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Apesar do futebol feio….estamos na cola do líder

dom, 07/02/10
por milton neto |

balaO que deu para notar, nesta partida que o Náutico venceu o Vitória, por 1 x 0, com um gol de penalti, de Carlinhos Bala?

Para começo de conversa, é o segundo jogo em que o Náutico não sofre gol – o que já é uma evolução. E, no caso do jogo contra a Acadêmica Vitória, a entrada de Hamilton no lugar do contudido Ramirez (que vinha se constituindo numa ótima peça no setor), deu mais consistência a defesa – que teve que jogar sem Vinícius (suspenso com o terceiro amarelo).

Apesar de o time de Vitória de Santo Antão não ser parâmetro para avaliar a defesa alvirrubra, deu para ver que ela está mais compacta e não sai na base do chutão, tentando ligar o contra ataque diretamente com o setor ofensivo.

Com mais calma, o time saiu para o jogo, pelas laterais, com Denis (enquanto esteve em campo) e depois com Derley, pela direita e com Zé Carlos, pela esquerda, chamando os atacantes para a aproximação, no meio de campo.

O grande problema que se viu nesta partida contra o Vitória, nos Aflitos, foi a afobação, na hora do “último toque” na bola.

Denis errou demais nos cruzamentos – apesar de ter sido uma boa presença na ala direita, servindo de opções para lançamentos de Hamilton e tabelas com Bala. Derley teve, pelo menos, duas grandes oportunidades para servir de “garçon” para Bala ou Rodrigo Dantas, na área e preferiu, nas duas vezes, chutar em direção ao gol, quando a melhor opção (que certamente resultaria em gol) seria o passe.

Os atacantes sempre preferiam um drible a mais em vez de tentar a finalização. E Bala, na função de meia, continua (como no ano passado) um ótimo artilheiro, mas sem muita criatividade.

Quando Denis se machucou e foi substituido por Dinda, Derley foi para lateral direita e Dinda para o meio, servindo de opção de jogo com Bala. As jogadas começaram a fluir melhor e o Náutico voltou mais ofensivo, na etapa final. Embora sem oferecer tanto perigo.

Todavia, na primeira tentativa, com Derley, este recebeu um passe magnifico de Rodrigo Dantas e foi empurrado pela defesa visitante. Penalti bem marcado pelo juiz Carlos Costa.

Bala com tranquilidade marcou o seu quarto gol no campeonato (2 a menos que Joelson, do Santa – artilheiro da competição).

Quando se esperava que os gols saissem com tranquilidade, a afobação só aumentou. E quando tínhamos os contra ataques, as jogadas eram paradas com faltas.

Bruno Meneghel, no lugar de Geilson deu mais movimentação e velocidade ao ataque. Deu para ver que, quando estiver bem fisicamente, será uma excelente opção para o técnico Macuglia.

E Diego, que entrou no lugar de Rodrigo Dantas, para garantir o resultado (afinal, querendo ou não, são 3 pontos que vão garantindo a classificação para as semifinais), quase entrega o “ouro”, ao exagerar na confiança e tentar sair jogando na entrada da nossa área. Sorte que Gledson estava atento e fez a única grande defesa do jogo.

Ao final, apesar do futebol ainda feio e sem muita inspiração apresentado pelo timbu, o Náutico somou mais 3 pontos (agora tem 19) e tem 5 vitórias seguidas. Mantém a melhor defesa da competição (ao lado do Sport – com 7 gols).

A princípio, o time base deverá ser Gledson, Denis, Vinícius, Gomes (ou Ramirez), Zé Carlos, Hamilton, Derley, Felipe Pinto (que ainda não estreou), Bala, Bruno Meneghel e Geilson. Quando todos estiverem em condições, e jogando, o Náutico fará uma importante estréia:  o tal do entrosamento. Este ainda está, aos poucos, aparecendo em campo.

Ganhamos. Jogamos pro gasto. Para os 3 pontos. Ainda será preciso muito trabalho para chegarmos onde queremos. Mas, com paciência e muito trabalho, o time, aos poucos, vai mostrando que pode chegar competitivo (como já demonstrou que está) e com qualidade (que ainda está devendo).

