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Mais 3 pontos

dom, 14/03/10
por milton neto |

balaMais uma vez, o setor ofensivo funcionou e o Náutico conseguiu vencer o adversário. Uma vitória importante, que, apesar de ser contra o lanterna do campeonato, foi contra um time que, em Garanhuns empatou com o Sport e venceu o Cabense.

O timbu fez 1 x 0 com Bruno Meneghel, ainda no primeiro tempo, após um passe de Bala, que aproveitou que a zaga do Sete não cortou, e pegou o rebote, entrou na área e tocou para trás, onde Meneghel chegou antes mesmo que Derley (que esperava a bola, sem qualquer marcação, na pequena área).

Com vantagem no placar, o Náutico poderia jogar mais compacto e buscar o contra ataque com Bala e Meneghel, mas aceitou a reação do Sete.

E, com uma marcação frouxa, deixava o time de Neto Maradona chegar até sua área. E chutar sempre. Num destes chutes, Gledson foi na bola, mas não tocou. E o assistente marcou escanteio – no seu único erro no jogo. Da cobrança, um vascilo da zaga, e a bola chegou no atacante do time de Garanhuns sozinho (apesar de termos 3 zagueiros e 2 volantes), na pequena área, que pode ajeitar a perna, para chutar e empatar, sem chances de defesa para Gledson.

O Náutico não se desesperou e continuou bem na partida (embora a posse da bola fosse mais do Sete), embora não empolgasse.

Bala chegou a marcar, mas acertadamente, o árbitro anulou o gol, marcando um impedimento – que existiu. E Derley, numa boa trama do ataque timbu, chegou pela direita e meteu na trave do goleiro alviverde.

O Náutico não jogava como jogou contra o Ypiranga, quando criou (e chutou) muitas chances de gol. Mas estava atuando de uma forma inteligente. Todavia, alguns jogadores não estavam numa tarde eficiente. Zé Carlos e Igor estiveram batendo cabeça, sem saber quem fazia exatamente o que e quase não apoiaram pela esquerda. Os 3 zagueiros eram facilmente envolvidos pelos rápidos jogadores do Sete. E Dinda atuou como Dinda. É excelente quando entra durante o jogo, mas some, quando inicia a partida.

Porém, logo no começo do segundo tempo, uma bola foi lançada para Bala que foi puxado pela manga da camisa pelo zagueiro do Sete. O árbitro não viu, mas o assistente, bem posicionado chamou a sua atenção e deu o penalti.

Bala cobrou e fez o segundo do timbu. Pouco depois, mais um penalti para o Náutico. Desta vez, sem qualquer polêmica. Bala teve que cobrar duas vezes para marcar. Na primeira, houve invasão e (mais uma vez) o árbitro acertou em mandar voltar. Na segunda cobrança, Micaela foi festejada pelo papai Carlinhos, que marcou seu oitavo gol na competição e segue na cola do atual artilheiro, que tem dez.

Por sinal, parabéns para o juiz da partida, o paraibano Emerson Batista que só errou uma vez no jogo. No escanteio que resultou no primeiro gol do Sete. Acertou ao marcar o penalti do primeiro gol de Bala. Acertou em anular um gol do mesmo Bala. Acertou ao dar o segundo penalti para o Náutico. E ao marcar o penalti do segundo gol do Sete, quando Vinícius fechou o olho e colocou a mão para proteger o rosto. Também acertou ao anular um gol do Sete, quando Diego cobrou a falta, Gledson saiu errado e a bola ia entrando, mas o zagueiro do time de Garanhuns tocou para o gol, em posição de impedimento.

Gallo, quando o jogo estava 3 x 1, tratou de tirar Hamilton (que estava pendurado) e depois Meneghel (para poupá-lo), pois no domingo teremos um clássico no Arruda. Porém tais mudanças repercutiram em campo.

Com Nilson e Geilson, o time esteve mais dispeso e o meio ficou um “buraco” com Zé Carlos e Dinda sumidos no jogo (o primeiro cansado). A “segunda bola” sempre foi do time do agreste, que tocava e envolvia a marcação.

E o Sete gostava do jogo e mais ainda, quando fez o segundo gol. Com Leonardo em campo, cresceu e deu sufoco no Náutico, nos minutos finais.

O Náutico, por sua vez, tinha excelentes chances nos contra ataques, mas Derley, Geilson e Bala se perdiam no último toque, quando buscavam o companheiro – geralmente em posição de impedimento.

Geilson, por sinal, teve a chance derradeira, de dar tranquilidade ao time, quando recebeu na entrada da área, avançou e em vez de chutar cruzado, procurou o canto do goleiro, que esticou a mão e tocou para escanteio. Seria a última chance timbu no jogo. 

O Sete teve tempo, ainda de partida para cima. E mesmo com Diego Bispo, no lugar de Gomes, o Náutico ainda não conseguia corrigir os erros de posicionamentos, dando espaços para o Sete.

O apito final foi um alívio para a torcida alvirrubra presente em bom número no estádio e para os que viam a partida pela TV. Nem tanto pela vitória (pois não adianta a liderança da competição  – e sim estamos entre os 4), mas pelos 3 pontos (que valem muito para nos levar até as semifinais).

Se falei que o time evoluiu desde que Gallo chegou, também sou obrigado a dizer que, nesta partida, específica, andou para trás. Talvez pela mudança tática, com 3 zagueiros, a saída de Foster e o visível cansaço de Zé Carlos e Bruno Meneghel. Daniel também cansou e o meio campo do Náutico não funcionou desta vez.

Mas nada que não tenha sido visto pelo inteligente Gallo, que até o momento só fez acertar, nas suas colocações. Confio na sua capacidade para fazer o time voltar a melhorar e chegar na fase decisiva com garra, determinação, entrosamento e qualidade.

Até lá, o que importa é somar pontos suficientes para lá estar. Fazendo gols, como temos feito. E vencendo, mesmo com tanta angústia no final….

O cobertor curto

sáb, 06/03/10
por milton neto |

nau x ypi2nau x ypi

No melhor jogo que fizemos em 2010, o setor defensivo esteve muito vulnerável e não conseguimos vencer, mais uma vez, nos Aflitos.

O time começou muito bem. Fez até um gol. Mas foi anulado pelo árbitro, que atendeu ao auxíliar, assinalando impedimento de Emanuel (será que estava mesmo?).

Depois, criamos várias chances de gol. Chutando de longe com Hamilton, Zé Carlos e Bala, o Náutico não abria o placar graças ao goleiro Jedai ou o desvio de algum defensor, na hora certa (ou errada para nós).

O time tinha o domínio da partida, a posse de bola e o volume de jogo, com várias oportunidades de gol.

