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Que vitória!

Seg, 01/12/08
por milton neto |

file0364.jpgConfesso que temi pelo pior. Embora não faltasse fé em Deus e no time, mas, sofrer um gol do Atlético-PR (o primeiro do Furacão, na história do confronto entre essas duas equipes, no Recife) e olhar o Vasco vencendo o Coxa, o Figueira o Botafogo, o Ipatinga o Grêmio e a Portuguesa, o Sport, era demais para meu coração alvirrubro.

 

Mas a expulsão de Ferreira e, logo depois, a ousadia do Roberto Fernandes em colocar em campo 4 atacantes (primeiro Kuki e depois Clodoaldo, ao lado de Felipe e Gilmar) eram a senha que o dia seria feliz para o torcedor timbu.

 

O Náutico já surpreendia com Geraldo no meio de campo, no lugar de Hamilton (contundido). Era um Náutico ofensivo, com dois meias de ligação (Geraldo e Willian) e Gilmar e Felipe na frente, com Ruy e Anderson Santana (retornando) pelas alas, e apenas 1 volante (embora Geraldo atuasse no setor) e 3 zagueiros (Titi, Vagner e Everaldo).

 

Com um time assim, os donos da casa logo foram para o ataque. Galatto fez uma grande defesa, no primeiro lance de perigo. Mas, foi o Atlético que abriu o placar, com Ferreira, numa sobra, na entrada da área, pelo lado esquerdo ofensivo, da equipe visitante. Um chute certeiro, de primeira. Belo gol. Infelizmente, contra o Náutico.

 

Para o Atlético, era tudo que se queria. O time de Geninho vinha de 6 jogos invictos. Com 42 pontos na tabela, precisava de, pelo menos mais 1, para ficar tranqüilo. Com 1 x 0 no placar, em Recife, era só se fechar e tentar os contra ataques. E agiu com competência. O Náutico não conseguia criar e entrar na área rubro negra. Um empurrão em Gilmar, dentro da área - que seria penalti, foi o lance mais perigoso do primeiro tempo.

 

E fomos para o intervalo com placar favorável para os visitantes, graças a boa postura do time paranaense em campo. Fechadinho. O Náutico não atacava pelas laterais e afunilava o jogo pelo meio – mesmo com a entrada de Kuki, no lugar do zagueiro Everaldo, ainda na etapa inicial.

 

No segundo tempo, os minutos iniciais mostravam o mesmo filme de antes do intervalo. O Náutico em cima do Atlético, mas sem criar chances. Foi quando Clodoaldo entrou, no lugar de Anderson Santana. Estaria Roberto Fernandes louco? 4 atacantes e nenhum lateral? Afinal, a esta altura, Ruy estava pelo meio.

 

Entretanto, um olhar mais atento via Gilmar e Felipe na posição de Ruy, jogando no espaço direito do campo. Titi cruzou, da direita para Kuki escorar para trás, onde se encontrava o joelho de Clodoaldo. Era o gol de empate. Aos 21 minutos, da etapa final. Ainda dava tempo para a virada.

 

E ela veio. 14 minutos depois. Quase do mesmo jeito. Felipe, da direita, levantou para a área atleticana. Kuki livre tocou de cabeça por debaixo das pernas de um defensor. Clodoaldo agarrado na área, conseguiu tocar de cabeça. A bola saiu rolando pelo corpo do atacante alvirrubro e defensor rubro negro, até cair dentro do gol de Gallato. No mesmo gol que ele defendeu o famoso pênalti.

 

Era o gol da vitória. E que vitória! Valorizada pelo esforço e a vontade dos jogadores atleticanos, em sair de Recife com um resultado positivo. Nem importa que Gilmar foi expulso (pelo segundo cartão amarelo - após retardar uma cobrança de lateral). 

 

Os 3 pontos foram importantíssimos. A vitória foi fantástica. Mas a permanência na primeira divisão ainda depende da 38ª rodada. E, o pior é que Atlético-PR, Figueirense e Vasco jogarão em casa, enquanto o Náutico será o único que disputa um lugar ao sol, que estará longe de sua torcida.

 

Em compensação (ao lado do Atlético-PR) só depende de seu resultado, para se livrar do rebaixamento. Um empate contra o Peixe, em Santos, livrará o timbu da serie B. E esta equipe está determinada a isto. Com Roberto Fernandes, o time fez 10 jogos, longe dos Aflitos. Venceu 2 vezes (Fluminense e Vasco), empatou 4 (Botafogo, Sport, Internacional e Coritiba) e perdeu 4 (Goiás, Atlético-MG, São Paulo e Figueirense), num aproveitamento de 33,33% fora de casa.

 

 Em 2007, o Náutico conseguiu vencer o Santos, de Vanderley Luxemburgo, em plena Vila Belmiro (2 x 1). Um Santos com Fabio Costa, Alessandro, Adailton, Domingos, Kleber, Rodrigo Souto, Adriano, Rodrigo Tabata, Pedrinho, Marco Aurélio e Kleber Pereira. Naquele Náutico, do mesmo Roberto Fernandes. Portanto, dá para acreditar num empate que garante o Santos, na Sulamericana (desde que o Inter conquista o título deste ano - abrindo mais uma vaga para 2009) e o Náutico na primeira divisão possa acontecer.

