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Cruzeiro: pequena vantagem no duelo contra argentinos na Libertadores

ter, 14/07/09
por gm marcelo |

Pela terceira vez, o Cruzeiro decide um título de Libertadores contra um clube argentino. E se depender do retrospecto do clube celeste contra times ‘hermanos’, a finalíssima contra o Estudiantes promete ser muito equilibrada. O Cruzeiro leva pequena vantagem no duelo contra equipes argentinas emjogos válidos pelo torneio mais importante do continente. Em 21 duelos, o time brasileiro venceu nove, perdeu oito e empatou quatro.

Um terço destes jogos ocorreu em finais. Em 1976, o Cruzeiro levou a melhor. Goleou o River Plate no Mineirão por 4 a 1, perdeu no Monumental de Nuñez por 2 a 1 e comemorou o título ao derrotar o adversário por 3 a 2 no jogo-extra em Montevidéu.

No ano seguinte, a história foi semelhante, mas como um personagem diferente e final infeliz para o time celeste. O adversário na decisão foi o Boca Juniors. No jogo de ida, em Buenos Aires, vitória argentina por 1 a 0. O time brasileiro devolveu o placar em Belo Horizonte. E novamente, um jogo-desempate foi necessário. E o Boca Juniors levou a melhor nos pênaltis (5 a 4).

Em 1994, o time brasileiro encarou o Boca Juniors na primeira fase. E conseguiu derrotar o gigante argentino dentro de La Bombonera por 2 a 1 (relembre imagens da partida no vídeo acima). E no Mineirão, o magrinho Ronaldo fez um golaço, assegurando novo triunfo pelo mesmo placar. O jovem camisa 9 pegou a bola no círculo central, passou por três marcadores, driblou o goleiro Navarro Montoya e tocou para a rede (veja no vídeo abaixo).

 

Em 1997, o Cruzeiro conquistou pela segunda vez o título da Libertadores sem enfrentar clubes argentinos. E em 2009, já ficou diante do Estudiantes por três vezes: venceu a primeira por 3 a 0 no Mineirão, perdeu a segunda por 4 a 0 em La Plata e arrancou um empate sem gols no primeiro jogo da final, também na Argentina. A negra será nesta quarta.

E o que você acha que vai dar? Cruzeiro ou Estudiantes? Deixe o seu comentário.

Jogos do Cruzeiro contra argentinos na Taça Libertadores

1975

Fase semifinal

Cruzeiro 2 x 0 Rosário Central
Cruzeiro 2 x 0 Independiente
Rosário Central 3 x 1 Cruzeiro
Independendiente 3 x 0 Cruzeiro

1976

Final

Cruzeiro 4 x 1 River Plate
River Plate 2 x 1 Cruzeiro
Cruzeiro 3 x 2 River Plate – jogo-extra em Santiago

1977

Final

Boca Juniors 1 x 0 Cruzeiro
Cruzeiro 1 x 0 Boca Juniors
Cruzeiro 0 x 0 Boca Juniors – Boca 5 x 4 nos pênaltis – jogo-extra em Montevidéu

1994

Primeira fase – Grupo 2

Cruzeiro 1 x 1 Veléz Sarsfield
Boca Juniors 1 x 2 Cruzeiro
Vélez Sarsfield 2 x 0 Cruzeiro
Cruzeiro 2 x 1 Boca Juniors

2008

Primeira fase – Grupo 1

San Lorenzo 0 x 0 Cruzeiro
Cruzeiro 3 x 1 San Lorenzo

Segunda fase

Boca Juniors 2 x 1 Cruzeiro
Cruzeiro 1 x 2 Boca Juniors

2009

Primeira fase – Grupo 5

Cruzeiro 3 x 0 Estudiantes
Estudiantes 4 x 0 Cruzeiro

Final

Estudiantes 0 x 0 Cruzeiro

Cruzeiro desafia vantagem de argentinos em finais de Libertadores

sex, 03/07/09
por gm marcelo |

Pela 12ª vez na história da Libertadores, brasileiros e argentinos estarão frente a frente em uma decisão da principal competição de clubes do continente americano. E o Cruzeiro terá que superar o retrospecto superior dos ‘hermanos’ nas finais contra os clubes nacionais. Nos 11 encontros até hoje, os argentinos levaram a melhor em oito. Em apenas três oportunidades, os clubes brasileiros levantaram a taça da Libertadores superando os maiores rivais na finalíssima. E o Cruzeiro tem essa honra em seu currículo.

