Formulário de Busca

E agora? 28a Rodada (faltam 10)

Seg, 06/10/08
por milton neto |
categoria E agora?

Resultados da rodada:

- Náutico 0 x 2 Flamengo  – Péssimo resultado. A última vitória em casa foi no dia 06/09 (contra o Ipatinga). Depois foram 2 jogos sem vitórias (mesmo levando-se em conta que foram contra o Palmeiras e o Flamengo). Não se pode dar mais chance aos adversários, nos 4 últimos jogos nos Aflitos (Portuguesa, Vitória, Cruzeiro e Atlético-PR). São 4 decisões de campeonato.  

 

- Vasco 2 x 4 Figueirense  – Excelente resultado. Deixou o time carioca com a lanterna e com dois jogos difíceis pela frente (Sport na ilha e Flamengo);

- Fluminense 1 x 1 Goiás – Melhor teria sido se o Goiás tivesse segurado a vitória, mas os cariocas perderam 02 pontos e se mantém na zona do rebaixamento. 

- Santos 4 x 0  Atlético-PR  – Neste caso, o empater seria o ideal. Mesmo assim, o Peixe passaria o Náutico. Então, a derrota do Atlético foi ótimo, pois o time paranaense irá jogar contra o Fluminense (em Curitiba) e Internacional (em Porto Alegre).

- Vitória 3 x 1 Portuguesa – Excelente resultado, que manteve a Lusa na zona de rebaixamento;

- Ipatinga 1 x 3  São Paulo – Ótimo resultado, que deixou o time minero na zona do rebaixamento, com dois jogos difíceis (Cruzeiro  Figueirense) fora de casa;

- Palmeiras 2 x 1  Atlético-MG – Ótimo resultado, que deixou o time minero nos 34 pontos e ainda numa distância que pode ser alcançado pelo timbu (até porque pega o Flamengo no Rio e tem o Cruzeiro logo depois);

Cruzeiro 1 x 0  Sport,  Coritiba 4 x 2 Internacional,  Gremio 2 x 1 Botafogo – Resultados que, em nada influenciam na nossa classificação.

 

E agora?

Com aproveitamento de 35,71% (30 pontos em 28 jogos), o Náutico tem que melhorar para sair de vez do perigo da zona de rebaixamento (39,47% - Considerando que 45 pontos livraram o Goiás do rebaixamento em 2007), 38,59% (44 pontos que livraram o Palmeiras em 2006), 40,47% (51 pontos quando o campeonato tinha 22 equipes e livraram a Ponte Preta, em 2005), 36,95% (os mesmos 51 pontos, quando a competição tinha 24 clubes e livraram o Botafogo em 2004) ou 36,26% (50 pontos com 24 equipes, que livraram o Grêmio, em 2003).

Ou seja, entre 36,26% (41 pontos) e 40,47% (46 pontos) poderá estar escapando do rebaixamento. Seguramente, com 46 pontos, o timbu não será rebaixado. E, assim, com 30 pontos, restam 16 a serem conquistados.  5 vitórias e 1 empate nos próximos 10 jogos, sendo 4 partidas nos Aflitos (Portuguesa, Vitória, Cruzeiro e Atlético-PR), 5 fora (São Paulo, Internacional, Coritiba, Figueirense e Santos) e 1 no Recife (Sport).

 Lembrando que podemos escapar com 41 pontos (desde que outros estacionem) e, ai, seriam necessários mais 11 pontos ou 3 vitórias e 2 empates. O ideal, de fato é vencer mais 4 vezes, pelo menos.

Faltou giz no taco….

Sáb, 04/10/08
por milton neto |

file0329.jpgfile0281.jpgPodemos analisar o jogo de hoje, relembrando alguns lances (especialmente do segundo tempo).

 

10 minutos do segundo tempo: Felipe entra na área, depois de um belo passe de Paulo Santos, nas costas de Ronaldo Angelin e chuta cruzado. A bola cruza a pequena área e vai para a linha de fundo. Clodoaldo ainda se esticou, mas não alcançou a bola.

 

 16 minutos da etapa final: A bola rebatida na área rubro negra sobra para Derley que chuta da entrada da área com perigo. A bola tira tinta do travessão de Bruno.

 

20 minutos da mesma etapa: Ruy lança William que sozinho pela esquerda chuta cruzado, muito forte e nem Felipe e nem Clodoaldo chegam na bola, que vai parar na lateral do lado oposto.

 

25 minutos: Felipe levanta a bola na direita, em direção a pequena área rubro negra. Vagner cabeceia para o meio onde está Clodoaldo. Este ainda recua para ganhar força no cabeceio, mas a cabeçada vai em cima de Bruno.