O Ypiranga só deu o primeiro chute a gol aos 17 minutos, de fora da área. Mas chegou com perigo, num lançamento para o setor esquerdo, com a bola sendo cruzada e passando por toda a extenção da área timbu e, milagrosamente não encontrando o pé do atacante azul e branco, da “máquina de costura”, sozinho, no outro lado.

Todavia, o Náutico mereceu abrir o marcador, com Bruno Meneghel cabeceando sem marcação, um cruzamento de Bala, da direita, após ser magistralmente lançado por Zé Carlos. O baixinho fez seu primeiro gol com a camisa 7 alvirrubra e correu para a galera, festejando e sendo festejado – afinal, ele vem se constituindo numa ótima peça no time do Náutico, na competição.

A vitória parcial, ainda que magra,  parecia que daria ao timbu uma aparente tranquilidade para tocar a bola no segundo tempo (quando voltou sem qualquer alteração), e ampliar o placar, sem maiores problemas.

Entretanto, o técnico Neco, do Ypiranga colocou o jogador Fagner que mudou a estória do jogo. Logo no reinício da partida, na etapa final, ele empatou o jogo, passando pelos marcadores na área alvirrubra e chutando cruzado, a queima-roupa. A zaga vascilou em não aliviar  – e teve esta chance.

Mas o Náutico não se desesperou. Continuou atacando. Com Zé Carlos, cobrando falta, mais uma vez, passou à frente no placar. A bola passou pela barreira e foi morrer nos fundos da rede do goleiro de Santa Cruz do Capibaribe.

O empate dos visitantes, 2 minutos depois, seria a tônica da partida, com um chute de fora da área.

Mas, mais uma vez, o Náutico não se entregou. E foi para cima do Ypiranga. Com Bala marcando o seu quinto gol na competição, ao dominar a bola, sozinho, na entrada da área e tocar na saída (e contrapé) do goleiro. 3 x 2.

Só que, o raio caiu mais uma vez no mesmo lugar.

O Ypiranga empatou, mais uma vez. Com uma jogada parecida com o primeiro gol deles. Nas costas de Foster (que estava bem “agudo” no apoio ao ataque), o atacante do Ypiranga tocou no outro lado de Gledson.

E, assim como aconteceu nas vezes anteriores, o Náutico teve forças para buscar a vitória. E partiu para cima. Num lance incrível, Bruno Meneghel pegou a bola, numa arrancada fantástica e quando ia entrar na área foi derrubado covardemente pelo defensor adversário. Lance para expulsão direta. Mas ficamos só com a falta e um cartão amarelo.

Pouco depois, Bala dominou a bola na área e foi tocar para o chute de Geilson, mas a bola parou no caminho, nas mãos de um jogador do Ypiranga, dentro de sua área. Penalti! O juiz marcou e Bala cobrou com perfeição marcando o seu sexto gol no campeonato e se aproximando dos artilheiros – que têm 8.

Com um gol deste, depois de tantos empates, parecia que, finalmente, o Náutico estava garantindo a vitória. Principalmente quando Nilson entrou no lugar de Bruno Meneghel, para reforçar o setor defensivo e não mais cometer os erros dos outros 3 gols sofridos.

Mas não deu tempo para se ajustar. E numa lance muito similar aos outros 2 gols, Rosembrink recebeu na direita e tocou por entre as pernas de Gledson. Era, por incrível que pareça, mais um empate.

Só que, desta vez, não tínhamos mais em campo Bruno Meneghel. Gallo percebeu que tínhamos perdido força ofensiva e colocou Thiaguinho, no lugar de Derley. Não daria mais tempo. Thiaguinho nem conseguiu participar de alguma jogada, pois já entrou próximo dos acréscimos de 3 minutos.

E o Náutico não conseguiu os 3 pontos que poderiam alavancar mais para frente na tabela, e ter mais tranquilidade nos 2 jogos que fará longe do Eládio de Barros Carvalho, pelo estadual, contra o Sete de Setembro (domingo em Garanhuns) e contra o Santa Cruz, no Arruda.

O mais incrível nisto tudo é que o time evoluiu no todo. Como time já tem boas jogadas, com bons jogadores, pelas laterais direita e esquerda. Bala e Meneghel estão se entendendo bem com Zé Carlos e as jogadas saem com mais naturalidade. Criamos várias chances de gol e fizemos 4 gols.

O problema é que, ao melhorarmos nestes aspectos, deixamos a desejar naquilo que vínhamos bem (inclusive sendo uma das 4 melhores defesas da competição, com 12 gols): o setor defensivo.

Mesmo com o entrosamento de Ediglê e Vinícius e com excelentes volantes como Hamilton e Derley, ficamos vulneráveis – especialmente no setor esquerdo da defesa, por onde os atacantes adversários fizeram os gols.

Aliás, as características parecidas da zaga também pode ter influenciado. Ambos são bons cabeceadores e têm qualidade com a bola nos pés. Contudo, não são rápidos. E sem a “sobra”, fizeram a “festa” dos jogadores do Ypiranga.

Contudo, menos mal, que isto é uma questão de posicionamento e de cobertura. Fácil de corrigir para os próximos jogos. Pior seria constatar que não houve evolução na qualidade do time, nos setores de criação e ataque.  E isto não aconteceu. Evoluimos sim, nestes setores que estavamos muito mal.

Doia ver o time jogar tão mal.

Agora não, já dá para ver o time tocando a bola, criando jogadas e fazendo gols.

Ficou evidente, entretanto, que ainda há muito que ser ajeitado. Especialmente no setor defensivo e psicológico da equipe. Precisamos também ter a maturidade para escolher o que será feito e que precisa ser feito, quando temos o placar nas mãos e o jogo já ganho.

Ainda faltam 8 rodadas para que possamos corrigir o máximo destes defeitos e aprimorar as qualidades que, finalmente, após 14 rodadas, conseguimos mostrar – pena que com o coberto curto, onde cobrimos um problema, descobrindo outro…

Afinal, um time titular

qua, 03/03/10
por milton neto |

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O Náutico jogou, pela primeira vez no campeonato, com todos os jogadores que poderiam ser titulares: Gledson, Daniel, Ediglê, Vinícius, Rafael Foster, Hamilton, Derley, Zé Carlos, Carlinhos Bala, Bruno Meneghel e Emanuel.

Pelo time que “armei” há alguns posts atrás, a única diferença é que coloquei Helton Luiz (ou Luciano Henrique – que terminou não se confirmando como contratado) no meio e Bala na frente, no lugar de Emanuel. Ou seja, já temos o chamado “time titular”.

E este time titular só começou a jogar apenas e tão somente na 13a rodada, sendo o terceiro jogo sob o comando de Alexandre Gallo (o segundo no estadual).

Por isto mesmo, não se podia esperar um primor de jogo. A equipe começa agora – e tão somente agora – a ganhar o tão sonhado “conjunto”.

