Viviane Araújo, que embelezou os Aflitos, prestigiando o seu amado Radamés e se apaixonando pelo Náutico. 14)   Porque tivemos uma boa presença da torcida alvirrubra – que sempre lota o caldeirão, com 80 a 90% da capacidade dos Aflitos. 15)   Porque tivemos Vitórias jurídicas dos advogados Berillo Albuquerque (nos casos de Acosta e Elicarlos) e Ivan Rocha (com a absolvição do próprio Aflitos, no caso do Botafogo e de jogadores importantes em casos de expulsões). 16)   Por causa da Inauguração da loja “Timbushop”, na sede alvirrubra, trazendo produtos de qualidade, oficiais e com royattles para o Náutico. 17)   Porque os Salários e prêmios  estão em dia (dentro de uma normalidade que se tem na realidade do futebol nacional) – que em momento algum foram problemas para desempenho do timbu, na competição. 18)   Por causa da conquista de uma cota maior (mesmo que ainda pequena), na divisão do Clube dos 13, pelo direito de imagens, na TV. 19)   Porque estamos há cinco jogos seguidos sem perder. E destes, 3 foram longe dos Aflitos (Sport, Internacional e Coritiba) e há 180 minutos que Eduardo não sofre gol. 20)   Porque teremos confrontos diretos, contra o Figueirense e Atlético-PR (este último, nos Aflitos).  21)   Porque a torcida alvirrubra poderá empurrar o time para duas vitórias fantásticas, contra o Cruzeiro (o melhor time do campeonato) e Atlético-PR. Podemos e vamos ganhar!! 22)   Porque o Figueirense (que tem a pior campanha do returno) não é imbatível no Orlando Scapelli (perdeu para o Atlético-PR, Fluminense, Grêmio, por 7 x 1, entre outros, para citar alguns). E se perder para o São Paulo (no Morumbi), praticamente joga sem chance alguma, contra o Náutico.  23)   Porque a partida contra o Santos, na Vila, pode ser uma decisão de uma vaga para a Sul-americana. E ano passado, vencemos o Santos (de Luxemburgo) na mesma Vila Belmiro. 24)   Porque temos uma grande torcida. 25)   Porque temos um diretoria atuante. 26)   Porque temos um grande técnico, com uma competente comissão técnica. 27)   Porque temos um time de guerreiros, que irão dar sangue nos jogos que nos restam, neste final de campeonato.  28)   Simplesmente, porque somos uma famíliae não meros torcedores. Família Alvirrubra, sim senhor. Vermelho e branco. Vermelho de luta. Muita luta. E branco de paz. Com orgulho!  Que nos respeitem, pois podem ser surpreendidos. ENNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNE! A! U! T! I! C! O! NÁUTICO! NAUTICO! NAUTICO! 

O Homem de ferro

Ter, 21/10/08
por milton neto |

file0281.jpgfile0434.jpgFelipe. O homem que chegou no Náutico em 2006 sob a desconfiança do técnico Roberto Cavalo – que o teria chamado de “homem de vidro”, por se contundir muito.

 

No mesmo ano, Felipe Reinaldo da Silva, gaúcho de Ernestina, mostrou que o técnico estava equivocado. Mostrou ser muito útil e fez gols e mais gols –sendo comparado a Kuki e já chamado de seu sucessor.

 

O atacante de 30 anos (17/04/78), 1,73m (baixinho), jogou no Passo Fundo-RS (de 98 a 2000, 2003, 2005 a 2006), no Vitória-BA (2000), Ituano (2001), Figueirense (2001), Caxias (2001-2002), América-SP (2003), Joinville (2003), Ulbra-RS (2004).

 

Fez um grande campeonato brasileiro da segunda divisão, com o Náutico em 2006 e ajudou (com seus gols – em especial os 3 contra o Atlético-MG) no retorno do timbu para primeirona.

 

Voltou para Passo Fundo, ao final de seu contrato, em 2006. E a negociação para que voltasse ao alvirrubro se arrastou tanto que criou uma verdadeira novela. Resultado. Felipe e Náutico prejudicados, pois o estadual teve que se disputado sem a presença do artilheiro, por boa parte. E, quando chegou, sem fazer pré-temporada, a condição física prejudicou seu desempenho durante todo o ano – quando passou a ser lembrada a analogia do técnico Cavalo.