PS: Os juniores venceram a oitava seguida: 2 x 1

Coruja expulsa à bala

qui, 04/02/10
por milton neto |

nau x cabAntes do término da preliminar, quando o Náutico Sub-20 venceu, mais uma vez (a sétima seguida), sentei ao lado de Carlinhos Bala, num banco, à frente da porta dos vestiários dos visitantes.

Bala estava quieto. Vestindo uma camiseta amarela, calção branco. Conversava com um pessoal da diretoria. Alguém também sentou ao seu lado e disse:

“Vou me concentrar e ver quantos gols você vai fazer hoje”

Depois de baixar a cabeça, concentrando-se na sua “premonição”, disse:

“Um. Você vai fazer um gol, hoje, na Cabense”.

Que dom. Que premonição fantástica!

Carlinhos Bala fez um gol. E que gol! Simplesmente o gol mais bonito de todo o campeonato até o momento.

Mas antes de fazer este gol, o timbu sofreu.

E até que começou bem. Bala (sempre ele) meteu uma bola na trave do goleiro da Cabense. No mesmo lance, o cada vez melhor Ramirez sofreu um estiramento na coxa. E teve que ser substituído.

O Náutico estava bem montado e arrumado. Mas a saída de Ramirez mexeu demais com a estrutura tática, pois alguns jogadores tiveram que mudar de posição. E a Cabense tomou conta do jogo.

E passou a jogar buscando o gol, mas sem muita objetividade. E falhando nas finalizações (graças a Deus). A torcida local até ensaiou um olé, mas a Cabense não conseguia passar pela defesa timbu – que melhorou com a entrada de Nilson, na vaga de Denis, para ajudar na marcação. Gomes já havia entrado no lugar de Ramirez. 

Na etapa complementar nada mudou.

O Náutico não conseguia “sair para o jogo”. E a Cabense mandava no meio de campo, impedindo a progressão da jogada ofensiva timbu, que fazia “ligação direta” da defesa para o ataque. A bola voltava na boa marcação da zaga do time do Cabo de Santo Agostinho.

A equipe alvirrubra só chegaria ao gol,  numa jogada individual pela direita, com Derley, ou pelo meio, com Bala, pois Geilson e Rodrigo Dantas não conseguiam dar prosseguimento as jogadas, com a marcação impecável feita pelo time azul.

A torcida nas arquibancadas vibrava com cada gol que ouvia no estádio do Arruda, dando a entender que boa parte não era torcedor da Cabense, e que estava ali apenas para “secar” o Náutico.

Mas aquela pessoa tinha previsto: Bala vai fazer um gol. Só não previu como seria.

O capitão alvirrubro dominou a pelota e chutou do meio da rua. A bola foi caindo e passou pelo goleiro da Cabense, para entrar no ângulo direito, expulsando a “coruja” que dormia tranquilamente naquele local.

Um golaço!

A partir dai, era só ter calma e manter o placar ou tentar ampliar, nas saídas rápidas em contra ataques.

Entretanto, o Náutico ainda deu alguns sustos na torcida timbu. E Gledson fez, pelo menos, duas grandes e salvadoras defesas, com os atacantes da Cabense dominando e chutando dentro da área, em erros de posicionamento da defesa – que, finalmente, ficou um jogo sem sofrer gol.

E Macúglia não pode fazer alterações normais de jogo. De preferência. Teve que fazer alterações por conta de problemas físicos.

A vitória foi conquistada na base da superação. Na raça. Na vontade. E na individualidade de Carlinhos Bala, que chutou com muita competência e categoria.

A quarta vitória seguida. Ainda sem jogar um futebol vistoso. Sem empolgar. Até, de certa forma, injusta. Mas foi uma vitória eficiente. Que só não nos deu a liderança porque o Santa Cruz perdeu, justamente, no dia do seu aniversário.

Todavia, ficou bem claro que o Náutico quer o título e vai lutar até o fim para conquistá-lo. Domingo tem mais. Possivelmente com Hamilton e Bruno Meneghel à disposição.