Deve-se manter o mesmo time para o jogo contra o Ypiranga, para poder dar entrosamento e para se poder trabalhar com estes atletas, e, a cada jogo, se ganhar confiança e qualidade.

Ganhando os jogos e somando pontos, para dar tranquilidade, ficará mais fácil para que estes titulares possam jogar com mais confiança e que, finalmente, possamos ter resultados + qualidade em campo.

O interessante é que, justamente o único atleta que não seria o titular foi responsável pelo gol salvador, que deu a vitória ao time alvirrubro. Emanuel, logo aos 6 minutos do primeiro tempo, aproveitando um rebote do goleiro Luciano.

Aliás, o Salgueiro tinha em seu time, nesta noite de quarta-feira, vários atletas que passaram pelo timbu: o próprio Luciano, os zagueiros Breno (o filho de Zé do Carmo) e Henrique e o meia Diego.

O garoto Daniel, na lateral direita se saiu bem melhor que o jovem Rafael Foster, pela esquerda. Tanto que ficou até o final, enquanto o segundo foi substituido por Igor (que também fez sua estréia – mostrando muita força e vontade) – lembrando que o substituto é zagueiro de ofício.

No final do segundo tempo, Gallo ainda colocou Helton Luiz no lugar de Zé Carlos e Geilson, no de Bruno Meneghel – pois os dois estavam voltando de um longo período de contusão.

Não foi uma partida fantástica. O Salgueiro teve até algumas chances para empatar e o Náutico outras (poucas) para ampliar com Bruno Meneghel, e com Bala chutando a bola na trave, quando estava sozinho no final da partida, bem como em outros lances - inclusive um penalti sobre Bala foi reclamado pela torcida.

Infelizmente não podemos dizer muito mais sobre o jogo, pois não foi transmitido pela TV e, com 3 jogos dos times da capital, é complicado de se acompanhar pelas rádios.   Mas, pelos lances mais agudos do Náutico, o resultado foi justo e o timbu voltou a vencer, após 4 partidas sem somar 3 pontos no estadual, com 2 derrotas (Central e Porto) e 2 empates (Sport e Vera Cruz), além de um empate pela Copa do Brasil (contra o Ivinhema).

É a primeira vitória de Alexandre Gallo. Que seja a primeira de MUITAS até o título estadual.

Remendos

seg, 01/03/10
por milton neto |

nau x vcDizem que Bala é “meio time” do Náutico. Depois que vi o jogo contra o Vera Cruz, estou propenso em acreditar neste jargão popular. E mais: Derley é mais 40% deste mesmo time. Considerando, ainda, que jogamos (de novo) sem Zé Carlos, Bruno Meneghel e (ainda) sem os dois laterais, não seria, de todo, inverídico, dizer que jogamos com apenas 5% de nossa real capacidade.

Além disto, tínhamos pela frente, um tabu absurdo a ser superado: vencer o Vera Cruz. Nunca, na história deste confronto, houve uma vitória alvirrubra. Foram 3 vitórias da equipe de “Vitória” de Santo Antão e (agora) 2 empates.  Um verdadeiro absurdo – simplesmente sulreal. E o mais incrível é que este tabu só poderá ser batido em 2011, pois é praticamente impossível que o “galo” tricolor se classifique entre os quatro primeiros.

O pior é que, o domínio do jogo foi todo do time visitante. Parecia que os uniformes estavam trocados. O Vera Cruz tocava a bola e envolvia nossa defesa, enquanto o Náutico só dava chutões para frente, buscando o “contra ataque”.

Mas nem sempre foi assim no jogo.

No começo, o timbu até que conseguiu ter um período de futebol consistente e inteligente. Houve tabela entre Geilson e Helton Luiz, que foi, devidamente aplaudida pela torcida. E houve um chute no travessão de Hamilton, cobrando falta (está virando uma de sua especialidade – a outra é o lançamento à longa distância).

Porém, o Náutico trabalhou a bola, enquanto teve pernas. Depois, cansado, foi totalmente dominado pelo time de Pedro Manta.

O gol dos visitantes foi muito bonito – e, ao mesmo tempo, catastrófico. O Náutico não conseguia ficar com a “segunda bola”, após duas tentativas de tirar a pelota de nossa área. Ela, todavia, insistia em voltar. Trabalhada pelo meia do Galo, este driblou 3 defensores alvirrubros e tocou para Vassoura, livre na área timbu. Este recebeu e deu um drible desconcertante no zagueiro que chegou atrasado na marcação e tocou no canto de Gledson – que nada pode fazer.

Para piorar, Phillip sentiu uma pancada e ficou mancando em campo.

O intervalo poderia ser a solução para ajeitar o time. Dar novo ânimo e encaixar melhor as peças, pois nem Márcio Tinga e nem Altemar apoiavam como deveriam e, estavam levando desvantagem sobre seus marcadores.

Com 1 x 0 para o outro time, e já jogando mal, o Náutico passou a errar mais que o normal. O nervosismo de pressão (e a torcida apupando os erros) foi demais para os jovens vindo da base. E foram muitos deles: Altemar, Nilson, Helton Luiz, Thiaguinho, Phillip e (depois) Emanoel e Diego.

Cansados e nervosos, simplesmente não rederam o esperado e o Náutico foi envolvido pelo Vera Cruz. 

Nem mesmo  o gol de empate modificou o panorama do jogo (numa boa bola enfiada por Emanoel (que entrou no lugar de Geilson – vaiado pela torcida) para Thiaguinho, que cruzou na medida para Helton Luiz empurrar a bola para as redes de Gedeon (que abusou de retardar o jogo)).

Felipe Pinto entrou na lateral esquerda, no lugar de Altemar e Diego, no de Geilson. Emanoel já tinha entrado no do machucado Phillip. Nenhuma dessas modificações foram significativas. O time voltou a fazer as malfadadas “ligações diretas” da defesa para o ataque, com chutões sem qualquer direção.

Poderíamos progredir pela direita, onde o Vera Cruz dava espaços – mas não tínhamos um ala pelo setor.

E ficou nisto. Alías, poderia ter ficado bem pior se não fosse Gledson, pois ao “apagar das luzes”, o juiz marcou um penalti contra o timbu. Mas o nosso goleiro está se mostrando um ótimo defensor de penalidades máximas e agarrou (para não mais largar) o chute de Alcimar.

Mais uma vez, o time poderia crescer (normalmente cresceria) com este penalti defendido. Mas não conseguiu forças e não ameaçou o gol do Vera Cruz.

Nesta “rinha” de galos (Gallo x galo tricolor), quem saiu arranhado foi o Náutico. E está sangrando- e muito. Cabe ao técnico e a diretoria fazer com que não sangremos até a morte. Cuide-se das feridas, mesmo que fiquem as cicatrizes da desconfiança nesta equipe. Ou que não fique cicatriz alguma, Ou que não fique cicatriz alguma, com uma recuperação fantástica a partida do próximo jogo, contra o Salgueiro, no sertão.