 

Mas, ainda em 2007, Felipe finalmente voltou a apresentar bom futebol e fazer gols importantes que mantiveram o Náutico na primeira divisão.

 

E, em 2008, depois que Wellington saiu, Felipe passou a ser o artilheiro da equipe (atualmente com 7 gols). Fez gols importantes como o do último domingo, contra o Sport. Perdeu pênalti (contra o Flamengo) e não quis entrar em campo contra o Atlético-MG (justamente o Galo). Mas, mesmo assim, é ídolo no clube.

 

Peça fundamental do time. Utilizado no decorrer das partidas, ganhou a titularidade e não vem decepcionando.

 

Felipe tem temperamento quieto. Dificilmente fala. Jeitão acanhado. Mas em campo se transforma. Corre muito e tem feito gols que podem manter o alvirrubro na primeira divisão.

 Homem de vidro? Coisa nenhuma! Homem de Ferro ou simplesmente, FELIPE! FELIPE! FELIPE! Como a torcida costuma saudá-lo.

Alvirrubros, sim senhor!

Sáb, 23/08/08
por milton neto |
categoria Sem Categoria

file0240.jpgNavegando na internet constatei que existem alvirrubros que pensam como eu. Que acreditam na reação do time. Que querem apoiar a equipe, neste momento que mais se precisa. Dentre vários que achei, 03 merecem destaques.                                                                                 O primeiro, Felipe Resk - um cara inteligente, estudioso, amigo de meu filho - assim se expressou numa comunidade alvirrubra, em um site de relacionamentos:  “No Náutico sempre foi assim. Dizem que o Náutico é um time acostumado a apanhar. Fama de ‘nadador’, ‘levanta defunto’, entre outros, é o que não falta.”
“Afinal são poucos os times que suportariam aquela final de 93… aqueles onze anos sem um título sequer… aquela desclassificação inesperada no Nordestão de 2001… aquele fatídico 26 de novembro…”

“Eu penso diferente.” “Eu acho que o Náutico é um time acostumado a se reerguer.” “Assim foi 2001 e o início da ‘geração Kuki’… assim foi o Ituano… assim foi a ‘ano de Acosta’…”

“Buscamos sempre o nosso melhor nos nossos piores momentos e desta vez não pode ser de outra forma. Este tem que ser o momento… pressionar, cobrar, exigir o melhor de quem tá defendendo as nossas cores, mas sem esquecer de apoiar SEMPRE!”

“Não tou dizendo que o time é uma maravilha (o do ano passado também não era), mas eu ACREDITO.” “Pra quem quase fecha nos anos 90, a situação de hoje é fichinha. E pra quem acha que no futebol não há o ‘improvável’ ou o ‘impossível’ não conhece o Náutico
.” Sensacional! Parabéns Felipe! É isto mesmo!                                    O segundo é um velho conhecido da comunidade. O professor Sérgio Ramone, de Caruaru. Este sempre um otimista, assim se pronunciou (numa linguagem bem característica): “Só posso falar por mim. Pq [não desisti]?”“hj, no intervalo das aulas, um colega alvirrubro tacou:” ‘”esse nosso time eh muito safadomermo, neh? o cara soh faz sofrer! dah muita raiva e pior eh ouvir chacota dos rubro-negro, tive vontade de nem sair de casa hj, visse? quero ver agora tu dizer q ainda acredita’.” “e eu, na minha, respondi, brusco:”
“’bixo, soh posso falar por mim e nunca tive a intenção de te convencer nem a ninguem, visse?”  “acho q peguei pesado, o bixo ficou ket o resto do dia, amanha peço desculpa, ninguem eh + a ninguem, neh nao?”

“pois digo o mesmo aqui, depois q td li e venho lendo esses dias.” “acredito q o Náutico não cai, mas se tu me perguntar o motivo, não tenho nenhum, pelo menos não motivo racional.” “acredito pq jah passei por tanta coisa com o Timba q o povo tb passou mas parece q esqueceu.” “acredito pq eu tava na ilha em 2001 e no arruda em 2004.” “acredito pq eu tava no caldeirao em 2006.”