 

28 minutos: Ruy lança Alessandro na esquerda. O ala entra na área e chuta forte para o alto, sem perigo para Bruno.

 

37 minutos: Felipe cobra a falta na área. No rebote, William chuta da entrada da área por cima do travessão.

 

45 minutos: Felipe perde um pênalti para o Náutico, após paradinha e chute muito no canto do goleiro. A bola vai para fora.

 

Ao contrário, o Flamengo, no mesmo segundo tempo (quando o Náutico melhorou com a entrada de Felipe e Derley), teve uma chance com Leo Moura, aos 41 minutos, chutando de fora da área e fazendo o segundo gol dos cariocas.

 

Na etapa inicial, o time da Gávea foi bem superior ao Náutico. Logo no primeiro minuto, Eduardo foi obrigado a espalmar para escanteio. E, com 15 minutos, já abria o placar com Marcelinho Paraíba cobrando pênalti.

 

O Flamengo teve a chance de aumentar numa bobeira de Everaldo que foi atrasar a bola e esta ficou com Vandinho, que driblou Eduardo e chutou cruzado, para ninguém.

 

Juan, Vandinho e Ibson ainda tentaram em outras boas oportunidades, mas o placar terminou em 1 x 0 no intervalo – o que parecia lucro para o time da casa.

 

Analisando o jogo, se pode ver que o Náutico teve várias chances, e não fez um gol sequer. Já o Flamengo teve boas chances (mas bem menos que o Náutico) e aproveitou 2 delas, convertendo e fazendo placar favorável.

 

Por isto, o Flamengo tem o melhor ataque da competição (43 gols marcados, junto com Grêmio e o Goiás) e o Náutico tem o terceiro pior ataque (apenas 29 gols em 28 jogos – quase 1 por jogo – ficando na frente apenas do Atlético-PR,com  27 e Ipatinga, com 28 gols).   Um aproveita as chances que surgem. O outro não.

O fundamento do CHUTE está precisando ser mais trabalhado pela comissão técnica alvirrubra. Estes gols começam a fazer falta, diante da ausência de pontos importantes. Os jogos em casa são decisões – e já perdemos a primeira das 5 que nos restavam.

 

Com 30 pontos, caímos 2 posições na tabela. Santos e Figueirense nos ultrapassaram com as respectivas vitórias sobre o Atlético-PR e Vasco. Menos mal que foram vitórias contra outras equipes que estão abaixo do timbu, na tabela -  e lá permanecem.

 

O grande problema é que o Náutico joga fora de casa, seus próximos compromissos. Contra o São Paulo (que briga pelo tricampeonato e venceu o Ipatinga em casa) e contra o Sport, na ilha. Dois jogos indigestos.

 

Enquanto isto, o Figueirense joga duas vezes no Estreito (contra Palmeiras e Ipatinga), o Santos duas vezes fora (contra o Grêmio e Botafogo) e, mais importante, o Atlético-PR pega o Fluminense (na Arena) e o Internacional (em Porto Alegre), a Portuguesa enfrenta o Coritiba e Goiás (no Canidé), o Ipatinga tem duas pedreiras fora de casa (Cruzeiro e Figueirense), o Fluminense tem o dois jogos fora (contra Atlético-PR e Vitória) e o lanterna Vasco pega o Sport na ilha e o Flamengo, no Maracanã.

 

 

 É bem verdade que repetir o time que jogou (bem) contra o Palmeiras (apenas com Clodoaldo no lugar de Gilmar) não foi uma boa ideia. O time não conseguiu se encontrar em campo e o Flamengo levava vantagem em outro fundamento - a “segunda bola”.  Kuki até que foi bem (brigando e correndo), mas Roberto Fernandes optou por sacá-lo, para colocar Felipe, no segundo tempo. Preferiu ter um homem alto na área adversária. Já a saída de Valdeir para a entrada de mais um volante, melhorou muito a marcação e a saída de bola. E, quando William entrou, no lugar de Paulo Santos, o time ganhou mais velocidade e qualidade no passe.       Façam suas apostas! Eu ainda aposto no Náutico, mas é bom passar um pouco de giz no taco…..

Hora de ferver o caldeirão!!

Sáb, 04/10/08
por milton neto |
categoria Charge

file0364.jpgVamos aos Aflitos, alvirrubros!! O Náutico precisa de seu apoio contra o Flamengo!!!