Com a volta de Bala (que queria jogar, mas foi vetado pela comissão técnica, para não agravar a sua contusão), Derley (que estava torcendo pelos companheiros, no estádio), Zé Carlos, Bruno Meneghel, além de Ithamar Rangel, Ramires e Juliano (que também estiveram nos Aflitos) e a contratação dos laterais e um meia.

Sem eles, já vimos, fica difícil….

PS: Na preliminar, mais uma vitória dos juniores: Náutico 8 x 0 Vera Cruz

Empate entre os juniores do Náutico e os titulares do Sport

sáb, 20/02/10
por milton neto |

nau x sp0oleivinha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Náutico estava sem seu principal jogador: Carlinhos Bala.

Sem contar com prováveis titulares (além de Bala): Zé Carlos, Bruno Meneghel, Ediglê e Denis. Isso sem falar em Ramires (machucado) e nos bons jogadores Dinda e Ithamar Rangel (que não foram relacionados para o jogo).

Ainda sem contar com o novo técnico Alexandre Gallo (que viu o jogo do camarote do placar).

Com a demissão do técnico Macúglia ocorrida há menos de uma semana e tendo que disputar com o excelente técnico interino Leivinha.

Utilizando no elenco   07 jogadores da base: Diego Bispo, Wellington, Eduardo Erê, Nilson, Helton Luiz, Philip e posteriormente Thiaguinho.

Perdendo Juliano machucado ainda no primeiro tempo.

Contra todos os titulares (e destaques) do time de Givanildo Oliveira: Magrão, Cesar, Igor, Montoya, Julio César, Dutra,  Zé Antônio, Eduardo, Ricardinho, Ciro e Wilson. O que o Sport tinha de melhor. Além de contar no banco com Juninho e Daniel Paulista.

Foi assim, com todos esses aspectos que o Náutico jogou no reduto adversário, o primeiro clássico do ano contra os tradicionais rivais.

O que todos podiam esperar?

Uma vitória fácil e tranquila dos donos da casa, é óbvio.

Mas não foi isso que aconteceu no clássico dos clássicos deste sábado, dia 20 de fevereiro de 2010.

Quando cheguei no hotel onde o time estava concentrado, fui até o auditório, onde o técnico interino Leivinha (que foi auxiliar de Macúglia e Geninho e tem trabalhado com a cooperação da divisão de base) fazia, de forma séria e competente, uma preleção com o grupo.

Enfatizou a união da equipe e que, com o grupo unido, iríamos conquistar um resultado positivo na partida de logo mais, às 17h.  Sábias palavras. Atitudes mais ainda.  Pude ver jogadores que não iriam jogar, entre os presentes naquela preleção: Ithamar, Dinda, Ramirez e Carlinhos Bala. Numa clara demonstração de vontade e união do grupo.

Aliás, Bala esteve o tempo todo com o grupo. Almoçou com eles, na sexta-feira (mesmo estando liberado – por conta do cartão amarelo que o suspendeu da partida) e no sábado. Esteve com o grupo o tempo todo. E foi no ônibus da comissão/diretoria para o estádio.

Por sinal, o ônibus alvirrubro parou ao lado do vestiário do Sport – onde Bala (e até eu) tem conhecidos. Eu conversei com Daniel Paulista (que foi nosso jogador em 2007) e não consegui falar com Guilherme Ferreira (que é alvirrubro e foi nosso preparador físico por longos e longos anos). Bala, por ter trabalhado no Sport, conhece muito mais gente e cumprimentou os ex-companheiros. Assim como o próprio Hamilton e Sidny tinham feito, anos atrás, quando jogaram no Sport e conversaram com ex-companheiros do Náutico. Nada de mais.

Bala subiu para o camarote destinado ao Náutico e assistiu o jogo o tempo todo, ao meu lado. Torcendo (e muito) para a vitória alvirrubra. Vibrando, no gol de Hamilton. E rindo da polêmica pela sua visita ao vestiário do adversário. Ele sabe que não se pode dar nenhuma importância a tal celeuma.

Coloquem uma coisa na cabeça: Bala está comprometido com o grupo. Com o objetivo do grupo: Ser campeão estadual. Podem estar certos que a dedicação que ele sempre mostrou em campo será sempre a mesma.  E ponto final.

Dito isto, vamos ao jogo.

Com tantos problemas e com um time muito jovem e inexperiente, o Sport partiu para cima do Náutico e foi quem criou algumas chances de gol. Mas a defesa alvirrubra com Bispo, Vinícius e Nilson (de líbero), com Hamilton e Derley na cobertura e com Eduardo Erê (que é volante) e Wellington (que é zagueiro) jogando pelas laterais, bem como Juliano e Phillip como meias ofensivos e apenas Rodrigo Dantas na frente, estava muito bem postada.

O Náutico fazia um jogo inteligente. E dentro da proposta de jogo que Leivinha traçou. Marcar o Sport e partir em contra ataques rápidos.

A questão defensiva estava muito bem armada, mas o contra ataque não encaixava e o Sport tinha o domínio da posse de bola. Mas um domínio falso. Sem criar chances reais de gol. Apenas aproveitando-se de alguns vascilos pela lateral esquerda alvirrubra (numa delas, Wellington foi sair jogando e perdeu a bola, obrigando a defesa se virar para evitar o gol rubro negro – o que fez com que Derley desse uma verdadeira bronca no garoto).

Juliano – que seria o homem de criação no meio de campo timbu, se machucou e foi obrigado a deixar o jogo, dando lugar a Helton Luiz.

Todavia, quando tudo indicava um empate sem gols, Dutra evita um contra ataque alvirrubro dando um balão para frente. A bola sobra para Wilson sem marcação. Gledson sai em sua direção para evitar o gol, mas ele toca, na saida do goleiro, para o outro lado. Sport 1 x 0.

O intervalo foi benéfico para o time alvirrubro.

O Náutico voltou com novo fôlego e mais acertado. Com Helton Luiz chamando a responsabilidade do jogo. E fazendo boas jogadas. Lançando Philip e Rodrigo Dantas ou mesmo tabelando e recebendo para o chute a “queima roupa” em Magrão, logo no primeiro lance de perigo do segundo tempo.

Aos 12 minutos, uma falta para o Náutico, justamente no mesmo local, onde em 2001, Adilson cobrou um “limão” e deu a vitória ao time visitante, na ilha, partindo dalí para o título. A mesma camisa 5 vermelha e branca, do capitão Hamilton partiu para a bola. E quase da mesma distância, a bola foi chutada indo morrer nos fundos do gol de Magrão, balançando as mesmas redes, reeditando Adilson. Era o empate e, quem sabe, o início do título alvirrubro em 2010 – tal e qual, em 2001.