 

Caso contrário, é torcer para que os donos da casa não vençam.

 

O Vasco não vença o Vitória, em São Januário. O que não é tão difícil. Basta os baianos vestirem a camisa da região e endurecerem o jogo contra os cariocas. Um empate eliminar o Vasco da primeira divisão.

 

O Figueirense não vença o Internacional, em Floripa. Mais difícil, já que o time de Pintado depois da vitória sobre o Náutico, ganhou motivação (que faltou ao Botafogo e ao Coritiba nesta rodada – e pode faltar ao Inter, na última). Um empate rebaixa o time catarinense. Mas o entusiasmo é grande.

 

Por fim, até mesmo o Atlético-PR se não vencer o Flamengo poderá permanecer atrás do timbu, na tabela. E não será fácil vencer o time carioca, que precisa da vitória, para tentar a última vaga, para Libertadores.

 

Portanto, tudo ficou para a última rodada. Mas as chances alvirrubras são melhores por estar na frente de todos eles. E só depender de um pontinho. É colocar o coração na chuteira e fazer como o Atlético-PR tentou em Recife. A diferença é que o Santos não tem necessidade da vitória – como o Náutico tinha.

 

 E que vitória!

Convocação extraordinária

Sex, 28/11/08
por milton neto |

mcd.JPGO presidente Maurício Cardoso, fez uma convocação à torcida alvirrubra, no site oficial do Clube Náutico Capibaribe. Segue a mesma, na íntegra: 

“Domingo, dia 30 de novembro de 2008. Dia do torcedor alvirrubro vestir
sua camisa, energizar pensamentos positivos e ir para os Aflitos. É
dia do alvirrubro levar mais um torcedor para o campo, incentivar,
torcer.

É dia do caldeirão literalmente ferver, das cores vermelha e branca se
misturarem na arquibancada, dos torcedores colocarem para fora toda a
paixão pelo Clube Náutico Capibaribe. E não importa como. O principal,
é apoio incondicional a todos que fazem o elenco e comissão técnica
alvirrubra.

O importante é todos os jogadores sentirem total apoio no rosto de
cada alvirrubro. A hora é de união. É de todos que são Clube Náutico
Capibaribe se unirem, em prol da vitória. E ela virá, torcedor!

Domingo, é dia de Aflitos lotado, de estádio repleto de fé, esperança
e crença na vitória!!!

Vamos vencer Náutico!!!!

Saudações Alvirrubras,

Maurício Cardoso
Presidente Executivo”

Saiu a escalação do Náutico!!!

Qui, 27/11/08
por milton neto |

torcida.JPGSão 20.011 alvirrubros em campo. E você é titular! Vista sua camisa vermelha e branca e vá aos Aflitos, no domingo. Você é o décimo segundo jogador!!!! ENNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNE - A-U-T-I-C-O!!!

É decisão de “Copa do Mundo”

Qua, 26/11/08
por milton neto |

file0449.jpgfile0323.jpgDurante todos os anos que morei em Curitiba, o Náutico nunca jogou na capital paranaense. Mas o timbu já enfrentou o furacão por 10 vezes, na primeira divisão, com 3 vitórias alvirrubras, 2 empates e 5 derrotas.  Sendo que, jogando no Recife, foram apenas 3 jogos, com 3 vitórias do Náutico, 7 gols marcados e nenhum sofrido – absolutamente nenhum gol marcado pelo Atlético, em Recife.

 

A primeira vez que ambos se enfrentaram, pelo brasileirão, foi num distante 30 de agosto de 1973. No José do Rego Maciel. O Náutico do técnico Marão entrou em campo com Luiz Fernando, Borges, Djalma Sales, Sidclay, Fraklim, Divino, Vasconcelos, Betinho, Adilson, Paraguaio e Eloi. Jorge Mendonça ainda entrou, no lugar de Paraguaio. Já o Atlético, de Vail Mota, foi a campo com Gainete, Vanderlei, Di, Almeida, Julio, Sérgio Lopes, Didi Duarte, Buião, Taquinho, Caio e Nilson (depois Sicupira). O gol da vitória timbu, foi de Borges, aos 25 do primeiro tempo. E o jogo foi visto por 14.133 pagantes.

 

Ainda pelo brasileirão, os dois se enfrentaram em 27/11/86, também no Arruda.  O timbu de Borba Filho entrou com Pais, Toninho Oliveira, Wilson Gotardo, Ari, Lourival, Ademir Lobo, Moreno, Luiz Silvio, Reginaldo e Torrinha. Baiano também jogou. O Atlético de Levir Culpi foi de Marola, Bruno, Amauri, Beto, Sergio Moura, Deti, Renato Sá, Mauro Madureira, Barbosa, Agnaldo e Joãozinho (depois Roberto Cavalo). E a vitória diante 10.471 pessoas foi construída com um gol de Luiz Silvio, logo aos 5 minutos de jogo.