Com alguns ajustes e quando tivermos o time entrosado e melhor condicionado fisicamente, o Náutico irá dar muitas alegrias a sua torcida. Que por enquanto vai vibrando a cada gol e a cada 3 pontos conquistados. De grão em grão. De gol em gol. Inclusive àqueles que entram onde dorme a coruja.

Cleber Queiroga

qua, 03/02/10
por milton neto |
categoria Crônica

quem-e-quemSantos x Náutico. Vila Belmiro. Campeonato brasileiro da primeira divisão, em 2007.

Eu tinha chegado há pouco tempo na sede alvirrubra, na Av. Conselheiro Rosa e Silva. O bar do Americano iria passar no telão, o jogo, onde o Santos, de Wanderley Luxemburgo era favoritísismo. O Náutico de Roberto Fernandes procurava sair de uma situação incômoda, mesmo após vencer o Corinthians, em São Paulo, por 3 x 0.

Sentei numa mesa, ao lado de Cleber Queiroga, atual fisiologista da comissão técnica timbu. Ele com uma pasta na mão, perguntou se eu podia ajudá-lo, no “scout” do jogo.

- Com maior prazer, Cleber!

A partida começou, e agente contando. 1 lançamento pela direita. 2 cruzamentos. 1 falta. E por ai vai.

De repente, o jogo passando e o Náutico abriu o placar. Gol de Elicarlos, numa bobeada da defesa santista. 1 x 0 para o timbu!!!!

Golllllll!!!!

Rapaz, era impossível este placar. O Santos era bem melhor!

E quando Acosta fez 2 x 0, f… de vez. joguei a caneta e o papel para o alto e fiquei torcendo desesperadamente pelo fim do jogo – principalmente quando Kleber Pereira diminuiu.

- Acaba!!!!! Acaba!!!!

Quanta agonia. Lembro que, naquele ano, teve um arbitro que deu 7 minutos de acréscimos!!! Temia que isto voltasse a se repetir.

Mas deu tudo certo. O Náutico segurou o Santos e venceu, em plena Vila, por 2 x 1.

Muita felicidade. Muita alegria. Foi quando vi o Cleber ainda sentado, fazendo anotações. Eita, rapaz! O tal do scout! Tinha me esquecido. Mas não o Queiroga. Caba competente. Apesar da emoção da vitória fantástica, Cleber anotou tudo direitinho.

Pois hoje, dia 03 de fevereiro, de 2010, é aniversário deste excelente profissional e bom caráter.

Parabéns Cleber! Tudo de bom. E que hoje, o scout e o placar nos seja favorável!

Cada vez mais conhecido

ter, 02/02/10
por milton neto |
categoria Crônica

macugliaFoi hilário – embora tenha sido, também, angustiante.

O Náutico perdia para o Araripina, no sertão. Macúglia fazia sua última substituição. Entrava Nilson, no lugar de Denis.

De imediato, as “vozes” dos torcedores alvirrubros, na internet, “gritavam” em protesto contra o técnico Guilherme Macúglia.

Entretanto, faltando 5 minutos para o apito final, Rodrigo Dantas, aproveitando um cruzamento da direita, feito por Geilson (que entrara no segundo tempo, no lugar de Zé Carlos),  subiu, sozinho e cabeceou para o chão, no “contra-pé” do goleiro do Bode. Era o gol de empate timbu.

“Gooooool”, teclavam os mesmos torcedores.

E, quando Nilson, que tinha entrado, poucos minutos atrás, ganhou uma dividida, na entrada da área, e ficou frente a frente com o arqueiro do Araripina, tocando no canto direito daquele, e decretanto a vitória alvirrubra no sertão, a galera foi, literalmente à loucura!

“Macúglia, eu te amo”, exageraravam alguns.

O técnico saiu do inferno ao céu, em questões de minutos. E alguns passaram a vê-lo com “outros olhos”, em relação as suas preferências, na escalação e, principalmente, nas substituições. Afinal, no jogo anterior, contra o Santa Cruz, Dinda e Ithamar Rangel sairam do banco, para mudar a estória do jogo. Assim como Nilson, no último domingo.