Depois do gol do Náutico, o Sport voltou a ter mais posse de bola. Mas não ameaçava. Era o Náutico que tinha mais chances reais de gol. Principalmente depois que Leivinha colocou Thiaguinho no lugar de Rodrigo Dantas. O time ficou mais veloz.

O trio Helton Luiz, Thiaguinho e Phillip causava pânico na defesa rubro negra, a cada contra ataque timbu.

Mas um embrólio envolvendo Ciro e Diego Bispo deu outra conotação ao clássico, que ficou mais aberto – com mais espaço. O árbitro Carlos Costa expulsou os dois. O Náutico mais bem posicionado e compacto, não sentiu tanto. O Sport não chegava mais na área alvirrubra e arriscava em chutes de longe.

O Náutico, ao contrário, sempre era perigoso nos contra ataques.

Leivinha ainda substituiu Eduardo Erê por Marcio Tinga e segurou o resultado satisfatório, que não deu a liderança ao timbu, mas manteve a diferença em 3 pontos (que podem ser alcançados a qualquer rodada – embora não signifique muito chegar em primeiro ou segundo nesta fase).

Agora, já na próxima rodada, pelo estadual, começa uma nova etapa. Com Alexandre Gallo e com o retorno dos jogadores como Bala, Zé Carlos, Ramirez, Bruno Meneghel e a estréia de Ediglê, a tendência é que o time melhores ainda mais.

Perdemos Derley para a partida contra o Vera Cruz, nos Aflitos. E Juliano, por mais alguns dias. Não teremos, ainda Denis. Mas há indícios que podemos contar com Diogo e mais na frente com Luciano Henrique.

Ou seja, após o empate entre o misto do Náutico (alguns titulares com os juniores) e a força máxima do Sport, na ilha do retiro, as perspectivas são de melhores dias para o timbu, pois só há coisas boas para acontecer. Jogadores melhorando. Bons jogadores para estreiar. O retorno de Bala. O retorno de outros importantes atletas. A união do grupo. Um técnico experiente e vencedor. Uma base eficiente. Enfim. Vamos ser campeões!

spo x nau - base

É de fazer chorar….

qui, 18/02/10
por milton neto |

Tá tudo errado. A começar do que se deseja no campeonato. Afinal, o que queremos na competição? Ser campeão ou vencer o Sport, num jogo que não vale praticamente nada (a não ser pela questão da rivalidade)?

Pois apesar do clássico contra o Sport não ser decisivo em nada, poupam-se jogadores como Zé Carlos, Ramires, Juliano e Bruno Meneghel para o clássico, em vez de colocá-los em campo para ganhar ritmo e entrosamento. Não tenho dúvida que os 4 estarão em campo, na ilha, no próximo sábado. E já poderiam estar, nos Aflitos, nesta quarta-feira de cinzas e brasas. Se o time ainda não está com cara de time, então, não podemos estar poupando jogadores, até que tenhamos, efetivamente, um time e não apenas um grupo.

Por outro lado, se o foco é “esquecer o campeonato, pois o que interessa é vencer o clássico”, então que se poupasse Derley e Bala, pendurados com dois cartões amarelos. O primeiro escapou por pouco.  A torcida temeu mais por ele que por Bala (pois Derley sempre foi mais voluntarioso), mas quem recebeu o cartão foi exatamente o atacante.

Aqui faço uma ressalva antes de entrar no mérito do cartão:

Acho que nenhum árbitro de futebol tem como saber se houve simulação ou realmente houve algum choque entre os jogadores, em lances de disputa de bola. Independentemente de que árbitro for. Eu, se fosse árbitro nunca daria cartão numa situação destas. No máximo, uma advertência, por ser, no “meu entendimento” (e esta é uma questão muito subjetiva), uma “possível simulação”.

Já vi vários casos em que o jogador, de fato foi derrubado pelo goleiro e o juiz deu cartão para o atacante. É, no meu modo de ver futebol,  injusto e totalmente subjetivo – a critério de cada um que estiver vestido de preto. Se para um foi, para outro, não.

No caso do lance de Bala, acho até que ele pode ter sido tocado, mas exagerou na queda e pode ter parecido “simulação” – o que daria razão ao árbitro da partida em não marcar o penalti. Todavia, como já disse, acho extremamente exagerada a aplicação de uma cartão. E não apenas no caso desta quarta-feira. Mas em todos os casos que ocorram no futebol, lances deste tipo. Sou totalmente contra este tipo de cartão.

Como não fui eu quem apitou o jogo contra o Porto, Bala pareceu simular um penalti e recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora do clássico de sábado.

Mas, e daí?

Como também já disse, o clássico de sábado não decide o campeonato. O que realmente importa é chegar entre os 4 primeiros, para garantir uma vaga nas semifinais.

E, para isto, temos que ter:

1) Um time titular. Ainda não temos. O que temos, são 5 titulares: Gledson, Vinícius, Hamilton, Derley e Bala. Não temos laterais. Nem direito, nem esquerdo. É preciso preencher estas vagas – urgente. Não temos meia de criação (ou talvez Zé Carlos seja o cara – mas é preciso jogar para que possamos saber). E a zaga pode ter em Ediglê, no lugar de Gomes, a solução da dupla de área. Já no ataque, prefiro mil vezes o garoto Ithamar Rangel a Rodrigo Dantas ou Geilson – que estão numa fase que não agrada ninguém – acredito que nem eles mesmo.

2) Padrão de jogo.  Com 10 rodadas, ainda não temos. O time simplesmente entra em campo e não parece estar organizado. E talvez não esteja mesmo. Tem que ter entrosamento e peças certas, nos locais certos (e não uma improvisação eterna). As jogadas não são criadas pelo meio de campo e exploradas nas laterais. Sem poder contar com laterais de ofício, tira-se um pouco a culpa de cima do treinador – que não pode, também, fazer milagres neste setor, sem contar com as peças certas.

3) Entrosamento. Este passa longe. E vai passar sempre, enquanto não tivermos uma equipe definida, com 11 titulares. É preciso dar continuidade aos atletas que estão em campo.

4) Qualidade. Tivemos jogadas de arrepiar nos Aflitos. Cenas dantescas, com Rodrigo Dantas, Geilson, Márcio Tinga, Gomes, Altemar e até Derley (ao cobrar um lateral – que não é a dele). 