Em 1976, na primeira das quatro vezes em que chegou à final da competição, o time celeste encarou o River Plate na decisão. E mostrou força ao derrotar a equipe que contava com jogadores que seriam campeões mundiais pela Argentina dois anos depois (Fillol, Passarella, Luque, Alonso). Após golear o adversário no Mineirão por 4 a 1 (Nelinho, Palhinha (2), Valdo e Mas), a equipe brasileira perdeu no Monumental de Nuñez por 2 a 1 (Lopez, Gonzalez e Palhinha). Como o saldo de gols não valia como critério de desempate na época, a realização de um terceiro jogo foi necessária. E no estádio Nacional  (Santiago do Chile), o time brasileiro venceu por 3 a 2 – gols de Nelinho, Ronaldo, Mas, Urquiza e Joãozinho, este aos 43 do segundo tempo – e comemorou o título.

No ano seguinte, o Cruzeiro encarou novamente um argentino na decisão. Naquela oportunidade, foi o Boca Juniors. Novamente, um jogo-extra foi necessário após vitórias por 1 a 0 para cada lado em casa. E, no Centenário (Montevidéu), o Boca Juniors levou a melhor nos pênaltis (5 x 4), após empate sem gols no tempo normal.

O Boca esteve cinco vezes diante de brasileiros em decisões da Libertadores. Além de superar o Cruzeiro em 77, bateu Palmeiras (2000), Santos (2003) e Grêmio (2007). A única derrota do time mais popular da Argentina foi no primeiro confronto direto Brasil x Argentina. Em 1963, o Santos de Pelé, Coutinho, Pepe, Zito, Gilmar e companhia venceu no Maracanã (3 a 2) e conseguiu a proeza de calar La Bombonera com um triunfo por 2 a 1.

A terceira vitória verde-amarela em decisões de Libertadores contra argentinos ocorreu em 1992. O São Paulo de Telê, Raí e Muller perdeu o jogo de ida para o Newell’s Old Boys por 1 a 0, devolveu o placar no Morumbi e foi mais eficiente na disputa de pênaltis (3 a 2), ganhando o primeiro de seus três títulos da competição.

Adversário do Cruzeiro na finalíssima de 2009, o Estudiantes já enfrentou um clube brasileiro em decisão de Libertadores. E levou a melhor. Em 1968, venceu o Palmeiras na Argentina por 2 a 1 e perdeu em São Paulo por 3 a 1. No terceiro jogo, no Uruguai, triunfou por 2 a 0 e ficou com o caneco.

Confrontos entre Brasil e Argentina em finais de Libertadores

1963 – Santos x Boca Juniors
1968 – Estudiantes x Palmeiras
1974 – Independiente x São Paulo
1976 – Cruzeiro x River Plate
1977 – Boca Juniors x Cruzeiro
1984 – Independiente x Grêmio
1992 – São Paulo x Newell’s Old Boys
1994 – Veléz Sarsfield x São Paulo
2000 – Boca Juniors x Palmeiras
2003 – Boca Juniors x Santos
2007 – Boca Juniors x Grêmio

E o que você acha que vai dar na decisão da Libertadores-2009? Cruzeiro ou Estudiantes? Deixe a sua opinião na caixinha de comentários

“Existe um grande clube na cidade…”

qui, 01/01/09
por gm marcelo |

Cruzeiro completa 88 anosA cidade era a Belo Horizonte da primeira metade do século XX. O ano: 1921. A colônia italiana era significativa na capital mineira e sentia falta de um clube que reunisse seus integrantes. Logo após a virada do ano, em 2 de janeiro, o sonho se tornou realidade: nascia a Societá Sportiva Palestra Italia, com as cores da bandeira do país europeu: verde, vermelho e branco. E nesta sexta-feira, uma dia depois dos festejos de Ano Novo, a torcida do Cruzeiro, herdeiro do Palestra mineiro, comemora o 88° aniversário do clube, que neste ano tem como principal desafio a luta para conquistar pela terceira vez o título da Taça Libertadores. E para voltar a disputar o Mundial de Clubes.

O futebol no antecessor do Cruzeiro não demorou surgir. Três meses após a fundação, em 3 de abril, o clube disputava pela primeira vez uma partida de futebol. E a trajetória foi vitoriosa desde o pontapé inicial: triunfo de 2 a 0 sobre um combinado de Nova Lima. Duas semanas depois, o capítulo número um daquele que se tornaria o principal confronto do futebol de Minas e uma das principais rivalidades do futebol nacional. Diante do Atlético-MG, clube com 13 anos de existência, o Palestra Itália mostrou força e venceu por 3 a 0 o primeiro dos clássicos.

Palestra Itália, campeão mineiro de 1928Inicialmente, o estatuto do clube só permitia a admissão de sócios ligados à colônia italiana. A restrição foi retirada em 1925, contribuindo para o fortalecimento do time. Logo no ano seguinte, o clube conquistou o Campeonato Mineiro. A primeira de 34 conquistas locais.

