Apesar do futebol feio….estamos na cola do líder
O que deu para notar, nesta partida que o Náutico venceu o Vitória, por 1 x 0, com um gol de penalti, de Carlinhos Bala?
Para começo de conversa, é o segundo jogo em que o Náutico não sofre gol – o que já é uma evolução. E, no caso do jogo contra a Acadêmica Vitória, a entrada de Hamilton no lugar do contudido Ramirez (que vinha se constituindo numa ótima peça no setor), deu mais consistência a defesa – que teve que jogar sem Vinícius (suspenso com o terceiro amarelo).
Apesar de o time de Vitória de Santo Antão não ser parâmetro para avaliar a defesa alvirrubra, deu para ver que ela está mais compacta e não sai na base do chutão, tentando ligar o contra ataque diretamente com o setor ofensivo.
Com mais calma, o time saiu para o jogo, pelas laterais, com Denis (enquanto esteve em campo) e depois com Derley, pela direita e com Zé Carlos, pela esquerda, chamando os atacantes para a aproximação, no meio de campo.
O grande problema que se viu nesta partida contra o Vitória, nos Aflitos, foi a afobação, na hora do “último toque” na bola.
Denis errou demais nos cruzamentos – apesar de ter sido uma boa presença na ala direita, servindo de opções para lançamentos de Hamilton e tabelas com Bala. Derley teve, pelo menos, duas grandes oportunidades para servir de “garçon” para Bala ou Rodrigo Dantas, na área e preferiu, nas duas vezes, chutar em direção ao gol, quando a melhor opção (que certamente resultaria em gol) seria o passe.
Os atacantes sempre preferiam um drible a mais em vez de tentar a finalização. E Bala, na função de meia, continua (como no ano passado) um ótimo artilheiro, mas sem muita criatividade.
Quando Denis se machucou e foi substituido por Dinda, Derley foi para lateral direita e Dinda para o meio, servindo de opção de jogo com Bala. As jogadas começaram a fluir melhor e o Náutico voltou mais ofensivo, na etapa final. Embora sem oferecer tanto perigo.
Todavia, na primeira tentativa, com Derley, este recebeu um passe magnifico de Rodrigo Dantas e foi empurrado pela defesa visitante. Penalti bem marcado pelo juiz Carlos Costa.
Bala com tranquilidade marcou o seu quarto gol no campeonato (2 a menos que Joelson, do Santa – artilheiro da competição).
Quando se esperava que os gols saissem com tranquilidade, a afobação só aumentou. E quando tínhamos os contra ataques, as jogadas eram paradas com faltas.
Bruno Meneghel, no lugar de Geilson deu mais movimentação e velocidade ao ataque. Deu para ver que, quando estiver bem fisicamente, será uma excelente opção para o técnico Macuglia.
E Diego, que entrou no lugar de Rodrigo Dantas, para garantir o resultado (afinal, querendo ou não, são 3 pontos que vão garantindo a classificação para as semifinais), quase entrega o “ouro”, ao exagerar na confiança e tentar sair jogando na entrada da nossa área. Sorte que Gledson estava atento e fez a única grande defesa do jogo.
Ao final, apesar do futebol ainda feio e sem muita inspiração apresentado pelo timbu, o Náutico somou mais 3 pontos (agora tem 19) e tem 5 vitórias seguidas. Mantém a melhor defesa da competição (ao lado do Sport – com 7 gols).
A princípio, o time base deverá ser Gledson, Denis, Vinícius, Gomes (ou Ramirez), Zé Carlos, Hamilton, Derley, Felipe Pinto (que ainda não estreou), Bala, Bruno Meneghel e Geilson. Quando todos estiverem em condições, e jogando, o Náutico fará uma importante estréia: o tal do entrosamento. Este ainda está, aos poucos, aparecendo em campo.
Ganhamos. Jogamos pro gasto. Para os 3 pontos. Ainda será preciso muito trabalho para chegarmos onde queremos. Mas, com paciência e muito trabalho, o time, aos poucos, vai mostrando que pode chegar competitivo (como já demonstrou que está) e com qualidade (que ainda está devendo).
PS: Os juniores venceram a oitava seguida: 2 x 1
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Santos x Náutico. Vila Belmiro. Campeonato brasileiro da primeira divisão, em 2007.