5) Definição. O jogo estava empatado. O time entrou com uma escalação com 3 volantes (Derley, Hamilton e Nilson) contra o Porto, jogando em casa, nos Aflitos. Apenas Felipe Pinto, que estava estreando, no meio, e não dava conta do recado. Macúglia viu e foi corrigir, colocando Helton Luiz no lugar de Nilson (que estava bem no jogo). Ao mesmo tempo, tiraria Rodrigo Dantas e colocava Geilson. Com o gol de Derley, mudou de idéia. E voltou a mudar, 3 minutos depois, fazendo as mudanças que seriam feitas quando o time empatava o jogo, agora, quando o time vencia por 1 x 0. E optou, no “apagar das luzes” do primeiro tempo (em vez de esperar o intervalo e analisar melhor), por o time mais ofensivo. A mexida foi, no meu modo de ver, precipitada e exatamente oposta ao que deveria ter ocorrido. O time deveria ter entrado mais ofensivo e, com 1 x 0, se segurar mais, não se expondo. Com a saída de Nilson, o Porto teve espaço para trabalhar a bola, virando de um lado para o outro e encontrando, sempre um jogador livre de marcação – até porque o Náutico, instintivamente, foi para cima do time de Caruaru.

6) Camisa. Pois é. E aqui não falo apenas na questão da tradição, da força da camisa contra equipes menores. Chega de jogar de branco. É uma nhaca miserável!! O Náutico é VERMELHO e BRANCO. E só usamos aquele padrão todo branquinho. Não somos médicos. Somos alvirrubros. Tá na hora de usarmos o velho manto listrado!

Em resumo: O Náutico jogou com o Porto pensando no Sport. E deixando de pensar ao mesmo tempo. Mas em tempo algum, lembrou que o campeonato não se decide sábado e sim, nas próximas fases.

Perdemos muitos gols. Alguns deles embaixo da trave. E, por isto, perdemos o jogo. Sofremos gols onde os adversários estiveram à vontade, sem marcação, para, cara a cara com Gledson, escolher como queriam fazer o gol. 10 gols, em 10 jogos.

Mas é pior perder em casa para o Porto (que sempre foi organizado e deu trabalho) ou empatar com o lanterna (último bem distante mesmo), na casa deles? Sinceramente, não sei. Só sei que, se o Salgueiro vencer o Cabense, na cidade do Cabo de Santo Agostinho, nesta quinta-feira, perderemos a vice-liderança da competição – e ai sim é preocupante em termos de campeonato, pois, pela primeira vez, já se começa a ver os outros adversários chegarem tão próximos, ameaçando uma classificação praticamente garantida. E pensar que uma vitória, mais uma vez, significaria a liderança do campeonato, por causa de mais um tropeço do Sport na rodada.

Independente da posição que nos encontramos, acho que temos que focar na nossa meta: VENCER O ESTADUAL.

E o que é preciso para atingirmos a meta? Pontuar e chegar entre os 4. E, neste período, arrumar o time.  Primeiro escolhendo os titulares. Segundo, dando entrosamento e padrão de jogo. Feito isto, é chegar com qualidade na fase seguinte e, aliando a raça e vontade, conquistarmos o título.

Mas esta quarta-feira de cinzas, mostrou que as brasas ainda irão queimar muito para chegarmos onde queremos. E é precido definir já, o que queremos: o campeonato ou uma vitória num jogo que só vale pela rivalidade? O mais incrível é que, uma vitória sobre os rubros negros, na ilha, pode significar, mais uma vez, a liderança da competição…..

A pior apresentação do time no ano

qui, 11/02/10
por milton neto |

O que houve afinal? Será que o time desaprendeu? Não conseguiu dar um único passe certo. Não ameaçou o Central em quase nenhum dos 90 minutos. Foi a pior apresentação desta equipe, desde o começo do campeonato. Pior até que a derrota, na primeira rodada, quando o time estava totalmente desarrumado, contra o Vera Cruz.

Para se ter uma idéia, num lance de escanteio, aos 40 minutos do segundo tempo, quando Gledson subiu, num ato desesperado de buscar um resultado positivo, foi o Central que quase marcou um gol, pois a sobra (sempre) foi do time de Caruaru e, na velocidade, sem goleiro, perdeu a chance de aumentar o placar.

É verdade que o alvirrubro não pode contar com Bruno Meneghel – que nem viajou, mas ao iniciar com 3 zagueiros (Diego Bispo, Vinícius e Gomes), 3 volantes (Derley, Tinga e Hamilton) e com Zé Carlos ainda jogando na lateral esquerda, Dinda como o meia armador do time e Bala e o inoperante Rodrigo Dantas na frente, não se podia esperar muito além do futebol que vem sendo apresentado pelo timbu.

Pior foi quando Zé Carlos teve que sair e entrou o Wellington em seu lugar. Perdemos toda e qualquer possibilidade de ataque pelo flanco esquerdo. E no lado direito, Derley, improvisado, jogava isolado e com 2 ou 3 marcadores.

Com o Central bem postado e marcando muito bem, saindo em velocidade, não tivemos jogadas pelas laterais e, via de consequencia, as tentativas eram pelo meio, onde estava congestionado.

Para piorar, os passes não conseguiam ser feitos com precisão. A bola pulava e sempre sobrava para o adversário.

Com a saída de Diego Bispo, para a entrada de Geilson, a marcação alvirrubra (a sobra) ficou deficiente. E nos contra ataques (e isto não significa que o Náutico tenha atacado), o Central sempre foi perigoso, pois sempre haviam jogadores da Patativa desmarcados. Para piorar, Geilson (que já começa a ser chamado pela torcida de “homem invisível”) sequer tocou na bola.

Numa das jogadas, pela esquerda do ataque centralino, a marcação ficou na saudade, e o jogador do Central cruzou com facilidade. Os outros dois marcadores, que vinha voltando (entre eles o Hamilton) estavam marcando a bola (e não o adversário) e a bola ficou fácil para o atleta de Caruaru colocar o pé e abrir o placar.

Uma jogada parecida com a última ocorrida no primeiro tempo. A bola passou por todo mundo na área, mas daquela vez, o jogador do Central não chegou para por o pé.

Contudo faltavam muitos minutos para o fim da partida. E com o empate do Sport com o Ypiranga, esperava-se uma motivação maior para que, na base da superação, o timbu empatasse e, até, virasse o jogo. Mas a superação que existiu em outros jogos, desta feita, passou longe.

Ithamar Rangel entrou no lugar do preguiçoso Rodrigo Dantas e deu mais movimentação ao setor, embora não resolvesse os problemas incontáveis, do time, no jogo. Dinda é muito bom jogador, mas sempre que entra como titular não rende o mesmo. Ele é melhor, quando acionado no decorrer da partida – o que foi mais um erro no jogo desta quarta.

O time foi péssimo, já que não existe algo pior que este termo. Irreconhecível. E a derrota foi mais que merecida. Deveria, até, perder 6 pontos e não apenas 3, pelo que  jogou, nesta quarta-feira.

Menos mal que, apesar da derrota, o líder não venceu e só livrou mais um ponto, ficando a dois pontos do timbu. E ficou aquele gosto esquisito de saber que se tivessemos vencido, seríamos os novos líderes.