 

Por fim, o terceiro e último jogo, no Recife, foi em 2007. O único jogo nos Aflitos. Roberto Fernandes comandou a estrondosa vitória sobre o Atlético, de Ney Franco, com Fabiano, Sidny, Everaldo, Vagner, Julio César, Daniel Paulista, Radamés, Geraldo, Acosta, Felipe e Marcelinho. Já o time curitibano entrou com Viafara, Antonio Carlos, Danilo, Rogério Correia, Jancarlo, Alan Bahia, Claiton, Ramon, Piauí, Ferreira e Marcelo Ramos. Diante 14.129 pagantes, Marcelinho abriu o placar logo aos 3 minutos. Acosta ampliou, aos 20 e Felipe marcou 2 vezes (aos 31 do primeiro tempo e 33 do segundo), com Dejair (que entrou no lugar de Geraldo) fechando a goleada, aos 45 da etapa final.

 

Pela Copa do Brasil, o Náutico eliminou o Atlético-PR, logo na primeira edição, em 1989. quando venceu, em Recife, por 1 x 0 e empatou, em Curitiba, em 0 x 0. Ou seja, mais uma vitória na capital pernambucana, para o alvirrubro e sem tomar gol dos rubros negros.

 

Todavia, as 4 vitórias sem sofrer gol não significam e nem garantem um novo triunfo sobre o Furacão, no próximo domingo. A equipe de Geninho e Netinho (ex-ídolo alvirrubro) vem a Recife, disposta em manter uma invencibilidade de 6 jogos (não perde desde o jogo contra o Internacional, em Porto Alegre, num 18/10).  

 

Também não garante vitória, a vantagem que Roberto Fernandes tem em confrontos com Geninho (no Goiano e Pernambucano). Nem mesmo o fator campo – embora seja fundamental que a torcida lote o caldeirão e apoie o time, durante os 90 minutos.

 

A campanha do Atlético-PR, no atual brasileirão é de 11 vitórias (apenas 2 fora de casa – contra o Ipatinga, na estréia e Figueirense, no seu último jogo longe da Arena), 9 empates (com 2 deles, no Rio, contra Botafogo e Vasco e 1 em Curitiba, contra o Coxa, sendo os demais no Joaquim Américo), perdendo 16 partidas.

 

Destas dezesseis, 13 foram no campo dos adversários (Inter, Santos, Goiás, Atlético-MG, São Paulo, Flamengo, Cruzeiro, Vitória, Fluminense, Grêmio, Sport, Portuguesa e Palmeiras). E, o que é pior, com 3 goleadas por 4 x 0 (Santos, Goiás e Atlético-MG) e 2 por 3 x 0 (Flu e Grêmio).

 

Fora de casa, o furacão tem aproveitamento de 16,66%.

 

Roberto Fernandes esteve à frente da equipe paranaense.Estreou em casa, contra o xará mineiro e empatou a partida, em 1 gol.  O Atlético-PR jogou com Vinícius, Nei, Danilo, Alex Fraga, Piauí (depois Wallyson), Chico (depois Irênio), Valência, Alan Bahia, Netinho, Marcelo Ramos e Rogerinho(depois Choco). O gol foi marcado pelo veterano Marcelo Ramos. As jogadas do Atlético-PR eram criadas por Netinho e Nei, que alçavam as bolas na área para que o grandalhão Marcelo Ramos tentasse o gol.  E foi de cabeça que ele marcou.

 

Roberto Fernandes ainda ficou à frente do Furacão por mais 14 jogos. 3 Vitórias (Goiás, Santos Vasco na Arena), 3 empates (Coritiba, Inter, Figueirense em casa) e 8 derrotas (Palmeiras, Portuguesa, Grêmio, Fluminense, Cruzeiro, Sport,  Vitória, fora e Botafogo, na Arena). No total foram 15 partidas, com 3 vitórias e 4 empates e 1 derrota em Curitiba e 7 derrotas (todas fora de casa), num aproveitamento de 28,88%, sendo que, em casa, de 54,16% e fora de 0%.Teve problemas com jogadores contundidos (como Netinho – principal arma do furacão).

 

Com seu antecessor, Ney Franco, o Atlético-PR tinha 1 vitória (sobre o Ipatinga, fora de casa) e 1 empate (em casa, contra o São Paulo), num aproveitamento de 66,66% no total, 33,33% em casa e 100% fora.

 

Mário Sérgio assumiu contra o Ipatinga (depois do Atlético vencer o Náutico, em casa e perder para o Flamengo, no Rio, com técnico interino), goleando por 5 x 0 o time mineiro, na Arena. Perdeu para o São Paulo e Atlético-MG (de goleada), fora de casa. E para o Palmeiras, em Curitiba e Goiás, fora, em 4 derrotas consecutivas, num aproveitamento de 20% no total, sendo 50% em casa e 0% fora, piorando o desempenho do time, no brasileiro. 

 

Geninho, então, assumiu a equipe, na Arena, contra a Portuguesa. E o jogo aéreo passou a ser a arma mortal do Atlético. Vitória por 2 x 0, na volta de Netinho ao time. Empatou com o Grêmio, em Curitiba, com o Coxa, no Alto da Glória (primeiro ponto fora, depois de muito tempo), perdeu para o Santos (na Vila), para o Fluminense, na Arena e Internacional, em Porto Alegre, numa seqüencia de 3 derrotas. Venceu o Cruzeiro, em Curitiba, empatou com o Vasco, no Rio, venceu o Sport, nos acréscimos, na Arena, Figueirense (de Mário Sérgio) em Floripa, Vitória (sem 6 titulares e um jogador expulso), em casa e empatou com o Botafogo, no Rio (após estar atrás por duas vezes, no placar), numa seqüencia de 6 jogos sem perder.