Duelos na lembrança de um alvirrubro

Sex, 03/10/08
por milton neto |

O primeiro jogo que vi, entre Náutico x Flamengo foi em 27/08/75. Eu tinha apenas 12 anos e meu pai me levou ao Arruda, para ver o time do “Titio” Fantoni, que tinha Neneca, Djalma Sales, Sidclay e França, Pedro Omar, Juca Show, Betinho e Jorge Mendonça, Vasconcelos e Lima. O time carioca, de Joubert, vinha com Luiz Florêncio, Luiz Carlos, Jaime e Junior, Liminha, Geraldo, Edson e Zico, Doval e Luisinho. 20.897 pessoas estavam presentes ao José do Rego Maciel. E o juiz era o paulista Armando Marques. Lima fez o gol da vitória do timbu, aos 20 minutos do segundo tempo. Um golaço, de pé esquerdo. Logo depois saiu para entrar Drailton, no meio de campo e garantir os 2 pontos (que era quanto valia a vitória na época).

 

Com 18 anos, no mesmo Arruda, vi o melhor jogo entre essas duas equipes. O Flamengo tinha acabado de conquistar o título mundial, no Japão. Vinha com força total. Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Junior, Vitor, Andrade, Adílio e Zico, Lico e Nunes, comandados por Carpeggiani.  O time alvirrubro entrou em campo com Jairo (ex-goleiro do Corinthians e Coritiba), Carlos Alberto Rocha (o baixinho bigodudo), Dimas e Douglas (a dupla D-D) e Carlinhos, Lourival (o recordista em vestir o manto alvirrubro), Luciano, Brás, Porto, Heider (o paraense) e o arisco Lupercínio.

 

O Flamengo abriu o placar, com o lateral Leandro, logo aos 9 minutos. Mas o sarará Douglas empatou aos 19, num primeiro tempo equilibrado e movimentado. No entanto, a segunda etapa foi elétrica. Heider virou e ampliou a vantagem, aos 3 e 6 minutos. Os 31.661 torcedores vibravam e mal acreditavam no que viam.

 

Só que o campeão mundial resolveu mostrar a qualidade que o levou ao título no Japão. E Lico diminuiu aos 12, com Zico marcando aos 24 e virando para o Flamengo, aos 29 – dando números finais a um espetacular jogo de futebol. Eu confesso que não fiquei chateado com a derrota em casa (3 x 4), depois de ver um jogo de tal magnitude. Ganhou o futebol!

 

Em 1984, ainda no Arruda, vi (com 29.078 pagantes) outro grande jogo. O Náutico tinha um bom time, com o goleiro Mazaroppi, o volante Lourival, o artilheiro Baiano e o atacante Mirandinha (que foi chamado quando estava no Náutico, para a seleção brasileira). O Flamengo tinha o goleiro Abelha, Lucio, Edmar, Bebeto e João Paulo. Enio Andrade levou a melhor sobre o time carioca de Cláudio Garcia. 2 x 1, com gols de Edson Gaúcho e Gerson para o timbu e Bebeto descontando para o Flamengo.

 

Não fui aos Aflitos, nos dois empates sem gols, de 1990 e 1992. Só voltei a ver um Náutico x Flamengo ano passado. O time deste mesmo Roberto Fernandes entrou em campo, diante de 17.988 pagantes e vibrantes alvirrubros. Com Fabiano, Sidny, Vagner, Everaldo e Julio César, Daniel Paulista, Elicarlos, Geraldo, Marcelinho, Felipe e Acosta. Joel Santana pôs em campo Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelin e Juan, Leo Medeiros, Cristian, Ibson e Toró, Max e Obina  (quase o mesmo time atual).

 

O sol de Recife brilhava sob o verde do gramado. E Sidny, aos 33 minutos do segundo tempo arriscou um chute de fora da área. A torcida foi à loucura. 1 x 0. Numero que seria definitivo. O jovem Helton entrou no lugar de Geraldo. Radamés no de Marcelinho e Ferreira no de Felipe. Por sinal, foi Ferreira que ajeitou a bola para o chute de Sidny. No Fla, Roger, Egídio e Paulo Sérgio entraram.

 

Portanto, ao todo, vi (ao vivo) apenas 4 jogos entre Náutico x Flamengo. Foram 3 vitórias e 1 derrota. 3 jogos no Arruda e apenas 1 nos Aflitos. Tudo bem que este jogo só reservou 17 encontros no brasileirão (9 no Recife – sendo apenas 3 nos Aflitos e 8 no Rio).

 

No palco deste sábado foram 3 jogos. 2 empates e 1 vitória timbu. E, assim como o Náutico não venceu o Flamengo no Rio, o time rubro negro nunca derrotou o alvirrubro no Eládio de Barros Carvalho.

 

A última vitória do Flamengo sobre o Náutico em Recife foi justamente naquele janeiro, do ano de 1982. O Flamengo de Zico e Cia foi o último rubro negro carioca a vencer o Náutico, na capital pernambucana, há exatos 26 anos!!