“mas o povo esquece rapido e ama o fracasso, han?” ”o mote agora eh falar q ano passado foi diferente, pq a gente tinha acosta, sidny, daniel paulista e vai por ai.” ”oq o povo esquece eh q eles tavam tds aqui qd a gente foi parar na lanterna, procede?” ”o ‘bom time, do ano passado, o ‘time arrumadinho e bem distrib
uido com varias opções no banco de 2007′ so apareceu, assim do nada, naquele 4 a 2 lah contra o Paraná, foi nao?”
“entramos naquele jogo a, exatos, 9 pontos abaixo do 16 colocado, na época o Flamengo e pior, eles tinham 2 jogos a menos.” ”oq eu espero q aconteça? q milagre?”  “raph, nao sei, deixo td ao destino mermo, nunca sonhei com nada alem da permanencia, nunca vi a minima condição pra algo mais, e talvez seja por isso q não entro em desespero, pra mim o Náutico tah rondando a area q ele deve estar, ali entre a sai da zona, escapa um pouco, volta depois e vai por ai.”

“essa eh minha opinião, meu sonho e minha esperança na permanencia.” “e essa esperança eh minha, ningeum tira, falow?” ”ninguem. Sem a menor pretensão de convencer.” ”’Tenho o hábtio de esperar pelo melhor’.”
 Beleza, Serjão! Esse cara é um grande alvirrubro! Que se lembra das coisas.                              O terceiro não é um só. Mas uma confraria. Lotada em Brasília. A Confraria Timbu Coroado, com texto que me foi enviado por Julio Lemos e assinado por Ricardo Cavalcanti. O texto segue com algumas pequenas alterações (que foram necessárias para que eu pudesse divulgar aos leitores deste blog):  “A situação de nosso Timbu é realmente penosa…”“Domingo o Náutico enfrenta o Grêmio lá nos Aflitos. Imaginem, se não vencemos o Fluminense que estava na zona de rebaixamento, o que será que poderemos esperar de um jogo contra o atual líder do Campeonato?”“Tudo bem, que contra o Gremio temos uma espécie de “espinha entalada” na garganta… Quem sabe? Talvez uma superação…”“Quem for de reza que que reze, os de oração que orem e os chegados as magias também está na hora de pensar em oferendar outro boi a Pai Edu.”“O que não podemos fazer é abandonar o Náutico! Se virarmos as costas para o nosso timbuzinho, para que lado olharemos? Para times do eixo Rio-São Paulo? Não adianta dizer que não torcerá pelo Náutico e por mais ninguém, pois isso não é possível…”“E quando tocar o “Come e dorme”? E quando, por acaso, tiver a oportunidade de ver um gol alvirrubro? E algum grupo entoando o N A U T I C O?”“Não, prá mim - definitivamente - não dá!”“Virar as costas agora para o Timba é como abandonar um filho querido que tenha se engendrado por um caminho de equívocos… Alguém faria isso com o seu próprio sangue?”“Agora é que o Náutico mais precisa da gente! Seja para acabar com a nossa garganta nos campos de futebol e nos bares ou seja para criticar e apontar caminhos para as lideranças alvirrubras.”                                                “Bom, domingo (24/08/08) a partir das 18:00 hs o nosso clube estará esperando por você torcedor alvirrubro. Você que tem estirpe e que é “de marca”. Deixemos de lado, por enquanto, aqueles que são alvirrubro só quando o time ganha… Sei lá porque, mas, por uma felicidade ou infelicidade somos diferentes e acompanharemos o Náutico até o último jogo do campeonato. Mesmo que seja para chorarmos juntos um, eventual e indesejável, insucesso.”“A Confraria estará esperando por você, Confrade, na nossa sede etílica, como também estará esperando ver os Aflitos cheio de torcedores vibrantes e cientes que para nosso clube sair do buraco é preciso cativar mais e mais o slogan: Náutico acima de tudo!” É assim que se fala Ricardo!Saudações VERDADEIRAMENTE Alvirrubras a todos!

Clássico é sempre clássico

Sáb, 19/04/08
por milton neto |
categoria Sem Categoria


O Náutico vai jogar contra o Sport, na última partida deste campeonato que não deixa saudades. Um jogo para cumprir tabela. Que não vale nada. Não vale nem 03 pontos. Será? Na minha opinião não é bem assim. Náutico x Sport sempre vale alguma coisa.