 

Assim, Geninho soma 12 jogos, sendo 5 vitórias (4 na Arena e 1 em Floripa), 4 empates (1 em casa e 3 fora – sendo 2 no Rio) e 3 derrotas (1 em casa e 2 fora), em um aproveitamento de 52,77%. Sendo 6 jogos na Arena, com aproveitamento de 72,22% e 6 fora – e aproveitamento de 33,33%.

 

 

O forte deste novo Atlético é o jogo aéreo. Principalmente nas cobranças de falta ou escanteios de Netinho, alçadas na área. Tanto Pedro Oldoni, quanto Rafael Moura, ou mesmo Antônio Carlos são perigosíssimos quando a bola é alçada na área pelo meia, em bolas paradas. E Netinho foi o diferencial deste time. Quando perdeu o meia, a partir do jogo contra o Santos, só reencontrou o prumo, com seu retorno ao time, contra a Portuguesa.

 

Outro que também merece atenção especial é Alan Bahia. Um volante que sai para o jogo, com a bola nos pés. E chuta de longe. Bastou chegar perto da área. Não tem tempo ruim para o “cabeça de bola”.

 

A grande vantagem que temos é a nossa torcida. Ela é um diferencial que, aliado ao mal desempenho do Atlético, fora de casa, pode fazer com que o timbu some os imprescindíveis 3 pontos, para livrar-se do rebaixamento.  Mas, ao contrário de 2007, não será fácil, pois é uma decisão para ambas equipes.

 

A “Copa do Mundo” será decidida no dia 30/11, nos Aflitos. E, assim como em 2006, contra o Ituano, o adversário também veste vermelho e preto em listras verticais e calções pretos. Então, que seja dado o pontapé inicial desta decisão e que a torcida alvirrubra possa sair dos Aflitos, ao final dos 90 minutos, carregando o “troféu de campeão”, ou melhor, 3 pontos que valem mais que qualquer taça.

Confiamos em Deus, e acreditamos neste grupo! Avante, Náutico!

Ter, 25/11/08
por milton neto |

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Palpite: Quem será rebaixado?

Sáb, 22/11/08
por milton neto |

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Ipatinga – Com 34 pontos e um péssimo aproveitamento em casa e fora, praticamente já garantido na segunda divisão.  Principalmente porque enfrenta o Palmeiras, em São Paulo, o Grêmio em casa e o Fluminense, no Rio. Teria que vencer todos os jogos, para escapar. E, com seu aproveitamento terrível, não tem como fazer isto.

 

Portuguesa – Com 37 pontos, a Lusa só ganhar mais um jogo - em casa, contra o Sport - e somar 40 pontos. Mesmo se vencer os 2 jogos, só chega a 43. E para piorar, o vice-campeão brasileiro de 96 tem o último jogo contra o Cruzeiro, no Mineirão. O Cruzeiro tem aproveitamento de 66,66% em casa e deve ganhar da Portuguesa, que com 40 pontos, não se mantém na primeira divisão. E com 43 e um péssimo saldo de gols (-19) está com um pé na segunda divisão.

 

Figueirense Com 38 pontos, só pode chegar a 44 (que seguramente o livra do rebaixamento). Tem o Botafogo, no Rio. É jogo chave. Mas não pode sequer empatar, pois assim, só chegaria a 42 pontos – o que o leva para a segundona. Assim, só vencendo o Botafogo, para continuar sonhando com a primeira divisão. O Figueira aposta na desmotivação do clube carioca e nos desfalques do Inter (seu último jogo – em Floripa), por conta da final sulamenricana, para vencer os 2 jogos que precisa. Mas o grande problema é que só escapa com as duas vitórias.

 

Vasco – Tem 37 pontos e pega o São Paulo, logo de cara. Jogo da vida do Vasco. Se perder, só chega a 43 pontos (que ainda podem livrar da segundona – dependendo de uma combinação de resultados). A derrota também significa uma pressão psicológica, quase insuportável para o time carioca, na reta final. Um empate contra o São Paulo é menos traumático, mas também não resolve. Terá que vencer 2 dos 3 jogos e ainda, empatar o terceiro, para não ser rebaixado. Ou seja, vencer o Coritiba no Paraná e o Vitória, no Rio, empatando com o São Paulo. Só assim escapa.

