Mais 3 pontos
Mais uma vez, o setor ofensivo funcionou e o Náutico conseguiu vencer o adversário. Uma vitória importante, que, apesar de ser contra o lanterna do campeonato, foi contra um time que, em Garanhuns empatou com o Sport e venceu o Cabense.
O timbu fez 1 x 0 com Bruno Meneghel, ainda no primeiro tempo, após um passe de Bala, que aproveitou que a zaga do Sete não cortou, e pegou o rebote, entrou na área e tocou para trás, onde Meneghel chegou antes mesmo que Derley (que esperava a bola, sem qualquer marcação, na pequena área).
Com vantagem no placar, o Náutico poderia jogar mais compacto e buscar o contra ataque com Bala e Meneghel, mas aceitou a reação do Sete.
E, com uma marcação frouxa, deixava o time de Neto Maradona chegar até sua área. E chutar sempre. Num destes chutes, Gledson foi na bola, mas não tocou. E o assistente marcou escanteio – no seu único erro no jogo. Da cobrança, um vascilo da zaga, e a bola chegou no atacante do time de Garanhuns sozinho (apesar de termos 3 zagueiros e 2 volantes), na pequena área, que pode ajeitar a perna, para chutar e empatar, sem chances de defesa para Gledson.
O Náutico não se desesperou e continuou bem na partida (embora a posse da bola fosse mais do Sete), embora não empolgasse.
Bala chegou a marcar, mas acertadamente, o árbitro anulou o gol, marcando um impedimento – que existiu. E Derley, numa boa trama do ataque timbu, chegou pela direita e meteu na trave do goleiro alviverde.
O Náutico não jogava como jogou contra o Ypiranga, quando criou (e chutou) muitas chances de gol. Mas estava atuando de uma forma inteligente. Todavia, alguns jogadores não estavam numa tarde eficiente. Zé Carlos e Igor estiveram batendo cabeça, sem saber quem fazia exatamente o que e quase não apoiaram pela esquerda. Os 3 zagueiros eram facilmente envolvidos pelos rápidos jogadores do Sete. E Dinda atuou como Dinda. É excelente quando entra durante o jogo, mas some, quando inicia a partida.
Porém, logo no começo do segundo tempo, uma bola foi lançada para Bala que foi puxado pela manga da camisa pelo zagueiro do Sete. O árbitro não viu, mas o assistente, bem posicionado chamou a sua atenção e deu o penalti.
Bala cobrou e fez o segundo do timbu. Pouco depois, mais um penalti para o Náutico. Desta vez, sem qualquer polêmica. Bala teve que cobrar duas vezes para marcar. Na primeira, houve invasão e (mais uma vez) o árbitro acertou em mandar voltar. Na segunda cobrança, Micaela foi festejada pelo papai Carlinhos, que marcou seu oitavo gol na competição e segue na cola do atual artilheiro, que tem dez.
Por sinal, parabéns para o juiz da partida, o paraibano Emerson Batista que só errou uma vez no jogo. No escanteio que resultou no primeiro gol do Sete. Acertou ao marcar o penalti do primeiro gol de Bala. Acertou em anular um gol do mesmo Bala. Acertou ao dar o segundo penalti para o Náutico. E ao marcar o penalti do segundo gol do Sete, quando Vinícius fechou o olho e colocou a mão para proteger o rosto. Também acertou ao anular um gol do Sete, quando Diego cobrou a falta, Gledson saiu errado e a bola ia entrando, mas o zagueiro do time de Garanhuns tocou para o gol, em posição de impedimento.
Gallo, quando o jogo estava 3 x 1, tratou de tirar Hamilton (que estava pendurado) e depois Meneghel (para poupá-lo), pois no domingo teremos um clássico no Arruda. Porém tais mudanças repercutiram em campo.
Com Nilson e Geilson, o time esteve mais dispeso e o meio ficou um “buraco” com Zé Carlos e Dinda sumidos no jogo (o primeiro cansado). A “segunda bola” sempre foi do time do agreste, que tocava e envolvia a marcação.
E o Sete gostava do jogo e mais ainda, quando fez o segundo gol. Com Leonardo em campo, cresceu e deu sufoco no Náutico, nos minutos finais.
O Náutico, por sua vez, tinha excelentes chances nos contra ataques, mas Derley, Geilson e Bala se perdiam no último toque, quando buscavam o companheiro – geralmente em posição de impedimento.
Geilson, por sinal, teve a chance derradeira, de dar tranquilidade ao time, quando recebeu na entrada da área, avançou e em vez de chutar cruzado, procurou o canto do goleiro, que esticou a mão e tocou para escanteio. Seria a última chance timbu no jogo.
O Sete teve tempo, ainda de partida para cima. E mesmo com Diego Bispo, no lugar de Gomes, o Náutico ainda não conseguia corrigir os erros de posicionamentos, dando espaços para o Sete.
O apito final foi um alívio para a torcida alvirrubra presente em bom número no estádio e para os que viam a partida pela TV. Nem tanto pela vitória (pois não adianta a liderança da competição – e sim estamos entre os 4), mas pelos 3 pontos (que valem muito para nos levar até as semifinais).
Se falei que o time evoluiu desde que Gallo chegou, também sou obrigado a dizer que, nesta partida, específica, andou para trás. Talvez pela mudança tática, com 3 zagueiros, a saída de Foster e o visível cansaço de Zé Carlos e Bruno Meneghel. Daniel também cansou e o meio campo do Náutico não funcionou desta vez.
Mas nada que não tenha sido visto pelo inteligente Gallo, que até o momento só fez acertar, nas suas colocações. Confio na sua capacidade para fazer o time voltar a melhorar e chegar na fase decisiva com garra, determinação, entrosamento e qualidade.
Até lá, o que importa é somar pontos suficientes para lá estar. Fazendo gols, como temos feito. E vencendo, mesmo com tanta angústia no final….
rss do blog
O que deu para notar, nesta partida que o Náutico venceu o Vitória, por 1 x 0, com um gol de penalti, de Carlinhos Bala?