 

Pela Copa do Brasil, o Náutico só não chegou na final de 1990 porque perdeu para o campeão Flamengo, no Rio (porque no Recife foi 2 x 2- em mais um empate no Eládio de Barros Carvalho). O time de Bizu parou no campeão de Junior, Djalminha, Zinho e Renato Gaúcho.

 

Ou seja, sempre temos bons jogos entre estas duas equipes. Que não seja diferente, neste sábado. De um lado o campeão mundial de 1981. O pentacampeão brasileiro Flamengo. Time da massa. De uma torcida numerosa. Do outro o Náutico. Hexacampeão pernambucano. Vice-campeão brasileiro, da Taça do Brasil, de 1968. Um clube que já foi apenas de elite e que se tranforma a cada dia (com uma torcida gigantesca, que comparece aos jogos, lotando os Aflitos - sendo a maior em termos de ocupação de espaço no estádio - como bem lembrou Newton Pinheiro) . Sem ser tão popular quanto o Flamengo, mas com torcedores fieis e apaixonados (sempre vemos alvirrubros nos jogos do Náutico – jogue onde jogar). Torcedores que estarão em maior número no seu estádio, contra a maior torcida do Brasil, num belo espetáculo em vermelho e branco.

 

Acredito na vitória alvirrubra, pelo apoio de sua torcida, pela dedicação do elenco timbu e pela capacidade de seu treinador. Do outro lado, Caio Junior também é muito competente e tem um bom elenco nas mãos, mas o timbu tem que fazer prevalecer o mando de campo! ENNNNNNNNNNNE-A-U-T-I-C-O!

   

 

     

Sem titulares - Com Elenco!

Qui, 02/10/08
por milton neto |
categoria Crônica

Que conversa é essa de titular e reserva? Isto não existe numa competição com 38 rodadas!!!

Essa tempestade que se faz com o fato de Felipe não entrar jogando é desperdício de tempo.

O time que quiser se dar bem no brasileirão tem que ter ELENCO e não apenas bons jogadores titulares.

E, agora, posso dizer: o Náutico tem um bom elenco. E um grupo unido e forte - que também é muito importante.

Eduardo é quem joga, mas se não puder jogar (está com 2 cartões) será bem substituído por André Sangalli (que foi muito bem contra o Grêmio - quando não tomou gol até se machucar) ou Gledson (muito elogiado no Santa Cruz).

A zaga pode jogar com 3 ou 2 zagueiros, dando ao técnico opção tática para tanto. Adriano (que foi embora e voltou) mostra a cada jogo que é um excelente zagueiro. Vagner é uma unanimidade, na qualidade (e até foi eleito o melhor zagueiro do estadual em 2008). Negretti e Everaldo complementam a zaga, mais com força física que qualidade técnica - mas, igualmente, necessários. Ainda existe o garoto Titi (que veio do Internacional) e Toninho (que ainda está machucado - mas é um velho conhecido da torcida).

Na lateral direita, atua Ruy (que vem tendo uma boa atuação - a ponto de estar liderando algumas listas de melhores da competição, na posição), com o jovem Caju e o experiente Maurinho.

Na esquerda, o careca Alessandro vem dando conta do recado e jogando bem, mas Wellington e Anderson Santana são boas opções, para alguma eventualidade.

Já no quesito volante, temos até gente boa demais. Hamilton, Derley, Ticão se revezam, numa característica parecida dos 3. Eduardo Ere, Alceu e Reinaldo ficam de prontidão para suprir alguma necessidade numa posição onde a suspensão por cartões é corriqueira.

No meio de campo, que antes só tinha Geraldo para criar, apareceram o jovem e talentoso Willian, os versáteis Paulo Santos e Waldeir, o garoto Helton e o André Oliveira - além do próprio Geraldo.

E, finalmente, o ataque - que antes contava apenas com Wellington passou a ter Kuki de volta a boa fase técnica (embora não faça tantos gols como antes), Felipe (que tem sempre entrado - e muito bem - nos jogos), além de opções para variações táticas na frente, com Clodoaldo (atacante de área e alto), Gilmar (velocista), o jovem Anderson Lessa, além de Eliomar, Cristiano e Thiaguinho.

Mas, nem todos podem jogar. Sim, é verdade. Contudo, todos jogam. Todos vibram com os resultados. Desafio qualquer um. Apareçam nos vestiários do Náutico, nos dias de jogo. Invariavelmente irão encontrar praticamente todo o elenco. Independentemente de quem esteja jogando. Até porque, também já está preparando o time para o estadual de 2009, pois uma das metas (além da sulamericana) é o título estadual, ano que vem e a preparação já começou de agora.

As peças do jogo são definidas pelo técnico Roberto Fernandes, mas este não tem mais a falta de opções técnicas e táticas de outrora. Tem sim bons jogadores para escalar - e não apenas no começo do jogo, mas, principalmente, no transcorrer do mesmo, diante da necessidade que a partida exigir.