Contudo, de nada adianta ser líder. É preciso estar entre os 4 primeiros, para, na fase final, jogar tudo que sabe e, ai sim, disputar o título. Mas, diante de uma jornada tão ruim, após 9 rodadas, conseguindo ser pior que quando o jogo de estréia, teme-se pelo pior, na fase final.

Não tenho dúvidas que o time estará entre os 4 classificados para as semifinais. Mas é preciso muito, ainda, para chegar, nesta fase, em condições de disputar, verdadeiramente, o título. Se jogar o que jogou nesta quarta-feira (que mais parecia uma quarta-feira de cinzas – pela ressaca vivida pelo time), corre-se o risco de sequer ir à final.

Ainda há tempo. Ainda temos como melhorar.

Mas é preciso, primeiro, definir o time. Gledson, qualquer um na lateral direita (Diogo, preferencialmente – pois precisamos de alguém de qualidade naquele setor), Vinícius, Ediglê, Anderson Santanna (ou Diego, da base), Hamilton, Derley, Zé Carlos, Felipe Pinto, Bala e Bruno Meneghel, para mim é o time titular. Então, é botar eles para jogar e entrosar o time. Não devemos fica trocando de esquema,  para jogar com 3 zagueiros fora e 2 em casa. Estamos jogando o estadual. E os outros é que têm que temer o Náutico. E não ao contrário.

E obviamente treinar mais o passe e os chutes. E treinar, ainda mais, a marcação (não se pode marcar a bola!!! PelamordeDeus!!!). Treinar. Treinar. Treinar. Treinar à exaustão. Corrigir os erros que não eram mais para aparecer, na nona rodada. Só assim, podemos pensar em sermos campeões.timbu879

Apesar do futebol feio….estamos na cola do líder

dom, 07/02/10
por milton neto |

balaO que deu para notar, nesta partida que o Náutico venceu o Vitória, por 1 x 0, com um gol de penalti, de Carlinhos Bala?

Para começo de conversa, é o segundo jogo em que o Náutico não sofre gol – o que já é uma evolução. E, no caso do jogo contra a Acadêmica Vitória, a entrada de Hamilton no lugar do contudido Ramirez (que vinha se constituindo numa ótima peça no setor), deu mais consistência a defesa – que teve que jogar sem Vinícius (suspenso com o terceiro amarelo).

Apesar de o time de Vitória de Santo Antão não ser parâmetro para avaliar a defesa alvirrubra, deu para ver que ela está mais compacta e não sai na base do chutão, tentando ligar o contra ataque diretamente com o setor ofensivo.

Com mais calma, o time saiu para o jogo, pelas laterais, com Denis (enquanto esteve em campo) e depois com Derley, pela direita e com Zé Carlos, pela esquerda, chamando os atacantes para a aproximação, no meio de campo.

O grande problema que se viu nesta partida contra o Vitória, nos Aflitos, foi a afobação, na hora do “último toque” na bola.

Denis errou demais nos cruzamentos – apesar de ter sido uma boa presença na ala direita, servindo de opções para lançamentos de Hamilton e tabelas com Bala. Derley teve, pelo menos, duas grandes oportunidades para servir de “garçon” para Bala ou Rodrigo Dantas, na área e preferiu, nas duas vezes, chutar em direção ao gol, quando a melhor opção (que certamente resultaria em gol) seria o passe.

Os atacantes sempre preferiam um drible a mais em vez de tentar a finalização. E Bala, na função de meia, continua (como no ano passado) um ótimo artilheiro, mas sem muita criatividade.

Quando Denis se machucou e foi substituido por Dinda, Derley foi para lateral direita e Dinda para o meio, servindo de opção de jogo com Bala. As jogadas começaram a fluir melhor e o Náutico voltou mais ofensivo, na etapa final. Embora sem oferecer tanto perigo.

Todavia, na primeira tentativa, com Derley, este recebeu um passe magnifico de Rodrigo Dantas e foi empurrado pela defesa visitante. Penalti bem marcado pelo juiz Carlos Costa.

Bala com tranquilidade marcou o seu quarto gol no campeonato (2 a menos que Joelson, do Santa – artilheiro da competição).

Quando se esperava que os gols saissem com tranquilidade, a afobação só aumentou. E quando tínhamos os contra ataques, as jogadas eram paradas com faltas.

Bruno Meneghel, no lugar de Geilson deu mais movimentação e velocidade ao ataque. Deu para ver que, quando estiver bem fisicamente, será uma excelente opção para o técnico Macuglia.

E Diego, que entrou no lugar de Rodrigo Dantas, para garantir o resultado (afinal, querendo ou não, são 3 pontos que vão garantindo a classificação para as semifinais), quase entrega o “ouro”, ao exagerar na confiança e tentar sair jogando na entrada da nossa área. Sorte que Gledson estava atento e fez a única grande defesa do jogo.

Ao final, apesar do futebol ainda feio e sem muita inspiração apresentado pelo timbu, o Náutico somou mais 3 pontos (agora tem 19) e tem 5 vitórias seguidas. Mantém a melhor defesa da competição (ao lado do Sport – com 7 gols).

A princípio, o time base deverá ser Gledson, Denis, Vinícius, Gomes (ou Ramirez), Zé Carlos, Hamilton, Derley, Felipe Pinto (que ainda não estreou), Bala, Bruno Meneghel e Geilson. Quando todos estiverem em condições, e jogando, o Náutico fará uma importante estréia:  o tal do entrosamento. Este ainda está, aos poucos, aparecendo em campo.

Ganhamos. Jogamos pro gasto. Para os 3 pontos. Ainda será preciso muito trabalho para chegarmos onde queremos. Mas, com paciência e muito trabalho, o time, aos poucos, vai mostrando que pode chegar competitivo (como já demonstrou que está) e com qualidade (que ainda está devendo).

PS: Os juniores venceram a oitava seguida: 2 x 1

Coruja expulsa à bala

qui, 04/02/10
por milton neto |

nau x cabAntes do término da preliminar, quando o Náutico Sub-20 venceu, mais uma vez (a sétima seguida), sentei ao lado de Carlinhos Bala, num banco, à frente da porta dos vestiários dos visitantes.

Bala estava quieto. Vestindo uma camiseta amarela, calção branco. Conversava com um pessoal da diretoria. Alguém também sentou ao seu lado e disse:

“Vou me concentrar e ver quantos gols você vai fazer hoje”

Depois de baixar a cabeça, concentrando-se na sua “premonição”, disse:

“Um. Você vai fazer um gol, hoje, na Cabense”.

Que dom. Que premonição fantástica!

Carlinhos Bala fez um gol. E que gol! Simplesmente o gol mais bonito de todo o campeonato até o momento.

Mas antes de fazer este gol, o timbu sofreu.