Guilherme Leoni de Moura Macuglia foi jogador de futebol. E conhece bem os segredos da profissão. Ex- atacante do Grêmio, Esportivo de Bento Gonçalves, São Luiz de Ijuí, América de Rio Preto, Figueirense e Avaí, este  gaúcho de Porto Alegre começou a carreira no Grêmio em 1977 e “pendurou as chuteiras” no São Luiz, em em 1991, quando seu joelho já avisava que tinha que parar. 

Saia de cena o jogador e nascia o técnico, com curso de Educação Física (pela Unijuí). E foi no  São Luiz, de Ijuí que começou sua nova carreira, com passagens pelo Ypiranga do Rio Grande do Sul, Santo Ângelo, Brasil de Pelotas, Chapecoense, Pelotas, aspirantes do Grêmio, 15 de Novembro de Campo Bom, Esportivo, Novo Hamburgo, aspirantes do Internacional, Ulbra, Criciúma e Coritiba. Em 2008, dirigiu o Guaratinguetá no Campeonato Paulista, chegando às semi-finais da competição. Em maio de 2008, passou a comandar o Figueirense, de Santa Catarina. Em julho do mesmo ano assumiu o time do São Caetano pela série B do Campeonato Brasileiro. De lá para o América-RN, onde diputou a serie B, em 2009.

É adepto do “futebol arte”, embora não tenha, ainda, como fazer com que este tipo de futebol seja praticado no Náutico. Mas confia que isto será possível, com a equipe devidamente entrosada e ajustada (física e taticamente).

Esse é o desconhecido técnico que vem mostrando competência e que tem muita estrela, quando monta e substitui seus comandados. Que continue assim, Macúglia. E que, ao final de cada competição, possamos comemorar as suas conquistas – que serão, também, de cada um dos torcedores do Clube Náutico Capibaribe.

O surpreendente Cabense

ter, 02/02/10
por milton neto |
categoria Crônica

nau x sanQual o motivo do sucesso da Associação Desportiva Cabense, neste campeonato pernambucano de 2010?

O “passaro azulão” só tem 14 anos de fundação.  E se chamava Destilaria Esporte Clube, antes de passar para Cabense. Como Destilaria, participou dos estaduais de 93, 94 e 95, mudando para Cabense, que esteve no estadual, da primeira divisão, em 1996, 97 e 98. Só voltou em 2007, sendo rebaixada, novamente. Mas em 2009 retornou e permaneceu, para em 2010 estar fazendo uma campanha surpreendente.

A equipe de Rogério Zimmermann tem no atacante Nego Pai, o seu nome mais conhecido. Mas o atacante Clebson (que fez 2 gols no Vitória, nos 2 x 1, no Gileno De Carli), ou Eduardo (que marcou o gol da vitória por 1 x 0 sobre o Araripina, no sertão), Anderson ou Thiago Mixirica (os goleadores na vitória por 2 x 1 sobre o Sete de Setembro), bem como Evanilson e Márcio Azulão (que fizeram os gols na vitória, na estréia sobre o Ypiranga, por 2 x 1, em Santa Cruz do Capibaribe).

Só perdeu para o Santa Cruz (0 x 2, em casa) e para o Central (0 x 1, em Caruaru), na sexta rodada do estadual.

É uma equipe bem montada e vai ser difícil de ser derrotada em seu estádio (o Gileno De Carli), especialmente, com o jogo sendo transmitido, ao vivo, pela Globo, a partir das 21h (horário de Recife).

Apesar de toda dificuldade, o Náutico vem embalado, com 3 vitórias seguidas (Sete, Santa e Araripina) e quer buscar a liderança da fase (em caso de tropeço do Sport, contra o Santa Cruz, na sétima rodada).

Para tanto, terá a volta de Cláudio Luiz à zaga. E, provavelmente, o retorno de Gomes, numa possível formação com 3 zagueiros (o terceiro seria Vinícius).