Difícil mesmo é escolher quem vai levar para o banco, para servir de opção e, invariavelmente, entrar no jogo.

O Náutico de hoje é assim. Unido. Forte. Determinado e sem titulares ou reservas, mas com um ELENCO. Um verdadeiro GRUPO de guerreiros! De homens com caráter! Atletas que honram a camisa que vestem. Enfim, um Náutico com cara de Náutico e não apenas com 11 titulares.

Suando nossa camisa e secando a dos outros - 28a Rodada

Qua, 01/10/08
por milton neto |

Com a rodada começando já nesta quarta-feira, antecipamos o “Suando”para náo torcer errado. 

Náutico x Flamengo. A vitória é o resultado que interessa, pois a seqüência será complicada, com São Paulo, Sport e Internacional, fora de casa e apenas a Portuguesa, nos Aflitos, nos próximos 4 jogos. Fluminense x Goiás. Que Hélio dos Anjos continue a bela trajetória, neste returno e arranque a vitória no Rio; Vasco x Figueirense. Um empate caia bem. Mas se alguém tiver que vencer, que seja o Náutico…..Santos x Atlético-PR.  Também o melhor é um empate, mas se o Santos vencer é melhor que uma vitória do Atlético.Ipatinga x São Paulo. Torcer pelo tricolor, para sossegar a reação do tigre. Vitória x Portuguesa. A derrota da Lusa é o melhor resultado para o timbu.Palmeiras x Atlético-MG. Que Luxemburgo continue na liderança e o Atlético  fique a um ponto de distância do Náutico.Cruzeiro x Sport. Vou torcer pelo ex-alvirrubro Elicarlos, já que o resultado aqui em nada influencia na tabela para o Náutico.Coritiba x Internacional. Jogo que não tem pra quem torcer.Grêmio x Botafogo. Também não temos pra quem torcer nesta partida. 

 

E agora? 27a rodada (faltam 11)

Ter, 30/09/08
por milton neto |
categoria E agora?

file0282.jpgResultados da rodada:

- Náutico 0 x 0 Palmeiras  – Tudo bem que vencer seria o resultado ideal. Mas foi bom jogar de igual para igual com o líder Palmeiras, num jogo onde qualquer um poderia ter vencido. Conquistamos um ponto e, mais uma vez, os outros resultados ajudaram e nos mantivemos na 13a colocação;

- Botafogo 1 x 1 Fluminense  – Bom resultado. Melhor seria se o Botafogo não tomasse o gol nos minutos finais;

- Ipatinga 3 x 1 Vasco – Como não dava para os dois perderem, a vitória do Ipatinga foi melhor do que tivesse ocorrido uma do Vasco;

- Santos 1 x 1  Portuguesa  – Excelente resultado. Manteve o Santos atrás do Náutico e não deixou a Portuguesa se aproximar tanto;

- Coritiba 1 x 1 Atético-PR – Bom resultado, pois deixou o Atlético atrás do Náutico;

- Atlético-MG 0 x 0  Figueirense – Melhor se o Galo tivesse vencido, mas o resultado mantém o Figueirense atrás do timbu;

Flamengo 2 x 1  Sport,  Goiás 3 x 0 Vitória,  São Paulo 2 x 0 Cruzeiro e Internacional 4 x 1 Grêmio – Resultados que, em nada influenciam na nossa classificação.

 

E agora?

Com aproveitamento de 37,03% (30 pontos em 27 jogos), o Náutico ainda continua próximo do ideal para sair de vez do perigo da zona de rebaixamento (39,47% - Considerando que 45 pontos livraram o Goiás do rebaixamento em 2007), 38,59% (44 pontos que livraram o Palmeiras em 2006), 40,47% (51 pontos quando o campeonato tinha 22 equipes e livraram a Ponte Preta, em 2005), 36,95% (os mesmos 51 pontos, quando a competição tinha 24 clubes e livraram o Botafogo em 2004) ou 36,26% (50 pontos com 24 equipes, que livraram o Grêmio, em 2003).

Ou seja, entre 36,26% (41 pontos) e 40,47% (46 pontos) poderá estar escapando do rebaixamento. Seguramente, com 46 pontos, o timbu não será rebaixado. E, assim, com 30 pontos, restam 16 a serem conquistados.  5 vitórias e 1 empate nos próximos 11 jogos, sendo 5 partidas nos Aflitos (Flamengo, Portuguesa, Vitória, Cruzeiro e Atlético-PR), 5 fora (Atlético-MG, São Paulo, Internacional, Coritiba, Figueirense e Santos) e 1 no Recife (Sport).

