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Epílogo

dom, 06/12/09
por milton neto |

Não dá para falar muito do último jogo do Náutico, na serie A.

O time foi escalado por Geninho com Gledson, Patrick, Vagner, Onildo, Wellington, Nilson, Douglas Maia, Mariano Torres, Ailton, Bala e Ferreira.

Uma equipe bem diferente daquela que seria a titular, com Gledson, Patrick, Cláudio Luiz, Márcio Paulista, Michel, Deley, Nilson, Irênio, Ailton, Bala e Bruno Mineiro.

Com Onildo e Wellington, da base, Mariano Torres (emprestado pelo Corinthians e que não teve muita chance porque não tem característica de marcação), o jovem Douglas Maia (que não conseguiu agradar à torcida) e Ferreira.

O atacante teve os quase 3 mil pagantes presentes ao estádio pegando no seu pé. Sem marcar um único gol e tendo perdido um incrível, contra o Santos, Ferreira fez a torcida esquecer de suas partidas pelo timbu, naquele ano de 2007, quando o Náutico brigou com o Ipatinga pelo direito de tê-lo em campo.

Mesmo com tantos desfalques, e sem motivação, o Náutico é quem tomou a iniciativa. Partiu para cima do Avaí, mas não criava chances reais de gol. Apenas um lance com Vagner, outra com Ailton e uma com o próprio Ferreira, numa sequencia com Patríck driblando na área catarinense.

Porém foram os visitantes que chegaram ao gol, no segundo chute ao gol de Gledson. A bola foi lançada em cima de Onildo que não conseguiu cortar e o atacante alvi-azul tocou para a chegada de Eltinho, na entrada da área, do outro lado. Ele chutou forte, rasteiro, no cantinho de Gledson, que apenas pulou sem chances de alcançar a bola.

Com 1 x 0 para o time de Silas (que estava representado pelo irmão, em campo), o Náutico se perdeu em campo.

E, apesar das mudanças de Geninho (não posso contar a entrada de Michel no lugar de Wellington como tal – pois foi uma substituição decorrente de uma contusão), com as entradas de Cláudio Luiz (no lugar de Vagner) e de Kuki (no lugar de Ferreira), a equipe não conseguia criar chances de gol.

A torcida impaciente com Ferreira, fez um coro que, há muito não se ouvia nos Aflitos: Kukê! Kukê!

Porém Kuki não correspondeu. Sem ritimo de jogo. Sem a explosão e sem o mesmo reflexo de outrora, o baixinho não conseguia dar sequencia, nos lances de ataque.

Bala e Kuki não conseguiam se entender e, por terem características parecidas até ocupavam o mesmo espaço, em determinados momentos do jogo. Até porque o Avaí, com 1 x 0 no placar, não se abria e não havia espaços para os contra ataques em velocidade – que é o forte dos baixinhos.

Sem um atacante alto na área, o Náutico se perdia nos cruzamentos, sempre cortados pelo goleiro avaiano ou pela zaga.

E o momento mais emocionante do jogo foi nos acréscimos, quando Gledson deixou a sua área para tentar o gol, numa cobrança de escanteio. Em vão.

O gringo Mariano Torres cansou de cobrar escanteios, mas nenhum foi aproveitado. Não conseguimos cabecear um único ao gol dos catarinenses.

O apito final, encerrou mais uma derrota do Náutico (a 20a na competição e a 7a em casa).

E os poucos alvirrubros que lá estiveram, como eu, Kleber Medeiros (e seu filho Artur), Vinicius (e família), o advogado Paulo Azevedo, Francisco Hinrichsen (sem o filho Arthur), Rosário Mendes (sempre presente), Júlio Lemos, Chico Vicchione, Totinha, Paulinho, entre outros, sairam frustrados.

É verdade que, lá não estávamos buscando uma classificação ou mesmo os 3 pontos. Estavamos lá, apenas pelo nosso amor a este clube centenário.

Amor inexplicável. Paixão pelo timbu. Pelas cores vermelha e branca. Pelo nosso CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE.

Um ponto por jogo

dom, 06/12/09
por milton neto |

É a média de pontos alcançada pelo timbu, ao final deste campeonato (para esquecer). 38 pontos em 38 jogos. É como se tivéssemos empatado todas as partidas. Não tivesse vencido ninguém. Não tivesse perdido para ninguém.

Mas não foi assim. Foram 20 derrotas. 71 gols sofridos. Muito. Muito mesmo. 52% dos jogos perdidos. 1,86 gols por jogo. Pior defesa (a não ser que o Sport seja goleado pelo São Paulo).

Perdemos para o Flamengo e o Botafogo, do Rio, para o São Paulo (2 vezes), Santos (também 2 vezes) Palmeiras, Barueri e Santo André, de São Paulo. Para o Internacional e Grêmio (2 vezes para cada um), Avaí (2 vezes), Vitória, Coritiba (2 vezes), Cruzeiro e Atlético-MG. Só não perdemos para o Sport, Fluminense, Corinthians, Goiás e Atlético-PR.

Sofremos gols de todos os times da competição. Avai (3 gols), Barueri (5 gols), Sport (5 gols), Santo André (6 gols), Botafogo (3 gols), Coritiba (3 gols), Fluminense (2 gols), Atlético-PR (2 gols), Corinthians (2 gols), Vitória (4 gols), Santos (4 gols), Goiás (3 gols), Grêmio (5 gols), Atlético-MG (3 gols), Cruzeiro (4 gols), São Paulo (5 gols), Palmeiras (4 gols), Inter (5 gols) e Flamengo (3 gols).

Tivemos problemas de contusão de muitos jogadores. Acosta, Derley, Anderson Lessa, Ferreira, Asprilla, Fernando, Negretti, Irênio, David, Anderson Santanna, Patrick, Cláudio Luiz já estiveram no Departamento Médico no brasileirão.

Tivemos problemas de suspensões de jogadores que sequer eram expulsos nos nossos jogos, como Cláudio Luiz e Johny. Ou de suspensões injustas como a de Bruno Mineiro (que não pode jogar contra o Avaí). E até expulsões por tirar o calção em campo (Vagner – que foi expulso 4 vezes (um recorde!). A zaga quase nunca se repetia. Muitas vezes alguém estava suspenso: Vagner, Claudio Luiz, Asprilla e Gladsonte, além de Derley e Rudiney foram expulsos, pelo menos 1 vez na competição.

Em 19 jogos em casa, no nosso “caldeirão”, vencemos apenas 8 vezes (das 10 vitórias conquistadas no certame). Perdemos 7 jogos (Avaí, Flamengo, São Paulo, Coritiba, Internacional, Grêmio e Santos).

Nos mesmos 19 jogos, fora de casa, só vencemos 2 (Corinthians e Atlético-PR). Conseguimos outros 4 pontos (Fluminense, Goiás, Sport e Flamengo).

Perdemos o técnico logo na quarta rodada (Waldemar Lemos nos deixou para ir para o Atlético-PR) e trouxemos um que não conseguiu pontuar, em 5 jogos (Márcio Bittencourt), para só então, acertar com Geninho.

Por sinal, com Geninho, tivemos um aproveitamento de 35,71% (acima dos 33,33% do Náutico na competição), com 8 vitórias, 6 empates e 14 derrotas, nos 28 jogos que esteve à frente do time. Fizemos 38 gols e sofremos 50.

Tivemos desfalques de jogadores importantes, nas horas decisivas, como Gilmar (que era o artilheiro do time), que saiu do time (vendido ao Guimgamp, da França), quando começávamos a reagir no torneio.