E, desta forma, a provável formação do timbu será Gledson, Denis, Claudio Luiz, Gomes, Vinícius, Zé Carlos (de novo como ala esquerdo), Ramirez, Derley, Ithamar Rangel (ou Dinda), Bala e Rodrigo Dantas (ou Geilson).

Bruno Meneghel poderá ficar regularizado e estar à disposição do técnico Macúglia e Hamilton provavelmente esteja pronto na partida contra o Vitória ou Central. Restariam, ainda, Diogo, Felipe Pinto e o zagueiro (ainda a ser anunciado).

Como a cidade do Cabo de Santo Agostinho é na região metropolitana e o estádio fica na entrada da cidade, à beira da pista, a torcida do Náutico promete chegar junto e empurrar o time para uma importante (e difícil) vitória contra os donos da casa.

Mas não será nada fácil – como não tem sido todo o campeonato até agora.

Mais uma contratação: Felipe Pinto

ter, 02/02/10
por milton neto |
categoria informação

Depois de contratar um goleiro (Gustavo), dois laterais (Denis e Diogo – este último faltando alguns mínimos detalhes), dois zagueiros (Gomes e Vinícius), dois volantes (Ramirez e Márcio Tinga), dois meias (Zé Carlos e Ithamar Rangel) e três atacantes (Geilson, Bruno Meneghel e Rodrigo Dantas), o Náutico anunciou a 13a contratação: o meia Felipe Pinto.

Nascido em 17/10/81 (portanto com 28 anos), em São José do Norte-RS, o meia atuou no Pelotas, Grêmio, São José e Novo Hamburgo, no Rio Grande, Luverdense, Misto e União Rondonópolis, no Mato Grosso, Cianorte, no Paraná e Paulista de Jundiaí, de São Paulo.

É um meia habilidoso e criativo e será muito útil, numa posição que o Náutico está precisando compor o elenco.

Desta forma, com a vinda de mais um meia (possivelmente Luciano Henrique) e um zagueiro (se fala em Leandro ou Leonardo Silva), e quem sabe mais um lateral esquerdo (com a saída de Michel e a contusão de Santanna), o elenco timbu estará completo para buscar os títulos do estadual e da Copa do Brasil.321

Parabéns alvirrubro: Edmilson Boaviagem

ter, 02/02/10
por milton neto |

Hoje, dia 02/02, é o aniversário do Conselheiro alvirrubro, o advogado Edmilson Boaviagem. Parabéns! E muitos anos de vida, para ver o nosso Náutico conquistar muitas vitórias!edmilson

Falta 1 ponto para a liderança

dom, 31/01/10
por milton neto |

nau x ara

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma vitória sofrida, suada e 3 pontos a mais na tabela de classificação, deixam o timbu, com esta primeira vitória fora dos Aflitos, a um ponto da liderança do campeonato. Tudo bem que chegar em primeiro, nesta fase, não significa muita coisa, mas dá moral, pois ao contrário do atual líder, o nosso time ainda está em formação (e não perdeu nenhum ponto em casa).

Ainda faltam estrear Hamilton, Bruno Meneghel, Diogo, um novo zagueiro e um meia.

Entramos em campo, hoje, contra o Araripina, no sertão, com os desfalques de Cláudio Luiz e Gomes, na zaga e Juliano, no meio de campo. Desta forma, sem abdicar da formação com os 3 zagueiros, fora de casa, Macúglia armou a defesa com 2 alas (Denis e Zé Carlos) e com Vinícius,  Diego Bispo e Ramirez (mais recuado), além de Márcio Tinga e Derley à frente da zaga, com Dinda no meio e Carlinhos Bala e Rodrigo Dantas (outra estréia) no ataque.

Quando Dinda entra como titular, sente alguma dificuldade e, em geral, não reedita o futebol que tem, quando ingressa no transcorrer do jogo. E bem marcado, não conseguimos criar jogadas de perigo, ao longo de todo o primeiro tempo. Apenas algumas cobranças de escanteios e faltas, batidas por Bala.

Ao retornarmos para etapa final, sofremos um gol do “Chuteira-man”, Jessui e parecia que tudo estava perdido.