 Lembrando que podemos escapar com 41 pontos (desde que outros estacionem) e, ai, seriam necessários mais 11 pontos ou 3 vitórias e 2 empates. O ideal, de fato é vencer mais 5 vezes, pelo menos.

O jogo contra o Flamengo é jogo para lotar o Caldeirão e apoiar o time. Vamos vencer o jogos em casa e partir para outra meta – a sulamericana.

Tablas!

Dom, 28/09/08
por milton neto |

file0588.jpgSsshhhh! Silêncio! O jogo está sendo estudado. As peças estão postas na mesa. De um lado o mais bem sucedido estrategista do Brasil.  Do outro, também um estrategista e jovem promessa nacional.

 

 

Wanderley Luxemburgo, do alto de seus 5 títulos nacionais (93, 94, 98, 03 e 04), 1 Copa do Brasil (03), 7 paulistas (90, 93. 94, 96, 01, 06 e 07), 1 mineiro (03), entre outros com Palmeiras, Corinthians, Santos, Bragantino e Cruzeiro e ex-treinador da seleção brasileira de futebol, escalou uma equipe do Palmeiras com Marcos, Gustavo, Maurício e Martinez; Élder Granja, Pierre, Sandro Silva, Diego Souza e Leandro; Alex Mineiro e Kléber.   Do outro lado do tabuleiro, o jovem e promissor Roberto Fernandes que tem seu nome relacionado aos novos talentos do futebol nacional, pôs o Náutico em campo, com Eduardo; Ruy, Vagner, Everaldo e Alessandro Silva; Hamilton, Adriano, Valdeir e Gilmar, Kuki e Paulo Santos. A grande surpresa no time pernambucano foi a escalação de Gilmar no ataque (no lugar de Clodoaldo ou Felipe) e Paulo Santos, ao lado de Waldeir, liberando Ruy, no meio de campo. Quase uma jogada de mestre! O problema é que o “jogo de xadrex” tinha um mestre do outro lado.  E, apesar do primeiro lance ter sido alvirrubro (com Kuki entrando feito um “bispo” pela diagonal e forçando Marcos sair do jogo pondo a bola para escanteio), as peças do tabuleiro alviverde passaram a mandar no jogo e ganhavam as jogadas no campo adversário.  Com Diego Souza, Alex Mineiro e Kleber infernizando a defesa alvirrubra, a equipe “branca” (e vermelha) era obrigada a sair para o jogo numa ligação direta. E a bola batia e voltava para o campo timbu.  Mesmo com várias “torres” (Adriano, Vagner, Everaldo e Hamilton) protegendo o gol, Martinez ficou cara a cara com Eduardo e perdeu um gol feito, ao se ver sozinho com o gol. Menos mal que Eduardo estava atento e se jogou na bola. Pouco depois foi a vez de Kleber pegar a sobra, dentro da área e chutar para fora.    No segundo tempo, o rei alvirrubro deu um xeque e meteu para o gol de Marcos, mas o lance foi anulado e o jogo seguiu equilibrado.  Diego Souza entrou pela direita e chutou para Eduardo defender com o pé para escanteio. E Alex Mineiro, em um lance depois, tocou na saída do goleiro alvirrubro. A bola foi indo. Foi indo. Ia entrando, quando, do nada, apareceu o zagueiro Adriano que, com uma experiência que não condiz com sua pouca idade, se jogou na bola de um jeito que o seu pé teve condições de parar a pelota, ao tempo que seu corpo entrava no gol e ficava de frente para a bola. Esta parada, como se esperasse o defensor levantar e, com muita tranqüilidade, sair jogando. Um lance impressionante.   Tiago recebeu um lançamento de Leo Lima e, de primeira, mandou para as redes. Mas ele e mais dois palmeirenses estavam a quilômetros de impedimento e o gol foi anulado.  No último lance de perigo, Felipe (que tinha entrado no lugar de Gilmar), recebeu um belo lançamento, entrou na área, driblou Marcos e chutou sem goleiro e (infelizmente) também sem ângulo. Nem dava para tocar para Clodoaldo (que estava no lugar de Kuki) que pedia a bola na pequena área.   Roberto Fernandes ainda colocou Geraldo no lugar de Paulo Santos para dar mais velocidade (como foi o caso) na saída de bola. Inteligentemente, não saiu para o jogo, para tentar o gol de qualquer jeito. Esperou o Palmeiras e saiu na boa. O próprio Luxemburgo reconheceu que se surpreendeu, pois esperava que os donos da casa viessem para cima e iria explorar os contra ataques.  Sem um e sem o outro arriscarem mais do que poderiam se expor, o jogo seguiu estudado até o fim.    O Palmeiras satisfeito com o resultado que lhe deu a liderança (com a derrota do Grêmio para o Inter) e o Náutico satisfeito de ter encarado o líder (mais um) de igual para igual se mantendo na 13ª colocação (com os resultados que ajudaram na rodada), mas, sem dúvida alguma, lamentando o gol anulado de Kuki e a grande chance com Felipe, que poderiam ter dado a vitória e importantíssimos 3 pontos.