A expulsão de Bruno Mineiro, contra o Barueri, ficando de fora contra o Botafogo. As suspensões de Cláudio Luiz – que ficou de fora em vários jogos. Todos esses desfalques contribuíram para um desempenho abaixo do esperado.

Contratamos vários atacantes, mas Tuta, Ferreira, Márcio Barros, Elton e Acosta não marcaram gols. E estes ficaram apenas para Carlinhos Bala (12 gols), Bruno Mineiro (8 gols) e Anderson Lessa (4 gols), além de Gilmar (10 gols). Nem Kuki conseguiu marcar o tão sonhado gol de serie A.

Jogamos sem meias criativos, por muitos jogos. Só depois é que Irênio e Ailton eram os principais responsáveis, pelas criações do time. E, mesmo assim, havia carência.

O time pouco criava. Não dava assistência. Tivemos apenas 24 ao longo da competição e ficamos como o pior time, neste quesito.

Também não roubava muito a bola. Foram 426 roubadas. Mais uma vez, o pior entre os 20 clubes.

E ficamos muitas vezes em posição de impedimento: 103 vezes. Apenas 2 times ficaram mais que o Náutico em impedimento.

Cometemos muitas faltas: 736 (o quarto time que mais faz falta na competição). E tivemos 122 cartões amarelos (2o time neste critério).

Em resumo: Merecemos ser rebaixados. Embora fique a impressão que, se tivessemos tido um pouco mais de sorte e qualidade, poderíamos sim, mais uma vez, escapar do rebaixamento.

Em alguns momento, também, fomos prejudicados pela arbitragem. Como no jogo no Engenhão, contra o Botafogo, quando tivemos 1 gol anulado, um penalti duvidoso marcado contra o timbu e um lance em que o goleiro do Botafogo merecia ter sido expulso.

Mas a soma de todos os fatores, levou o time à serie B.

Na partida contra o Avaí, pela última rodada, não criamos grandes chances de gol (especialmente no segundo tempo). Ailton ainda levantou a galera com dribles em cima do lateral esquerdo – mas sem qualquer objetividade.

E ficou a frustração de perdemos o último jogo da primeira divisão – em casa. Para o Avaí, que todos apontavam como um dos possíveis rebaixados (que fez o que todos os alvirrubros gostariam que o Náutico fizesse e surpreendeu, fazendo uma excelente campanha, revelando o jovem treinador Silas – numa equipe que tem a qualidade de Marquinhos, Muriqui, Eltinho… parabéns ao Avaí).

Agora é pensar no futuro.

Geninho já deu a entender que não fica (já se despediu de todos), pois não foi procurado por ninguém da chapa do futuro presindete alvirrubro e por não querer reduzir seu salário.

Boa sorte aos que irão assumir o clube. Podem sempre contar comigo, pois sempre estarei torcendo pelo Náutico. Mesmo que o time não corresponda em campo….

“Vamos subir, Náuticoooo!”

dom, 29/11/09
por milton neto |

A pequena torcida alvirrubra presente no estádio, aplaudia o Clube Náutico Capibaribe  e gritava um refrão que não se ouvia desde 2006: “Vamos subir Náuticôôô!”.

É com este pensamento que o Náutico acaba de ser rebaixado, para a serie B. A torcida certamente vai apoiar em 2010, como apoiou em 2009.  E a segunda divisão não é o inferno. Temos que ter a cabeça no lugar para passar por ela apenas o tempo suficiente para retornar para a serie A. E aproveitar essa passagem, para nos fortalecer. E até buscar o título e não apenas uma das vagas.

E, é isto mesmo. É começar hoje à noite, o planejamento para vencer o campeonato pernambucano e buscar uma das quatro vagas para o retorno para a primeira divisão de 2011.

O início se dá olhando para trás. Ver quem se destacou neste time. Ver quem merece vestir a nossa camisa (que é uma camisa de tradição).

Eu, particularmente, tenho uma relação de jogadores que me agradaram. E que, para mim, valeria a pena renovar o contrato com eles, mesmo que fosse para pagar mais a eles, em detrimento de outros.

Um deles, evidentemente, é Bruno Mineiro. Outro, Carlinhos Bala. Na minha visão de torcedor (não sou dirigente), manter essa dupla de ataque deve ser o ponto de partida. 

Evidentemente, não vamos ter o mesmo dinheiro que tivemos em 2009. Mas, para disputar e ser campeão (sim, podemos ser campeões da segunda divisão - basta querer), é preciso 3 a 4 jogadores que sejam diferenciados e os demais, operários, que lutem pela bola como um prato de comida.

Desta forma, Bruno Mineiro, Carlinhos Bala e mais um ou dois jogadores de qualidade no meio de campo (que sejam diferenciados), poderiam ser a base de partida para a negociação dos demais jogadores do elenco.

A partir dai, começar o trabalho. Antecipando as férias dos jogadores, em uma semana, para que voltassem, uma semana antes e o trabalho com a pré temporada para o estadual se desse de forma antecipada.

Aliás, já começar a preparar para o estadual agora em dezembro, com novas contratações, que já viriam para o time, reforçando o elenco para a conquista do pernambucanos 2010.  Se preparando fisicamente para a disputa do começo do campeonato (quando os times do interior costumam estar melhor fisicamente).

O time do Náutico, se preparando, desde já (dezembro) para o estadual, também estará num bom nível e terá grandes chances para conquistar o primeiro turno – já garantindo um lugar na final.

Então, é trabalhar esta semana, com os jogadores que poderão não entrar em férias no mês de dezembro e, em janeiro, com o retorno dos que tirarão, irem sendo mesclados, até chegar ao time ideal.

Desta forma, com Bala e Bruno, de férias, procuraria manter Gledson (apesar do gol que tomou neste domingo, se mostrou um grande goleiro), Patrick,  Cláudio Luiz (apesar das falhas nos dois últimos jogos), Derley (que raios de contusão foi essa, afinal?), Ailton e Kuki.

Com Kuki no elenco, e em condições, o time teria um jogador experiente, que seria um diferencial, frente aos times do interior – especialmente no primeiro turno.

Dar chance aos nossos garotos, que têm contrato conosco até 2010, 2011, 2012 e até 2013, como Helton Luiz (que está no Bahia), Thiaguinho, Dinda, Marquinhos, Emanuel,  Wellington, Nilson, Luiz Alberto e Onildo.

E aproveitar um esqueleto com os jogadores.

Já  para a partida contra o Avaí, começaria com André Sangalli (merece jogar pelo menos uma partida da primeira divisão), Patrick, Cláudio Luiz, Luiz Alberto, Anderson Santanna, Nilson, Derley (não é possível que não tenha condições de jogo), Mariano Torres, Bala, Bruno Mineiro e Anderson Lessa (ou Kuki – para tentar fazer o tão esperado gol, ainda na primeira divisão).

Agora, só resta encerrar a participação na primeira divisão, com honra. Digna desta camisa vermelha e branca. Eu estarei lá – como sempre. Torcendo pela vitória – mesmo que não vá influenciar em nada. Mas, estarei ao lado do meu time. Sempre. Onde estiver. 

Como esteve este grupo de torcedores no estádio. Uma delas, por sinal, ao final do jogo, mostrava a bandeira de Pernambuco. E Beijava o escudo do Náutico, na camisa (vide foto da imagem na TV). Parabéns, torcedora alvirrubra. Você é o símbolo do torcedor alvirrubro nesta hora.

Caimos, mas não abandonamos nosso Náutico.