 

Náutico – Com 40 pontos precisa vencer o Atlético-PR de qualquer jeito, no caldeirão dos Aflitos, para somar 43 (pontuação que pode fazer com que escape – dependendo de resultados). Se não quiser ficar na torcida, basta vencer o Atlético-PR e empatar em Santos. O timbu tem 8 vitórias (Goiás, Botafogo, Atlético-MG, São Paulo, Santos, Ipatinga, Vitória e Cruzeiro), 5 empates (Vasco, Internacional, Grêmio, Palmeiras e Portuguesa) e 5 derrotas (Sport, Coritiba, Figueirense, Flamengo e Fluminense) no Recife (pois jogou nos Aflitos e Arruda), num aproveitamento de 53,70%. Fora de casa, o timbu venceu 2 jogos (Fluminense e Vasco), empatou  5 (Ipatinga, Botafogo, Sport, Internacional e Coritiba) e perdeu  11 jogos (Grêmio, Palmeiras, Flamengo, Portuguesa, Vitória, Cruzeiro, Atlético-PR, Goiás, Atlético-MG, São Paulo e Figueirense), num desempenho de  20,37%.

 

Atlético-PR – Com 42 pontos, só precisa de uma vitória (ou dois empates) nos 2 jogos que terá pela frente, para se manter na primeira divisão. O problema é que 1 das 2 partidas será longe da Arena (no caldeirão dos Aflitos), onde o desempenho do furacão não é dos melhores. Aliás, é muito ruim. Perdeu 13 vezes (Inter, Atlético-MG, Goiás, Santos, Cruzeiro, Sport, Vitória, Flamengo, Palmeiras, Portuguesa, Grêmio e Fluminense), empatou 3 (Botafogo, Coritiba e Vasco) e venceu apenas 2 ocasiões (Ipatinga e Figueirense), com um mirrado 16,66% de aproveitamento. Pega um Náutico no jogo da sua vida, em Recife (no caldeirão), para, decidir sua permanência na Arena, contra o Flamengo. Mas basta 1 vitória, que tudo vira festa para os curitibanos.

 

Santos – Com 43 pontos parecia que o Santos estava tranqüilo. Ledo engano. Não está. O peixe tem que empatar pelo menos 1 dos 2 jogos que ainda lhe restam. Joga contra o Atlético-MG, no Mineirão. Jogo fora de casa, onde perdeu 11 vezes (Flamengo, Cruzeiro, Vitória, Atlético-PR, Figueirense, Palmeiras, Náutico, Goiás, Grêmio, Vasco e Coritiba), empatou 5 (Fluminense, Portuguesa, Ipatinga, São Paulo e Sport) e só venceu 2 jogos (Internacional e Botafogo), num aproveitamento de apenas 20,37% (o mesmo aproveitamento do Náutico). E, em casa, o Santos também não é nenhum bicho-papão. Só venceu 9 confrontos, dos 18 jogos. Metade dos jogos. Empatou 5 vezes (São Paulo, Grêmio, Botafogo, Flamengo e Portuguesa) e perdeu 4 (para Goiás, Coritiba, Atlético-MG e Palmeiras). Aproveitamento de 59,25% na Vila. Mas se conseguir um ponto, em casa, contra o Náutico, terá se mantido na primeira divisão.

      

Palpite: Quem vai para a Sulamericana?

Sáb, 22/11/08
por milton neto |

A primeira pergunta é: Quantas vagas serão para a Sulamericana? Na verdade são 8 vagas. Nem mais, nem menos. Do quinto ao décimo segundo colocado.

 

Ocorre que o Sport – que está nesta zona de classificação, já tem vaga na Libertadores, abrindo uma vaga para o 13º colocado.  E, se o Inter for para a Libertadores, como campeão da sulamericana de 2008, então, também entra o 14º colocado.

 

Assim:

 

Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras  brigam por duas vagas na Libertadores. Quem não conseguir a vaga estará automaticamente classificado para a Sulamericana, como 5º colocado no brasileirão.

 

Garantidos na competição estão: Goiás, Internacional (desde que não vá para a Libertadores – com o título da Sulamericana), Coritiba, Botafogo e Atlético-MG.

 

A briga por 2 vagas (ou 3) fica entre Vitória (que tem 45 pontos e pode ser ultrapassado por Santos, Atlético-PR, Fluminense, Náutico e Vasco – mas só na matemática, pois deve se garantir na 7ª vaga).

 

Assim, a última vaga será disputadíssima entre Santos (com 43 pontos), Atlético-PR (41), Fluminense (40) e Náutico (40). Com todas as vantagens para a equipe santista, que, apesar de jogar duas vezes longe da vila, só precisa de 3 pontos, para carimbar o passaporte.

 

Aos outros, fica a chance de se abrir mais uma vaga, e a briga é dura, entre Atlético-PR, Flu e Náutico.

Palpite: Quem vai para Libertadores?

Sáb, 22/11/08
por milton neto |

 

São Paulo – Praticamente garantido na competição sulamericana. Só perde a vaga se só conseguir um ponto nos 3 jogos que lhe restam (Vasco, Fluminense e Goiás), o Grêmio vencer 1 jogo (Vitória, Ipatinga ou Atlético-MG) e o Flamengo, o Cruzeiro e Palmeiras vencerem os 3 jogos que têm.

 

É muita coisa, para que o tricolor paulista esteja fora da Libertadores de 2009.  É palpite certo.

  

Grêmio – Só precisa de uma vitória, nos 3 jogos (Vitória, Ipatinga e Atlético-MG) para carimbar a vaga.  Também é palpite certo.

  Flamengo – Briga com Palmeiras e Cruzeiro, para um das 2 vagas restantes. Leva vantagem, nesta briga, pois está com 2 pontos na frente. É provável que fique com uma vaga.  