E, ao final dos 90 minutos, deu empate - também indicado pelo termo Tablas (de origem espanhola) que é a situação na qual a partida de xadrez termina sem que nenhum dos enxadristas alcance a vitória – como foi o caso.

Um jogo - várias histórias

Ter, 23/09/08
por milton neto |

robertof1.JPGfile0318.jpgVontade. Palavra mágica. Superação, união (dos jogadores, comissão técnica, torcida e diretoria) para vencer este jogo - que, se não é fundamental, é importantissimo, por ser em casa e poucos serão (dentre os adversários diretos na luta contra o rebaixamento, os que arrancarão pontos do Palmeiras). 

O excelente time alviverde não é imbatível. Perdeu para o Sport três vezes este ano (4 x 1, 3 x 0 e 2 x 0). Perdeu para o Vasco (de quem já vencemos em São Januário). Perdeu para o Botafogo, Goiás e São Paulo (três times que derrotamos nos Aflitos, nesta competição). E foi goleado pelo Inter (que tem sido irregular na competição), de quem não vencemos por causa de um gol nos minutos finais. Ou seja, dá para ganhar. Não subestimem o Náutico.

Evidentemente que, individualmente, o time do Palmeiras é melhor que o do Náutico. E que está brigando pelo título, enquanto o Náutico luta para não cair. Mas o Palmeiras (assim com o Internacional) era favorito para a conquista da Copa do Brasil e deu no que deu. Futebol é assim. Nem sempre o favorito vence. E é que bom que seja assim.  Por isto mesmo não acredito quando dizem que Luxemburgo afirmou que o jogo já está ganho e que o Palmeiras já será o líder no domingo. Ora, se ele estivesse achando isto, não estaria poupando titulares na sulamericana, na quarta-feira. Ele está focado no jogo dos Aflitos. Não quer ser surpreendido, pois o seu foco no ano é o título nacional (mais um para seu extenso currículo).  Ele sabe que o jogo não será fácil. Que o Náutico não é “pato morto”. Que a torcida alvirrubra é a que mais enche o caldeirão (proporcionalmente a capacidade do estádio).

Roberto Fernandes venceu Luxemburgo no duelo travado na Vila Belmiro, em 2007, pela primeira divisão. O Santos perdeu por 2 x 1 para o Náutico naquele jogo. De lá para cá, forma dois confrontos entre os dois treinadores. Duas vitórias do atual técnico alviverde. 2 x 1 para o Santos, nos Aflitos e 2 x 0 para o Palmeiras, no Pacaembu - demonstrando um equilíbrio no confronto dos treinadores – que, por sinal, são amigos. Por sinal, o confronto envolvendo Náutico e Palmeiras tem boas histórias. Eu mesmo já presenciei, ao vivo, algumas delas.    Vi um jogo no Arruda, em 17/04/83, com 44.424 pagantes, onde o Náutico meteu 3 x 0 no Palmeiras. Com 2 gols de Mirandinha e 1 de Baiano, a equipe de Luciano Veloso (que tinha Pimenta, Vilson Cavalo, Ivan, Zé Eduardo, Alberis, Lourival, Zé Ronaldo, Manguinha, Ademir Lobo, além de Mirandinha e Baiano) passou pelo time de Rubens Minelli (de Perivaldo, Luiz Pereira, Batista, Baroninho, Cléo e Jorginho).  Vi outro jogo, também no Arruda, em 1985, com um time muito parecido com o de 83, vencer o Palmeiras de Leão, Mendonça,  Márcio, Nenê, Gilson Nunes e Mário Sérgio. O Náutico tinha Givanildo Oliveira no comando. E os gols da vitória alvirrubra (2 x 1) foram de Edson Gaúcho e Neto.   Também vi o jogo de 11/05/92, no Eládio de Barros Carvalho. 1 x 0, com gol de Augusto. Mario Juliato colocou em campo, o goleiro Mauri, Levi, Cafezinho, Freitas, China, Fagundes, Nivaldo. E o Palmeiras, de Nelsinho Batista (ele mesmo) tinha Carlos, Oldair, Toninho, Galeano, entre outros.