“Vamos subir, Náuticoooo”torcedora

Náutico espetacular

sáb, 21/11/09
por milton neto |

Gol de Bruno. União do grupo

Gol de Bruno. União do grupo

O telefone tocou. Era meu cunhado.

“Vai ver o jogo onde? Temos que ver juntos, pois sempre que estivemos juntos, o Náutico venceu”

Aceitei na hora!

Já tinha decidido mudar algumas coisas. O local, a roupa e até as companhias (decidi que, também iriam comigo, meu filho e minha esposa).

Fomos para o barzinho/restaurante do meu amigo Meneses, na rua em frente ao clube alvirrubro. E lá, um reduto dos torcedores do Náutico, como semprem, encontramos alvirrubros comendo uma picanha com cerveja. Entre eles o Junior Slash.

Sem poder contar com  Claudio Luiz, Derley e Irênio, Geninho colocou o time em campo com Gledson, Patrick, Márcio Paulista, Asprilla, Anderson Santanna, Nilson, Rudney, Juliano, Ailton, Bala e Bruno Mineiro.

Um time que, se não era ofensivo, também não era defensivo. Geninho saia do 3-5-2, para o 4-4-2.

E deu certo. O Náutico era mais perigoso que o Corinthians (que vinha sem Detinho,  Felipe, Douglas, entre outros – mas que tinha Ronaldo, Jorge Henrique, Elias, Edu, Souza, Edno….).

Com Bruno Mineiro ameaçou o gol de Rafael Santos, quando este entrou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Mas o goleiro interceptou a bola. Anderson Santanna em uma disputa com um zagueiro do Corinthians teve a camisa puxada, mas seguiu na jogada.

O Corinthians não conseguia entrar na área alvirrubra e só levava perigo com chutes de longe.

A equipe paulsta estava melhor, quando Patick cruzou e encontrou Bruno Mineiro sem marcação (e em posição legal) para abrir o placar (teve até que se baixar para acertar a bola), marcando o seu oitavo gol com a camisa alvirrubra.

1 x 0 para o Náutico. Era tudo que o torcedor queria.

O chocalho balançava freneticamente no bar do Menezes e os frequentadores pulavam sem parar.

E quando Bruno Mineiro pegou a bola, sozinho, sem estar impedido, já nos acréscimos, e tinha tudo para marcar o segundo gol, parecia que estávamos no estádio. Todos levantaram e ficaram na expectativa. Mas o goleador não repetiu a sua habitual categoria e chutou em cima do goleiro, perdendo um gol feito.

Fomos para o intervalo com a vantagem. Alguns temiam que o time voltasse muito retrancado, por conta disto. E mais ainda que houvesse uma expulsão – em especial de Juliano, que já estava com amarelo e tinha participado de algumas jogadas em que o jogadores adversários tiveram que ser atendidos pelo departamento médico corintiano. Mas, na volta ao campo, Juliano tinha retornado com os demais companheiros.  

E o Corinthians empatou logo no começo. Com Ronaldo. De cabeça. Uma ducha geladíssima na chuva que castigava a torcida no Pacaembu.

A coisa piorou quando Elias foi na disputa da bola com Bruno Mineiro e o atacante (que tinha sido advertido verbalmente, por um lance mais violento, momentos antes) escorregou pegando o corintiano no ar.

O árbitro Alicio Pena Filho mostrou o cartão vermelho, na hora, sem pestanejar. Poderia até contemporizar e mostrar o amarelo, como fez, em outros lances no jogo. Mas, deixou o timbu numa “saia justa” sem tamanho.

Mais ainda quando o chute de Elias (que recebeu a bola, numa cobrança de falta de Ronaldo) desviou em Michel (no bolo de jogadores que estavam na área) e enganou Gledson.

2 x 1 para o Corinthians, com um homem a menos. Era o “caixão e a vela preta”.

Mas duas coisas mudaram o jogo.

A primeira foi um lance que Ronaldo recebeu com espaço. Ganhou na corrida e ficou sozinho com Gledson. Em vez de buscar o mais simples e marcar o terceiro gol corintiano, meteu por cima. Mas Gledson (que fez outra grande defesa, num chute a queima-roupa) conseguiu evitar ser encoberto.

A segunda foi a entrada do veloz Anderson Lessa, que entrou no lugar de Anderson Santanna (Vagner tinha entrado no lugar de Juliano e Michel, no do machucado Asprilla), dando mais mobilidade ao ataque – que estava com Bala isolado.

Lessa recebeu uma bola na esquerda e tocou de três dedos para a área corintiana. Nilson tentou pegar, mas ela passou por trás e sobrou para Carlinhos Bala emendar de pé esquerdo, com efeito. A bola entrou no canto esquerdo de Rafael Santos. O Náutico empatava o jogo aos 40 do segundo tempo.

 nau x cor 3

Mas não era suficiente.

Precisávamos vencer. E fomos para cima.

As mesas do bar estavam com todos os fregueses de pé. A confiança havia voltado. Mas restavam poucos minutos. Apenas 3 minutos de acréscimos.

O time tentava. Já eram valentes. Já dava para reconhecer a raça do grupo. 

O futuro jornalista Felipe Resk já se encontrava no recinto, com o manto alvirrubro, acreditando, como todos, na virada alvirrubra.

O Náutico pressionava.

Ailton pegou um rebote e fez uma jogada de efeito ganhando de Escudeiro e entrando na área, quando foi derrubado. Penalti!

O árbitro marcou a falta, mas já se encaminhava para a entrada da área, quando viu que o assistente indicava que havia sido dentro da área. Ele apontou para a marca da cal. Era penalti!

Ninguém se continha no recinto.

Os fogos estourados pela torcida adversária quando o Corinthians fez 2 x 1, já não eram mais ouvidos. Apenas a vibração da torcida do Náutico.

Todavia, penalti nunca foi o nosso forte. Já tivemos, historicamente, vários penaltis perdidos. E a ansiedade era grande. Quando Ailton ajeitou a bola, muitos se entreolhavam. Esqueciam da cobrança magistral da partida contra o Santos. 

Um sentimento de tristeza passou por mim, por alguns milésimos de segundo, quando algum engraçadinho disse que no rádio, Ailton tinha perdido o penalti (é sabido que há um dilay entre o rádio e a TV e o som chega mais rápido).

Mas a alegria e a emoção tomou conta logo depois. 

GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLL!

Os vermelhos em campo explodiam de felicidade. Pulavam tanto quanto pulávamos todos no bar.

E logo depois, o apito final, dando a vitória espetacular do Náutico sobre o Corinthians (que perdeu os dois jogos deste ano e os outros 05 últimos jogos entre as duas equipes – 3 deles em São Paulo).

Náutico espetacular!

Vitória na raça! Na vontade! Na superação!

Geninho tinha dito no começo do jogo: “Vamos tentar fazer o que ninguém espera”. Fizeram mais, pois se a vitória do Náutico não era esperada, muito menos da maneira que foi, com um homem a menos e perdendo por 2 x 1.

Parabéns, Geninho. Parabéns, alvirrubros!

A esperança continua.

Agora, ainda nesta rodada, vamos torcer contra o Botafogo (que joga contra o São Paulo, no Rio), Fluminense (que vem para Recife, para jogar na ilha, contra o Sport) e Santo André (que pega o Avaí em casa).

E, certamente, no próximo jogo, fora de casa, contra o Santo André, estarei com meu cunhado, mantendo a invencibilidade conquistada, com esta parceria.

Até lá, vamos saborear esta espetacular vitória, conquistada com muita garra e com uma característica típica de um TIMBU – que não desiste NUNCA!

