Análise.
Eduardo, Ruy, Vagner, Everaldo, Berg, Ticão, Radamés, Paulo Almeida, Geraldo, Wellington e Felipe. Esta é a base atual do nosso time para o brasileirão 2008. Se é boa? Posso dizer que sim, mas, realmente, precisa ser melhorada. Se vamos fazer um bom papel, na serie A? É pagar para ver.
GOLEIROS. Eduardo é um excelente goleiro. Teve atuações muitos boas e tem a confiança da torcida. Seu melhor momento no ano, foi no jogo contra o Sport, na ilha, quando fez grandes defesas e pegou até pênalti (cobrado por Luisinho Neto). Seu pior momento no ano, foram as reposições de bola, no clássico dos Aflitos, quando entregou a pelota para o inimigo. Mas recuperou-se em seguida. É, indiscutivelmente, o dono da camisa 1.André Sangalli parecer ter potencial para eventuais substituições. David é o terceiro goleiro (e um dos destaques da equipe de juniores em 2007).
LATERAIS. Um dos setores mais carentes do time. Ruy é titular absoluto. Polivalente, atua na ala direita e no meio de campo. Só atuou nos jogos da Copa do Brasil. E, se foi discreto na estréia, contra o Juventus, arrebentou nos jogos contra o Atlético-MG. Especialmente, no Mineirão. Jogando em sua terra natal, esteve em todas as partes do campo. Dono de uma cobrança de lateral diferenciado e muita raça (teve até seu calção rasgado). Ainda meteu uma bola no travessão, num rebote da pequena área. Ótimo nome para o brasileiro. Nino só atuou contra o Ypiranga. Muito pouco para avaliar seu potencial. Há necessidade de contratação para o setor.
Berg foi trazido do América-RN como sendo uma exceção ao rebaixado time potiguar de 2007. No entanto, não decolou e perdeu a posição para o dispensado Alessandro e, até para o improvisado (e também dispensado) Serginho. Fez sua melhor atuação, diante do Atlético-MG, nos Aflitos, quando até gol marcou. Mas, no jogo do Mineirão, sumiu de novo. Sem reserva para a posição e com um titular ainda devendo, resta evidenciado que há necessidade de contratação para o setor.
ZAGUEIROS. Vagner seria seleção brasileira se fosse mais alto, forte e jogasse num time do eixo Rio-São Paulo. Clássico, bem posicionado e ótimo no cabeceio. Sem dúvida, o melhor zagueiro do estadual. E ainda faz gol. Seu companheiro Everaldo é forte e faz uma boa dupla. Sabe sair jogando. Mas vez por outra se empolga e perde a bola. É um bom nome para a zaga. Luizão foi recém contratado e ainda será visto. O jovem Onildo chegou a ser cogitado para defender o Santos, após grandes atuações no ano passado. Com as dispensas de Márcio Santos e Fábio Silva, há necessidade de repor, pelo menos mais um zagueiro. De preferência, um que meta medo nos adversários, apenas com o olhar.
VOLANTES. Ticão é bom. Combate de perto e não dá espaço aos atacantes adversários. Joga na bola e seu “bote” geralmente rouba a pelota dos pés inimigos. Os cartões são decorrência do jogo. Algumas jogadas são interpretadas como violentas, outras não. Ticão chegou a ser expulso sem ter cometido falta, como no jogo contra o Centro, em sua estréia. Mas foi perfeito na marcação de Danilinho na partida dos Afllitos – pois o adversário só marcou, quando ele saiu de campo. Radamés é um ótimo segundo volante. Sabe sair jogando e arma as jogadas. Além disto, combate, como volante, os atacantes adversários. O jovem carioca fez grandes partidas (como contra o Atlético-MG, nos Aflitos), embora tenho ido muito mal, contra o Salgueiro. Entretanto, estamos bem servidos na posição.
Paulo Almeida não é mais o mesmo jogador do Santos, campeão brasileiro de 2002. Mas sua experiência conta para o setor. E seu futebol de pegada é útil. Há o reforço de volante que veio do Palmeiras. Ainda temos Tales (cuja maior virtude é a cobrança de faltas e o fato de unir o grupo) e o garoto Eduardo Erê (que jogou uma grande partida contra o Flamengo, no torneio de Juniores). É um setor que estamos bem.
MEIAS. Geraldo é o homem referência. Por ele passa a criação das jogadas do Náutico. Talvez seja este o nosso grande problema. Quando Geraldo não está bem ou muito marcado, o time não cria o suficiente, para o ataque funcionar. Artilheiro do estadual, quase se tornou o craque da competição. Mas faltou alguém ao seu lado para tabelar e ajudar na criação. Marcelinho ainda chegou perto, mas não foi o ideal. É craque, sem dúvidas. E será importantíssimo neste meio campo timbu.
Quem é o companheiro de Geraldo? E os reservas? O nome imediato é o jovem Helton. Futebol ele tem. Mas sua inexperiência conta. O nosso “Alexandre Pato” ainda tem muito a mostrar. Mas, por enquanto precisamos de um jogador mais experiente no setor, para jogar ao lado de Geraldo. E não é Rafael. Com as dispensas de Alex Sandro e Otacílio, há necessidade de termos um ou dois bons nomes para o setor mais frágil do time.
ATACANTES. Wellington além de revelação mostrou seu faro de gol. Em poucos jogos, pelo estadual, ficou a um gol da artilharia. É o Tanque alvirrubro e fez falta em Minas. Mesmo tão jovem, é o titular da camisa 9 timbu. Já Felipe é o nome ao lado do Tanque. Fez uma grande jornada contra o Galo, nos Aflitos e tem muita qualidade. Precisa, entretanto, ser mais regular. Teve fracas atuações, em outras jornadas, quando pouco chutou e perdeu gols incríveis. Mas todos conhecem seu potencial e é um grande atacante.
O setor de ataque é o que apresenta um grande número de jogadores. O ídolo Kuki não tem mais o gás e o faro de gol que tinha. Mas é um dos maiores artilheiros da história do clube. E é um privilégio vê-lo jogar. Quando entra em campo, no segundo tempo, tem feito boas atuações e o jogo pega fogo. Assim como Ricardo Laborde. O colombiano chegou a ser o xodó da torcida. Ganhou espaço. Seus dribles e velocidade eram sinônimos de reação alvirrubra. Mas o garoto peca na finalização. Já Warley chegou para ser titular. Mas não decolou. Contra o Galo, no Mineirão ainda meteu uma bola no travessão, numa cobrança de falta na risca da área. Se ela entra, estaria redimido perante a torcida. Ainda temos Danilo Lins (o talismã contra o Sport) e o jovem goleador (que é artilheiro dos juniores) Anderson Lessa. Sem duvida o setor tem qualidade.
Com algumas contratações, mesmo sem o mesmo recurso financeiro de um Flamengo, São Paulo ou até o Corinthians (na serie B), o Náutico pode brigar pela Sulamericana e surpreender quem aposta na sua briga para não cair.
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