De imediato, vendo que Dinda não iria resolver, colocou Ithamar Rangel em seu lugar.  Logo depois, fez entrar Geilson, no lugar de Zé Carlos (que jogava na ala esquerda).

O Náutico mudou e passou a pressionar o Bode. E Felipe foi expulso, pelo Araripina, aos 25 minutos.

Foi quando brilhou a estrela de Macúglia. Com uma grande leitura do jogo, ele tirou Denis aos 30 minutos de jogo, do segundo tempo e colocou Nilson. A torcida foi a loucura. “Como é que colocar um volante, ao 30 do segundo tempo, quando estamos precisando fazer gol?” Veríamos depois, o que o técnico quis fazer.

Mas antes, Rodrigo Dantas empatou a partida, aos 40 minutos. O atacante que não desperdiçou a chance que teve e no seu primeiro jogo, marcou o seu primeiro gol.

A torcida passou a acreditar na virada. E ela aconteceu. No apagar das luzes. Nilson, o volante, foi o autor do gol. O segundo. E o timbu, apesar dos 4 minutos de acréscimos – que eram em razão das paralisações do time da casa – venceu o jogo no sertão.

E, agora, mesmo sem está jogando bem. Mesmo ainda em formação. O Náutico já está com apenas 1 ponto a menos do líder.

Se vencer o Cabense, no Cabo de Santo Agostinho, na próxima quarta-feira, dia 3 de fevereiro, e o Santa Cruz vencer o clássico, o alvirrubro chegará na sétima rodada, como líder do campeonato, num momento mais próximo da realidade da força de cada equipe no certame.

Foi difícil. Será difícil sempre. Mas o Náutico vai conquistando os pontos necessários e se aproximando de seus objetivos – que não é a liderança, mas o título do estadual!

ENNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNE!!!!!!

 

PS: O Sub-20 venceu por 3 x 2 e continua 100%

Uma boa base

dom, 31/01/10
por milton neto |
categoria Crônica

Os garotos do sub-20 estão fazendo uma grande campanha, no estadual 2010.

Foram 5 jogos e 5 vitórias.

2 x 0 no Vera Cruz, na estréia, em Vitória de Santo Antão. 3 x 1 no Salgueiro, nos Aflitos. 5 x 1 no Ypiranga, em Santa Cruz do Capibaribe. 6 x 0 no Sete de Setembro e 5 x 0 no Santa Cruz, ambos nos Aflitos.

São 21 gols marcados em 5 jogos, numa média espetacular de 4 gols por partida. A defesa, por sua vez, só sofreu 2 gols. Tudo bem que as equipes do interior não são páreo para Náutico, Sport, Santa Cruz e Porto, nesta categoria – pois não preparam suas divisões de base a contento, mas, sem dúvida alguma, os garotos alvirrubros, sob o comando de Sérgio China, estão de parabéns pela campanha até o momento.

Desde que começou a ser disputado, em 1993, o Santa Cruz foi o clube que mais conquistas obteve, com 7 vezes levantando a taça (1993, 94, 95, 96, 2000, 2002 e 2003), com o Sport tendo conquistado 5 títulos (1997, 98, 99, 2001 e 2006), o Porto 2 vezes (2004 e 2008) e o nosso Náutico, 3 campeonatos da categoria (2005, 2007 e 2009), sendo o atual campeão.

Aliás, não é a toa que o Náutico vem conquistando os títulos a partir de 2005. Com o trabalho da base sendo mais bem estruturado, com o CT e recursos que antes não dispunham, os títulos foram, enfim, surgindo. Uma estrutura muito melhor que a época que eu treinava na base timbu, nos anos 80 – aliás, sem comparação. Não tinha CT e treinávamos no sol das 14h, nos Aflitos. O treino consistia em dar voltas e mais voltas, na pista de areia que existia entre o gramado e as arquibancadas dos Aflitos. E, vez por outra (2 vezes por semana), tínhamos um coletivo – sempre muito disputado. Jogos eram raros. E treinávamos com uma surrada camisa cinza, com as iniciais “CNC”. Muita coisa mudou. Graças a Deus.base

E alguns garotos foram sendo aproveitado na equipe profissional. Só no time atual, dos profissionais, temos Diego Bispo, Onildo, Luiz Antônio, Diego, Wellington, Eduardo Erê, Nilson, Marquinhos, Dinda, Thiaguinho, Helton Luiz, Fernando e Emanuel. Isto sem falar em Piauí, que foi destaque no brasileiro da categoria, em 2009, mas que ainda não foi aproveitado por conta do acidente que sofreu, andando de moto.