Em 1942, no auge da Segunda Guerra Mundial, assim como ocorreu com outros clubes brasileiros, a diretoria do Palestra Itália foi obrigada a trocar o nome da agremiação, para cumprir o decreto do Governo Vargas que proibia denominações com alguma ligação a nações do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Em 30 de janeiro, o nome mudou para Palestra Mineiro. Que foi alterado novamente em 29 de setembro para Ypiranga. Sob essa denominação,  a equipe disputou apenas uma partida. O nome definitivo foi aprovado em 7 de outubro de 42: Cruzeiro Esporte Clube.

Com a a constelação do Cruzeiro do Sul no peito e de azul e branco, a equipe ultrapassou as fronteiras de Minas nos anos 60, com a inclusão de representantes mineiros em disputas inter-estaduais de clubes. Naquela década, o Cruzeiro montou um de seus melhores times – para muitos, o melhor – e dominou o futebol local – foi pentacampeão mineiro no período 65/69. E desbancou até o poderoso Santos de Pelé e cia. Na decisão da Taça Brasil de 1966, o time de Tostão, Piazza, Raul, Natal e Dirceu Lopes aplicou históricos 6 a 2 no primeiro jogo da decisão, no novíssimo Mineirão, inaugurado no ano anterior. No jogo de volta, no Pacaembu, o Cruzeiro confirmou seu poderio e venceu novamente (3 a 2), conquistando um dos títulos mais importantes de sua trajetória.

Nos anos 70, o clube manteve sua força em âmbito nacional, chegando duas vezes seguidas à decisão do Brasileiro. Em 1974, por ter campanha superior, teria direito a disputar a final contra o Vasco no Mineirão. Mas a então CBD decidiu inverter a mando, com a alegação de que houve invasão de campo em rodada anterior. No Maracanã, o time carioca levou a melhor, ganhando por 2 a 1. No ano seguinte, o time mineiro caiu diante do Internacional – 1 a 0 no Beira-Rio.

Futpédia: os números do Cruzeiro em Campeonatos Brasileiros

Cruzeiro campeão da Libertadores em 1997Mas o vice-campeonato nacional renderia frutos em 1976. Classificado para a Taça Libertadores, o time celeste eliminou o Inter na primeira fase e chegou à final, diante do River Plate. Com vários jogadores de seleção no elenco (Raul, Nelinho, Palhinha, Jairzinho, Joãozinho), o Cruzeiro conquistou o título em um jogo extra em Santiago do Chile (3 a 2), após golear o time argentino no Mineirão (4 a 1) e perder apertado no Monumental de Nuñez (2 a 1). Vinte e um anos depois, incluindo um vice-campeonato em 1977, o clube voltaria a vencer a competição, superando o Sporting Cristal (Peru) na finalíssima por 1 a 0, gol do ponta-esquerda Elivélton.

Nos dois anos, faltou a conquista do Mundial Interclubes. Em 1976, o time brasileiro caiu diante do poderoso Bayern de Munique, base da seleção alemã campeã da Copa de 74 (Franz Beckenbauer, Sepp Maier, Gerd Müller) - 0 a 2 debaixo de neve na Baviera e 0 a 0 em Minas. Em 1997, novamente um time alemão impediu uma conquista cruzeirense. O time brasileiro contratou o zagueiro Gonçalves e o atacante Bebeto especialmente para enfrentar o Borussia Dortmund em Tóquio. Mas a tática não superou o maior entrosamento do campeão europeu, que venceu por 2 a 0.

No século XXI, o Cruzeiro se manteve na rota de conquistas. E o ano de 2003 foi especial para o clube, quando obteve a “Tríplice Coroa”, ganhando o Campeonato Mineiro, a Copa do Brasil pela quarta vez (assista no vídeo acima lances da finalíssima contra o Flamengo) e o Campeonato Brasileiro. Apesar do clube considerar a Taça Brasil de 1996 como título nacional, oficialmente faltava a conquista no currículo. E, no primeiro ano do sistema de pontos corridos na competição, o time celeste alcançou o objetivo tão desejado. Com Vanderlei Luxemburgo à beira do campo e Alex em excelente fase, o Cruzeiro assegurou o título na antepenúltima rodada, ao superar o Paysandu por 2 a 1 no Mineirão. E fechou a competição com chave de ouro: goleada por 7 a 0 no Bahia, ultrapassando os 100 gols na competição (102). Número recorde no Nacional de todos contra todos em turno e returno. Uma nova marca na história estrelada do time azul-celeste de Minas.

Futpédia: tudo sobre o Campeonato Brasileiro de 2003

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Relembre no vídeo abaixo a vitória que assegurou o título do Brasileiro de 2003 ao Cruzeiro

E para você: qual foi a conquista mais marcante do Cruzeiro? Envie pela caixinha de comentários



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