E até que começou bem. Bala (sempre ele) meteu uma bola na trave do goleiro da Cabense. No mesmo lance, o cada vez melhor Ramirez sofreu um estiramento na coxa. E teve que ser substituído.

O Náutico estava bem montado e arrumado. Mas a saída de Ramirez mexeu demais com a estrutura tática, pois alguns jogadores tiveram que mudar de posição. E a Cabense tomou conta do jogo.

E passou a jogar buscando o gol, mas sem muita objetividade. E falhando nas finalizações (graças a Deus). A torcida local até ensaiou um olé, mas a Cabense não conseguia passar pela defesa timbu – que melhorou com a entrada de Nilson, na vaga de Denis, para ajudar na marcação. Gomes já havia entrado no lugar de Ramirez. 

Na etapa complementar nada mudou.

O Náutico não conseguia “sair para o jogo”. E a Cabense mandava no meio de campo, impedindo a progressão da jogada ofensiva timbu, que fazia “ligação direta” da defesa para o ataque. A bola voltava na boa marcação da zaga do time do Cabo de Santo Agostinho.

A equipe alvirrubra só chegaria ao gol,  numa jogada individual pela direita, com Derley, ou pelo meio, com Bala, pois Geilson e Rodrigo Dantas não conseguiam dar prosseguimento as jogadas, com a marcação impecável feita pelo time azul.

A torcida nas arquibancadas vibrava com cada gol que ouvia no estádio do Arruda, dando a entender que boa parte não era torcedor da Cabense, e que estava ali apenas para “secar” o Náutico.

Mas aquela pessoa tinha previsto: Bala vai fazer um gol. Só não previu como seria.

O capitão alvirrubro dominou a pelota e chutou do meio da rua. A bola foi caindo e passou pelo goleiro da Cabense, para entrar no ângulo direito, expulsando a “coruja” que dormia tranquilamente naquele local.

Um golaço!

A partir dai, era só ter calma e manter o placar ou tentar ampliar, nas saídas rápidas em contra ataques.

Entretanto, o Náutico ainda deu alguns sustos na torcida timbu. E Gledson fez, pelo menos, duas grandes e salvadoras defesas, com os atacantes da Cabense dominando e chutando dentro da área, em erros de posicionamento da defesa – que, finalmente, ficou um jogo sem sofrer gol.

E Macúglia não pode fazer alterações normais de jogo. De preferência. Teve que fazer alterações por conta de problemas físicos.

A vitória foi conquistada na base da superação. Na raça. Na vontade. E na individualidade de Carlinhos Bala, que chutou com muita competência e categoria.

A quarta vitória seguida. Ainda sem jogar um futebol vistoso. Sem empolgar. Até, de certa forma, injusta. Mas foi uma vitória eficiente. Que só não nos deu a liderança porque o Santa Cruz perdeu, justamente, no dia do seu aniversário.

Todavia, ficou bem claro que o Náutico quer o título e vai lutar até o fim para conquistá-lo. Domingo tem mais. Possivelmente com Hamilton e Bruno Meneghel à disposição.

Com alguns ajustes e quando tivermos o time entrosado e melhor condicionado fisicamente, o Náutico irá dar muitas alegrias a sua torcida. Que por enquanto vai vibrando a cada gol e a cada 3 pontos conquistados. De grão em grão. De gol em gol. Inclusive àqueles que entram onde dorme a coruja.

Falta 1 ponto para a liderança

dom, 31/01/10
por milton neto |

nau x ara

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma vitória sofrida, suada e 3 pontos a mais na tabela de classificação, deixam o timbu, com esta primeira vitória fora dos Aflitos, a um ponto da liderança do campeonato. Tudo bem que chegar em primeiro, nesta fase, não significa muita coisa, mas dá moral, pois ao contrário do atual líder, o nosso time ainda está em formação (e não perdeu nenhum ponto em casa).

Ainda faltam estrear Hamilton, Bruno Meneghel, Diogo, um novo zagueiro e um meia.

Entramos em campo, hoje, contra o Araripina, no sertão, com os desfalques de Cláudio Luiz e Gomes, na zaga e Juliano, no meio de campo. Desta forma, sem abdicar da formação com os 3 zagueiros, fora de casa, Macúglia armou a defesa com 2 alas (Denis e Zé Carlos) e com Vinícius,  Diego Bispo e Ramirez (mais recuado), além de Márcio Tinga e Derley à frente da zaga, com Dinda no meio e Carlinhos Bala e Rodrigo Dantas (outra estréia) no ataque.

Quando Dinda entra como titular, sente alguma dificuldade e, em geral, não reedita o futebol que tem, quando ingressa no transcorrer do jogo. E bem marcado, não conseguimos criar jogadas de perigo, ao longo de todo o primeiro tempo. Apenas algumas cobranças de escanteios e faltas, batidas por Bala.

Ao retornarmos para etapa final, sofremos um gol do “Chuteira-man”, Jessui e parecia que tudo estava perdido.

De imediato, vendo que Dinda não iria resolver, colocou Ithamar Rangel em seu lugar.  Logo depois, fez entrar Geilson, no lugar de Zé Carlos (que jogava na ala esquerda).

O Náutico mudou e passou a pressionar o Bode. E Felipe foi expulso, pelo Araripina, aos 25 minutos.

Foi quando brilhou a estrela de Macúglia. Com uma grande leitura do jogo, ele tirou Denis aos 30 minutos de jogo, do segundo tempo e colocou Nilson. A torcida foi a loucura. “Como é que colocar um volante, ao 30 do segundo tempo, quando estamos precisando fazer gol?” Veríamos depois, o que o técnico quis fazer.

Mas antes, Rodrigo Dantas empatou a partida, aos 40 minutos. O atacante que não desperdiçou a chance que teve e no seu primeiro jogo, marcou o seu primeiro gol.

A torcida passou a acreditar na virada. E ela aconteceu. No apagar das luzes. Nilson, o volante, foi o autor do gol. O segundo. E o timbu, apesar dos 4 minutos de acréscimos – que eram em razão das paralisações do time da casa – venceu o jogo no sertão.

E, agora, mesmo sem está jogando bem. Mesmo ainda em formação. O Náutico já está com apenas 1 ponto a menos do líder.

Se vencer o Cabense, no Cabo de Santo Agostinho, na próxima quarta-feira, dia 3 de fevereiro, e o Santa Cruz vencer o clássico, o alvirrubro chegará na sétima rodada, como líder do campeonato, num momento mais próximo da realidade da força de cada equipe no certame.

Foi difícil. Será difícil sempre. Mas o Náutico vai conquistando os pontos necessários e se aproximando de seus objetivos – que não é a liderança, mas o título do estadual!

ENNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNE!!!!!!

 

PS: O Sub-20 venceu por 3 x 2 e continua 100%



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