Cruzeiro – Com 61 pontos, matematicamente ainda tem chance de ser campeão. Mas a prática é diferente. E a briga mesmo é pela vaga na libertadores. E seu adversário mais direto é o Palmeiras, com quem luta cabeça a cabeça. Pega o Flamengo (numa briga direta pela vaga) no Mineirão, o Inter, em Porto Alegre e a Portuguesa, na despedida da competição, em BH. Deve garantir a última vaga.

 

Palmeiras Também tem 61 pontos, como o Cruzeiro. Mas leva desvantagem nesta luta, por contar com uma vitória a menos que os mineiros. Enfrenta o Ipatinga, para afastar qualquer crise, o Vitória, em Salvador e termina contra o Botafogo. Pode perder a vaga, para o Cruzeiro nas vitórias ou para o Flamengo, no saldo de gols.

  

Sport – Já garantido na Libertadores, por ter vencido a Copa do Brasil.

 

Internacional – Se for campeão da Sulamericana, pode ganhar de presente, no ano do seu centenário, a chance de disputar a Libertadores.  

Palpite: Quem será o campeão?

Sáb, 22/11/08
por milton neto |

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São Paulo – Tem tudo para conquistar o tricampeonato seguido (hexa no geral – 1977, 1981, 1986, 2006, 2007 e 2008, se ganhar). Pega o Vasco, no Rio, o Fluminense, no Morumbi e termina contra o Goiás, em Goiana.

 

Com 68 pontos, pode chegar a 77 e, se fizer 100% dos pontos que restam, não tem para ninguém.

 

Contra o Vasco, em São Januário, não pode perder pontos e, contra o desesperado time de Renato Gaúcho, tem tudo para arrancar 3 pontos. Afinal, foi em São Janu que Figueirense, Náutico, Cruzeiro, Palmeiras e Coritiba fizeram a festa, com vitórias em cima da equipe cruzmaltina. Ainda perdeu para o Flamengo, no Maracanã, com seu mando de campo. Foram 6 derrotas em casa. Empatou com o Flu, Botafogo e Atlético-PR (3 jogos). Só venceu o Santos, Internacional, Palmeiras, Atlético-MG, Sport, Ipatinga, Grêmio e Portuguesa (8 vezes), num aproveitamento de apenas 50% quando joga em casa.

 

Aliado ao baixo aproveitamento do Vasco, em casa, o São Paulo, por sua vez, venceu fora de casa, a Portuguesa, o Botafogo, o Ipatinga, o Vitória e o Flamengo (5 jogos), empatando contra o Palmeiras, Sport, Atlético-MG, Coritiba, Atlético-PR, Figueirense, Inter, Cruzeiro, Santos (9 partidas) e perdendo, tão somente, em 3 ocasiões (Grêmio, Fluminense e Náutico). Aproveitamento de 47,05% longe do Morumbi.

 

Por sinal, a derrota para o tricolor gaúcho, foi a última fora de casa e no campeonato, do tricolor paulista, num distante 17/08/08. Há, exatos 16 jogos.

 

Portanto, a tendência é de vitória do São Paulo, ou, pelo menos, um empate.

 

Pegando o Fluminense, no jogo seguinte, num Morumbi lotado, também tem uma tendência para a vitória do tricolor paulista em cima do tricolor carioca. Até porque, em casa, o aproveitamento do São Paulo é de 83,33% (com 14 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota – para o Grêmio, na estréia), enquanto o Fluminense tem apenas 27,45% (3 vitórias, 5 empates e 9 derrotas).

 

Há, portanto, uma tendência que o São Paulo vença o Fluminense, no Morumbi.

 

Por fim, contra o Goiás, no Serra Dourada (que tem um aproveitamento de 70,58%, com 11 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, em casa), o tricolor pode sagrar-se campeão com mais uma vitória ou mesmo um empate ou derrota – dependendo dos resultados de Grêmio e Flamengo. Mas, sem dúvida, deverá ser o jogo mais difícil.

 

Sem dúvida alguma, o São Paulo (até pela experiência que tem) é o grande favorito, nesta reta de chegada. Deve somar 74 a 75 pontos e conquistar o título.

   

 Grêmio – Com 66 pontos e apenas 2 do São Paulo, fica secando o adversário e torcendo por um tropeço do tricolor paulista. Só assim, o tricolor gaúcho pode sonhar com o terceiro título nacional (os outros dois foram em 1981 e 1990). Pega o Vitória e o Ipatinga, fora de casa e termina o campeonato, no Olímpico, contra o Atlético-MG.

 

O primeiro jogo, embora seja contra o Vitória, em Salvador, tem uma motivação extra-campo, para o time baiano. Vagner Mancini (que treinou o Grêmio este ano) quer esta vitória a qualquer custo, para provar que sua dispensa invicta do tricolor gaúcho foi injusta. Além de poder voltar a vencer, em Salvador.

 

Será um jogo chave para o Grêmio. Se vencer, tem condições de ser campeão – sempre torcendo por um tropeço do São Paulo. Se empatar ou perder, poderá ver o sonho do tricampeonato se diluir.