Ailton, de penalti. Vitória

Ailton, de penalti. Vitória

Pequena linha de esperança

dom, 15/11/09
por milton neto |

Quando sai do estádio, após o segundo gol anulado do Náutico, devo confessar que estava fulo com a arbitragem. Como podiamos vencer se todos os gols que fazíamos eram anulados?

Depois de ver os lances, porém, infelizmente, tenho que reconhecer que ele acertou na interpretação (embora tenha sido esquisito ter ido consultar o bandeirinha do outro lado, para chegar a conclusão – perdendo precioso tempo para o Náutico).

Dito isto, vamos analisar o que aconteceu nos Aflitos, neste domingo.

Antes de mais nada, quero registrar que não concordei com a liberação de mais ingresso para a torcida adversária. A legislação fala em 10% da capacidade do estádio deve ser reservado aos torcedores do time visitante. Sempre foi assim, com todos que vieram aos Aflitos. E sempre foi tranquilo (inclusive com o próprio Flamengo, nas vezes anteriores, que veio aos Aflitos).

Ceder 4.700 ingressos descaracterizou uma de nossas “armas”: o nosso “caldeirão”. Se estavam pensando em ganhar dinheiro, que colocassem, então, o jogo no Arruda, uma vez que, cedendo 1/4 do estádio (em vez de 1/10), realmente estávamos contribuindo para “reforçar” o já perigoso adversário. E se era para fazer isto, melhor que tivesse levado o jogo para o José do Rego Maciel, onde poderíamos colocar 10% da lei para o Flamengo (cerca de 7 mil pessoas) e bem mais alvirrubros – que certamente iriam em maior número – embora não tivessemos o mesmo efeito do caldeirão dos Aflitos (que terminou não acontecendo, de fato). Não entendi a atitude.

A mudança no horário do jogo, solicitada pelo “Sindicato dos profissionais do futebol” (tão tardiamente, todavia) foi benéfica, de fato, ao Flamengo, que até quando se aqueceu em campo,  procurou o único espaço com sombra para não sofrer com o calor – antes do início do jogo.

O Náutico, de Geninho, tinha os reforços de Cláudio Luiz, Asprilla e Vagner. E contava com Gledson, Patrick, Michel, Ailton, Irênio, Bala e Bruno Mineiro, que são titulares absolutos há vários jogos. Só Nilson é que fazia o papel de Derley (ainda contundido) ou Johny (suspenso).

Ou seja, o Náutico tinha tudo para fazer uma boa partida.

Mas, estranhamente, se perdia na marcação. E deixava o time do Flamengo (desfalcado de Maldonado e Juan) tocar a bola e ganhar o meio de campo.

nau x cab

Numa jogada que sobrou para Adriano, este tocou para trás, para a chegada de Leo Moura (na esquerda) que chutou para Gledson fazer a defesa parcial. O problema é que o goleiro largou a bola nos pés de Petkovic, que, sem marcação, empurrou para o gol, abrindo o placar. 1 x 0 Flamengo, na primeira vez que o time de Andrade chegava na área pernambucana.

Um castigo para o Náutico, que fazia o seu papel, pressionando o visitante – embora sem muita objetividade.

Mas, não demorou para que o Náutico chegasse ao empate. Ou pelo menos, chegasse ao gol de Bruno. Um chute de Michel, de fora da área desviou em um jogador do Flamengo (e ai tem a tese que tiraria o impedimento de quem quer que seja) e fez com que Bruno fizesse uma defesa incrível. No rebote, o zagueiro Claudio Luiz chutou por baixo de Bruno e empatou a partida.

A torcida do Náutico ainda comemorava, quando se pode ver os jogadores alvirrubros cercando o bandeirinha do retão. Depois, os jogadores do Flamengo. E uma demora interminável para se confirmar o gol. E lá vem o árbitro para “consultar” o bandeirinha das sociais. Pra que? O cara não viu nada. Era impossível. Assim como eu não vi! Mas, depois, soube pelas rádios, que o bandeirinha do lado de lá (o tal que levantou a bandeira) não tinha certeza, por causa do sol nos olhos. E o árbitro deu a voz ao bandeirinha do outro lado que, teria “decidido” a parada. Impedimento (que de fato estava). Mas como se poderia saber, ora pois?  Só se ele consultou a TV ou perguntou a algum jornalista. E ai, bem. Ai não pode….

O fato é que o gol (ilegal) foi anulado. Mas se perdeu tempo demais e, pior, a anulação daquele gol, fez o Náutico se perder em campo. E não mais se achar….

E foi o Flamengo que chegou ao segundo gol e não o Náutico, ao empate. Já nos acréscimos (de 5 minutos) o lançamento feito para Zé Roberto, na direita, encontrou o atacante sem marcação. Este chutou cruzado, na medida para que ninguém da defesa alvirrubra cortasse e encontrasse Adriano sozinho para só ter o trabalho de empurrar para o gol vazio. Era o 19º gol do “Imperador” e o 63º sofrido pela  defesa do Náutico, na competição.

Aqui, quero fazer uma pequena reflexão.

O time sofreu nas 35 partidas que disputou 63 gols. Todos os times que nos enfrentaram (exceto o Corinthians – que vencemos por 1 x 0 no Recife e ainda iremos jogar, na próxima rodada) na competição, balançaram as redes de Eduardo ou Gledson. O São Paulo (líder atual do brasileirão) para que se tenha uma idéia, sofreu 35 gols (quase a metade).  Dos 35 jogos, só não sofremos gol em 6 (17%). Nestes seis jogos, vencemos 5 (Cruzeiro, Corinthians, Goiás, Atlético-PR e Palmeiras) e empatamos 1 (Atlético-MG). Todos em Recife.

Seguramente, a defesa, que atualmente tem Claudio Luiz, Vagner e Asprilla como seus “pilares” tem sido o nosso “calcanhar de Aquiles” na competição. Não se pode confiar que iremos sair sem sofrer gol. Dela já participaram Gladstone, Galiardo, Negretti (todos já dispensados), além de Márcio Paulista, Fernando, Luiz Bispo, Onildo e um outro garoto da base (que não me recordo o nome). A proteção de Derley, Nilson, Johnny ou Rudney também não surtiu tanto efeito ao longo de todos esses jogos.

E, por isto, o retrato dos gols do Flamengo (apesar da qualidade de Petkovic e Adriano – indiscutíveis) mostra a fragilidade e até certa ingenuidade de nossos defensores, que deixaram livres os goleadores rubros negros, em ambos os gols.

O primeiro tempo terminava com uma vantagem monstruosa para o time do Rio. Era praticamente impossível virar o placar. Ou mesmo, como se veria na etapa complementar, chegar ao empate.

Andrade foi inteligente. Administrando a vantagem e desgastado com o calor da hora anterior (que já havia ido embora para a etapa complementar), armou o time para não dar espaços para o Náutico. E partia com muito perigo, nos contra ataques (até mais que o Náutico).

Teve a chance de “matar o jogo” em dois lances. No primeiro, Adriano correu pela direita e tocou para trás, mas Zé Roberto (salvo engano) chutou inexplicavelmente por cima do travessão.

Na segunda, o próprio Adriano driblou Cláudio Luiz (que voltava de uma inatividade de 15 dias) e Gledson evitou o golaço do atacante, chegando antes na bola.

Já Geninho fazia o que pudia. Na volta para o segundo tempo, tirou Asprilla (que saiu sentindo) para colocar Juliano, adiantando a marcação e ganhando mais um homem no meio.

