Que vitória!
Confesso que temi pelo pior. Embora não faltasse fé em Deus e no time, mas, sofrer um gol do Atlético-PR (o primeiro do Furacão, na história do confronto entre essas duas equipes, no Recife) e olhar o Vasco vencendo o Coxa, o Figueira o Botafogo, o Ipatinga o Grêmio e a Portuguesa, o Sport, era demais para meu coração alvirrubro.
Mas a expulsão de Ferreira e, logo depois, a ousadia do Roberto Fernandes em colocar em campo 4 atacantes (primeiro Kuki e depois Clodoaldo, ao lado de Felipe e Gilmar) eram a senha que o dia seria feliz para o torcedor timbu.
O Náutico já surpreendia com Geraldo no meio de campo, no lugar de Hamilton (contundido). Era um Náutico ofensivo, com dois meias de ligação (Geraldo e Willian) e Gilmar e Felipe na frente, com Ruy e Anderson Santana (retornando) pelas alas, e apenas 1 volante (embora Geraldo atuasse no setor) e 3 zagueiros (Titi, Vagner e Everaldo).
Com um time assim, os donos da casa logo foram para o ataque. Galatto fez uma grande defesa, no primeiro lance de perigo. Mas, foi o Atlético que abriu o placar, com Ferreira, numa sobra, na entrada da área, pelo lado esquerdo ofensivo, da equipe visitante. Um chute certeiro, de primeira. Belo gol. Infelizmente, contra o Náutico.
Para o Atlético, era tudo que se queria. O time de Geninho vinha de 6 jogos invictos. Com 42 pontos na tabela, precisava de, pelo menos mais 1, para ficar tranqüilo. Com 1 x 0 no placar, em Recife, era só se fechar e tentar os contra ataques. E agiu com competência. O Náutico não conseguia criar e entrar na área rubro negra. Um empurrão em Gilmar, dentro da área - que seria penalti, foi o lance mais perigoso do primeiro tempo.
E fomos para o intervalo com placar favorável para os visitantes, graças a boa postura do time paranaense
No segundo tempo, os minutos iniciais mostravam o mesmo filme de antes do intervalo. O Náutico em cima do Atlético, mas sem criar chances. Foi quando Clodoaldo entrou, no lugar de Anderson Santana. Estaria Roberto Fernandes louco? 4 atacantes e nenhum lateral? Afinal, a esta altura, Ruy estava pelo meio.
Entretanto, um olhar mais atento via Gilmar e Felipe na posição de Ruy, jogando no espaço direito do campo. Titi cruzou, da direita para Kuki escorar para trás, onde se encontrava o joelho de Clodoaldo. Era o gol de empate. Aos 21 minutos, da etapa final. Ainda dava tempo para a virada.
E ela veio. 14 minutos depois. Quase do mesmo jeito. Felipe, da direita, levantou para a área atleticana. Kuki livre tocou de cabeça por debaixo das pernas de um defensor. Clodoaldo agarrado na área, conseguiu tocar de cabeça. A bola saiu rolando pelo corpo do atacante alvirrubro e defensor rubro negro, até cair dentro do gol de Gallato. No mesmo gol que ele defendeu o famoso pênalti.
Era o gol da vitória. E que vitória! Valorizada pelo esforço e a vontade dos jogadores atleticanos, em sair de Recife com um resultado positivo. Nem importa que Gilmar foi expulso (pelo segundo cartão amarelo - após retardar uma cobrança de lateral).
Os 3 pontos foram importantíssimos. A vitória foi fantástica. Mas a permanência na primeira divisão ainda depende da 38ª rodada. E, o pior é que Atlético-PR, Figueirense e Vasco jogarão em casa, enquanto o Náutico será o único que disputa um lugar ao sol, que estará longe de sua torcida.
Em compensação (ao lado do Atlético-PR) só depende de seu resultado, para se livrar do rebaixamento. Um empate contra o Peixe, em Santos, livrará o timbu da serie B. E esta equipe está determinada a isto. Com Roberto Fernandes, o time fez 10 jogos, longe dos Aflitos. Venceu 2 vezes (Fluminense e Vasco), empatou 4 (Botafogo, Sport, Internacional e Coritiba) e perdeu 4 (Goiás, Atlético-MG, São Paulo e Figueirense), num aproveitamento de 33,33% fora de casa.
Em 2007, o Náutico conseguiu vencer o Santos, de Vanderley Luxemburgo,
Caso contrário, é torcer para que os donos da casa não vençam.
O Vasco não vença o Vitória,
O Figueirense não vença o Internacional,
Por fim, até mesmo o Atlético-PR se não vencer o Flamengo poderá permanecer atrás do timbu, na tabela. E não será fácil vencer o time carioca, que precisa da vitória, para tentar a última vaga, para Libertadores.
Portanto, tudo ficou para a última rodada. Mas as chances alvirrubras são melhores por estar na frente de todos eles. E só depender de um pontinho. É colocar o coração na chuteira e fazer como o Atlético-PR tentou
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