O Sport surgiu de uma dissidência de alguns alvirrubros que não concordavam com atitudes do aristocrático clube pernambucano. E para antagonizar com os antigos companheiros, o novo clube buscou o preto em contrapartida ao branco e as listras horizontais, se contrapondo as verticais do Náutico.

Já clássico dos clássicos é um jogo disputado desde 25 de julho de 1909 – num domingo, à tarde. Um amistoso realizado no campo do Britsh Club. Vitória alvirrubra, por 3 x 1. Nascia a maior rivalidade do futebol pernambucano. Coincidentemente era a primeira vez que o Náutico disputava uma partida oficial de futebol, pois o clube dedicava-se exclusivamente ao remo. Representaram o Náutico jogadores como Cooks, Grant, King, Maunsell, Thomas – todos funcionários de companhias inglesas, em Recife.

E a primeira vez que Náutico e Sport se enfrentaram, pelo campeonato estadual, foi num dia 21 de maio de 1916. Mais uma vitória alvirrubra: 4 x 1. Apesar do Sport ter surgido depois, o futebol é praticado pelos rubros negros há bem mais tempo que os alvirrubros.

Por outro lado, o Náutico teve o maior prazer num dia 31 de março de 1935. Goleou sem piedade o rival, por 8 x 1, pelo estadual daquele ano (que foi conquistado pelo Santa Cruz).

Dizer que o Náutico dificilmente vence na ilha do retiro é uma asneira. Uma sandice de quem não conhece a história desse confronto. O Náutico conquistou os campeonatos de 53, 55, 61, 64, 65 e 81, dando a volta olímpica na praça da bandeira, em 6 oportunidades – uma espécie de hexa na ilha.

Eu mesmo vi o timbu bater o rival, na ilha em diversas ocasiões. A última delas, de forma espetacular. Vitória por 3 x 1, com gols de Gil Baiano, Kuki e Batata. Era o dia 28/03/04. A torcida leonina teve que sair de sua casa bem mais cedo para não ver os alvirrubros comemorarem mais uma vitória do título estadual daquele ano.

Isto sem falar no gol de Adilson. Aquele do meio da rua, que levou para dentro do gol todo o orgulho rubro negro. Evidentemente, os alvirrubros festejaram muito e ainda saúdam o meio campista timbu, mesmo ele tendo deixado os Aflitos, há muito tempo.

Me lembro de uma vitória, nos Aflitos, onde o clube vermelho e branco poderia aplicar uma goleada histórica, pelo estadual, de 2005. Maisena, desesperado, já não agüentava mais ver o clube alvirrubro em sua área. Para piorar as coisas, seus companheiros perdiam a cabeça e iam sendo expulsos de campo. Sandro, o zagueiro, foi o último e quase pedia clemência a Kuki e companheiros. Foi atendido. O placar já apontava 4 x 2 para o Náutico e o “freio de mão foi puxado” pelos alvirrubros, que se contentaram com a goleada já construída.
Em 2006, também nos Aflitos, Adriano Magrão abriu o placar. O Sport tinha um time apontado como bem superior ao Náutico e cantavam aos quatro ventos que viriam ao Eládio de Barros Carvalho golear os donos da casa. Pois o timbu mostrou brios e empatou com o talismã Danilo Lins e virou logo em seguida, com um gol contra de Kleber, espelhando o assustado Sport, que não esperava a reação timbu. Paulo Campos vibrava e agradecia ao “Papai do Céu”, a vitória espetacular de um desacreditado Náutico.

Ano passado, os alvirrubros estavam numa ascendente, no brasileirão. Já com Roberto Fernandes. O time todo de vermelho, com Eduardo, Sidny (depois Vagner), Toninho, Everaldo, Julio César, Daniel, Elicarlos, Geraldo, Felipe (depois Radamés), Acosta (depois Deleu) e Marcelinho jogou contra um Sport todo de preto e alinhado com Magrão, Durval, Gustavo (depois Adriano), César, Diogo, Everton, Ticão, Romerito, Dutra, Carlinho Bala e Da Silva (depois Fabinho). O técnico era Geninho. Vitória alvirrubra por 2 x 0, com dois gols do imperador Julio César. O primeiro gol, Durval se atrapalhou e permitiu que o ala alvirrubro pegasse a sobra e chutasse da entrada da área. E no segundo, o imperador foi lançado em profundidade e ganhou a corrida com Durval (que pedia para Magrão não sair da área). Na indecisão entre Durval e Magrão, Julio tocou para os fundos das redes. Um belo jogo, onde até Carlinhos Bala foi expulso, por fazer o Carlinhos Bala costuma fazer. Delírio da torcida alvirrubra.