 

Fora de casa, o Grêmio venceu 6 jogos: o São Paulo, o Goiás, o Figueirense, o Coritiba, o Atlético-MG e o Palmeiras. Empatou 5: Santos, Sport, Náutico, Fluminense, Atlético-PR e perdeu 6 vezes (Vasco,  Botafogo, Flamengo, Internacional, Portuguesa e  Cruzeiro), num aproveitamento de 45,09% (próximo ao índice do São Paulo). Isto o credencia para vitórias contra o Vitória e Ipatinga, longe de Porto Alegre.

 

Já o time baiano, no Barradão, perdeu 3 jogos, empatou 4 e venceu 10 vezes, num aproveitamento de 66,66%. Será, sem dúvida alguma, o jogo mais difícil do Grêmio, no caminho do tricampeonato. Se vencer, dará um grande passo (e continua secando o São Paulo).

 

O segundo desafio gremista é o Ipatinga, no vale do aço. Com a equipe mineira praticamente rebaixada (ou matematicamente – se não vencer o Palmeiras, em São Paulo), a tendência é que os gaúchos tenham vida fácil nas Gerais e conquistem os 3 pontos.

 

Por fim, o último jogo, no Olímpico, contra o Atlético-MG. Se ainda estiver disputando o título, certamente irá vencer o Galo, em Porto Alegre, onde tem um aproveitamento de 75,92%. Só perdeu 1 vez, em casa. E empatou 5 partidas.

 

O jogo chave do Grêmio é o Vitória, em Salvador. Torcendo contra o São Paulo (única hipótese de ter chances do título) tem uma tendência para fazer  é o grande favorito, nesta reta de chegada. Deve somar 72 a 75 pontos.

        Flamengo – Com 63 pontos tem uma diferença de 5 pontos do São Paulo. Quase um abismo, levando-se em conta que só temos 3 rodadas pela frente. O hexacampeonato ficou distante de ser conquistado. Ainda mais porque 2 dos 3 jogos são longe do Maracanã. Tem que vencer os 3 jogos, para chegar aos 72 e torcer para que o São Paulo perca pelo menos 2 partidas e o Grêmio, 1. Já na próxima rodada, tem uma pedreira contra o Cruzeiro, no Mineirão. Com um ótimo rendimento no Maracanã (quando venceu 11 jogos, empatou 3 e perdeu 4) e longe dele (onde venceu 7 vezes, empatou 6 e perdeu apenas 4 partidas), só a vitória interessa ao rubro negro carioca. O problema é que o Cruzeiro venceu 13 vezes, empatou 2 e perdeu apenas 2 vezes, no Mineirão (para Goiás e Palmeiras). Depois o Fla tem o Goiás, no Maraca. A tendência é de vitória.  E, por fim, o Atlético-PR, na Arena, em Curitiba. A motivação desse jogo dependerá da chance que ainda terá, para ser campeão. Caso contrário, com a libertadores praticamente garantida, não resta muito o que fazer.  

 

Ficou tudo para última rodada

Sex, 21/11/08
por milton neto |

file0273.jpgNada é fácil para o Náutico. Nunca foi.

 

O Figueirense vinha com a pior campanha do returno. Não vencia em casa, desde agosto. De repente, ás vésperas do jogo com o timbu, troca o técnico. Ganha motivação e dá a alma em campo. Justamente contra o Náutico.

 

Para piorar, uma chuva intermitente ao longo de todo o dia, estraga o gramado do Orlando Scarpelli, prejudicando o bom desempenho da defesa alvirrubra – que foi o ponto forte, contra o Internacional, Coritiba (e até Cruzeiro).

 

Sem contar com Derley e o lateral Anderson Santana, Roberto Fernandes optou por 4 zagueiros (Vagner, Titi, Adriano e Everaldo) e 2 volantes (Hamilton e Ticão), liberando Ruy pelo meio e pela direita e Willian enconstando em Gilmar e Felipe.

 

O gol de Felipe, logo no começo do jogo parecia ser o sinal de uma noite inesquecível para o torcedor timbu. Era tudo que o time alvirrubro precisava. Bastava jogar como vinha jogando. Com segurança na defesa e uma postura sem erros.

 

Mas, o que mais se fez, na noite de quinta-feira foi errar. Batemos cabeça. E não demorou para o Figueirense empatar (numa saída errada do goleiro Eduardo). E virar o jogo, quando Rafael Coelho passou por Titi e Adriano, de uma só vez e cruzou para Cleiton Xavier, livre, tocar no outro lado de Eduardo.

 

Menos mal que, numa cobrança de falta, Felipe levantou na área catarinense e Vagner escorou de cabeça, empatando o jogo. Tudo isto com 15 minutos de bola rolando.

 

A partir daí, o Náutico se encontrou e equilibrou o jogo. O Figueira jogava com a alma na ponta da chuteira. Precisando vencer para escapar da degola. Com técnico novo. Novo ânimo. Novas esperanças. E o time deu tudo para ganhar a partida. Mas, era mais na base da vontade (que era muita) do que na técnica e tática.

 

Com Rafael Coelho em noite inspirada e com qualidade de Tadeu, Cleiton Xavier e até Rodrigo Fabri, o Figueira “comeu a grama” castigada do gramado do Orlando Scarpelli.