Num passado recente, tivemos Rodolpho (ídolo no América-RN), David, Breno, Henrique (no Salgueiro), Diego (no Sete), Diogo, João Victor (hoje no time de Luiz Felipe Scolari), Vitor Batatinha, Odilon, Betinho, Reynaldo, John (no Inter), Danilo Lins, Anderson Lessa (no Cruzeiro), e tantos outros bons valores da nossa base.

Os jovens de hoje são Anderson Felipi Matias, Philip Luiz Soares, Erick Danilo, Luiz Fernando Monte, Diego, Rinaldo Batista Conrado, Wallace Santos Acioli, Helder Ribeiro, Andre Felipe Ursulino que já marcaram gol no campeonato atual.

Vale a pena chegar mais cedo no estádio e acompanhar o futebol dessa garotada.

O sertão vai virar mar?

sáb, 30/01/10
por milton neto |
categoria Crônica

A cidade de Araripina era conhecida, anteriormente por distrito de São Gonçalo e foi vila do distrito de Ouricuri.  O município está incluído na área do semiárido brasileiro e se insere totalmente na baicia do rio Brígida.

O clima é tropical e semi-árido quente, apresentando uma temperatura média de 24°C, ocorrendo um período seco de 7 a 8 meses por ano. Durante o inverno, a temperatura chega a cair a 17°C.

Já o Araripina Futebol Clube foi fundad0 em 2008 e teve um acesso meterórico para a primeira divisão do campeonato pernambucano.

No estadual de 2010, o Bode do sertão, como é conhecido, tem 4 pontos, nos 5 jogos que disputou. Venceu apenas 1 vez (o Ypiranga, por 3 x 2, no “Chapadão do Araripe”, na segunda rodada), tendo empatado uma (3 x 3 com o Vera Cruz em Vitória de Santo Antão, na terceira rodada) e perdeu os outros 3 jogos (Sport, Cabense e Porto), sendo que, a partida contra o representante do Cabo, tirou a invencibiliade do Araripina, em seus domínios.

Sua última atuação, em Caruaru, deixou marcado mais, não pelo resultado (derrota para o Porto), mas pelo incidente com o jogador Edu Matos, que sofreu 7 paradas cardíacas em campo e está internado, em estado grave, até hoje.

O time do técnico Jorge Luiz tem como atleta mais conhecido, no seu elenco o atacante Jessuí – aquele das comemorações que são feitas fazendo uma “ligação Sapatofônica com sua chuteira”. O torcedor do Náutico deve se lembrar de Junior Sertânia e Pedro Neto, que jogaram no timbu. Mas o Araripina também tem Romário, Dunga,  Marcelo (e não Marcelinho) Paraíba, Renan, Diego, o goleiro Dida (que não é o do Milan), Esquerdinha e Hiroshi (que não é o Sandro).

A viagem até Araripina é desgastante para qualquer time, que enfrenta uma distância de 690km do Recife.

No entanto, o Náutico de Guilherme Macúglia tem que pensar em somar os 3 pontos e embalar. Respeitando o Araripina, mas com postura de time grande.

Desta forma, a melhor formação para enfrentar o Bode, neste domingo, é Gledson, Denis, Vinícius, Ramirez, Zé Carlos (de lateral esquerdo), Márcio Tinga, Derley, Dinda, Ithamar Rangel, Carlinhos Bala e Rodrigo Dantas (com Geilson à disposição no banco).

Entrando em campo com seriedade e marcando o Araripina em seu campo, o timbu pode sim, voltar para Recife, com um resultado positivo.

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