Aquele jogo, contra o Sport, pelo brasileiro de 2007 deu o impulso necessário ao timbu, para permanecer na primeira divisão em 2008. Na seqüência, o Náutico venceu o Atlético-PR (5 x 0), fez um jogo duro contra o Palmeiras de Valdívia, em São Paulo (1 x 2), venceu o Juventude (4 x 1), empatou com o Cruzeiro em BH (2 x 2), venceu o Corinthians (1 x 0), o América-RN (4 x 0) e o Flamengo (1 x 0), carimbando o passaporte para mais um ano de serie A.

Por isto, Náutico x Sport nunca será um mero amistoso. Um jogo sem valer nada. Sempre significará algo. Sempre terá um sabor diferente. Se eu fosse atleta e tivesse inscrito no estadual – mesmo que não pudesse mais conquistar o título – eu gostaria de jogar contra o Sport.

E assim acredito que será com os atletas que estão à disposição do treinador. Mesmo com um jogo importantíssimo contra o Atlético-MG, na quarta-feira, nos Aflitos, pela Copa do Brasil, penso que os atletas, como Kuki (que pediu força máxima), querem entrar em campo, para vencer. Eu entraria com André Sangalli (apenas para vê-lo em ação – pois Eduardo já mostrou que é titular, pela sua vontade e qualidade), Serginho, Vagner, Marcio Santos, Everaldo, Ticão, Paulo Almeida, Laborde, Geraldo, Wellington e Kuki. E vamos para cima. A faixa é deles, mas o carimbo é nosso!

HEXA É LUXO

Qui, 17/04/08
por milton neto |
categoria Sem Categoria

Ha muito tempo atrás, numa galáxia conhecida e não tão distante, os problemas com a grana já existiam nos lados da Conselheiro Rosa e Silva (a diferença é que todos os clubes do nordeste não tinham dinheiro, enquanto hoje, a grana é distribuida de forma desproporcional, pela entidades).

Em 1962, o treinador Alexandre Borges (que tinha bons olhos para descobrir jovens promessas) buscou no futebol de base a saida para a crise financeira. E a base tinha Bita, Nado e Nino. E com esta base, o time saiu pelo Brasil, fazendo amistosos. A primeira cidade a ter um jogo do timbu foi Manaus. Lá Bita fez seu primeiro gol pelo time profissinal alvirrubro, quando o Náutico perdeu para o São Raimundo.
E os jogos se seguiram, com aquele time, nas capitais do Norte/Nordeste. Contra o CSA uma goleada por 9×0, com Bita marcando 7 gols. Mas 1962 não seria o início da glória. O time ainda era muito jovem e seu maior artilheiro tinha problemas no joelho e teve que ser operado.

Em 1963 o Náutico se sagraria campeão, iniciando a série do Hexa. Em 64, o jornalista e advogado Aramis Trindade apelidou o time de “os intocáveis”, pois tornara-se campeão invicto, levantando assim, o bicampeonato. Bita brilhava como o principal artilheiro do certame, com 24 gols, com a média de 1 gol por jogo. E a sequencia de títulos se sucedeu. Com Bita fazendo gols e gols. Apenas em 67 ele não foi artilheiro, pois foi jogar no Uruguai. Mesmo assim, Miruca seria o artilheiro, no lugar do companheiro, que retornou, ainda naquele ano. O ataque das quatro letras - Nado, Bita, Nino e Lala - era infernal. E o meio de campo tinha Ivan Brondi para armar as jogadas.Bita tinha chutes certeiros e mortais que renderam o apelido de “Homem do Rifle”.

Em 16 de novembro de 1966, no Pacaembu, o Santos de Pelé tinha tudo para fazer mais uma vítima no seu caminho, da Taça Brasil. Com Gilmar, Carlos Alberto, Mauro, Calvet, Zito, Mengálvio, Pelé, Dorval, Coutinho e Pepe teria pela frente o Clube Náutico Capibaribe. E para piorar, o Santos tinha vencido a primeira partida, na Ilha do Retiro.

Bastou o apito inicial, entretanto, para que o time alvirrubro mostrasse sua categoria. 5×3, para o timbu, num jogo simplesmente fantático - talvez a melhor exibição de uma equipe vestindo a camisa vermelha e branca. Bita marcou 4 vezes em cima de Gilmar. E a imprensa nacional deu manchete ao incrível time de Recife.

E assim seguiu este time. Com Lasalvia. Com Nino, Lula, Lala, Ivan e Clóvis, num sexteto que participou de todas as campanhas do hexacampeonato conquistado pelos alvirrubros, de 63 a 68. E, principalmente com Bita, o maior artilheiro da história do Clube Náutico Capibaribe.

!!

Para relaxar

Ter, 15/04/08
por milton neto |
categoria Sem Categoria

Se o Sport já é o campeão pernambucano, então, vamos jogar bola. Fazer a bola rolar. Fazer gols – o máximo possível.

Temos 02 jogadores brigando pela artilharia. Geraldo com 13 e Wellington com 12 têm a chance de disputar (na boa) o título de artilheiro da competição, contra o Salgueiro. Então que busquem o gol.

E se Wellington já é a revelação do campeonato, com uma incrível média de mais de 1 gol por jogo, Geraldo pode ser o goleador máximo do certame e, se jogar muita bola nestas duas partidas que restam, também pode disputar o troféu de craque do campeonato.

Por outro lado, também podemos dar a chance ao nosso grande artilheiro deste século, Kuki, tentar chegar mais próximo de Bita, como um dos maiores goleadores da história do Náutico. Já que Felipe não está chutando para o gol, então, que o baixinho possa ter a oportunidade de marcar e superar sua meta pessoal.

E nada melhor que este jogo contra o Salgueiro.

O carcará foi um dos maiores responsáveis pelo possível título rubro negro. Sim, pois sem os 16 pontos que o Sport conquistou em cima do Salgueiro, aquele estaria atrás do Náutico na tabela. E mais, se o Salgueiro não tivesse vencido o Náutico, no famoso jogo da água, que continuou com 36 minutos (que mais pareciam 5), o timbu ainda estaria na briga pelo título.

Paciência.

O que vale é que iremos jogar contra o time de Batata, Maurílio e cia. E que é um jogo sem stress. e tentar não apenas a vitória, mas jogar para a torcida, na provável despedida dos Aflitos, neste estadual.

Se eu fosse Roberto Fernandes escalaria o time com André Sangalli (só para ver ele atuar), Serginho, Vagner, Everaldo, Berg (vamos dar uma chance ao garoto), Ticão, Radamés, Marcelinho, Geraldo, Kuki e Wellington. E botava o time para cima. Pressão. Se fizer 1 x 0, continuar tentando até fazer 2, 3, 4, 5, 6, 7….

Vamos pra cima. Jogar bonito. Fazer gols. Fazer o artilheiro (ou apenas confirmar). Fazer o “craque”. Fazer história.

E a torcida deve comparecer, pois não pode perder uma rara oportunidade desta, de ver o time jogar para a torcida. Sem stress.

O sonho impossível

Seg, 14/04/08
por milton neto |
categoria Sem Categoria

“Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã este chão que eu deixei
Por meu leito e perdão
Por saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor”

A canção de Maria Betânia/Chico Buarque bem que poderia servir de inspiração para o Náutico nestas duas últimas partidas do turno.

Mas devo confessar que o sonho é impossível mesmo. Já era difícil depender dos outros e, agora, depender de uma vitória do Central, contra o Sport, na ilha, para poder chegar com chances no último jogo, contra o mesmo Sport, também na ilha, é complicado.

Principalmente quando o retrospecto dos rubros negros é de 100% em sua casa e, também, contra o próprio Central, na atual competição.