 

E, quando parecia que o primeiro tempo seria igual, o Figueirense chegou ao terceiro gol, numa cobrança de falta (desnecessária, cometida por Titi) – num mini escanteio. Bola alçada na pequena área e a marcação, mais uma vez vacilou. O fim do primeiro tempo, com 3 x 2 para os donos da casa era o prenúncio que a noite seria dolorosa para o torcedor pernambucano.

 

Essa derrota parcial, forçou Roberto Fernandes mexer na equipe. E ele tirou Everaldo para entrada de Valdeir, no retorno ao segundo tempo, povoando o meio de campo e avançando Willian (que não estava inspirado).

 

Mas, o Figueirense melhorou taticamente e não dava espaços ao Náutico. E foi preciso outra substituição. Geraldo, no lugar de Ticão. Só então, as jogadas começaram a aparecer. E só assim, o Náutico conseguiu mais uma vez, empatar.

 

Geraldo deixou Felipe de cara com o gol e o artilheiro alvirrubro tocou para as redes. 3 x 3. Parecia o resultado definitivo. Ou não. Afinal, Rodrigo Fabri que acabara de entrar, no lugar de Gomes foi expulso logo em seguida. A noite parecia que seria dos visitantes. 

 

Até porque, Pintado tirou Cleiton Xavier e Rafael Coelho (dois dos melhores jogadores do Figueira). E Rodrigo Fabri tinha sido expulso. Como o Figueira poderia ter forças para vencer sem o talento desses jogadores e com um homem a menos? O empate já era um bom resultado para o Náutico!

 

O jogo, apesar de corrido não tinha lances de grandes defesas dos goleiros. Nenhum dos dois aparecia como protagonista da partida, salvando suas metas. Justamente os dois que mais defesas difíceis fizeram ao longo de todo o campeonato.

 

Com 3 x 3 no placar, e com um amais, ao Náutico só restava cadenciar a partida e partir, na boa, em contra ataques (quase mortais), aproveitando-se do desespero que, certamente, iria tomar conta do Figueira.

 

Mas, no primeiro lance, em mais uma desatenção no setor defensivo, o atacante alvinegro cabeceou sozinho, na área timbu. A bola bateu na trave e, caprichosamente, na nuca do goleiro Eduardo, morrendo nas redes timbu. 4 x 3.

 

Num jogo tão aberto e cheio de alternativas, o torcedor alvirrubro não perdeu as esperanças.Entretanto, com a saída de Gilmar, para a entrada de Reinaldo, poucos minutos antes do quarto gol do Figueirense, só ficamos com Felipe, no ataque (embora Willian tivesse sido adiantado na formação tática).

 

E o Náutico não conseguia criar boas jogadas contra a defesa (a esta altura fechada) dos donos da casa. Já o Figueirense, buscava os contra ataques, de forma perigosíssima. E chegou mais perto do quinto gol, que o Náutico, do quarto – com Eduardo fazendo uma ótima defesa num lance e noutro, a bola beijando o poste alvirrubro.

 

A derrota inesperada caiu como um raio na cabeça dos torcedores do Náutico. A manutenção na serie A só será confirmada na última rodada, contra o Santos. Embora, necessariamente, não haja a obrigação de pontuar em São Paulo.

 

Vencendo o Atlético-PR, nos Aflitos, o Náutico chega a 43 pontos. E pode se manter na primeira divisão com eles.

 

Para isto, tem que torcer para:

 

1)      Vasco perder 4 pontos, nos 9 que disputa. Perder para o São Paulo e no máximo só vencer um jogo: ou o Coritiba (no Paraná) ou o Vitória (no Rio), pois só chegaria a 41 pontos com uma vitória e um empate;

2)      Ipatinga perder 2 pontos, nos 9 que disputa. Ou seja,  não vencer os 3 jogos que tem (ou seja, ao menos empatar pelo menos 1  jogo contra Palmeiras e Flu, fora e Grêmio, em casa), para chegar, no máximo a 41 pontos;

3)      Portuguesa perder 3 pontos, nos 9 que disputa. Perder um dos 3 jogos (Goiás e Sport, em casa ou Cruzeiro, fora), para chegar, no máximo a 42 pontos;

4)      Figueirense perder 2 pontos nos 6 que disputa. Não vença os dois jogos que ainda tem (Botafogo, no Rio e Inter, em casa), pois só chegaria a 42 pontos.

 

Com 43 pontos, também se mantém, desde que:

 

1)      O Fluminense perca 6 ou 8 pontos, nos 9 que disputará. Podem ser 3 empates. Mas uma única vitória do tricolor carioca obrigaria o Náutico vencer ou empatar contra o Santos, para chegar na frente do Flu.

2)      O Atlético-PR perca para o Náutico e para o Botafogo ou Flamengo e não consiga vencer nenhum dos dois, só podendo somar mais 1 pontos contra os cariocas.

 

Estas combinações são menos prováveis. É mais fácil que o Ipatinga e o Figueirense percam 2 pontos, a Portuguesa 3 e o Vasco 4.

 

Ficou mais difícil, sem dúvida. Mas é sempre assim com o Náutico.


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