Lembro, ainda, que, quando o Palmeiras foi parar na segunda divisão, em 10/05/03, travou uma batalha nos Aflitos. E perdeu. 2 x 1 para o timbu, com Thiago Gentil marcando para o Palmeiras.   E, num distante ano de 1967, Náutico e Palmeiras fizeram a final da Taça Brasil.  Um jogo em Recife (onde o Palmeiras venceu), outro em São Paulo (no qual o Náutico venceu) e a negra e decisiva partida, ocorrendo no Maracanã, com a conquista do título nacional pelo alviverde. 

Lembro, inclusive, que alguns de nossos craques foram brilhar no time verde. Jorge Mendonça é um dos mais famosos. Junto com ele, também foi Vasconcelos, daquele timaço de 1974, comandado por Orlando Fantoni, que tinha Neneca, Beliato, Sidiclay, Juca Show, Drailton, Jorge Mendonça, Dedeu, Vasconcelos, Paraguaio, Lima… De lá já vieram Fedato, Tiago (que se lá é Gentil, aqui é Tubarão) e, principalmente Bizu. Ídolo alvirrubro da década de 90.    Vontade. Palavra mágica. Superação. Certamente, estes ingredientes estarão em campo, nos Aflitos. Vestindo a camisa vermelha e branca. Lembrando do passado do time pernambucano nestes duelos contra o Palmeiras e fazendo um novo capítulo nesta bela história.

E agora? 26ª Rodada (faltam 12)

Dom, 21/09/08
por milton neto |
categoria E agora?

 

file0431.jpg

Resultados da rodada:

- Atlético-MG 2 x 1 Náutico  – Resultado só não foi péssimo porque todos os concorrentes diretos perderam pontos preciosos (exceto a Portuguesa). Mas todos continuam atrás do timbu;

- Portuguesa 3 x 1 Botafogo  – O único resultado ruim. Mas, mesmo assim, manteve a Lusa a 3 pontos de distância. E a Portuguesa pega o Santos, na Vila, na próxima rodada;

- Flamengo 1 x 0 Ipatinga – Ótimo resultado. Mantém o time mineiro 5 pontos atrás;

- Fluminense 2 x 3 Coritiba  – Excelente resultado. Deixa o Flu na zona de rebaixamento;

- Palmeiras 2 x 0 Vasco – Bom resultado, pois deixou o Vasco estacionado. Só foi ruim, porque o Palmeiras vem com chances de buscar a liderança contra o Náutico;

- Atlético-PR 0 x 0  Grêmio – Não deu para o Grêmio vencer, mas o Atlético também não. E, assim, o furacão continua atrás do timbu e tem 2 jogos fora de casa, pela frente (o clássico com o Coxa e o Santos, na Vila).

-  Figueirense 3 x 4 Cruzeiro – Ótimo resultado. A derrota do Figueirense, no estreito, deixa o time catarinense atrás e com dois jogos fora (Atlético-MG e Vasco);- Goiás 4 x 1 Santos – Espetacular resultado. O Santos que poderia nos passar com um simples empate, perdeu e, de quebra ficou com um gol a mais, apenas, no saldo de distância; 

Internacional 1 x 0 Vitória e Sport 0 x 0 São Paulo – Resultados que, em nada influenciam na nossa classificação.

 

E agora?

Com aproveitamento de 37,17% (29 pontos em 26 jogos), o Náutico ainda está próximo do ideal para sair de vez do perigo da zona de rebaixamento (39,47% - Considerando que 45 pontos livraram o Goiás do rebaixamento em 2007), 38,59% (44 pontos que livraram o Palmeiras em 2006), 40,47% (51 pontos quando o campeonato tinha 22 equipes e livraram a Ponte Preta, em 2005), 36,95% (os mesmos 51 pontos, quando a competição tinha 24 clubes e livraram o Botafogo em 2004) ou 36,26% (50 pontos com 24 equipes, que livraram o Grêmio, em 2003).

Ou seja, entre 36,26% (41 pontos) e 40,47% (46 pontos) poderá estar escapando do rebaixamento. Seguramente, com 46 pontos, o timbu não será rebaixado. E, assim, com 29 pontos, restam 17 a serem conquistados.  5 vitórias e 2 empates nos próximos 12 jogos, sendo 6 partidas nos Aflitos (Palmeiras, Flamengo, Portuguesa, Vitória, Cruzeiro e Atlético-PR), 5 fora (Atlético-MG, São Paulo, Internacional, Coritiba, Figueirense e Santos) e 1 no Recife (Sport).

 Lembrando que podemos escapar com 41 pontos (desde que outros estacionem) e, ai, seriam necessários mais 12 pontos ou 4 vitórias. O ideal, de fato é vencer mais 5 vezes, pelo menos.

O jogo contra o Palmeiras é jogo para lotar o Caldeirão e apoiar o time. Vamos vencer os 2 jogos em casa e partir para outra meta – a sulamericana.

 


Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade