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Números incontestáveis

Seg, 17/11/08
por milton neto |

O Roberto Fernandes tem batido todos os recordes positivos do Náutico, na primeira divisão.

É o técnico que mais treinou o Náutico na primeira divisão: 49 jogos.

O mais vitorioso: 20 jogos (restam 3 para encerrar o ano).

Quem mais venceu fora de casa: 7 vezes (Vasco e Fluminense, em 2008, Santos, Goiás, Corinthians, América-RN e Paraná, em 2007).

Por sinal, este ano, em 9 jogos, longe dos Aflitos, só perdeu 3 vezes (Goiás, Atlético-MG e São Paulo), empatando  4 (Internacional, Sport, Coritiba e Botafogo) e vencendo outras 2 (Vasco e Fluminense).

Em termos de aproveitamento total, ostenta 48,97% (quase 50%) de aproveitamento, em 49 partidas disputadas: 20 vitórias, 12 empates e 17 derrotas.

Pode-se dizer, portanto, que ele esteve invicto por 32 partidas, dentre as 49 que disputou. Aproveitamento de 65,30% de invencibilidade.

Nos jogos que disputou, no primeiro turno, pelo timbu, foram 3 vitórias, em 3 jogos - 100% de aproveitamento.

Em 10 jogos nos Aflitos, em 2008, foram 5 vitórias (Goiás, Santos, Ipatinga, Vitória e Cruzeiro), 3 empates (Grêmio, Palmeiras e Portuguesa) e 2 derrotas (Fluminense e Flamengo), num aproveitamento, em casa, de 60%.

Estes números podem (e devem) melhorar, quando enfrentarmos o Figueirense (no Orlando Scarpelli), Atlético-PR (nos Aflitos) e Santos (na Vila). A confiança é grande, pois, em 2007, o time treinado por Roberto venceu o Santos, por 2 x 1, na Vila, o Atlético-PR, por 5 x 0, nos Aflitos e por 4 x 1 o Figueirense, no Recife.

O time alvirrubro vem evoluindo. Não tem um Acosta (que desandou a fazer gols salvadores em 2007), mas têm um grupo unido. Bastante disciplinado taticamente.

A comissão técnica formada por Roberto Fernandes, Luiz Muller, Guilherme Bergamo, Guilherme Ferreira, Batista, Cleber Queiroga, Batata, Cel. Vulpian Novais, Sérgio Silva, os médicos Paulo Regueira, Cristyan Pedrosa, Fabio, além do massagista Evandro ao roupeiro Araponga e demais membros está de parabéns pelos números.

Que continuem nesta pisada - competente e com muita garra, para que possamos alçar vôos maoires, onde o timbu possa encontrar neste belo trabalho, cada vez mais números positivos. Quiça, a Sulamericana!

Histórico dos técnicos alvirrubros no Brasileirão (1a divisão)

Sex, 08/08/08
por milton neto |

file0364.jpgDesde que foi criado, em 1971, o campeonato brasileiro propriamente dito, o Náutico participou de 23 edições, das 38 que já foram disputadas. Quem foi o treinador que mais esteve à frente da equipe timbu? Quem foi o mais vitorioso?

 

Em 1971, o timbu não participou da primeira divisão. A primeira vez, foi no ano seguinte. A estréia contra o Santa Cruz, no dia 10/09, no Arruda. Empate sem gols. O técnico da época era Gradim. Foram 25 jogos. Todos na primeira fase (o Náutico não se classificou para a fase seguinte). E um detalhe curioso: Não jogamos nos Aflitos. O maior público foi um jogo contra o Flamengo (derrota por 1 x 0), no Arruda: 29.526 pagantes. 7 vitórias, 8 empates e 10 derrotas. Aproveitamento de 44,61%.

 

Em 1973, tivemos 2 técnicos na competição. Nas 10 primeiras rodadas, esteve no comando o treinador Marão. Com apenas 3 vitórias, 1 empate e 6 derrotas (aproveitamento de 33,33%), cedeu o lugar para Shiller Diniz. Este em 19 jogos, venceu 5, empatou 6 e perdeu 8 vezes (aproveitamento de 28,7%). O maior público foi de 38.255, na derrota para o Santos (0 x 3).