Juliano, por sinal obrigou Bruno a fazer uma grande defesa, chutando forte, de fora da área. Seria um golaço.

Com o passar do tempo, Geninho tirou os meias Irênio e Ailton, para colocar mais atacantes: Anderson Lessa (há meses sem entrar em campo) e Tuta (ha pouco meses de se aposentar). Recuou Bala e procurou dar mais ofensividade – que poderia ter vindo com Mariano Torres (em vez de ficar com 4 atacantes).

Não deu certo, embora Lessa ainda colocasse a bola para dentro do gol de Bruno (bem anulado) e sofresse um penalti, no final do jogo (que não foi marcado – e talvez o maior erro do árbitro – embora não modificasse em nada o jogo, que já estava ganho pelo Flamengo)

O apito final poderia ter rebaixado definitivamente o Náutico, não fosse o resultado na Arena Barueri. A derrota do Botafogo, por 3 x 0, deu sobrevida ao timbu.

Todavia, faltando 3 rodadas, o Náutico ve cada vez mais complicada a sua tarefa:

1) Tem que vencer os 3 jogos (Corinthians e Santo André fora e Avaí em casa) e torcer para o Botafogo perder 2  ou empatar 3 vezes (Palmeiras e São Paulo em casa e Atlético-PR fora), Fluminense não vencer 2 jogos (Sport e Coritba fora e Vitória em casa), Santo André não vencer os 3  jogos (Avai e Náutico em casa e Inter fora) ou mesmo que o Atlético-PR perca todos os jogos (Cruzeiro e Botafogo em casa e Barueri fora) ou Coritiba ou Vitória percam de goleadas suas 3 partidas (Santos e Cruzeiro fora e Fluminense em casa, no caso do Coxa e Barueri e Goiás em casa e Fluminense fora, no caso dos baiano);

2) Vencer 2 jogos e empatar 1, desde que o Botafogo, pelo menos perca 2 jogos e empate 1, o Fluminense só possa vencer 1 jogo e perca os outros 2 e o Santo André não vença 3 jogos.

3) Vencer 2 jogos, desde que o Botafogo e Fluminense percam 3 jogos e o Santo André não vença 2 e empate o terceiro.

Não há possibilidade matemática para 1 única vitória, apenas, nos próximos 3 jogos que possam salvar o Náutico, que só se salva se conseguir um mínimo de 41 p0ntos (desde que Bota e Flu estacionem).

Agora, é torcer pelas vitórias fora de casa (que até agora só foi uma isolada, contra o Atlético-PR, de Geninho) e pelas derrotas dos outros (Botafogo, Fluminense, Santo André e até Atlético-PR, Coritiba e  até o Vitória (que campanha ruim dos clubes do Nordeste!).

É, apesar de toda dificuldade, eu ainda acredito.

Os erros de um jogo

dom, 08/11/09
por milton neto |

erro e erros

erro e erros

O que se viu, neste sábado, dia 06/11/09 foi uma sucessão de equívocos, de todos os tipos.

1o ERRO DO NÁUTICO – MARCAÇÃO NO CAMPO DO NÁUTICO

O primeiro erro do Náutico foi ter chamado o Santos para cima. Ficou muito atrás e o Santos atacando. Num escanteio cobrado pelo lado esquerdo de Gledson, a bola viajou, passando por todos na pequena área e faltou pouco para Kleber Pereira abrir o placar (era só tocar na bola, para o gol vazio).

Depois, numa das diversas faltas anotadas pelo árbitro contra o Náutico, Paulo Henrique cobrou no travessão do goleiro Gledson. A bola bateu em cima e no chão, com muito perigo para o gol timbu.

Numa terceira chance, Robson recebeu sem marcação na direita e chutou cruzado, com muito perigo.

E, por fim, neste “bombardeio” santista, Jean tocou para Kleber, que conseguiu virar, mas chutou fraco, em cima de Gledson.

2o ERRO DO NÁUTICO – BRUNO MINEIRO ERRA A CABEÇADA

Irênio cobrou uma falta, próxima ao corner. A bola chegou na cabeça de Bruno Mineiro, que tocou para o gol de Fernando. Ela se chocou com a trave, voltou e o mesmo Bruno pegou o rebote do outro lado, da pequena área, chutando com o pé esquerdo para fora.

Bruno Mineiro errando não é todo dia. E desta vez, ele passou em branco…

1o GRANDE ERRO DO ÁRBITRO – CARRINHO É FALTA

Numa disputa de bola, no meio de campo, o jogador do Santos entrou de CARRINHO. E lance de carrinho não pode. É sempre falta contra quem deu o carrinho. É indiscutível. Tanto que, quando Patrick utilizou do mesmo expediente, não houve dúvida e se marcou falta contra o Náutico.

No entanto, o lance perigoso (o carrinho) sobre Johny não foi marcado e a jogada seguiu normalmente, originando o segundo grande erro do árbitro.

2o GRANDE ERRO DO ÁRBITRO – PENALTI PARA O SANTOS

A bola é de interpretação. Mas se a jogada seguisse, ninguém iria reclamar. É o tipo da jogada que, se o juiz não der a falta, ninguém ficará na bronca. Uma bola lancada de Leo para Robson que ia dominar a bola,  mas perdeu o domínio, com a jogada de corpo de Michel. Faltou ou disputa normal, de corpo?

O árbitro deu penalti.

E Kleber Pereira cobrou sem chances para Gledson, que, desta vez, não acertou nem o lado do chute. Santos 1 x 0, com um penalti discutível.

3o ERRO DO NÁUTICO – DEFESA DE FELIPE

Depois de uma jogada de Kleber Pereira, em que Gledson defendeu para ecanteio, Carlinhos Bala cruzou para Fernando cabecear e Felipe fazer uma defesa espetacular, mostrando que o Náutico estava vivo no jogo.

O erro? Anderson Santanna estava sozinho, sem marcação logo atrás de Fernando. Talvez, se o zagueiro deixasse, fosse melhor opção para empatar a partida….

3o GRANDE ERRO DA ARBITRAGEM – FALTA DE MADSON EM FERNANDO

Luxemburgo, inteligentemente, colocou em campo os velozes Neimar e Madson. E o Náutico não conseguia sair para o ataque.

Numa bola perdida, esta foi lançada para Madson que entrou na área e simplesmente, como não conseguiu ganhar na corrida para a zaga, empurrou Fernando, de forma visível. O defensor que estava com a bola dominada e de costa para o baixinho santista, caiu por cima da pelota, com o empurrão.

Mas o árbitro não marcou. A jogada seguiu com Madson pegando a bola e dando para trás, onde Neimar chegava. Fernando ainda se levantou, mas caiu com o drible do garoto paulista, que tocou no cantinho de Gledson, ampliando o placar para 2 x 0.

Era o “fim do jogo para o Náutico”. Ou pelo menos, parecia.

1o ERRO DO SANTOS – VELOCIDADE E GOLS PERDIDOS

Ganhando o jogo por 2 x 0, o Santos apostou (corretamente) na correria. E Madson perdeu um gol e a chance de matar o jogo, metendo na trave de Gledson.  

Logo depois, com o Santos envolvendo a defesa alvirrubra, Leo cruzou uma bola que passou pelo pé de Paulo Henrique Ganso, no que seria o terceiro gol santista.

Em outra jogada, pelo outro lado de campo, Pará cruzou e Kleber Pereira se antecipou, para Gledson fazer uma boa defesa.

4o GRANDE ERRO DA ARBITRAGEM – PENALTI PARA O NÁUTICO

Para compensar o penalti do Santos, o árbitro deu um para o Náutico (já tava 2 x 0 mesmo), num lance em cima de Mariano Torres (que entrou no lugar de Fernando, contundido).

Ailton enfim, marcou seu primeiro gol no campeonato. De penalti (bem batido, no ângulo), diminuindo o placar e dando esperanças para o Náutico.

4o ERRO DO NÁUTICO – ERROS DE APROVEITAMENTO

E não é que o Náutico cresceu no jogo? Com a entrada de Juliano e Ferreira (além de Mariano Torres), nos lugares de Irênio e Bala, o time foi para cima do Santos.

Mas, por coincidência, foram justamente Ferreira e Juliano que tiveram (e perderam) as melhores chances de empatar o jogo.

No primeiro lance, Ailton levantou para Juliano, em condição legal. Este, inteligentemente esperou o goleiro sair e tocou para o meio da área, onde Ferreira vinha se apresentando. E o grandalhão tocou certo, mas a zaga santista tirou em cima da linha, colocando para fora.

Antes do segundo lance, Ailton pegou uma sobra, na entrada da área e colocou por cima, num lance perigoso.

O penúltimo lance de perigo do Náutico foi um lançamento da defesa, onde Bruno Mineiro tocou para frente, com categoria. A bola sobrou para Juliano, que esperou chegar na área para chutar. Nesta espera, um zagueiro veio por trás e “roubou o brinquedo” dos pés de Juliano, exatamente na hora da finalização.

Por fim, o último lance, foi de um cruzamento da esquerda, de Juliano. A bola veio pelo alto e Márcio Paulista, sem marcação cabeceou para baixo. O goleiro Felipe tirou a bola na linha, com o pé. Era o gol de empate que teimava em não sair, embora o Náutico merecesse empatar.

ULTIMO ERRO DO NÁUTICO - NÃO ACREDITAR EM DITADOS

Acreditando no seu potencial e criando chances atrás de chances, o Náutico se descuidou (até de forma consciente) na defesa e deu espaço para contra ataques do Santos, com os rápidos Madson e Neimar.

Não deu outra. Sem acreditar no velho e cansado ditado do “QUEM NÃO FAZ, LEVA”, o Náutico foi castigado com o terceiro e derradeiro gol do Santos, exatamente num contra ataque, onde Neimar teve calma para driblar Johny e tocar de bico, no mesmo canto que fez o segundo gol.

3 x 1 seria o placar final.

Mais uma vitória do time da casa contra o Náutico, num sábado cheio de erros….

Os sinais

seg, 02/11/09
por milton neto |

Bruno Mineiro (7 gol em 7 jogos)

Bruno Mineiro (7 gols em 7 jogos)

Alguns sinais me deram a certeza da vitória, no clássico.

O primeiro deles: O Náutico não entrou de branco (eita uniforme sem sorte)!

O segundo: O adversário entrou em campo com o uniforme todo negro (como na última vitória do Náutico, em 2007).  Por sinal, naquele ano, todos os adversários que subiram as escadarias dos vestiários da rua da Angustura, vestidos de preto, não resistiram ao calor do nosso time e perderam. Botafogo, Atlético-PR e o próprio Sport desafiaram o timbu, vestidos de preto. E pagaram caro. Botafogo perdeu por 4 x 1. O Atlético, por 5 x 0. E o Sport por 2 x 0.  3 vitórias incontestáveis.

O terceiro: O lado que atacamos no primeiro tempo. Atacamos para o lado do Country. Como tinha sido, no jogo contra o Palmeiras e Barueri.

O quarto: Fui para o jogo, com uma calça branca e uma camisa vermelha. Desde que tenho ido assim, o Náutico só vence. Palmeiras, Barueri e Sport. 3 vitórias seguidas.

Por isto, não tinha dúvida alguma que o Náutico iria vencer o adversário de preto. Era uma questão de tempo e paciência – além de muita confiança.

E a vitória começou a ser desenhada já no começo do jogo.

Michel foi lançado, numa  saída errada da defesa rubro negra, e na saída de Magrão, tocou para o meio da área, onde o gol-man Bruno Mineiro entrou e foi mais rápido que o velho Durval, marcando o primeiro gol do Náutico no clássico (seu sétimo gol em sete jogos) em cima da marcação inútil do adversário.

Pouco depois, o Sport empatou, numa desatenção da defesa alvirrubra.

Mas, se o Náutico tem um artilheiro como Bruno Mineiro (100%), também tem o “homem clássico”: Carlinhos Bala! O pai de Micaela sempre marca em clássicos. E não podia ser diferente, neste. Já tinha deixado o seu no empate na ilha, no primeiro turno. E, desta vez, repetiu a dose – e foi decisivo.

Pegou a bola, na entrada da área e se livrou da marcação chutando para o gol. A bola desviou na mão de Durval (que seria penalti – caso o gol não saisse) e encobriu o goleiro Magrão. Era o segundo gol alvirrubro, que, pela segunda vez, estava à frente do adversário no jogo.

Bala - o "homem clássico"

Bala - o homem clássico

E fomos para o intervalo, desse jeito. Vencendo por 2 x 1. O Náutico bem aplicado e o Sport sem criar grandes chances de gol.

Porém o técnico Chamusca colocou o Adriano Pimenta (o número 42). Aquele mesmo que treinou e não jogou, por aqui. E o cara mudou a história. Estava infernal. Começava a desequilibrar e a explorar as ações pelo lado direito, pois aproveitava-se que o Náutico só tinha Johny como volante e puxava a marcação, para um lado, abrindo a defesa, do outro. 

E o Sport cresceu e começou a chegar com perigo.

O Náutico todo recuado, não conseguia pegar a segunda bola e não havia contra-ataques – que eram a aposta de Geninho, quando chamou o Sport para o seu campo. Tinha Bala e Bruno para puxar esses contra-ataques. Mas a bola, simplesmente não chegava. E o que era pior, voltava para outro lance de perigo dos adversários.

Num deles, o Sport chegou ao empate, mais uma vez. Fernando ainda tentou evitar, mas o atacante rubro negro estava na pequena área e chutou à queima-roupa, sem chances de defesa para Gledson.

Foi quando apareceu uma cena, na minha cabeça. Cena esta que eu havia presenciado, no dia anterior.

Véspera de clássico. Treino de rachão. Término do treino. Alguns jogadores permanecem em campo, treinando chutes à gol. Bala, Irênio, Michel e Anderson Santanna são alguns deles. Os chutes são feitos de tudo que é jeito. De falta, de longe e de penalti. Num deles, Michel chuta, a bola bate no chão e tira o goleiro da jogada. Gol. Ouvi uma voz, ao longe. Era o técnico Geninho. “Boa Michel”. É isto. Tem que chutar e deste jeito também é válido, pois o quique da bola engana o goleiro. Do outro lado, vi um Irênio prestando atenção na dica do “professor”.

De volta ao clássico.

Irênio recebe a bola, no meio de campo e avança. Lembra da dica. E chuta, de longe. A bola quica e engana Magrão (que falha na jogada, por culpa do desvio no chão). GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLL!!!! Do Náutico!!!! O terceiro no clássico!

Irênio - gol definitivo

Irênio - gol definitivo

Agora já deu! Chega!

Não era possível que eles empatassem novamente.

Para precaver, todo cuidado é pouco e Geninho, inteligentemente, colocou o volante Nilson no lugar de Irênio – que saiu bastante aplaudido (evidentemente).

Deu certo. Com o time mais compacto e tendo dois volantes (um em cada lado), não havia como o Sport aproveitar os espaços que não tinha mais, ao puxar a marcação, pois sempre tinha mais um no outro lado.

Chamusca foi para o “tudo ou nada” e colocou Ciro. Mas a bola não chegava e o garoto sequer tocou na bola. Enquanto isto, Geninho mexeu no Náutico e botou Anderson Santanna para dar mais marcação pelo lado esquerdo e Juliano, no meio de campo, no lugar de Ailton.

O time ficou mais compacto ainda. Nem a bola no travessão, na falta cobrada por Andrade preocupou (tá bom, deu um susto, reconheço). Mas o Sport não conseguia mais criar. E o Náutico teve um bom momento com Bruno Mineiro, chutando para uma defesa espetacular de Magrão.   

 O apito final do árbitro foi um alívio para torcedores ávidos pela vitória sobre seu maior rival. E, de quebra, deixando o time de Durval na lanterna da competição e, segundo seu próprio presidente, virtualmente rebaixado para a segunda divisão, em 2010.

A rodada só teve, infelizmente, este resultado positivo. Todos os demais foram péssimos! A começar pelo Botafogo, que venceu o Internacional, no Beira Rio, quando a lógica seria vitória do Colorado.  Pena que o árbitro não deu um penalti em D’Alessandro, ajudando o time carioca, mais uma vez.  Outro carioca surpreendeu. O Fluminense perdendo por 2 x 0 do Cruzeiro, no Mineirão nunca iria virar. Mas o time mineiro é ótimo fora de casa. Dentro, se complica (já perdeu, inclusive do Atlético-PR). E deixou a equipe de Cuca virar. Para piorar, o Santo André venceu o Grêmio (que é um dos piores fora de casa – e o melhor em seus domínios) e o Coritiba venceu o Vitória.

A derrota do Atlético-PR para o Avaí pode ser  comemorada, no final das contas. Assim, não apenas o Coxa ainda está na briga contra o rebaixamento, mas também o furacão. Afinal, o Náutico, com 35 tem 5 pontos atrás do Atlético e 6 do Coritiba e ainda pode alcançá-los. Assim como o Botafogo, com 3 pontos a mais que o timbu.

Mas, para isto, precisamos continuar nesta pegada em casa e vencermos o Flamengo e Avaí (na última rodada). E, mais que isto, temos que vencer pelo menos uma das 3 equipes que ainda enfrentaremos pela frente: Santos, Corinthians ou Santo André (um adversário mais que direto).

Eu acredito, pois sou torcedor do Náutico!

E os sinais continuam dizendo que o Náutico vai jogar a primeira divisão em 2010.

PS: Parabéns a essa torcida maravilhosa que lotou o caldeirão (19.086 pagantes). E que festa bonita se viu na arquibancada!

Briga continua acirrada

qui, 29/10/09
por milton neto |

Apesar da derrota, e de, provavelmente, sermos ultrapassados pelo Sport, nesta rodada (a vitória deles sobre o Coritiba, sem Marcelinho Paraíba, os deixará com o mesmo número de pontos e vitórias, mas com um saldo melhor que o nosso), vencendo o clássico de domingo e o Botafogo perdendo para o Internacional, no Beira Rio (que é o resultado mais natural), nos deixará fora da zona de rebaixamento (desde que o Santo André não vença o Grêmio), já na próxima rodada.

Ou seja, uma simples vitória nossa contra o Sport, nos Aflitos, pode mudar o quadro pessimista que se pintou na 32a rodada – faltando apenas 6 jogos para o fim do campeonato.

O Náutico ainda tem, nas suas mãos, a chance de permancer na serie A.

Poderia ter saido vitorioso do Engenhão. O jogo foi equilibrado e em certos momentos, o Náutico foi até melhor que o Botafogo. Criou situações reais de gol.

Na primeira delas, a bola foi cruzada pelo lateral Patrick (que está jogando muito bem, nos últimos jogos) e atravessou a pequena área do Botafogo, com Bala e Tuta colocando os pés, mas, infelizmente, não alcançando a pelota.

Pouco depois, Carlinhos Bala lançado por Michel, ganhou na velocidade da zaga alvinegra e o goleiro Jefferson, por ser o último homem, se viu obrigado em cometer a falta, para “parar” a jogada e o perigo de gol eminente.  Fez uma falta providencial – mesmo sabendo que poderia ser expulso. Evitou a progressão de Bala em direção ao gol certo. O juiz marcou falta e deu o cartão amarelo para o goleiro. Não o expulsou, como todos esperavam.

Outra boa chance foi, mais uma vez, em um contra ataque rápido, Ailton, Bala e Tuta só tinham o goleiro e um zagueiro – que não sabia quem marcasse – à frente. Ailton conduziu e poderia ter tocado para Bala no lado direito, que teria entrado na área com chances de gol. Preferiu tocar para esquerda, com Tuta. Este esperou a bola ser lançada, e saiu logo depois do lançamento, em posição legal, para dominar a bola dentro da área e fuzilar para o gol de Jefferson. Sem chances de defesa, a bola estufou as redes alvinegras e foi morrer dentro do gol.

Enquanto isto, o Botafogo buscava o gol, principalmente em chutes fora da área. No entanto, o lance mais perigoso do time carioca, foi num cruzamento baixo, que Reinaldo se atrapalhou e Gledson chegou com perfeição para pegar a bola que poderia ter entrado, se o toque do botafoguense fosse certeiro.

Na etapa final, o Náutico continuou buscando o gol em contra ataques.  Mas não criou as mesmas chances que teve no primeiro tempo, pois Estevam Soares mandou Leandro Guerreiro “colar” em Bala – que ficou sem a mesma liberdade.

Mesmo assim, o timbu teve uma grande chance, com uma bola cruzada na área em que Tuta se antecipou ao zagueiro, na pequena área e chutou “a queima roupa” para uma defesa do goleiro Jefferson.

O Botafogo partiu para cima, em busca do gol. Mas a defesa do Náutico estava bem postada e nem parecia que estava desfalcada de Cláudio Luiz (seu melhor zagueiro). Ou mesmo de Asprilla (titular dos últimos jogos). Márcio Paulista, Vagner e Fernando conseguiam tirar as bolas perigosas. E estavam bem atentos. Tanto que Gledson teve pouco trabalho (e quando foi acionado, sempre foi bem).

Alessandro teve o melhor momento dos cariocas, ao virar para o gol, dentro da área pernambucana. Gledson fez uma grande defesa e colocou para escanteio.

Até que, numa bola em que Diego foi tentar o drible em cima de Johny (que substituia Derley – contundido), dentro da área, o defensor alvirrubro foi tentar pegar a bola e viu que não iria alcançá-la, recuando e tirando o pé. Malandro, Diego se projetou nas pernas do jogador alvirrubro e caiu antes mesmo que houvesse o choque.

Juninho cobrou o penalti e Gledson foi na bola, mas ela passou com velocidade e força, no canto, e o toque do goleiro alvirrubro não evitou que o gol do Botafogo fosse decretado.

Elton (que entrou no lugar de Tuta) teria a chance de se redimir do gol que perdeu contra o Internacional, em jogada similar. Foi lançado e teria um bom espaço para chegar frente a frente com Jefferson. Mas a jogada foi parada, marcando-se impedimento.

A partir dai, o Botafogo jogou sem desespero. De forma inteligente. Fechado. Esperando o Náutico em seu campo. Este era o momento para Tuta. Mas este já tinha saído, dando lugar para Elton. Também entraram Mariano Torres (que não teve espaços) e Anderson Santanna.

Mas com o time da casa todo bem armado em seu campo, não havia por onde o Náutico passar. E não se criou mais chances de gol, permancedendo o placar conseguido pelo penalti marcado pelo árbitro, até o final.

O resultado foi péssimo para o Náutico – que poderia ter saído da zona de rebaixamento, em caso de empate. O Botafogo ficou 3 pontos à frente. E venceu a “decisão dos 600 pontos”, no confronto direto com o Náutico.

Todavia, não há motivos para desespero. O Náutico só depende dele (basta vencer 3 ou 4 jogos dos 6 que restam – sendo 3 nos Aflitos). Vencendo o clássico, poderá, como eu já disse, sair da zona de rebaixamento, já na próxima rodada, desde que o Inter vença o Botafogo e o Santo André não vença o Grêmio. Ou seja, é continuar torcendo pelo timbu e, especificamente, neste final de semana, na 33a rodada, pelos gaúchos.

Imagens que falam

qui, 29/10/09
por milton neto |

Desta vez, prefiro não falar. Deixo as imagens, que falam por sí.

o jogador está caindo antes mesmo do choque

Penalti??????? A imagem é clara: o jogador está caindo antes mesmo do choque

 

Impedimento?????

Impedimento de Tuta?????

 

Lances similares. Atitudes distintas

Lances similares. Atitudes distintas

Podia ter sido mais tranquilo…

sáb, 24/10/09
por milton neto |

Mais uma vez, nos Aflitos, o Náutico mostrou futebol suficiente para vencer o adversário. Todavia, se não tivesse desperdiçado um penalti e se não tivesse um gol anulado de Bruno Mineiro, o placar poderia ter sido mais elástico e o timbu estaria com um saldo melhor.

A vitória é o que importa, é verdade, mas o torcedor teve que ficar com o coração na mão até aos 48 do segundo tempo e tomar sustos desnecessários ao longo de toda partida.

Mas vamos começar do início.

Desfalcado de seu melhor zagueiro, o grandalhão Cláudio Luis (que foi punido com uma suspensão de 2 meses – embora o Náutico vá tentar esta semana a conversão da metade da pena em cestas básicas, como no caso análogo, de outro jogador do Brasiliense), do lateral Michel (que pegou 2 jogos, na expulsão contra o São Paulo) e do zagueiro Vagner (expulso contra o Vitória), o timbu teve que jogar com uma defesa toda diferente, com Márcio Paulista, Fernando e Asprilla (depois com Negretti) e promovendo o retorno de Anderson Santanna no lugar de Michel.

No começo a zaga andou errando algumas bolas fáceis. Fernando mesmo errou o tempo da bola em alguns lances, pela falta de ritmo de jogo. Mas, se acertou e passou a não errar – principalmente nos 30 minutos finais.

Patrick jogou uma das suas melhores partidas com a camisa vermelha e branca. Simplesmente fantástico. Passando fácil pela marcação adversária e com folego para ajudar na marcação.

E se Asprilla tem alguma deficiência na saída de bola, é muito eficiente na cobrança de falta ensaiada. Quem descobriu isto foi o zagueiro André Luiz que ficou olhando o camisa 4 alvirrubro subir sem marcação, na bola alçada na área milimetricamente por Irênio. E Asprilla, consciente, tocou de cabeça para Bruno Mineiro, também sem marcação, abrir o placar e fazer o seu sexto gol, em seis jogos.

O Náutico tinha perdido Derley, que dividiu com Fernandinho e a pancada deixou ambos fora de ação. Derley ainda aguentou mais tempo – mesmo com suspeita de ter quebrado o dedo do pé. Mas deixou o campo antes mesmo que acabasse o primeiro tempo, sendo substituído por Nilson. Já o Barueri perdeu Fernandinho e colocou Basílio – que poderia ter sido expulso após entrar de forma desleal em Anderson Santanna, ainda no primeiro tempo. Só tomou o amarelo.

Para etapa final, com a vitória parcial, por 1 x 0, e já tendo feito uma substituição forçada, Geninho decidiu manter o mesmo time.

O gol de empate no começo da etapa final, parecia que ia dar um final tétrico para torcida presente.

Mas o Náutico foi valente e queria o resultado. E, desta vez, não foi afobado. Buscou o jogo. Tocou a bola, com Irênio e Ailton, além de Bala e Bruno Mineiro aparecendo muito bem pelo meio. Sem Derley, entretanto, a jogada do jogador surpresa vindo de trás não existia.

Entretanto, as alas poderia ser utilzadas. E foram. Patrick foi acionado várias vezes. E Anderson Santanna sempre o fazia em jogadas individuais.

Após tomar uma bola no travessão, a bola sobrou para Santanna que colocou velocidade pelo corredor esquerdo. Passou por dois marcadores (inclusive num deles com um drible desconcertante) e parou a bola, mandando para entrada da área, onde Irênio tentou (em vão) dominar a bola. Sobrou para Bruno Mineiro, que esperou a passagem de Patrick, para tocar no “ponto futuro” para um chute forte que o goleiro Renê ainda defendeu, mas a bola tão forte foi parar dentro do gol, e chegando a sair no outro lado, para Bala, sozinho encher o pé. Mas o gol foi confirmado desde o primeiro lance, com Patrick marcando um golaço.

Por sinal, após receber uma bola, de Bala, Patrick foi empurrado na área e o árbitro marcou penalti. Irênio e Anderson Santanna seriam os cobradores escalados. Mas Bala colocou a bola debaixo do braço e foi para a marca da cal.

Aliás, não deviam marcar penalti para o Náutico, naquele lado. Naquela barra. Ademar já perdeu. Kuki bateu duas vezes e perdeu as duas. Até Gilmar já perdeu naquela barra, contra o Coritiba, este ano. Resultado: Bala (que não era para cobrar) errou também. E o sapo enterrado atrás daquela baliza fez a festa!

Era para ter sido o terceiro. Não foi!

Então o terceiro viria num cabeçada de Bruno Mineiro, mas o bandeirinha viu impedimento…. e anulou o gol de Bruno. Seria seu sétimo gol.

Para piorar, minutos antes, o “pendurado” Bruno tomou o amarelo (o árbitro entendeu que ele simulou um penalti) e é mais um desfalque contra o Botafogo, no meio de semana, no jogo que vale “600 pontos”. Não jogarão Cláudio Luis (de novo), Bruno, Nilson e possivelmente Derley e Asprilla (ambos sairam machucados do jogo contra o Barueri).

Aliás, o Barueri que se cuide, pois terá pela frente o Flamengo, o São Paulo e o Internacional. Com 9 pontos de distância do Náutico, poderá ver a vantagem se diluir caso o timbu vença os 3 próximos jogos, contra Botafogo, Sport e Santos.

A agonia do torcedor do Náutico – que via as vantagens de ampliar o placar escapando, com o penalti perdido e o gol anulado – não acabou com o apito final (que fez com que o coração voltasse para dentro do corpo e deixasse de sair pela boca). o zagueiro André Luiz (sempre ele) aprontou para cima de Juliano (que entrou no lugar de Ailton). Assim que o árbitro encerrou o jogo, ele agrediu por trás, o atleta timbu, causando um tumulto desnecessário. Apesar de o juiz ter visto a agressão, pelo que se sabe não expulsou o zagueiro agressor- mesmo após o apito final.

Quando ao timbu, torce pelo Flamengo, no domingo e vai para o Rio, enfrentar o Botafogo, no confronto mais direto de todo o certame. Não dá para ficar tranquilo até o final do campeonato….

Impedimento?

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