Evidentemente, ainda sonharei até exauri os 90 minutos do jogo entre patativa e leão. Mas, convenhamos, é um sonho impossível, como diz a letra da música. E nessa nós dançamos.

E a dança não foi apenas em Caruaru (quando perdemos 5 dos 6 pontos disputados, nos 2 últimos jogos), mas ao longo de toda a competição.

O Náutico perdeu pontos para intermediários e pequenos, como o Salgueiro (3 em 3 disputados), para o Serrano (3 em 12 disputados), Ypiranga (3 em 6 disputados), para o Central (2 em 6 disputados), para o Centro (3 em 12 disputados) e para o Porto (2 em 6 disputados). Perdeu 3 para o Sport, no único clássico disputado até aqui. Só não perdeu pontos para o Petrolina e para o Sete de Setembro, quando conseguiu 2 vitórias.
Perdeu para Salgueiro, Serrano, Ypiranga, Centro e Sport. E empatou com o Porto e Central. Só não perdeu para o mesmo Porto, Central, Petrolina e Sete e para Vera Cruz e Santa Cruz (que não enfrentou).

Sua defesa foi vazada por Serrano (5 gols), Centro (4 gols), Porto (1 gol), Sete (1 gol), Petrolina (1 gol), Ypiranga (4 gols), Sport (1 gol), Salgueiro (1 gol) e Central (1 gol), ou seja, todos os adversários que enfrentou na competição fizeram gols no Náutico.

Tudo bem que sofreram muitos gols do Náutico (Serrano, 12; Centro, 11; Porto, 2; Sete, 4; Petrolina, 7; Central 4 e Ypiranga, 8), mas nem Sport e nem Salgueiro (os dois últimos adversários do turno) sofreram gols do ataque alvirrubro.

Um ataque que tem sido arrasador, com goleadas fantásticas (6x 1 Ypiranga; 5 x 1 Serrano; 5 x 0 Petrolina; 4 x 0 Centro e 5 x 2 Serrano), mas que não conseguiu ser eficiente em pelo menos 4 jogos fundamentais (que teve chance para isto): contra o Porto, Sport, Salgueiro e Central.

E são, justamente estes jogos que poderão ter sido decisivos para o campeonato. Pois, se o Central não vencer o Sport na ilha e/ou o Náutico não vencer seus 2 jogos, certamente, o time rubro negro dará a volta olímpica graças a ineficiência do arrasador ataque timbu, nestas partidas pontuais.

Mas, como diz a letra:

“Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível”

Craques de Abril

Dom, 13/04/08
por milton neto |
categoria Sem Categoria

O aniversário de 30 anos, do lateral mineiro Ruy Bueno Neto, recém chegado aos Aflitos, nesta sexta-feira, dia 11 de abril, chamou a atenção para um fato. Uma coincidência que ronda o clube da Conselheiro Rosa e Silva: os craques de abril.

Ultimamente, os grandes destaques alvirrubros são aniversariantes do quarto mês do ano. O maior exemplo disto é o atleta Silvio Luiz Borba, o Kuki. Nascido no 30º dia do corrente mês se tornou ídolo no clube e vem acumulando gols que o tem alçado na 3ª colocação dentre os maiores goleadores da história timbu.

Outro gaúcho completa anos em abril. Felipe Reinaldo da Silva comemora 30 anos no próximo dia 17. Assim como o volante carioca Radamés, que fará 22 anos, no mesmo dia. Já outro volante, o baiano Paulo Almeida dos Santos fará 27 anos, no dia 20. No atual elenco, ainda temos o volante paulista Rafael, nascido no dia 09.

Artur Pereira Neto, o Netinho, fez sucesso por aqui. E fará 24 anos no dia 27 próximo. Segue sendo sucesso no Atlético-PR (com um pé na final do paranaense, após a vitória sobre o Toledo, na Arena), cobrando todas as faltas (com perigo) do furacão. Seja alçando na área, seja em escanteios, seja em cobranças direta ao gol.

O timbu (que fez aniversário também este mês) e os craques de Abril querem comemorar, não apenas o aniversário de cada um este mês, mas, também, mais 03 vitórias (sobre Central, Salgueiro e Sport) e, quem sabe, mais outras 02 sobre o mesmo Sport, na final do estadual. Ai sim, teremos festa!


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