 

Foi quando 1974 trouxe o “Titio” Fantoni. O time       que seria campeão estadual, com um timaço, que tinha Neneca, Beliato, Sidclay, Juca Show, Jorge Mendonça, Dedeu, Vasconcelos, Paraguaio e Lima, o timbu fez uma boa campanha no brasileirão (que foi disputado no primeiro semestre). Em 24 jogos, o timbu venceu 9 partidas, empatou 8 e perdeu 7. Aproveitamento de 48,61%. O maior público, contra o Santa Cruz: 25.414.

 

Fantoni seguiu em 75, e disputou mais 23 partidas. Mais 9 vitórias, 5 empates e 9 derrotas. 46,37% de aproveitamento. O “Titio” tinha, nos dois certames que disputou 18 vitórias, 13 empates e 16 derrotas. 47,57% de aproveitamento. O maior público, desta vez, foi fora de casa. No Maracanã, contra o Flamengo (0 x 3): 32.123. No Recife, o maior foi contra o Sport, no Arruda: 24.595.

 

1976 trouxe Valdemar Carabina ao comando. 20 jogos. 6 vitórias e 6 empates. 8 derrotas. 30% de aproveitamento. Foi o ano de estréia dos Aflitos. No dia 10/10/76, vencemos o ABC, por 2 x 1, no Eládio de Barros Carvalho. O maior público foi na Fonte Nova, contra o Bahia: 24.734. E no Recife, no Arruda, contra o Vasco: 16.185.

 

Duque, técnico do Hexa, retornava a função, em 77.  Em 13 jogos, venceu apenas 4 vezes, empatou 2 e perdeu 7, com aproveitamento de apenas 35,89%.  O maior público foi em Maceió, contra o CSA (19.284) e em Recife, contra o Santa (12.167).

 

Mesmo assim, Duque permaneceu à frente para o brasileiro de 78. Foram 20 jogos. 11 vitórias. 3 empates e apenas 6 derrotas. Num ótimo aproveitamento, de 60%! O melhor público foi contra o Santa Cruz, na estréia: 19.732. Duque melhorou sua marca, com 33 jogos, 15 vitórias, 5 empates e 13 derrotas, passou a ter aproveitamento de 50,50%.

 

Pinheiro foi o técnico de 79, em 16 partidas. 5 vitórias, 3 empates e 8 derrotas, teve aproveitamento de 37,50%. O maior público foi no Maracanã, contra o Flamengo (23.121). Em Recife, contra o Bahia (14.679).

 

Cidinho assumiu o time, em 1980. Em 15 jogos, venceu apenas 3 partidas. Empatou 4 e perdeu 8, num aproveitamento sofrível, de 28,88%. O maior público (32.751), no Arruda, contra o Corinthians(1 x 2).

 

Brida teve o bastão em 1981. 19 partidas. 9 vitórias, 7 empates e apenas 3 derrotas. 60,34% de aproveitamento. O problema é que 2 das 3 derrotas foram na fase decisiva e o timbu ficou pelo caminho. O maior público (19.764) foi no empate sem gols, no Arruda, contra a Ponte Preta.

 

O ex-santista Pepe treinou o Náutico, no brasileiro de 1982. 15 jogos. Apenas 3 vitórias, 7 empates e 5 derrotas. Uma das derrotas, por sinal, fantástica. Contra o Flamengo, de Zico, Junior, Raul, Leandro, Andrade. No Arruda. 3 x 4.  Aproveitamento de 35,55%. O maior público, logicamente, foi no Arruda, naquela derrota para o Flamengo: 31.661.

 

Luciano Veloso foi o sucessor de Pepe, no brasileirão de 1983. Em 20 jogos, venceu 9, empatou 5 e perdeu 6 vezes. Aproveitamento de 53,33%. O maior público foi registrado no empate contra o Vasco: 40.426 pagantes.

 

Mas foi com Enio Andrade que o timbu fez a sua melhor campanha no brasileiro da primeira divisão. 6º lugar, com 10 vitórias, 4 empates e 6 derrotas, em 20 partidas. 56,66% de aproveitamento.  Inesquecível a goleada por 5 x 1, no Arruda lotado diante do Corinthians de Sócrates, Casagrande e Zenon. Mas foi no jogo contra o Grêmio, no Arruda que o Náutico de Mazaroppi, Vilson Cavalo, Newmar, Edson Gaúcho, Alberis, Lourival, Baiano, Gerson, Heider, Mirandinha e Ademir Lobo (que seriam campeões estaduais no mesmo ano) teve o seu maior público: 40.615.

 

Givanildo Oliveira esteve à frente do Náutico, em 1985. Em 20 jogos, 8 vitórias, 4 empates e 8 derrotas. 46,66% de aproveitamento. O time que seria bicampeão com Mario Juliato teve seu maior público no arruda, no jogo contra o Corinthians: 37.444.

 

O capitão do tri, Carlos Alberto Torres esteve à frente do timbu, na campanha de 1986. Mas, apenas em 10 partidas. Com 4 vitórias e 6 derrotas, teve um aproveitamento de apenas 40% e cedeu o lugar para Borba Filho. Este seguiu em frente com 6 vitórias, 2 empates e 6 derrotas, em 14 partidas. 47,61% de aproveitamento. Um público espetacular na Fonte Nova, contra o Bahia (67.281) e no Arruda, contra o mesmo adversário (39.798).

 

Edson Nogueira (atualmente presidente do Santa Cruz) foi o técnico do time em 1987, no Módulo Amarelo – que equivalia a segunda divisão. 14 jogos, sendo 5 vitórias, 2 empates e 7 derrotas. 40,47% de aproveitamento de Edinho, com públicos ridículos. O maior foi o de 9.405, no Arruda, contra o Sport. Em 1988, continuou na segunda divisão, com Luciano Sabino Pinho (intercalado por Borba Filho).

 

De volta à primeira divisão em 1989, começou com Charles Muniz no comando (7 jogos, com 2 vitórias, 2 empates e 3 derrotas – 38,09%). Sucedido, no mesmo ano, por Paulo César Carpeggiani, que, em 11 partidas teve 3 vitórias, 3 empates e 7 derrotas, ou 36,36% (média inferior a seu antecessor). O maior público foi registrado no jogo contra o Cruzeiro, no Mineirão (15.028) e no Recife, nos Aflitos, contra o Fluminense: 11.618.

 

Começavam os mal fadados anos 90. E logo no primeiro ano, Otacílio Gonçalves disputou 19 partidas, com 4 vitórias, 10 empates e 5 derrotas. 38,59% de aproveitamento. O maior público no Mineirão, contra o Atlético-MG: 25.783. No Recife, nos Aflitos, contra o Inter: 9.146.

 

Charles Muniz voltou ao comando técnico do timbu, em 1991. Em 19 jogos, foram 7 vitórias, 3 empates e 9 derrotas, com aproveitamento de 42,10%. O maior público (31.884) contra o Corinthians, no Pacaembu e nos Aflitos, na vitória por 2 x 0, contra o Sport (12.978).

 

Zé Mário assumiu em 1992. Ficou 12 jogos à frente da equipe e obteve apenas 2 vitórias, com 4 empates e 6 derrotas. Conseguiu ficar 4 jogos seguidos sem marcar gol e foi substituído por Charles Muniz, que terminou a participação com 1 vitória, 1 empate e 2 derrotas, nos 4 jogos restantes. Zé Mário teve uma aproveitamento de 27,77% e Charles, de 33,33%. O Mineirão com 12.888, contra o Cruzeiro teve o maior público, enquanto no Recife, contra o Flamengo, 10.934 viram o jogo.

 

Helio dos Anjos foi um dos últimos técnico a dirigir o Náutico na primeira divisão. Em 1993, o técnico que subiu com o timbu, em 2006, fez 13 jogos, com 4 vitórias, 4 empates e 5 derrotas. 41,02% de aproveitamento, com o maior público na Fonte Nova, contra o Bahia (15.042), enquanto, no Recife, o maior público foi de 6.405, no Arruda, contra o Santa Cruz.

 

Osires Paiva iniciou a campanha do rebaixamento de 1994. Fez apenas 3 jogos. 3 derrotas, no pior aproveitamento que um técnico já teve à frente da equipe alvirrubra, no campeonato brasileiro. 0%. Seu sucessor, Mário Juliato, foi com o time para a segunda divisão, com 5 vitórias, 5 empates e 11 derrotas, em 21 jogos, num aproveitamento de 31,74%.

 

Vieram as segunda (de 95 a 98, com Ribeiro Neto, Givanildo Oliveira, Hugo Benjamim, Orlando Bianchinni e Artur Neto) e terceira divisões (em 1999, com Artur Neto). Uma longa caminhada pela segunda divisão, em 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 e 2006, quando, com Paulo Campos e Helio dos Anjos, voltamos para a primeirona.

 

Em 2007, foram 38 partidas, sendo com Paulo César Gusmão e com Roberto Fernandes. PC até que começou muito bem, ao vencer o campeão São Paulo, no primeiro jogo, no caldeirão dos Aflitos, após uma estréia com uma injusta derrota, no Mineirão, para o Atlético-MG. Mas ficou nisso. Empatou com Vasco, nos Aflitos, perdeu para o Inter, em Porto Alegre, empatou com o Paraná (4 x 4) em casa e perdeu, 03 vezes seguidas, sacramentando sua saída. Para o Goiás (primeira derrota nos Aflitos) e duas fora de casa, para o Botafogo e para o Sport, na ilha, terminando sua campanha na frente do comando técnico alvirrubro, com 1 vitória, 2 empates e 5 derrotas, em 8 jogos. 20,83% de aproveitamento.

 

Roberto Fernandes, então, assumiu o timbu, no jogo de Curitiba, contra o Atlético-PR. E trouxe o primeiro ponto de fora, para o time alvirrubro. Depois, 30 jogos, pela primeira divisão, em 2007. 13 vitórias (2 vezes contra o Corinthians e América-RN, 1 contra o Goiás, Paraná e Santos, fora de casa, 1 contra o Sport, Atlético-PR, Juventude, Botafogo, Figueirense e Fla, em casa), 5 empates (Atlético-PR, Cruzeiro e Juventude fora e Internacional e Fluminense, nos Aflitos) e 12 derrotas. 48,88% de aproveitamento. Considerando os 30 jogos de 2007 e os 3 de 2008, passou a ter um aproveitamento de 52,08%!

 

Leandro Machado teve um ótimo início de trabalho, vencendo o Botafogo, nos Aflitos, por 3 x 0. Os empates seguidos, contra o Ipatinga e o Vasco, deixaram a impressão que a postura do time em campo poderia ter sido outra e que se perdeu 4 pontos e não que ganhou 2. Mas a vitória contra o Atlético-MG deu novo ânimo. Ai veio a pior partida do Náutico em toda história do campeonato brasileiro. Um time medroso contra o Palmeiras, em São Paulo. Sem esboçar qualquer reação. Sem passar do meio de campo. E a derrota por 2 x 0 foi pouco. Contra o Flamengo, nova derrota. E depois, seu melhor resultado. A vitória sobre o São Paulo. Mas foi a derrota em casa, no clássico que não sustentou a permanência de Leandro Machado, que saiu com um bom aproveitamento – apesar de o time jogar feio e demasiadamente cauteloso fora de casa.

 

Levi Gomes, interinamente, contra a Portuguesa e Sangalleti e Caé contra o Grêmio não conseguiram pontos, fora de casa. Levi chegou mais próximo, ao estar vencendo a Lusa por 2 x 0. Mas…

 

Já Pintado teve um péssimo desempenho. Conseguiu um único ponto, em 6 jogos. 3 deles nos Aflitos. Começou empatando com o Inter (num resultado que foi considerado uma derrota, pois o gol sofrido foi nos minutos finais e o jogo foi em casa). Depois, só pancada. Contra Vitória, Coritiba, Cruzeiro, Figueirense e Atlético-PR.

 

Eis um quadro comparativo entre todos os técnicos que treinaram o alvirrubro na primeira divisão:

 

Técnico

Jogos

Vitórias

Empates

Derrotas

Aproveitamento

Gradim

25

7

8

10

44,61%

Marão

10

3

1

6

33,33%

Shiller Diniz

19

5

6

8

28,7%

Fantoni

47

18

13

16

47,57%

Carabina

20

6

6

8

30%

Duque

33

15

5

13

50,5%

Pinheiro

16

5

3

8

37,5%

Cidinho

15

3

4

6

28,88%

Brida

19

9

7

3

60,34%

Pepe

15

3

7

5

35,55%

Luciano

20

9

5

6

53,33%

Ê. Andrade

20

10

4

6

56,66%

Givanildo

20

8

4

8

48,66%

C. Torres

10

4

0

6

40%

C. Muniz

30

10

6

14

40%

Carpegianni

11

3

3

7

36,36%

Otacílio

19

4

10

5

38,59%

Zé Mário

12

2

4

6

27,77%

H. dos Anjos

13

4

4

5

41,02%

Osires

3

0

0

3

0%

M. Juliato

21

5

5

11

31,74%

PC Gusmão

8

1

2

5

20,83%

Roberto

33

15

5

13

50,50%

Leandro

8

3

2

3

45,83%

Levi

1

0

0

1

0%

Pintado

6

0

1

5

5,5%

 

Quem mais treinou?

 

1)      Orlando Fantoni – 47 jogos

2)      Duque – 33 jogos

3)      Roberto Fernandes – 33 jogos

 

Quem mais venceu?

 

1)      Orlando Fantoni - 18 jogos

2)      Roberto Fernandes e Duque – 15 jogos

3)       Enio Andrade e Charles Muniz – 10 jogos

Quem mais empatou?

 

1)      Orlando Fantoni – 13 jogos

2)      Otacílio – 10 jogos

3)      Gradim – 8 jogos

 

Quem menos perdeu?

 

1)      Levi (só fez 1 jogo) - 1 jogo

2)      Brida – 3 jogos

3)      Osires – 3 jogos (só fez 3 jogos)

4)      Pepe, Otacílio e Helio dos Anjos – 5 jogos

 

Melhor aproveitamento?

 

1)      Brida – 60,34%

2)      Enio Andrade – 56,66%

3)      Luciano Veloso - 53,33%

4)      Roberto Fernandes e Duque – 50,5%

  

Maiores públicos (de cada ano):

 

1) 84 – Arruda – Náutico x Grêmio: 40.615.

2) 83 – Arruda – Náutico x Vasco: 40.426.

3) 86 – Arruda – Náutico x Bahia: 39.798.

4) 73 – Arruda – Náutico x Santos: 38.255.

5) 85 – Arruda – Náutico x Corinthians: 37.444.

 

- Fonte de consulta: Náutico retrospecto de todos os jogos parte 2 e 3, de Carlos Celso Cordeiro e Luciano Guedes Cordeiro.

40 anos do Hexa

Seg, 21/07/08
por milton neto |
categoria História

Dia 21 de julho de 1968. Um domingo. Milhares de pessoas caminham em direção ao estádio Eládio de Barros Carvalho (23.320 mais os que ficaram do lado de fora). Era o último jogo da melhor de três da decisão do campeonato pernambucano daquele ano. Entre Náutico x Sport. O timbu (que era penta campeão) tinha vencido o primeiro e segundo turnos. O leão o terceiro e o jogo extra, que provocou a “melhor de três”.

 

O Náutico, de branco, entrava em campo com Valter Serafim, Gena, Limeira, Matias, Toninho, Jardel, Ivan, Miruca (artilheiro do time), Ramos, Nino e Lala. O técnico era Duque. A torcida ia ao delírio com um time de qualidade que ainda contou, ao longo da competição com Bita (maior artilheiro da história timbu).

 

Um empate sem gols, levou o jogo para a prorrogação. E, o árbitro Erílson Gouveia teve que ser substituído por Armindo Tavares, pois teve uma distensão e não tinha condições de apitar mais 30 minutos.

 

Aos dois minutos do segundo tempo do tempo extra, Ramos abriu o placar para o time alvirrubro. Era o gol do título. O gol do Hexa.

 

As expulsões de Valdeci e Zezinho na prorrogação facilitaram a façanha e deram mais tranqüilidade a torcida timbu, que, a esta altura comemorava o título inalcançável pelas equipes pernambucanas. O Náutico sagrava-se HEXA. Há exatos 40 anos.

 

O escritor e médico Lucídio José de Oliveira registrou os fatos ocorridos naquela época em seu livro “O Náutico, a bola e as lembranças”, que está sendo reeditado e relançado na sede do clube, nesta noite de segunda-feira (dia 21.07).

 Parabéns Náutico! Parabéns torcida alvirrubra!

Libertadores, após 40 anos?

Sex, 11/07/08
por milton neto |
categoria História

timbu-fera.jpgPara começo de conversa: O Náutico já disputou uma Taça Libertadores da América.

Era o ano de 1968. O timbu tinha ganho sua vaga, ao se tornar vice-campeão nacional, da Taça do Brasil, no ano anterior. A outra vaga ficou com o Palmeiras (eram apenas 2 vagas para cada País).

Em 21 de janeiro, daquele ano, o alvirrubro estreou na competição continental, exatamente contra o alviverde paulista. E não estreou bem. Perdeu, em casa, por 3 x 1.

O grupo dos brasileiros também tinha 2 venezuelanos: o Deportivo Português e o Deportivo Galícia. E o timbu foi para a terra de Hugo Chaves, em 27/01, arrancando um empate em 1 gol contra o Deportivo Português. 

Logo depois, em 31/01, ainda na Venezuela, perdeu para o Deportivo Galícia, por 2 x 1, encerrando o “primeiro turno” com apenas 1 ponto (mas com 2 jogos fora de casa). Ao retornar para Recife, a equipe pernambucana arrancou 2 vitórias seguidas, contra os estrangeiros.

1 x 0 no Galícia (gol de Nino), em 11 de fevereiro e 3 x 2 no Português (gols de Lala, Ladeira e Nino), ainda em fevereiro - no dia 14.

O último jogo do timbu, na competição continental foi contra o Palmeiras. E o Náutico segurou o 0 x 0 em São Paulo. Mas, com 6 pontos (a vitória valia apenas 2 pontos), não se classificou para a fase seguinte - pois perdeu os pontos da partida contra o Deportivo Português (fez 3 substituições quando, na época só eram permitidas 2).

O time que participou da Libertadores tinha como base: Lula (ou Valter Serafim), Gena, Mauro Calixto, Fraga, Clovis, Rafael, Ladeira, Ivan, Miruca, Nino e Lala. O técnico era Duque. Os artilheiros da equipe, naquela competição foram Ladeira, Lala e Nino - todos com 2 gols, cada.

Esta mesma equipe seria a base do maior orgulho do Clube Náutico Capibaribe, em todos os seus 107 anos de vida: o HEXACAMPEONATO, que seria conquistado exatamente no mesmo ano que se disputou sua primeira Libertadores.

Em 2008, a equipe vem, após dez rodadas, se mantendo na briga por uma das vagas para a Libertadores. Caminha conquistando pontos importantes. Vencendo todos os jogos nos Aflitos (e quase todos no Recife - empatou contra o Vasco, no Arruda) e arrancando pontos fora.

Será que chegou a hora de voltar a Libertadores? 


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